11º Domingo Comum

13 de Junho de 2004



RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Escutai Senhor a prece, M. Carneiro, NRMS 90-91

Salmo 26, 7.9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Vós sois o meu refúgio: não me abandoneis, meu Deus, meu Salvador.


Introdução ao espírito da Celebração


Diante da culpa, é nossa tendência espontânea escondê-la ou, de alguma forma, justificá-la. Esse comportamento impede o perdão de Deus. Perante o reconhecimento da culpa, da necessidade de ajuda e de perdão, brota e floresce o amor.

Isso mesmo vamos compreender ao ouvirmos a liturgia da Palavra deste 11º Domingo do tempo Comum. Ao lermos o Evangelho de S. Lucas, facilmente o relacionamos com o perdão concedido por Deus ao pecado de David. Em ambos os casos reconhecemos o perdão como manifestação do amor de Deus que, com expressões e gestos humanos, vem ao encontro do pecador.

Só nos encontraremos justificados no amor de Deus se soubermos reconhecer sinceramente as nossas culpas e a nossa pobreza. Por isso, imploremos a Sua misericórdia.


Oração colecta: Deus misericordioso, fortaleza dos que esperam em Vós, atendei propício as nossas súplicas; e, como sem Vós nada pode a fraqueza humana, concedei-nos sempre o auxílio da vossa graça, para que as nossas vontades e acções Vos sejam agradáveis no cumprimento fiel dos vossos mandamentos. Por Nosso Senhor ...



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: No diálogo entre o profeta Natã e o rei David encontraremos todo o itinerário penitencial. Perante a recordação de todos os favores com que o Senhor o cumulara, David reflecte na grandeza da sua ingratidão, no significado da sua falta e confessa o seu arrependimento. O amor e a bondade de Deus correspondem a este arrependimento com o perdão.


2 Samuel 12, 7-10.13

Naqueles dias, 7disse Natã a David: «Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Ungi-te como rei de Israel e livrei-te das mãos de Saul. 8Entreguei-te a casa do teu senhor e pus-te nos braços as suas mulheres. Dei-te a casa de Israel e de Judá e, se isto não é suficiente, dar-te-ei muito mais. 9Como ousaste desprezar a palavra do Senhor, fazendo o que é mal a seus olhos? Mataste à espada Urias, o hitita; tomaste como esposa a sua mulher, depois de o teres feito passar à espada pelos amonitas. 10Agora a espada nunca mais se afastará da tua casa, porque Me desprezaste e tomaste a mulher de Urias, o hitita, para fazeres dela tua esposa». 13Então David disse a Natã: «Pequei contra o Senhor». Natã respondeu-lhe: «O Senhor perdoou o teu pecado: Não morrerás».


A 1ª leitura foi escolhida, como acontece habitualmente em função do Evangelho de hoje, que fala do perdão de Jesus à pecadora. A corajosa denúncia do pecado de David – o adultério com Betsabea e o homicídio do seu marido Urias – feita pelo profeta Natã leva o rei pecador a um sincero arrependimento. Os vv. 11 e 12 são omitidos pela sua extrema dureza. A tradição judaico-cristã situa nesta ocasião o belíssimo Salmo Miserere (50/51).


Salmo Responsorial Sl 31 (32), 1-2.5.7.11 (R. cf. 5c)


Monição: Neste cântico de meditação celebramos a felicidade do pecador arrependido, que reconhece e confessa a sua falta. Por isso, o Senhor nos dará o Seu perdão e com ele a alegria de nos sentirmos salvos.


Refrão: Perdoai, Senhor, minha culpa e meu pecado.


Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.


Confessei-vos o meu pecado

e não escondi a minha culpa.

Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta

e logo me perdoastes a culpa do pecado.


Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,

fazei que à minha volta só haja hinos de vitória.

Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor,

exultai vós todos os que sois rectos de coração.


Segunda Leitura


Monição: Deus concede ao homem a salvação de maneira totalmente gratuita. Não somos nós, com as nossas boas obras, que conquistamos o paraíso, é Ele que nos torna bons oferecendo-nos o Seu amor. É isto que S. Paulo recorda, neste trecho da sua epístola aos Gálatas.


