5º Domingo da Quaresma

25 de Março de 2007

 

Onde se fizerem os escrutínios preparatórios do Baptismo dos adultos, neste Domingo, podem utilizar-se as orações rituais e as intercessões próprias: p. 1063 do Missal Romano.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Defendei-me Senhor, J. Santos, NRMS 105

Salmo 42, 1-2

Antífona de entrada: Fazei-me justiça, meu Deus, defendei a minha causa contra a gente sem piedade, livrai-me do homem desleal e perverso. Vós sois o meu refúgio.

 

Não se diz o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Quaresma aproxima-se do fim. Já está bem próxima a Páscoa. E a Liturgia da Palavra deste 5º Domingo apresenta-nos a Páscoa como a grande libertação do pecado.

Como Jesus perdoou à mulher adúltera arrependida, também hoje Ele continua a perdoar quem d’Ele se aproxima no Sacramento da Reconciliação, oprimido não importa se com leves, se com pesadas culpas como as da pecadora do Evangelho.

Arrependidos, disponhamo-nos a celebrar tão santos mistérios da nossa redenção. Num instante de silêncio, tomemos consciência dos nossos pecados e peçamos a misericórdia do Senhor. (breve pausa) Confessemos que somos pecadores.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, concedei-nos a graça de viver com alegria o mesmo espírito de caridade que levou o vosso Filho a entregar-Se à morte pela salvação dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A palavra dirigida a Israel em tempo de crise e da derrota é garantia de que a libertação se aproxima: «não torneis a recordar os factos de outrora, nem volteis a pensar nas coisas do passado. Olhai! Vou fazer algo de novo». Estas são palavras de ânimo que hoje o Senhor tem para nos dirigir. Prestemos-lhe atenção.

 

Isaías 43, 16-21

16O Senhor abriu outrora caminhos através do mar, veredas por entre as torrentes das águas. 17Pôs em campanha carros e cavalos, um exército de valentes guerreiros; e todos caíram para não mais se levantarem, extinguiram-se como um pavio que se apaga. 18Eis o que diz o Senhor: «Não vos lembreis mais dos acontecimentos passados, não presteis atenção às coisas antigas. 19Olhai: vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes? Vou abrir um caminho no deserto, fazer brotar rios na terra árida. 20Os animais selvagens – chacais e avestruzes – proclamarão a minha glória, porque farei brotar água no deserto, rios na terra árida, para matar a sede ao meu povo escolhido, 21o povo que formei para Mim e que proclamará os meus louvores».

 

A leitura é tirada do II Isaías, que tem por centro o regresso dos judeus deportados na Babilónia, após a queda desta cidade em 539, com a invasão de Ciro, rei persa, que decretou a libertação dos judeus. Era urgente animar este povo a regressar, pois ao cabo de mais de 60 anos, já aclimatados àquela situação de degredo e escravidão, não estariam motivados para a aventura do regresso – haveria mesmo gente instalada numa situação sofrível. O Profeta apresenta o regresso de Babilónia como um novo Êxodo, em que os antigos prodígios não só se renovarão, mas os deixarão a perder de vista: «Não vos lembreis mais dos acontecimentos passados» (v. 18). Vale a pena tomar parte em tão maravilhosa aventura! É também um apelo válido para a conversão quaresmal, que a Igreja espera dos seus filhos.

 

Salmo Responsorial    Sl 125 (126), 1-6 (R. 3)

 

Monição: Também por cada um de nós «grandes maravilhas fez o Senhor». Associemo-nos ao canto de peregrinação – o Salmo 125 – com a mesma alegria daqueles que regressavam do exílio para junto do Senhor e do seu templo.

 

Refrão:         Grandes maravilhas fez por nós o Senhor.

Ou:                O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

 

Quando o Senhor fez regressar os cativos de Sião,

parecia-nos viver um sonho.

Da nossa boca brotavam expressões de alegria

e de nossos lábios cânticos de júbilo.

 

Diziam então os pagãos:

«O Senhor fez por eles grandes coisas».

Sim, grandes coisas fez por nós o Senhor,

estamos exultantes de alegria.

 

Fazei regressar, Senhor, os nossos cativos,

como as torrentes do deserto.

Os que semeiam em lágrimas

recolhem com alegria.

 

À ida, vão a chorar,

levando as sementes;

à volta, vêm a cantar,

trazendo os molhos de espigas.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Assim como o Apóstolo Paulo, que foi apanhado por Cristo, também nós – que já O conhecemos e amamos – estejamos dispostos a tudo deixar para trás por amor d’Ele e a não deixar de correr para alcançar a meta da perfeição.

