Sagrado Coração de Jesus

18 de Junho de 2004


Solenidade


RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Sagrado Coração de Jesus Redentor, F. Silva, NRMS 93

Salmo 32, 11.19

Antífona de entrada: Os pensamentos do seu coração permanecem por todas as gerações para libertar da morte as almas dos seus fiéis, para os alimentar no tempo da fome.


Diz-se o Glória.


Introdução ao espírito da Celebração


A solenidade do Coração de Jesus é um convite à alegria pessoal, muito íntima e sincera, fruto da conversão e do convívio com Ele e com a comunidade reunida no amor misericordioso de Deus. Por isso, encontrando a ovelha, é o próprio Jesus que, alegre, a coloca sobre os ombros.

No entanto, é também um convite especial à alegria comunitária, digamos eclesial, partilhada por Jesus connosco e por todos os que, n’Ele, foram encontrados e se tornaram próximos. É o próprio Jesus que nos convida a participar das alegrias do seu Coração, imitando-o no Seu movimento de misericórdia para com os que mais necessitam.


Oração colecta: Concedei, Deus todo-poderoso, que ao celebrar a solenidade do Coração do vosso amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos vossos dons. Por Nosso Senhor...


ou


Deus de bondade, que no Coração do vosso Filho, ferido pelos nossos pecados, nos abristes os tesouros infinitos do vosso amor, fazei que, prestando-Lhe a homenagem fervorosa da nossa piedade, cumpramos também o dever de uma digna reparação.



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: Ezequiel retoma a imagem do Rei-Pastor que reunirá as ovelhas dispersas. A novidade consiste que esse Messias-Pastor é o próprio Iahweh. Nova é também a relação entre Deus e o Seu povo. Na realidade, Ezequiel anuncia uma nova era messiânica quando, o próprio Iahweh, através do seu Messias, reinará sobre o Seu povo na justiça e na paz.


Ezequiel 34, 11-16

11Eis o que diz o Senhor Deus: «Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas e hei-de encontrá-las. 12Como o pastor que vigia o rebanho, quando estiver no meio das ovelhas que andavam tresmalhadas, assim Eu cuidarei das minhas ovelhas, para as tirar de todos os sítios em que se desgarraram num dia de nevoeiro e de trevas. 13Arrancá-las-ei de entre os povos e as reunirei dos vários países, para as reconduzir à sua própria terra. 14Apascentá-las-ei nos montes de Israel, nas ribeiras e em todos os lugares habitados do país. Eu as apascentarei em boas pastagens e terão as suas devesas nos altos montes de Israel. Descansarão em férteis devesas e encontrarão pasto suculento sobre as montanhas de Israel. 15Eu apascentarei o meu rebanho, Eu o farei repousar, diz o Senhor Deus. 16Hei-de procurar a ovelha que anda perdida e reconduzir a que anda tresmalhada. Tratarei a que estiver ferida, darei vigor à que andar enfraquecida e velarei pela gorda e vigorosa. Hei-de apascentar com justiça».


O texto é tirado da 3ª e última parte do livro de Ezequiel (Ez 33 – 48), um conjunto de oráculos de esperança e de renovação após a destruição de Jerusalém em 587. Depois de ter censurado os maus pastores – os dirigentes de Israel, reis e sacerdotes – que tinham levado o povo à ruína e ao desterro (vv. 1-10), o profeta anuncia que agora vai ser o próprio Deus a dirigir o seu povo, sem mais intermediários. Esta profecia tem o seu pleno sentido em Jesus Cristo. Ele é Deus que vem cuidar de cada uma das suas ovelhas (cf. Jo 10, 1-16): «Eu apascentarei o meu rebanho» (v.15). «Hei-de procurar a ovelha que anda perdida» (v. 16; cf. Lc 15, 4-7 no Evangelho de hoje).


Salmo Responsorial Sl 22 (23), 1-6 (R. 1)


Monição: Quem se abandona confiante ao Coração de Jesus, encontra paz e descanso, porque o Seu jugo é suave, porque o Senhor nos guia como um pastor e, por isso, nada nos há-de faltar.


Refrão: O Senhor é meu pastor:

nada me faltará.


O Senhor é meu pastor: nada me falta.

Leva-me a descansar em verdes prados,

conduz-me às águas refrescantes

e reconforta a minha alma.


Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.

Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,

não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:

o vosso cajado e o vosso báculo

me enchem de confiança.


Para mim preparais a mesa

à vista dos meus adversários;

com óleo me perfumais a cabeça

e meu cálice transborda.


A bondade e a graça hão-de acompanhar-me

todos os dias da minha vida

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.


Segunda Leitura


Monição: Na segunda leitura, Paulo valoriza a esperança. Por isso, articula o já e o ainda-não da escatologia cristã, não só afirmando que nos gloriamos na esperança da glória, apontando para um futuro a ser realizado, mas também que nos gloriamos em Deus por meio de Jesus, pelo qual agora já recebemos a reconciliação.


Romanos 5, 5b-11

Irmãos: 5O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 6Quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios no tempo determinado. 7Dificilmente alguém morrerá por um justo; por um homem bom, talvez alguém tivesse a coragem de morrer. 8Mas Deus prova assim o seu amor para connosco: Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. 9E agora, que fomos justificados pelo seu sangue, com muito maior razão seremos por Ele salvos da ira divina. 10Se, na verdade, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, com muito maior razão, depois de reconciliados, seremos salvos pela sua vida. 11Mais ainda: também nos gloriamos em Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, por quem alcançámos agora a reconciliação.


São Paulo pretende fazer ver que o amor de Deus garante ao homem justificado a firmeza da esperança da salvação eterna. Esta esperança é certa, não ilusória. Eis é o raciocínio do Apóstolo: se «quando éramos ainda pecadores» (v.8) e «inimigos» de Deus (v. 10) – antes da conversão –, recebemos a graça da justificação, como é que não havemos de estar seguros «agora que fomos justificados» (v. 9) e «reconciliados» v. 10)? «Com muito maior razão» (vv. 9 e 10) «seremos por Ele salvos da ira divina» – à hora do juízo –, quando os pecadores forem condenados. «Seremos salvos pela Sua vida» (v. 10), isto é, em virtude da vida de Cristo ressuscitado, ao aparecermos diante dele como santos, reconciliados e redimidos por Ele.

5 Ver nota da II Leitura da festa da SS. Trindade deste ano C (atrás).


Aclamação ao Evangelho Mt 11, 29ab


Monição: A parábola da ovelha perdida pertence às chamadas parábolas da misericórdia onde o evangelista realça, na vida de Jesus, o significado da Sua atitude para com os pecadores. Com o Seu amor misericordioso, Jesus realiza as profecias que afirmam que o próprio Deus, como Bom Pastor, viria congregar as ovelhas dispersas do Seu povo. Ele vai ao encontro de cada ovelha sobretudo a mais necessitada e festeja alegremente o reencontro.


Aleluia


Tomai o meu jugo sobre vós, diz o Senhor,

e aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração.


Cântico: F. Silva, NRMS 35



Evangelho


São Lucas 15, 3-7

Naquele tempo, 3disse Jesus aos fariseus e aos escribas a seguinte parábola: 4«Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? 5Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros 6e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. 7Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento».


A parábola da ovelha perdida manifesta graficamente o desejo que Deus tem da salvação de todos os pecadores, expresso naquele ir à procura da ovelha perdida, deixando «as noventa e nove no deserto» (v. 4), e na festa com os amigos e vizinhos para celebrar o regresso (v. 6). A realidade, porém, supera incomensuravelmente a parábola, pois não deixava de haver interesse e vantagem pessoal para o pastor que recupera um bem perdido, ao passo que Deus se regozija por puro amor gratuito e desinteressado; mais ainda, a busca da ovelha perdida – do pecador – custou a Jesus Cristo a máxima humilhação e dor, os tormentos indescritíveis da sua Paixão e Morte!

7 «Haverá mais alegria no Céu». Isto não significa que Deus subestime a perseverança dos justos. De modo nenhum! Mas Jesus apenas quer pôr em evidência como Deus aprecia a conversão de um pecador e como Ele nos quer aliciar ao arrependimento e à confiança mais absoluta na misericórdia do seu Coração, que perdoa sempre, por maiores e mais numerosos que possam ser os nossos pesados. E Ele não se limita a esperar o nosso regresso, mas adianta-se, e anda à nossa procura.


