Visitação de Nossa Senhora

31 de Maio de 2008

 

Festa

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Acolhe Virgem piedosa, M. Carneiro, NRMS 101

cf. Salmo 65, 16

Antífona de entrada: Servos do Senhor, vinde e ouvi: vou contar-vos tudo o que Ele fez por mim. (T. P. Aleluia.)

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nesta celebração cada um de nós é convidado a construir-se na consciência da presença viva e misteriosa de Jesus Cristo.

Por Ele, com Ele e n’Ele devo construir na alegria, na paz, na esperança, na fé e na partilha da vida.

Sem Jesus Cristo não há sentido e fundamento para a vida de cada cristão, para a Igreja e para qualquer homem ou mulher que o queiram ser de verdade.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que inspirastes à Virgem Santa Maria o desejo de visitar Santa Isabel, levando consigo o vosso Filho Unigénito, tornai-nos dóceis à inspiração do Espírito Santo, para podermos, com ela, cantar sempre as vossas maravilhas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Depois de ameaças o Profeta Sofonias usa a linguagem da alegria, da esperança e da festa.

Ele descobre a presença salvadora de Deus no meio do seu povo.

 

Sofonias 3, 14-18

Clama jubilosamente, filha de Sião solta brados de alegria, Israel. Exulta, rejubila de todo o coração, filha de Jerusalém. O Senhor revogou a sentença que te condenava, afastou os teus inimigos. O Senhor, Deus de Israel, está no meio de ti e já não temerás nenhum mal. Naquele dia, dir-se-á a Jerusalém: «Não temas, Sião, não desfaleçam as tuas mãos. O Senhor teu Deus está no meio de ti, como poderoso salvador. Por causa de ti, Ele enche-Se de júbilo, renova-te com o seu amor, exulta de alegria por tua causa, como nos dias de festa». Afastei para longe de ti a desventura, a humilhação que te oprimia, Jerusalém.

 

O texto profético visa directamente e em primeiro plano a restauração de Israel (Sof 3, 9-20; cf. Is 54; 60; 62), a partir de um «resto», humilde e pobre», que permanece fiel (Sof 3, 12-13; cf. Lc 1, 48, do Evangelho de hoje) e constitui um belíssimo canto de esperança (pouco importa a discussão acerca da época da redacção do texto, se a de JosiasSof 1, 1 –, se a do terceiro Isaías). A Liturgia, na linha dos Padres da Igreja, aplica este texto à Virgem Maria, pois de ninguém como dela se pode dizer com tanta verdade: «O Senhor, teu Deus, está no meio de ti» (v. 17; cf. Lc 1, 28). E as expressões com que se relata a Anunciação no Evangelho de S. Lucas fazem eco às palavras proféticas: «avè (khaire/alegra-te) = exulta, rejubila» (Lc 1, 30; Sof 3, 16); «não temas» (Lc 1, 28; Sof 3, 14); = «o Senhor é convosco» = «o Senhor está no meio de ti» (Lc 1, 28; Sof 3, 17). A «Filha de Sião» (v. 14) a personifica os habitantes de Jerusalém, noutros lugares chamada «virgem filha de Sião», tornou-se uma figura da Virgem Santa Maria.

 

Salmo Responsorial    Isaías 12, 2.3-4bcd.5-6 (R. 6b)

 

Monição: O salmo convida-nos a uma constante atitude de louvor, agradecimento e contemplação. Cada um é tocado no mais profundo por torrentes de graça, misericórdia e salvação.

 

Refrão:         Exultai de alegria,

                      porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

Deus é o meu Salvador,

Tenho confiança e nada temo.

O Senhor é a minha força e o meu louvor.

Ele é a minha salvação.

 

Tirareis água com alegria das fontes da salvação.

Agradecei ao Senhor, invocai o seu nome

anunciai aos povos a grandeza das suas obras,

proclamai a todos que o seu nome é santo.

 

Cantai ao Senhor, porque Ele fez maravilhas,

anunciai-as em toda a terra.

Entoai cânticos de alegria, habitantes de Sião,

porque é grande no meio de vós o Santo de Israel.

 

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 1, 45

 

Monição: S. Lucas traduz a alegria maravilhosa que Maria vive, canta e oferece: o Messias, Jesus Cristo.

A nova arca da aliança, Maria, exulta como voz imaculada do Povo de Deus, que sabe descobrir, por sinais de profunda humanidade, a presença jubilosa do Deus santo, misericordioso e bom.

