12º Domingo Comum

20 de Junho de 2004



RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa, F. dos Santos, NRMS 38

Salmo 27, 8-9

Antífona de entrada: O Senhor é a força do seu povo, o baluarte salvador do seu Ungido. Salvai o vosso povo, Senhor, abençoai a vossa herança, sede o seu pastor e guia através dos tempos.


Introdução ao espírito da Celebração


A liturgia deste domingo é dominada pela pergunta dirigida aos discípulos: «Quem dizem os homens que Eu sou?»

Essa mesma pergunta é hoje dirigida a cada um de nós aqui presente e leva-nos a reflectir naquilo que nós pensamos sobre o próprio Jesus.

Será um momento oportuno para recordarmos o lugar que Ele ocupa na nossa vida e no modo como estamos a corresponder ao que o Senhor espera de cada um.


Oração colecta: Senhor, fazei-nos viver a cada instante no temor e no amor do vosso Santo nome, porque nunca a vossa providência abandona aqueles que formais solidamente no vosso amor. Por Nosso Senhor ...



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: Neste texto iremos descobrir as semelhanças que existem entre esta figura enigmática e os libertadores de todos os tempos. Só depois de terem morrido é que os responsáveis se dão conta e deploram o mal que cometeram. Apercebemo-nos aqui da imagem do próprio Jesus Cristo que nos amou e se entregou por nós.


Zacarias 12, 10-11; 13, 1

Eis o que diz o Senhor: 10»Sobre a casa de David e os habitantes de Jerusalém derramarei um espírito de piedade e de súplica. Ao olhar para Mim, a quem trespassaram, lamentar-se-ão como se lamenta um filho único, chorarão como se chora o primogénito. 11Naquele dia, haverá grande pranto em Jerusalém, como houve em Hadad-Rimon, na planície de Meguido. 13, 1Naquele dia, jorrará uma nascente para a casa de David e para os habitantes de Jerusalém, a fim de lavar o pecado e a impureza».


A leitura é-nos proposta em função do Evangelho que nos fala hoje do primeiro anúncio da Paixão. É tirada da última parte do livro de Zacarias, profeta impulsionador da reconstrução do templo de Zorobabel nos fins do século VI após o exílio. Estes versículos aparecem-nos num contexto de esperança de libertação e renovação de Jerusalém, com a efusão dum espírito com que Deus concederá aos seus habitantes disposições de piedade: «derramarei um espirito de piedade e de súplica» (v. 10). O sentido messiânico é reforçado pela insistente referência aos tempos escatológicos: «aquele dia» (vv. 3.4.6.8.9.11).

10 «Aquele que trespassaram». Esta figura enigmática e misteriosa aparece aqui num contexto de salvação messiânica, pois todos os lamentos e pranto, que acompanharão a sua morte, terminarão com a abertura de uma «nascente», uma fonte de expiação e purificação (13, 1). Esta personagem traspassada – que até aparece como sendo o próprio Deus (v. 10) – deverá ser posta em relação com o Servo Sofredor de Isaías 52, 13 – 53, 12, cujo sofrimento vicário é salvador para o povo. O próprio evangelista S. João nos leva a ver nele a figura de Cristo na Cruz, com o peito atravessado pela lança do soldado (Jo 19, 34-37). Ele é que é o verdadeiro «Filho Único» (v.10), aqui assim designado profeticamente (cf. Jo 1, 14.18; 3, 16.18), o «Primogénito» (cf. Col 1, 15.18; Rom 8, 29; Lc 2, 7). O seu peito traspassado é manancial de salvação (cf. Jo 19, 34; 7, 38) para os que O olharem com fé (cf. Jo 3, 14; Num 21, 8-9; Apoc 1, 7).

11 «Em Hadad-Rimon, na planície de Meguido»: referência ao local da batalha em que morreu o piedoso rei Josias, que se atreveu a opor-se ao faraó Necao (2 Cr 35, 20-25; 2 Re 23, 28-30). Este versículo leva a pensar em que o «trespassado», seja, num primeiro plano, um rei empírico de boa memória, Josias (também há quem pense em Zorobabel, o último rei da descendência davídica a ser nomeado no A. T.).