Sugestões para a homilia


1. Um amor que busca e salva

2. «Foi Deus quem nos amou primeiro» (1 Jo 4,19)

3. Amar como Jesus amou...


1. Um amor que busca e salva

Na leitura do Evangelho que há pouco escutámos, São Lucas usa a figura do Bom Pastor para falar deste amor divino. O Bom Pastor é uma imagem querida a Jesus nos Evangelhos.

Ao responder aos Fariseus que se lamentavam porque Ele recebia os pecadores, comendo com eles, o Senhor faz-lhes uma pergunta: «Quem de vós, que, possuindo cem ovelhas e tendo perdido uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto e vai à procura da que se perdeu, até a encontrar? Ao encontrá-la, põe-na alegremente nos ombros e, ao chegar a casa, convoca os amigos e vizinhos e diz- lhes: 'Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha perdida'» (Lc 15, 4-6).

Esta parábola sublinha a alegria de Cristo e do nosso Pai celeste por todo o pecador que se arrepende. O amor de Deus é um amor que nos busca. É um amor salvífico. Este é o amor que encontramos no Coração de Jesus.

É da ferida aberta no coração do Filho que fluirá, eternamente, pela água do baptismo, a misericórdia que nos torna filhos e filhas do Pai, e a ardorosa compaixão do Espírito derramado em nossos corações pelo sangue redentor, no indissolúvel encontro humano-divino selado pelo Ressuscitado em Pentecostes.

Paulo exorta-nos a compreender o amor do Senhor e a convertemo-nos em loucos por Cristo (1 Cor 4, 10). Diante deste amor, qualquer atributo divino que lhe possa ser conferido – omnipotência, omnipresença, omnisciência – fica relegado e passado para trás. Mais do que nunca, o Senhor é o Amor na Sua unidade trinitária de Pai misericordioso, de Filho libertador e de Espírito santificador. Apenas nesta «loucura» seremos fortalecidos pelo Espírito de Jesus Ressuscitado que armará a Sua tenda nos nossos corações.


2. «Foi Deus quem nos amou primeiro» (1 Jo 4,19)

Quando conhecemos o amor que existe no Coração de Cristo, sabemos que cada pessoa, cada família, cada povo sobre a face da terra pode depositar a própria confiança nesse Coração. Recordamos o que disse Moisés: «És um povo consagrado ao Senhor, teu Deus. Se o Senhor vos preferiu e vos distinguiu foi porque o Senhor vos ama» (Dt 7, 6-8). Desde os tempos do Antigo Testamento, o fulcro da história da salvação é representado pelo amor inexaurível, pela predilecção de Deus e pela nossa resposta humana a esse amor. A nossa fé é a resposta ao amor e à predilecção de Deus.

Mas será o amor de Deus será o prémio pela nossa própria bondade?

A parábola de hoje diz-nos que Deus não nos ama porque somos bons, ama-nos porque Ele mesmo é bom, e sempre o será. Na verdade, «Foi Deus quem nos amou primeiro» (1 Jo 4,19). O Seu amor a todo homem é incondicional e manifesta-se na dádiva da Sua vida que se dá por meio de Jesus. Esta confiança absoluta na bondade de Deus, manifestada em Jesus, é a paz do cristão.


3. Amar como Jesus amou...

Uma vez mais aproximamo-nos da pessoa de Jesus a partir daquilo que é o mais nuclear da Sua realidade: Jesus foi aquele que soube amar de verdade, aquele cujo coração misericordioso ama a todos os homens e mulheres do mundo, em especial os pobres e os marginalizados.

Agora, é Jesus que nos convida a viver também dessa maneira, pois o amor, ou seja, seu Espírito, «foi derramado em nossos corações» (Rom 5, 5) e podemos amar. Na verdade, é um chamamento à responsabilidade de, como Jesus, ser compassivo e misericordioso com os pobres e marginalizados da sociedade. Esse é o modo de «desagravar», de certa forma, o coração ferido de Jesus, pois o Seu rosto, transfigurado, é o rosto de tantos homens e mulheres que sofrem, dos homens e mulheres desvalidos, que necessitam de nosso amor e misericórdia.

Que sejamos como Cristo de quem se dizia: «Esse homem recebe os pecadores e come com eles!» (Lc 15, 2). Nesta atitude de comunhão e acolhimento que gera partilha e reencontro, seremos convidados a tomar na alegria do nosso Deus: «Alegrai-vos comigo!» (Lc 15, 6).

