7º Domingo da Páscoa

29 de Maio de 2022

 

Onde a solenidade da Ascensão se celebra na quinta-feira da Semana VI do Tempo Pascal.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Caminhamos na alegria – NRMS, 8

Salmo 26, 7-9

Antífona de entrada: Ouvi, Senhor, a voz da minha súplica. Diz-me o coração: «Procurai a sua face». A vossa face, Senhor, eu procuro; não escondais de mim o vosso rosto. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Depois de contemplar a Ascensão do Senhor, a Igreja espera, por mandato divino, a vinda do Paráclito. Neste dia, no decenário do Espírito Santo, procuramos com renovado ardor dispormo-nos à escuta do Senhor Jesus, procurando perceber por onde passará a nossa vida como resposta verdadeira ao amor do Senhor.

 

Oração colecta: Ouvi, Senhor, a oração do vosso povo e fazei que, assim como acreditamos que o Salvador do género humano está convosco na glória, assim também sintamos que, segundo a sua promessa, está connosco até ao fim dos tempos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Santo Estevão recorda-nos a profunda necessidade da vida doada para uma fiel vivência do amor trinitário.

Actos dos Apóstolos 7,55-60

Naqueles dias, 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, de olhos fitos no Céu, viu a glória de Deus e Jesus de pé à sua direita 56e exclamou: «Vejo o Céu aberto e o Filho do homem de pé à direita de Deus». 57Então levantaram um grande clamor e taparam os ouvidos; depois atiraram-se todos contra ele, 58empurraram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas colocaram os mantos aos pés de um jovem chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: «Senhor Jesus, recebe o meu espírito». 60Depois ajoelhou-se e bradou com voz forte: «Senhor, não lhes atribuas este pecado». Dito isto, expirou.

 

O diácono Estêvão tinha sido acusado perante o Sinédrio, com testemunhas falsas, do grave crime de blasfémia (6,11-14). O relato não fala de uma sentença de morte; o seu apedrejamento é descrito como tratando-se de um linchamento popular, com a aprovação tácita do Sinédrio, que não gozava do poder de executar a pena de morte. O primeiro mártir cristão morre como o Mestre: condenado injustamente, perdoa aos perseguidores e reza por eles. E isto mesmo se veio a repetir milhões de vezes sem conta até aos mártires dos nossos dias, mesmo quando humilhados e torturados da maneira mais cruel.

 

Salmo Responsorial     Sl 96 (97), 1.2b.6.7c.9 (R. 1a.9a ou Aleluia)

 

Monição: A descendência de São José é o seu filho Jesus, Aquele que nos traz e nos ensina a cantar as misericórdias do Senhor.

 

Refrão:         O Senhor é Rei,

                      o Altíssimo sobre toda a terra.

 

Ou:                Aleluia.

 

O Senhor é rei: exulte a terra,

rejubile a multidão das ilhas;

a justiça e o direito são a base do seu trono.

 

Os céus proclamam a sua justiça

e todos os povos contemplam a sua glória,

todos os deuses se prostram diante do Senhor.

Vós, Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra,

estais acima de todos os deuses.

 

Segunda Leitura

 

Monição: O Senhor indica que voltará, no entanto, se não se souber pedir a Sua vinda não saberemos esperar n’Ele e não o reconheceremos, falhando a devida resposta ao seu amor.

 

Apocalipse 22, 12-14.16-17.20

Eu, João, ouvi uma voz que me dizia: 12«Eis que venho em breve e trago comigo a recompensa, para dar a cada um segundo as suas obras. 13Eu sou o Alfa e o Ómega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim. 14Felizes os que lavam as suas vestes, para terem direito à árvore da vida e poderem entrar, pelas portas, na cidade. 16Eu, Jesus, enviei o meu Anjo para vos dar testemunho no que diz respeito às Igrejas. Eu sou o rebento da descendência de David, a estrela brilhante da manhã». 17O Espírito e a Esposa dizem: «Vem!». E aquele que ouvir diga: «Vem!». Quem tem sede, venha; e quem a deseja, receba de graça a água da vida. 20Aquele que dá testemunho destas coisas diz: «Sim, Eu venho em breve». Amen! Vem, Senhor Jesus!

