aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

 

POLÉMICA ACERCA DO BAPTISMO

DE UM JORNALISTA MUÇULMANO

 

Entre as pessoas a quem o Papa Bento XVI administrou o baptismo na passada Vigília Pascal, estava o polémico jornalista Magdi Cristiano Allam, subdirector de “Il Corriere della Sera”. Na discussão que o facto despertou no mundo islâmico, o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, S.J., publicou a seguinte declaração em relação à carta publicada pelo professor Aref Ali Nayed, director do Royal Islamic Strategic Studies Center, que teve um papel decisivo para o diálogo islâmico-cristão com a “Carta dos 138 sábios” muçulmanos enviada ao Papa e a líderes cristãos.

 

“Antes de mais, a afirmação mais significativa é, sem dúvida, a confirmação da vontade do autor de continuar o diálogo de aprofundamento e conhecimento recíprocos entre muçulmanos e cristãos; e de não questionar de modo nenhum o caminho empreendido com a correspondência e os contactos estabelecidos, ao longo do último ano e meio, entre os sábios muçulmanos, que firmaram a conhecida carta, e o Vaticano –, em particular, por meio do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso. Este caminho deve prosseguir, é extremamente importante. Não se deve interromper e é prioritário com respeito a episódios que podem ser objecto de mal-entendidos.

“Em segundo lugar, administrar o baptismo a uma pessoa significa reconhecer que ela acolheu a fé cristã livre e sinceramente, em seus artigos fundamentais, expressados na ‘profissão de fé’. Esta vem proclamada publicamente por ocasião do baptismo. Naturalmente, todo crente tem a liberdade de conservar suas próprias ideias sobre uma vastíssima gama de questões e problemas, nos quais entre os cristãos há um legítimo pluralismo. Acolher na Igreja um novo crente não significa, evidentemente, assumir todas as suas ideias e posições; em particular, sobre temas políticos e sociais.

“O baptismo de Magdi Cristiano Allam é uma boa ocasião para reiterar expressamente este princípio fundamental. Ele tem o direito de expressar suas próprias ideias, que continuam sendo ideias pessoais. Evidentemente, sem que estas se tornem, de nenhuma forma, como expressão oficial das posições do Papa ou da Santa Sé.

“Quanto ao debate sobre a aula do Papa em Ratisbona, as explicações sobre sua correcta interpretação nas intenções do Papa foram dadas a seu devido tempo e não há motivo para questioná-las novamente. Ao mesmo tempo, alguns temas abordados então, como as relações entre fé e razão, entre religião e violência, permanecem naturalmente objecto de reflexão, de debate e de posições diversas, dado que se referem a problemas que não podem ser resolvidos de uma vez para sempre.

“Em terceiro lugar, a liturgia da Vigília Pascoal foi celebrada como todos os anos, e a simbologia da luz e da escuridão faz parte desde sempre. Certamente é uma liturgia solene e a celebração em São Pedro por parte do Papa é uma ocasião particular. Mas acusar de maniqueísmo as explicações dos símbolos litúrgicos por parte do Papa manifesta, possivelmente, uma incompreensão da liturgia católica, mais que uma crítica pertinente ao discurso de Bento XVI.

“Finalmente, manifestamos também o nosso desagrado pelo que o professor Nayed diz acerca da educação nas escolas cristãs nos países de maioria muçulmana, objectando um risco de proselitismo. Parece-nos que a grandiosa tradição de compromisso educativo da Igreja católica, também nos países de maioria cristã (não só Egipto, Índia, Japão, etc.) onde desde há muito tempo a grande maioria dos estudantes das escolas e universidades católicas não são cristãos e permanecem com serenidade e agradecidos pela educação recebida, mereça outra apreciação. Não pensamos que a Igreja mereça hoje ser acusada de falta de respeito pela dignidade e liberdade da pessoa humana. São outras as violações que a Igreja padece e às quais dá atenção prioritária. E talvez por isso o Papa assumiu o risco deste baptismo: afirmando a liberdade de eleição religiosa consequente à dignidade da pessoa humana.

“De todas as formas, o professor Aref Ali Nayed é um interlocutor ao qual reservamos uma altíssima estima e com o qual sempre vale a pena confrontar-se lealmente. Isto permite ter confiança no prosseguimento do diálogo”.

 

 

APROXIMAÇÃO A ROMA

DE LEFREBVIANOS

 

O Cardeal Darío Castrillón Hoyos, encarregado na Santa Sé do diálogo com os lefebvrianos, revelou que, após o Motu Proprio Summorum Pontificum de Bento XVI sobre o Missal antigo, muitos cristãos que se tinham afastado da Igreja por causa das reformas litúrgicas do Concílio Vaticano II “estão a regressar à plena comunhão com Roma”.