Que a Virgem Maria, que viu crescer e instruiu Jesus, nos ensine a amar como Jesus amou!


Oração Universal


Deus Pai quis que o Seu Filho único

fosse, por nossa causa,

trespassado pela lança do soldado, na cruz.

Peçamos a Jesus que, do Seu coração aberto,

derrame sobre todos os homens e mulheres

a Sua graça e misericórdia.

Digamos:

R. Senhor, nós temos confiança em Vós.


1. Para que todos os homens e mulheres

saibam ver no Coração aberto de Cristo o símbolo de que o Pai amou tanto

o mundo a ponto de dar o Seu Filho unigénito,

oremos irmãos.


2. Para que todos os homens e mulheres reconheçam na Igreja,

nascida do lado aberto de Cristo, a fonte perene de vida e salvação,

oremos irmãos.


3. Para que todas as mães saibam acolher

e respeitar a vida como dom de Deus,

e eduquem os seus filhos desde pequeninos

na prática da generosidade para com o próximo,

oremos irmãos.


4. Para que todos os baptizados

aproximem-se com alegria das fontes da salvação,

participando consciente, plena e activamente dos sacramentos

e particularmente da Eucaristia, oremos irmãos.


5. Por todos os que passam por provações e sofrimentos,

na alma e no corpo, para que o Coração aberto de Jesus

seja uma fonte de consolação e de esperança,

oremos irmãos.


6. Por todos os membros da nossa paróquia,

para que nesta festa recebam de Jesus a confirmação

de sua vocação ao apostolado e sejam para todos

sinais de esperança e de consolação,

oremos irmãos.


(outras intenções)


Pai Santo, concedei-nos a graça de atingirmos, pela acção do vosso Espírito,

a estatura de homem novo, à imagem e semelhança de Jesus,

e nunca nos falte o mesmo amor que sempre reinou no Seu sacratíssimo Coração.

Ele que convosco vive e reina pelos séculos sem fim. Amen.



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Em redor do Teu altar, M. Carneiro, NRMS 42


Oração sobre as oblatas: Olhai, Senhor, para o inefável amor do Coração do vosso Filho e fazei que a nossa oferenda Vos seja agradável e sirva de reparação pelos nossos pecados. Por Nosso Senhor...


Prefácio


O Coração de Cristo, fonte de salvação


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.


V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.


Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo, nosso Senhor.

Elevado sobre a cruz, com admirável amor deu a sua vida por nós e do seu lado trespassado fez brotar sangue e água, donde nasceram os sacramentos da Igreja, para que todos os homens, atraídos ao Coração aberto do Salvador, pudessem beber com alegria nas fontes da salvação.

Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:


Santo, Santo, Santo.


Santo: F. da Silva, NRMS 14


Monição da Comunhão


O Evangelho do amor de Deus, que hoje celebramos, encontra a sua máxima expressão na Eucaristia. Na Missa e na Adoração eucarística encontramos o amor misericordioso de Deus, que passa pelo Coração de Jesus Cristo.


Cântico da Comunhão: Saboreai como é bom, M. Carneiro, NRMS 93

Jo 7, 37-38

Antífona da comunhão: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba, diz o Senhor. Se alguém acredita em Mim, do seu coração brotará uma fonte de água viva.


Ou

Jo 19, 34

Um dos soldados abriu o seu lado com uma lança e dele brotou sangue e água.


Cântico de acção de graças: Vossos corações exultem, Az. Oliveira, NRMS 90-91


Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que este sacramento do vosso amor nos una sempre mais a Jesus Cristo, vosso Filho, de modo que, inflamados na caridade, saibamos reconhecê-l'O nos nossos irmãos.



Ritos Finais


Monição final


O compromisso ético com a causa de Jesus e de Seu Pai transfigura a existência humana. Não há lugar para uma moral sufocante e a tarefa neste campo surge do compromisso alegre da própria vida com os interesses do Reino desejado.

O Coração de Jesus mostra a acção libertadora de Deus na vida daqueles que estão dispostos e disponíveis a fazer seu o estilo de vida de serviço humilde realizado por Jesus, o Deus connosco.


Cântico final: Em coro altíssimo, M. Faria, NRMS 14








Celebração e Homilia: Nuno Westwood

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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