Anjo da Guarda de Portugal

10 de Junho de 2008

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Toda a terra Vos adore, J. Santos, NRMS 94

Dan 3, 95

Antífona de entrada: Bendito seja o Senhor, que enviou o seu Anjo e libertou os seus servos, que n'Ele confiaram.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

É convicção desde o princípio da Igreja de que cada nação tem um Anjo para cuidar dela, como se fora uma família mais alargada.

Portugal tem acarinhado esta devoção, desde os primórdios da nacionalidade D. Afonso Henriques atribuía à sua intercessão a conquista da cidade de Santarém. O rei D. Manuel I pediu ao Papa lhe concedesse celebrar anualmente esta memória. No convento de Mafra, cuja sagração foi em 1730, encontramos uma estátua do Anjo da nossa Pátria (Os Anjos não têm corpo, mas é o nosso modo de lhes prestar homenagem).

Portugal é, depois da última reforma litúrgica, o único país do mundo que tem no calendário a festa do seu Anjo.

Esta devoção foi notavelmente incrementada depois das Aparições do Anjo da Guarda de Portugal aos três Pastorinhos, em 1916.

Hoje, no Santuário da Cova da Iria, a festa do Anjo de Portugal celebra-se com a peregrinação das crianças.

 

Acto penitencial

 

Peçamos perdão ao Senhor do esquecimento a que votamos os santos Anjos, especialmente aquele a quem O Senhor confiou a protecção da nossa Pátria, e de não aproveitarmos mais a sua ajuda.

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

  Para o esquecimento ingrato a que votamos os Anjos,

     a cuja guarda o Senhor nos entregou, como filhos,

     Senhor, misericórdia!

 

     Senhor, misericórdia! 

 

  Para a negligência que nos leva a não aproveitarmos

     a ajuda que o Senhor por meio eles nos quer prestar

     Cristo, misericórdia!

 

     Cristo, misericórdia! 

 

  Para a falta de atenção às recomendações do Anjo

     que nos manda rezar e sacrificar-nos pela nossa Pátria,

     Senhor, misericórdia!

 

     Senhor, misericórdia! 

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que destinastes a cada nação o seu Anjo da Guarda, concedei que, pela intercessão e patrocínio do Anjo de Portugal, sejamos livres de todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Daniel anuncia ao Povo de Deus que foi enviado pelo Senhor com a finalidade de o proteger contra as investidas do rei da Pérsia.

Também hoje o Anjo da Guarda de Portugal quer proteger-nos contra as investidas do demónio e os que trabalham para ele. Invoquemos a sua intercessão.

 

 

Daniel 10, 2a, 5-6.12-14ab

2aNaqueles dias, 5ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro. 6O seu corpo era semelhante ao topázio e o rosto tinha o fulgor do relâmpago; os olhos eram como fachos ardentes, os braços e as pernas eram brilhantes como o bronze polido e o som das suas palavras era como o rumor duma multidão. 12Ele disse-me: «Não temas, Daniel, porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração para compreender e te humilhaste diante do teu Deus, as tuas palavras foram ouvidas. É por causa das tuas palavras que eu venho. 13O chefe do reino da Pérsia resistiu-me durante vinte e um dias. Então Miguel, um dos chefes principais, veio em meu auxílio. Eu estive lá, a fazer frente ao chefe dos reis da Pérsia, 14abe vim para te explicar o que vai suceder ao teu povo, no fim dos tempos».

 

A leitura está respigada dos sonhos e visões de Daniel (2ª parte do livro: 7, 1 – 12, 13), onde, na última visão, uma figura excelsa explica o que irá suceder nas guerras do séc. II a. C. entre os selêucidas e os lágidas, e como uma personalidade abominável (Antíoco IV da Síria) virá trazer grandes desgraças ao povo, mas acabará por ser derrotado, graças à intervenção libertadora de Miguel (este nome hebraico – mi-ka-el – significa: quem como Deus?). A leitura foi escolhida para a festa de hoje certamente pela descrição da figura angélica da aparição nos vv. 5-6, que evoca a visão dos Pastorinhos de Fátima.

