16º Domingo Comum

18 de Julho de 2004



RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Povos da terra, cantai hinos, S. Marques, NRMS 55

Salmo 53, 6.8

Antífona de entrada: Deus vem em meu auxílio, o Senhor sustenta a minha vida. De todo o coração Vos oferecerei sacrifícios, cantando a glória do vosso nome.


Introdução ao espírito da Celebração


Como fruto da luz do Evangelho, nota-se um progresso no que se refere ao respeito pela pessoa humana, e cada vez mais se admite com mais facilidade que todos somos fundamentalmente iguais na dignidade, dos direitos e nos deveres. O mundo é uma «aldeia global».

Ao mesmo tempo, várias causas levam as pessoas a fecharem-se à comunicação com os outros, e à partilha de bens materiais e espirituais. O Senhor convida-nos a abrir o coração.

Peçamos-Lhe perdão, porque não temos sabido viver como irmãos, filhos do mesmo Pai dos Céus; arrependamo-nos e façamos propósitos generosos de emenda de vida.


Oração colecta: Sede propício, Senhor, aos vossos servos e multiplicai neles os dons da vossa graça, para que, fervorosos na fé, esperança e caridade, perseverem na fiel observância dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor ...



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: Abraão, ainda no tempo em levava uma vida nómada, segundo os usos do tempo, acolhe o Senhor, dando-nos um exemplo de generosa hospitalidade.

Deus, que nunca se deixa vencer em generosidade, promete-lhe que dentro de um ano, será recompensado com a filho da promessa.


Génesis 18, 1-10a

Naqueles dias, 1o Senhor apareceu a Abraão junto do carvalho de Mambré. Abraão estava sentado à entrada da sua tenda, no maior calor do dia. 2Ergueu os olhos e viu três homens de pé diante dele. Logo que os viu, deixou a entrada da tenda e correu ao seu encontro; prostrou-se por terra e disse: 3«Meu Senhor, se agradei aos vossos olhos, não passeis adiante sem parar em casa do vosso servo. 4Mandarei vir água, para que possais lavar os pés e descansar debaixo desta árvore. 5Vou buscar um bocado de pão, para restaurardes as forças antes de continuardes o vosso caminho, pois não foi em vão que passastes diante da casa do vosso servo». Eles responderam: «Faz como disseste». 6Abraão apressou-se a ir à tenda onde estava Sara e disse-lhe: «Toma depressa três medidas de flor da farinha, amassa-a e coze uns pães no borralho». 7Abraão correu ao rebanho e escolheu um vitelo tenro e bom e entregou-o a um servo que se apressou a prepará-lo. 8Trouxe manteiga e leite e o vitelo já pronto e colocou-o diante deles; e, enquanto comiam, ficou de pé junto deles debaixo da árvore. 9Depois eles disseram-lhe: «Onde está Sara, tua esposa?». Abraão respondeu: «Está ali na tenda». 10aE um deles disse: «Passarei novamente pela tua casa daqui a um ano e então Sara tua esposa terá um filho».


A Liturgia de hoje propõe-nos a hospitalidade de Abraão em função daquela outra hospitalidade das irmãs de Lázaro, também oferecida ao Senhor. Porém, à sombra do carvalho de Mambré (um pouco a Norte de Hebron), não se podia dizer, com propriedade, que Deus comia, ao passo que, quando Jesus tomava os manjares cuidadosamente preparados por Marta, era o próprio Deus que comia, em virtude do mistério da Incarnação.

2 «Viu três homens». Nesta misteriosa teofania, cujo relato fortemente antropomórfico evidencia a tradição javista, Deus aparece «em forma humana» não sendo reconhecido logo à primeira. O Senhor vem acompanhado de outras duas figuras, igualmente de forma humana, dois anjos, segundo adiante se diz (19, 1). Abraão tem para com os caminheiros uma magnífica hospitalidade (vv. 4-8), de estilo oriental, enquanto lhes vai reconhecendo, pouco a pouco, o carácter sobrenatural (vv. 9.13.14).

3 «Meu Senhor…» Abraão dirigia-se àquele que lhe perece ser o chefe da comitiva. Muitos Padres, fazendo uma exegese espiritual, viram aqui um prenúncio da futura revelação da SS. Trindade: é célebre a frase de Santo Hilário «tres vidit et unum adoravit» («viu três e adorou um»).

