7º Domingo da Páscoa

24 de Maio de 2009

 

Esta Celebração destina-se aos locais onde a solenidade da Ascensão se celebra na quinta-feira da Semana VI do Tempo Pascal.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Caminhamos na alegria, H. Faria, NRMS 8

Salmo 26, 7-9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Diz-me o coração: «Procurai a sua face». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Depois da Ascensão gloriosa de Jesus, os Seus Discípulos recolhem-se em oração, no Cenáculo, preparando a vinda do Espírito Santo.

O primeiro cuidado de Pedro, assumindo o cargo de Chefe visível da Igreja que lhe foi confiado por Jesus, é promover a ocupação do lugar vago deixado por Judas no Colégio Apostólico.

Deste modo, a Igreja toma o rumo que há-de seguir até ao fim do mundo: guiada pelo Espírito Santo, vai garantindo a sua continuidade visível.

 

Acto penitencial

 

Peçamos ao Senhor nos purifique para tomarmos parte nesta Celebração da Eucaristia, especialmente da nossa falta de vida em activa comunhão na Sua Igreja.

Iluminados pelo Espírito Santo, examinemos a nossa consciência, reconheçamos humildemente os nossos pecados, e peçamos perdão, cheios de confiança.

 

 

Em vez do rito penitencial que apresentamos, sugere-se a aspersão da Assembleia com água benta, lembrando o Baptismo, como vem indicado na Instrução geral do Missal Romano.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

  Senhor Jesus: perdoai-nos a visão interesseira que temos da Igreja,

     recorrendo a ela somente para sermos servidos nos nossos interesses.

     Senhor, tende piedade de nós!

 

     Senhor, tende piedade de nós!

 

  Cristo: não olheis para as muitas misérias pessoais que nos afligem,

     mas ajudai-nos a lutar seriamente para nos emendarmos  delas.

     Cristo, tende piedade de nós!

 

     Cristo, tende piedade de nós!

 

  Senhor Jesus: as forças do mal não podem ter a última palavra.

     Confortai-nos e fortalecei a nossa esperança na vossa Igreja.

     Senhor, tende piedade de nós!

 

     Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo e fazei que, assim como acreditamos que o Salvador do género humano está convosco na glória, assim também sintamos que, segundo a sua promessa, está connosco até ao fim dos tempos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Perante a comunidade de Jerusalém reunida no Cenáculo, S. Pedro assume as funções de Chefe visível da igreja e preside à eleição de S. Matias, para preencher o lugar deixado vago por Judas.

Duas notas, entre outras, definem a legitimidade dos pastores da Igreja: a unidade e a sucessão apostólica.

 

Actos dos Apóstolos 1, 15-17.20a.20c-26

15Naqueles dias, estavam reunidas cerca de cento e vinte pessoas. Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse: 16«Irmãos, era necessário que se cumprisse o que o Espírito Santo anunciou na Escritura, pela boca de David, a respeito de Judas, que foi o guia dos que prenderam Jesus. 17Na verdade, era um dos nossos e foi-lhe atribuída uma parte neste ministério. 20aEstá escrito no Livro dos Salmos: 20c'Receba outro o seu cargo'. 21É necessário, portanto, que de entre os homens que estiveram connosco durante todo o tempo que o Senhor Jesus viveu no meio de nós, 22desde o baptismo de João até ao dia em que do meio de nós foi elevado ao Céu, um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição. 23Apresentaram dois: José, chamado Barsabás, de sobrenome Justo, e Matias. 24E oraram nestes termos: 'Senhor, que conheceis o coração de todos os homens, indicai-nos qual destes dois escolhestes 25para ocupar, no ministério apostólico, o lugar que Judas abandonou, a fim de ir para o seu lugar'. 26Deitaram sortes sobre eles e a sorte caiu em Matias que foi agregado aos onze Apóstolos.»