 

A leitura oferece-nos alguns versículos respigados do final do Apocalipse. Os títulos de Jesus, indicam, por um lado, a sua condição divina de Senhor da História (v. 13), por outro, a sua condição de Messias anunciado pelos profetas (v. 16): «rebento de David» (Is 11,1.10) e «estrela da manhã» (Nm 24,17). O Apocalipse termina com chave de ouro: um diálogo impressionante amoroso entre a «Esposa» que é a Igreja animada pelo Espírito Santo e o seu Esposo no Céu, um diálogo a viver por cada um dos fiéis – «aquele que ouvir diga… vem, Senhor Jesus!» Este diálogo tem um colorido litúrgico; a liturgia da terra é um eco e prenúncio da celeste.

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 14, 18

 

Monição: “Deus amou de tal modo o mundo que lhe enviou o seu filho unigénito”. Reconheçamos que Ele sempre se doa para nossa salvação e nos fazer participantes da vida divina.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (I)

 

Não vos deixarei órfãos, diz o Senhor:

vou partir, mas virei de novo e alegrar-se-á o vosso coração.

 

 

Evangelho

 

São João 17,20-26

Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao Céu e disse: 20«Pai santo, não peço somente por eles, mas também por aqueles que vão acreditar em Mim por meio da sua palavra, 21para que eles sejam todos um, como Tu, Pai, o és em Mim e Eu em Ti, para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste. 22Eu dei-lhes a glória que Tu Me deste, para que sejam um, como Nós somos um: 23Eu neles e Tu em Mim, para que sejam consumados na unidade e o mundo reconheça que Tu Me enviaste e que os amaste como a Mim. 24Pai, quero que onde Eu estou, também estejam comigo os que Me deste, para que vejam a minha glória, a glória que Me deste, por Me teres amado antes da criação do mundo. 25Pai justo, o mundo não Te conheceu, mas Eu conheci-Te e estes reconheceram que Tu Me enviaste. 26Dei-lhes a conhecer o teu nome e dá-lo-ei a conhecer, para que o amor com que Me amaste esteja neles e Eu esteja neles».

 

A leitura corresponde à parte final da chamada oração sacerdotal de Jesus, que ocupa todo o capítulo 17 de S. João, com que termina o longo discurso do adeus. Jesus não pede uma unidade qualquer para os crentes, suplica «que eles cheguem à perfeição da unidade», como traduz A. Vanhoye o v. 23. A repetição nestes versículos, por três vezes (vv. 20.24.25), do vocativo «Pai», e com a adjectivação de «santo» (v. 20) e de «justo» (v. 25), confere ao final da oração sacerdotal uma maior intensidade e até mesmo emotividade. De facto, está em causa que se mantenha firme a obra de Jesus, a sua Igreja na unidade da fé e do amor, aliás Jesus veria baldado todo o seu sacrifício e entrega total à salvação da humanidade.

 

Sugestões para a homilia

 

Neste Domingo, vivemos o Decenário do Espírito Santo, esperando a vinda do Paráclito, do Consolador, que nos será enviado pelo próprio Senhor Jesus, que ascendeu aos céus, como celebrámos na Quinta-Feira da Ascensão.

A liturgia da Igreja evoca a esperança na vinda do Senhor, algo tão próprio do final do ano litúrgico e do tempo de Advento, mas com uma acentuação muito particular, que é a inserção em plenitude na vida teologal, na vivência de Deus. Isto acontece porque não pedimos somente a vinda do Senhor a este mundo para nos levar para junto de Deus Pai, mas também pedimos que enquanto decorrer este mundo, ele seja salvo continuamente por Deus.