10 «Daqui a um ano», à letra, «no tempo da vida» (ka‘et hayyáh), que alguns traduzem «daqui a nove meses» (o tempo da gravidez).


Salmo Responsorial Sl 14 (15), 2-3a.3cd-4ab.5 (R. 1a)


Monição: Abraão recebe junto da sua tenda a visita de Deus e, com ela, a promessa da melhor recompensa: um filho pelo qual há tanto tempo suspira.

Deus convida-nos também a entrar no Seu templo. Que nos exige para que o possamos fazer? O salmo 14 é uma meditação sobre estas condições. Por isso, cantamos:

Quem viverá, Senhor, na Vossa casa?

ou: Ensinai-nos, Senhor, quem habitará em Vossa casa.


Refrão: Quem habitará, Senhor, no vosso santuário?


Ou: Ensinai-nos, Senhor:

quem habitará em vossa casa?


O que vive sem mancha e pratica a justiça

e diz a verdade que tem no seu coração

e guarda a sua língua da calúnia.


O que não faz mal ao seu próximo,

nem ultraja o seu semelhante,

o que tem por desprezível o ímpio,

mas estima os que temem o Senhor.


O que não falta ao juramento mesmo em seu prejuízo

e não empresta dinheiro com usura,

nem aceita presentes para condenar o inocente.

Quem assim proceder jamais será abalado.


Segunda Leitura


Monição: O mistério da nossa Redenção permaneceu escondido até à revelação que dele nos fez Jesus Cristo.

S. Paulo anima-nos a anunciá-l'O a todos com a alegria de filhos de Deus.


Colossenses 1, 24-28

Irmãos: 24Agora alegro-me com os sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta à paixão de Cristo, em benefício do seu corpo que é a Igreja. 25Dela me tornei ministro, em virtude do cargo que Deus me confiou a vosso respeito, isto é, anunciar em plenitude a palavra de Deus, 26o mistério que ficou oculto ao longo dos séculos e que foi agora manifestado aos seus santos. 27Deus quis dar-lhes a conhecer as riquezas e a glória deste mistério entre os gentios: Cristo no meio de vós, esperança da glória. 28E nós O anunciamos, advertindo todos os homens e instruindo-os em toda a sabedoria, a fim de os apresentarmos todos perfeitos em Cristo.


24 «Completo». O verbo grego (ant-ana-plêrô), sendo composto de duas preposições que lhe enriquecem o significado, é difícil de traduzir em toda a sua expressividade: «antí» encerra a ideia de «em vez de (outrem)»; «aná», a ideia de «até cima» (isto é, a transbordar). Há pois uma realidade inacabada que há que completar plenamente («até cima»). S Paulo não diz que a obra da Salvação, enquanto Redenção objectiva, não tenha sido perfeita, ou lhe falte algo para atingir o seu valor intrínseco, mas deixa ver como ele próprio tem uma missão a cumprir plenamente em benefício da Igreja, isto é, em ordem à salvação das almas, e esta missão tem de a levar a cabo «em vez de» alguém, que é Cristo, de quem se tornou «ministro» (v. 23) e «embaixador» (cf. 2 Cor 5, 20). E, neste sentido, há algo que falta à «paixão de Cristo». A palavra traduzida por «paixão» é expressa em grego por um termo que nunca aparece no Novo Testamento aplicado à Paixão de Jesus: «thlípsai» (tribulações). E que tribulações de Cristo são estas? São as que Cristo sofreu na sua vida mortal, ou as que sofrem os cristãos, membros do Corpo (místico) de Cristo? Uns, seguindo os Padres Gregos, pensam que se deve entender a expressão referida aos próprios padecimentos de Jesus, não no sentido de que tivesse faltado algo à sua Paixão para poder redimir os homens, mas no sentido de que Deus conta com o sacrifício e a colaboração dos homens para aplicar a todas as pessoas os méritos da Redenção (Redenção subjectiva), o que está de acordo com 1 Cor 3, 5-15; 4, 1-5; segundo esta opinião, S. Paulo quer dizer que é à própria Paixão de Cristo que falta a nossa quota parte (para que os seus méritos sejam aplicados). Outros, seguindo Santo Agostinho, entendem por «tribulações de Cristo» as tribulações padecidas pelos membros do seu Corpo Místico, pois a Paixão de Cristo continua-se nos membros da Igreja que sofrem em união com Cristo; em favor desta opinião está o termo grego que, como disse, nunca se aplica à Paixão de Jesus. De qualquer modo, exprime-se sempre neste texto uma realidade misteriosa e sobrenatural: é que temos uma missão a levar a cabo – completar em benefício de Igreja –, a favor da salvação de todos, «com os sofrimentos que suporto»; e esta missão é co-redentora.