 

Filipenses 3, 8-14

Irmãos: 8Considero todas as coisas como prejuízo, comparando-as com o bem supremo, que é conhecer Jesus Cristo, meu Senhor. Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo, para ganhar a Cristo 9e n’Ele me encontrar, não com a minha justiça que vem da Lei, mas com a que se recebe pela fé em Cristo, a justiça que vem de Deus e se funda na fé. 10Assim poderei conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação nos seus sofrimentos, configurando-me à sua morte, 11para ver se posso chegar à ressurreição dos mortos. 12Não que eu tenha já chegado à meta, ou já tenha atingido a perfeição. Mas continuo a correr, para ver se a alcanço, uma vez que também fui alcançado por Cristo Jesus. 13Não penso, irmãos, que já o tenha conseguido. Só penso numa coisa: esquecendo o que fica para trás, lançar-me para a frente, 14continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá do alto, me chama em Cristo Jesus.

 

O texto desta leitura constitui uma das mais belas jóias dos escritos paulinos. Há mesmo exegetas pensam que esta carta é um conjunto de dois ou três pequenos escritos de S. Paulo. O contexto da passagem é a parte polémica desta carta do cativeiro (3, 1b – 4, 1), em que o Apóstolo põe os seus fiéis de sobreaviso contra os cristãos judaizantes, que queriam impor aos cristãos vindos dos gentios as práticas da lei de judaica, nomeadamente a circuncisão, vendo nelas uma forma de alcançar a justiça, a conformidade com Deus e com a sua vontade de modo a ser-Lhe agradável e a alcançar a salvação. A reacção de Paulo é extremamente enérgica e dura; confidencia que também ele tinha posto a sua confiança na carne (v. 4), sendo «irrepreensível quanto à justiça que deriva da observância da Lei» (v. 6); mas tinha-se dado nele uma viragem completa: em face do valor absoluto, o bem supremo, que é conhecer Cristo, tudo tinha mudado: «tudo quanto para mim era um ganho, isso mesmo considerei uma perda» (v. 7).

8 «Conhecer Jesus Cristo» não é um mero conhecimento teórico, mas experimental, vivencial, de Cristo; por Ele, insiste o Apóstolo, eu deixei perder todas estas coisas: os pergaminhos judaicos – vv. 4-6 – em suma, a justiça que vem da Lei (v. 9); tudo isso é lixo, uma porcaria (v. 8: o termo grego – skybala – é mesmo muito duro, «excrementos»), em face da justiça que vem de Deus e da condição de estar em Cristo.

9 «A justiça que vem da Lei» não vai muito além da simples observância de prescrições, em que, de modo mais ou menos oculto, se aninha a afirmação do eu e das próprias capacidades para cumprir, e em que se reclama o mérito próprio perante Deus (como se o homem fosse o credor e Deus o devedor: lembre-se a parábola do fariseu e do publicano). «A justiça que vem de Deus» é um dom gratuito que eleva o ser humano tirando-o da sua radical incapacidade para se identificar com o projecto salvador de Deus; funda-se na fé, isto é, no acolhimento e aceitação de Cristo como dom de Deus, nomeadamente do valor salvador do que Ele padeceu por nós.

10 «A participação nos seu sofrimentos» é um dos aspectos essenciais de quem faz a experiência da fé em Cristo (o referido conhecimento de Cristo); mas esta experiência de morte não desemboca no vazio, pois tem como força motriz (dynamis) a Ressurreição de Cristo, e tem como meta a participação neste mistério, que não deixa de aparecer também como prémio para quem corre para a meta (v. 14).

12 «Uma vez que também fui alcançado». Paulo recorre com frequência às imagens das competições desportivas (cf. 2, 16; 1 Cor 9, 24-27; Gal 2, 2; 2 Tim 4, 6-8) para falar da vida cristã como uma luta. Apanhado por Cristo a caminho de Damasco (cf. Act 9, 3 ss), não deixa de correr, apenas muda o sentido da sua corrida.

 

Aclamação ao Evangelho        Jl 2, 12-13

 

Monição: Como à mulher pecadora do Evangelho de hoje, também Cristo está pronto a perdoar-nos, se acorremos a Ele. Ele nos diz: «Nem Eu te condeno, Vai e não tornes a pecar». E tenhamos para com os pecadores os mesmos sentimentos de Cristo, de compreensão e perdão. E não deixemos de ajudar os nossos amigos a irem ao encontro de Cristo que perdoa no Sacramento do perdão, da paz e da alegria.

