Solenidade do Pentecostes

Missa da Vigília

4 de Junho de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  O Espírito do Senhor - M. Simões – NRMS, 9

Rom 5, 5; 8, 11

Antífona de entrada: O amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que habita em nós. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Nas igrejas em que se celebra a Missa da vigília na sua forma mais longa, esta Missa pode celebrar-se do modo seguinte:

 

a) Se as Vésperas I, em coro ou em comum, precedem imediatamente a Missa, a celebração pode começar ou pelo versículo introdutório ou pelo hino Veni, creator Spiritus (Vem, criador Espírito de Deus) ou pelo cântico de entrada (O amor de Deus foi derramado ou Quando Eu manifestar em vós a minha santidade), com a procissão de entrada e a saudação do sacerdote, omitindo num e noutro caso o rito penitencial (cf. IGLH nn. 94 e 96).

 

Segue-se então a salmodia das Vésperas até à leitura breve exclusive.

 

Depois da salmodia, omitindo o ato penitencial e, conforme as circunstâncias, o Kýrie (Senhor, tende piedade de nós), o sacerdote diz a oração:

 

 

Oremos.

Brilhe em nós, Deus omnipotente,

o esplendor da vossa glória

e a luz da vossa luz confirme, com os dons do Espírito Santo,

o coração daqueles que por vossa graça renasceram.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

R. Amen.

 

Se a Missa começa na forma habitual, o sacerdote diz esta oração depois do Kýrie (Senhor, tende piedade de nós). Em seguida, o sacerdote pode dirigir ao povo uma breve admonição, dizendo estas palavras ou outras semelhantes:

 

Ao iniciarmos a Vigília de Pentecostes, irmãos caríssimos,

a exemplo dos Apóstolos e dos discípulos,

que, com Maria, Mãe de Jesus, perseveravam na oração,

esperando a vinda do Espírito Santo prometido pelo Senhor, ouçamos agora de coração tranquilo a palavra de Deus.

Meditemos nas maravilhas que o Senhor fez

em favor do seu povo

e oremos para que o Espírito Santo,

que o Pai enviou como primícias aos que n'Ele creem,

realize plenamente a sua obra no mundo.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que na festa de Pentecostes completais os cinquenta dias do mistério pascal, fazei que, pela acção do vosso Espírito, os povos dispersos se reúnam de novo e todas as línguas proclamem numa só fé a glória do vosso nome. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Ou

 

Brilhe sobre nós, Deus omnipotente, o esplendor da vossa glória, e a luz da vossa luz confirme, com os dons do Espírito Santo, o coração daqueles que por vossa graça renasceram. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Infiel à Aliança, o antigo Povo de Deus, separando-se do Senhor, fonte de vida, conhece, no exílio, um trágico destino. Deus, porém, não esquece esse povo, reduzido a um amontoado de ossos. Pelo Seu Espírito, fá-lo-á ressurgir da morte e do desespero. Esta intervenção de Deus, que, em certo modo, é uma nova criação, é um sinal daquela, pela qual o Senhor reunirá todos os homens na nova humanidade, surgida sob a acção do Espírito Santo no dia do Pentecostes. É também uma imagem da nossa ressurreição individual.

 

 

Ezequiel 37,1-14

Naqueles dias, 1a mão do Senhor pairou sobre mim e o Senhor levou-me pelo seu espírito e colocou-me no meio de um vale que estava coberto de ossos. 2Fez-me andar à volta deles em todos os sentidos: os ossos eram em grande número, na superfície do vale, e estavam completamente ressequidos. 3Disse-me o Senhor: «Filho do homem, poderão reviver estes ossos?» Eu respondi: «Senhor Deus, Vós o sabeis». 4Disse-me então: «Profetiza acerca destes ossos e diz-lhes: Ossos ressequidos, escutai a palavra do Senhor. 5Eis o que diz o Senhor Deus a estes ossos: Vou introduzir em vós o espírito e revivereis. Hei-de cobrir-vos de nervos, encher-vos de carne e revestir-vos de pele. 6Infundirei em vós o espírito e revivereis. Então sabereis que Eu sou o Senhor».7Eu profetizei, segundo a ordem recebida. Quando eu estava a profetizar, ouvi um rumor e vi um movimento entre os ossos que se aproximavam uns dos outros. 8Vi que se tinham coberto de nervos, que a carne crescera e a pele os revestia; mas não havia espírito neles. 9Disse-me o Senhor: «Profetiza ao espírito, profetiza, filho do homem, e diz ao espírito: Eis o que diz o Senhor Deus: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e sopra sobre estes mortos, para que tornem a viver». 10Eu profetizei, como o Senhor me ordenara, e o espírito entrou naqueles mortos; eles voltaram à vida e puseram-se de pé: era um exército muito numeroso. 11Então o Senhor disse-me: «Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel. Eles afirmaram: ‘Os nossos ossos estão ressequidos, desvaneceu-se a nossa esperança, estamos perdidos’. 12Por isso, profetiza e diz-lhes: Assim fala o Senhor Deus: Abrirei os vossos túmulos e deles vos farei ressuscitar, meu povo, para vos reconduzir à terra de Israel. 13Haveis de reconhecer que Eu sou o Senhor, quando Eu abrir os vossos túmulos e deles vos fizer ressuscitar, meu povo. 14Infundirei em vós o meu espírito e revivereis. Hei-de fixar-vos na vossa terra e reconhecereis que Eu, o Senhor, digo e faço».

