aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

ROMA

 

SALESIANOS CELEBRAM

CANONIZAÇÃO DE DOM BOSCO

 

«A santidade de Dom Bosco, na lembrança do 1 de Abril de 1934» é o título da carta que o Reitor-mor, Pe. Pascual Chávez, enviou a todos os salesianos do mundo por ocasião dos 75 anos de canonização do Fundador da Congregação, celebrados no passado dia 1 de Abril.

 

Esta data, segundo o Pe. Chávez, deve ajudar os salesianos a compreender que no centro da sua vida e vocação está a santidade do Fundador: «A nossa admiração por Dom Bosco cresce por causa da sua santidade e é isto que nos convida à invocação e à imitação do nosso Fundador».

A santidade «exprime-se no seguimento radical do Senhor Jesus, obediente, pobre e casto». Os salesianos, portanto, são chamados a viver a vida cristã na «doação total de si mesmos a Deus pelos jovens pobres».

«A santidade de Dom Bosco é a garantia de que a sua proposta de vida, a sua escola de espiritualidade, o seu modelo de acção apostólica constituem uma autêntica via evangélica que conduz à plenitude do amor», escreve o Pe. Chávez.

Além dos 75 anos da canonização de Dom Bosco, os salesianos celebram em 2009 os 150 anos de fundação da Congregação.

 

 

ROMA

 

CARTA DOS AFRICANOS DO Congresso UNIV

AO PAPA BENTO XVI

 

Participantes no Congresso UNIV procedentes de 11 países africanos entregaram uma carta ao Papa, na audiência geral da quarta-feira, dia 8 de Abril, recordando a recente visita aos Camarões e a Angola. Eis o texto:

 

Em nome dos jovens africanos, agradecemos-lhe de todo o coração a sua recente viagem a Angola e aos Camarões, e em particular as palavras que nos dirigiu no Estádio dos Coqueiros de Luanda. Muito obrigado pela compreensão que mostrou com as expectativas, as alegrias, os medos e os sofrimentos do nosso continente.

Muito obrigado pela valentia e clareza com que se converteu em porta-voz da África, também junto dos países ricos, reunidos há uns dias na Europa, em Londres. Nas semanas que se seguiram à sua viagem, as suas palavras sobre a necessidade da ética pública converteram-se num ponto de referência na vida social dos nossos países.

Às vezes, quando nós os africanos lemos nos jornais do chamado «Norte do mundo», sentimo-nos incompreendidos, desvalorizados, inclusivamente utilizados interesseiramente por parte de uns poucos. Pelo contrário, ao dizer-nos que a África é «o continente da esperança», Vossa Santidade mostrou que confia em nós e trouxe-nos uma mensagem de ânimo.

Muito obrigado também, Santo Padre, pelas palavras exigentes que nos dirigiu, e pelo seu apelo para que nos empenhemos pessoalmente na educação, no serviço aos outros e na luta contra a corrupção. Nesta exigência vemos também a estima e o respeito do Papa para connosco. Não esquecemos que nos disse que o caminho para transformar o nosso continente começa pela renovação dos nossos corações.

Muito obrigado por ter querido estar connosco, por nos ouvir, por nos indicar um caminho e por ter agitado as nossas consciências. Em nome de todos os universitários e de todos os jovens africanos, queremos dizer ao Papa que poremos todas as nossas forças ao serviço da África, para a transformar com paciência e constância, trabalhando para as gerações futuras.

Para manter este compromisso, contamos com a oração e a confiança do Santo Padre.

 

(seguem-se onze assinaturas, em nome dos participantes respectivamente dos Camarões, Angola, Senegal, África do Sul, Quénia, Nigéria, Benin, Congo, Uganda, Costa do Marfim e Guiné Equatorial)

 

      Fonte: Congresso UNIV

 

 

CHINA

 

NOVO BISPO

DE HONG KONG

 

Bento XVI nomeou no passado dia 15 de Abril como novo Bispo de Hong Kong Mons. John Tong Hon, até agora coadjutor da mesma Diocese.

 

O prelado substitui assim o respeitado Cardeal Zen Ze-kiun, S.D.B., que renunciou ao cargo por ter atingido a idade limite estabelecida pelo direito canónico.

O agora bispo emérito de Hong Kong escrevera uma mensagem pastoral para a Páscoa, definida por ele como uma «carta familiar», com a qual se despediu dos fiéis da Diocese que liderou durante 12 anos. O Cardeal destaca o compromisso em favor da Igreja perseguida na China.

«A Igreja na China, à qual pertencemos, não teve liberdade e foi perseguida por mais de 50 anos. E no recente encontro da Comissão no Vaticano, recebemos a notícia da prisão de Mons. Jia Zhiguo, de Zhengding», lamenta.

