Santo António de Lisboa

13 de Junho de 2008

 

S. António de Lisboa, presbítero e doutor da Igreja

Padroeiro secundário de Portugal

(Memória)

Em Portugal: Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Cristo Verbo de Deus Pai, M. Simões, NRMS 59

Sir 15, 5

Antífona de entrada: O Senhor deu-lhe a palavra no meio da assembleia, encheu-o com o espírito de sabedoria e inteligência e revestiu-o com um manto de glória.

 

Em Portugal diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Constitui, para nós, felicidade a memória litúrgica de um santo português grande: porque é santo, porque foi sábio, e cumpriu o mandato do «ide e ensinai».

 

Oração colecta: Deus eterno e todo-poderoso, que em Santo António destes ao vosso povo um pregador insigne do Evangelho e um poderoso intercessor nas necessidades, concedei que, pelo seu auxílio, sigamos fielmente os ensinamentos da vida cristã e mereçamos a vossa protecção em todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Observamos como um espírito sábio, humana e espiritualmente, louva e sacrifica pela oração e palavra, anuncia e espalha a Luz.

 

Ben-Sirá 39, 8-14 (gr. 6-10)

6Aquele que medita na lei do Altíssimo, se for do agrado do Senhor omnipotente, será cheio do espírito de inteligência. Então ele derramará, como chuva, as suas palavras de sabedoria e na sua oração louvará o Senhor. 7Adquirirá a rectidão do julgamento e da ciência e reflectirá nos mistérios de Deus. 8Fará brilhar a instrução que recebeu e a sua glória estará na lei da aliança do Senhor. 9Muitos louvarão a sua inteligência, que jamais será esquecida. Não desaparecerá a sua memória e o seu nome viverá de geração em geração. 10As nações proclamarão a sua sabedoria e a assembleia celebrará os seus louvores.

 

A leitura começa (v. 8) fazendo apelo à ideia central do livro de Jesus Ben Sira: «Aquele que se dedica à Lei possuirá a sabedoria» (15, 1). Com efeito, logo no início da obra se diz que a sabedoria está em Deus (1, 1-8) e que Ele a comunica a toda a criação, muito em particular àqueles que O amam (1, 9-10). O trecho da leitura é extraído daquele conjunto em que se faz o elogio do escriba sábio (38, 25 – 39, 15). Estas são palavras que a liturgia aplica aos Santos Doutores da Igreja.

 

Salmo Responsorial      Sl 18 B (19 B), 8.9.10.11 (R. 10b)

 

Monição: A lei do Senhor alegra o coração do homem e ilumina-lhe os olhos, Cristo é essa lei. Ele é a palavra de Deus, o dom da sabedoria…

 

Refrão:         Os juízos do Senhor são verdadeiros e rectos.

 

A lei do Senhor é perfeita,

ela reconforta a alma.

As ordens do Senhor são firmes

e dão sabedoria aos simples.

 

Os preceitos do Senhor são rectos

e alegram o coração.

Os mandamentos do Senhor são claros

e iluminam os olhos.

 

O temor do Senhor é puro

e permanece eternamente.

Os juízos do Senhor são verdadeiros,

todos eles são rectos.

 

São mais preciosos que o ouro,

o ouro mais fino

são mais doces que o mel,

o puro mel dos favos.

 

 

Aclamação ao Evangelho            Mt 5, 16

 

Monição: Para dar, investir, influenciar outrem, é preciso ter feito boa colheita; os discípulos fizeram-na escola de Cristo. Estão aptos a ser sal e luz.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras,

glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 5, 13-19

Naquele tempo, 13disse Jesus aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra. Mas se ele perder a força, com que há-de salgar-se? Não serve para nada, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens. 14Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte 15nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, onde brilha para todos os que estão em casa. 16Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens, para que, vendo as vossas boas obras, glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus. 17Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas não vim revogar, mas completar. 18Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».

