11º Domingo Comum

15 de Junho de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Nós Somos o povo de Deus, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

Salmo 26, 7.9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Somos o Povo Santo de Deus, a Igreja reunida à volta de Jesus. Ele fundou-a sobre os Doze Apóstolos. Através dos seus sucessores continua a ensinar-nos e a vir até nós na Eucaristia.

 

Vamos dispor o nosso coração para este encontro com o Senhor, pedindo perdão dos nossos pecados.

 

Oração colecta: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus faz de Israel O Seu povo eleito, para nele nascer o Salvador de todos os homens. Com a vinda de Jesus também nós nos tornámos o Povo eleito de Deus, a Sua Igreja santa.

 

Êxodo 19, 2-6a

Naqueles dias, 2os filhos de Israel partiram de Refidim e chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam, em frente da montanha. 3Moisés subiu à presença de Deus. O Senhor chamou-o da montanha e disse-lhe: «Assim falarás à casa de Jacob, isto dirás aos filhos de Israel: 4'Vistes o que Eu fiz ao Egipto, como vos transportei sobre asas de águia e vos trouxe até Mim. 5Agora, se ouvirdes a minha voz, se guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade especial entre todos os povos. Porque toda a terra Me pertence; 6amas vós sereis para Mim um reino de sacerdotes, uma nação santa'».

 

No capítulo 19 começa a 2ª parte do livro do Êxodo, em que se narram os acontecimentos no Sinai, tendo como centro a Aliança. Logo de princípio aparece dado por Deus o sentido da Aliança.

2 «Refidim» é um lugar que está identificado, a sudoeste da península do Sinai. Ali é situada a vitória sobre os Amalecitas (cf. Ex 17, 8-16).

5-6 Pela aliança, aquele povo vai tornar-se «propriedade especial de Deus» e «um reino de sacerdotes». Israel, libertado por Deus, é por este título especial seu «domínio pessoal» (v. 5), por isso todo este «reino» está de modo particular dedicado ao culto de Yahwéh, daí a designação de reino de sacerdotes. Também nisto o antigo povo de Deus figurava o novo povo de Deus, em que todos participamos do sacerdócio de Cristo, o sacerdócio comum dos fiéis, pelo qual devemos fazer de toda a nossa vida do dia a dia uma oblação agradável a Deus (cf. 1 Pe 2, 5.9).

 

Salmo Responsorial    Sl 99 (100), 2.3.5 (R. 3c)

 

Monição: Saibamos agradecer ao Senhor o ter-nos chamado à Sua Igreja, família de Deus cá na terra.

 

Refrão:         Nós somos o povo de Deus,

                      as ovelhas do seu rebanho.

 

Aclamai o Senhor, terra inteira,

servi o Senhor com alegria,

vinde a Ele com cânticos de júbilo.

 

Sabei que o Senhor é Deus,

Ele nos fez, a Ele pertencemos,

somos o seu povo, as ovelhas do seu rebanho.

 

Porque o Senhor é bom,

eterna é a sua misericórdia,

a sua fidelidade estende-se de geração em geração.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Cristo deu o Seu Sangue por nós para nos reconciliar com Deus e nos tornar o Seu povo, a Sua Igreja santa.

 

Romanos 5, 6-11

Irmãos: 6Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. 7Por um justo, dificilmente alguém morrerá; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. 8Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. 9E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito mais razão seremos por Ele salvos da ira divina. 10Se, na verdade, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação.

 

São Paulo neste capítulo de Romanos pretende fazer ver que o amor de Deus garante ao homem justificado a firmeza da esperança da salvação eterna. Esta esperança é certa, não ilusória. Eis o raciocínio do Apóstolo: Se «quando éramos ainda pecadores» (v. 8) e «inimigos» de Deus (v. 10) – antes da conversão –, recebemos a graça da justificação, como é que não havemos de estar seguros «agora que fomos justificados pelo seu Sangue» (v. 9) e «reconciliados com Deus» (v. 10)? Com muito mais razão (vv. 9 e 10) «seremos, por Ele, salvos da ira divina» – no dia do juízo –, quando a ira divina castigar os pecadores. «Havemos, pois, de ser salvos pela sua vida» (v. 10), isto é, em virtude da vida de Cristo nos Céus, quando aparecermos diante dele como santos, reconciliados e redimidos por Ele.

