S. José, Esp. da V. Santa Maria

19 de Março de 2007

 

Solenidade

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eis o servo fiel e diligente, F da Silva, NRMS 89

Lc 12, 42

Antífona de entrada: Este é o servo fiel e prudente, que o Senhor pôs à frente da sua família.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Celebramos hoje a Solenidade de S. José, Esposo da Virgem Maria, Pai adoptivo e guarda fidelíssimo do próprio Filho de Deus. É exemplo a imitar por todos os pais e educadores. Por isso celebramos hoje também o dia do Pai.

Como Pai adoptivo de Jesus, S. José, foi e é o grande Amigo de Deus, vivendo numa grande intimidade com Ele. Na humildade e simplicidade cumpriu sempre e alegremente a santíssima vontade do Senhor. Imitando-o nestas virtudes, os nossos pais contribuirão também para a alegria e bem-estar de suas famílias.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso, que na aurora dos novos tempos confiastes a São José a guarda dos mistérios da salvação dos homens, concedei à vossa Igreja, por sua intercessão, a graça de os conservar fielmente e de os realizar até à sua plenitude. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Às incertezas manifestadas por David sobre a continuidade do seu reino, o Senhor, revela-lhe, pelo Profeta Natã, que, da sua descendência, há-de surgir um grande Rei, cujo reinado não terá fim.

 

2 Samuel 7, 4-5a.12-14a.16

4Naqueles dias, o Senhor falou a Natã, dizendo: 5a«Vai dizer ao meu servo David: Assim fala o Senhor: 12Quando chegares ao termo dos teus dias e fores repousar com os teus pais, estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti e consolidarei a tua realeza. 13Ele construirá um palácio ao meu nome e Eu consolidarei para sempre o seu trono real. 14aSerei para ele um pai e Ele será para Mim um filho. 16A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre».

 

Este texto, respigado da célebre profecia dinástica do profeta Natã, em que se garante a estabilidade da descendência de David à frente do povo de Israel – «o teu trono será firme para sempre» (v. 16) –, irá alimentar a esperança de restauração messiânica, após o desterro de Babilónia e justifica o título de «Filho de David» dado a Jesus ao longo do Novo Testamento (cf. Mt 1, 1; 9, 27; 12, 23; 15, 22; 20, 30-31; 21, 9; 22, 42; Act 2, 30; 13, 22-23; Rom 1, 3; 2 Tim 2, 8; Apoc 5, 5; 22, 16). O texto é escolhido para a solenidade de S. José, por ser ele quem garante a Jesus a sua descendência de David (Mt 1, 1; Lc 1, 31-33: «reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reino não terá fim»); com efeito, segundo a lei, José era pai de Jesus, um dado suficiente para Ele ser considerado descendente de David, embora também Maria devesse ser descendente de David, dado o costume de os casamentos se fazerem dentro da parentela.

4 Naqueles dias, isto é, na mesma noite em que o profeta Natã tinha apoiado a resolução do rei David de vir a construir uma casa digna para a arca da aliança que substituísse o modesto tabernáculo feito de cortinados. A mensagem divina para David é que não vai ser ele a conseguir uma casa (templo) para Deus, mas vai ser o próprio Deus a erguer-lhe uma casa (descendência) que permanecerá eternamente. O profeta joga com o duplo sentido da palavra hebraica «báyit», casa e dinastia (v. 11-12).

 

Salmo Responsorial    Sl 88 (89), 2-3.4-5.27 e 29 (R. 37)

 

Monição: Cantemos as misericórdias de Deus, que confirmou na fidelidade a José, e renovemos também os nossos propósitos de fidelidade ao Senhor.

 

Refrão:         A sua descendência permanecerá eternamente.

 

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor

e para sempre proclamarei a sua fidelidade.

Vós dissestes: «A bondade está estabelecida para sempre»,

no céu permanece firme a vossa fidelidade.

 

Concluí uma aliança com o meu eleito,

fiz um juramento a David meu servo:

Conservarei a tua descendência para sempre,

estabelecerei o teu trono por todas as gerações.

 

Ele Me invocará: «Vós sois meu Pai,

meu Deus, meu Salvador».