 

A leitura é tirada da última parte da obra de Ezequiel, que, a partir do cap. 33, reúne oráculos de esperança e de renovação do povo (36,16 – 39,29) e de restauração templo e do culto (40 – 48).

12 «Vos farei ressuscitar». Não se trata aqui da ressurreição final, mas do ressurgimento moral do povo de Deus, que, esmagado pelas duras provas do cativeiro, se ergue de novo e é reconduzido à terra de Israel, segundo a célebre visão dos ossos relatada nos primeiros versículos deste mesmo capítulo. Não deixa de ser lamentável que por vezes se tenha interpretado esta restauração do povo derrotado pelos babilónios como a ressurreição final, como se esta seja uma reconstituição física do corpo a partir de uns resíduos.

14 «Infundirei em vós o meu espírito» (cf. Ez 36,27). Vê-se aqui um anúncio profético da acção do Espírito Santo nas almas com a obra salvadora de Cristo: «dar-vos-ei um coração novo e porei em vós um espírito novo; arrancarei o coração de pedra das vossas carnes e dar-vos-ei um coração de carne» (Ez 36,26). S. Paulo, como faz na 2.ª leitura de hoje, há-de insistir nesta ideia da acção do Espírito Santo nas almas dos cristãos (Rom 8).

 

Monições a outras leituras possíveis:

 

I Gen 11, 1-9

Os homens do nosso tempo procuram, ansiosamente, a unidade, na certeza de que só em comunhão com os outros se realizarão plenamente. Porém, sem comunhão com Deus não é possível a união entre os homens. Construir a unidade só com as próprias forças, prescindindo de Deus, ou mesmo contra Deus, é empresa vã. Toda a sociedade que rejeita Deus, está destinada à ruína (Sal. 126; Lc. 19, 41-44), isto é, à confusão e à divisão. A unidade só se constrói, quando os homens acolhem o Espírito de Jesus, que nos faz falar a linguagem universal da comunhão e do amor.

 

Ou Ex 19, 3-8a.16-20b

No Sinai, cinquenta dias após a passagem do Mar Vermelho, Deus manifesta-Se a Israel e, movido apenas pelo Seu amor, escolhe-o para Seu povo, estabelece com ele uma aliança de amizade, não lhe exigindo, em resposta, senão uma fidelidade perfeita. Israel torna-se assim uma «nação santa», isto é um povo ao serviço de Deus, testemunha da Sua mesma santidade entre os outros povos. Esta aliança do Sinai é fruto da acção luminosa e purificadora do Espírito de Deus.

 

Ou Joel 3, 1-5 (2, 28-32)

No Antigo Testamento, o Espírito de Deus era apenas comunicado a alguns homens, em vista duma missão particular. O profeta, porém, entrevê tempos, em que Ele será dado a todos. No discurso à multidão, no dia do Pentecostes, Pedro afirmará que, precisamente nesse dia se cumpria esta profecia (Act. 2, 17). Nesse dia, com efeito, Deus derramou o Seu Espírito, sobre o Seu novo Povo e todos nos tornámos profetas, isto é, testemunhas e arautos das maravilhas de Deus.

 

Salmo Responsorial     Sl 103 (104), 1-2a.24.35c.27-28.29bc-30 (R. 30 ou Aleluia)

 

Monição: Com o salmo 103, invoquemos o Espírito. Ele é o presente que Deus nos deu.