Salmo Responsorial Sl 62 (63), 2-6.8-9 (R. 2b)


Monição: O refrão deste cântico de meditação resume o ambiente de todo o salmo e indica a atitude com que o cristão deve buscar a Deus. Habitualmente a Igreja considera este salmo como a oração da manhã.


Refrão: A minha alma tem sede de Vós, meu Deus.


Senhor, sois o meu Deus: desde a aurora Vos procuro.

A minha alma tem sede de Vós.

Por Vós suspiro,

como terra árida, sequiosa, sem água.


Quero contemplar-Vos no santuário,

para ver o vosso poder e a vossa glória.

A vossa graça vale mais que a vida:

por isso os meus lábios hão-de cantar-Vos louvores.


Assim Vos bendirei toda a minha vida

e em vosso louvor levantarei as mãos.

Serei saciado com saborosos manjares

e com vozes de júbilo Vos louvarei.


Porque Vos tornastes o meu refúgio,

exulto à sombra das vossas asas.

Unido a Vós estou, Senhor,

a vossa mão me serve de amparo.


Segunda Leitura


Monição: Os cristãos reconhecem-se pela fé em Jesus Cristo. Essa fé recebida no baptismo identifica-os com o Mestre, confere-lhes valor e igual dignidade. Não poderá existir entre eles diferença de classes, de sexo ou de nacionalidade. Será que na nossa comunidade já foram ultrapassadas, de facto, essas distinções?


Gálatas 3, 26-29

Irmãos: 26Todos vós sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo, 27porque todos vós, que fostes baptizados em Cristo, fostes revestidos de Cristo. 28Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher; todos vós sois um só em Cristo Jesus. 29Mas, se pertenceis a Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.


26-27 «Todos vós sois filhos de Deus» (cf. 4, 1-7). Não se trata duma metáfora, mas duma realidade que se funda na Fé e no Baptismo. Este produziu em nós essa identificação com Cristo, tornando-nos assim filhos de Deus adoptivos, pela íntima união com Jesus, o Filho de Deus por natureza. Note-se a riqueza expressiva do texto original grego: «baptizados em Cristo», é dito com a preposição com valor dinâmico, «eis (para Cristo) », sugerindo o movimento pessoal de adesão que liga o neófito a Cristo – fomos mergulhados em Cristo, metidos para dentro d'Ele, a tal ponto que ficamos «revestidos de Cristo», mas não por um mero revestimento exterior e extrínseco. Na linguagem bíblica, «revestir-se» significa «imbuir-se»; é pois algo tão profundo e interior como impregnar-se de Cristo, imbuir-se da sua vida e dos seus sentimentos (cf. Filp 2, 5) pela sua graça. A expressão bíblica nada tem a ver com as celebrações mistagógicas da época em que os devotos duma divindade se revestiam com as vestes distintivas desse deus, ao modo do que em certos sítios ainda entre nós se faz com as crianças que se vestem de anjinho, ou de algum santo.

28-29 «Todos vós sois um só em Cristo Jesus». Este novo ser em Cristo, o ser filhos de Deus, conduz à unidade todos os homens, acabando com todas as barreiras, quer de tipo nacional ou religioso, quer de tipo social ou humano: temos a igualdade radical de todos os filhos de Deus, uma igualdade de direitos fundamentais, a força mais válida para acabar com todas as discriminações baseadas na condição social – «não há escravo nem livre» –, no sexo – «não há homem nem mulher» –, e na religião – «não há judeu nem grego» –, que era, no fim de contas, a discriminação que pretendiam impor aos gálatas os cristãos judaizantes e contra os quais S. Paulo escreve esta vigorosa carta. O Apóstolo concede-lhes que seja necessário, para se salvar, ser descendência de Abraão a fim de se vir a ser herdeiro das promessas messiânicas, mas afirma categoricamente que os cristãos, pela sua fé em Cristo, é que são os verdadeiros filhos de Abraão, uma vez que formam um só em Cristo (v. 29) e Cristo é o profético «descendente de Abraão», em quem desembocam todas as promessas de salvação (cf. Gal 3, 16.19). Esta igualdade na unidade é a grande novidade do Evangelho, verdadeiramente revolucionária, ao arrepio da cultura greco-romana vigente.