Aclamação ao Evangelho cf. Lc 8, 15


Monição: Deus passa continuamente à nossa porta e espera de nós a generosidade em O colhermos.


Aleluia


Felizes os que recebem a palavra de Deus

de coração sincero e generoso e produzem fruto pela perseverança.


Cântico: F. Silva, NRMS 46



Evangelho


São Lucas 10, 38-42

Naquele tempo, 38Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. 39Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. 40Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». 41O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, 42quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».


38 «Entrou em certa povoação». É razoável pensar que se trata de Betânia, «aldeia de Maria e de Marta» (Jo 11, 1; 12, 1-3), situada na vertente oriental do Monte das Oliveiras, a cerca de uns 3 km a leste de Jerusalém, hoje chamada El-’azariye (isto é, a terra de Lázaro). Só S. Lucas relata este verdadeiro «idílio familiar», o que denota quanto Jesus era amigo daqueles três irmãos; o facto de omitir o nome da aldeia pode dever-se a querer evitar apresentar Jesus já em Jerusalém ainda antes de terminar a secção da «grande viagem» rumo a Jerusalém.

41 «Marta, Marta, andas inquieta e agitada…» Marta é quem recebe Jesus como verdadeira dona de casa, activa, cuidando todos os pormenores: Maria é uma «alma interior», contemplativa, silenciosa. O génio activo de Marta, obcecado pelo cuidado de preparar para Jesus um bom acolhimento, entra em choque com a aparente inactividade contemplativa da irmã e este choque toma a forma dum protesto dirigido a Jesus, que parecia favorecer a inactividade da irmã: «Senhor, não te importas…» (v. 40). Mas Jesus dá razão a Maria! A única coisa necessária é privar com o Mestre, estar atento às suas palavras. Esta única coisa necessária parece ter, pois, um sentido espiritual já na própria intenção de Jesus ao falar; não se trata de uma só coisa (para comer), como se Jesus quisesse apenas dizer: um prato chega. Alguns traduzem «há necessidade de poucas coisas, ou melhor, uma só», baseados em códices de muito valor. Neste caso, nas palavras de Jesus, haveria a passagem de um sentido material – «poucas coisas» – para um sentido espiritual – «uma só». No texto original, a parte escolhida por Maria é designada como «a boa porte», o que deixa ver uma suave censura à preocupação de Marta, não porque seja reprovável preparar uma boa refeição a Jesus, mas sim o dar a este trabalho um valor exagerado, pois os seus discípulos não devem andar «inquietos» com as coisas de comer e de beber, mais do que com as coisas do Reino de Deus (cf. Lc 12, 29-31; Mt 6, 25-34).


Sugestões para a homilia


Hospitalidade e acolhimento de Deus.

Condições para acolher bem


Hospitalidade e acolhimento de Deus

A abertura de um coração generoso exprime-se pelo bom acolhimento, na virtude da hospitalidade.

A visita do Senhor. O Senhor passa junto da tenda de Abraão, quando este se encontra fora dela, refugiado do calor debaixo do carvalho de Mambré, no Hebron, e deixa-se acolher por ele. Ainda hoje os árabes chamam a esta colina Jalil (= o amigo), em honra de Abraão, o grande amigo de Deus.

Muitos santos Padres têm visto nesta passagem do Génesis um anúncio velado do dogma da Santíssima Trindade: são três as figuras que o visitam, e o santo Patriarca dirige- se a eles tratando-os por «meu Senhor».

A hospitalidade do nosso Pai na fé. Abraão aproveita a ocasião para praticar a grande virtude do deserto: a hospitalidade. Por isso, oferece-se para que lhes lavem os pés e descansem debaixo da árvore até que o intenso calor diminua. Finalmente, acaba por lhes servir um grande banquete. adivinha-se nas diligências de Abraão junto dos criados uma enorme alegria e generosidade por ter ocasião de servir.