 

O presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei explicou que a possibilidade de celebrar segundo o Missal antigo levou a que muitos cristãos pedissem o regresso a Roma.

A este respeito, o Cardeal colombiano lembra que o Papa apenas procedeu a mudanças na “forma extraordinária” da celebração eucarística, seguindo o Missal Romano de 1962, modificado no pontificado de João XXIII.

“Não se trata de dois ritos diferentes, mas de um uso duplo do único rito romano. É a forma celebrativa que foi usada durante mais de 1400 anos, que inspirou as missas de Palestrina, Mozart, Bach e Beethoven, grandes catedrais e maravilhosas obras de pintura e escultura”, explica.

O Rito de São Pio V, que a Igreja Católica usava até à reforma litúrgica de 1970 (com algumas modificações, a últimas das quais datada de 23 de Junho de 1962) foi substituído pela Liturgia do "Novus Ordo" (Novo Ordinário) aprovada como resultado da reforma litúrgica do Concílio Vaticano II.

Com o Motu Próprio de 2007, Bento XVI estendeu a toda a Igreja de Rito Latino a possibilidade de celebrar a Missa e os Sacramentos segundo livros litúrgicos promulgados antes do Concílio.

Para o presidente da Comissão Ecclesia Dei não se pode falar num “regresso ao passado”, mas num progresso, “porque agora temos duas riquezas, em vez de uma só”.

O Cardeal Castrillón Hoyos adianta que a Comissão Pontifícia está a pensar “organizar uma forma de ajuda aos seminários, às dioceses e às conferências episcopais” para uma melhor aplicação do Summorum Pontificum, admitindo ainda “promover subsídios multimédia para o conhecimento e a aprendizagem da forma extraordinária, com toda a riqueza teológica, espiritual e artística ligada à antiga liturgia”, envolvendo os grupos de sacerdotes que já usam esta forma.

 

A questão Lefebvre

 

Questionado em relação ao regresso à “plena comunhão” de pessoas excomungadas, o Cardeal colombiano fez questão de sublinhar que a questão com a Fraternidade São Pio X, fundada por Mons. Marcel Lefebvre, não se coloca nesses termos.

“A excomunhão diz respeito apenas a quatro Bispos, porque foram ordenados sem mandato do Papa e contra a sua vontade, mas os sacerdotes estão apenas suspensos. A Missa que celebram é válida, sem dúvida, mas não lícita e, por isso, não é aconselhada a participação dos fiéis, a menos que não haja outra possibilidade num Domingo”, refere.

O Bispo Bernard Fellay, superior geral da Fraternidade, e outros três Bispos foram excomungados a 2 de Julho de 1988, por terem sido ordenados “ilegitimamente” no seio da Fraternidade, por parte do Arcebispo Lefebvre. A carta apostólica Ecclesia Dei”, de João Paulo II, constatou que esta ordenação de Bispos (a 30 de Junho de 1988) constituiu “um acto cismático”.

Fellay foi recebido por Bento XVI no dia 29 de Agosto de 2005, num encontro marcado pelo “desejo de chegar à perfeita comunhão”.

“Nem os sacerdotes nem os fiéis” da Fraternidade, explica D. Castrillón Hoyos, “estão excomungados”.

A Comissão Ecclesia Dei tem como objectivo “facilitar a plena comunhão eclesial” dos fiéis ligados à Fraternidade fundada por Monsenhor Lefebvre, “conservando as suas tradições espirituais e litúrgicas”, em especial o uso do Missal Romano segundo a edição típica de 1962.

 

 

JOÃO PAULO II:

PROCESSO ENTRA EM NOVA FASE

 

O Postulador da causa de beatificação de João Paulo II, o polaco Pe. Sławomir Oder, revelou ter já entregue no Vaticano a chamada Positio sobre o caso, uma relação que recolhe toda a documentação existente no processo. Trata-se de um volume com cerca de duas mil páginas.

 

Neste momento, compete ao Relator da Congregação para as Causas dos Santos, Pe. Daniel Ols, dar uma aprovação definitiva à Positio, após o exame de todo o material, que permita a sua apresentação oficial.

Uma semana antes, o Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, explicara que o processo de beatificação de João Paulo II ainda não tem data prevista para a conclusão, mas assegurara que assim que a Positio chegasse ao Vaticano "não se perderá tempo".

O Cardeal português acrescentou que o seu Dicastério "deseja que João Paulo II chegue o mais rapidamente possível aos altares e possa ser chamado Beato, para responder assim ao clamor dos fiéis", que durante o funeral do Papa pediam "Santo já!".

A Positio procura mostrar como é que João Paulo II viveu as virtudes cristãs em grau heróico como padre, Bispo e Papa.