Assegurar-lhe-ei para sempre o meu favor,

a minha aliança com ele será irrevogável.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Assim como Abraão é o símbolo de Fé no A.T., também José é o Patriarca da Fé no N.T. Realizou a sua vocação, aceitando os planos de Deus.

 

Romanos 4, 13.16-18.22

Irmãos: 13Não foi por meio da Lei, mas pela justiça da fé, que se fez a Abraão ou à sua descendência a promessa de que receberia o mundo como herança. 16Portanto a herança vem pela fé, para que seja dom gratuito de Deus e a promessa seja válida para toda a descendência, não só para a descendência segundo a Lei, mas também para a descendência segundo a fé de Abraão. 17Ele é o pai de todos nós, como está escrito: «Fiz de ti o pai de muitos povos». Ele é o nosso pai diante d’Aquele em quem acreditou, o Deus que dá vida aos mortos e chama à existência o que não existe. 18Esperando contra toda a esperança, Abraão acreditou, tornando-se pai de muitos povos, como lhe tinha sido dito: 22«Assim será a tua descendência». Por este motivo é que isto «lhe foi atribuído como justiça».

 

A leitura é um extracto do capítulo 4 de Romanos, onde S. Paulo, depois de ter explicado que a obra salvadora de Jesus (a justificação) não procedia das práticas da Lei do A. T., procura mostrar como a nova economia divina não contradiz a antiga; pelo contrário, já Abraão, o pai do antigo povo de Deus se tornou justo, não por ter cumprido a lei da circuncisão (que ainda não lhe tinha sido imposta), mas por ter acreditado nas promessas de Deus.

A atitude de fé de Abraão foi-lhe creditada na conta de justiça: «foi-lhe atribuída como justiça» (v. 22). «E isto foi escrito… também por nossa causa» (v. 24): é que nós não somos justificados por observâncias legais (da Lei de Moisés), mas sim pela fé em Deus, a qual é idêntica à de Abraão, não só pela atitude interior que pressupõe, como também se assemelha à dele quanto ao seu objecto; com efeito, ele acreditou que Deus lhe faria suscitar um filho, a ele já morto para a geração; e nós cremos que Deus fez ressuscitar a Jesus, morto pelos nossos pecados.

O texto presta-se a ser aplicado a S. José. Se na 1.ª leitura se falava de David, ascendente de S. José, nesta fala-se de outro ascendente mais longínquo, Abraão, o primeiro Patriarca do antigo povo de Deus. S. José é o Santo Patriarca do novo Povo de Deus, pois tem sobre Jesus os direitos legais de pai. Assim como Abraão foi pai de muitas nações (v. 17) também o Patriarca S. José é Pai e Patrono da Igreja de Cristo. Por outro lado, ele tornou-se como Abraão um modelo de vida de fé para todos os crentes, com uma fé bem provada em tantas e tão duras circunstâncias.

 

Aclamação ao Evangelho        Sl 83 (84), 5

 

Monição: S. José não compreende o que se passa em Maria. A caridade e o amor ditam a resolução de a deixar em segredo. Quando conhece o Mistério de Deus, sem o perceber, aceita-o. Deus sabe mais, imensamente mais que qualquer um de nós. Faça-se.

 

 

Cântico: F. da Silva, NRMS 1 (I)

 

Felizes os que habitam na vossa casa, Senhor:

eles Vos louvarão pelos tempos sem fim.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 1, 16.18-21.24a

16Jacob gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo. 18O nascimento de Jesus deu-se do seguinte modo: Maria, sua Mãe, noiva de José, antes de terem vivido em comum, encontrara-se grávida por virtude do Espírito Santo. 19Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo. 20Tinha ele assim pensado, quando lhe apareceu num sonho o Anjo do Senhor, que lhe disse: «José, filho de David, não temas receber Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é fruto do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho e tu pôr-Lhe-ás o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados». 24aQuando despertou do sono, José fez como lhe ordenara o Anjo do Senhor.

 

(Ver notas de CL, n.º 1 deste ano C, Missa da Vigília do Natal, pp. 83-85.)

 

Em vez do Evangelho precedente, pode ler-se o seguinte:

 

São Lucas 2, 41-51a

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, pela festa da Páscoa. 42Quando Ele fez doze anos, subiram até lá, como era costume nessa festa. 43Quando eles regressavam, passados os dias festivos, o Menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o soubessem. 44Julgando que Ele vinha na caravana, fizeram um dia de viagem e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos. 45Não O encontrando, voltaram a Jerusalém, à sua procura. 46Passados três dias, encontraram-n’O no templo, sentado no meio dos doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. 47Todos aqueles que O ouviam estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas. 48Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados e sua Mãe disse-Lhe: «Filho, porque procedeste assim connosco? Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura». 49Jesus respondeu-lhes: «Porque Me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?». 50Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse. Jesus desceu então com eles para Nazaré e era-lhes submisso.

 

No nosso comentário julgamos que não há razões suficientes para prescindir da realidade do facto narrado, mas pretendemos valorizar a teologia de Lucas no seu maravilhoso trabalho redaccional. É certo que Lucas não pretende, sem mais, relatar um episódio – curiosamente o único em cerca de três dezenas de anos passados em Nazaré. Ele visa, antes de mais e acima de tudo, por um lado, pôr em foco como toda a vida de Jesus estava radicalmente marcada pelo cumprimento da vontade do Pai, ao sublinhar o contraste – «teu pai e eu» (v. 48) e «meu Pai» –, deixando (como diz o Catecismo da Igreja Católica, nº 534) «entrever o mistério da sua consagração total à missão decorrente da sua filiação divina» (v. 49); por outro lado, deixa ver como o conhecimento do mistério de Jesus nunca é pleno para ninguém, nem sequer para Maria e José: «eles não entenderam…» (v. 50).

Segundo a Mixnáh, (Niddáh, V, 6) depois dos 13 anos, o rapaz israelita começava a ser «bar-hamitswáh», «filho-da-lei», isto é, passava ter os deveres e direitos da Lei mosaica, incluindo o dever de peregrinar a Jerusalém, mas os pais piedosos costumavam antecipar um ano ou dois o cumprimento deste dever. Os judeus costumavam deslocar-se em caravanas e em grupos separados de homens e de mulheres, as crianças podiam fazer viagem em qualquer dos grupos; nas paragens do caminho, as famílias reuniam-se. É neste contexto que se desenrola o relato. A atitude de Jesus de ficar em Jerusalém é deveras surpreendente. Não deveria ter avisado os pais ou outros familiares? O que não faz sentido é buscar a explicação do sucedido numa rebeldia ou na irresponsabilidade dum adolescente – este rapaz é o Filho de Deus –, embora o relato evangélico possa fornecer luzes aos pais que se deparam com situações similares de filhos perdidos.

A teologia de Lucas talvez nos possa dar alguma pista para a compreensão do episódio narrado. «Jerusalém» não é simplesmente o centro da vida religiosa de Israel. Para os evangelistas, e de modo singular para Lucas, Jerusalém representa o culminar de toda a obra salvadora de Jesus, por ocasião da Páscoa da Paixão, Morte e Ressurreição; é por isso que Lucas, ao pôr em evidência a tensão de Jesus para a sua Paixão, apresenta grande parte do seu ensino «a caminho de Jerusalém», onde Jesus tem de padecer para ir para o Pai e entrar na sua glória (cf. Lc 24, 26). A teologia de Lucas não é abstracta e desligada da realidade. Ora a realidade é que Jesus não é apenas «o Mestre», Ele é «o Profeta» – especialmente Lucas gosta de apresentar Jesus como Profeta (cf. 7, 16; 9, 19; 13, 33; 24, 19) –, e, por isso mesmo, Jesus não ensina apenas quando exerce a função de rabi, mas em todos os passos da sua vida actua como Profeta, ensinando através do seu agir, mormente através de acções simbólicas de profundo alcance, por vezes bem chocantes. O «Menino perdido» não aparece como um simples menino, é um Profeta que realiza uma acção simbólica para proclamar quem é e qual é a sua missão: «Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?» (v. 49). Ele é o Filho de Deus, e tem de cumprir a missão que o Pai lhe confiou, em Jerusalém, ainda que isto lhe custe bem e tenha de fazer sofrer aqueles que mais ama – «aflitos à tua procura» (v. 48). O episódio passa-se em Jerusalém, como prenúncio e paralelo de um sofrimento bem maior, também em Jerusalém. A lição é clara: não se pode realizar plenamente a vontade do Pai do Céu e, ao mesmo tempo, evitar todo o sofrimento próprio e dos seres mais queridos; subir a Jerusalém é subir à Cruz, e subir à Cruz é «elevar-se» ao Céu, também em Jerusalém (cf. Lc 24, 50-51).

