Nossa Senhora do Rosário de Fátima

13 de Maio de 2006

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Glória da humanidade, A. Cartageno, NRMS 101

cf. Hebr 4, 16

Antífona de entrada: Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Papa João Paulo II disse na sua chegada a Fátima a 12 de Maio de 1982: «Venho em peregrinação a Fátima, (…) com o terço na mão, o nome de Maria nos lábios e o cântico da misericórdia de Deus no coração». Procuremos também nós participar, com estas disposições, na Eucaristia da festa de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe, concedei-nos que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela salvação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A presença maternal de Nossa Senhora junto de nós é uma experiência da felicidade da Cidade Santa do Céu, que enxuga todas as lágrimas dos nossos olhos.

 

Apocalipse 21, 1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido, e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos nunca mais haverá morte, nem luto, nem gemidos, nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

1 «Um novo Céu e uma nova Terra». Designação de todo o Universo novo, isto é, renovado (isto significa o adjectivo grego original). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral: renovação que indica, primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2 Pe 3, 10-13 e Rom 8, 19-22. A expressão é tirada de Is 65, 17; 66, 22. O que se passará com o Universo no fim dos tempos, em concreto, continua sendo um mistério (cfr. Gaudium et Spes, n.º 139). De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não aquela que é fruto dum simples processo evolutivo natural.

2 «A nova Jerusalém»: uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10): a noiva adornada para o Seu esposo. Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). Também é frequente, na Tradição cristã, inclusive na Liturgia, como sucede no dia 13 de Maio, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja.

 

Salmo Responsorial     Jd 13, l8bcde. 19-20a. 20c (R. 15, 10d)

 

Monição: Aclamemos Aquela que é bendita entre todas as mulheres, e demos graças a Deus por sermos filhos de tão maravilhosa Mãe.

 

Refrão:         Tu és a honra do nosso povo.

 

Ou:                Aleluia.

 

Bendita sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo,

mais do que todas as mulheres da terra

e bendito seja o Senhor nosso Deus,

criador do céu e da terra.

 

Ele enalteceu de tal forma o teu nome

que nunca mais deixarão os homens

de celebrar os teus louvores

e recordarão eternamente o poder de Deus.

 

Não poupaste a vida

perante a humilhação da nossa raça,

mas evitaste a nossa ruína,

caminhando com rectidão na presença do nosso Deus.

 

 

Aclamação ao Evangelho         Lc 1, 45

 

Monição: Acreditemos, como Maria, na palavra do Senhor e ponhamo-la em prática na vida quotidiana.

 

Aleluia

 

Cântico: J. Duque, NRMS 21

 

Bendita sejais, ó Virgem Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São João 19, 25-27

25Naquele tempo, estavam junto à cruz de Jesus sua Mãe, a irmã de sua Mãe, Maria, mulher de Cléofas, e Maria Madalena. 26Ao ver sua Mãe e o discípulo predilecto, Jesus disse a sua Mãe: «Mulher, eis o teu filho». 27Depois disse ao discípulo: «Eis a tua Mãe». E, a partir daquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa.

 

Repare-se na solenidade deste relato: é uma cena central entre as cinco relatadas por João no Calvário; a Virgem Maria é mencionada 6 vezes em 3 versículos, e há o recurso a uma fórmula solene de revelação («ao ver… disse… eis…» ). Isto deixa ver que não se trata dum simples gesto de piedade filial de Jesus para com a sua Mãe a fim de não a deixar ao desamparo, mas que o Evangelista lhe atribui um significado simbólico profundo. Com efeito, chegada a hora de Jesus, é a hora de Ela assumir (cf. Jo 2, 4) o seu papel de nova Eva (cf. Gn 3, 15) na obra redentora. A designação de «Mulher» assume, na boca do Redentor, o novo Adão, o sentido da missão co-redentora de Maria: não é chamada Mãe, mas sim Mulher, como nova Eva, Mãe da nova humanidade, por alusão à «mulher» da profecia messiânica de Gn 3, 15. Por outro lado, Ela é a mulher que simboliza a Igreja (cf. Apoc 12, 1-18), a mãe dos discípulos de Jesus representados no discípulo amado, que «a acolheu como coisa própria». A tradução mais corrente deste inciso (seguida pela tradução litúrgica) é: «recebeu-a em sua casa», mas esta forma de tradução empobrece de modo notável o rico sentido originário da expressão grega «élabon eis tà idía», uma expressão usada mais quatro vezes em S. João, mas nunca neste sentido; com efeito, a expressão tà idía – «as coisas próprias» – significa muito mais do que a própria casa, indica tudo o que é próprio da pessoa, a sua intimidade.