O Pe. Oder mostra-se satisfeito com o trabalho realizado ao longo destes quase três anos, procurando definir com maior claridade o perfil da santidade do Papa polaco. "Se alguém esperasse uma surpresa, uma novidade, algo de extraordinário, talvez venha a ficar desiludido", acrescenta.

"Aquilo que transparece é que o João Paulo II que conhecemos foi uma pessoa extremamente coerente, não houve uma vida dupla, uma vida sob o olhar do mundo, que o seguia com atenção, benevolência e curiosidade, e outra vida em privado", assegura o Postulador da causa.

Após a entrega definitiva da Positio sobre as virtudes, seguir-se-á a entrega de um documento semelhante sobre o caso da alegada cura da religiosa francesa Marie-Simon-Pierre, que, após invocar João Paulo II, viu desaparecer todos os sintomas e dores da Doença de Parkinson, da qual sofria de forma muito avançada.

Segundo o Pe. Oder, a Positio sobre o milagre levará menos tempo a elaborar do que a documentação que tem actualmente em mãos.

 

 

CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE

AS CHAGAS DO DIVÓRCIO E DO ABORTO

 

As chagas do divórcio e do aborto causam muitos sofrimentos na vida das pessoas, das famílias e da sociedade – disse o Santo Padre no passado dia 5 de Abril aos participantes do Congresso Internacional promovido pelo Instituto Pontifício João Paulo II para o Estudo sobre o Matrimónio e a Família.

 

Partindo do tema do Congresso “Óleo nas feridas: uma resposta às chagas do aborto e do divórcio”, o Papa chamou a atenção para a indissolubilidade do matrimónio e o respeito da vida humana do nascituro: “Divórcio e aborto são escolhas de natureza diferente; às vezes, amadurecidas em circunstâncias difíceis e dramáticas, que podem comportar traumas e ser fonte de profundos sofrimentos. Tais escolhas podem atingir vítimas inocentes, nascituros ou não, e os filhos envolvidos numa ruptura familiar”.

No actual contexto social, marcado por um crescente individualismo, hedonismo e pela falta de solidariedade e apoio social, Bento XVI falou sobre a posição ética da Igreja em relação ao aborto e ao divórcio: “trata-se de culpas graves, que atentam contra a dignidade da pessoa e implicam uma profunda injustiça nas relações humanas e sociais, além de ofenderem a Deus, garante do pacto conjugal e autor da vida”.

O Evangelho do amor e da vida também é Evangelho da misericórdia, ressaltou o Papa, recordando os ensinamentos de João Paulo II, do qual se recorda o terceiro ano de morte: "A partir desta misericórdia, a Igreja cultiva uma indomável confiança no homem e na sua capacidade de reabilitar-se. Ela sabe que, com a ajuda da graça, a liberdade humana é capaz de doar-se, definitiva e fielmente, também nas circunstâncias mais difíceis, que torna possível o matrimónio indissolúvel e a solidariedade para com a vida nascente".

 

 

CONGRESSO MUNDIAL SOBRE

A DIVINA MISERICÓRDIA

 

Terminou no passado Domingo dia 6 de Abril, em Roma, o I Congresso Apostólico Mundial sobre a Divina Misericórdia.

 

O Congresso iniciou-se no dia 2 de Abril, 3.º aniversário do falecimento de João Paulo II. De facto, todo o Congresso se realizou tendo como inspirador e patrono João Paulo II. Nesse dia, na Praça de S. Pedro, Bento XVI celebrou a Eucaristia em sufrágio por João Paulo II, dando assim início ao Congresso sobre a Misericórdia.

O Congresso decorreu, nas suas sessões plenárias, na Basílica de S. João de Latrão. As sessões por línguas decorreram nas diversas igrejas de Roma. Na primeira noite, houve a recitação do Rosário na Praça de S. Pedro, recordando aquela noite em que João Paulo II partiu para o Pai, 2 de Abril de 2005. As outras noites foram na Praça Navona: na primeira, um recital sobre o Evangelho na perspectiva da Misericórdia; na segunda noite, uma dramatização cantada e actualizada da Parábola do Pai misericordioso; na terceira noite, o Festival missionário, com canções e testemunhos sobre a divina misericórdia. Todas as noites concluíam com a adoração do Santíssimo Sacramento. Foram noites de grande alegria e testemunho da misericórdia.

O Cardeal Camilo Ruini, Vigário do Papa para a diocese de Roma, na sessão inaugural, caracterizou o Papa João Paulo II como Apóstolo da Misericórdia, pois a sua 2.ª encíclica foi sobre a Misericórdia de Deus, no Jubileu do ano 2000, canonizou Santa Faustina Kowalska, religiosa polaca, grande apóstola da Misericórdia de Deus, determinando que o II domingo da Páscoa fosse denominado “Domingo da Misericórdia Divina”, quis que a Igreja do Espírito Santo, em Roma, se convertesse em Santuário romano da misericórdia (onde se venera o quadro de Jesus Misericordioso), e, a 17 de Agosto de 2002, na dedicação do Santuário de Lagiewniki, em Cracóvia, como Santuário Internacional da Misericórdia Divina, consagrou o mundo à Divina Misericórdia.

