S. João Baptista

 

Missa do Dia

24 de Junho de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Os povos proclamam a sabedoria, M. Simões, NRMS 59

Jo 1, 6-7; Lc 1,17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A liturgia dá o tom da grandeza de S. João Baptista. No Prefácio da Missa recordamos o elogio feito por Jesus acerca do seu Precursor: «o maior entre os filhos nascidos de mulher!»

Celebramos com alegria a vigília da Solenidade em honra de S. João Baptista, aquele que baptizou o autor do Baptismo, o profeta que mostrou o Cordeiro de Deus, o mártir que derramou o seu sangue pela Verdade!

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A Liturgia aplica esta página bíblica a S. João Baptista que também «será um servo de Deus» um mensageiro preparando os caminhos do Messias, «luz das nações». João não era a luz, mas veio para dar testemunho da Luz!

 

Isaías 49, 1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2, 32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal. Aqui trata-se duma «acomodação real ou por extensão», pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1, 13-17); 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1, 15.41-44); 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3, 7-10; 14, 4); 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1, 16-17; 3, 1-20.

 

Salmo Responsorial    Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: Este salmo é um poema de acção de graças ao Deus Criador que maravilhosamente nos formou no seio materno. Cantemos a nossa gratidão pela nossa existência.

 

Refrão:         eu vos dou graças, senhor,

                      porque admiravelmente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto;

de longe penetrais o meu pensamento,

Vós me vedes quando caminho e quando descanso;

observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo,

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu vos dou graças,

por me haverdes feito tão maravilhosamente;

admiráveis são as Vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma,

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundezas da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Esta passagem dos Actos dos Apóstolos revela a sinceridade e a humildade de S. João Baptista: «Eu não sou quem julgais!» Pensam que ele é o Messias, mas ele afirma: «Não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés!»

 

Actos dos Apóstolos 13, 22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso kerigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores, a quem se dirige ao redigir a sua obra.

24-25 «João dizia». Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que «eu não sou aquilo que julgais», pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1, 20-30; 3, 25-30).

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Lc 1. 76

 

Monição: No momento da circuncisão, ao darem o nome ao filho de Isabel e de Zacarias, Deus revela os seus desígnios. João é um dom de Deus. Jesus é o próprio Deus que vem salvar-nos.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 «O seu nome é João». Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer «Yahwéh concedeu uma graça». Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe «perguntaram por sinais» (v. 62).

80 «E foi habitar no deserto». Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas pouco tempo antes da vida pública de Cristo. O facto de Lucas dizer logo neste momento que João foi para o deserto, corresponde a uma técnica da composição lucana, chamada técnica de eliminação: antes de passar a outro assunto, avança com coisas que se referem à pessoa de que está a falar, eliminando o que entrementes sucedeu, sem se preocupar da cronologia; assim se explica que a Virgem Maria não apareça no nascimento do Baptista, etc. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

1. Festa de S. João Baptista

Celebramos a festa do nascimento de S. João Baptista. A liturgia da Palavra ajuda-nos a compreender a grandeza e a missão do Precursor de Jesus Cristo. O Profeta Isaías anuncia a vinda de um «servo do Senhor», chamado desde o seio de sua mãe para «levar a luz e a salvação a todas as nações». Nesse servo a igreja viu sempre o futuro Messias, Jesus, a luz e salvação do mundo. Mas João Baptista também foi escolhido desde o seio materno para uma missão concreta: preparar os caminhos do Senhor, restaurando as tribos de Jacob, reconduzindo os sobreviventes de Israel. «Eu sou a voz que clama no deserto! Preparai os caminhos! Endireitai as suas veredas! Depois de mim vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as correias das sandálias! No meio de vós já está o Messias!»

 

No Evangelho, S. Lucas narra o anúncio e o nascimento de João Baptista. É uma página alegre. A alegria deste acontecimento é conhecida como a alegria messiânica, que faz rejubilar a família e os vizinhos e se propaga por toda a região montanhosa da Judeia, porque Deus usou de misericórdia para com o seu povo, como tinha prometido a Abraão e à sua descendência.