Portanto, é aqui que nos inserimos na vida de Deus e Deus faz de nós instrumentos da Sua presença viva e eficaz no meio do mundo, porque nos dá a capacidade de respondermos com o amor com que Ele quer ser correspondido.

Mas que capacitação é esta?

Esta acontece de duas formas. A primeira acontece desde o dia do nosso baptismo, porque somos incorporados no corpo de Cristo, que O tem como cabeça. A partir daqui começa a acção de Cristo como Rei, a quem procuramos entregar a nossa vida e deixar que por meio de cada um de nós, os baptizados, Ele actue neste mundo. Esta marca está muito presente na vida da Igreja, sempre a definiu e marcou, como quando olhamos para os escritos de São Paulo, especialmente na Carta aos Gálatas, pois “já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”, no Sacerdócio Católico, onde todo o homem varão, validamente ordenado, actua in persona Christi Capitis, bem como contemplando Nossa Senhora e perguntando-lhe porque é que foi coroada, e seguramente escutaremos porque deixou que Deus em tudo reinasse na sua vida. Em tudo coroou a sua vida.

Neste Domingo, entramos no espírito da Igreja primitiva que espera a vinda do Paráclito por mandato divino, ansiando a plenitude da renovação pascal, para que com a Virgem Mãe possa viver uma vida nova digna do amor de Deus.

 

Palavra do Papa (Homília do Papa Francisco, VII Domingo de Páscoa, 17 de Maio de 2015)

 

Os Actos dos Apóstolos apresentaram-nos a Igreja nascente no momento em que escolhe aquele que Deus chamou para ocupar o lugar de Judas no colégio dos Apóstolos. Não se trata de assumir um cargo, mas um serviço. E com efeito Matias, que foi o escolhido, recebe uma missão que Pedro define com as seguintes palavras: «É necessário que [...] um deles se torne, juntamente connosco, testemunha da sua Ressurreição» — da Ressurreição de Cristo (At 1, 21-22). Com estas expressões ele resume o que significa fazer parte dos Doze: quer dizer ser testemunha da Ressurreição de Jesus. Quando ele diz «juntamente connosco» fez-nos compreender que a missão de anunciar Cristo ressuscitado não é uma tarefa individual: ela deve ser vivida de modo comunitário, juntamente com o colégio apostólico e com a comunidade. Os Apóstolos fizeram a experiência directa e maravilhosa da Ressurreição; são testemunhas oculares daquele acontecimento. Graças ao seu testemunho influente, muitas pessoas acreditaram; e da fé em Cristo ressuscitado nasceram e ainda surgem continuamente as comunidades cristãs. Também nós, hoje, fundamos a nossa fé no Senhor ressuscitado sobre o testemunho dos Apóstolos, que chegou até nós mediante a missão da Igreja. A nossa fé está ligada solidamente ao seu testemunho, como a uma corrente ininterrupta que se estendeu ao longo dos séculos, não só pelos sucessores dos Apóstolos, mas também por inúmeras gerações de cristãos. Com efeito, à imitação dos Apóstolos, cada discípulo de Cristo está chamado a tornar-se testemunha da sua Ressurreição, principalmente naqueles ambientes humanos em que são mais evidentes o esquecimento de Deus e a confusão do homem.

 

Para que isto se realize, é necessário permanecer em Cristo ressuscitado e no seu amor, como nos recordou a primeira Carta de João: «Quem permanece no amor, permanece em Deus e Deus nele» (1 Jo 4, 16). Jesus repetiu-o com insistência aos seus discípulos: «Permanecei em mim... Perseverai no meu amor» (Jo 15, 4.9). Este é o segredo dos santos: permanecer em Cristo, unidos a Ele como os ramos à videira, para dar muito fruto (cf. Jo 15, 1-8). E este fruto é unicamente o amor. Este amor resplandece no testemunho da irmã Joana Emília de Villeneuve, que consagrou a sua vida a Deus e aos pobres, aos enfermos, aos prisioneiros e aos explorados, tornando-se para eles e para todos um sinal concreto do amor misericordioso do Senhor.