 

O relato da eleição de Matias para o lugar de Judas põe em relevo características importantes da constituição da Igreja de Cristo. Refazer o número doze dos Apóstolos mostra-se extraordinariamente importante para que se perceba que a Igreja é o novo povo de Deus, assente não em doze tribos, mas num colégio de doze homens eleitos por Deus. Por outro lado, deixa-se ver como Pedro é o chefe do Colégio Apostólico, ao tomar uma iniciativa tão importante: «Pedro levantou-se no meio dos irmãos» (v. 15). É de notar como Lucas dá importância à figura de Pedro na sua obra, pois este aparece sempre como figura central dos episódios em que intervém juntamente com os outros Apóstolos ou com os discípulos (cf. Act 2, 14, 37; 3, 3-26; 4, 8.19; 5, 2-9.29; 8, 14.20…); é ele quem primeiramente admite os gentios na Igreja (Act 10 – 11) e quem no Sínodo dos Apóstolos intervém primeiramente, como quem marca o rumo a tomar (Act 15, 6-11).

21-22 «Testemunha da Ressurreição» de Jesus era uma condição essencial para os candidatos ao lugar de Judas, pois era isto o que mais garantia podia dar ao testemunho que o Apóstolo tinha a dar.

 

Salmo Responsorial     Sl 102 (103), 1-2.3-4.8.10.12-13 (R. 8a)

 

Monição: O salmo que a Liturgia nos propõe, como resposta à mensagem que o senhor nos dirigiu na primeira leitura é um hino de acção de graças ao Senhor, pelo reconhecimento dos benefícios que nos tem concedido e um acto de confiança na Sua bondade infinita.

 

Refrão:         O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

 

Ou:                Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

 

Ele perdoa todos os teus pecados

e cura as tuas enfermidades;

salva da morte a tua vida

e coroa-te de graça e misericórdia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade;

não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como o Oriente dista do Ocidente,

assim Ele afasta de nós os nossos pecados;

como um pai se compadece dos seus filhos,

assim o Senhor Se compadece dos que O temem.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. João, na primeira carta, chama-nos ao amor dos irmãos, como consequência do amor com que o Pai do Seu nos mima.

Na verdade, o Amor a Deus e o amor aos irmãos é um só, porque Jesus Cristo está misteriosamente presente em cada pessoa humana.

 

1 São João 4, 11-18

Caríssimos: 11Se Deus nos amou tanto, também nós devemos amar-nos uns aos outros. 12A Deus ninguém jamais O viu. Se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós e em nós o seu amor é perfeito. 13Nisto conhecemos que estamos n’Ele e Ele em nós: porque nos deu o seu Espírito. 14E nós vimos e damos testemunho de que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15Se alguém confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus. 16Nós conhecemos o amor de Deus por nós e acreditamos no seu amor. Deus é amor: quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.

 

(Veja-se o comentário feito atrás para esta mesma leitura alternativa do 6º Domingo de Páscoa)

 

Aclamação ao Evangelho        

 

Monição: Na intimidade do cenáculo, depois da Última Ceia, Jesus parece esquecer-Se completamente da grave situação que vai enfrentar, pela Paixão e Morte, para confortar os Onze ali reunidos.

Cantemos a bondade do Senhor que Se preocupa sempre connosco e nos conforta.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor:

vou partir mas virei de novo e alegrar-se-á o vosso coração.

 

 

Evangelho

 

São João 17, 11b-19

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: 11b«Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que Me deste, para que sejam um, como Nós. 12Quando Eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que Me deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição; e assim se cumpriu a Escritura. 13Mas agora vou para Ti; e digo isto no mundo, para que eles tenham em si mesmos a plenitude da minha alegria. 14Dei-lhes a tua palavra e o mundo odiou-os, por não serem do mundo, como Eu não sou do mundo. 15Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. 16Eles não são do mundo, como Eu não sou do mundo. 17Consagra-os na verdade. A tua palavra é a verdade. Assim como Tu Me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo. 18Eu consagro-Me por eles, para que também eles sejam consagrados na verdade».

 

(Veja-se o comentário feito atrás para esta mesma leitura alternativa do 6º Domingo de Páscoa)

 

Sugestões para a homilia

 

• Testemunhas da Ressurreição de Jesus

A Igreja está fundada sobre os Apóstolos

Somos testemunhas da Ressurreição de Jesus

As armas da Igreja: oração confiante

• Vivendo na unidade de vida

Unidade na Doutrina

Unidade na acção

Jesus Cristo no coração da unidade

 

1. Testemunhas da Ressurreição de Jesus

a) A Igreja está fundada sobre os Apóstolos. «Naqueles dias, estavam reunidas cerca de cento e vinte pessoas

Imediatamente a seguir à Ascensão gloriosa de Jesus, os 12 Apóstolos e os Discípulos do Senhor, num total de 120, reuniram-se com Maria Santíssima no Cenáculo, para dar início a um retiro de dez dias – eles não sabiam quanto tempo iria durar! – preparando a vinda do Espírito Santo.