Aclamação ao Evangelho Jo 10, 27


Monição: A Palavra do Senhor ouvida com atenção, torna-O presente a cada um de nós que a escuta e, assim, seguindo-O é reconhecido por Ele.


Aleluia


As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;

Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.


Cântico: S. Marques, NRMS 73-74



Evangelho


Lucas, 9, 18-24

Um dia, 18Jesus orava sozinho, estando com Ele apenas os discípulos. Então perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?» 19Eles responderam: «Uns, João Baptista; outros, que és Elias; e outros, que és um dos antigos profetas que ressuscitou». 20Disse-lhes Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Pedro tomou a palavra e respondeu: «És o Messias de Deus». 21Ele, porém, proibiu-lhes severamente de o dizerem fosse a quem fosse e acrescentou: 22»O Filho do homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas; tem de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia». 23Depois, dirigindo-Se a todos, disse: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á».


O texto evangélico consta de três partes intimamente ligadas entre si e de grande importância no plano da redacção dos Sinópticos: a confissão messiânica de Pedro (vv. 18-21), o primeiro anúncio da Paixão (v. 22) e alguns versículos relativos ao seguimento de Cristo no sofrimento (vv. 23-24).

18 «Jesus orava sozinho…». S. Lucas não nos dá o contexto geográfico deste episódio – Cesareia de Filipe referido nos outros Sinópticos (Mc 8, 27; Mt 16,13) –, mas apenas o contexto da oração, a que Lucas tanto gosta de referir.

20 «E vós quem dizeis que Eu sou?» A pergunta de Jesus faz supor que Ele, até este momento, foi mostrando aos Apóstolos que era o Messias., mas sem que lho tivesse revelado expressamente. Neste momento quer fazer-lhes um exame para que se mostrasse como é que ia a sua fé e qual o aproveitamento sobrenatural do convívio com o Senhor.

21-22 «proibiu-lhes severamente de o dizerem». A razão da chamada disciplina do segredo messiânico estava no perigo de que viesse a ser mal interpretada a revelação de que Jesus era o Messias. Os próprios discípulos não compreendem, rectamente a sua missão messiânica, daí que Jesus sente a necessidade de imediatamente lhes fazer ver como Ele vai levar a cabo esta missão: «o Filho do Homem tem de sofrer muito... ser rejeitado... ser morto». S. Lucas, dentro da sua tendência pedagógica, que consiste em evitar coisas demasiado chocantes, não conta a atrevida intervenção de Pedro duramente repelida pelo Senhor (cf. Mc 8, 32-33). Por outro lado, também não deve causar estranheza que tenha omitido, como também S. Marcos, a promessa do primado de Pedro (Mt 16, 16-19); poderiam não pretender tocar neste tema, com também esta promessa podia ter sido feita noutro momento, e Mateus, que não se costuma interessar pela cronologia, teria julgado que se enquadrava bem, aqui.