41 «Os pais de Jesus. Teu pai» (v. 48). Uma vez que Lucas tinha acabado de falar tão explicitamente da concepção virginal de Jesus, não tem agora qualquer receio de nomear S. José como pai (virginal) do Senhor.

49 «Eu devia estar na Casa de Meu Pai». A tradução de toû Patrós mou pode significar tanto «a casa de meu Pai», como «as coisas (assuntos, vontade) de meu Pai». A verdade é que o redactor pode ter querido dar à resposta de Jesus uma certa ambiguidade: «Não sabíeis que Eu tenho de estar nas coisas de meu Pai» (e que, por isso, me deveria encontrar aqui no Templo)?

50 «Eles não entenderam». A resposta do Menino envolve um sentido muito profundo que ultrapassa uma simples justificação da sua «independência». Não alcançam ver até onde iria este «estar nas coisas do Pai», mas também não se atrevem a fazer mais perguntas, dada a sua extrema delicadeza e reverência, que uma profunda fé lhes ditava. Estamos postos perante o mistério do ser e da missão de Jesus; é mais um «sinal» e mais uma «espada» (cf. Lc 2, 34-35).

 

Sugestões para a homilia

 

Os planos de Deus são de Amor e de Alegria.

S. José foi fidelíssimo no cumprimento da Missão que Deus lhe confiou.

Importância do Pai na vida de família.

1. Os planos de Deus são de Amor e de Alegria.

Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor. Assim afirmávamos há momentos com o Salmo intercalar das Leituras da Missa de hoje.

Foi para vivermos alegres no tempo e por toda a eternidade que o Senhor um dia nos chamou à vida. Disto não podemos duvidar: Ele é omnipotente e ama-nos com amor infinito. Se nós desejamos viver felizes, contentes, mais o deseja o Pai que tanto nos quer.

Mas, se assim é, porque será que há tanta gente a chorar, sentindo-se infeliz? A lógica da fé diz-nos que a culpa não pode estar em Deus. Os culpados são os homens.

Ele criou o homem livre e respeita essa liberdade até às últimas consequências. Assim há quem aceite seguir os Seus caminhos, sendo fiel ao Senhor, como o fez S. José, e outros que o não fazem por acreditarem mais noutros «deuses». Esta é a explicação dos sucessos e tragédias da Humanidade.

2. S. José foi fidelíssimo no cumprimento dos planos de Deus.

Por vezes foram bem grandes as dificuldades que S. José encontrou no cumprimento da missão que Deus lhe confiou. O Evangelho de hoje refere-se a uma delas. Como a Abraão a sua fé também foi posta à prova. Graças à sua humildade, foi sempre fidelíssimo ao Senhor. Por isso lhe foi confiado o maior Tesouro, que o mesmo Deus possuía, merecendo chamar-se de verdade Pai adoptivo do próprio Filho de Deus, Esposo e Casto Defensor da Sempre Virgem Maria, Sustentáculo da Sagrada Família, Padroeiro da Igreja Universal, Sustentáculo das famílias e ainda Advogado da boa morte.

3. Importância do Pai na vida de família

Para a consecução da alegria que todos desejamos, também Deus, nosso Pai, quis que cada um de nós nascesse numa família. Nela quis que, mediante a ternura e carinho dos pais, sentíssemos um pouco do Amor que Deus-Pai nos tem. O Pai é o principal condutor e responsável desta maravilhosa harmonia.

A Família sendo a mais antiga instituição criada por Deus é o grande património da Humanidade. Nela, além de experimentamos e crescemos no Amor, obtemos o indispensável para um crescimento equilibrado. A sua importância é bem realçada pela permanência de Jesus a viver em Família, com Maria e José durante cerca de 30 anos. Quis ainda iniciar a Sua vida pública participando numas Bodas matrimoniais em Caná da Galileia.

São conhecidos os atentados à Família na hora que passa: divórcios, uniões de facto, etc., etc., São afinal esses os caminhos geradores das tristezas, lágrimas, fracassos, dos verdadeiros retrocessos da Humanidade. Por algo de semelhante caiu o próprio Império romano. As Escolas e maternidades que se fecham, são sinais de grande decadência desta Europa que teima fugir dos caminhos amorosos do Senhor.