 

 

Cântico: J. Santos, NRMS 40

 

Convertei-vos a Mim de todo o coração, diz o Senhor;

porque sou benigno e misericordioso.

 

 

Evangelho

 

São João 8, 1-11

Naquele tempo, 1Jesus foi para o Monte das Oliveiras. 2Mas de manhã cedo, apareceu outra vez no templo e todo o povo se aproximou d’Ele. Então sentou-Se e começou a ensinar. 3Os escribas e os fariseus apresentaram a Jesus uma mulher surpreendida em adultério, colocaram-na no meio dos presentes 4e disseram a Jesus: «Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Na Lei, Moisés mandou-nos apedrejar tais mulheres. Tu que dizes?». 6Falavam assim para Lhe armarem uma cilada e terem pretexto para O acusar. Mas Jesus inclinou-Se e começou a escrever com o dedo no chão. 7Como persistiam em interrogá-lo, ergueu-Se e disse-lhes: «Quem de entre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra». 8Inclinou-Se novamente e continuou a escrever no chão. 9Eles, porém, quando ouviram tais palavras, foram saindo um após outro, a começar pelos mais velhos, e ficou só Jesus e a mulher, que estava no meio. 10Jesus ergueu-Se e disse-lhe: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?». 11Ela respondeu: «Ninguém, Senhor». Disse então Jesus: «Nem Eu te condeno. Vai e não tornes a pecar».

 

Esta passagem de sabor lucano é omitida nos manuscritos mais antigos do IV Evangelho, por isso é uma das passagens deutrocanónicas do Novo Testamento; também há manuscritos que colocam este relato no final deste Evangelho, ou então em Lc 21, 38. De qualquer modo, está fora de dúvida o seu valor canónico.

5-6 «Tu que dizes?» Tratava-se duma cilada à pessoa de Jesus. Se Ele dissesse que se devia apedrejar a adúltera, os seus inimigos conseguiriam denegrir a sua misericórdia para com os pecadores, que chegava a ser motivo de duras críticas (cf. Lc 5, 30; 15, 2; 19, 7), e poderiam denunciá-lo à autoridade romana por mandar executar uma pena capital, que lhe estava reservada. Se dissesse que se lhe devia perdoar, podia vir a ser acusado ao Sinédrio como advogado da desobediência à Lei (cf. Lv 20, 10; Dt 17, 5-7; 22, 20-24). Mas Jesus põe a questão noutros termos: não se trata de escolher entre a observância da Lei e a misericórdia, entre a justiça e a caridade, mas sim entre a mentira e a verdade, entre a hipocrisia dos acusadores e a sinceridade de quem se reconhece pecador e chora o seu pecado. A Lei não determinava o género de morte, a não ser para a virgem que depois dos esponsais aguardava o início da vida conjugal (Dt 22, 23-24). Talvez se tivesse vindo a generalizar a lapidação, ou então tratava-se duma noiva após os esponsais e antes das bodas. Note-se que os rabinos da época cristã, por razão de benignidade, comutaram o apedrejamento pelo estrangulamento, pena menos selvagem.

6 «Começou a escrever com o dedo no chão». S. Jerónimo, baseado em Jer 17, 13, comenta curiosamente que se pôs a escrever os pecados dos acusadores.

7-9 «Atire a primeira pedra»: isto pertencia pela Lei (Dt 13, 10; 17, 7) à principal testemunha de acusação. Com esta sentença, Jesus pretende confundir a malícia de falso zelo pela Lei, da parte dos seus inimigos, hipocritamente arvorados em defensores duma Lei que não observavam. A sentença de Jesus transforma os acusadores em acusados; e o receio de virem a ser desmascarados por Cristo fá-los debandar. 

11 «Nem Eu não te condeno. Vai e não tornes a pecar». O Senhor mostra-se tolerante e compassivo para com a pessoa que peca e ao mesmo tempo intransigente para com o pecado, ofensa a Deus, e, neste caso, um absoluto moral, que em nenhuma circunstância se poderia justificar.

 

Sugestões para a homilia

 

·          A proximidade da Páscoa da nossa libertação é um apelo a que nos deixemos salvar do abismo da nossa miséria e do mar revolto dos nossos vícios e pecados, por Jesus Cristo; Ele – ressuscitado e vitorioso – continua a estender-nos a mão no Sacramento da Reconciliação.  

·          E depois, esquecendo o que fica para trás, já libertos das cadeias do pecado, temos de continuar a lutar sem desfalecer, correndo para a meta, o Céu, onde Deus nos espera.

·         Como dá paz e alegria ouvir de Cristo: «Não julgueis e não sereis julgados» e sobretudo «Não te condeno; vai e não tornes a pecar.»