Jesus não fala às mulheres junto à Cruz, que são 4 ou apenas 3 conforme se contar por 2 ou por 1 pessoa a irmã de sua Mãe, Maria, a mulher de Cléofas. S. Mateus fala de muitas mulheres no Calvário, a distância (Mt 27,35-36; cf. Mc 15,40-41; Lc 23,49). É também de notar que S. João, ao contrário dos restantes Evangelistas, nunca se refere a Nossa Senhora com o nome de Maria; sempre a designa como a Mãe (de Jesus), um indício de ser tratada realmente como mãe; com efeito, ninguém jamais nomeia a própria mãe com o nome dela: para o filho a mãe é simplesmente a mãe!

 

Sugestões para a homilia

 

A maternidade de Nossa Senhora e Fátima

A mensagem de Fátima

Oração: o Rosário

Conversão e reparação

A maternidade de Nossa Senhora e Fátima

O Papa João Paulo II disse na Eucaristia do 13 de Maio de 1982 celebrada em Fátima: «A partir daquele momento em que Jesus ao morrer na Cruz, disse a João ‘Eis a tua Mãe’, e a partir do momento em que o discípulo ‘A recebeu em sua casa’, o mistério da maternidade espiritual de Maria teve a sua realização na história com uma amplidão sem limites. Maternidade quer dizer solicitude pela vida do filho». É à luz de essa maternidade espiritual que se entende o apelo terno e vigoroso que Nossa Senhora fez ouvir em Fátima e que desde 1917 começou a ressoar pelo mundo todo.

A Mãe, que deseja mais do que nada a salvação de todos os homens, não pode ficar calda ao ver os seus filhos caminhar em direcção contrária a essa salvação.

A mensagem de Fátima

Nossa Senhora, com palavras de um autor espiritual, não se limitou a exortar os fiéis à oração e à penitência; o conjunto das aparições, desde a do Anjo, na loca do Cabeço. à de Outubro, acrescentadas de esclarecimentos posteriores aos três Pastorinhos, forma um acervo doutrinal e ascético riquíssimo, solidamente apoiado na Revelação, dirigido a toda a gente e centrado nos grandes amores do cristão: o amor à Santíssima Trindade, à Sagrada Eucaristia, à Mãe de Deus, a S. José, aos Anjos, as benditas almas do Purgatório, à Santa Igreja, ao Romano Pontífice, a toda a hierarquia católica, ao sacerdócio, assim como a solicitude pela sorte eterna de todas as almas e pela paz do mundo.

Além disso, confirma vigorosamente a necessidade e a eficácia da oração, da mortificação, da penitência, da Confissão sacramental e da Sagrada Comunhão.

A visão celeste que S. João contemplou, que escutamos na Primeira leitura, se aproxima de nós por meio de Fátima, com o convite a deixar que Deus nos mude e nos converta: «Vou renovar todas as coisas».

Foram os Pastorinhos os primeiros destinatários desta mensagem para o mundo, e os primeiros que, pondo-a em prática, se tornaram, rapidamente, almas verdadeiramente santas.

A oração: o Rosário

Desde a primeira aparição do Anjo na primavera de1916, a insistência na oração é uma constante: «Orai comigo», «Orai assim», «Que fazeis? Orai! Orai muito!»

Nossa Senhora em todas as aparições pede aos pastorinhos que rezem o terço todos os dias. Na última, no mês de Outubro, depois de dar-lhes a conhecer quem Ela é, a Senhora do Rosário, pede que «continuem sempre a rezar o terço todos os dias».

O apelo de Nossa Senhora à conversão, e por isso à oração, é um eco das palavras de Jesus aos discípulos «vigiai e orai, para que não entreis em tentação» (Mt 26, 41). Só com a oração podemos vencer o pecado; e além disso, como recorda S. Josemaria: «O caminho que conduz à santidade é o caminho da oração; e a oração deve enraizar-se pouco a pouco na alma, como a pequena semente que se tornará mais tarde árvore frondosa» (Amigos de Deus, nº295).

Ao rezar e meditar o Rosário a nossa oração se eleva, como o voo das grandes aves, numa espiral de circunferências cada vez mais altas. Do Evangelho da infância, vida oculta, passamos à vida pública nos mistérios Luminosos, e de ali subimos ao Calvário para ascender até ao Céu nos mistérios Gloriosos. Todo o Evangelho se nos torna presente ao ritmo das ave-marias, e nos sentimos capazes de acompanhar Jesus agarrados pela mão de Nossa Senhora.

Conversão e reparação

O Anjo, na segunda aparição, pede às três crianças que ofereçam «constantemente ao Altíssimo orações e sacrifícios», e Nossa Senhora desde o primeiro diálogo com os pastorinhos lhes apresenta um panorama de sofrimento reparador que eles acolhem generosamente com um simples «sim queremos». «Ides, pois, ter muito que sofrer» adverte Nossa Senhora, «mas a graça de Deus será vosso conforto».