Quão urgente é as famílias voltarem-se para os valores vividos pela Sagrada Família a cujos destinos presidiu S. José! Viveram pobres, experimentaram as agruras do exílio e a incompreensão dos homens, mas viveram felizes.

Numa total fidelidade aos planos de Deus, S. José, com o fruto do seu trabalho procurou que não faltasse o indispensável para o sustento de Jesus e de Sua Mãe, Maria Santíssima.

Quando certo dia Jesus ficou em Jerusalém, sem que eles o soubessem, não descansou, enquanto O não encontrou.

A vida de oração, o espírito de trabalho, a humildade e atenção familiar, sempre numa total fidelidade ao Senhor, são valores que todas as famílias podem e devem imitar.

Que S. José interceda junto de Jesus por todos os pais e educadores da terra para que sejam sempre fieis aos planos de Deus e assim contribuam para que todo o agregado familiar possa experimentar as alegrias que só Deus a todos pode e quer dar. Este é o caminho certo para «cantarmos eternamente as misericórdias do Senhor».

 

 

Oração Universal

 

Apresentemos as nossas orações ao Senhor

Por intercessão de S. José

Dizendo: Por intercessão de S. José, ouvi-nos, Senhor.

 

1.  Pelo Santo Padre, pelos Bispos, Presbíteros e Diáconos

Para que, como S. José, sejam sempre fieis à missão que o Senhor lhes confiou

Oremos, irmãos.

 

R. Por intercessão de S. José, ouvi-nos, Senhor.

 

2.  Por todos os pais e educadores

Para que aprendam de S. José o amor constante e atento à família,

Oremos, irmãos.

 

R. Por intercessão de S. José, ouvi-nos, Senhor.

 

3.  Por todos nós

Para que aprendamos de S. José

A amar sempre cada vez mais a Jesus e a Maria Santíssima

Oremos, irmãos.

 

R. Por intercessão de S. José, ouvi-nos, Senhor.

 

4.  Pelos agonizantes e moribundos,

Tradicionalmente encomendados a S. José

Que teve a sorte de morrer nos braços de Jesus e Maria

Oremos, irmãos.

 

R. Por intercessão de S. José, ouvi-nos, Senhor.

 

5   .Pelas benditas Almas do Purgatório,

para que, por intercessão de S. José

alcancem quanto antes a felicidade eterna

Oremos, irmãos.

 

R. Por intercessão de S. José, ouvi-nos, Senhor.

 

Concedei-nos, Senhor, por intercessão de S. José

O que com a fé vos pedimos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho,

Que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Nós vos louvamos José, M. Carneiro, NRMS 89

 

Oração sobre as oblatas: Concedei-nos, Senhor, a graça de servir ao vosso altar de coração puro, imitando a dedicação e fidelidade com que São José serviu o vosso Filho Unigénito, nascido da Virgem Maria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio de São José [na solenidade]: p. 492

 

Santo: F. dos Santos, NCT 84

 

Monição da Comunhão

 

Receber com fé, humildade e devoção a Jesus na Santíssima Eucaristia é ter a possibilidade de experimentar os mesmos sentimos vividos por S. José, quando O acolheu cheio de ternura e amor em seus braços. Que S. José nos ajude a tratar Jesus com um carinho igual ao seu.

 

Cântico da Comunhão: Ó famintos de Pão divino, J. Santos, NRMS 89

Mt 25, 21

Antífona da comunhão: Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor.

 

ou

Mt 1, 20-21

Não temas, José: Maria dará à luz um Filho e tu lhe darás o nome de Jesus.

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que na solenidade de São José alimentastes a vossa família à mesa deste altar, defendei-a sempre com a vossa protecção e velai pelos dons que lhe concedestes. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vamos partir com o firme propósito de honrar S. José, imitando-o na fidelidade aos planos de Deus e no amor a Jesus e Sua Mãe Maria Santíssima.

 

Cântico final: Tu a quem o Senhor quis confiar, A. Cartageno, NRMS 89

 

 

Homilias Feriais

 

4ª SEMANA

feira, 20-III: O poder da água viva.