Gálatas 2, 16.19-21

Irmãos: 16Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo; por isso acreditámos em Cristo Jesus, para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da Lei, porque pelas obras da Lei ninguém é justificado. 19De facto, por meio da Lei, morri para a Lei, a fim de viver para Deus. Com Cristo estou crucificado. 20Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim. Se ainda vivo dependente de uma natureza carnal, vivo animado pela fé no Filho de Deus, que me amou e Se entregou por mim. 21Não quero tornar inútil a graça de Deus, porque, se a justificação viesse por meio da Lei, então Cristo teria morrido em vão.


Dos Domingos comuns 9º a 14º do ano C, temos como 2ª leitura excertos da Carta aos Gálatas. Nos últimos vv. do capítulo 2º, que hoje nos tocam, temos resumida a ideia central da Carta. S. Paulo quer desautorizar os cristãos judaizantes que tinham perturbado a comunidade, fazendo crer aos fiéis que, para se salvarem, não lhes bastava seguirem a Jesus Cristo, mas eram indispensáveis as práticas judaicas da Lei de Moisés, nomeadamente a circuncisão. A afirmação é categórica: «o homem não é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo» (v. 16); com efeito, se a salvação viesse por meio da Lei de Moisés, «então Cristo teria morrido em vão!» (v. 21).

19 «Por meio da Lei, morri para a Lei». Esta frase, entendida dentro do contexto, encerra uma grande profundidade de sentido. A Lei de Moisés é caduca, pois tem como fim conduzir a Cristo, e, bem entendida, leva a morrer para ela, para viver para Deus (Cristo): por meio da Lei de Cristo morre-se para a Lei de Moisés! Mais ainda: o cristão está de tal maneira unido a Cristo, que também está crucificado com Ele; estando assim satisfeitas as exigências punitivas da Lei, que exigia a morte do pecador, ele vive em Cristo já liberto das garras da Lei mosaica, já nada deve à Lei, tudo deve a Cristo.


Aclamação ao Evangelho Jo 4, 10b


Monição: O amor é a chave da relação entre o homem e Deus. Ele, que é amor, não fica indiferente a quem ama. E como prova do Seu amor enviou o Filho, entregue para que fôssemos salvos pelo sacrifício da cruz.


Aleluia


Deus amou-nos e enviou o seu Filho

como vítima de expiação pelos nossos pecados.


Cântico: Aclamação ao Evangelho-1, F. Silva, NRMS 50-51



Evangelho *



Forma longa: São Lucas 7, 36 - 8, 3; forma breve: São Lucas 7, 36-50

Naquele tempo, 36um fariseu convidou Jesus para comer com ele. Jesus entrou em casa do fariseu e tomou lugar à mesa. 37Então, uma mulher – uma pecadora que vivia na cidade – ao saber que Ele estava à mesa em casa do fariseu, trouxe um vaso de alabastro com perfume; 38pôs-se atrás de Jesus e, chorando muito, banhava-Lhe os pés com as lágrimas e enxugava-lhos com os cabelos, beijava-os e ungia-os com o perfume. 39Ao ver isto, o fariseu que tinha convidado Jesus pensou consigo: «Se este homem fosse profeta, saberia que a mulher que O toca é uma pecadora». 40Jesus tomou a palavra e disse-lhe: «Simão, tenho uma coisa a dizer-te». Ele respondeu: «Fala, Mestre». Jesus continuou: 41«Certo credor tinha dois devedores: um devia-lhe quinhentos denários e o outro cinquenta. 42Como não tinham com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles ficará mais seu amigo?» 43Respondeu Simão: «Aquele – suponho eu – a quem mais perdoou». Disse-lhe Jesus: «Julgaste bem». 44E voltando-Se para a mulher, disse a Simão: «Vês esta mulher? Entrei em tua casa e não Me deste água para os pés; mas ela banhou-Me os pés com as lágrimas e enxugou-os com os cabelos. 45Não Me deste o ósculo; mas ela, desde que entrei, não cessou de beijar-Me os pés. 46Não Me derramaste óleo na cabeça; mas ela ungiu-Me os pés com perfume. 47Por isso te digo: São-lhe perdoados os seus muitos pecados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco se perdoa, pouco ama». 48Depois disse à mulher: «Os teus pecados estão perdoados». 49Então os convivas começaram a dizer entre si: «Quem é este homem, que até perdoa os pecados?» 50Mas Jesus disse à mulher: «A tua fé te salvou. Vai em paz». [8, 1Depois disso, Jesus ia caminhando por cidades e aldeias, a pregar e a anunciar a boa nova do reino de Deus. 2Acompanhavam-n’O os Doze, bem como algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades. Eram Maria, chamada Madalena, de quem tinham saído sete demónios, 3Joana, mulher de Cusa, administrador de Herodes, Susana e muitas outras, que serviam Jesus com os seus bens.]