É neste clima de unidade que Pedro – exercendo já as funções de Chefe visível da Igreja que o Mestre lhe confiara – propõe a eleição de um deles que possa ocupar o lugar de Judas no Colégio Apostólico. Foi escolhido S. Matias.

Neste dois mil anos de história, a Igreja foi-se renovando, suscitando novos titulares dos cargos na sua missão até às fronteiras do mundo.

Se quiséssemos e pudéssemos fazer uma investigação, partindo de qualquer Bispo ordenado, iríamos entroncá-lo com um destes Doze. É o que chamamos sucessão apostólica.

Mais ninguém na terra tem direito de se apresentar a anunciar a Boa Nova em nome de Jesus Cristo, sem estar entroncado nesta árvore milenária.

 

b) Somos testemunhas da Ressurreição de Jesus. «É necessário, portanto, que [...] um deles se torne testemunha da ressurreição.»

A missão de cada uma dos que são chamados – não só ao Sacramento da Ordem e à Hierarquia – mas também pelo Baptismo, é dar testemunha da Ressurreição de Cristo.

Isto concretiza-se no anunciar a salvação eterna em Cristo Salvador, único Redentor do mundo.

Somos, pois, arautos da Esperança na santidade pessoal – o caminho para chegar à salvação eterna. Desde o momento em que fomos incorporados em Jesus Cristo participamos da Sua tríplice missão: sacerdotal, profética e real.

O mesmo que disse Pedro nessa magna assembleia eclesial é repetido a cada um de nós. Não somos profetas da desgraça, mas anunciamos a alegria e a salvação em Cristo Salvador.

Na base deste optimismo está uma fé inabalável em Jesus Cristo. O nosso Deus não perde batalhas.

O Senhor interpela-nos para que façamos um generoso exame de consciência. Temos sido profetas da esperança, ou do pessimismo, como se a Igreja estivesse em agonia? Da alegria ou da tristeza? Da morte, ou da vida?  

 

c) As armas da Igreja: oração confiante. «E oraram...»

De vez em quando há quem sonhe com poderes secretos da Igreja para conseguir os fins que se propõe. A arma poderosa que o Senhor coloca nas nossas mãos é a oração confiante, num clima de unidade.

Muitas vezes, quando oramos, não manifestamos interesse em chegar à comunhão com Deus. Queremos, isso sim, colocá-l’O ao serviço dos nossos interesses mais mesquinhos. Depois... «pagamos a promessa» e está tudo arrumado.

Numa relação de amizade crescente com Aquele que deu a vida por nós e quer fazer crescer este clima de amizade íntima com Ele, nem se chega a pensar. E, no entanto, isto é nuclear na vida cristã. Fomos chamados à vida natural e sobrenatural para uma comunhão temporal e terna com Deus e com os irmãos, na Verdade e no Amor.

Um dos meios para caminharmos neste sentido é a oração constante.

Promovemos a oração pessoal com regularidade e não a limitamos à recitação de fórmulas rotineiras, mas um encontro «olhos nos olhos» com Jesus Cristo?

A nossa oração em família existe, à semelhança da que faz este grupo reunido no Cenáculo?

Não basta afirmar que cada um reza para si, porque a oração em comum fomenta a unidade e fortalece a eficácia dos que oram. A garantia vem-nos de Jesus: «Onde dois ou três estiverem reunidos em Meu nome, Eu estou no meio deles.»

2. Vivendo na unidade de vida

a) Unidade na Doutrina. «Pai Santo, guarda-os em Teu nome, o Nome que me deste, para sejam um...»

A nossa unidade na Igreja começa pela comunhão na mesma Doutrina: um só Deus, e uma só profissão de fé.