Em primeiro lugar, este encontro é uma iniciativa de Deus, uma prova da sua amizade, para com este homem fiel. O Senhor faz-Se encontrado para o visitar.

O Senhor visita-nos também. Deus passa continuamente junto de nós, quer nas pessoas com quem nos encontramos, quer ainda pelas muitas inspirações interiores. que suscita dentro de nós. Sabemos praticar a hospitalidade com esta generosidade e alegria?

Abraão procura exercer a hospitalidade oferecendo o que lhe parece mais oportuno naquela ocasião: o resguardo do calor e uma refeição.

Como acolhê-l'O. Para nós, em relação com os irmãos, exercê-la pode concretizar-se no encontrar tempo e disposição para ouvir alguém que precisa de desabafar as suas mágoas, de consolação, de uma palavra oportuna dita com caridade.

A porta aberta para o acolhimento é o sorriso, o tom de voz, o ouvir com paciência, sem dar a entender que estamos a fazer um grande sacrifício.

O acolhimento entre famílias, entre pessoas, partilhando um passeio, uma refeição, algum tempo de convívio, são outras tantas formas de hospitalidade.

Acolhemos ainda o Senhor na Sagrada Comunhão, na oração que fazemos, num acto de presença de Deus, durante o trabalho, ou no silêncio da noite, antes de conciliar o sono.

Quem ama encontra sempre formas variadas e oportunas de acolher os outros.


Condições para acolher bem

No encontro de Jesus em Betânia, com as duas irmãs de Lázaro, encontramos duas atitudes de acolhimento: doação e receptividade, Marta e Maria.

Duas atitudes inseparáveis. Alguns pretendem ver nesta passagem do Evangelho uma antinomia entre a vida de oração e o trabalho. Jesus quer ensinar-nos que, para uma boa hospitalidade para com Ele, teremos de unir na vida estas duas atitudes: acolhimento e doação.

Escutar resume a nossa atitude perante Deus. Se não nos recolhêssemos uns momentos a ouvir qual a vontade de Deus, antes de nos lançarmos na acção, acabaríamos por fazer a nossa vontade e não a d 'Ele.

Isto é indispensável para uma iniciativa apostólica, para os pais que têm de educar os filhos, para qualquer ocasião em que nos propomos ajudar alguém. É indispensável que nos recolhamos e perguntemos: «Senhor, qual é a Tua vontade?»

Servir. Depois de pensadas as coisas na oração, vem a segunda atitude da hospitalidade: agir, de servir Jesus Cristo presente nos outros.

Esta segunda atitude é fruto da primeira: só quem fomenta a intimidade com Deus na oração poderá ser generoso para com os outros. O apostolado é o transbordar da nossa vida interior. Antes de servir um bom cálice de vinho a alguém é preciso enchê-lo.

O Domingo, escola de hospitalidade. Todos os Domingos o Senhor nos reúne em Sua casa, para que, na Celebração da Eucaristia, nos deixemos banhar pela luz da Sua Palavra e alimentar com o Seu Corpo e Sangue.

Só depois nos envia ao encontro dos nossos irmãos com quem vamos conviver durante a semana, para dar testemunho da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor.

Que Maria receba a hospitalidade das nossas famílias, pela reza do Terço diante da sua imagem, para que se tome possível um melhoramento constante e progressivo do clima familiar.


Fala o Santo Padre


Somos chamados «para o primado da vida espiritual, para a necessidade de nos alimentarmos com a Palavra de Deus».

[...]

2. O Evangelho de hoje propõe-nos o episódio da visita de Jesus a Betânia, à casa de Marta e Maria, irmãs de Lázaro. Marta anda toda atarefada, enquanto Maria está tranquilamente sentada aos pés do Mestre para O escutar. A Marta, que se queixa porque sua irmã não a ajuda, Jesus responde:  «Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada» (Lc 10, 42).

Como deixar de vislumbrar nesta narração evangélica a vocação para o primado da vida espiritual, para a necessidade de nos alimentarmos com a Palavra de Deus, a fim de darmos luz e sabor às tarefas quotidianas? Trata-se de um convite que é particularmente oportuno durante o período de Verão. Com efeito, as férias e os momentos de lazer podem ajudar a criar um novo equilíbrio entre o activismo e a contemplação, a pressa e os ritmos mais naturais, os muitos ruídos e o silêncio portador de paz. [...]