23 «Depois, dirigindo-se a todos, disse…». S. Lucas, seguindo a S. Marcos, enquadra neste contexto outras palavras do Senhor, ditas já não apenas no restrito círculo dos Apóstolos, mas a todos; elas têm, pelo menos, uma relação lógica com a Paixão anunciada. O terceiro Evangelista, ao precisar que estas palavras são ditas para todos, quer acentuar a sua vaidade universal; não se trata de umas exigências para uma classe ou elite de discípulos de Cristo, mas para todos os cristãos, sem excepção. «Se alguém quer vir comigo»; no original grego temos o verbo no infinito presente (érkhesthai) e não no infinito aoristo, expressando-se assim melhor a continuidade do seguimento; é que não se trata de um seguir a Cristo ocasionalmente, mas de um caminhar sempre atrás d’Ele. As exigências para ir após o Mestre são duas: a primeira é renunciar a si mesmo; «esta não pode entender-se no sentido trivializado e corrente dum mero vencimento das más tendências e do suportar com paciência os sofrimentos e contrariedades da vida quotidiana, mas significa algo muito mais radical: o discípulo de Jesus não pode querer voltar a saber mais de si mesmo, tem de renunciar às exigências do seu eu e da sua vontade própria» (J. Schmid). A segunda condição é tomar a sua cruz todos os dias. Carregar com a cruz significa levar a renúncia de si mesmo até às últimas consequências: a renúncia à própria vida, uma renúncia tão absoluta como a de quem, com plena entrega, caminha para a morte que lhe está destinada. Notar que esta cruz é a sua, isto é, a que Deus determina para cada um; mais ainda, esta cruz é a cruz de todos os dias, o que explicita o sentido figurado e ascético das palavras de Jesus em ordem a uma entrega total necessária para cada momento, não apenas em circunstâncias especiais e aparatosas.

24 «Quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas quem perder a sua vida por minha causa, salvá-la-á». Este é um dos célebres paradoxos do Evangelho, assente no duplo sentido da palavra vida: vida terrena e vida eterna. Poderia explicitar-se assim: «quem, por cobardia e falso amor próprio, quer salvar a sua vida terrena, em lugar de renunciar a ela voluntariamente no martírio, perderá a sua verdadeira vida, a vida eterna, isto é, ficará excluído da salvação; quem, pelo contrário, vai valorosamente para a morte, pela confissão de Jesus e do seu Evangelho, esse salvará assim a sua verdadeira vida, entrará no Remo de Deus» (J. Schmid). Cristo, com estas palavras, põe-nos ante uma decisão de vida ou de morte: não é possível querer as duas coisas ao mesmo tempo; não há lugar entre as suas fileiras para falsos irenismos, para compromissos pacifistas. O cristão a meias – soft, light – falseia o Evangelho; o que pretender eliminar o escândalo da Cruz desvirtua-o e, por mais que continue ainda a dizer «Senhor, Senhor» (cf. Mt 7, 21-23), já não segue a Cristo, é um desertor, pois a sua fé é sem obras e está morta em si mesmo (cf. Tg 2, 17.26).


Sugestões para a Homilia


O que dizem de Jesus

O que é Ele para mim

O cristão está revestido de Cristo


O que dizem de Jesus

Ainda hoje se ouvem muitas opiniões em relação a Jesus. Muitos reconhecem n´Ele um grande homem que pregou o amor, a fraternidade, a paz, a justiça. Admiram-n´O pela preferência que teve em favor dos pobres, dos desfavorecidos, dos marginalizados, dos desprezados. Vêem-n´O como um herói e apreciam a coragem que teve em enfrentar o poder instituído, a sua honestidade e nobreza de alma, a sua dignidade e determinação perante a morte. Mas não O reconhecem como o Messias prometido pois esse, para muitos, ainda está prefigurado na acção dos políticos, nas descobertas dos cientistas ou nos progressos dos economistas que podem condicionar a vida do mundo e proporcionar um ansiado, mas nunca alcançado, paraíso.

Era esta mesma visão que os discípulos apresentaram de Jesus no momento em que foram interpelados pelo Mestre sobre o que diziam d´Ele as multidões que O seguiam. Não era o grande rei vencedor e glorioso, o Messias esperado. Apenas precedia esse personagem ansiosamente aguardado.

E Jesus surpreende-os com a segunda pergunta: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». A resposta pronta vem de Pedro, que entende que Ele na altura própria agirá como vitorioso. Daí a ordenação de silêncio que Jesus lhes impõe. Ainda não tinham compreendido que a Sua missão era o oposto daquilo que eles pensavam. Passava pela humilhação e não pela glória meramente terrena; não pelo triunfo humano, mas pela derrota, como mais adiante Jesus esclarece ao anunciar a Sua paixão e ressurreição.