 

A relação com Jesus ressuscitado é — por assim dizer — a «atmosfera» em que vive o cristão e na qual encontra a força para permanecer fiel ao Evangelho, inclusive no meio dos obstáculos e das incompreensões. «Permanecer no amor»: foi assim que agiu também a irmã Maria Cristina Brando. Ela deixou-se conquistar completamente pelo amor apaixonado ao Senhor; e através da oração e do encontro de «coração a coração» com Jesus ressuscitado, presente na Eucaristia, ela recebia a força para suportar os sofrimentos e para se oferecer como pão partido a numerosas pessoas que viviam distantes de Deus e famintas de amor autêntico.

 

Um aspecto essencial do testemunho que devemos prestar ao Senhor ressuscitado é a unidade entre nós, seus discípulos, à imagem da unidade que subsiste entre Ele e o Pai. Também hoje ressoou no Evangelho a oração de Jesus na vigília da Paixão: «Para que todos sejam um, como nós» (Jo 17, 11). Deste amor eterno entre o Pai e o Filho, que se infunde em nós por intermédio do Espírito Santo (cf. Rm 5, 5), adquirem vigor a nossa missão e a nossa comunhão fraternal; é dele que brota sempre de novo a alegria de seguir o Senhor pelo caminho da sua pobreza, da sua castidade e da sua obediência; é aquele mesmo amor que nos chama a cultivar a oração contemplativa. Foi quanto experimentou de maneira eminente a irmã Maria Baouardy que, humilde e iletrada, soube dar conselhos e explicações teológicas com extrema clarividência, fruto do diálogo incessante que mantinha com o Espírito Santo. A docilidade ao Espírito Santo fez dela também um instrumento de encontro e de comunhão com o mundo muçulmano. Assim também a irmã Maria Alfonsina Danil Ghattas entendeu bem o que significa irradiar o amor de Deus no apostolado, tornando-se testemunha de mansidão e de unidade. Ela oferece-nos um claro exemplo da importância de nos tornarmos responsáveis uns pelos outros, de vivermos uns ao serviço dos outros.

 

Permanecer em Deus e no seu amor, para anunciar com a palavra e com a vida a Ressurreição de Jesus, dando testemunho da unidade entre nós e da caridade para com todos. Foi o que levaram a cabo as quatro Santas hoje proclamadas. O seu exemplo luminoso interpela a nossa vida cristã: como sou testemunha de Cristo ressuscitado? É uma questão que devemos levantar. Como permaneço nele, como habito no seu amor? Sou capaz de «lançar» na família, no ambiente de trabalho, no seio da minha comunidade, a semente daquela unidade que Ele nos concedeu, comunicando-a a nós a partir da vida trinitária?

 

Quando voltarmos para casa hoje, levemos connosco a alegria deste encontro com o Senhor ressuscitado; cultivemos no coração o compromisso a permanecer no amor de Deus, perseverando unidos a Ele e entre nós, e seguindo os passos destas quatro mulheres, modelos de santidade, que a Igreja nos convida a imitar.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Ao aproximar-se o fim do Tempo Pascal,

oremos ao Senhor Jesus Cristo,

que subiu ao Céu e intercede por nós junto do Pai,

dizendo com toda a confiança:

 

R. Cristo, elevado ao Céu, ouvi-nos.

Ou: Cristo, Senhor da glória, atendei-nos.

Ou: Cristo ouvi-nos, Cristo atendei-nos.

 

1. Pela santa Igreja, nascida do sangue de Cristo,

pelo Papa N., sucessor do apóstolo Pedro

e pelos Bispos a ele unidos, no mundo inteiro,

oremos.