 

Salmo Responsorial    Salmo 90 (91), 1 e 3.5b-6.10.11.14-15

 

Monição: Depois da proclamação do Senhor como seu refúgio, o justo ouve o salmista proclamar as muitas ocasiões em que Deus o livra de apuros e dificuldades.

A acção protectora de Deus contra os inimigos, doenças e outras dificuldades tem como o Seu amor e fidelidade.

 

 

Refrão:         O Senhor mandará aos seus anjos

Que te guardem em todos os teus caminhos.

 

Tu, que habitas sob a protecção do Altíssimo,

moras à sombra do Omnipotente.

Ele te livrará do laço do caçador

e do flagelo maligno.

 

Não temerás o pavor da noite,

nem a seta que voa de dia;

nem a epidemia que se propaga nas trevas,

nem a peste que alastra em pleno dia.

 

Nenhum mal te acontecerá,

nem a desgraça se aproximará da tua morada.

Porque o Senhor mandará aos seus Anjos

que te guardem em todos os teus caminhos.

 

«Porque confiou em Mim, hei-de salvá-lo;

hei-de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.

Quando Me invocar, hei-de atendê-lo,

estarei com ele na tribulação,

hei-de libertá-lo e dar-lhe glória».

 

 

Aclamação ao Evangelho        Lc 2, 10b

 

Monição: Quando o Anjo se aproxima dos pastores, em Belém, anunciando o nascimento do Salvador, começa por tranquilizá-los, antes de lhe dar a feliz notícia. Os Anjos são mensageiros da paz.

 

 

Aleluia

 

Cântico: Aclamação – 3, F. da Silva, NRMS 50-51

 

Disse o Anjo do Senhor:

«Anuncio-vos uma grande alegria para todo o povo.»

 

 

Evangelho

 

São Lucas 2, 8-14

Naquele tempo, 8havia naquela região uns pastores que viviam nos campos e guardavam de noite os rebanhos. 9O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz; e eles tiveram grande medo. 10Disse-lhes o Anjo: «Não temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: 11nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que é Cristo Senhor. 12Isto vos servirá de sinal: encontrareis um Menino recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura». 13Imediatamente juntou-se ao Anjo uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus, dizendo: 14«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

 

Também o texto escolhido nos fala dos Anjos do Natal. A glória de Deus que em Israel se manifestava no templo, manifesta-se agora no campo dos pastores. Deus manifesta-se aos simples e humildes e no meio dos seus afazeres mais correntes.

(Ver notas para o dia de Natal).

 

Sugestões para a homilia

 

• Os Anjos, nossos amigos

A manifestação dos Anjos

Nossos defensores

Aproveitemos a sua ajuda

• O Anjo de Portugal

Mensageiro de Deus

Anjo da paz

Encaminha-nos para Deus

Os Anjos, nossos amigos

Deus criou um número incomensurável de Anjos. O Livro do Apocalipse conta-nos que, enquanto eles estavam num período de prova, uma terça parte – chefiados por Lúcifer (antes, Lusbel = Anjo da luz) – revoltaram-se contra Deus e foram precipitados no abismo. Duas terças partes permaneceram fiéis sob a chefia do Arcanjo S. Miguel, o que significa que a cada demónio se opõem dois Anjos fiéis. Além disso, enquanto as armas do inimigo das trevas são o ódio em todas as suas formas – o ódio cega – os Anjos fiéis estão revestidos com a força do Amor de Deus.

Amam-nos como o melhor dos irmãos e desejam sinceramente ajudar-nos a superar a prova desta vida, para que possamos participar da sua felicidade eterna.

A muitos destes o Senhor confiou missões junto dos homens, e continua a confiar ainda: a guarda das pessoas, das nações, ou como embaixadores de Deus, como o Arcanjo S. Gabriel que anunciou a Nossa Senhora o mistério da Incarnação.

 

a) A manifestação dos Anjos. «Naqueles dias, ergui os olhos e vi um homem vestido de linho, com um cinturão de ouro puro

A existência dos Anjos é uma verdade de fé. São espíritos puros, dotados de inteligência muito superior à nossa, e de vontade que está em comunhão perfeita com o querer de Deus. São dotados de grande força (removeram a grande pedra que vedava a entrada no sepulcro de Jesus) e de uma beleza extraordinária (os guardas caíram por terra, deslumbrados pelo seu esplendor), a julgar pelas descrições da Bíblia, corroborado pelo testemunho dos santos que os têm contemplado na terra como, por exemplo, os três Pastorinhos de Fátima.

Os nossos olhos não os podem contemplar, sem uma privilégio especial de Deus. Para que os possamos ver, é necessário que o Senhor lhes dê uma forma sensível, como aconteceu ao Arcanjo Miguel, visto pelo profeta, a Tobias, acompanhado de S. Rafael, ou a Nossa Senhora e Zacarias, quando S. Gabriel lhes apareceu como embaixador do Altíssimo. O mesmo aconteceu aos Pastorinhos em Fátima quando viram o Anjo de Portugal na Loca do cabeço e no Poço do quintal dos pais de Lúcia (Poço do Arneiro).

 

b) Nossos defensores. «Ele disse-me: ‘Não temas, Daniel, [...] porque as tuas palavras foram ouvidas’.»

Tanto ama o Senhor cada um de nós, que somos Seus filhos, que nos confiou aos Anjos para nos defenderem dos ardis do Inimigo das Trevas. Sempre atentos e vigilantes, acorrem imediatamente a prestar-nos ajuda quando os invocamos com toda a confiança.

Temos experiência desta solicitude do Anjo da Guarda de Portugal: quando estávamos oprimidos com tantas calamidades – profanações de Sacrários, leis contra o cristianismo que fecharam as igrejas, proibiram as procissões e toque de sinos, meteram na prisão bispos e sacerdotes, soldados a morrerem inutilmente na primeira Guerra Mundial – ele apareceu aos três Pastorinhos, identificou-se e ensinou-nos o caminho para nos vermos livres de tantas calamidades.

Sem que os Pastorinhos o sonhassem, preparou-os também para a visita de Nossa Senhora que transformou a Cova da Iria num lugar privilegiado de encontro dos homens com Deus e com Maria Santíssima.

 

c) Aproveitemos a sua ajuda. «Eu estive lá, a fazer frente ao chefe dos reis da Pérsia, e vim para te explicar o que vai suceder ao teu povo, no fim dos tempos

Deixemo-nos ajudar pelo Anjo da Guarda da nossa Pátria, exercendo responsavelmente o nosso papel de cidadãos e invocando a sua ajuda.

Não podemos aceitar e aprovar com nosso voto nem ficar mergulhados num silêncio cobarde perante esta guerra contra a vida, pelo aborto, e contra a família; que rouba a inocência a tantos irmãos nossos mais pequeninos, cujos Anjos contemplam a face do nosso Pai que está nos céus, como nos ensinou Jesus Cristo.

Entre as orações que lhe havemos de rezar está a que o Anjo ensinou na Loca do Cabeço aos Pastorinhos, convidando-os ao desagravo contra as profanações da Santíssima Eucaristia.

Havemos de prestar a nossa ajuda, ensinando as pessoas a fazerem uma conveniente preparação antes de se aproximarem da Eucaristia e advertindo as que não podem comungar para que não o façam.

O Anjo de Portugal

a) Mensageiro de Deus. «O Anjo do Senhor aproximou-se deles e a glória do Senhor cercou-os de luz

Não podemos separar a devoção ao Anjo da Guarda de Portugal da fidelidade à Lei do Senhor, quando somos chamados a dar a nossa opinião, ou abstendo-nos de transgredir os Mandamentos.

Os Anjos são mensageiros da paz, porque vêm até nós da parte de Deus, fonte da verdadeira paz e alegria. É nesta missão que aparecem muitas vezes na Sagrada Escritura.

Foi nesta missão que veio ao encontro dos Pastorinhos, em Fátima: «Não temais! Sou o Anjo da Paz. Orai comigo.»

Foi enviado por Deus para nos ensinar e ajudar. Podemos, na vida particular, imitar o seu gesto de prostração profunda diante do Altíssimo para rezar a mesma oração que ele ensinou às três crianças.

 

b) Anjo da paz. «Não temais, porque eu vos anuncio uma grande alegria para todo o povo

Há uma coincidência que não é ocasional: O Anjo aparece aos Pastorinhos e apresenta-se como da Paz; Nossa Senhora aparece às três crianças na Cova da Paz (Iria quer dizer isto mesmo) e vem trazer-nos uma mensagem de Paz.

Para que a possamos viver com alegria, temos de começar a construí-la, de mãos dadas com Deus, a partir do nosso coração, pela fidelidade ao Seu Amor.

Que acolhimento damos à construção da verdadeira paz, quando é necessário procurar a reconciliação entre pessoas e famílias – também quando somos nós que estamos em causa, pelas nossas desavenças –, à procura da ovelha tresmalhada, para que se reconcilie com o Bom Pastor pelo Sacramento da Confissão? Não podemos ficar em idealismos que a nada conduzem.

Queremos a paz verdadeira que os Anjos anunciaram aos pastores, humildes nas campinas de Belém.

 

c) Encaminha-nos para Deus. «Isto vos servirá de sinal: encontrareis um recém-nascido, envolto em panos e deitado numa manjedoura

A devoção ao Anjo da Guarda de Portugal, como a todos os santos Anjos, aproxima-nos cada vez mais de Deus, se a vivemos como a santa Igreja nos ensina.

Devemos cultivar a intimidade com este bom Amigo. Em vez de gastarmos energias em lamentações estéreis que nada conduzem, invoquemos o Anjo da Guarda de Portugal, e ele nos encaminhará para o Senhor.

Peçamos-lhe especialmente ajuda para vivermos uma profunda devoção à Santíssima Eucaristia. Imaginemo-lo junto de nós, como os Pastorinhos, quando recebemos a Sagrada Comunhão e rezemos a oração que ele ensinou: «Santíssima Trindade, Pai e Filho e Espírito Santo, adoro-Vos profundamente.»

Acolhamos o seu apelo ao desagravo contra tantas profanações e agravos no Sacramento do Amor.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Imploremos, pela intercessão do Anjo da Guarda de Portugal,

as melhores bênçãos do Senhor para nós e para toda a Igreja,

especialmente para o nosso Portugal, com tantos problemas.

Oremos, dizendo (cantando):

 

Mandai, Senhor, o Vosso Anjo

para que guarde a nossa Pátria!

 

 

1.  Para que o Santo Padre, Bispos e Sacerdotes

nos ensinem uma autêntica devoção aos Anjos,

que nos conduza a um trato familiar com eles,

oremos, irmãos.

 

Mandai, Senhor, o Vosso Anjo

para que guarde a nossa Pátria!

 

2.  Para que a Igreja que está em Portugal

possa conduzir livremente os seus fiéis

no caminho da Salvação eterna,

oremos, irmãos.

 

Mandai, Senhor, o Vosso Anjo

para que guarde a nossa Pátria!

 

3.  Para as crianças das famílias portuguesas

encontrem o carinho que as aproxime de Deus,

oremos, irmãos.

 

Mandai, Senhor, o Vosso Anjo

para que guarde a nossa Pátria!

 

4.  Para que os portugueses vivam com gratidão

a devoção ao Anjo da Guarde de Portugal

oremos, irmãos.

 

Mandai, Senhor, o Vosso Anjo

para que guarde a nossa Pátria!

 

5.  Para que o Anjo da Guarda de Portugal

defenda os nossos Sacrários do Inimigo,

oremos, irmãos.

 

Mandai, Senhor, o Vosso Anjo

para que guarde a nossa Pátria!

 

6.  Para que as almas de todos os fiéis defuntos

contemplem, quanto antes, a glória dos Anjos,

oremos, irmãos.

 

Mandai, Senhor, o Vosso Anjo

para que guarde a nossa Pátria!