Na verdade, em Jesus, Deus mostrou como é capaz de transformar o maior crime cometido pelos homens num acto de supremo amor que, como nos diz a primeira leitura, «lavou o pecado e a impureza» derrotando a morte.


O que é Ele para mim

A segunda pergunta que Jesus fez aos discípulos fá-la hoje a cada um de nós: «Quem dizes tu que Eu sou?». Será que O identifico apenas como aquele que faz milagres? Alguém a quem eu recorro para obter graças e favores em momentos difíceis? Em quem acredito eu, afinal?

Acreditar em Jesus não significa professar a minha fé num conjunto de verdades apreendidas quando frequentava a catequese. Acreditar em Jesus é segui-l´O partilhando o Seu próprio destino, fazendo-me um com Ele: «Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz todos os dias e siga-Me».

O Senhor exige que deixe de centrar a minha vida em mim próprio e nas minhas preocupações, isto é, que tenha a coragem de perder a minha vida; que me empenhe diariamente em vencer as dificuldades, as provas e as seduções mundanas que me rodeiam a cada instante.

Para isso tenho de fazer da minha vida um dom permanente aos outros: em casa, ao marido, à esposa, aos filhos, aos pais, aos avós; no prédio onde habito: aos vizinhos; no trabalho: compreendendo e auxiliando os companheiros; na escola: amparando aqueles que sentem dificuldades; na sociedade assistindo voluntariamente os mais desfavorecidos; enfim, em tudo aquilo que possa fazer por amor dos outros, no esquecimento do meu egoísmo, vivendo para os outros.


O cristão está revestido de Cristo

Esse amor é o sinal de que estamos revestidos de Cristo, como nos diz S. Paulo na segunda leitura. Todos devem poder reconhecer no cristão a presença da pessoa de Jesus pelo modo como procura compreender os outros, desculpar, ajudar e ir ao encontro daqueles que erram, perdoando e amando os que lhe querem mal.

Esta identificação que nos é facultada pelo baptismo, e que temos de cultivar todos os dias, confere-nos igual valor e idêntica dignidade de tal modo que não existam classes, nacionalidades ou sexos.

Já superamos todas estas distinções de modo que quem nos rodeia reconheça Cristo em cada um de nós e nas nossas comunidades?


Oração Universal


Irmãos caríssimos:

Peçamos a Deus, nosso Pai,

a graça de reconhecermos em Jesus Cristo

o Messias esperado e de nos identificarmos

plenamente com a Sua Pessoa,

dizendo, com humildade:

Senhor, vinde em nosso auxílio.


1. Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que identifiquem as suas vidas com Jesus,

aceitando gastá-las ao serviço dos outros.

Oremos ao Senhor.


2. Para que cessam as guerras, a discórdia e a violência

e todos se reconheçam como irmãos,

filhos do mesmo Deus nosso Pai.

Oremos irmãos.


3. Por todos os que voluntariamente

se entregam ao serviço desinteressado do próximo,

para que o Senhor os ajude na sua actividade.

Oremos irmãos.


4. Por todos nós aqui presentes,

para que nos sintamos revestidos de Jesus Cristo

e não façamos distinções de classes, raças ou sexos.

Oremos irmãos.


5. Para que a nossa sede de Deus

seja um dia plenamente saciada.

Oremos irmãos.


6. Por todos os nossos irmãos já falecidos,

que amaram o Senhor servindo o próximo,

para que Ele os receba na glória do Seu Reino.

Oremos irmãos.


Senhor, Deus omnipotente,

que por intermédio de Jesus,

nos ensinastes a não fazer distinção de pessoas,

ajudai-nos a crescer na unidade e no amor.

Por nosso Senhor Jesus Cristo...



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: A minha alma tem sede, M. Carneiro, NRMS 40


Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor, purificai, Senhor, os nossos corações, para que se tornem uma oblação agradável a vossos olhos. Por Nosso Senhor ...