 

Trata-se do início de um tempo novo. Esta novidade está expressa no nome! Não há ninguém com esse nome na família… mas o seu nome será João, que quer dizer «Dom de Deus.» Tudo é graça! Nasce de pais idosos, porque para Deus nada é impossível. Zacarias significa «Deus cumpre as suas promessas.» Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, Jesus veio visitar e redimir o seu povo, como os profetas tinham anunciado. Este menino é um dom de Deus cuja missão consiste em manifestar a sua bondade. Ele será profeta do Altíssimo, indo à sua frente, preparando os seus caminhos, mostrando Jesus, a bondade incarnada, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

 

Deus também nos chamou. O nosso nome está ligado a uma missão, porque todos temos que ser anunciadores da misericórdia divina. Como João Baptista podemos sempre dizer que Jesus é o Salvador de todos os povos. Para termos a força de anunciar a Boa Nova precisamos de ser humildes e «viver no deserto», isto é, fazer oração, fazer silêncio, fazer penitência. Se não temos a força de testemunhar com palavras como S. João Baptista, sejamos testemunhas pelo exemplo: «vejam os homens as nossas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos Céus!»

 

Fala o Santo Padre

 

«Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo»

 

Queridos irmãos e irmãs!

Hoje, 24 de Junho, a liturgia convida-nos a celebrar a solenidade do Nascimento de São João Baptista, cuja vida está toda orientada para Cristo, como a da mãe d'Ele, Maria. João Baptista foi o precursor, a «voz» enviada para anunciar o Verbo encarnado. Por isso, comemorar o seu nascimento significa na realidade celebrar Cristo, cumprimento das promessas de todos os profetas, dos quais o Baptista foi o maior, chamado para «preparar o caminho» diante do Messias (cf. Mt 11, 9-10).

Todos os Evangelhos iniciam a narração da vida pública de Jesus com a narração do seu baptismo no rio Jordão por obra de João. São Lucas situa a entrada em cena do Baptista com uma moldura histórica solene. Também o meu livro Jesus de Nazaré se inspira no baptismo de Jesus no Jordão, acontecimento que teve grande ressonância no seu tempo. De Jerusalém e de todas as partes da Judeia o povo acorria para ouvir João Baptista e fazer-se baptizar por ele no rio, confessando os próprios pecados (cf. Mc 1, 5). A fama do profeta baptizador cresceu a tal ponto que muitos perguntavam se era ele o Messias. Mas ele ressalta o evangelista negou-o decididamente: «Eu não sou o Messias» (Jo 1, 20). Contudo, ele permanece a primeira «testemunha» de Jesus, tendo recebido a indicação do Céu: «Aquele sobre Quem vires o Espírito descer e permanecer é que baptiza no Espírito Santo» (Jo 1, 33). Isto acontece precisamente quando Jesus, tendo recebido o baptismo, saiu da água: João viu descer sobre Ele o Espírito como uma pomba. Foi então que «conheceu» a plena realidade de Jesus de Nazaré, e começou a dá-lo a «conhecer a Israel» (Jo 1, 31), indicando-o como Filho de Deus e redentor do homem: «Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo» (Jo 1, 29).

De profeta autêntico, João deu testemunho da verdade sem condescendências. Denunciou as transgressões dos mandamentos de Deus, também quando os protagonistas eram os poderosos.

Assim, quando acusou de adultério Herodes e Herodíades, pagou com a vida, selando com o martírio o seu serviço a Cristo, que é a Verdade em pessoa. Invoquemos a sua intercessão, juntamente com a de Maria Santíssima, para que também nos nossos dias a Igreja saiba manter-se sempre fiel a Cristo e testemunhar com coragem a sua verdade e o seu amor a todos.

 

Bento XVI, Angelus, Domingo, 24 de Junho de 2007

 

Oração Universal

 

Irmãos, apresentemos a Deus,

que é admirável nos Seus santos,

as nossas súplicas pela intercessão

de S. João Baptista:

 

1.  Pela Santa Igreja de Deus,

para que continue a despertar

em todos os seus filhos desejos de santidade,

oremos, irmãos.

 

2.  Pelo Santo Padre,

para que todos escutem o seu magistério

e se deixem conduzir pelos caminhos da fé

e do amor de Deus,

oremos, irmãos.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que sejam modelos e arautos corajosos

duma exigente vida cristã,

oremos, irmãos.

 

4. Pela cristianização das festas religiosas,

para que sejam tempos fortes de evangelização

e de renovação espiritual,

oremos, irmãos.

