aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA

 

VOLUNTARIADO

NAS PRISÕES

 

O encontro de voluntários da Fraternidade das Instituições de Apoio a Reclusos juntou cerca de 60 pessoas de várias confissões religiosas onde se pretendeu reflectir sobre o que move o voluntário no seu trabalho junto de reclusos, quer a nível espiritual quer a nível mais prático de encontro e de trabalho.

 

«O trabalho realizado nas prisões é muito alargado e abrangente», comenta o Padre João Gonçalves, Coordenador Nacional da Pastoral das Prisões. E acrescenta mesmo que se trata de um trabalho já indispensável. Um simples encontro de diálogo livre, ou a prestação de cursos quer de formação ou na área intelectual, ou mais lúdico e recreativo de trabalhos manuais e de teatro, preenchem a vida de quem vive o seu tempo num estabelecimento prisional, não se limitando apenas ao acompanhamento espiritual.

«O bem que o voluntariado faz pela presença e pela boa recepção que tem junto dos reclusos, faz deste serviço um dom indispensável», existindo claramente uma complementaridade de serviços, mas fazendo do voluntariado um sinal de disponibilidade e de variedade de dons.

A boa aceitação por parte dos reclusos não é clara apenas no nosso país, «é também uma realidade noutros países», afirma com base num inquérito realizado, por exemplo, em Espanha.

A realidade prisional de solidão «abre uma porta ao transcendente e ao sobrenatural e a nossa presença vem dar resposta a uma atitude e predisposição dos reclusos para essa abertura espiritual». Mas a motivação de escuta e presença levada pelo voluntário é determinante para este acolhimento «porque o grande respeito com que vamos às prisões faz a diferença», conferindo ao voluntariado um dinamismo indispensável.

 

 

PORTO

 

SANTA SÉ NOMEIA

ADMINISTRADOR APOSTÓLICO

 

O Papa Bento XVI nomeou Administrador Apostólico «sede plena et ad nutum Sanctae Sedis» da Diocese do Porto, D. João Miranda Teixeira, um dos Bispos Auxiliares do Porto.

 

A nomeação acontece por causa do estado de saúde de D. Armindo Lopes Coelho, que não lhe permite desempenhar normalmente as suas funções episcopais. Esta situação, prevista no Código de Direito Canónico, destina-se a não prejudicar o normal andamento da vida diocesana.

Isto significa que D. João Miranda tem a seu cargo toda a gestão da vida da Diocese, por incumbência da Santa Sé, mas que D. Armindo Lopes Coelho continua a ser Bispo do Porto, não se encontrando vaga a sede episcopal.

D. Armindo Lopes Coelho sofreu um acidente vascular cerebral no passado dia 18 de Outubro, e continua internado no Hospital da Prelada. Graças a Deus, o seu estado de saúde continua a evoluir positivamente.

D. João Miranda, que nasceu em 1935, é Bispo desde 1983, encontrando-se no Porto desde então.

 

 

LISBOA

 

PROTAGONISTA DA

LEGALIZAÇÃO DO ABORTO

 

Protagonista da liberalização do aborto nos Estados Unidos é actualmente activista pró-vida, e veio a Portugal dar o seu testemunho.

 

Norma McCorvey ficou conhecida como «Jane Roe» no processo que em 1973 levou o Supremo Tribunal Americano a tornar legal o aborto.

Hoje a sua luta vai no sentido contrário: desde a década de 90 que é activista pró-vida e dedica-se a dar testemunho da sua experiência, um pouco por todo o mundo. É isso mesmo que esteve a fazer em Portugal, convidada pelos grupos pró-vida.

Entrevistada pela Rádio Renascença, Norma McCorvey começa por explicar porque passou de activista pró-aborto para defensora da vida: «Não me considero uma activista anti-aborto, sou antes pró-vida. Fui pró-aborto durante muitos anos, trabalhei em clínicas abortivas e vi o que o aborto faz às mulheres».

«Para mim que sou católica, a vida começa no momento da concepção. Muitos defensores do aborto afirmam que a vida só começa quando o bebé nasce ou quando começa a dar pontapés, mas como cristã, como católica, sei que a vida começa no momento da concepção».