Não é fácil identificar quem seja esta mulher – «uma pecadora» (v. 37) – e que espécie de pecadora era ela, certamente de vida escandalosa. No Ocidente, a partir de S. Gregório Magno, foi habitualmente identificada com Maria Madalena e também com Maria de Betânia, a irmã de Lázaro, com uma única celebração litúrgica no dia 22 de Julho; no Oriente são celebradas como três pessoas diferentes em dias distintos. A nossa última reforma litúrgica, que celebra apenas a Madalena, tendo em conta a tradição oriental e exegese bíblica moderna, deixou de identificar estas figuras como sendo uma só. Com efeito, dificilmente se explica que S. Lucas, ao nomear imediatamente a seguir a este episódio o nome de Maria Madalena entre os que seguiam e serviam a Jesus (8, 2-3), não tenha dito que se tratava desta mesma pecadora; por outro lado, ao dizer que dela tinham saído sete demónios, não parece aludir a uma anterior vida pecaminosa, mas apenas à libertação de muitos males atribuídos ao demónio. A unção de Betânia, antes da Paixão, é contada por Mateus e Marcos e João diz o nome da mulher que ungiu a cabeça do Senhor (não os pés, como aqui): Maria, irmã de Lázaro; Lucas omite o relato desta unção pela sua tendência a evitar duplicados de relatos semelhantes (assim, omite a 2ª multiplicação dos pães). Lembre-se, a propósito, que em nenhuma parte do Evangelho se diz que as prostitutas seguiram Jesus, mas apenas se lê em Mt 21, 31-32, que elas creram na pregação do Baptista e que haviam de ir à frente das autoridades judaicas para o Reino de Deus. A pecadora deste relato é perdoada, mas não se diz que acompanhou Jesus. De qualquer modo, Madalena tornou-se o ícone do pecador arrependido que segue a Jesus até ao fim.

40-47 A parábola dos dois devedores, o de 500 e o de 50 denários. O denário era uma moeda romana com o valor equivalente ao salário de um dia de trabalho. Note-se que, na parábola que Jesus conta a Simão, o amor dos devedores perdoados aparece como consequência do perdão da dívida, ao passo que, nas palavras de Jesus do v. 47, o amor aparece como a causa do perdão: «a quem muito ama muito se lhe perdoa»; trata-se de uma inversão, ao estilo rabínico, discorrendo por alusões, sem se a exigência duma absoluta correspondência na comparação. Esta é a lição que Jesus quer dar: sem amor não há lugar para o perdão dos pecados; e Simão estava falto de amor, como deixa ver nos detalhes que descuidou (vv. 44-46), não obstante a sua aparente generosidade em oferecer um banquete a Jesus.


Sugestões para a Homilia


A actuação do rei David e a nossa própria história

O amor é gerado pelo arrependimento

O perdão é dom gratuito de Deus


A actuação do rei David e a nossa própria história

Ao ouvirmos a proclamação da primeira leitura deste Domingo somos tentados a recriminar o rei David pelos desmandos que ele cometera, depois de em toda a sua vida ter sido tão beneficiado pelo Senhor.

Facilmente, porém, nos esquecemos que todos nós estamos na situação deste rei nas muitas vezes que a história connosco se tem repetido. Durante toda a nossa vida somos cumulados das mais diversas bênçãos, que raramente ou nunca agradecemos. Quantas e quantas ocasiões são para nós motivo de desvio! Quantas traições teremos nós cometido contra Deus e contra os homens nossos irmãos, começando por aqueles que nos estão mais próximos? Quantas injustiças efectuadas, quantas ingratidões praticadas e que procuramos esconder por detrás da nossa falsa virtude ou do cumprimento de determinados preceitos e regras religiosas!

Mas, se acompanhamos David na queda, devemos saber imitá-lo na conversão, confiantes na bondade do Senhor.


O amor é gerado pelo arrependimento

No Evangelho de hoje verificamos que Jesus, depois de ter enaltecido o valor da atitude da mulher pecadora, proclama solenemente que «os seus pecados ficaram perdoados, uma vez que manifestou tanto amor». O seu pranto não fora ditado pelo remorso, mas pela alegria de se sentir compreendida e amada.