João Paulo II, Roma, no Angelus de Domingo, 22 de Julho de 2001


Oração Universal


Elevemos, por Jesus Cristo, no Espírito Santo,

a nossa oração confiante ao Pai do Céu,

para que oriente os nossos passos na terra,

e exerça connosco a divina hospitalidade no Céu.

Digamos; Acolhei-nos Senhor em Vosso Coração.


1. Para que todos os pais saibam acolher os filhos,

como dom e sinal de confiança do Senhor,

oremos, irmãos.

Acolhei-nos Senhor em Vosso Coração.


2. Para que os sem casa, nem terra, nem alimento

encontrem em nós o acolhimento de que precisam,

oremos, irmãos.

Acolhei-nos Senhor em Vosso Coração.


3. Para que os esposos desavindos e em crise matrimonial

procurem na oração e no conselho amigo a paz,

oremos, irmãos.

Acolhei-nos Senhor em Vosso Coração.


4. Para que os dominados pelo activismo apostólico

não descurem uma vida de intimidade com Deus,

oremos, irmãos.

Acolhei-nos Senhor em Vosso Coração.


5. Para que os Pastores e fiéis da santa Igreja

não queiram ser funcionários, mas santos

oremos, irmãos.

Acolhei-nos Senhor em Vosso Coração.


6. Para que os nossos irmãos que já partiram

sejam acolhidos pelo Senhor nas moradas eternas,

oremos, irmãos.

Acolhei-nos Senhor em Vosso Coração.


Senhor, fonte de toda a misericórdia:

Atendei as nossas humildes preces

e dai-nos o que não sabemos pedir.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do espírito Santo.



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Os dons que vos trazemos, F. Silva, NRMS 4(II)


Oração sobre as oblatas: Senhor, que levastes à plenitude os sacrifícios da Antiga Lei no único sacrifício de Cristo, aceitai e santificai esta oblação dos vossos fiéis, como outrora abençoastes a oblação de Abel; e fazei que os dons oferecidos em vossa honra por cada um de nós sirvam para a salvação de todos. Por Nosso Senhor...


Santo: F. Silva, NRMS 38


Saudação da Paz


Manifestemos uns aos outros o sinal do acolhimento,

dando-nos mutuamente a paz.


Saudai-vos na paz de Cristo!


Monição da Comunhão


Cristo nos chama e nos acolhe, para que nos possamos sentar à Sua Mesa, participando neste Manjar divino que é a Sua Carne.

Com toda a gratidão, comunguemos com as necessárias disposições.


Cântico da Comunhão: Quem disser: «Eu amo a Deus», F. Silva, NRMS 73-74

cf. Salmo 110, 4-5

Antífona da comunhão: O Senhor misericordioso e compassivo instituiu o memorial das suas maravilhas, deu sustento àqueles que O temem.


Ou

Ap 3, 20

Eu estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz e Me abrir a porta, entrarei em sua casa, cearei com ele e ele comigo.


Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim, H. Faria, NRMS 18


Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor...



Ritos Finais


Admonição final


Depois de termos sido acolhidos pelo Senhor, percorramos agora os caminhos da terra, acolhendo fraternalmente todos as pessoas, especialmente as mais cadenciadas.


Cântico final: Seguros e fortes, F. Silva, NRMS 11-12



Homilias Feriais


16ª SEMANA


2ª feira, 19-VII: Sacrifício agradável a Deus.

Miq 6, 1-4. 6-8 / Mt 12, 38-42

Agradarão ao Senhor milhares de cabritos, dezenas de milhares de torrentes de azeite?

Qual o sacrifício que mais pode agradar a Deus? «Todas as suas actividades (dos leigos), orações, iniciativas apostólicas, a sua vida conjugal e familiar, o seu trabalho de cada dia, os seus lazeres do corpo e do espírito, se forem vividos no Espírito de Deus, e até as provações da vida, se pacientemente suportadas, tudo se transforma em sacrifício espiritual, agradável a Deus por Jesus Cristo» (CIC; 901).

Jesus recorda a boa resposta dos habitantes de Nínive ao pedido de Jonas (cf. Ev.). Arrependeram-se e abandonaram o mal que estavam a fazer.


3ª feira, 20-VII: A misericórdia e o amor de Deus.