 

 

AVEIRO

 

NOVO BISPO

TOMA POSSE

 

A diocese de Aveiro, desde o dia 8 de Dezembro, solenidade da Imaculada Conceição, tem ao leme do seu barco D. António Francisco Santos.

 

A cidade da Ria saiu à rua para receber o novo pastor que foi recebido na Sé por milhares de pessoas que queriam conhecer o sucessor de D. António Marcelino. Na sua primeira mensagem, o até agora Bispo Auxiliar de Braga disse que o seu ministério episcopal em Aveiro será marcado pela «esperança, bondade e comunhão».

Na fachada da catedral, lia-se esta mensagem que resume a forma como o novo Bispo quis apresentar-se à Diocese: «Cristão convosco, bispo para vós».

No discurso inaugural, o novo Bispo de Aveiro reconheceu e louvou o trabalho dos seus antecessores, destacando D. António Marcelino e D. Manuel de Almeida Trindade, que, por razões de idade e saúde, não esteve presente na celebração. D. António Marcelino foi um «semeador sempre dedicado, generoso e incansável da Boa Nova do Reino e construtor interpelativo e corajoso de um diálogo necessário e lúcido da Igreja com a sociedade do nosso tempo». Por seu lado, D. Manuel de Almeida Trindade, «no recolhimento do silêncio e da oração, continua a ser uma bênção para a Igreja de que tomou posse como Bispo a 8 de Dezembro de 1962 e que hoje serve com a diligência da oferta duma vida amadurecida».

Na sua alocução de despedida à Igreja de Aveiro, D. António Marcelino disse que, apesar de continuar na diocese agora de modo discreto, continuará sempre disponível, porque «um bispo dado à Igreja é dado para sempre»; ou seja, «nunca deixa de o ser».

 

 

BRAGANÇA

 

PROTOCOLO DE INVENTARIAÇÃO

DE ARTE SACRA

 

A diocese de Bragança-Miranda acaba de assinar um protocolo com o objectivo de inventariar todos os bens de arte sacra que a diocese dispõe, sejam eles bens móveis ou imóveis. Aqui se incluem imagens, ourivesaria, paramentaria, classificação e reconhecimento de igrejas na sua diversidade de estilos.

 

Posteriormente, a diocese e os parceiros do protocolo pretendem preservar e proteger o património «sendo esta uma melhor forma de o dar a conhecer a toda a sociedade em geral», esclarece o Padre Delfim Gomes, presidente da Comissão Diocesana de Arte Sacra.

A diocese conta com um vasto espólio «que nós próprios desconhecemos». O inventário já começou no concelho de Macedo de Cavaleiros, seguindo-se o concelho de Bragança, Vila Flor e Alfândega da Fé. O inventário ainda se vai estender por um prazo de sete a oito anos, «pois estão em causa, pelo menos 30 mil peças», explica o presidente da Comissão.

Para a Igreja é muito importante conhecer o património que dispõe, assim como o estado em que se encontra, «pois seguir-se-á uma fase de restauro de peças que se encontram deterioradas». No protocolo está estabelecido depois o acesso da sociedade aos bens.

Participantes neste protocolo são também a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Associação Terras Quentes, a Universidade Católica Portuguesa e o Instituto Superior da Polícia Judiciária. Cada um dos parceiros dá na sua área o seu contributo. «Penso ser de uma riqueza muito grande a diversidade de parceiros, de técnicos e especialistas», esclarece o Pe. Delfim, dando como exemplo que a polícia é um parceiro empenhado nesta acção «participando na área Igreja Segura» e sublinhando que o protocolo vem imprimir qualidade a este inventário de Arte Sacra.

 

 

LISBOA

 

COMEÇA A PUBLICAR-SE

REVISTA DE DIREITO CANÓNICO

 

Foi publicado o Volume I (2006) da revista Forum Canonicum, editada pelo Instituto Superior de Direito Canónico (ISDC) da Universidade Católica Portuguesa.

 

Canonistas, juristas, advogados, magistrados, investigadores, políticos e jornalistas encontram nesta nova publicação assuntos do seu interesse em áreas do Direito Canónico, do Direito Concordatário, do Direito Eclesiástico e do Direito das Religiões.