Santo: «Da Missa de Festa», Az. Oliveira, NRMS 50-51


Monição da Comunhão


Que a comunhão do vosso Corpo e Sangue se reflicta no empenhamento e na maneira como seguimos Jesus Cristo. Que o Senhor se torne presente na nossa vida de todos os dias, numa perspectiva de fé e de amor, dizendo deste modo aos homens nossos irmãos o que Ele significa para cada um de nós.


Cântico da Comunhão: Senhor, nada somos sem Ti, F. Silva, NRMS 84

Salmo 144, 15

Antífona da comunhão: Os olhos de todos esperam em Vós, Senhor, e a seu tempo lhes dais o alimento.


Ou

Jo 10, 11.15

Eu sou o Bom Pastor e dou a vida pelas minhas ovelhas, diz o Senhor.


Cântico de acção de graças: Exultai de alegria no Senhor, F. Silva, NRMS 87


Oração depois da comunhão: Senhor, que nos renovastes pela comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, fazei que a participação nestes mistérios nos alcance a plenitude da redenção. Por Nosso Senhor ...



Ritos Finais


Monição final


Saibamos no nosso viver quotidiano responder à pergunta do Senhor: «Quem dizeis vós que Eu sou?» abrindo-nos à Sua acção nas nossas vidas e colaborando com Ele na construção de um mundo de amor, de unidade e de paz.


Cântico final: Uma certeza nos guia, M. Carneiro, NRMS 11-12



Homilias Feriais


12ª SEMANA


2ª feira, 21-VI: Os juízos de Deus e os nossos.

2 Reis 17, 5-8. 13-15 / Mt 7, 1-5

Segundo o juízo que fizerdes é que haveis de ser julgados, e a medida que empregardes é que hão de empregar para vós.

Jesus avaliará no Juízo do último dia o procedimento de cada um de nós de acordo com estas suas palavras: «A atitude tomada para com o próximo, revelará a aceitação ou a recusa da graça e do amor divino (cf. Ev.)» (CIC, 678).

Algo de semelhante aconteceu à tribo de Israel. Não quiseram obedecer, os seus corações endureceram, não acreditaram no Senhor, desprezaram os seus preceitos, bem como a Aliança estabelecida. «Então o Senhor indignou-se grandemente contra Israel e lançou-o para longe da sua presença» (Leit.).


3ª feira, 22-VI: A parábola dos dois caminhos.

2 Reis 19, 9-11. 14-2. 31-35 / Mt 7, 6, 12-14

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à vida.


«O caminho de Cristo ‘leva à vida’; um caminho contrário ‘leva à perdição’ (Ev. do dia). A parábola evangélica dos dois caminhos está sempre presente na catequese da Igreja. E significa a importância das decisões morais para a nossa salvação. 'Há dois caminhos, um de vida, outro de morte, mas entre os dois existe uma grande diferença'» (CIC, 1696).

Veja-se o que aconteceu ao rei da Assíria que dizia ao rei de Judá para não acreditar em Deus e depois «o Anjo do Senhor foi ao acampamento assírio e feriu cento e oitenta mil homens» (Leit.).


4ª feira, 23-VI: A fidelidade ao Evangelho e os seus frutos.

2 Reis 22, 8-13; 23, 1-3 / Mt 7, 15-20

Em seguida, o rei de pé sobre o estrado, renovou a Aliança diante do Senhor.

O rei Josias, depois de ouvir ler o livro da Lei, reconheceu que não se estava a cumprir o que nele estava escrito. Pediu depois ao seu povo que se cumprisse tudo o que nele se pedia (cf. Leit.).

O mesmo recorda o Papa ao falar do livro (as Escrituras): «Este texto contém o plano criador e salvador de Deus, o seu projecto detalhado sobre a realidade inteira, sobre as pessoas, as coisas, os acontecimentos» (INE, 44). E convida-nos igualmente a sermos fiéis ao Evangelho (cf. INE, 48). Assimilando o seu conteúdo e levando-o à prática haverá frutos abundantes na nossa vida: «a árvore boa dá bons frutos» (Ev.).







Celebração e Homilia: António Elísio Portela

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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