Miq 7, 14-15. 18-20 / Mt 12, 46-50

Qual o deus semelhante a vós que tira o pecado e perdoa o delito deste resto que é o vosso domínio...?

O profeta fica espantado com um Deus que é misericordioso, que perdoa os pecados (cf. Leit.). De facto «Deus revela que é rico de misericórdia, ao ponto de entregar o seu próprio Filho» (CIC, 211). Não deixemos de agradecer a Deus, que nunca se cansa dos nossos pecados. Está sempre disposto a perdoar se nos aproximamos d’Ele.

Também é de admirar que Ele queira que façamos parte da sua família (cf. Ev.): «Tornar-se discípulo de Jesus é aceitar o convite para pertencer à família de Deus, para viver em conformidade com a sua maneira de viver: ‘Todo aquele que fizer a vontade de meu Pai...’ (Ev. do dia)»(CIC, 2233).


4ª feira, 21-VII: O anúncio do Evangelho.

Jer 1, 1. 4-10 / Mt 13, 1-9

O semeador saiu, para semear. Quando semeava, caíram sementes à beira do caminho... outras caíram em sítios rochosos...

A semente, que é a palavra de Deus, tem que continuar a ser lançada à terra: «O Evangelho da esperança, entregue à Igreja e por ela assimilado, precisa de ser diariamente anunciado e testemunhado» (INE, 45). Poderemos talvez dizer o mesmo que Jeremias: «Ó! Senhor Deus, mas eu não sei falar, não passo duma criança», mas Deus anima-nos: «Não tenhas receio diante deles, pois eu estarei contigo» (Leit.).

A sementeira há de chegar a terrenos muito diversos: ao campo da cultura (cf. INE, 58), aos meios de comunicação social (cf. INE, 63), às terras de missão (cf. INE, 64).


5ª feira, 22-VII: Amor e perseverança na procura de Jesus.

Cant 3, 1-4 / Jo 20, 1. 11-18

No primeiro dia da semana Maria de Magdala foi de manhãzinha, ainda escuro, ao túmulo do Senhor.

«Maria Madalena e as santas mulheres, que vinham para acabar de embalsamar o corpo de Jesus... foram as primeiras pessoas a encontrar-se com o Ressuscitado. Assim as mulheres foram as primeiras mensageiras da ressurreição de Cristo» (CIC, 641).

Imitemos Maria Madalena na perseverança em procurar Jesus, durante o nosso dia. E também o amor com que o procurou: «A contemplação procura ‘aquele que o meu coração ama’ (Leit. do dia), que é Jesus, e n’Ele o Pai. Ele é procurado, porque desejá-lo é sempre o princípio do amor» (CIC, 2709).


6ª feira, 23-VII: S. Brígida: O rosto espiritual da Europa.

Gal 2, 19-20 / Jo 15, 1-8

Quando alguém permanece em mim e eu nele, esse é que dá muito fruto, porque, sem mim, nada podeis fazer.

Recorremos hoje à protecção de S. Brígida, Padroeira da Europa, para que ganhem novo vigor as raízes cristãs que lhe deram origem.

«A Europa foi ampla e perfeitamente penetrada pelo Cristianismo... A fé cristã plasmou a cultura do continente» (INE, 24). Adquiriu um rosto espiritual e está a dissipar este precioso património. A nossa esperança está em Jesus: «Sem mim, nada podeis fazer» (Ev.): «Abandonado a si mesmo, o esforço do homem não consegue dar um sentido à história e às suas vicissitudes» (INE, 44).


Sábado, 24-VII: Purificação e unidade de vida.

Jer 7, 1-11 / Mt 13, 24-30

Enquanto as pessoas dormiam, veio o inimigo dele, semeou, por sua vez, joio no meio do trigo e retirou-se.

«Todos os membros da Igreja... devem reconhecer-se pecadores. Em todos eles, o joio de pecado encontra-se ainda misturado com a boa semente do Evangelho até ao fim dos tempos (cf. Ev. do dia)» (CIC, 827).

É necessária uma tarefa de constante de purificação pelos nossos pecados. Também o Senhor se queixa daqueles que se portam mal: «Vós roubais... sacrificais ao Deus Baal... e depois vindes aqui apresentar-vos diante de mim» (Leit.). É indispensável que haja unidade de vida para evitar esta queixa do Senhor.







Celebração e Homilia: Fernando Silva

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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