 

Aleluia

 

Cântico: M. Simões, NRMS 9(II)

 

Bendita sejais, ó Virgem Santa Maria,

que acreditastes na palavra do Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 39-56

39Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho e dirigiu-se apressadamente para a montanha, em direcção a uma cidade de Judá. 40Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel. 41Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino exultou-lhe no seio. Isabel ficou cheia do Espírito Santo 42e exclamou em alta voz: «Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. 43Donde me é dado que venha ter comigo a Mãe do meu Senhor? 44Na verdade, logo que chegou aos meus ouvidos a voz da tua saudação, o menino exultou de alegria no meu seio. 45Bem-aventurada aquela que acreditou no cumprimento de tudo quanto lhe foi dito da parte do Senhor». 46Maria disse então: «A minha alma glorifica o Senhor 47e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48porque pôs os olhos na humildade da sua serva: de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações. 49O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome. 50A sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que O temem. 51Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. 52Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes. 53Aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias. 54Acolheu a Israel, seu servo, lembrado da sua misericórdia, 55como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência para sempre». 56Maria ficou junto de Isabel cerca de três meses e depois regressou a sua casa.

 

Os exegetas descobrem neste relato uma série de ressonâncias vétero-testementárias, o que corresponde não apenas ao estilo do hagiógrafo, mas sobretudo à sua intenção teológica de mostrar como na Mãe de Jesus se cumprem as figuras do A.T.: Maria é a verdadeira e nova Arca da Aliança (comparar Lc 1, 43 com 2 Sam 6, 9 e Lc 1, 56 com 2 Sam 6, 11) e a verdadeira salvadora do povo, qual nova Judite (comparar Lc 1, 42 com Jdt 13, 18-19) e qual nova Ester (Lc 1, 52 e Est 1 – 2).

39 «Uma cidade de Judá». A tradição diz que é Ain Karem, uma bela povoação a 6 Km a Oeste da cidade nova de Jerusalém. De qualquer modo, ficaria a uns quatro ou cinco dias de viagem de Nazaré (uns 150 Km). Maria empreende a viagem movida pela caridade e espírito de serviço. A «Mãe do meu Senhor» (v. 43) não fica em casa à espera de que os Anjos e os homens venham servir a sua rainha; e Ela mesma, que se chama «escrava do Senhor» (v. 38), «a sua humilde serva» (v. 48), apressa-se em se fazer a criada da sua prima e de acudir em sua ajuda. Ali permanece, provavelmente, até depois do nascimento de João, uma vez que S. Lucas nos diz que «ficou junto de Isabel cerca de três meses» Se Lucas diz que «regressou a sua casa» antes de relatar o nascimento de João, isso deve-se a uma técnica de composição literária chamada «de eliminação» (arrumar um assunto de vez, antes de passar a outro, independentemente da sucessão real dos factos), do gosto de São Lucas (ver tb. Lc 1, 80 e 2, 7; 3, 20 e 21).

42 «Bendita és Tu entre as mulheres». Superlativo hebraico: a mais bendita de todas as mulheres.

43-44 «A Mãe do meu Senhor». As palavras de Isabel aparecem como proféticas, fruto duma luz sobrenatural que faz ver que o mexer-se do menino no seio (v. 41) não era casual, mas que «exultou de alegria» para saudar o Messias e sua Mãe. É natural que esta reflexão de fé já circulasse nas fontes familiares dos Evangelhos da Infância.

46-55 O cântico de Nossa Senhora, o Magnificat, é um poema de extraordinária beleza poética e elevação religiosa. Dificilmente poderiam ficar mais bem expressos os sentimentos do coração da Virgem Maria – «a mais humilde e a mais sublime das criaturas» (Dante, Paraíso, 33, 2) –, em resposta à saudação mais elogiosa (vv. 42-45) que jamais se viu em toda a Escritura. É como se Maria dissesse que não havia motivo para uma tal felicitação: tudo se deve à benevolência, à misericórdia e à omnipotência de Deus. Sem qualquer referência ao Messias, refulge aqui a alegria messiânica da sua Mãe, num magnífico hino de louvor e de agradecimento. O cântico está todo entretecido de reminiscências bíblicas, sobretudo do cântico de Ana (1 Sam 2, 1-10) e dos Salmos (35, 9; 31, 8; 111, 9; 103, 17; 118, 15; 89, 11; 107, 9; 98, 3); cf. também Hab 3, 18; Gn 29, 32; 30, 13; Ez 21, 31; Si 10, 14; Mi 7, 20. Ao longo dos tempos, muitos e belos comentários se fizeram ao Magnificat, mas também é conhecida a abordagem libertadora, em clave marxista de luta de classes, utópica e de cariz materialista, falsificadora do genuíno sentido bíblico. Apraz registar o comentário do Servo de Deus, João Paulo II na Encíclica Redemptoris Mater, nº 36: «Nestas sublimes palavras… vislumbra-se a experiência pessoal de Maria, o êxtase do seu coração; nelas resplandece um raio do mistério de Deus, a glória da sua santidade inefável, o amor eterno que, como um dom irrevogável, entra na história do homem».