Toda a mensagem de Fátima é uma chamada de atenção para o valor salvífico do sofrimento, quando unido e preparado pela oração.

Nossa Senhora pede aos pastorinhos a aceitação reparadora dos sofrimentos que Deus lhes enviar. Convida-os assim a unirem-se ao Sacrifício redentor de Jesus Cristo. De facto aceitar os sofrimentos que Deus nos envia é permitir que Nosso Senhor, que padeceu no seu corpo físico no Calvário, continue, através dos tempos, a viver a sua Paixão em cada membro do seu corpo místico, que somos os baptizados, e completar assim «o que falta» à Paixão de Cristo (cfr. Col 1, 24).

Mas também lhes é pedido para oferecer muitos sacrifícios voluntários por amor à Jesus, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria.

Convêm recordar o valor sobrenatural dos sacrifícios voluntários: em primeiro lugar como mortificação, que significa «dar morte». Por meio da mortificação queremos dar morte em nós às más inclinações, de modo semelhante a como tomamos um remédio para matar um vírus e fortalecer a saúde. Mas também podemos dar aos sacrifícios valor de reparação e desagravo. Não basta que os pecados sejam perdoados quanto à culpa, é necessário reparar a desordem que todo pecado causa no pecador. De modo semelhante ao que acontece quando alguém é ferido por uma seta: não basta retirar a seta, é preciso curar a ferida. Também podemos desagravar com o amor dos nossos sacrifícios voluntários à pessoa (Deus, Nossa Senhora) que recebeu determinadas ofensas. Finalmente podemos aplicar, em virtude da Comunhão dos santos, o valor meritório dos nossos sacrifícios a outras pessoas que de eles precisarem.

 

Escutemos de novo, hoje, a mensagem de Fátima que o Amor misericordioso de Deus nos fez chegar por mãos da Nossa Mãe e respondamos com a generosidade dos pastorinhos: «sim queremos»; pois do modo como pusermos em prática essa resposta depende a nossa santificação e a de multidões de almas.

 

Fala o Santo Padre

 

Um caminho seguro para nos mantermos unidos a Cristo, como ramos à videira [como nos ilustrava o Evangelho do passado Domingo], é recorrer à intercessão de Maria, que, a 13 de Maio, veneramos de modo particular recordando as aparições de Fátima, onde em 1917 se manifestou várias vezes a três crianças, os pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia. A mensagem que lhes confiou, em continuidade com a de Lourdes, era uma forte chamada à oração e à conversão; mensagem verdadeiramente profética considerando o século XX funestado por inauditas destruições, causadas por guerras e por regimes totalitários, e por devastadoras perseguições contra a Igreja.

Além disso, a 13 de Maio de 1981 há 25 anos o Servo de Deus João Paulo II sentiu que foi milagrosamente salvo da morte pela intervenção de «uma mão materna», como ele próprio disse, e todo o seu pontificado foi marcado por aquilo que a Virgem tinha prenunciado em Fátima. Se não faltaram preocupações e sofrimentos, se ainda permanecem motivos de apreensão pelo futuro da humanidade, é confortador o que a «Branca Senhora» prometeu aos pastorinhos: «No fim o meu Coração Imaculado triunfará».

Com esta consciência dirijamo-nos agora com confiança a Maria Santíssima, agradecendo-lhe a sua constante intercessão e implorando-lhe que continue a velar sobre o caminho da Igreja e da humanidade, especialmente sobre as famílias, as mães e as crianças.

Bento XVI, Regina Caeli, 14 de Maio de 2006

 

Oração Universal

 

Elevemos, irmãos as nossas súplicas ao Pai

por intermédio da sempre Virgem Maria,

nossa medianeira, advogada e Mãe.

Digamos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

1. Para que a Santa Igreja, esposa de Cristo,

conserve a firmeza da fé, a alegria da esperança

e o ardor da caridade no meio das angústias do mundo

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

2. Para que a mensagem de Fátima,

mensagem de oração, de penitência, de modéstia cristã,

seja fielmente cumprida,

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

3. Pelos jovens e pelos adolescentes,

para que à imitação da Virgem Imaculada,

guardem fielmente a pureza da sua vida,

com entusiasmo e alegria

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor.