A explicação das relações entre nós e Deus é o amor, que gera o verdadeiro arrependimento. O fariseu Simão, dono da casa, é um «justo», alguém a quem não se pode apontar nenhuma transgressão à Lei, alguém que vive absorvido na contemplação externa das próprias obras que o limitam e fecham à sua capacidade de amar. Ele não percebeu nada de Deus. Teima em acreditar num Deus que julga em proporção dos méritos de cada um, sem pensar que a «justiça» não é uma conquista do homem, mas um dom gratuito de Deus. Para poder abrir o coração ao amor sem medida, é necessário libertar-se da ideia de que é preciso somente cumprir «preceitos», escondendo o próprio pecado com aparências de virtude.

Muitos de nós, cristãos, ainda estamos convencidos de que o bem que conseguimos fazer na vida é fruto dos esforços, das canseiras e empenho pessoal, mérito próprio. Enquanto não conseguirmos compreender que todo o bem que temos é um dom de Deus, seremos «impecáveis», mas amaremos pouco e dificilmente nos encontraremos connosco próprios e com Deus.


O perdão é dom gratuito de Deus

Todo o homem, sincero consigo mesmo, tem consciência de ser pecador. Caminho digno e válido do perdão é viver a atitude que Jesus louva: amar, mesmo que as manifestações desse amor fiquem limitados a pequenos gestos de caridade.

David, a pecadora e as outras mulheres de quem fala o Evangelho são pessoas que reconheceram as suas culpas, a sua fraqueza, a sua própria pobreza, a sua necessidade de ajuda e de perdão por parte de Deus. Por isso, foram capazes de amar e de sentir a alegria desse mesmo perdão, como dom gratuito, alcançado pelo amor de Cristo. Esse Cristo que, por amor, se entregou à morte para que pudéssemos viver, segundo lemos na epístola de S. Paulo.

A nossa fé em Cristo, que nos leva a esperar tudo d´Ele, deve também levar-nos a identificar-nos com Ele, de modo que a afirmação de S. Paulo – «Cristo vive em mim!» – não seja uma aspiração vaga, mas uma realidade que nos faça compreender que Deus concede o perdão ao homem de maneira totalmente gratuita, na medida em que o mesmo homem tenha sabido amar. Não somos nós, com as nossas boas obras, que conquistamos o perdão e o paraíso. É Ele que nos torna bons oferecendo-nos o seu amor e o seu perdão.


Oração Universal


Irmãos caríssimos:

A nossa salvação é dom gratuito de Deus nosso Pai.

Peçamos-Lhe , em atitude de confiante oração, a graça do Seu perdão,

dizendo:

Nós Vos rogamos, Senhor, ouvi-nos.


1. Pelo Santo Padre, Bispos, Presbíteros e Diáconos,

para que tornem presente no mundo o perdão de Deus,

através do amor que dedicam aos homens seus irmãos.

Oremos ao Senhor.


2. Por todos os baptizados,

para que saibam viver o mandamento do amor e do perdão.

Oremos irmãos.


3. Por todos os homens, principalmente por aqueles que exercem o múnus judicial,

para que saibam ser justos na aplicação das leis.

Oremos irmãos.


4. Por todos os pecadores arrependidos,

para que sintam o amor de Deus para com eles.

Oremos irmãos.


5. Por todos nós, pecadores,

para que não tapemos os nossos pecados com aparências de virtude.

Oremos irmãos.


6. Por todos os nossos irmãos que já deixaram esta vida terrena,

para que o Senhor os receba no seu Reino de perdão e de Paz.

Oremos irmãos.


Senhor, nosso Deus e nosso Pai, que muito perdoais a quem muito ama,

ajudai-nos a amar-vos sempre e cada vez mais nos nossos irmãos,

a fim de obtermos o perdão das nossas próprias culpas.

Por nosso Senhor Jesus Cristo...



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Levamos ao vosso altar, M. Borda, NRMS 43


Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que pelo pão e o vinho apresentados ao vosso altar dais ao homem o alimento que o sustenta e o sacramento que o renova, fazei que nunca falte este auxílio ao nosso corpo e à nossa alma. Por Nosso Senhor ...


Santo: F. dos Santos, NCT 201


Monição da Comunhão


O pão, o vinho, o alimento natural transubstanciados no Corpo e Sangue de Jesus Cristo que vamos receber, sejam penhor do amor-comunhão que consagramos a todos aqueles com quem quotidianamente convivemos.


