Solenidade da Santíssima Trindade

6 de Junho de 2004


Domingo depois do Pentecostes

Solenidade



RITOS INICIAIS


Cântico de entrada: Aleluia! Glória a Deus, Az. Oliveira, NRMS 107


Antífona de entrada: Bendito seja Deus Pai, bendito o Filho Unigénito, bendito o Espírito Santo, pela sua infinita misericórdia.


Diz-se o Glória.


Introdução ao espírito da Celebração


Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Com esta invocação iniciamos a celebração da Eucaristia bem como outras celebrações litúrgicas e actos de piedade. Assim devemos igualmente começar o nosso dia e o nosso trabalho.

Foi com estas palavras que, no Baptismo, fomos consagrados à Santíssima Trindade e feitos templos, habitação de Deus. Hoje, solenidade da Santíssima Trindade, é bom que renovemos, com plena convicção, as promessas do Baptismo.


Oração colecta: Deus Pai, que revelastes aos homens o vosso admirável mistério, enviando ao mundo a Palavra da verdade e o Espírito da santidade, concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé, reconheçamos a glória da eterna Trindade e adoremos a Unidade na sua omnipotência. Por Nosso Senhor...



Liturgia da Palavra


Primeira Leitura


Monição: O autor sagrado apresenta a sabedoria de Deus qual arquitecto que, cheio de alegria, projecta a obra da criação. Pela criação podemos subir até Deus, Criador e Senhor de todas as coisas.


Provérbios 8, 22-31

Eis o que diz a Sabedoria de Deus: 22«O Senhor me criou como primícias da sua actividade, antes das suas obras mais antigas. 23Desde a eternidade fui formada, desde o princípio, antes das origens da terra. 24Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida. 25Antes de se implantarem as montanhas e as colinas, já eu tinha nascido; 26ainda o Senhor não tinha feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do mundo. 27Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; quando traçava sobre o abismo a linha do horizonte, 28quando condensava as nuvens nas alturas, quando fortalecia as fontes dos abismos, 29quando impunha ao mar os seus limites para que as águas não ultrapassassem o seu termo, quando lançava os fundamentos da terra, 30eu estava a seu lado como arquitecto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença. 31Deleitava-me sobre a face da terra e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens».


A sabedoria divina aparece aqui poeticamente personificada. É ela que se apresenta a si mesma, como um «arquitecto» (v. 30) ao lado de Deus, que Lhe fornece o projecto da maravilhosa obra da criação do universo. Este belo artifício literário parece insinuar um mistério que transcende o próprio hagiógrafo: os Padres da Igreja, baseados na apresentação que o Novo Testamento faz de Cristo como Sabedoria de Deus (Mt 11, 19; Lc 11, 49; cf. Col 1, 16-17; Jo 1, 1-3; 6, 35, etc.), vêem nesta passagem uma alusão à Segunda Pessoa da SS. Trindade, o Verbo de Deus. De facto, a Sabedoria é apresentada como uma pessoa distinta, mas sem que seja uma criatura, pois existe desde sempre, antes da criação (vv. 24-26) e intervém na obra da criação (vv. 27-31); ela, não sendo criada, foi concebida, gerada desde toda a eternidade. A revelação do N. T. faz-nos supor que esta passagem já conteria um sentido divino mais pleno do que aquele que se podia vislumbrar antes de Cristo. Recorde-se que o v. 22 – «o Senhor me criou» – foi aproveitado por Ario, para tentar demonstrar que o Verbo não era Deus, mas apenas a sua primeira criatura, partindo da tradução grega dos LXX, seguida pela Vetus Latina, a que inexplicavelmente se atém a nossa tradução litúrgica; mas a verdade é que o texto hebraico tem: «o Senhor possuiu-me» («qanáni»), seguido pela Vulgata e pela Neovulgata, que é a referência para as traduções litúrgicas.

Aqui, como em tantas outras passagens da Escritura, fala-se do Mundo de acordo com as ideias cosmológicas da época: os Céus (v. 27) seriam uma abóbada firme (firmamento) que cobria a Terra, a qual era uma enorme ilha plana limitada por um círculo (v. 27) que, à maneira de dique (v. 29), a separava do oceano sem limites (o abismo v. 27); por seu turno, a Terra, apesar de ser ilha flutuante no abismo, tinha estabilidade e estava fixa devido a uns alicerces ou «fundamentos da Terra» (v. 29), à maneira de colunas em que se apoiava; as fontes são chamadas «as fontes do abismo» (v. 28), pois brotavam do próprio abismo, isto é, o mar em que a Terra sobrenadava, e, através dos rios, as águas das fontes regressavam à sua origem. (A chuva procedia da abertura de grandes reservatórios de água situados acima do firmamento – as «águas superiores» de Gn 1, 7 – e que comunicavam com o oceano). É evidente que, ao falar assim, a Sagrada Escritura não quer dar uma lição de Cosmologia, fala como então se falava.