 

4. Para que os casais aceitem Maria como Rainha do lar,

A invoquem na reza diária do terço,

e se esforcem por serem esposos e pais modelares

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

5. Por todos nós aqui reunidos,

para que tenhamos sempre a preocupação,

de saber aquilo que Nossa Senhora quer de nós

para o realizarmos com prontidão de filhos,

oremos irmãos

Por intercessão de Maria,

ouvi-nos, Senhor

 

Ouvi, Deus de misericórdia, as orações do Vosso povo

que Vo-las apresenta pelas mãos de Maria, Mãe do Vosso Filho,

O qual é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Alegres jubilosos, F. da Silva, NRMS 10 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor que Vos oferecemos na festa da Virgem Santa Maria, perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados e orientai os nossos corações no caminho da santidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio

 

Maria, imagem e mãe da Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade ao celebrarmos a festa da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado, ela mereceu concebê-l'O em seu seio virginal e, dando à luz o Criador do universo, preparou o nascimento da Igreja. Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina e recebeu todos os homens como seus filhos, pela morte de Cristo gerados para a vida eterna. Enquanto esperava, com os Apóstolos, a vinda do Espírito Santo, associando-se às preces dos discípulos, tornou-se modelo admirável da Igreja em oração. Elevada à glória do Céu, assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra, protegendo misericordiosamente os seus passos a caminho da pátria celeste, enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: «Da Missa de festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51

 

Monição da Comunhão

 

Peçamos a Nossa Senhora que nos ensine a amar Nosso Senhor na Eucaristia com o amor com que Ela O cuidou em Belém.

 

Cântico da Comunhão: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

cf. Judite 13, 24-25

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que deu tanta glória ao vosso nome: todas as gerações cantarão os vossos louvores.

 

Ou

Jo 19, 26-27

Suspenso na cruz, Jesus disse a sua Mãe: Eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe.

 

Cântico de acção de graças: Minha Senhora e minha Mãe, H. Faria, NRMS 33-34

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que o sacramento que recebemos conduza à vida eterna aqueles que proclamam a Virgem Santa Maria Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não esqueçamos o núcleo essencial da mensagem de Fátima: oração (o terço) e sacrifício. Só com essas armas alcançaremos a vitória na batalha da salvação das almas

 

Cântico final: Nossa Senhora de Fátima, onde irás, B. Salgado, NRMS 2 (II)

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 14-V: S. Matias: Como ser testemunha de Cristo.

Act 1, 15-17. 20-26 / Jo 15, 9-17

Receba outro o seu cargo… É, pois, necessário que um deles se torne connosco testemunha da sua ressurreição.

Para substituir Judas, Pedro põe como condição que o candidato tenha acompanhado o ministério público de Jesus (cf Leit). E assim foi escolhido Matias.

Todos precisamos conhecer muito bem a vida do Senhor, através da leitura dos Evangelhos, da meditação dos mistérios do Rosário, etc. E só depois poderemos dar um bom testemunho de Jesus. Ser testemunha de Cristo é ser ‘testemunha da sua ressurreição’ (Leit); é permanecer no seu amor e guardar os seus mandamentos (cf Ev).

A vida de NªSª é um testemunho único da vida de Jesus: Conhecê-la é conhecê-lo.

 

6ª Feira, 15-V:Características da verdadeira amizade.

Act 15, 22-31 / Jo 15, 12-17

Não há maior amor do que dar a vida pelos outros.

Jesus deixa-nos um belo exemplo do que é a verdadeira amizade. Em primeiro lugar, ser capaz de viver uma entrega ao amigo (cf Ev), com o nosso apoio e dedicação; em segundo lugar, dar a conhecer aos outros o que sabemos de Deus: «porque tudo o que ouvi a meu Pai vo-lo dei a conhecer» (Ev) e «mandámos Judas e Silas que vão transmitir-vos as nossas decisões» (Leit); em terceiro lugar, se fizermos tudo o que Cristo nos indica (cf Ev).

A Mãe do bom conselho diz-nos: «Fazei tudo o que Ele vos disser»

 

Sábado, 16-V:O entusiasmo evangelizador de S. Paulo.

Act 16, 1-10 / Jo 15, 18-21

Paulo teve de noite uma visão. Um macedónio dirigia-lhe este pedido: Faz a travessia para a Macedónia e vem ajudar-nos.

Devemos sentir dirigidas estas palavras a cada um de nós. É uma súplica que sai do coração de muitas pessoas, que têm fome e sede de Deus, de uma esperança que não desiluda as suas vidas, tão enganadas por vãs promessas.

Bem tentaram calar Jesus e perseguiram-no (cf Ev), e o mesmo aconteceu com Paulo. O ambiente secularizado tentará calar essas vozes suplicantes, mas temos que estar convencidos de que Deus nos chama a anunciar a Boa Nova (Cf Leit). Unidos à nossa Mãe e aos Apóstolos invoquemos o Espírito Santo para que nos ajude a cumprir este mandato do Senhor.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:          Carlos Santamaria

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                 Duarte Nuno Rocha

 


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