 

 

MEMORIAL DOS MÁRTIRES

DO SÉCULO XX

 

Bento XVI lembrou no passado dia 7 de Abril os mártires do século XX que foram assassinados por causa da sua fé.

 

O Papa deslocou-se à Catedral de São Bartolomeu, na Ilha do rio Tibre, em Roma, o primeiro “Santuário Memorial dos Mártires do nosso tempo”, desejado por João Paulo II e por ele confiado, para a sua realização e para a oração, à Comunidade de Santo Egídio, após uma longa preparação que incluiu três anos de investigação em vista do Grande Jubileu do ano 2000.

Para o actual Papa, esta foi “uma peregrinação à memória dos mártires do século XX, inumeráveis homens e mulheres, conhecidos e desconhecidos que, nesses cem anos, derramaram o seu sangue pelo Senhor”.

Perante Cardeais, Bispos e centenas de fiéis, que enchiam por completo o local, Bento XVI lembrou que os cristãos que ali se recordam “não procuraram salvar a todo o custo o bem insubstituível da vida”, mas “continuaram a servir a Igreja, apesar de graves ameaças e intimidações”.

“Todas as testemunhas da fé estão prontas para sacrificar a vida pelo Reino. Deste modo, tornam-se amigas de Cristo, conformam-se com Ele, aceitando o sacrifício até ao extremo, sem colocar limites ao dom do amor e ao serviço da fé”, afirmou.

A Basílica, um dos mais antigos lugares de culto da cidade de Roma, alberga as memórias e relíquias de muitas testemunhas do nosso tempo, desde o bispo mártir de El Salvador Óscar Romero ao Cardeal Posada Ocampo, assassinado pelos narcotraficantes no aeroporto mexicano de Guadalajara; desde o pastor evangélico Paul Schneider ao aldeão Franz Jagerstatter, ambos opositores do nazismo, por objecção de consciência e testemunha de fé; desde o monge e guia espiritual Sofian Boghiu, opositor do totalitarismo comunista na Roménia até André Santoro, padre romano morto na Turquia.

O Papa recordou os cristãos "mortos sob a violência totalitária do comunismo, do nazismo, dos mortos na América, na Ásia e Oceânia, na Espanha e no México".

"Muitos caíram enquanto realizavam a missão evangelizadora da Igreja: o seu sangue misturou-se com o dos cristãos autóctones aos quais tinha sido comunicada a fé. Outros, em condição de minoria, foram mortos por ódio à fé", sublinhou.

 

 

PAPA LEMBRA

RAÍZES CRISTÃS DA EUROPA

 

No passado dia 9 de Abril, o Santo Padre lembrou o papel do Cristianismo na construção europeia, com destaque para o impacto do monaquismo medieval na cultura e na vida espiritual europeias.

 

O Papa falava aos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a audiência geral da quarta-feira, dedicada a São Bento, o Santo que inspirou a sua escolha de nome para o pontificado.

Referindo-se ao fundador do monaquismo ocidental e pai da família religiosa beneditina, Bento XVI frisou que, desde o início, os mosteiros fundados pelo Santo procuraram ter “uma finalidade pública na vida da Igreja e da sociedade”.

Para o Papa, São Bento “exerceu uma influência fundamental no desenvolvimento da civilização e da cultura europeias”.

Este Santo nasceu em Núrsia (Itália) cerca do ano 480. Estudou em Roma e começou a praticar vida eremítica em Subiaco, onde reuniu um grupo de discípulos, e passou mais tarde para Montecassino. Aí fundou um célebre mosteiro e escreveu a Regra, cuja difusão lhe valeu o título de pai do monaquismo ocidental. Morreu no dia 21 de Março de 547.

Em 1964 foi proclamado pelo Papa Paulo VI patrono da Europa, “reconhecendo o papel do seu ensinamento e dos seus discípulos no desenvolvimento da vida espiritual e cultural” europeias, como frisou Bento XVI.

O actual Papa sublinhou ainda a importância da Regra de vida escrita por São Bento, “que contém indicações úteis não só para os seus monges, mas também para os que procuram orientação no seu caminho para Deus”.

Para Bento XVI, a Europa das duas Guerras Mundiais e da queda das ideologias precisa dos ensinamentos religiosos e morais que emergem das suas raízes cristãs para encontrar a sua unidade.

 

 


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