Para o futuro, assegura, quer ocupar-se ainda mais da Igreja chinesa, «que precisa da nossa preocupação e dos nossos cuidados».

O Cardeal Zen, de 77 anos, nasceu em Xangai. Foi ordenado sacerdote na família salesiana, em 1961. Estudou em Roma, obtendo o doutoramento, e ensinou no seminário dos salesianos.

Após ser nomeado pelo Papa João Paulo II como Bispo de Hong Kong, assumiu uma atitude ousada na luta pela liberdade e pelos direitos humanos e é um respeitado defensor da liberdade religiosa dos católicos da China continental.

 

 

INGLATERRA

 

CONVERSÃO INTELECTUAL

DE ANTHONY FLEW

 

Depois de cinco décadas defendendo veementemente o ateísmo, o filósofo inglês Anthony Flew reconhece a existência de Deus, embora sem aderir a nenhuma religião.

 

Durante mais de meio século foi ateu convicto, escrevendo livros e participando em debates com pensadores crentes. Mas, em 2004, num debate na Universidade de Nova York, perante a surpresa de todos, Flew anunciou que agora aceitava a existência de Deus. Sem ter abraçado nenhuma religião, considera-se deísta, embora esteja especialmente impressionado pelo testemunho do cristianismo.

No seu livro There is a God. How the world’s most notorious atheist changes his mind (New York, Harper One, 2007), Flew desenvolve os seus argumentos sobre a existência de Deus e contrapõe aos de importantes filósofos e cientistas, como Paul Davies, Stephen Hawking e Richard Dawkins. Também ressalta o pensamento de Albert Eisntein, que era claramente crente na existência de Deus.

A principal razão da sua mudança, diz Flew, provém das recentes investigações científicas sobre a origem da vida, que manifestam a existência de uma «Inteligência criadora». «Estou convencido de que o ADN demonstrou, ante a incrível complexidade dos mecanismos necessários para gerar a vida, que houve participação de uma Inteligência superior para a conjugação de elementos extraordinariamente diferentes entre si».

Por isso, diz, «agora creio que o universo foi fundado por uma Inteligência infinita e que as intrincadas leis do universo põem de manifesto o que os cientistas chamam a mente de Deus. Creio que a vida e a reprodução se originaram numa fonte divina.

«Por que mantenho isto, depois de ter defendido o ateísmo durante mais de meio século? A resposta simples é que essa é a imagem do universo que emerge da ciência moderna. A ciência destaca três dimensões da natureza que apontam para Deus. A primeira é o facto de que a natureza obedece a leis. A segunda é a existência da vida, originada a partir da matéria e organizada de maneira inteligente e dotada de finalidade. A terceira é a própria existência da natureza. Neste percurso, não me guiou somente a ciência; também me ajudou o estudo renovado dos argumentos filosóficos clássicos. (…) Foi uma consequência da minha permanente valorização das investigações sobre a natureza».

Flew considera-se um filósofo que aplica o raciocino filosófico às investigações científicas: os seus pontos de vista baseiam-se na razão, não na fé. Como Einstein, lamenta que muitos grandes cientistas sejam maus filósofos.

 

 

EUROPA

 

O PRIMEIRO ANÚNCIO

 

Os bispos europeus reafirmaram a importância do primeiro anúncio. O Congresso, em que participaram o Conselho das Conferências Episcopais da Europa e seus delegados, terminou no passado dia 7 de Maio, insistindo que esta não é «uma tarefa exclusiva dos sacerdotes, mas uma actividade consciente dos leigos num campo cada vez maior».

 

O Congresso, que teve como tema «A comunidade cristã e o primeiro anúncio», debruçou-se sobre a natureza e metodologia do primeiro anúncio, sobre o papel das paróquias e sobre a contribuição da arte, da cultura e de outras áreas da actividade humana.

Foram ainda apresentadas novas formas de comunicação, nomeadamente através do uso dos novos media e da Internet.

Na discussão ficou patente a necessidade da dimensão prática e existencial, tanto por parte dos cristãos como da hierarquia. Apesar das diferenças evidentes entre a Europa ocidental e oriental, a do Norte e a do Sul, todos os participantes – 86 delegados, 18 bispos em representação de 29 conferências episcopais europeias – acordaram na importância do primeiro anúncio.

O encontro contou com a participação do Prefeito da Congregação para o Clero, o Cardeal Cláudio Hummes e o Presidente do Conselho Pontifício para a promoção da unidade dos cristãos, o Cardeal Walter Kasper.

Durante o Congresso, os participantes celebraram uma missa na Praça «Tre Fontane», local do martírio do apóstolo Paulo, relembrando o trabalho missionário do apóstolo dos gentios.

O próximo Congresso será em 2012, igualmente em Roma.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial