9º Domingo Comum

1 de Junho de 2008

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Escutai Senhor a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 24, 16.18

Antífona de entrada: Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão, porque estou só e desamparado. Vede a minha miséria e o meu tormento e perdoai todos os meus pecados.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Os textos litúrgicos deste domingo insistem na necessidade que temos de viver em conformidade com vontade de Deus. Fazer a vontade de Deus é estar atento à sua Palavra e pô-la em prática. Ouçai-nos neste domingo a resposta do Senhor na sua Palavra.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, cuja providência não se engana em seus decretos, humildemente Vos suplicamos: afastai de nós todos os males e concedei-nos todos os bens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus fez-nos livres, capazes de escolher entre o bem e o mal e assumir a responsabilidade dos nossos actos.

 

Deuteronómio 11, 18.26-28.32

Moisés falou ao povo nestes termos: 18«As palavras que eu vos digo, gravai-as no vosso coração e na vossa alma, atai-as à mão como um sinal e sejam como um frontal entre os vossos olhos. 26Ponho hoje diante de vós a bênção e a maldição: 27a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, que hoje vos prescrevo; 28a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor vosso Deus, afastando-vos do caminho que hoje vos indico, para seguirdes outros deuses que não conhecestes. 32Portanto, procurai pôr em prática todos os preceitos e normas que hoje vos proponho».

 

O texto pertence à 2ª parte do Deuteronómio, a parte fundamental, em forma de um longo discurso de Moisés, o segundo (Dt 4, 44 – 28, 68), que precede imediatamente o chamado Código Deuteronómico, ou Aliança de Moab (Dt 12, 1 – 26, 15), adiantando as bênçãos e maldições que serão apresentadas de forma mais desenvolvida a concluir o discurso (Dt 27 e 28).

18 No tempo de Jesus, os fariseus tomavam à letra estas palavras, e atavam com fitas à testa e ao braço as chamadas filactérias, umas caixinhas contendo tiras de pergaminho com certas passagens da Lei, como esta: Dt 11, 13-21; 6, 4-9; Ex 13, 1-16 (cf. Mt 23, 5).

 

Salmo Responsorial    Sl 30 (31), 2-3a.3bc-4.17.25 (R. 3b)

 

Monição: Tenhamos confiança no Senhor porque Ele nunca nos abandona. Exercitemos a virtude da esperança, que depositamos em nós pelo Baptismo.

 

 

Refrão:      Sede o meu refúgio, Senhor.

 

Em Vós, Senhor, me refugio, jamais serei confundido,

pela vossa justiça, salvai-me.

Inclinai para mim os vossos ouvidos,

apressai-Vos em me libertar.

 

Sede a rocha do meu refúgio

e a fortaleza da minha salvação;

porque Vós sois a minha força e o meu refúgio,

por amor do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Fazei brilhar sobre mim a vossa face,

salvai-me pela vossa bondade.

Tende coragem e animai-vos,

vós todos que esperais no Senhor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: É pela fé e pela graça, que vem de Cristo, que nos tornamos justos e santos, agradáveis a Deus.

 

 

Romanos 3, 21-25a.28

Irmãos: 21Independentemente da Lei de Moisés, manifestou-se agora a justiça de Deus, de que dão testemunho a Lei e os Profetas; 22porque a justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os crentes. De facto não há distinção alguma, 23porque todos pecaram e estão privados da glória de Deus; 24e todos são justificados de maneira gratuita pela sua graça, em virtude da redenção realizada em Cristo Jesus, 25aque Deus apresentou como vítima de propiciação, mediante a fé, pelo seu sangue, para manifestar a sua justiça. 28Na verdade, estamos convencidos de que o homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei.

 

Em breves mas densas palavras temos aqui expressa a tese central da Epístola aos Romanos: todos os homens tanto os gentios como os judeus são pecadores e estão privados da graça divina e só são salvos pela obra redentora de Jesus, de modo gratuito, não em virtude de se satisfazer uma série de exigências da Lei mosaica, mas pela sua adesão à salvação oferecida.

21 «Foi sem a Lei do Moisés». A salvação trazida por Cristo, embora seja «atestada pela Lei e pelos Profetas», não procede da Lei mosaica, que não tem força para justificar ninguém, mas apenas torna mais patente o pecado. «Manifestou-se agora», isto é, no tempo presente, após a obra salvadora de Jesus Cristo, «a justiça de Deus»: não é a justiça vindicativa de Deus, chamada ira de Deus nesta epístola (Rom 1, 18 – 3, 20). É, pelo contrário, a acção salvadora de Deus que justifica, santifica o ser humano.

22 «Vem pela fé em Jesus Cristo». A fé é a condição básica fixada por Deus para que o homem possa aproveitar-se da salvação trazida por Cristo: o mínimo que Deus pode exigir é que os beneficiários da sua misericórdia reconheçam o valor da morte redentora do seu Filho. «Para todos os crentes sem distinção», pois a salvação é para todos, não apenas para uns privilegiados, uma raça eleita, o povo de Israel, destinatário da Lei; ela é para todos os homens, com a condição de que sejam crentes, isto é, de que tenham fé (v. 28; cf. Rom 1, 17).

23 «Todos pecaram e estão privados da glória de Deus». Aqui trata-se da glória de Deus, enquanto participada pelo homem, uma espécie de revérbero da majestade e presença divina na alma humana, que a Teologia chama graça santificante. Pelo pecado original toda a humanidade ficou privada da graça e amizade divina (cf. Rom 5, 12-21).

24 «Todos são justificados de maneira gratuita», isto é, sem méritos antecedentes do pecador, «pela sua graça», ou seja, unicamente pela benevolência divina, por puro favor, que nenhum esforço humano podia merecer (muitos autores vêem aqui aludido o dom da graça santificante); «por meio da Redenção»: pela obra salvadora de Cristo, que é aqui chamada «redenção». Pergunta-se se este termo indica um resgate pago, isto é, se o sangue de Cristo deve ser entendido como preço de resgate. Que Cristo nos resgatou com o seu sangue é uma verdade de fé, que não pode estar em questão; no entanto, discute-se se, nesta passagem, se quer exprimir isto mesmo, uma vez que a palavra apolytrôsis não engloba necessariamente a noção de resgate, como é o caso de quando os LXX a referem à libertação do Egipto, e também em Lc 21, 28; Rom 8, 23: 1 Cor 1, 30; Ef 1, 14; 4, 30; Hebr 11, 35). Porém, dada a semelhança desta passagem com tantas outras em que se diz expressamente que os cristãos foram «comprados por um preço» (1 Cor 6, 20; 7, 23; Gal 3, 13; 2 Pe 2, 1; Apoc 5, 9; cf. Mt 20, 28; Mc 10, 45; Act 20, 28; 1 Pe 1, 18), é mais provável que neste versículo se expresse a ideia de resgate. Nesta linha se situa a tradução litúrgica ao empregar a palavra «redenção» e não «libertação».

25 «Deus apresentou-o como aquele que expia os pecados pelo seu Sangue», à letra: como o propiciatório. O propiciatório (em grego hilastêrion, em hebraico kapóreth) era a placa de oiro que cobria a arca da aliança e que no dia da festa anual da expiação (o Yiom Kipur) era aspergida com sangue de vítimas pelo sumo sacerdote para a expiação dos pecados do povo (cf. Ex 25; Lv 16). Nesta mesma linha, Jesus seria o novo propiciatório, isto é, o novo meio ou instrumento de expiação, o novo lugar que a misericórdia de Deus nos apresenta e oferece para obtermos o perdão dos pecados. No entanto, a tradução litúrgica preferiu outra interpretação (permitida pelo original grego), a saber, o propiciador: Jesus é, assim, Aquele que expia os pecados. Mas ainda era possível uma terceira tradução: «Deus apresentou-o como um sacrifício expiatório», (como vítima de expiação, traduzem alguns). Esta última tradução, favorecida pelo contexto, em especial pela referência ao «Sangue derramado» – isto é, um sangue de sacrifício –, tem a vantagem de pôr em evidência a doutrina da fé segundo a qual a Morte de Cristo foi um verdadeiro sacrifício de propiciação ou expiação dos nossos pecados, doutrina aliás contida claramente no Novo Testamento (cf. Mt 26, 28 par; 1 Cor 11, 24-25; 15, 3; Ef 1, 7; 5, 2; Col 1, 20; Hebr 1, 12-14; 1 Pe 1, 18-19). «Por meio da fé»: Jesus Cristo realizou o que a Teologia chama a redenção objectiva, mas nós somos justificados pessoalmente, fazendo nossa essa mesma expiação (redenção subjectiva ou aplicada), mediante a fé em Cristo.

28 «O homem é justificado pela fé, sem as obras da Lei». A tradução litúrgica, por motivo de clareza, explicita: «sem as obras que a Lei de Moisés determina». A principal obra da Lei, que os cristãos judaizantes queriam impor, como elemento indispensável da justificação, era a circuncisão. Na epístola aos Gálatas o Apóstolo tinha-se insurgido muito energicamente contra estes traficantes do Evangelho; nesta epístola, porém, limita-se a expor serenamente o princípio de que a justificação é puro dom gratuito de Deus, não é um prémio devido a obras especiais (as práticas da Lei mosaica), que uns tantos privilegiados podiam executar. A salvação é para todos, quer sejam judeus, quer sejam gentios; não tem sentido, pois, judaizar para obter a salvação, que é gratuita e universal. Note-se que Lei de Moisés, ao ter o seu pleno cumprimento em Cristo, perdeu a sua vigência no que tem de ritual ou cultural, não no que se refere à Lei moral, que Cristo não veio abolir, mas explicar e levar à sua perfeição (cf. Mt 5).

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 15, 5

 

Monição: Entrar no Reino do Céus, chegar à casa do Pai, salvar -se, começa agora quando procuramos ser fiéis à vontade de Deus. Aclamemos o Senhor.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS 16

 

Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor:

quem permanece em Mim dá muito fruto.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 7, 21-27

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21«Nem todo aquele que Me diz ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos Céus, mas só aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos Céus. 22Muitos Me dirão no dia do Juízo: ‘Senhor, não foi em teu nome que expulsámos demónios e em teu nome que fizemos tantos milagres?’ 23Então lhes direi bem alto: ‘Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade’. 24Todo aquele que ouve as minhas palavras e as põe em prática é como o homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; mas ela não caiu, porque estava fundada sobre a rocha. 26Mas todo aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é como o homem insensato que edificou a sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as torrentes e sopraram os ventos contra aquela casa; ela desmoronou-se e foi grande a sua ruína».

 

O «Discurso da Montanha» de Mateus (Mt 5 – 7), belamente construído a partir de variados e dispersos ensinamentos de Jesus, com o objectivo nos dar, logo de entrada, uma visão global do que poderíamos chamar o programa do Reino dos Céus, atinge aqui a sua conclusão, encerrando-se com chave de ouro.

21-23 O cerne do Reino do Céus está em fazer a vontade do Pai que está nos Céus, sem o qual tudo, a saber, a própria confissão de fé – «Senhor, Senhor» –, bem como os mais singulares carismas – «profetizar em nome de Jesus, expulsar demónios, fazer prodígios» –, tudo é vão. Notar como Jesus fala com uma autoridade suprema, muito superior à dos Profetas, ao apresentar-se como o próprio Juiz dos homens, o que implica uma autoridade suprema e exclusiva de Deus.