Mas não pode haver unidade na doutrina de Jesus Cristo se pura e simplesmente a desconhecemos. Como poderíamos acreditar naquilo que não sabemos?

O suporte indispensável da unidade na Doutrina é uma formação permanente. Depois virá a unidade nos costumes de acordo com as exigências de Deus e o auxílio mútuo para os seguir, como expressão da unidade.

Este é um problema clamoroso para os cristãos dos nossos dias: a ignorância religiosa. Por isso facilmente misturamos fé com superstição, virtude com pecado, e somos maus conselheiros, quando pretendemos ajudar os outros com um conselho amigo.

Chama a nossa atenção a constância sacrificada com que Jesus Se dedica à Evangelização, durante a vida pública. Somos tentados a pensar que também os milagres que realiza servem esta causa. Além de manifestarem o amor infinito de Deus e a Sua omnipotência, atraem as pessoas para receberem nos seus corações a boa semente da doutrina.

Que preocupação há na nossa vida pessoal e familiar por uma renovação doutrinal que nos leve a conhecer cada vez melhor Jesus Cristo e o que Ele quer de cada um de nós?

 

b) Unidade na acção. «Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal

A Igreja actua como um corpo orgânico. Há uma Cabeça visível – o Santo Padre, com o Colégio Episcopal – e os membros vivos que somos todos nós.

Somos os responsáveis pela renovação do mundo, na defesa dos que não têm voz, a começar pelas crianças que ainda não viram a luz do dia.

A passividade dos cristãos tornou possível que o Inimigo tomasse conta dos centros de decisão. E assim nos habituámos a ter pessoas que nos dirigem, sem fé e sem coração; que se servem, em vez de servirem a comunidade; que nos impõem ideias e condutas – também com o nosso dinheiro – que repugnam à nossa consciência humana e cristã.

Não se trata de organizar um partido político cristão, mas de actuarmos em unidade, guiados pela luz da fé. De resto, há muitas opções diferentes para servir a comunidade dos homens.

Que fazemos, para transformar o mundo? Que estamos dispostos a arriscar – do nosso tempo e dos nossos bens – para que as pessoas sejam mais felizes nesta terra dos homens?

 

c) Jesus Cristo no coração da unidade. «Consagra-os na Verdade

Ser cristão não se limita a tomar o compromisso de seguir uma lista de regras de vida, mas em alimentar uma relação pessoal de amizade com Jesus Cristo, vivendo a Sua mesma Vida.

Esta relação é alimentada pela Oração e pelos Sacramentos e concretiza-se também na observância dos Seus Mandamentos: «Se alguém me ama, guardará a Minha Palavra.» Neste conhecê-l’O Cada vez melhor e tratá-l’O com intimidade crescente está o núcleo da nossa vida cristã.

O encontro semanal com Jesus Cristo, no Primeiro Dia da Semana ajuda-nos a crescer nesta unidade com Ele.

Mas também aqui temos de lutar contra a rotina, pondo de lado uma mera presença corporal, enquanto o pensamento e o coração andam por muito longe.

Por isso, este nosso encontro na Santa Missa de cada Domingo deve ser cuidadosamente preparado, para que saiamos dele mais amigos do Mestre e mais empenhados em torná-l’O conhecido e amado.

Connosco, em cada Domingo, está o Céu e a Terra: a Santíssima Trindade, Nossa Senhora, os Anjos e Santos do Céu, as almas que se purificam no Purgatório e os justos da terra.

Assim vamos crescendo na unidade do Amor começada na fonte do Baptismo e que há-de continuar para sempre no Céu.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Em unidade com os Apóstolos e discípulos do Senhor

que no Cenáculo pediam a iluminação do Espírito Santo,

peçamos nós também as graças para toda a santa Igreja,

para que siga fielmente o caminho ensinado por Jesus.

Oremos (cantando):

 

Fazei-nos, Senhor, mais fortes na unidade!

 

1.  Para que todos os que professam a doutrina de Cristo

sejam, quanto antes, um só rebanho e um só Pastor,

oremos, irmãos.

 

Fazei-nos, Senhor, mais fortes na unidade!

 

2. Para que saibamos todos construir a unidade da Igreja

na Verdade e no Amor fraterno, por meio de obras,

oremos, irmãos.