Cântico da Comunhão: Se não comerdes a minha carne, F. Silva, NRMS 48

Salmo 26, 4

Antífona da comunhão: Uma só coisa peço ao Senhor, por ela anseio: habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida.


Ou

Jo 17.11

Pai santo, guarda no teu nome os que Me deste, para que sejam em nós confirmados na unidade, diz o Senhor.


Oração depois da comunhão: Fazei, Senhor, que a sagrada comunhão nos vossos mistérios, sinal da nossa união convosco, realize a unidade na vossa Igreja. Por Nosso Senhor ...



Ritos Finais


Monição final


Assim como pela comunhão vivemos unidos ao Senhor, também devemos viver unidos uns com os outros no amor, no entendimento e no perdão, como sinal sensível da misericórdia com que gratuitamente o Senhor trata aqueles que muito amam.


Cântico final: Senhor, fica connosco, M. Carneiro, NRMS 94



Homilias Feriais


11ª SEMANA


2ª feira, 14-VI: O amor preferencial pelos pobres.

1 Reis 21, 1-16 / Mt 5, 38-42

Dá a quem te peça e não voltes as costas a quem desejar pedir-te emprestado.

Deus abençoa os que ajudam os pobres e reprova os que deles se afastam: «Dá a quem te peça...» (Ev.).

«O amor da Igreja pelos pobres... inspira-se no Evangelho das bem-aventuranças, na pobreza de Jesus e na sua atenção aos pobres. O amor dos pobres é mesmo um dos motivos do dever de trabalhar: para poder fazer o bem, socorrendo os necessitados. E não se estende somente à pobreza material, mas também às numerosas formas de pobreza cultural e religiosa» (CIC, 2444). «O amor preferencial pelos pobres é uma dimensão necessária do ser cristão e do serviço do Evangelho» (INE, 86).


3ª feira, 15-VI: Percorrer a estrada do amor.

1 Reis 21, 17-29 / Mt 5, 43-48

Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa podeis ter? Não fazem assim também os publicanos?

Não é fácil viver sempre a virtude da caridade, sobretudo quando é preciso perdoar ou aceitar bem aqueles que nos incomodam. «No sermão da montanha, o Senhor lembra o preceito: ‘não matarás’. E acrescenta-lhe a proibição da ira, do ódio e da vingança. Mais ainda, Cristo exige do seu discípulo que ofereça a outra face, que ame os seus inimigos (cf. Ev. do dia)» (CIC, 2262).

É importante vivermos a caridade, porque «viver a caridade torna-se um anúncio feliz para toda a pessoa, tornando visível o amor de Deus, que não abandona ninguém» (INE, 84).


4ª feira, 16-VI: Aspectos da conversão do coração.

2 Reis 2, 1.6-14 / Mt 6, 1-6. 16-18

Tu, porém, quando rezares entra no teu quarto, fecha a porta e ora a teu Pai, presente no segredo.

Pede-nos o Senhor que tenhamos uma intenção recta quando fizermos as nossas práticas religiosas (cf. Ev.). É pois importante que haja uma conversão do nosso interior: «Jesus insiste na conversão do coração desde o sermão da montanha: a reconciliação com o irmão antes de apresentar a oferta no altar; o amor dos inimigos...; orar ao Pai ‘no segredo’ (Ev. do dia), perdoar do fundo do coração na oração; a pureza do coração e a busca do Reino» (CIC, 2608).

Eliseu não pediu a Elias muitos bens, mas o espírito que ele vivia: «Que eu possa herdar uma dupla porção do teu espírito» (Leit.).


5ª feira, 17-VI: Os tesouros do Pai nosso.

Sir 48, 1-15 / Mt 6, 7-15

Quando orardes não digais muitas palavras como os pagãos... Orai, pois, deste modo: Pai nosso...

Assim como Jesus fez, também o Papa João Paulo II recomendou a recitação do Pai nosso na sua mensagem para a Quaresma deste ano. Procuremos descobrir os tesouros que nele estão encerrados.

No que diz respeito às petições: «Depois de nos termos posto na presença de Deus nosso Pai para o adorarmos, amarmos e bendizermos, o Espírito filial faz brotar dos nossos corações sete petições, que são sete bênçãos. As três primeiras, mais teologais, atraem-nos para a glória do Pai; as quatro últimas, como caminhos para Ele, expõem a nossa miséria à sua graça» (CIC, 2803).







Celebração e Homilia: António Elísio Portela

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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