24-27 A parábola do homem que constrói a sua «casa sobre a rocha» chama a atenção para a segurança que dão os ensinamentos de Jesus a quem se esforça por pô-los em prática: nada o poderá abalar, nem mesmo as mais fortes tribulações, contradições, ou perseguições; pelo contrário, tentar construir a sua vida fora, ou à margem de Jesus, é «construir sobre a areia», é estar votado ao fracasso e a uma desastrosa ruína final.

 

Sugestões para a homilia

 

Horas sem nome

Edificar sobre a rocha

Como conhecer a vontade de Deus

Horas sem nome

Entramos no chamado tempo comum que se prolonga até ao Advento. Este, sem dúvida foi o período mais longo da vida de Jesus, Deus feito Homem.

A vida de Jesus em Nazaré é um período desconcertante. O mistério da vida oculta de Jesus está precisamente em não haver mistério. Nada espectacular ou fantasioso. A vida de Jesus é perfeita Encarnação: tudo normal. As horas de Jesus são horas de oração e de trabalho. Carpinteiro e filho de carpinteiro. A sua única preocupação é fazer a vontade do Pai e fazer essa vontade era o trabalho humilde de Jesus em Nazaré como foi o trabalho da cruz.

Horas sem nome há-de ser nossa vida real, à semelhança de Jesus de Nazaré. Horas sem nome são o que são. Não soam a nada e dizem tudo. O que interessa é que sejamos fiéis aos Mandamentos de Deus. Que eles sejam norma de conduta que une os filhos do Pai num clima de amor.

Como concebemos os Mandamentos da Lei de Deus? Um código legal ou uma relação entre Pai e filho? Não basta saber de cor os Mandamentos, é preciso pôr neles o coração.

Edificar sobre a rocha

Aquele que cumpre a vontade de Deus, edifica a casa sobre a rocha firme. A sua casa não desabará, diz Jesus, mesmo que venham ventos e tempestades.

Ou vivemos como acreditamos ou perdemos a fé e passamos a pensar do mesmo modo que existimos. Estamos num século de ateísmo. Deus é posto de parte, não faz falta. A ciência e a técnica tudo explicam. Nunca houve tão grande número de ateus como nos nossos dias.

Na maioria dos casos começa a ser um ateísmo prático, viver como se Deus não existisse. Vemos muitos jovens afastarem-se da fé apenas porque não têm coragem de levantarem-se das quedas e preferem continuar atolados na lama.

A desgraça de tantos e tantos é esta: cavaram para si, diz o Senhor, cisternas rotas e afastaram - se da fonte das águas vivas (Jer.2,13). Os Mandamentos são barreiras postas que indicam o caminho seguro. Desgraçados dos indivíduos e nações quando não procuram seguir a estrada dos Mandamentos. É grande a sua derrocada. Nem todo aquele que me diz Senhor entrará no reino dos Céus mas só aquele que faz a vontade de meu Pai é que está nos Céus (Evangelho) Palavras terríveis de Jesus que nos devem fazer pensar.

Como conhecer a vontade de Deus

Ao jovem que lhe perguntava como alcançar a vida eterna Jesus responde: cumpre os Mandamentos (Mt 19,16).

Atendendo aos mandamentos da Lei de Deus explicados por Magistério da Igreja. É urgente que se desenvolva em todos os cristãos este espírito de obediência à voz dos sucessores dos Apóstolos – do Papa e dos Bispos em comunhão com ele.

Vai pelo mundo um clamor de rebeldia, fruto da soberba e da perda da fé. Larga é a porta que conduz à perdição e muitos são os que seguem por ela (Mt 7,13).

É preciso formar a consciência que nos indica o bem e o mal em cada momento. A Igreja é Mãe e Mestra das consciências. É ela quem mais bebe do pensamento e do quer de Deus. Para ter uma consciência delicada, o grande remédio é a Confissão frequente e cheia de sinceridade, ajudada pelo exame de consciência e pelo acto de contrição.