 

Fazei-nos, Senhor, mais fortes na unidade!

 

3. Para que as famílias se reconciliem e as pessoas se amem,

esquecendo ofensas e agravos que alguma vez receberam,

oremos, irmãos.

 

Fazei-nos, Senhor, mais fortes na unidade!

 

4. Para que o Amor que desejamos fomentar a Jesus Cristo

se manifeste em obras de solidariedade e misericórdia,

oremos, irmãos.

 

Fazei-nos, Senhor, mais fortes na unidade!

 

5. Para que saibamos olhar para todas e cada uma das pessoas

como Jesus Cristo que pede urgentemente a nossa ajuda,

oremos, irmãos.

 

Fazei-nos, Senhor, mais fortes na unidade!

 

6. Para que os nossos irmãos que se encontram em purificação

participem, quanto antes, da comunhão com a corte celeste,

oremos, irmãos.

 

Fazei-nos, Senhor, mais fortes na unidade!

 

Senhor, que nos chamastes à Vossa Igreja

para que nela vivamos todos em santidade:

ensinai-nos a trabalhar com generosidade

numa comunidade de Amor para sempre.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução à Liturgia Eucarística

 

Jesus Cristo está connosco nesta Celebração da Eucaristia. Na Mesa da Palavra, porque Ele é a Palavra do Pai; e na Mesa da Eucaristia, dentro de momentos.

Ele vai transubstanciar, pelo ministério do sacerdote, as nossas oferendas do pão e do vinho no Seu Corpo e Sangue, para nossa Alimento.

Avivemos a nossa fé, preparando-nos interiormente para tão grandioso acontecimento.

 

 

Cântico do ofertório: Cantai a Cristo Senhor, Az. Oliveira, NRMS 97

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Saudação da Paz

 

A paz é o momento de reconciliação com os nossos irmãos. Ao dá-la entre nós, obedecemos ao mandato de Jesus: «Se vais levar a tua ao altar e te recordas que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa a oferta sobre o altar, vai primeiro reconciliar-te com ele, e vem depois fazer a tua oferta

É cumprindo este mandato do Senhor que realizamos este gesto de reconciliação.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

 

Monição da Comunhão

 

A Palavra de Deus despertou em nós desejos de emenda de vida e de santidade pessoal.

Mas não poderíamos realizar este propósito, sem nos alimentarmos com o Corpo e o sangue do Senhor que Ele nos oferece na Eucaristia.

Se estamos preparados para comungar, avivemos a nossa fé e aproximemo-nos com toda a reverência da mesa eucarística.

 

Cântico da Comunhão: O Hino da alegria, M. Faria, NRMS 21

cf. Jo 17, 22

Antífona da comunhão: Eu Vos peço, ó Pai: assim como Nós somos um, também eles sejam consumados na unidade. Aleluia.

 

 

Oração depois da comunhão: Ouvi-nos, Deus nosso salvador, e, por estes sagrados mistérios, confirmai a nossa esperança de que todo o Corpo da Igreja alcançará um dia o mistério de glória inaugurado em Cristo, sua Cabeça. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Recebemos em cada celebração da Eucaristia a missão de anunciarmos que Jesus Cristo ressuscitou, convidando as pessoas a segui-l’O nos caminhos da vida.

Assim, ajudados por Ele, poderemos ajudar a construir um mundo novo.

 

Cântico final: Cantai ao Senhor um cântico novo, J. Santos, NRMS 36

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

2ª Feira, 25-V: Conhecer melhor o Espírito Santo.

Act 19, 1-8 / Jo 16, 29-33

Eles responderam-lhe: Mas nem sequer ouvimos dizer que existe um Espírito Santo.

Ao longo desta semana vamos procurar conhecer melhor o Espírito Santo: «Curando as feridas do pecado, o Espírito Santo renova-nos interiormente por uma transformação espiritual, ilumina-nos e fortalece-nos para vivermos como filhos da luz» (CIC, 1695).

Disse o Senhor: «no mundo haveis de sofrer tribulações» (Ev). Quando tivermos de enfrentar as dificuldades vamos pedir ao Espírito Santo que nos fortaleça. Foi igualmente com esta força que S. Paulo falou corajosamente na sinagoga durante três meses (cf Leit).