 

A Quaresma aproxima-se do fim. Está aí bem próxima a Páscoa. E a Liturgia da Palavra, deste quinto domingo apresenta-nos hoje a Páscoa como a grande libertação do pecado.

O pecado – e todos temos disso a triste experiência – acorrenta o homem, degrada-o, destroça-lhe o coração. E do pecado, só Cristo pode libertar-nos. Ele é o grande libertador. E foi morrendo da Cruz e ressuscitando dos mortos que Ele operou, de uma vez por todas, as libertação dos homens. Talvez nos ajude um pouco comparar a morte a um mar tremendamente revolto, que traga quantos nele caem.

A não ser que... a não ser que algum nadador-salvador seja capaz de entrar nesse mar revolto e vencê-lo, arrancando-lhe as suas vitimas. Cristo é o único Homem, capaz de entrar pelo mar da morte dentro, sem se deixar vencer pela sua fúria. E isto porque, sendo Homem, é também Deus. Por isso entra no mar da morte, sujeita-se ao seu furor, deixa-se trabalhar por ele – morre, e de que maneira! – mas, porque é Deus, vai vencer! E, ao vencer a morte – ressuscitando – arranca das garras da morte os homens que, no seu mergulho salvador encontra submersos. E dá-lhes – a todos e até ao fim dos tempos – a possibilidade de com Ele ressuscitarem também, ultrapassando assim a própria morte! É isto a Páscoa, a libertação.

Merecida assim, e de uma vez para sempre, por Cristo, a libertação de todos, ela tem que concretizar-se em cada homem, actualizando-se no seu «aqui» e «agora». Mais: este encontro com um Cristo libertador, terá de ser renovado, aprofundado, durante toda a vida, pois o homem, mesmo aquele cujo processo de salvação já se iniciou, continua sempre frágil, sempre atraído pelo abismo...

Mas esta fragilidade, esta instabilidade do homem não devem de modo algum, torná-lo vacilante, ou desconfiado: a força que o renova constantemente e o impele a avançar ao encontro da salvação, é a do Espírito do Senhor. E, Esse, tem a vitória garantida. É por isso, que o cristão não pode ser pessimista.

A primeira leitura – do profeta Isaías – palavra dirigida a Israel em tempo de crise e da derrota é garantia de que a libertação se aproxima: «não vos lembreis mais dos acontecimentos passados, não presteis atenção às coisas antigas. Olhai! Vou realizar uma coisa nova, que já começa a aparecer; não a vedes?... farei brotar água no deserto, rios na terra árida, para matar a sede ao meu povo escolhido».

 

São Paulo, na segunda leitura dá a razão desta esperança. Ela fundamenta-se precisamente no conhecimento de Cristo, na fé na força da Sua Ressurreição, que tudo transforma, todo renova. E o Apóstolo conclui: «só penso numa coisa: esquecendo o que fica para trás, lançar-me para a frente, continuar a correr para a meta, em vista do prémio a que Deus, lá no Alto, me chama em Cristo Jesus».

Este «esquecer o que fica para trás» este aderir a «algo de novo» que acontece na nossa vida, encontramo-lo perfeitamente dramatizado no episódio da mulher adúltera que o Evangelho hoje nos apresenta.

 

Aquela mulher era pecadora: havia sido apanhada em flagrante. Trazem-na a Jesus e acusam-na. Jesus não dá resposta. Insistem.

E o Senhor: «Aquele de vós que estiver sem pecado seja o primeiro atirar-lhe uma pedra».

É assim. Homens, todos pecadores, não podem acusar, não podem condenar os seus irmãos.

O passado pecador desta mulher ficou para trás: «Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?»

«Ninguém, Senhor». E agora, o perdão, a salvação, a Vida nova: «Nem Eu não te condeno. Vai, e doravante não tornes a pecar».

 

Fala o Santo Padre

 

«Percorremos a última parte (da Quaresma), encorajados a acolher a graça purificadora e renovadora de Deus.»

 

1. «Pois vou realizar algo de novo» (Is 43, 19).

O profeta Isaías convida-nos a olhar para a novidade que Deus deseja realizar na história da salvação. Para o povo de Israel ela será a libertação da escravidão da Babilónia e o regresso à pátria. Para o Povo da Nova Aliança será, ao contrário, a libertação da escravidão do pecado, realizada por Cristo na sua Páscoa de morte e ressurreição.