Vamos perguntar muitas vezes ao dia como o Saul de Tarso: Senhor, que quereis que eu faça. (Act. 22,10).

 

 

Oração Universal

 

Oremos a Deus Pai de misericórdia,

por Seu Filho e nosso Senhor

implorando a Sua graça e misericórdia.

Digamos:

R. Senhor, nós temos confiança em Vós.

 

1.  Pela humanidade,

para que encontre uma base comum

para a prática do amor,

oremos ao Senhor.

 

2.  Por todos os homens e mulheres,

para que possam colocar em andamento

o mandamento novo da caridade como único caminho

que nos levará ao encontro do verdadeiro Deus,

oremos ao Senhor.

 

3.  Por todos nós,

para que nossa prática reforce as nossas palavras,

o nosso agir e o nosso dizer,

oremos ao Senhor.

 

4.  Por todos aqueles que não podem «agir» fisicamente,

para que descubram e sintam que Deus os chama a colaborar

de muitas maneiras no Seu Reino,

oremos ao Senhor.

 

5.  Por esta comunidade eucarística,

para que esta celebração dominical seja fortalecida

pelo nosso compromisso na prática de cada dia,

e nos dê força para viver a semana em plena entrega

à prática do mandamento novo,

oremos ao Senhor.

 

(outras intenções)

 

Ó Deus, mistério e força para a qual se voltam todos os seres humanos,

reconhecemos que a prática do amor e a práxis de transformação da história

são as expressões fundamentais do compromisso que Vós esperais de nós,

antes de mais nada. Fazei-nos seguir o exemplo e os passos de vossos grandes testemunhas

na história a começar por Jesus de Nazaré, Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Eu venho Senhor, Az. Oliveira, NRMS 62

 

Oração sobre as oblatas: Confiando na vossa bondade, Senhor, trazemos ao altar os nossos dons, para que estes mistérios que celebramos nos purifiquem de todo o pecado. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: A. Cartageno, Suplemento ao CT

 

Monição da Comunhão

 

É pela comunhão, recebida com as devidas disposições, que somos agradáveis ao Pai.

 

Cântico da Comunhão: Ao teu sacrário venho Senhor, B. Salgado, NRMS 12 (I)

Salmo 16, 6

Antífona da comunhão: Escutai, Senhor, as minhas palavras, respondei-me quando Vos invoco.

 

Ou        

Mc 11, 23.24

Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Pelo Pão do Teu Amor, H. Faria, NRMS 2 (II)

 

Oração depois da comunhão: Guiai, Senhor, com o vosso Espírito aqueles que alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, de modo que, dando testemunho de Vós, não só com palavras mas em obras e verdade, mereçamos entrar no reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Estivemos unidos em Cristo na Santa Missa. Vamos agora continuar unidos a Ele, lá fora, cumprindo fielmente a vontade de Deus em todas as situações. E seremos felizes.

 

Cântico final: A Vós, Senhor, ao Vosso Nome Santo, Az. Oliveira, NRMS 92

 

 

Homilias Feriais

 

9ª SEMANA

 

2ª Feira, 2-VI: Frutos da entrega de Cristo.

2 Ped 1, 2-7 / Mc 12, 1-12

O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último.

Através desta parábola, Jesus faz uma síntese da história da salvação: são enviados os Profetas (os servos) e, mais tarde, o próprio Jesus (o filho do vinhateiro).

Graças à sua paixão e morte «entrámos na posse das maiores e mais preciosas promessas, para nos tornarmos participantes da natureza divina» (Leit). Além disso, aquele que foi rejeitado, transformou-se na pedra angular de todas as construções, especialmente na Eucaristia: «A Eucaristia é Cristo que se dá a nós, edificando-nos continuamente como seu Corpo» (Sac. da Caridade, 14).

 

3ª Feira, 3-VI: Os novos céus e a nova terra.