Salmo Responsorial Sl 8, 4-9 (R. 2a)


Monição: Em toda a obra da criação sobressai o homem, criado à imagem de Deus, capaz de conhecer e amar o Criador.


Refrão: Como sois grande em toda a terra,

Senhor, nosso Deus!


Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos,

a lua e as estrelas que lá colocastes,

que é o homem para que Vos lembreis dele,

o filho do homem para dele Vos ocupardes?


Fizestes dele quase um ser divino,

de honra e glória o coroastes;

destes-lhe poder sobre a obra das vossas mãos,

tudo submetestes a seus pés:


Ovelhas e bois, todos os rebanhos,

e até os animais selvagens,

as aves do céu e os peixes do mar,

tudo o que se move nos oceanos.


Segunda Leitura


Monição: O amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espirito Santo que nos foi dado. Deus é amor e dom: d'Ele vem a doação da existência a todas as coisas, mediante a criação, e a doação da graça aos homens. A nossa filiação divina é obra do Espírito Santo.


Romanos 5, 1-5

Irmãos: 1Tendo sido justificados pela fé, estamos em paz com Deus, por Nosso Senhor Jesus Cristo, 2pelo qual temos acesso, na fé, a esta graça em que permanecemos e nos gloriamos, apoiados na esperança da glória de Deus. 3Mais ainda, gloriamo-nos nas nossas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz a constância, 4a constância a virtude sólida, a virtude sólida a esperança. 5Ora a esperança não engana, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.


O texto com que se inicia o capítulo 5 de Romanos introduz um tema central da carta, o do «amor de Deus» (a ser desenvolvido no capítulo 8), paralelo ao tema da «justiça de Deus» (anunciado em 1, 17 e desenvolvido em 3, 21-31).

2 «Esta graça em que permanecemos»: é a graça, que a Teologia chama santificante, a graça da justificação, que nos torna santos, justos, amigos de Deus e em paz com Ele.

5 «A esperança não engana», não nos deixa confundidos. A teologia católica insiste numa qualidade da virtude teologal da esperança: a certeza, que procede da virtude da fé e que se baseia na fidelidade de Deus às suas promessas, na sua misericórdia e omnipotência. Esta firmeza da esperança não obsta a uma certa desconfiança de si próprio, pelo mau uso que se possa vir a fazer da liberdade: daqui a recomendação de S. Paulo: «trabalhai com temor e tremor na vossa salvação» (Filp 2, 12). «O amor de Deus foi derramado em nossos corações»; aqui está a garantia de que a nossa esperança não é ilusória, mas firme. Este amor não é apenas algo que se situa fora de nós próprios, uma mera atitude de benevolência divina extrínseca, mas é um dom que se encontra derramado em nossos corações «pelo Espírito Santo que nos foi dado». Fala-se neste texto dum dom e dum doador; daqui que a Teologia explicite que esse dom é a virtude infusa da caridade, inseparável da graça santificante (cf. DzS 800-821), isto é, um «hábito» permanente, bem expresso pelo particípio perfeito passivo do original grego («que permanece derramado»); o doador é o Espírito Santo que, por sua vez, também «nos foi dado» (Ele é a graça incriada: assim se dá a inabitação da Santíssima Trindade na alma do justo).


Aclamação ao Evangelho cf. Ap 1, 8


Monição: Em adoração profunda aclamemos o Evangelho que nos revela o dogma da Santíssima Trindade.


Aleluia


Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo,

ao Deus que é, que era e que há-de vir.


Cântico: M. Faria, NRMS 16



Evangelho


São João 16, 12-15

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 12«Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. 13Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que está para vir. 14Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. 15Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».


A leitura é um pequeno trecho do chamado discurso do adeus (Jo 13 – 17), de grande alcance na revelação do mistério da SS. Trindade.

13 «Dirá tudo o que tiver ouvido». O Espírito Santo, directamente ou através dos seus carismas, jamais trará uma «nova» revelação, nova, tanto no sentido de contraditória, como no sentido de uma revelação que possa deixar «ultrapassada» a revelação de Cristo. Não obstante, vai ser o Espírito Santo quem possibilitará a plena compreensão da Revelação na vida da Igreja e que a completará com a pregação dos Apóstolos (cf. «Dei Verbum», n.º 4). O Espírito Santo não é autónomo; por isso a sua acção está em perfeita coerência e continuidade com a obra de Jesus. «Anunciará o que está para vir» não significa uma previsão dos acontecimentos futuros, mas antes o sentido do futuro e a nova ordem das coisas resultante da obra redentora de Jesus.