Conscientes disto percorremos a última parte do caminho quaresmal, encorajados pela liturgia a recusar com decisão e a acolher a graça purificadora e renovadora de Deus. O trecho evangélico que há pouco proclamamos exorta-nos a fazer isto. Nele Cristo manifesta o seu amor misericordioso, pronto para perdoar a pecadora arrependida e a oferecer-lhe uma nova esperança de vida (cf. Jo 8, 1-11). […]

5. Voltando com a mente às palavras do apóstolo Paulo: «considero que tudo isto foi mesmo uma perda, por causa da maravilha que é o conhecimento de Cristo Jesus» (Fl 3, 8). São Paulo expressa assim a mudança radical que se verificou na sua vida: sendo perseguidor, tornou-se apóstolo das nações, totalmente «conquistado por Cristo Jesus» (cf. Fl 3, 12).

Caríssimos Irmãos e Irmãs, deixai-vos também vós «conquistar» por Cristo; a sua palavra de salvação e o seu amor misericordioso penetrem as vossas consciências e vos orientem nas opções de cada dia.

Maria, fiel até ao fim à missão que lhe foi confiada, vos ajude a aderir sem hesitações a Cristo, para serdes suas testemunhas credíveis entre o povo do bairro. O Evangelho precisa também de vós para alcançar numerosas pessoas que o esperam talvez sem o saber. Cristo conta convosco. Não o desiludais!

 

João Paulo II, Vaticano, 27 de Março de 2004

 

Oração Universal

 

Ao celebrar a Paixão e Morte de Jesus,

peçamos ao Senhor que nos ensine a amá-l'O de verdade, como Ele nos amou.

 

1.  Para que a Santa Igreja proclame no mundo a misericórdia de Deus

e a todos anime a buscar o Seu perdão,

oremos irmãos.

 

2.  Pelo Santo Padre,

para que todos escutem com atenção os seus ensinamentos

sobre o Sacramento da Penitência,

oremos irmãos.

 

3.  Pelos bispos e sacerdotes,

para que saibam estar disponíveis para administrar o sacramento do perdão,

oremos irmãos.

 

4.  Por todo o povo cristão,

para que saiba apreciar o sacramento da alegria e recebê-lo com frequência,

oremos irmãos.

 

5.  Por todos os que vivem longe de Deus,

para que tenham a coragem de O buscar e de O encontrar,

oremos irmãos.

 

6.  Pelos jovens do mundo inteiro

para que se entusiasmem a viver o radicalismo cristão que o Santo Padre lhes pede,

oremos irmãos.

 

Senhor, que em Vosso Amado Filho

nos manifestastes a maravilha do Vosso amor e da Vossa misericórdia,

fazei que saibamos decidir-nos a amar-Vos sem medida.

Pelo mesmo Nosso Senhor...

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Escutai a minha prece, A. Cartageno, NRMS 105

 

Oração sobre as oblatas: Ouvi-nos, Senhor Deus omnipotente, e, pela virtude deste sacrifício, purificai os vossos servos que iluminastes com os ensinamentos da fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Monição da Comunhão

 

Se estamos dispostos, de a alma arrependida e purificada pelo perdão de Jesus – «Eu não te condeno», «Eu te absolvo» – vamos com fé e humildade – «Senhor, eu não sou digno» – ao encontro de Jesus, Pão da Vida, que se nos dá todo na Sagrada Comunhão, para nos fazer um só com Ele, transformando-nos interiormente.

 

Cântico da Comunhão: Já não sou eu que vivo, Az. Oliveira, NRMS 48

Jo 8, 10-11

Antífona da comunhão: Mulher, ninguém te condenou? Ninguém, Senhor. Nem Eu te condeno. Vai em paz e não tornes a pecar.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor salvou-me, Az. Oliveira, NRMS 60

 

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, concedei-nos a graça de sermos sempre contados entre os membros de Cristo, nós que comungámos o seu Corpo e Sangue. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir com a bênção do sacerdote, levando a Cristo no coração, revestidos dos seus sentimentos de compreensão e perdão para com todos, especialmente para com os que à nossa volta vivem no pecado. Vamos com desejo de os encaminhar ao encontro da misericórdia de Cristo, que veio à terra não por causa dos sãos, mas dos doentes, por causa dos pecadores. E também vamos partir decididos a ajudar cada um dos nossos amigos a recorrerem à Penitência, o Sacramento da paz e da alegria, como forma de prepararem a Páscoa que se aproxima.

 

Cântico final: Ficai connosco, Senhor, M. Borda, NRMS 43

 

 

 

 

 

 

 

Celebração:             Geraldo Morujão

Homilia:                    Abel Figueiral (adaptação da rádio por GM)

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha

 


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