O Forum Canonicum é uma revista de periodicidade semestral, num total de 300-350 páginas ao ano. Aborda temáticas relacionadas com o direito canónico, as relações entre o Estado e a Igreja, estruturada em diversas secções.

O Volume I conta com um artigo do Cardeal José Saraiva Martins, intitulado «A Europa do Futuro no Pensamento de João Paulo II» e outro do Cardeal Peter Erdö, de Budapeste, intitulado «Aspetti giuridici del Sinodo dei Vescovi – quatro decenni di sviluppo istituzionale».

A Instrução «Dignitas Connubii», a Administração Apostólica pessoal, a tutela do Património e a Concordata de 2004 são alguns dos temas abordados. São ainda feitas recensões de algumas obras, relacionadas com o direito canónico em geral.

 

 

AVEIRO

 

UM ABRIGO PARA MÃES

 

Na altura em que se intensificava o debate sobre o aborto, a propósito do referendo de 11 de Fevereiro, «O Correio do Vouga», semanário da Diocese de Aveiro, deu a conhecer o Lar do Divino Salvador.

 

O Lar está sob a responsabilidade das Irmãs de Nossa Senhora da Caridade e do Bom Pastor, uma Congregação que surgiu em França em 1835, com a principal função de acolher mulheres vítimas da violência dos maridos. Funciona em Ílhavo desde 1998 e por lá já passaram 230 mães e 300 crianças. Actualmente, habitam o Lar 10 mulheres e 15 crianças, entre os 4 meses e os 12 anos.

«As mulheres que estão aqui têm os filhos como grande razão de viver», afirma a Irmã Nazaré Jardim.

Uma equipa ajuda-as na elaboração de um projecto de vida com vista à autonomia. A equipa é constituída por uma psicóloga, uma assistente social, uma educadora social, além da directora da instituição. Presta-se ainda apoio médico e jurídico.

O Lar do Divino Salvador aceita mulheres (grávidas ou não – a última vez que uma residente teve um filho foi há quatro meses) e respectivas crianças, independentemente da sua origem ou condição. Chegam a Ílhavo por ordem do tribunal, a pedido da Segurança Social ou por intermédio de pessoas conhecidas. Somente não se aceitam mulheres com deficiência ou toxicodependentes, porque esses casos requerem outros cuidados e instalações com características especiais.

 

 

FÁTIMA

 

DE «INTERESSE PÚBLICO»

A AZINHEIRA GRANDE

 

A Direcção-Geral dos Recursos Florestais, do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, classificou a azinheira que se situa ao lado da Capelinha das Aparições, no Recinto do Santuário de Fátima, de «interesse público».

 

No Aviso n.º 1/2007 da Direcção-Geral dos Recursos Florestais, com data de 2 de Janeiro, pode ler-se: «é classificada de interesse público uma árvore da espécie Quercus rotundifolia Lamb., vulgarmente conhecida por azinheira, existente no Recinto do Santuário de Fátima, junto da Capelinha das Aparições».

O Bilhete de Identidade da árvore, emitido por esta Direcção-Geral, sublinha o interesse histórico e paisagístico da azinheira da seguinte forma: «Exemplar de grande simbolismo e devoção. Está tradicionalmente associada às aparições de Nossa Senhora de Fátima. Vem citada em muitos documentos primitivos referentes às aparições com o nome de Azinheira Grande. Os videntes e os peregrinos abrigavam-se à sua sombra para a recitação do rosário, antes das aparições».

«A ideia da classificação é uma decisão interessante» afirmou o Reitor do Santuário de Fátima, em declarações aos jornalistas no Santuário. «Esta árvore, não tendo sido, em si mesma, lugar de aparições, razão pela qual não se considera uma árvore sagrada, tem o valor de testemunha das aparições de 1917. De facto, nesta data os Pastorinhos já lhe chamavam azinheira grande», acrescentando que «os primeiros peregrinos e os Pastorinhos abrigavam-se à sombra desta azinheira grande, a rezar o Terço, enquanto esperavam pelas aparições que tiveram lugar, ao lado, sob a pequena azinheira, ou carrasqueira, de mais ou menos um metro de altura».