 

Senhor, que destes à nossa Pátria um Anjo

que a guarda e defende dos seus inimigos:

ajudai-nos a aproveitar sempre a sua ajuda,

para que todos nos vejamos um  dia no Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

Na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Depois dos anos da vida oculta em que nos iluminou com o Seu exemplo, de três anos de vida pública em que nos instruiu com a Sua Palavra, Jesus Cristo imolou-Se na Cruz, para ser o Cordeiro na Celebração da Páscoa da Nova Aliança.

De modo análogo, viemos do anonimato das nossas casas até ao tempo, onde Jesus acaba de nos dirigir a Sua Palavra.

Preparemo-nos agora para o Alimento divino que Ele nos oferece, na Páscoa da Nova Aliança.

 

Cântico do ofertório: Tomai, senhor, e recebei, J. Santos, NRMS 70

 

Oração sobre as oblatas: Recebei, Senhor, estas ofertas que apresentamos ao vosso altar e fazei que, por intercessão do nosso Anjo da Guarda, sejamos defendidos de toda a adversidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio dos Anjos: p. 491

 

Santo: Santo IV, H. Faria, NRMS 103-104

 

Saudação da Paz

 

O Anjo da Guarda de Portugal declina o seu nome aos Pastorinhos, apresentando-se como sendo o Anjo da Paz, o Anjo de Portugal.

É a verdadeira paz que nós desejamos, aquela que só do Céu nos pode vir, como dom de Deus.

Com o desejo de colaborarmos na sua instauração em todos os corações,

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Dizia O Anjo de Portugal aos Pastorinhos na terceira aparição: «Tomai e bebei o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus.»

Com este mesmo espírito, vamos comungar o Santíssimo Corpo e Sangue de Jesus.

 

Cântico da Comunhão: Eucaristia, celeste alimento, M. Carneiro, NRMS 77-79

Judite 13, 20.21

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que me protegeu por meio do seu Anjo. Dai graças ao Senhor, porque é eterna a sua misericórdia.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentais neste admirável sacramento de vida eterna, dirigi os nossos passos, por meio do vosso Anjo, no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Um Anjo acompanha os destinos da nossa Pátria que levou até aos confins da terra a mensagem do Evangelho.

Com a sua ajuda, retomemos a nossa missão de evangelizadores do mundo.

 

Cântico final: Como promessa de cada hora, M. Faria, NRMS 30

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 11-VI: S. Barnabé: A Eucaristia e o cumprimento da missão.

Act 11, 21-26; 13, 1-3

É que ele (Barnabé) era um homem bom e cheio do Espírito Santo e de fé. E considerável multidão aderiu ao Senhor.

Barnabé foi um dos primeiros fiéis da igreja de Jerusalém. Anos depois, foi destacado para pregar o Evangelho em Antioquia e, mais tarde, para acompanhar S. Paulo na sua primeira viagem apostólica (cf. Leit).

Recebeu do Senhor uma missão: «Ide pregar, anunciando que está próximo o reino dos Céus» (cf. Ev). Tenhamos presente que «a Eucaristia é fonte e ápice não só da vida da Igreja, mas também da sua missão. Uma Igreja autenticamente eucarística é uma Igreja missionária» (Sac. da caridade, 84).

 

5ª Feira, 12-VI: Reconciliação com os irmãos e oração por eles.

1 Reis 18, 41-46 / Mt 5, 20-26

Se estiveres, pois, a apresentar a tua oferta ao altar e aí te recordares de que o teu irmão tem alguma coisa contra ti…vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão.

Para entrarmos em comunhão com Cristo devemos estar também em comunhão com os nossos irmãos (cf. Ev). Trata-se de uma verdadeira espiritualidade da comunhão, requerida pela Eucaristia e suscitada pela celebração eucarística.

No tempo do profeta Elias, tendo havido uma seca muito prolongada, ele orou com muita intensidade e do céu veio a chuva (cf. Leit). Pensando naqueles que nos rodeiam, quais são a suas necessidades, e rezemos a Deus para que lhes conceda todos os bens espirituais e materiais que mais lhes convenham para a sua salvação.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    Fernando Silva

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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