 

Sugestões para a homilia

 

Amor incondicional a Jesus Cristo.

Testemunhas de Jesus Cristo.

Amor incondicional a Jesus Cristo.

O livro do profeta Sofonias descreve, no seu início, tempos muito difíceis, traduzidos pelos sinais da corrupção que envolve todas as classes; há ameaças de catástrofes e julgamentos. Mas depois, qual mar sereno, passa para o anúncio da esperança, da alegria, da confiança, da serenidade e da paz.

Ele vê a presença do Deus da paz. Do Deus apaixonado à maneira do jovem louco pela sua amada. Do Deus que renova o seu amor incondicional, fazendo do seu Povo, esposa fiel e bela.

O Evangelista S. Lucas vê em Maria de Nazaré, pobre e humilde, que Deus escolheu, a concretização dessa palavra. Ela é a Nova Arca da Aliança. Pela incarnação, Maria permite que Deus venha habitar no meio do seu Povo. E Maria serva humilde entrega-se totalmente às insondáveis misericórdias desse amor.

Maria diz-nos que Jesus Cristo é o centro. Só Jesus Cristo é o salvador. Também nos nossos tempos, no meio de dificuldades, crises e trevas, importa anunciar Jesus Cristo. Como dizia João Paulo II não há nenhuma fórmula mágica a salvar-nos, mas sim uma pessoa: Jesus Cristo.

Todos e toda a Igreja deve voltar-se para o seu Senhor Jesus Cristo. Jesus Cristo é o Segredo para os nossos tempos. Todos somos convidados a olhar, contemplar, conhecer, amar, seguir e anunciar Jesus Cristo. Importa voltar à oração, à conversão, ao desejo e busca da santidade em Cristo, medida de cada pessoa. Assim brotará tempos de esperança, paz e alegria.

Testemunhas de Jesus Cristo.

O Evangelho coloca-nos diante do Testemunho maravilhoso de Maria de Nazaré.

Na cena da visitação surge o convite a propostas importantes:

Viver da Palavra de Deus e deixar, à maneira de semente, que recebida na docilidade, na adesão, na força intrínseca da mesma palavra, no nosso compromisso, essa palavra possa frutificar.

Encontro inevitável com Jesus Cristo, Palavra definitiva de Deus: provoca paz, esperança, alegria, coragem perante os desafios e estilo de partilha e de anúncio.

Portadores e servidores da vida e da sua defesa: «A vida humana é sagrada e inviolável em cada momento da sua existência, inclusive na fase inicial que precede o nascimento. Desde o seio materno, o homem pertence a Deus que tudo perscruta e conhece, que o forma e plasma com suas mãos, que o vê quando ainda é um pequeno embrião informe, e que nele entrevê o adulto de amanhã, cujos dias estão todos contados e cuja vocação está já escrita no 'livro da Vida' (…). Quando está ainda no seio materno – como testemunham numerosos textos bíblicos – já o homem é objecto muito pessoal da amorosa e paterna providência de Deus» (João Paulo II, Evangelium vitae, 61).

Testemunhas de um mundo novo liberto do pessimismo, do medo, da mentira e da morte; testemunhas da alegria, da paz; testemunhas de fé que tocam a presença do Ressuscitado no seu meio e crêem no poder do seu amor.

Comprometidos na sociedade e com a vida concreta dos irmãos. Chegar às situações e aos espaços difíceis, isolados e inatingíveis.

Acreditar e celebrar na força da unidade e da comunhão. Juntar as vozes em louvor e alegria, dar as mãos no mesmo projecto, proclamar a esperança.

Na unidade e comunhão denunciar as ideologias e pessoas que teimam em construir não humanidade, mas monstruosidade. E crer que é possível transformar as feras e arranjar antídoto do veneno.

