aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

BRAGA

 

HOMENAGEM A

CHIARA LUBICH

 

Centenas de pessoas reuniram-se no passado dia 17 de Março, na Sé de Braga, para homenagear a fundadora do Movimento dos Focolares, Chiara Lubich, falecida três dias antes, com 88 anos de idade.

 

Por todo o mundo, desde a sua morte, multiplicaram-se os actos de homenagem a Chiara Lubich, fundadora de um movimento eclesial actualmente presente em mais de 180 países. Em Braga, o acto mais significativo registou-se na missa presidida pelo Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, e concelebrada pelo Arcebispo Emérito, D. Eurico Nogueira, e por uma dezena de sacerdotes.

Na homilia, D. Jorge Ortiga – também ele ligado ao Movimento dos Focolares – apresentou Chiara Lubich como uma mulher que disse “sim” a Deus, “sim” à Sua Palavra («para que se torne Palavra de Vida»), “sim” à comunhão e “sim” ao apostolado. Na oração dos fiéis, lembrou-se o seu empenho no diálogo ecuménico, no diálogo inter-religioso e na fraternidade entre os povos.

Esta celebração, disse D. Jorge Ortiga, mais do que uma recordação de Chiara Lubich, deve ser «uma acção de graças por um empenho renovador seguindo o caminho da unidade». A terminar a homilia, o prelado fez um apelo, citando outro fundador de um movimento eclesial (Andrea Riccardi, da Comunidade de Sant’Egídio): «Importante é continuar a ouvir Chiara no silêncio em que ela agora mergulhou».

Segundo o Arcebispo Primaz, a fundadora do Movimento dos Focolares, optou por Deus, «um Deus que nos pede um “sim” a cada momento que passa». Um “sim” que faça amar, «entregando-se naquilo que se tem e se é». Esta arte de amar, concluiu, leva à unidade – palavra que melhor caracteriza o carisma de Chiara Lubich.

Chiara Lubich foi sepultada, depois da Missa celebrada na Basílica de S. Paulo Fora dos Muros e presidida pelo Cardeal Secretário de Estado Tarcísio Bertone, em 18 de Março.

 

 

COIMBRA

 

NOMEADO O POSTULADOR

DO PROCESSO DA IRMÃ LÚCIA

 

O Padre Ildefonso Moriones é o Postulador que vai conduzir o processo de beatificação da Irmã Lúcia. Professor de História da Igreja, foi consultor da Congregação vaticana para as Causas dos Santos, e há mais de dez anos é postulador geral da Ordem dos Carmelitas Descalços.

 

Esta é uma escolha do Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto, em consonância com o Carmelo de Coimbra e já foi oficialmente confirmada junto do Vaticano.

Para completar o Tribunal Eclesiástico que vai avaliar todas as questões relacionadas com o processo de beatificação, será nomeado em breve o Vice-postulador. Nesse caso, será um sacerdote de Coimbra, a quem caberá fazer a recolha e uma primeira análise de todo o material. O P. Ildefonso Moriones, que vive em Roma, virá, nas próximas semanas a Coimbra e em reunião com D. Albino Cleto será anunciado o Vice-postulador.

Recorde-se que o início do processo de constituição do Tribunal Eclesiástico só foi possível porque o Papa Bento XVI acedeu ao pedido do Bispo de Coimbra e aceitou antecipar o prazo estipulado pelo Direito Canónico para iniciar o processo de beatificação, que normalmente tem de esperar pelos cinco anos após a morte. A “boa nova” foi precisamente anunciada a 13 de Fevereiro passado, na missa que celebrou o terceiro aniversário da morte da vidente de Fátima.

Como foi então sublinhado, esta foi a terceira excepção em termos de prazos, depois dos casos da Madre Teresa de Calcutá e de João Paulo II.

 

 

FÁTIMA

 

NOVO REITOR

DO SANTUÁRIO

 

O novo reitor do Santuário de Fátima, Pe. Virgílio Antunes, já começou a pensar nas comemorações do centenário das aparições de Fátima e tem confiança que os processos de beatificação e canonização dos pastorinhos vão continuar.