 

3ª Feira, 26-V: A ‘hora de Jesus’ e a ‘hora’ de S. Paulo.

Act 20, 17-27 / Jo 17, 1-11

Jesus ergueu os olhos ao céu e disse: Pai, chegou a hora.

«Chegou, por fim, a ‘hora de Jesus’ (Ev). Jesus entrega o seu espírito nas mãos do Pai, no momento em que pela sua morte vence a morte, de tal modo que ressuscitado dos mortos pela glória do Pai, logo dá o Espírito Santo, soprando sobre os discípulos. A partir dessa ‘hora’, a missão de Cristo e do Espírito torna-se a missão da Igreja» (CIC, 730).

S. Paulo reconhece que também chegou a sua ‘hora’: «Eu sei que não tornareis a ver o meu rosto» (Leit). O mais importante era cumprir a missão que lhe fora confiada. Façamos nós também o mesmo no momento do cumprimento dos nossos deveres.

 

4ª Feira, 27-V: A oração pelo ‘rebanho’.

Act 20, 28-38 / Jo 17, 11-19

Jesus ergueu os olhos ao céu e orou deste modo: Pai Santo, guarda os meus discípulos no teu nome.

«A tradição cristã chama-lhe, a justo título, a ‘oração sacerdotal’ de Jesus. Ela é, de facto, a oração do Sumo Sacerdote, inseparável do seu sacrifício, da sua passagem (Páscoa) deste mundo para o Pai» (CIC, 2747).

S. Paulo pede igualmente aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho» (Leit). O Apóstolo sabia que o seu rebanho seria atacado por homens com palavras perversas, para arrastarem os discípulos. Invoquemos a Mãe da Igreja, para que todos os pastores saibam defender os seus rebanhos.

 

5ª Feira, 28-V: Oração pelos frutos da pregação.

Act 22, 30; 23, 6-11 / Jo 17, 20-26

Pai Santo, não é só por estes discípulos que rogo, é também por aqueles que vão acreditar em mim, graças às suas palavras.

Na sua oração sacerdotal, Jesus pede pelos frutos da pregação dos seus discípulos (cf Ev).

Um deles foi S. Paulo, que fala aos sacerdotes e ao Sinédrio, evitando que eles o despedaçassem; e que, depois, é enviado a Roma: «Coragem! Tal como deste testemunho de mim e Jerusalém, assim tens também de o dar em Roma» (Leit). Todos somos enviados do Senhor junto das respectivas famílias e nos locais de trabalho. Procuremos atraí-los para o Senhor pelo nosso testemunho de vida e da palavra.

 

6ª Feira, 29-V: A fé recebida do Senhor.

Act 25, 13-21 / Jo 21, 15-19

Simão, filho de João, amas-me tu mais do que estes… Apascenta as minhas ovelhas.

Jesus, depois da Ressurreição, confirma a Pedro o encargo que lhe tinha anunciado. Entrega-lhe a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja (cf CIC, 553). Quando o sucessor de Pedro nos falar lembremo-nos que tem a autoridade do próprio Cristo.

S. Paulo foi parar à prisão, acusado por «questões sobre a sua religião e sobre um certo Jesus» (Leit). Procuremos melhorar a nossa formação doutrinal para podermos enfrentar os problemas que se nos apresentam sobre a nossa religião.

 

Sábado, 30-V: Testemunhas fiéis de Cristo

Act 28, 16-20. 30-31 / Jo 21, 20-25

É esse discípulo que dá testemunho dessas coisas e as escreveu.

S. João conheceu muito bem Jesus, pode acompanhá-lo durante a sua vida terrena e ajudou-nos a descobrir os mistérios da sua vida. Através de gestos, milagres e palavras, Jesus manifestou que nele habita a plenitude da divindade (cf CIC; 515).

S. Paulo, durante os dois anos de prisão em Roma, «pregava o reino de Deus e ensinava o que dizia respeito ao Senhor Jesus Cristo» (Leit). Procuremos conhecer, cada vez melhor, a vida de Jesus, para sermos igualmente testemunhas fiéis junto daqueles que encontramos no nosso caminho.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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