 

Refrão:         Enviai, Senhor, o vosso Espírito

                      e renovai a face da terra.

 

Ou:                Mandai, Senhor, o vosso Espírito

                      e renovai a terra.

 

Ou:                Aleluia.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

Senhor, meu Deus, como sois grande!

Revestido de esplendor e majestade,

envolvido em luz como num manto.

 

Como são grandes, Senhor, as vossas obras!

Tudo fizestes com sabedoria:

a terra está cheia das vossas criaturas!

Bendiz, ó minha alma, o Senhor.

 

Todos de Vós esperam

que lhes deis de comer a seu tempo.

Dais-lhes o alimento e eles o recolhem,

abris a mão e enchem-se de bens.

 

Se lhes tirais o alento, morrem

e voltam ao pó donde vieram.

Se mandais o vosso espírito, retomam a vida

e renovais a face da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Possuindo o Espírito Santo, possuímos já a esperança de uma vida plena, pois Aquele que ressuscitou Jesus dará também vida aos nossos corpos mortais, pelo Espírito Santo (Rm. 8, 11). Na verdade, o Espírito Santo faz brotar em nós a fonte de vida, que jorra para a eternidade. Robustecendo as nossas débeis forças e mantendo viva a nossa esperança, pela sua contínua intercessão, alcança-nos de Deus as sementes da vida imortal.

 

Romanos 8,22-27

Irmãos: 22Nós sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. 23E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo. 24É em esperança que estamos salvos, pois ver o que se espera não é esperança: quem espera o que já vê? 25Mas esperar o que não vemos é esperá-lo com perseverança. 26Também o Espírito Santo vem em auxílio da nossa fraqueza, porque não sabemos o que pedir nas nossas orações; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis. 27E Aquele que vê no íntimo dos corações conhece as aspirações do Espírito, sabe que Ele intercede pelos santos, em conformidade com Deus.

 

Neste texto deixa-se ver como «Paulo entende que a libertação do cosmos é consequência da libertação do homem. Embora não vejamos ainda com clareza os seus efeitos, aguardamos que se cumpram, assistidos pelo Espírito, que vem em ajuda da nossa fraqueza» (Bíblia de Navarra, t. 5, p. 927).

22 «Toda a criatura geme». S. Paulo usa uma belíssima prosopopeia, propondo-nos até as próprias criaturas irracionais a suspirar também pela restauração da ordem do mundo transtornado pelo pecado. Na medida em que os filhos de Deus santificam o mundo, todas as actividades terrenas, também estas participam da glória dos filhos de Deus. De qualquer modo, o texto é de difícil interpretação, sobre a qual não há acordo entre os estudiosos.

23 «Possuímos as primícias do Espírito», isto é, já possuímos o Espírito Santo, «mas sem que tenhamos ainda tudo o que esta posse desde já nos garante» (Pirot-Clamer). Embora já sejamos filhos adoptivos de Deus (vv. 14-15), vivemos «esperando a adopção filial» em plenitude, o que acontecerá só quando se vier a verificar «a libertação do nosso corpo», isto é, de tudo o que em nós é carnal, sujeito à corrupção e à morte (cf. 2Cor 5,1-5).

26 «Gemidos inefáveis». As íntimas moções da graça, as inspirações do Espírito Santo na alma, não se podem definir, nem sequer descrever.

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Jesus proclama que Ele é a rocha viva, donde jorra a água do Espírito Santo. Seguindo tão solene afirmação, a Igreja não será, pois, um deserto árido ou um corpo sem alma. Em virtude da presença do Espírito Santo, princípio de vida e fonte de esperança, a Igreja transbordará sempre de vida e irradiará sempre juventude, de modo que os homens de todos tempos nela poderão matar a sua sede de Deus.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)

 

Vinde, Espírito Santo,

enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.