 

Em declarações à Ecclesia realça que “já começámos a pensar no assunto e esboçar alguns elementos fundamentais, tanto ao nível do Santuário como da cidade de Fátima”. E acrescenta: “gostaríamos de celebrar com dignidade todos esses acontecimentos que se vão avizinhar”.

O Pe. Virgílio Antunes foi designado para o cargo pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, após aprovação da Conferência Episcopal Portuguesa. Tomará posse no início do próximo ano pastoral (Setembro) para um mandato de cinco anos e substitui Mons. Luciano Guerra. Já trabalhava no Santuário de Fátima como capelão.

Ao nível dos projectos pastorais, o Pe. Virgílio Antunes sublinha que o fundamental é o “acolhimento aos peregrinos”. O Santuário tem de estar disponível “com todos os meios suficientes e necessários” para acolher as pessoas. A pastoral terá de passar também pelas seguintes dimensões: “sacramento da reconciliação, preservação do ambiente e privilegiar o silêncio”.

 

Notas biográficas

 

O P. Virgílio do Nascimento Antunes, de 46 anos de idade, é natural de São Mamede (Batalha) e presbítero da Diocese de Leiria-Fátima.

Frequentou o Seminário Menor de Leiria e fez o Curso Filosófico-Teológico no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra. Depois da ordenação sacerdotal, em 1985, prestou serviço pastoral nas paróquias da Barreira e Cortes, até 1992, e neste tempo foi formador no Seminário Diocesano de Leiria.

De 1992 a 1996 realizou estudos de especialização em ciências bíblicas, no Instituto Bíblico de Roma e na Escola Bíblica de Jerusalém, tendo obtido o mestrado e licenciatura canónica em Exegese bíblica. A sua investigação de especialização foi sobre o Evangelho de São Lucas.

Tendo regressado à Diocese de Leiria-Fátima, em 1996, foi nomeado Reitor do Seminário Diocesano de Leiria, funções que desempenhou até 2005. Assumiu diversas tarefas no campo da formação de seminaristas em várias dioceses, através de cursos, conferências e retiros.

No campo académico tem exercido funções docentes na área da teologia bíblica, da língua grega e da língua e cultura hebraica. É docente, desde 1996, no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra, onde integra a Direcção. Exerce ainda funções de docência no Centro de Formação e Cultura de Leiria, no Seminário Diocesano de Leiria e ocasionalmente na Universidade Católica Portuguesa.

Encontra-se ao Serviço do Santuário de Fátima, desde Setembro de 2005, onde é capelão. Aqui tem sido Director do Serviço de Peregrinos e do Serviço de Alojamentos, e membro do Serviço de Ambiente e Construções, membro do Conselho de Administração e membro do Conselho de Gestão Financeira.

 

 

FÁTIMA

 

CENTENÁRIO DO

CÓNEGO FORMIGÃO

 

O homem, o sacerdote, o investigador e o jornalista, entre as muitas outras facetas do Cón. Manuel Nunes Formigão, foram objecto de reflexão e homenagem durante o fim-de-semana de 4 a 6 de Abril passado, no centenário da sua ordenação sacerdotal.

 

Umas Jornadas intituladas “Padre Manuel Nunes Formigão, sacerdote e apóstolo para o nosso tempo”, organizadas pelas Religiosas Reparadoras de Nossa Senhora das Dores, com momentos de oração, de reflexão e de análise, envolveram à volta de quatrocentas pessoas.

O Cardeal D. José Policarpo, convidado pelas religiosas a presidir à celebração, recordou sobretudo o papel da obra religiosa pela dedicação principal da vida das religiosas na “busca do Senhor na Adoração”.

Também o Santuário de Fátima se associou a esta homenagem. Nas duas publicações oficiais do Santuário – “Voz da Fátima” e “Fátima Luz e Paz” –, recorda-se a importantíssima ligação do sacerdote a Fátima e o seu papel na difusão da mensagem de Fátima.