Para Mons. Luciano Guerra, «foi uma feliz ideia a requalificação do Recinto do Santuário, em princípios dos anos 50, guardar esta relíquia da propriedade rural chamada Cova da Iria, pertencente aos pais da vidente Lúcia».

No Bilhete de Identidade da Azinheira Grande constam alguns pormenores descritivos do exemplar agora classificado de interesse público: a circunferência base tem 4 metros e o diâmetro base tem 1,23 m. O diâmetro médio da copa da azinheira tem 17,90 m sendo a altura total da árvore de 13,50 m. A azinheira grande tem 100 anos e a aparência é considerada boa.

Nos termos da legislação em vigor, este exemplar beneficia agora de uma área de protecção de 50 metros de raio a contar da sua base.

 

 

BRAGA

 

CONGRESSO EUROPEU

«DOM E FILOSOFIA»

 

O Congresso Europeu da Confederação de Instituições Católicas com Ensino da Filosofia realizou-se de 12 a 14 de Janeiro passado em Braga e na Casa da Torre, em Soutelo.

 

Durante três dias, os congressistas reflectiram sobre a temática do Dom, «uma questão importante para a compreensão filosófica e teológica da realidade de Deus», como explicou o padre João Vila-Chã, organizador do encontro e coordenador do Programa de Mestrado e Doutoramento em Filosofia da Religião da Universidade Católica.

O grande tema em debate foi aquilo que se pode chamar «Lógica do Dom», ou seja, um entendimento da realidade centrado no axioma de que cada um de nós, antes de ser o produto das suas próprias conquistas e esforços, tem na base do seu próprio ser a experiência da doação e da dádiva, pois o que somos é, em última análise, aquilo que realmente nos é ou foi dado ser.

O Congresso teve início na Faculdade de Filosofia de Braga, com uma conferência aberta ao público de Jean-Yves Lacoste, professor convidado do Instituto Católico de Paris.

Nos dosi dias seguintes, na Casa da Torre (Soutelo), as conferências analisaram a temática do Dom numa perspectiva aberta por alguns autores importantes no pensamento cristão, em particular no pensamento católico. Os painéis versaram a temática do Dom na «perspectiva da relação entre o sujeito humano e o Divino».

Simone Weil foi uma das autoras abordadas. Uma filósofa francesa que se confessava ateia mas que acabou por iniciar um processo de transformação interior. João Vila-Chã contou que o processo de conversão de Simone Weil teve três momentos determinantes, um deles passado na Póvoa de Varzim.

«Simone Weil abandonou os estudos para viver a experiência operária, para experimentar a pobreza e a exploração. Numa visita à Póvoa, em Setembro de 1936, assistiu à procissão de Nossa Senhora das Dores. Esse momento tocou-a de forma particular».

Neste congresso os participantes reflectiram ainda sobre os desafios e as implicações do Processo de Bolonha no ensino da filosofia nas instituições católicas. Segundo o padre João Vila-Chã, neste painel foi abordada a reformulação dos currículos em filosofia e teologia à luz de Bolonha, para que os cursos das Faculdades de Filosofia e Teologia possam ser homologados a nível europeu.

 

 

BRAGA

 

CATEQUESE, CATECISMOS

E CATEQUISTAS

 

Analisar as relações entre a catequese, a família e a comunidade à luz dos catecismos foi o objectivo das Jornadas Arquidiocesanas da Catequese que se realizaram no domingo 14 de Janeiro passado no Centro Cultural e Pastoral.

 

O encontro, organizado pelo Departamento Arquidiocesano da Catequese e subordinado ao tema «Catequese: Comunidade e Família. Como Concretizar?», serviu também para avaliar o trabalho desenvolvido pelos catequistas com os seus grupos.

O Pe. Luís Miguel Figueiredo, responsável do Departamento, explicou que a família continua a olhar para a catequese como um importante espaço de formação. «Tal como a criança ou o jovem vai à escola, vai ao ballet ou aprende piano, vai também à catequese».

Segundo fez notar, as crianças são inscritas na catequese no mesmo ano em que ingressam na escola. Mas, se nos primeiros anos a maioria das crianças frequenta a catequese, a sua permanência a partir do sexto ano é mais problemática. Também existe uma grande falta de catequistas.