 

13 «O sal» preserva da corrupção e dá gosto aos alimentos, mas sem chamar a atenção com a sua presença. Assim a acção do cristão preserva o mundo da corrupção com a sua acção apostólica despretensiosa, agradável e cheia de naturalidade, mas sem deixar nunca de estar actuante; esta força vem-lhe da sua união a Cristo, da sua preocupação de santidade pessoal. Vem a propósito recordar a Nota doutrinal sobre algumas questões relativas ao compromisso e à conduta dos católicos na vida política da Congregação para a Doutrina da Fé datada de 24.11.2002, que pretende «iluminar um dos aspectos mais importantes da unidade de vida que caracteriza o cristão, a saber: a coerência entre fé e vida, entre o Evangelho e a cultura, recolhida pelo Concílio Vaticano II». Por outro lado, tenha-se em conta que o sal, usado nos sacrifícios do A. T., também significava a perpetuidade e a inviolabilidade da aliança com Deus (cf. Lv 2, 13; Nm 18, 19).

16 «Glorifiquem o vosso Pai que está nos Céus». O cristão tem de ser «luz» para iluminar, mas com grande rectidão de intenção: na sua acção apostólica não deve buscar o seu prestígio pessoal, mas ter plena consciência de que a luz maravilhosa da doutrina evangélica não é sua  e de que «as suas boas obras» não as faz principalmente pelas suas próprias forças; actua como instrumento nas mãos do artista divino; tem de brilhar, não com luz própria, mas reflectindo a luz de Cristo.

 

Sugestões para a homilia

 

O santo é um herói máximo: «não ocasional ou por casualidade, à força ou exaltação como heróis mundanos». É um vencedor do egoísmo e amor próprio, ao triunfar nas lutas contra o mundo, o demónio e a carne.

Encontrou o tesouro escondido, a pérola preciosa, seguindo Cristo com docilidade e confiança. Na sua humildade vai ocultando seus dotes e talento sendo considerado um mais entre muitos, revelando-se, por obediência, a todos maravilhando.

A sua palavra enche as igrejas, é comovedora e atraente, todos o buscam deslumbrados pelo resplendor da sua eloquência.

Era claro, de voz poderosa, porque o «Senhor o amou e o adorou».

Desmascarava os ódios, as usuras e as tiranias, sem medo dos ricos e poderosos, apontando os vícios.

Era modesto, recolhido e compassivo, terno; o evangelho aparecia como atractivo especial de um selo divino. Tudo porque a graça opera maravilhosa e não destrói a natureza.

Aprendamos as lições de S.to António; no amor a Jesus Cristo e na sua entrega ao cumprimento da vontade de Deus.

Pretendemos a felicidade neste mundo e uma habitação eterna no céu.

 

 

Oração Universal

 

Oremos irmãos, a Deus Pai todo-poderoso, fonte de toda a verdade, e roguemos-lhe que inspire e aceite a nossa oração.

 

1.  Pela santa Igreja de Deus:

para que nunca lhe falte a palavra e o ensino fiel dos doutores e pregadores da fé apostólica,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelos que vivem na ignorância e não têm possibilidade de se instruírem:

para que a instrução pública se desenvolva segundo as suas necessidades,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos homens que vivem no erro ou são escravos das paixões:

para que o seu coração e a sua inteligência se abram à verdade,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos nós, reunidos nesta assembleia:

para que aprendamos com zelo a sabedoria de Deus

e saibamos comunicá-la com simplicidade,

oremos ao Senhor.

 

Senhor: a oração fervorosa do vosso povo chegue até junto de Vós, e, atendendo não aos nossos

méritos mas à vossa indulgência infinita, dignai-Vos ouvi-la com bondade.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo…

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Nós somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10(I)

 

Oração sobre as oblatas: Ao celebrarmos estes divinos mistérios, o Espírito Santo derrame em nós a luz da fé que iluminou sempre a vida de Santo António para anunciar ao mundo a vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Pastores da Igreja: p. 1032

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Santo António foi defensor, pregador e verdadeiro devoto da Eucaristia; deu provas desta verdade contra as heresias.

 

Cântico da Comunhão: Louvai nações do universo, M. Simões, NRMS 63

Jo 5, 16

Antífona da comunhão: Brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o Pai que está no Céu.

 

Cântico de acção de graças: Cantai ao Senhor, porque é eterno, M. Luís, NRMS 37

 

Oração depois da comunhão: Deus de sabedoria infinita, que nos alimentais com o Corpo de Cristo, pão da vida, ensinai-nos com a sua doutrina e fazei que, ao celebrarmos a festa de Santo António, conheçamos melhor a vossa verdade e a pratiquemos na caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Peçamos a este santo ajuda contra os extravios nos caminhos da vida.

 

Cântico final: A Santo António elevemos, M. Faria, NRMS 18

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Ferreira de Sousa

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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