 

5.  Pelos jovens,

para que saibam responder corajosamente

aos desafios duma vida de heroísmo

no seguimento de Cristo,

oremos, irmãos.

 

Senhor que nos apresentais os santos, nossos irmãos mais velhos, como modelos e estímulo duma vida santa de filhos de Deus, fazei que saibamos amar-Vos cada vez mais em nossa vida de cada dia. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados, Az. Oliveira, 17

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

v. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Demos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 36

 

Monição da Comunhão

 

São João Baptista dá-nos um exemplo de grande humildade: É preciso que Jesus cresça e eu diminua!

Com Nossa Senhora peçamos esta virtude para todos os cristãos, porque Deus enche de bens os humildes.

 

Cântico da Comunhão: Os justos viverão eternamente, M. Faria, NRMS 36

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

João Baptista antes de se apresentar a Israel para anunciar a Boa Nova, viveu no deserto, preparando-se pela oração, pela penitência. Anunciar a salvação implica testemunho pessoal de conversão. Imitemos S. João Baptista.

 

Cântico final: Somos testemunhas, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 25-VI: Os frutos da actuação graça de Deus.

2 Reis 22, 8-13; 23, 1-3 / Mt 7, 15-20

Assim, toda a árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos… Assim, pelos seus frutos os conhecereis.

A garantia da obtenção de bons frutos é dada pela graça de Deus: «Segundo a palavra do Senhor, que diz ‘Pelos seus frutos os conhecereis’ (Ev), a consideração dos benefícios da nossa vida, e na vida dos santos, oferece-nos uma garantia de que a graça de Deus opera em nós e nos incita a uma fé cada vez maior» (CIC, 2005).

Quando Josias leu o livro da Aliança, deu-se conta de que o povo não se estava a portar bem. Quando deu a conhecer ao povo o seu conteúdo, todos se converteram (cf. Leit). O mesmo nos acontecerá se lermos com fé os Evangelhos.

 

5ª Feira, 26-VI: Descoberta e realização da vontade de Deus.

2 Reis, 24, 8-17 / Mt 7, 21-29

Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas só quem faz a vontade de meu Pai.

O que Jesus nos pede (cf. Ev) é exactamente o que Ele fez, pois dizia que o seu alimento era fazer a vontade do Pai. É na oração que podemos discernir qual é a vontade de Deus e obter graças para a cumprirmos. E, depois, empenharmo-nos mais em levar à prática os nossos desejos de melhorarmos.

A família de Joaquim «praticou o que desagradava ao Senhor» (Leit) e sofreu uma terrível humilhação: perdeu a batalha, sofreu o exílio, etc. Vale a pena que, de vez em quando, nos interroguemos se estamos a fazer aquilo que agrada ao Senhor.

 

6ª Feira, 27-VI: Reconstruir a vida.

2 Reis 25, 1-12 / Mt. 8, 1-4

Veio prostrar-se diante d’Ele um leproso, que lhe disse: Senhor, se quiseres, podes curar-me.

As muralhas da cidade de Jerusalém foram arrasadas pelo exército do rei Nabucodonosor, que incendiou igualmente o templo do Senhor e levou muitos prisioneiros para a Babilónia (cf. Leit). Era preciso reconstruir a cidade e libertar os exilados.

O leproso foi curado por Jesus e começou uma vida nova (cf. Ev). Para reconstruirmos a nossa vida, precisamos reconhecer a nossa condição de pecadores, recorrermos à misericórdia de Deus. Assim recebemos as graças para um recomeço.

 

Sábado, 28-VI: Reconstrução das ruínas.

Lam 2, 2. 10-14. 18-19 / Mt 8, 5-17

A tua ruína é grande como o mar: quem poderá curar-te?... Clama de todo o teu coração ao Senhor.

Lamentam-se as filhas de Sião e Jerusalém pela ruína da cidade (cf. Leit). O mesmo poderíamos dizer nós da ruína moral existente em tantos países do mundo, incluído o nosso.

Estava também com a saúde arruinada o criado do centurião. Cristo era a única esperança e curou aquele homem. No mesmo dia, curou igualmente a sogra de Pedro e muitos possessos (cf. Ev). Peçamos com muita fé ao Senhor para que cure as doenças da nossa alma; para que reconstrua a moralidade em todo o mundo.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    José Roque

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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