“A sua ligação ao Santuário de Fátima, ao qual, desde 1917, ano das aparições de Nossa Senhora, dedicou grande parte da sua vida como seu primeiro cronista, historiador e teólogo, exige que nos associemos a este duplo jubileu, exprimindo assim a mais viva gratidão pelo que foi e representa na história do Santuário e pelo seu fervoroso empenho na divulgação da mensagem de Nossa Senhora de Fátima. A sua devoção ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora de Fátima eram os pólos da vida deste sacerdote e, por isto, nos unimos também desta forma às comemorações que a Congregação das Religiosas Reparadoras de Fátima, por ele fundadas, estão a realizar".

Participação recebida com muitas alegria nestas Jornadas, foi a do Cardeal Saraiva Martins, Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, que, no Sábado, 5 de Abril, apresentou a conferência “Dimensão Cristológica, Eclesialógica e Mariana do Sacerdócio”.

Por seu lado, o novo Secretário da CEP, Pe. Manuel Morujão, explicou que os testemunhos dos contemporâneos do Cón. Formigão, "especialmente dos seus alunos e das Irmãs da Congregação que ele fundou, as Reparadoras de Fátima, insistem em que era de facto um «homem de Deus», de uma forte vida interior, centrada especialmente na Eucaristia, ou melhor dizendo, em Cristo eucarístico".

"Por outro lado, ou talvez precisamente por isso mesmo, era um homem de uma vincada cordialidade na sua relação humana: grandemente acolhedor e amável, de um equilíbrio humano fora do vulgar", acrescentou.

 

 

FÁTIMA

 

PATRIMÓNIO CULTURAL

DAS MISERICÓRDIAS

 

O ministro da Cultura e a direcção da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) celebraram no passado dia 7 de Abril, em Fátima, um protocolo para a recuperação do património imóvel, móvel e arquivístico daquelas instituições.

 

Para o ministro Pinto Ribeiro, a “lei do património prevê este tipo de parcerias” que são uma prioridade da tutela, visando sempre “recuperar e revivificar” os espaços culturais.

No seu entender, este e outros protocolos celebrados com instituições da sociedade civil procuram resolver um “problema de eficácia cultural e social” que ainda existe em Portugal.

“Os fundos escassos que temos para aplicar devem servir para trazer mais pessoas e alargar as parcerias”, acrescentou o ministro.

Por seu turno, o presidente da UMP, Manuel Lemos, considerou que este protocolo irá permitir “uma visão coordenada das intervenções a realizar” por cada instituição.

“É uma área nova que se abre ao nosso trabalho e que queremos agarrar com rigor e qualidade”, acrescentou Manuel Lemos.

O protocolo é válido por dois anos e envolve várias instituições do Ministério, que se comprometem a prestar apoio técnico à inventariação do património das Misericórdias com interesse cultural e prestar apoio técnico à valorização, recuperação, conservação e acompanhamento das intervenções em imóveis das Misericórdias.

No que respeita ao património móvel, a UMP contará com apoio técnico na área de museologia e em intervenções de conservação e restauro.

Já no que respeita ao último ponto do protocolo, os serviços ministeriais deverão disponibilizar on-line, em parceria com a UMP, “o inventário dos arquivos das Misericórdias e promover o apoio técnico à informatização dos arquivos, digitalização da documentação e preservação de arquivos digitais”.

Por seu turno, as Misericórdias comprometem-se a fornecer à tutela a sua bases de dados de imóveis com interesse cultural e em sensibilizar as instituições para o “empréstimo dos seus acervos documentais aos arquivos da rede DGARQ (Arquivo Nacional Torre do Tombo, Arquivos Distritais, Centro Português de Fotografia)”, bem como “estimular e implementar” outras parcerias.

Além disso, a UMP irá sensibilizar as suas 384 associadas para a “cedência dos seus espaços aos serviços e organismos que integram o Ministério da Cultura tendo em vista a celebração de parcerias tendentes à dinamização e criação de redes”, refere o protocolo.

 

 

BEJA

 

PASTORAL DOS CIGANOS

 

D. António Vitalino, Bispo de Beja e Presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, rejeita que exista um “racismo generalizado” na sociedade portuguesa face à etnia cigana.