 

Aclamação ao Evangelho        Mc 1, 15

 

Monição: A Igreja de Deus está fundada sobre os Apóstolos. Por intermédio deles continua a falar-nos.

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 4, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Está próximo o reino de Deus.

Arrependei-vos e acreditai no Evangelho.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 9, 36 – 10, 8

Naquele tempo, Jesus, 36ao ver as multidões, encheu-Se de compaixão, porque andavam fatigadas e abatidas, como ovelhas sem pastor. 37Jesus disse então aos seus discípulos: «A seara é grande mas os trabalhadores são poucos. 38Pedi ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara». 10, 1Depois chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. 2São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. 5Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. 7Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus. 8Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos, expulsai os demónios. Recebestes de graça, dai de graça».

 

Este trecho do Evangelho ajuda-nos a entrar dentro dos sentimentos mais profundos do Coração de Cristo, do próprio Coração de Deus feito homem; o próprio sintagma verbal – «encheu-se de compaixão» (v. 36) – é muitíssimo expressivo; traduzido a letra seria: «comoveram-se-lhe as entranhas». Jesus comovia-se pela falta de bons pastores para o povo, numa alusão e actualização da Palavra de Deus através do Profeta Ezequiel (cf. Ez 34). Esta situação de carência mantém-se, pelo que tem plena actualidade o pedido do Senhor para que peçamos, como no v. 38, «trabalhadores para a sua seara».

10, 2 «Apóstolos». Um momento importante da fundação da Igreja é a escolha dos Doze Apóstolos. A legítima Igreja de Cristo é apostólica, aquela onde se dá a sucessão ininterrupta do Colégio Apostólico, presidido por Pedro. Apóstolo significa «enviado», pois Jesus enviou-os a pregar o seu Reino e a sua doutrina.

6 «Ide antes às ovelhas perdidas da Casa de Israel». Só mais tarde, depois da Ressurreição, os Apóstolos são mandados a todo o mundo (Mt 28, 19). Com esta espécie de «estágio», Jesus preparava os Apóstolos para a sua missão universal e atendia ao plano divino que tinha estabelecido o povo judaico como o primeiro a ser chamado à salvação, o povo depositário das promessas divinas, o povo da primeira Aliança. A conservação desta ordem de Jesus na redacção do Evangelho é um grande indício do valor histórico do Evangelho, pois está em descontinuidade do que era a prática da Igreja, logo nos seus primórdios, que cedo começou a evangelizar os gentios.

7 «Proclamai que está perto o reino dos Céus». O Evangelho de S. Mateus, como se dirigia imediatamente a cristãos vindos do judaísmo, tem o cuidado de, à boa maneira judaica, evitar respeitosamente o pronunciar o nome inefável de Deus, por isso não diz «reino de Deus». Proclamar que este reino está perto não quer dizer que Jesus estava iludido quanto à sua chegada final como algo imediato, mas era, por um lado, uma forma de inculcar a urgência da pregação da Boa Nova e a necessidade de estar desprendido das coisas da terra – «recebestes de graça, dai de graça» – (vv. 8-10); por outro lado, com a presença de Jesus, o Reino dos Céus não podia mesmo estar mais perto (cf. Lc 17, 20-21)

 

Sugestões para a homilia

 

Sereis para Mim uma nação santa

Reconciliados com Deus

Os Doze Apóstolos

Sereis para Mim uma nação santa

Após o pecado dos primeiros pais Deus prometeu-lhes a vinda dum salvador que os libertasse da escravidão do demónio. Muitos séculos mais tarde chamou Abraão para fazer dele o pai dum grande povo. Nele seriam abençoadas todas as nações da terra. 

Passados quatrocentos anos Deus tirou os descendentes de Abraão da escravidão do Egipto e conduziu-os pela mão de Moisés para a terra de Israel, que prometera ao santo patriarca. No deserto do Sinai celebrou com eles uma aliança. Seriam o Seu povo, que Ele protegeria entre todos os povos da terra. E eles comprometiam-se a cumprir as leis que o Senhor lhes entregava. Ensinou-os por meio de Moisés e dos profetas, preparando-os para a chegada do Messias.

O povo de Israel foi como que um alfobre preparado por Deus. Dele sairia o Messias para levar a Sua luz a todos os povos da terra, como prometera a Abraão.