14-15 Temos aqui o texto bíblico mais claro a falar simultaneamente de unidade da natureza divina e da distinção real das Pessoas da Santíssima Trindade, concretamente, sobre a procedência, por parte do Espírito Santo, do Pai e do Filho. O Espírito Santo não é autónomo; por isso a sua acção está em perfeita coerência e continuidade com a obra de Jesus. «Tudo o que o Pai tem é Meu», portanto, também a natureza, que em Deus não se distingue da sua ciência. Por isso mesmo, quando Cristo diz que o Espírito Santo «receberá do que é meu» indica, como bem o exprime Santo Agostinho, a procedência da Terceira Pessoa do Pai e do Filho: «Ele não é de si mesmo, mas é daquele de quem procede. Donde lhe vêm a essência, também lhe vem a ciência: dele lhe vem a audição que não é mais do que a ciência» (In Jo. tract. 99).


Sugestões para a homilia


Confiança em Deus Pai

Confiança em Deus Filho

Confiança em Deus Espírito Santo


Introdução

Deus infinitamente prefeito em Si e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de bondade criou livremente o homem para o tornar participante da sua vida bem-aventurada. (C.I.C. 1)

É com estas palavras que abre o Catecismo da Igreja Católica para vincar que a vida do homem há-de seguir nesta linha, conhecer e amar a Deus, agora na fé e depois face a face na visão beatífica. Sempre e em toda a parte, Deus está perto de nós, chama-nos e ajuda-nos a procurá-l'O, a conhece-l'O e a amá-l'O.

Esta certeza há-de despertar, em nós confiança em cada uma das Três Pessoas da Santíssima Trindade, mistério central da nossa fé.


Confiança em Deus Pai

O Pai por ninguém foi feito, nem criado, nem gerado (Símbolo de Santo Atanásio) .

É Pai. Esta palavra basta para despertar em nós uma confiança sem limites .

Bem-aventurado o homem que deposita a sua confiança no Senhor lembra o Profeta (Jer 17, 7). É como arvore plantada à beira do caminho, bem irrigada e que dá frutos em abundância. Com que claridade nos explica as vantagens de confiar no Criador. Deus é todo poderoso e remunerador, será grande no Céu a vossa recompensa (Lc 6, 23) .

O Senhor é rico em misericórdia (Ef 2, 4). A tal ponto que ficamos estupefactos. Jonas, alude, ao perdão dado aos ninivitas, desabafa irritado eu bem sabia que sois um Deus misericordioso e clemente (Jn 4, 1). Saberemos compreender, sermos capazes de ver toda a luz que se desprende desta verdade: somos filhos de Deus! Saber fruí-la, saber viver dela. Viver primeiro da graça, como filhos de Deus. Esta é a santidade.


Confiança em Deus Filho

O Filho provém do Pai, não foi feito nem criado mas gerado (Símbolo de Santo Atanásio)

O Redentor do mundo, por sua morte e ressurreição , fez tudo por nós. Ele vem para nos redimir e dar-nos exemplo de vida. Recorda S. João; Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho único, para que não pereçam os que n'Ele crêem mas tenham a vida eterna. (Jo 3, 16)

Há tantos passos na vida de Jesus que nos convidam a confiar n’Ele. Deixou-nos a Sua vida, o Seu exemplo, a Sua palavra, os milagres; os Sacramentos. Em particular a Sua presença Eucarística; Eu estou convosco até ao fim do mundo(Mt 28, 20). Que mais é preciso para confiarmos em Deus, Filho?

Os primeiros Cristãos viviam esta doutrina: Cristo é a vossa vida (Col 3, 4) refere S. Paulo, por isso a vida espiritual destes era tão simples e fecunda. Fazer de Jesus a nossa vida, o modelo a imitar, o amigo a quem confiamos os nossos planos, problemas e segredos. É necessário reflectir a miúdo: Jesus minha vida, em Vós confio.


Confiança em Deus Espírito Santo

O Espírito Santo provem do Pai e do Filho, não foi feito, nem criado, nem gerado, mas procede do Seu amor (Símbolo de Santo Atanásio).

S. Paulo perguntava aos Coríntios, e, agora, a cada um de nós: não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Cor 3, 16). Isto significa ter dentro de nós uma chama, uma luz, água (C.I.C. 694 e seg.).