 

No entanto, o Bispo de Beja está consciente de que a sociedade rejeita “o que é diferente”, sobretudo se em causa “estão tradições e modos de viver bastante diferentes dos considerados normais”.

Em relação aos ciganos, no nosso país, “há um grau de aceitação diferente”. Se em algumas terras “foram melhor acolhidos e aceitaram algumas normas de convivência”, em outros locais “acabaram por ficar mais em grupo”. D. António Vitalino nota que “todos os grupos que se fecham em si mesmo, são sempre alvo de atitudes marginalizantes”.

“Os ciganos, não apenas em Portugal, mas na Europa e na América Latina são um povo que não se fixou e mantém as suas tradições e é marginalizado, mas não no sentido racista generalizado”, sublinha.

A Igreja, "mais até que o Estado, sempre tentou ajudar, especificamente no que se refere à habitação”, indica D. António Vitalino.

“Da aceitação do que é diferente, se deve caminhar para a convivência pacífica, para depois criar pontes”. Mas o Presidente da Comissão Episcopal da Mobilidade Humana está consciente que este “é um processo muito demorado”.

A Santa Sé, num documento publicado, enfatiza as boas práticas de acolhimento e de ajuda. A evangelização é também focada.

Durante anos os católicos focaram a assistência social e “esquecemos a evangelização”. “Devemos continuar o apoio na área social e material, onde é necessário, mas a integração deve suplantar a dimensão económica”.

Os que estão envolvidos na Pastoral dos Ciganos “devem unir forças, pois todos somos poucos”. A união das forças passa agora pelo novo Director da Obra Nacional da Pastoral dos Ciganos, o Pe. Francisco Sales, Director também da Obra Católica Portuguesa das Migrações.

 

 

FÁTIMA

 

NECESSIDADE DE

CONHECER A BÍBLIA

 

O Cardeal-Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo, lamentou o desconhecimento que a maior parte dos católicos tem em relação à Bíblia.

 

"Esta é, talvez, a maior fragilidade da Igreja no nosso tempo: não aprendemos a escutar a Palavra de Deus. E porque nem sequer a ouvimos, não temos a força para acertar o ritmo da nossa vida com o ritmo de Jesus Cristo", referiu no sábado dia 12 de Abril passado, em Fátima, na Peregrinação e Ultreia Europeia dos Cursilhos de Cristandade.

"Neste Ano Paulino, em que a Igreja se vai reunir em Sínodo para reflectir sobre os caminhos da Palavra de Deus na Igreja, os Cursos de Cristandade, fiéis à sua graça própria, têm de dar esta prioridade absoluta à escuta da Palavra de Deus", frisou.

"É que se não escutarmos a Sua Palavra, a nossa caminhada será conduzida só com critérios humanos, e esses não garantem que a vitória de Jesus Cristo seja a nossa vitória".

O Cardeal-Patriarca referiu-se ainda ao trabalho dos Cursos de Cristandade, os quais "propõem uma pedagogia e sugerem uma espiritualidade, ambas marcadas pela decisão corajosa de travar esta luta pela vida".

"Propõem decisões corajosas e radicais de conversão, numa luta que quer o triunfo da graça, o triunfo de Jesus Cristo, ou melhor, que quer que o triunfo de Jesus Cristo seja o nosso triunfo, na certeza confiante de que, com Ele, podemos vencer essa luta”.

 

 

VISEU

 

RISCO DE NOVA

“QUESTÃO RELIGIOSA”

 

O Reitor da Universidade Católica Portuguesa (UCP), Manuel Braga da Cruz, considera que as relações entre o Estado e a Igreja estão a viver momentos críticos, algo que nada fazia prever depois da assinatura da nova Concordata, em Maio de 2004.

 

O Prof. Braga da Cruz falava no passado dia 14 de Abril, à margem das Jornadas Parlamentares do CDS-PP, em Viseu.

“As relações entre o Estado e a Igreja estão a viver, em Portugal, momentos que eu ousaria dizer críticos”, afirmou, alertando para o crescente laicismo do país.