Esse povo foi muitas vezes infiel à aliança. O cativeiro de Babilónia serviu para o purificar. O Senhor anunciou então, pelos profetas, uma nova aliança. Derramaria sobre os seus corações uma água pura e escreveria neles a Sua lei.

Jesus veio lavar-nos com o Seu sangue e santificar os corações pela água do Baptismo. Foi Ele o mediador da aliança nova e eterna e o fundador do novo Povo de Deus, a Sua Igreja.

Reconciliados com Deus

Pelo Baptismo fomos reconciliados com Deus no sangue de Jesus e ficámos a fazer parte da Sua Igreja. Ele entregou-se por ela para que fosse santa e imaculada a Seus olhos (Ef. 5,25-26). No Credo dizemos: Creio na Igreja Santa. E é-o de verdade. Formada por pecadores não deixa de ser santa, porque tem em si a fonte da graça e é guiada e santificada pelo Espírito Santo, que transforma os corações dos seus membros. É formada pelos santos do Céu, que chegaram já à meta, pelas almas do Purgatório, que se purificam dos restos do pecado e pelos que, na terra, receberam a graça do Baptismo, que os torna santos. Apoiados pela graça e conduzidos pela acção do Paráclito, vamos lutando por alcançar a santidade a que Deus nos chama.

Somos de verdade, como diz S.Pedro, o povo santo de Deus: «Vós, porém, sois uma geração escolhida, um sacerdócio real, uma nação santa, um povo adquirido por Deus, para que publiqueis as perfeições dAquele que das trevas vos chamou à luz admirável».

Vós, que outrora «não éreis Seu povo», agora sois povo de Deus: vós, «que não tínheis alcançado misericórdia», agora alcançastes misericórdia (1 Ped 2,9).

Alguns olham para os defeitos dos cristãos e não conseguem reconhecer a santidade da Igreja. Para nós a sorte é que a Igreja tenha pecadores, senão estaríamos nós excluídos da salvação. Mas não podemos ficar tranquilamente em nossos pecados. Temos de lutar por lavá-los uma e outra vez e parecer-nos com Cristo. Temos de dar testemunho da santidade da Igreja com as nossas vidas.

Caríssimos, – continua o Apóstolo – rogo-vos que, como estrangeiros e peregrinos nesta terra, vos abstenhais dos desejos carnais que combatem contra a alma. Comportai-vos exemplarmente entre os gentios, para que, mesmo naquilo que vos caluniam como malfeitores, cheguem, reparando nas vossas boas obras, a dar glória a Deus no dia em que Ele os visitar. (1 Ped 2,10)

Os Doze Apóstolos

Jesus escolheu os Doze para andarem com Ele e para os preparar para a missão de anunciar a Boa Nova a todos os homens. Escolheu homens com defeitos. Um deles viria mesmo a atraiçoá-Lo. O Senhor sabia disso e quis ensinar-nos a vê -Lo a Ele nos que pôs à frente da Sua Igreja ao longo dos tempos. Muitos foram grandes santos, outros nem tanto, alguns até escandalizaram com a sua vida.

Na visita de Bento XVI aos Estados Unidos, os meios de comunicação puseram em primeiro plano escândalos de sacerdotes. Alguns aproveitaram isto para atacar a Igreja, exagerando e falando só de coisas negativas.

Alguns casos foram verdadeiros, o que o Santo Padre deplorou. Mas foi apenas uma pequeníssima minoria de sacerdotes. Noutras profissões, como de professores, a percentagem era bem maior – dizia, há anos, um estudo realizado. Mas disso não falavam esses jornalistas.

Estes casos de sacerdotes deram-se já há muitos anos, na confusão a seguir ao Concílio e por falta de vigilância de alguns bispos.

Jesus correu o risco de escolher homens com defeitos. Ele quer que rezemos por sacerdotes e bispos. E para que haja vocações e os seminários funcionem bem. Não atiramos pedras aos outros. A Igreja condena os erros seja de quem forem, mas ama as pessoas e oferece-lhes sempre o perdão de Deus.

Não é como os meios de comunicação. Primeiro incitam as pessoas a fazer o mal, defendendo todas as perversões e empurrando-as para elas com espectáculos degradantes que apresenta. Depois vêm para a praça pública julgá-las e condená-las sem lhes dar sequer possibilidade de se defender.