 

 

Evangelho

 

São João 7,37-39

37No último dia, o mais solene da festa, Jesus estava de pé e exclamou: «Se alguém tem sede, venha a Mim e beba: 38do coração daquele que acredita em Mim correrão rios de água viva». 39Referia-se ao Espírito que haviam de receber os que acreditassem n’Ele. O Espírito ainda não viera, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

 

Em cada um dos oito dias da festa dos Tabernáculos, em solene procissão, o sumo sacerdote trazia, numa jarra de oiro, água da fonte de Siloé, para aspergir o altar do Templo, a fim de recordar a prodigiosa água do Êxodo e pedir chuva abundante (cf. Ex 17,1-7). Pertenciam ao rito o canto de Is 12,3 e a leitura de Ez 47. Não podia haver melhor enquadramento para as palavras de Jesus à multidão, que então se aglomerava: «se alguém tem sede, venha a Mim!». As palavras de Jesus parecem aludir a Ez 36,25ss, onde se anuncia para os tempos messiânicos que o povo será purificado com uma água pura, recebendo um Espírito novo, que lhe transformará o coração de pedra em coração de carne. Essa água é o Espírito Santo, que brotando simbolicamente do peito do Senhor aberto pela lança (cf. Jo 19,34), se derrama no Pentecostes (Act 2,1-36) e se recebe nos Sacramentos da iniciação cristã. Nas palavras de Jesus também se pode ver uma evocação do convite da sabedoria divina em Sir, 24,19 e Prov 9,4-5.

Notar que gramaticalmente são possíveis duas pontuações diferentes dos vv. 37-38: a da Nova Vulgata (a que corresponde a tradução litúrgica), a saber, «Se alguém tem sede, venha a Mim; e quem crê em Mim que sacie a sua sede! Como diz a Escritura…», e a que corresponde à da Vulgata, «Se alguém tem sede, venha ter comigo e beba. Aquele que crê em Mim, como diz a Escritura, correrão das suas entranhas rios de água viva». Segundo a primeira interpretação, trata-se do seio do Messias: do peito de Cristo, atravessado pela lança, vem-nos o Espírito Santo, como fruto maravilhoso da árvore da Cruz. Na segunda interpretação, trata-se do seio do crente, a alma do homem santificado por Cristo. A nota da nova Bíblia da CEP chama a tenção para que «é possível que a ambiguidade seja propositada: uma vez recebido, de Jesus, o Espírito Santo torna-se, no crente, uma nascente donde constantemente jorra a vida divina».

 

Sugestões para a homilia

 

1. O Espírito Santo é o Espírito de comunhão

2. O Espírito Santo escreve e anima nos nossos corações a plenitude da Lei

3. O Espírito Santo é o Espírito que dá vida

 

 

Reunimo-nos nesta vigília com Maria, nossa Mãe, pedindo a efusão do Espírito Santo. E estamos a fazê-lo inspirados pela Palavra de Deus, que nos falou d'Ele e da Sua ação de dar e santificar a vida na história. Reflitamos sobre três aspetos essenciais do Espírito Santo que esta palavra nos transmite.

 

 

1. O Espírito Santo é o Espírito de comunhão

 

A leitura do Génesis apresentou-nos o episódio de Babel, onde o orgulho dos homens, que queriam alcançar glória para si próprios construindo uma torre para alcançar o céu, levou a uma rutura de comunhão com Deus e uns com os outros. Esta rutura manifestou-se na proliferação de línguas e na consequente incapacidade de se compreenderem umas às outras.

No dia de Pentecostes, aconteceu o contrário: quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos, os peregrinos que tinham vindo de longe para Jerusalém ouviram-nos falar das maravilhas de Deus na sua própria língua.

É que o Espírito Santo é o Espírito de comunhão, o Espírito que restaura a união das pessoas com Deus e umas com as outras, união que foi quebrada pelo pecado. Ele é aquele que pode curar o espírito de discórdia e divisão presente na nossa sociedade e em tantas famílias. É por isso que hoje invocamos a presença do Espírito Santo para trazer a concórdia e o amor entre nós.

 

 

2. O Espírito Santo escreve e anima nos nossos corações a plenitude da Lei

 

A leitura do Êxodo contou-nos sobre a Lei dada por Deus a Moisés no Sinai. Era uma lei sagrada, escrita em tábuas de pedra, que dizia ao homem o que fazer, mas que ele era incapaz de interiorizar e cumprir.

O Espírito Santo desceu pela primeira vez no mesmo dia em que Israel celebrou a entrega da Lei a Moisés, e fê-lo acompanhado de fogo e de um rugido como de um vento forte, tal como na teofania sobre o Sinai.

Com estes sinais, o Espírito Santo manifestou-se como o poder de Deus que, descendo sobre nós, escreveu com fogo nos nossos corações a Lei que Jesus Cristo trouxe à sua plenitude e nos tornou capazes de interiorizá-la e identificar-se intimamente com ela, dando-nos o poder de a cumprir, vencendo a sedução do pecado.