Segundo este responsável, é necessário evitar uma “questão religiosa”, frisando que, da parte da Igreja, não deve haver “nenhuma cedência à provocação, nenhuma cedência à tentação de contribuir para que uma questão religiosa se venha a desencadear em Portugal”.

O Reitor da UCP apelou à urgente regulamentação da Concordata, referindo que na ausência de regulamentação, “a interpretação dos problemas entre o Estado e a Igreja é deixada ao livre-arbítrio de uma série de quadros da administração intermédia do Estado”.

“Há espaço para desenvolver actuações políticas, sociais e culturais que pressionem as autoridades do Estado a regulamentar a Concordata”, indicou.

 

 

PORTO

 

PREPARANDO O

ANO PAULINO

 

No passado dia 14 de Abril, uma centena e meia de sacerdotes de várias dioceses viveram uma Jornada de reflexão pastoral sobre o Ano dedicado a S. Paulo, que o Papa Bento XVI estabeleceu a partir do próximo dia 28 de Junho. Presidiu o Bispo do Porto, D. Manuel Clemente, e estiveram também presentes o Bispo auxiliar D. António Taipa e o Vigário regional do Opus Dei, Mons. José Rafael Espírito Santo.

 

Estas Jornadas, que já vão na XII edição, realizam-se anualmente no Centro de Convívios de Enxomil, Arcozelo (Vila Nova de Gaia), e este ano tiveram como tema "S. Paulo e a Nova Evangelização". Constaram de uma conferencia da parte da manhã, a cargo de D. António Couto, Bispo auxiliar de Braga, com o título de "S. Paulo, Modelo de Evangelizador", e outra da parte da tarde, proferida pelo Prof. Francisco Varo, da Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, sobre "Os Primeiros cristãos, inspiração e paradigma da Nova Evangelização”

D. António Couto desenvolveu a sua Conferência traçando o perfil de S. Paulo nas suas componentes grega (a razão), romana (a acção organizada) e semita (a paixão e o sentimento). A partir dos escritos de S. Paulo foi mostrando o duplo nascimento, o do sangue (como judeu) e o de Deus (conversão). Este último porque Deus "se fez aparecer" a Paulo, se lhe revelou e o conquistou para a missão. Também a partir dos escritos paulinos, desenvolveu os traços da verdadeira Evangelização, que é graça, necessidade e vocação, de cada cristão e de toda a Igreja. Terminou salientando a solicitude maternal e paternal de S. Paulo para com os membros das comunidades por ele formadas, que o capacitou para criar uma rede de colaboradores que multiplicaram e continuaram a sua tarefa. Seguiu-se um tempo de perguntas até à hora do almoço

Depois do almoço houve tempo para convívio, troca de impressões e experiências. Interessante o testemunho do Pe. Hugo Santos, de Lisboa, que relatou as suas relações de amizade pessoal desde há mais de 10 anos com o Patriarca de Constantinopla, Bartolomeu II. Como é sabido, o Santo Padre indicou o tema do Ecumenismo como uma vertente principal deste Ano Paulino.

À tarde, o Prof. Francisco Varo começou por explicar o sentido da expressão Nova Evangelização, que não é uma mera repetição, mas novidade no modo de realizar, para fazer frente aos novos desafios da sociedade. Aliás, sempre foi assim e ilustrou-o mostrando como a evangelização se foi realizando desde a própria pregação de Jesus, depois na geração dos Apóstolos (contavam o que tinham visto e ouvido a Jesus) e, seguidamente na segunda geração (contavam o que tinham ouvido aos Apóstolos), para depois, entre os séculos II e IV, se dar a enorme expansão no meio das dificuldades das perseguições, através do testemunho dos mártires.

     No final, D. Manuel Clemente salientou a importância destes encontros sacerdotais e sublinhou a necessidade de responder ao desafio da Nova Evangelização implicando nela todos e cada um dos cristãos. Mons. Espírito Santo encerrou a Jornada apelando para um ânimo optimista e confiante perante os desafios que a nossa época comporta.

 

 


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