Nesta celebração peçamos ao Senhor que nos ajude, sempre, a buscar as fontes donde brota a vida verdadeira. Confiemos no Espírito Santo. A Sua habitação na nossa alma em graça deve ser um estímulo constante para evitar tudo quanto a possa manchar – pensamentos, palavras, acções e omissões.

Como podemos compaginar a presença, em nós, do Divino Espírito Santo com certos pensamentos; juízos temerários, criticas, palavras maliciosas, olhares menos puros excessos de comida e bebida ?

Se formos fieis à graça do Espírito Santo, Ele nos elevará como faz com todas as almas que O escutam, que O compreendem, que O contristam.


Fala o Santo Padre


Santíssima Trindade: « Mistério de amor, mistério de santidade inefável».


1. «Bendito seja Deus Pai, e o unigénito Filho de Deus, e o Espírito Santo: porque é grande o seu amor por nós» (Antífona de entrada).

Sempre, mas especialmente na festa de hoje, festa da Santíssima Trindade, toda a Liturgia está orientada para o mistério trinitário, fonte de vida para todos os crentes.

«Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo»: todas as vezes que proclamamos estas palavras, síntese da nossa fé, adoramos o único e verdadeiro Deus em três Pessoas. Contemplamos estupefactos este mistério que nos envolve totalmente. Mistério de amor; mistério de santidade inefável.

«Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus do universo», cantaremos daqui a pouco, entrando no centro da Oração eucarística. O Pai criou tudo com sabedoria e amorosa providência; o Filho, com a sua morte e ressurreição redimiu-nos; o Espírito Santo santifica-nos com a plenitude dos seus dons de graça e de misericórdia. [...]

2. «Justificados... pela fé, tenhamos paz com Deus, por meio de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Rm 5, 1).

Para o apóstolo Paulo, como ouvimos na segunda Leitura, a santidade é dom que o Pai nos comunica mediante Jesus Cristo. De facto, a fé n'Ele é princípio de santificação. Através da fé o homem entra na ordem da graça; mediante a fé ele espera participar na glória de Deus. Esta esperança não é uma ilusão vã, mas fruto seguro de um caminho ascético entre tantas tribulações, enfrentadas com paciência e virtude provada. [...]

João Paulo II, Roma, 10 de Junho de 2001


Oração Universal


Irmãos, unidos num só coração e numa só alma,

oremos ao Pai por Seu Filho Jesus Cristo

na comunhão do Espírito Santo e digamos:

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!


1. Pela unidade dos cristãos:

para que, superadas as divisões,

todos sejam um à imitação da Santíssima Trindade,

oremos, irmãos.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!


2. Pelos povos em guerra:

para que vejam os seus direitos respeitados

e alcancem a paz,

oremos, irmãos.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!


3. Pelas famílias da nossa comunidade (paroquial):

para que se unam e promovam a caridade e a comunhão fraterna,

oremos, irmãos.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!


4. Pelos pecadores que ofendem a Deus:

para que se arrependam e regressem à intimidade do nosso Pai Deus,

oremos, irmãos.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!


5. Pelos doentes e por todos os que sofrem:

para que saibam oferecer as suas dores

no sentido de completar o que falta à Paixão de Cristo,

oremos, irmãos.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!

6. Pelos agonizantes e moribundos:

para que sintam a protecção de Deus Pai que nos criou,

de Deus Filho que por nós morreu,

de Deus Espírito Santo que sobre nós desceu, oremos, irmãos.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo!


Deus eterno e omnipotente

dignai-Vos atender as súplicas que com fé, esperança e amor Vos fazemos.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho,

que é Deus convosco, na unidade do Espírito Santo.



Liturgia Eucarística


Cântico do ofertório: Tomai, Senhor, e Recebei, J. Santos, NRMS 70


Oração sobre as oblatas: Santificai, Senhor, os dons sobre os quais invocamos o vosso santo nome e, por este divino sacramento, fazei de nós mesmos uma oblação eterna para vossa glória. Por Nosso Senhor ...



Prefácio


O mistério da Santíssima Trindade


V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.


V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.


V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.


Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte:

Com o vosso Filho Unigénito e o Espírito santo, sois um só Deus, um só Senhor, não na unidade de uma só pessoa, mas na trindade de uma só natureza. Tudo quanto revelastes acerca da vossa glória, nós o acreditamos também, sem diferença alguma, do vosso Filho e do Espírito Santo. Professando a nossa fé na verdadeira e sempiterna divindade, adoramos as três Pessoas distintas, a sua essência única e a sua igual majestade.