Jesus entregou aos Apóstolos e aos seus sucessores até ao fim dos tempos os Seus poderes divinos : ensinar o Seu Evangelho, santificar as almas com a Eucaristia e os outros sacramentos e guiá-las em Seu nome e com a Sua autoridade. A Igreja de Cristo é Apostólica. Está fundada sobre Pedro e os Apóstolos. E só essa é a Igreja de Cristo em que podemos encontrar a salvação.

O demónio fez guerra à Igreja ao longo dos séculos. Através das perseguições, das heresias, dos escândalos de alguns eclesiásticos, através de cismas e divisões. Mas não conseguirá destrui-la e vencê-la, como Jesus prometeu a Pedro: «Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela» (Mt 16, 18).

Temos de estar bem seguros e dizer com entusiasmo: Creio na Igreja Una, Santa, Católica, e Apostólica. Temos de estar bem unidos ao sucessor de Pedro e agradecer a Jesus os papas extraordinários que tem dado à Sua Igreja nos últimos séculos.

É muito bonita a história contada pelo grande escritor inglês Chesterton, convertido à fé católica: Um dia foi bater à porta do faraó um mendigo de cabelos brancos e desgrenhados que lhe disse: – passa para cá os teus tesouros. O faraó no seu trono disse aos soldados: – expulsai daqui este insolente. Mas o mendigo respondeu-lhe: – Eu sou mais forte do que tu. Eu sou o tempo.

O mendigo foi bater à porta de outros grandes impérios e a cena foi-se repetindo.

Um dia apareceu na praça de S.Pedro e encontrou-se com um velhinho vestido de branco que lhe disse: – Bem vindo, ò tempo. Eu sou mais forte do que tu: eu sou a eternidade.

Vamos rezar mais pelo Santo Padre e estar atentos aos seus ensinamentos. E peçamos à Virgem, Mãe da Igreja que os cristãos saibam estar bem unidos a ele.

 

 

Oração Universal

 

Unidos a toda a Igreja trazemos a Jesus,

cheios de fé e confiança, os nossos pedidos.

Ele apresenta-os ao Pai, para que os atenda.

Peçamos com fé e humildade:

 

1.  Pela Santa Igreja: para que, fiel ao mandamento de Cristo,

continue firme no ensino da doutrina Sagrada, de que é depositária,

oremos ao Senhor.

 

2.  Pelo Santo Padre,

para que todos escutem os seus ensinamentos

e encontrem o caminho para Jesus, que tem palavras de vida eterna,

oremos ao Senhor.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que apontem com fé e valentia o caminho da santidade,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos os cristãos,

para que saibam enfrentar as contradições da vida

e dar ao mundo o testemunho da verdadeira alegria,

oremos ao Senhor.

 

5.  Pelos governantes das nações,

para que promulguem leis justas que respeitem

os direitos de Deus e dos homens, a começar pelo direito à vida

e à família una, indissolúvel e fecunda,

oremos ao Senhor.

 

6.  Por todos os que andam afastados de Deus,

para que o Senhor os converta e os traga de novo à Sua Igreja,

oremos ao Senhor.

 

7.  Por todos os nossos irmãos que estão no Purgatório,

para que possam contemplar no Céu o rosto de Cristo,

oremos ao Senhor.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai, fazei-nos encontrar em Jesus Cristo, presente na Sua Igreja,

a fonte da água viva onde a nossa sede de justiça e santidade se possa saciar em plenitude.

Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Na hóstia sobre a patena, B. Salgado, NRMS 6 (II)

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: J. Santos, NRMS 6 (II)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus é a fonte da santidade. Na Sua Igreja continua a dar -Se a nós como alimento de vida eterna.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor enviou os seus Apóstolos, F. da Silva, NRMS 66

Salmo 26, 4

Antífona da comunhão: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.

 

Ou

Jo 17, 11

Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, Tu és a Luz, Az. Oliveira, NRMS 6 (II)

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Somos o Povo Santo de Deus, a Sua Igreja, para espalhar no mundo a Boa Nova de Jesus, que a todos quer salvar. O Senhor conta connosco.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo e proclamai, J. Santos, NRMS 59

 

 

Homilias Feriais

 

11ª SEMANA

 

2ª Feira, 16-VI: Renovação da mentalidade.

1 Reis 21, 1-16 / Mt 5, 38-42

Levaram-no então (a Naboth) para fora da cidade, apedrejaram-no e ele morreu.