Viver na consciência que Cristo está vivo e ressuscitado em nós e no meio de nós. Somos a razão da Sua Incarnação, da sua paixão, morte, ressurreição e da sua maravilhosa presença na Eucaristia e na Comunidade Eclesial.

Viver do Espírito Santo, forjador de santidade, dinamizador da Igreja, difusor de amor sobre a face da terra.

Viver como Maria: Discípula, Mãe e Mestra.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Supliquemos a Deus Pai todo-poderoso,

que deu a plenitude da graça à Virgem Maria,

para que faça participar desta riqueza a Igreja e toda a Humanidade,

dizendo (ou:  cantando), com alegria:

 

R. Ouvi-nos Senhor.

Ou: Interceda por nós a Virgem cheia de graça.

Ou: Interceda por nós a Mãe do Verbo Encarnado.

 

1.    Pela Igreja, peregrina neste mundo,

para que medite a Palavra de Deus,

anuncie fielmente Jesus Cristo,

concebido no seio da Virgem Maria, por obra do Espírito Santo,

oremos, irmãos.

 

2.    Pelo papa Bento XVI, os bispos,

os presbíteros e os diáconos,

para que tenham Jesus Cristo como centro

das suas vidas e do seu ministério,

oremos, irmãos.

 

3.    Pelos cristãos, para que como Maria,

tenham Cristo no centro das suas vidas, actividades e opções;

sejam acolhedores, serviçais e vivam em comunhão eclesial,

oremos, irmãos.

 

4.    Pelos governos de todo o mundo,

por todos os  que se dedicam à investigação científica,

pelos profissionais de saúde e por todos os que

trabalham nos meios de comunicação social,

para que sejam defensores e guardiães da vida humana

e se comprometam no respeito absoluto da mesma,

oremos, irmãos.

 

5.    Pelas mulheres que estão prestes a ser mães,

para que elevem os corações para o Senhor,

imitando Isabel e a Virgem Santa Maria,

oremos, irmãos.

 

6.    Por todos os que não fugiram do compromisso com a vida;

por todos os que deram a sua vida em doação aos outros;

por todos os que foram vítimas de injustiça, e que já partiram deste mundo, para que Deus lhes conceda o descanso eterno,

oremos, irmãos.

 

 

Deus eterno e omnipotente,

que fizestes grandes maravilhas na Virgem Maria,

por sua intercessão renovai os vossos prodígios,

para que possamos bendizer-Vos para sempre

e louvar eternamente o vosso nome.

Por Jesus Cristo, nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Gloriosa Mãe de Deus, M. Carneiro, NRMS 33-34

 

Oração sobre as oblatas: Senhor, que aceitastes com agrado a caridade da Virgem Maria, Mãe do vosso Filho, aceitai também estes dons que Vos oferecemos e transformai-os para nós em sacrifício de salvação. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora II [e na Visitação]: p. 487

 

Santo: Santo I, H. Faria, NRMS 103-104

 

Monição da Comunhão

 

Deus quis partilhar com cada um o seu ser e vida.

Nesta experiência única de amor, a Virgem Maria, me ajude a compreender que Ele está sempre vivo em mim e nos irmãos.

Tal me permita viver na alegria, na paz e na partilha.

 

Cântico da Comunhão: Minha alma exulta de alegria, F. da Silva, NRMS 32

cf. Lc 1, 48-49

Antífona da comunhão: Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada, porque o Senhor fez em mim maravilhas e santo é o seu nome. (T. P. Aleluia)

 

Cântico de acção de graças: O meu espírito exulta, C. Silva, NRMS 38

 

Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a vossa Igreja Vos glorifique pelas maravilhas que realizastes em favor dos vossos fiéis e, assim como São João Baptista exultou ao pressentir o Salvador ainda oculto, também o vosso povo O reconheça com alegria sempre vivo neste sacramento. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Maria, ensinai-me a levar Jesus, misteriosamente presente em mim, para o encontro com os irmãos, para a minha actividade profissional e para o meu ambiente familiar.

Que Jesus Cristo me faça descobrir os que têm necessidade do meu sorriso, do meu afecto e do meu serviço.

 

Cântico final: Cantai um cântico novo, J. Santos, NRMS 10 (II)

 

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:    Armando Rodrigues Dias

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Sugestão Musical:         Duarte Nuno Rocha

 


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