Por isso Vos louvam os Anjos e os Arcanjos, os Querubins e os Serafins, que Vos aclamam sem cessar, cantando numa só voz:


Santo, Santo, Santo.


Santo: A. Cartageno, Suplemento CT


Saudação da Paz


A paz esteja convosco. Nos lábios de Cristo ressuscitado esta saudação vai muito além do desejo duma paz exterior, por mais necessária que seja. A paz trazida por Cristo é a plenitude do dom pascal. Cristo é a nossa paz.

Saudai-vos na paz de Cristo!



Monição da Comunhão


Não podemos participar na Eucaristia se não tivermos verdadeira fé em Deus, Uno Trino. Uma e outra devem ser fonte de graça para a nossa vida cristã.


Cântico da Comunhão: Formamos um só Corpo, C. Silva, CT 405

cf. Gal 4, 6

Antífona da comunhão: Porque somos filhos de Deus, Ele enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abba, Pai.


Cântico de acção de graças: A Toda a Hora Bendirei o Senhor, M. Valença, NRMS 60


Oração depois da comunhão: Ao professarmos a nossa fé na Trindade Santíssima e na sua indivisível Unidade, concedei-nos, Senhor nosso Deus, que a participação neste divino sacramento nos alcance a saúde do corpo e da alma. Por Nosso Senhor...



Ritos Finais


Monição final


Deus é o Mistério que ilumina todos os mistérios. Tirem o sol ao mundo e todas as coisas se envolverão em mistérios insuperáveis. Tirem Deus das coordenadas da existência e tudo cairá no poço escuro dos abismos insuperáveis.

Se acreditamos em Deus, até as amarguras do mundo se transformam em valores positivos. Ao passo que, sem Deus, até os atractivos do mundo se desfiguram e pervertem.


Cântico final: Ao Senhor do Universo, F. Silva, NRMS 8 (II)



Homilias Feriais


10ª SEMANA


2ª feira, 7-VI: Onde está a verdadeira felicidade?

1 Reis 17, 1-6 / Mt 5, 1-12

Felizes os pobres... Felizes os que choram... Felizes os humildes... Alegrai-vos e exultai, pois é grande nos céus a vossa recompensa.

«(A bem-aventurança) ensina-nos que a verdadeira felicidade não reside nem na riqueza ou no bem estar, nem na glória humana ou no poder, nem em qualquer obra humana, por útil que seja, como as ciências e as artes, nem em qualquer criatura, mas só em Deus, fonte de todo o bem e de todo o amor» (CIC, 1723). Mas infelizmente mede-se a felicidade pela riqueza.

No entanto «Jesus é a esperança da humanidade, porque dá a vida eterna... Ele mostra-nos como o verdadeiro sentido da vida do homem não está confinado ao horizonte terreno, mas abre-se para a eternidade» (INE, 21).


3ª feira, 8-VI: Aprender a viver da fé.

1 Reis 17, 7-16 / Mt 5, 13-16

Assim deve brilhar a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.

A luz a que se refere Jesus é a luz da fé, que deve estar bem viva em cada um de nós, para podermos dar testemunho aos outros. O profeta Elias ensinou a viúva de Sarepta a viver da fé (confiança em Deus): «Elias ensina à viúva de Sarepta a fé na palavra de Deus, fé que ele confirma com a sua oração insistente: Deus faz voltar à vida o filho da viúva (cf. Leit. do dia)» (CIC, 2583).

É com esta fé em Cristo que nós podemos alcançar a verdade, que acreditamos que a força de Deus está em acção na história, que a vida vencerá a morte (cf. INE, 18).


4ª feira, 9-VI: A oração: respiração do cristão.

1 Reis 18, 20-39 / Mt 5, 17-19

Respondei-me, Senhor, respondei-me! Que este povo o saiba: Vós, Senhor, é que sois Deus, vós é que lhes converteis os corações.

«Aquando do sacrifício no monte Carmelo, prova decisiva para a fé do povo de Deus, é em resposta à sua súplica que o fogo do Senhor consome o holocausto... ‘Respondei-me, Senhor, respondei-me’, são as palavras de Elias» (CIC, 2583).

Há muitos modos de fazer oração, mas é indispensável que não falte a «oração pessoal que é, de algum modo, a respiração do cristão» (INE, 78). Outras formas comunitárias: culto eucarístico fora da Missa, Liturgia das horas, oração em família (cf. INE, 78).







Celebração e Homilia: Armando A. Barreto Marques

Nota Exegética: Geraldo Morujão

Homilias Feriais: Nuno Romão

Sugestão Musical: Duarte Nuno Rocha


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