Estamos diante de um episódio de intriga, inveja e mentira, que acabou num autêntico homicídio de um inocente (cf. Leit).

Pelo contrário, Jesus pede uma nova mentalidade no convívio com as outras pessoas. É altura de acabar com a lei de Talião: olho por olho, dente por dente. Agora deve prevalecer o amor ao próximo (cf. Ev), que exige capacidade de humilhação, desprendimento do próprio eu, espírito de serviço desinteressado, e ajuda aos mais necessitados.

 

3ª Feira, 17-VI: Heroicidade no perdão.

1 Reis 21, 17-29 / Mt 5, 43-48

Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos céus.

Não é fácil seguir este conselho de Jesus (cf. Ev), sobretudo quando é preciso perdoar ou aceitar melhor aqueles que nos incomodam. Quando vivemos bem o amor ao próximo, ele torna-se num anúncio feliz para todas as pessoas, porque torna patente o amor de Deus, que não abandona ninguém

O rei Acab arrependeu-se de todo o mal que tinha feito e Deus perdoou-lhe (cf. Leit). Se alguma vez maltratarmos alguém, temos sempre uma oportunidade de compensar esse mal, arrependendo-nos e pedindo desculpa.

 

4ª Feira, 18-VI: Necessidade de uma intenção recta.

2 Reis 2, 1. 6-14 / Mt 6, 1-6. 16-18

Tu, porém, quando rezares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai, presente no segredo.

O Senhor pede-nos que tenhamos uma intenção recta, quando fizermos as nossas práticas religiosas (cf. Ev). É, pois, importante que haja uma conversão do nosso interior: «Jesus insiste na conversão do coração desde o sermão da montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar; o amor aos inimigos, orar ao Pai ‘no segredo’ (Ev), perdoar do fundo do coração na oração» (CIC, 2608).

Eliseu não pediu a Elias muitos bens, mas o que era mais importante aos olhos de Deus e da sua missão: «Que eu possa herdar uma dupla força do teu espírito» (Leit).

 

 

5ª Feira, 19-VI: Os tesouros do Pai-nosso

Sir 48, 1-15 / Mt 6, 7-15

Quando orardes não digais muitas palavras como os pagãos. Orai, pois, deste modo: Pai nosso…

Procuremos descobrir os tesouros, contidos no Pai-nosso. No que diz respeito às petições: «Depois de nos termos posto na presença de Deus nosso Pai, o Espírito filial faz brotar dos nossos corações sete petições, que são sete bênçãos. As três primeiras, mais teologais, atraem-nos para a glória do Pai; as quatro últimas, como caminhos para Ele, expõem a nossa miséria à sua graça» (CIC, 2803).

Elias realizou grandes prodígios, graças à sua oração, e foi levado ao céu num carro de fogo. Também Eliseu ficou cheio do mesmo espírito de Elias (cf. Leit).

 

6ª Feira, 20-VI: O nosso coração em Deus e familiares.

2 Reis 11, 1-4. 9-18. 20 / Mt 6, 19-23

Onde estiver o teu coração, aí estará o teu coração.

O coração é, em sentido bíblico, o ‘fundo do ser’ (as ‘entranhas’) em que a pessoa se decide ou não por Deus (cf. Ev). O ‘tesouro’ é o próprio Deus. Por isso dizemos no Prefácio: O nosso coração está em Deus.

Quando o coração está cheio de maldade, podem acontecer coisas terríveis, como foi o caso de Atália e dos crimes que cometeu (cf. Leit). Procuremos que o nosso coração esteja em Deus e em tudo o que se refere a Deus, nos nossos familiares e amigos, no nosso trabalho, etc.

 

Sábado, 21-VI: O alcance da Providência divina.

2 Cron 24, 17-25 / Mt 6, 24-34

Procurai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e todas elas vos serão acrescentadas.

A Providência divina estende-se a todas as coisas criadas (os lírios, as ervas do campo) e também aos homens (que havemos de comer?). Como bons filhos de Deus, devemos pôr todos os nossos problemas e inquietações nas mãos do nosso Pai Deus, que só quer para nós o bem (cf. Ev)

Quando as coisas não correm bem, podemos ter a tendência para abandonarmos Deus, por pensarmos que não nos quer bem. Tenhamos cuidado, pois «Uma vez que abandonastes o Senhor, também Ele vai abandonar-vos» (Leit).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    Celestino Correia

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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