Ez. 47, 1-9. 12 / Jo. 5, 1-3. 5-16

É que, aonde chegar, a água tornará tudo são, e haverá vida em todo o lugar que o rio atingir.

«Desde o princípio do mundo, a água, esta criatura humilde e admirável, é a fonte da vida e da fecundidade. A Sagrada Escritura vê-a como ‘incubada’ pelo Espírito de Deus» (CIC, 1218). É o que se verifica na profecia de Ezequiel (cf. Leit.).

Com a vinda de Jesus, pode adquirir um poder medicinal curativo (cf. Ev.). E passa a ser água viva com a paixão e morte e Cristo: «O sangue e a água que manaram do lado aberto do crucificado são tipos do Baptismo e da Eucaristia, sacramentos da vida nova» (CIC, 1225).

 

feira, 21-III: Manifestações do amor de Deus.

Is. 49, 8-15 / Jo. 5, 17-30

Tal como o Pai ressuscita os mortos e os faz viver, assim o Filho faz viver aqueles que entende.

Deus está sempre disposto a ajudar-nos: «no dia de salvação, vou ajudar-te». E chega a dizer-nos que nunca nos abandona, nem nos esquecerá, pois o seu amor é mais forte do que o de uma mãe para com seus filhos (cf. Leit.).

Esse amor leva-o a comunicar-nos a sua vida, principalmente através dos sacramentos: «forças que saem do corpo de Cristo, sempre vivo e vivificante; acções do Espírito Santo que opera no seu corpo que é a Igreja, os sacramentos são ‘obras primas’ de Deus, na nova e eterna Aliança» (CIC, 1116).

 

feira, 22-III: A intercessão de Moisés e de Jesus.

Ex. 32, 7-14 / Jo. 5, 31-47

(Moisés): Deixai cair a vossa ardente indignação, renunciai ao castigo que quereis dar ao vosso povo.

Depois do povo ter adorado o bezerro de ouro, Moisés intercede junto de Deus para que desista do castigo (cf. Leit.).

Agora somos nós que nos portamos mal, mas Jesus continua a ser o nosso Advogado: «Não penseis que eu vou acusar-vos ao Pai» (Ev.). E, além disso, Ele oferece-se ao Pai como Vítima para apaziguar a sua indignação: «Ele quis deixar à igreja…um sacrifício visível… aplicando a sua eficácia salvífica à remissão dos pecados que nós cometemos cada dia» (CIC, 1366).

 

feira, 23-III: Comparticipação na paixão de Cristo.

Sab. 2, 1. 12-22 / Jo. 7, 1-2. 10. 25-30

Se esse justo é filho de Deus… condenemo-lo a morte infamante, pois ele diz que será socorrido.

Este pensamento dos ímpios, narrado no livro da Sabedoria, repete-se no tempo de Cristo: «os judeus procuravam dar-lhe a morte» (Ev.).

Jesus aceitou livremente a sua paixão e morte, por amor do Pai e dos homens, a quem o Pai quer salvar. E, como pela Encarnação, está de certo modo unido a cada homem, a todos dá a possibilidade de se associarem a Ele: «De facto, quer associar ao seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os principais beneficiários» (CIC, 618).

 

Sábado, 24-III: O Cordeiro e o sacrifício pascal.         

Jer. 11, 18-20 / Jo. 7, 40-53

Eu era como dócil cordeiro levado ao matadouro, sem saber da conjura contra mim.

O profeta Jeremias repete a imagem do servo sofredor de Isaías (cf. Is. 53, 7). Depois, foi João Baptista que viu em Jesus o ‘Cordeiro de Deus’, que tira o pecado do mundo. «Manifestou deste modo que, Jesus é, ao mesmo tempo, o servo sofredor, que se deixa levar ao matadouro (cf. Leit.) sem abrir a boca, carregando os pecados das multidões, e o cordeiro pascal, símbolo da redenção de Israel na primeira Páscoa» (CIC, 608).

Estamos a preparar-nos para a paixão e a morte do Senhor e devemos pensar que ela é ao mesmo tempo o sacrifício pascal e o sacrifício da nova Aliança.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:  Alves Moreno

Nota Exegética:       Geraldo Morujão

Homilias Feriais:      Nuno Romão

Sugestão Musical:   Duarte Nuno Rocha

 


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