Num contexto mundial que promove leis e comportamentos contrários à Lei de Deus, invocamos hoje a presença do Espírito Santo para nos levar a reconhecer e a cumprir os desígnios santos de Deus que tornam possível uma existência justa e harmoniosa.

 

3. O Espírito Santo é o Espírito que dá vida

A profecia de Ezequiel apresentou o Espírito como um poder capaz de reavivar ossos secos. Como proclamamos no credo, o Espírito Santo é vivificante, e é-o porque nos enxerta em Cristo, a verdadeira videira, para que possamos participar na vida divina e dar o fruto da vida eterna. O Espírito Santo dá energia a esta vida espiritual em nós, levando-nos a rezar, iluminando o mistério de Cristo e o significado da sua Palavra, tornando-nos conscientes de que somos filhos de Deus porque Ele clama nos nossos corações “Abba, Pai”. Mas também espalha esta vida pelo mundo, comunicando aos crentes os carismas necessários para espalhar com poder o Evangelho de Jesus Cristo, como anunciou o profeta Joel: “Os vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos velhos sonharão sonhos, os vossos jovens terão visões”.

Num mundo que abandona a fé e abraça o materialismo, invocamos hoje o Espírito Santo para reavivar a nossa aridez espiritual e conceder-nos os carismas necessários para empreender uma nova evangelização.

Jesus disse-nos: “Quem tiver sede, que venha a mim; quem acreditar em mim, que beba. Como diz a Escritura: “Da sua barriga correrão rios de água viva”. Dá-nos, Senhor, desta água viva!

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs em Cristo:

Oremos ao Senhor do universo

para que envie de novo o seu Espírito

sobre a Igreja e sobre o mundo,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

 

R. Mandai, Senhor, o vosso Espírito.

 

1. Sobre as Igrejas que procuram a unidade.

2. Sobre o Papa Francisco, sobre os bispos, os presbíteros e os diáconos.

3. Sobre os acólitos, os leitores e os catequistas.

4. Sobre os que exercem algum ministério na Igreja.

5. Sobre as populações deslocadas e com fome.

6. Sobre as jovens que amam a virgindade mais que a vida.

7. Sobre os jovens que lutam para ser puros.

8. Sobre os esposos que se amam e sobre os que deixaram de se amar.

9. Sobre nós todos e sobre os nossos familiares.

 

Deus eterno e omnipotente,

que enviais aos corações dos vossos filhos

o Espírito Santo do Pentecostes,

tornai-nos suas testemunhas

para proclamarmos as vossas maravilhas.

Por Cristo, nosso Senhor.

P- Senhor, escutai a nossa oração, para que vivamos sempre e cada vez mais a alegria da comunhão convosco. Nós vo-Lo pedimos por vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. R/ Amem.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Divino Espírito Santo – M. Faria, NRMS, 35

 

Oração sobre as oblatas: Derramai, Senhor, a bênção do Espírito Santo sobre os dons que apresentamos ao vosso altar, a fim de que a Igreja, pela participação neste sacramento, se inflame de tal modo no vosso amor que manifeste a todo o mundo o mistério da salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio e Oração Eucarística da Reconciliação II

¨

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

No Cânone Romano diz-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

A comunhão sacramental que nos une a Cristo nos motive, pela ação do Espírito Santo, a construir e a cuidar da comunhão com os irmãos.

 

Cântico da Comunhão: Se alguém tem sede – M. Carneiro, NRMS, 82-83

Jo 7, 37

Antífona da comunhão: No último dia da festa, Jesus exclamava em alta voz: Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: – Abri os corações ao sopro do Senhor – J. Santos, NRMS, 35

 

Oração depois da comunhão: Este sacramento que recebemos, Senhor, nos comunique o fervor do Espírito Santo que admiravelmente derramastes sobre os Apóstolos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

O Espírito Santo quer unidade, ele quer totalidade. É por isso que a sua presença é finalmente também demonstrada no impulso missionário. Aquele que encontrou algo verdadeiro, belo e bom na sua vida - o único verdadeiro tesouro, a pérola de grande preço - corre a partilhá-lo em todo o lado, na família e no trabalho, em todas as áreas da sua vida. Fá-lo sem fronteiras, porque é o portador de uma boa notícia destinada a todos os homens e mulheres, a todos os povos.

 

Cântico final: Vamos proclamar pelo mundo inteiro – F. Silva, NRMS, 82-83

 

 

Celebração e Homilia:         Nuno Westwood

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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