2 Ped 3, 12-15. 17-18 / Mc 12, 13-17

Mas, de acordo com a promessa d’Ele, nós esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça.

«A esta misteriosa renovação, que há-de transformar a humanidade e o mundo, a Sagrada Escritura chama ‘novos céus e nova terra’ (cf. Leit). Será a realização definitiva do desígnio divino de reunir sob a chefia de Cristo todas as coisas que há no céu e na terra» (CIC, 1043).

Enquanto isso não acontece, as realidades temporais e a própria sociedade têm as suas leis próprias: «Dai a César o que é de César» (Ev), mas tal não significa que as coisas criadas sejam independentes de Deus (cf. GS, 36).

 

4ª Feira, 4-VI: O Evangelho e a nossa ressurreição.

2 Tim 1, 1-3. 6-12 / Mc 12, 18-27

Ele não é Deus de mortos, mas de vivos!

Jesus fala claramente da sua ressurreição e da nossa (cf. Ev): «E aos saduceus, que a negavam, responde: ‘Não andareis vós enganados, ignorando as Escrituras e o poder de Deus? ’ (Ev). A fé na ressurreição assenta na fé em Deus, que não é um Deus de mortos, mas de vivos» (CIC, 993).

O Evangelho é um dos meios de que Jesus se serve para fazer brilhar a imortalidade. «Ele destruiu a morte, e fez brilhar a vida e a imortalidade, por meio do Evangelho» (Leit). A palavra de Deus é alimento para a vida eterna.

 

5ª Feira, 5-VI: Consequências do amor a Deus e ao próximo.

2 Tim 2, 8-15 / Mc 12, 28-34

Amarás o Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças.

Jesus confirma que Deus é o único Senhor e que é necessário amá-lo com todo o nosso ser (cf. Ev).

Esta primazia do amor a Deus há-de levar-nos a uma entrega, todos os dias da nossa vida: «Se morrermos com Cristo, também com Ele viveremos; se sofremos com Cristo, também com Ele reinaremos» (Leit). Do mesmo modo, é preciso amar o próximo. Uma aplicação concreta pode ser oferecer os nossos sofrimentos pelos outros: «tudo suporto por causa dos eleitos, para que obtenham a salvação» (Leit).

 

6ª Feira, 6-VI: O fruto das provações.

2 Tim 3, 10-17 / Mc 12, 35-37

Que perseguições não tive que suportar! Aliás, todos os que desejam viver com piedade em Jesus Cristo hão-de ser perseguidos.

Perante as tentações é necessário discernir as que ajudam a crescer na virtude e as que conduzem à morte: «O Espírito Santo permite-nos discernir entre a provação necessária ao crescimento do homem interior (cf. Leit) em vista duma virtude ‘comprovada’, e a tentação que conduz ao pecado e à morte. Devemos também distinguir entre ‘ser tentado’e ‘consentir’ na tentação. Finalmente, o discernimento desmascara a mentira da tentação: aparentemente o seu objecto é ‘bom, agradável à vista e desejável’ quando, na realidade, o seu fruto é a morte» (CIC, 2847).

 

Sábado, 7-VI: Renúncia e combate espiritual.

2 Tim 4, 1-8 / Mc 12, 38-44

E não só desviarão os ouvidos da verdade como hão-de voltar-se para as fábulas.

Seguir a verdade é muito exigente. É mais fácil seguir ou fazer aquilo que todos fazem, o que está na moda, o que agrada mais, etc. «Mas o caminho da perfeição passa pela cruz. Não há santidade sem renúncia e combate espiritual: ‘combati o bom combate’ (Leit)» (CIC, 2015)

Temos hoje um exemplo de renúncia generosa, louvado pelo Senhor: «Esta viúva pobre deitou na caixa mais do que todos os outros…ela foi da sua penúria que lançou tudo quanto possuía» (Ev).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    Armando B. Marques

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais:            Nuno Romão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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