O sacerdote revelou que a renovação dos Guias de Catequese dos primeiro, sétimo, oitavo, nono e décimo anos deverá estar concluída no próximo ano pastoral. Os restantes só deverão sair daqui a dois anos. Contudo, para ele, a renovação dos catecismos é um falso problema.

«Estamos todos à espera da renovação dos papéis, do livro do catecismo, como se isso fosse o grande problema da catequese»; mas, na realidade, a grande aposta deveria ser nos catequistas e não nos catecismos.

«A renovação que se está a tentar operar consiste em adaptar a linguagem dos catecismos aos tempos de hoje. Mas se os catequistas não sabem trabalhar o catecismo, se não têm fé, os catecismos de pouco valem», concluiu.

 

 

LISBOA

 

ENCONTRO DA

COMUNIDADE AFRICANA

 

Cantares e músicas africanas deram o mote para o que seria um dia de festa. A comunidade africana, através do Departamento da Mobilidade do Patriarcado de Lisboa e da Capelania Africana em Portugal, promoveu um encontro no Cacém, no passado domingo 14 de Janeiro, com o objectivo de celebrar a fé e a cultura que não esquecem no país de acolhimento.

 

«Éramos mais de mil», relembra o Padre Gaudêncio Sangando, da Comunidade dos Países Africanos de língua oficial portuguesa. Quiseram festejar a cultura numa comunidade que se tem mostrado muito aberta ao acolhimento, sublinha o Pe. Gaudêncio. «Eles aceitam-nos tal e qual somos e permitem que nós vivamos a nossa fé com o que nos é característico». Sentimento este extensível a todas as comunidades com que contactam. «Os párocos são muito abertos às nossas celebrações e à forma como vivemos a nossa fé e cultura», aponta o responsável pela Capelania africana.

Foi um encontro de culturas «porque na Capelania tentamos mobilizar e acolhemos todos os que queiram juntar-se a nós». Estes encontros são vistos como uma mais valia, pois «estando num país diferente é muito importante não esquecer a cultura de raiz», afirma o padre que acompanha a comunidade africana em Portugal. «Afinal todos fazemos parte de uma Igreja universal e é bom caminharmos juntos».

O dia começou com uma animada eucaristia «ao nosso jeito africano», onde estiveram presentes os animados batuques, chocalhos e outros instrumentos próprios da comunidade com toda a alegria dos cânticos e danças numa celebração marcada pelo ritmo da cultura africana. A cultura estendeu-se também à parte da tarde, onde 11 grupos fizeram a animação com cânticos e danças provenientes das terras quentes de África.

O responsável pela Capelania africana manifesta o quanto a família é importante para os africanos. «Quando chega um africano a Portugal, tem necessidade de trazer também a sua família, não só a nuclear mas no seu sentido mais abrangente», explica referindo-se ao reagrupamento familiar.

 

 

LISBOA

 

MOVIMENTOS LAICAIS NO

DEBATE SOBRE O ABORTO

 

O presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Manuel Clemente, considerou que o debate sobre o aborto em vista ao referendo de 11 de Fevereiro tem sido cada vez mais esclarecedor.

 

Em entrevista à Rádio Renascença, o Bispo Auxiliar de Lisboa disse que a mensagem em defesa da vida está a ser bem transmitida, com respeito por todos: «As bases científicas que temos não deixam dúvidas sobre a existência de vida humana desde a concepção. A mensagem está a passar, o valor da vida tem de ser protegido, não querendo fazer mal a ninguém».

 Acrescentou que «tem sido uma oportunidade para muito mais gente, na sociedade portuguesa, tomar consciência da realidade que está em vida».

O prelado destaca também a forma como a Igreja se tem posicionado, merecendo até o melhor acolhimento da parte de pessoas de fora da instituição: «esta é uma questão que é assumida pelo conjunto da Igreja, não só os Bispos ou a hierarquia, mas uma grande pluralidade de componentes». «O que tem aparecido é esta exuberância eclesial, porque não estamos habituados a ver tanta gente a lutar».

Também a Comissão Episcopal do Laicado e da Família comentava como muito positivas as acções e a dinamização dos movimentos laicais na altura de referendo. «A Igreja já sabia que existiam estas forças vivas. Queremos agora dar continuidade a este dinamismo e não perdê-lo», afirmou o Padre Luís Inácio, secretário da Comissão Episcopal.

«Foi uma alegria ver a capacidade dos leigos que se mostram muito activos e empenhados», sendo este um sinal de grande vitalidade «independentemente do resultado que venhamos a obter».

Já anteriormente, o Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) se regozijara com a criação de diversos movimentos em todas as Dioceses do país para a campanha pelo «Não» no referendo ao aborto.

 

 

LISBOA

 

JESUÍTAS CRIAM

FUNDAÇÃO PARA AJUDAR MISSÕES

 

A Companhia de Jesus em Portugal criou uma Fundação que tem como objectivo apoiar as missões Jesuítas em Angola, Moçambique e Timor, missões estas que prestam apoio ao desenvolvimento e promoção humana nas áreas da educação, formação, saúde e agricultura.

 

A Fundação Gonçalo da Silveira é uma Organização Não Governamental para o Desenvolvimento criada pela Província Portuguesa da Companhia de Jesus. Gonçalo da Silveira foi um jesuíta missionário no interior de Moçambique. A escolha do seu nome simboliza a origem e os objectivos da Fundação, que se prendem com o apoio aos projectos de desenvolvimento humano nos locais onde os missionários jesuítas se encontram presentes.

Apesar da sua recente criação, a Fundação está já envolvida na ajuda a vários projectos. Na área da educação aposta na reabilitação de um internato masculino, em Fonte Nova (Moçambique), onde cerca de 190 alunos poderão estudar. Este projecto passa pela recuperação das instalações, destinadas ao refeitório, a salas de estudo e casas de banho, e também de ajuda financeira para o equipamento (camas, armários, colchões e redes mosquiteira), sendo também necessário material escolar.

Recorde-se que em Novembro passado, na missão de Fonte Nova, foram assassinados por um grupo armado o sacerdote jesuíta brasileiro Waldyr dos Santos, de 69 anos, e a portuguesa Idalina Neto Gomes, de 30 anos, em serviço na ONG Leigos para o Desenvolvimento.

 

 

FÁTIMA

 

FÁTIMA E O SÉCULO XX

 

Numa organização do Centro Cultural de Lisboa Pedro Hispano, a exposição «Fátima no Coração da História» vai estar patente ao público, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, a partir de 17 de Fevereiro e até 30 de Abril.

 

A cerimónia de abertura incluirá a apresentação do livro de actas das jornadas «O Santuário, iniciativa Divina em favor dos Homens».

Associada à celebração dos 90 anos das Aparições (2006-2007) e apresentada em Fátima por ocasião da festa litúrgica dos Beatos Francisco e Jacinta Marto (20 de Fevereiro), a exposição propõe, nas palavras dos organizadores, «um olhar sobre os acontecimentos do século XX à luz da Mensagem de Fátima».

Isabel Maria Alçada Cardoso, presidente do Centro Cultural de Lisboa Pedro Hispano, recorda que a mostra foi «apresentada na última semana de Agosto de 2003, por ocasião da XXIV edição do Meeting para a Amizade entre os Povos, manifestação cultural constituída por conferências, debates, testemunhos, exposições, espectáculos e eventos desportivos, que, todos os anos, ininterruptamente desde 1980, na última semana de Agosto, acontece em Rimini, Itália».

«Fátima no Coração da História» é composta por 30 cartazes, que pretendem apresentar, numa primeira parte, os acontecimentos de Fátima em paralelo com os acontecimentos do séc. XX, e, numa segunda parte, a Mensagem de Fátima.

 

Congresso Internacional

 

De 9 a 12 de Maio próximo, a anteceder a peregrinação aniversária celebrativa dos 90 anos da primeira aparição de Nossa Senhora em Fátima, decorrerá no Santuário mais um Congresso teológico internacional, sob o tema «Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, …».

Preside à Comissão cientifica o Pe. Henrique Noronha Galvão e integram-na o Pe. João Beato, José Rosa e o Pe. Armindo Janela

Dentro do estudo da temática da Santíssima Trindade, vários momentos abordarão temáticas específicas: «Revelação e Doxologia», «Fonte de amor, luz e vida» e «Crer para entender»

 


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