 

2. Pelos cristãos apedrejados, como Estêvão,

pelos que pedem a Jesus que lhes dê força

e pelos que imploram o perdão de quem os maltrata,

oremos.

 

3. Por todos aqueles que crêem em Jesus, Filho de Deus,

pelos que confessam que foi o Pai que O enviou

e pelos que, ouvindo a sua voz, procuram segui-l’O,

oremos.

 

4. Pelos baptizados que vivem sem Deus e sem esperança,

pelos ateus que gostariam de acreditar e não conseguem

e pelos homens cuja fé só Deus conhece,

oremos.

 

5. Pelas comunidades cristãs em territórios de missão,

pela nossa assembleia dominical

e pelos nossos irmãos não praticantes,

oremos.

 

Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus,

que intercedeis por nós junto do Pai,

dai-nos a graça de falar das vossas maravilhas

a quantos se cruzarem connosco neste dia.

Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Honra Glória e Louvor – J. F. Silva, NRMS, 1 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, as orações e as ofertas dos vossos fiéis e fazei que esta celebração sagrada nos encaminhe para a glória do Céu. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473; ou da Ascensão: p. 474 [604-716]

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 38

 

Monição da Comunhão

 

O Senhor Jesus doa-se continuamente por nós. Ao recebê-l’O, ao unirmo-nos a Ele, peçamos-Lhe que nos transforme e nos faça dignos de corresponder ao amor de Deus Pai.

 

Cântico da Comunhão: Habitarei para sempre – C. Silva, OC, pg 134

cf. Jo 17, 22

Antífona da comunhão: Eu Vos peço, ó Pai: assim como Nós somos um, também eles sejam consumados na unidade. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Louvai ao Senhor – M. Simões, NRMS, 2 (I)

 

Oração depois da comunhão: Ouvi-nos, Deus nosso salvador, e, por estes sagrados mistérios, confirmai a nossa esperança de que todo o Corpo da Igreja alcançará um dia o mistério de glória inaugurado em Cristo, sua Cabeça. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

No Domingo celebramos a ressurreição do Senhor Jesus. Possamos deixar-nos ressuscitar, para podermos esperar a vinda do Paráclito e vivermos verdadeiramente como filhos de Deus.

 

Cântico final: Com profundo amor – M. Faria, NRMS, 2 (I)

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

2ª Feira, 30-V: O conhecimento do Espírito Santo

Act 19, 1-8 / Jo 16, 29-33

Eles responderam-lhe: Mas nem sequer ouvimos dizer que existe um Espírito Santo.

Preparemo-nos ao longo destes dias, anteriores à Solenidade de Pentecostes, para O conhecermos melhor (LT). Ele cura as feridas dos nossos pecados: fogem diante dEle todos os que O odeiam (SR), leva a cabo uma transformação espiritual, ilumina-nos e dá-nos fortaleza para vivermos como filhos de Deus, imitando a Jesus Cristo.

No mundo havemos de sofrer tribulações, mas devemos ter coragem, pois Cristo venceu o mundo (EV). Peçamos ao Espírito Santo o dom da fortaleza, para enfrentarmos as dificuldades, e sermos constantes para alcançarmos o bem.

 

4ª Feira, 1-VI: A oração sacerdotal de Jesus (I)

Act 20, 28-38 / Jo 17, 11-19

Jesus ergueu os olhos ao Céu e orou deste modo: Pai santo, guarda os meus discípulos no teu nome.

Esta oração sacerdotal de Jesus contém as petições da oração dominical: a referência ao nome do Pai, o empenho pelo seu reino, o cumprimento da vontade do Pai, o seu desígnio de salvação, a libertação do mal (EV) (CIC, 2750).

S. Paulo pede aos anciãos de Éfeso: Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho (LT). Pressentia o ataque ao rebanho, que arrastaria muitos discípulos. Agora todos precisamos viver bem a Comunhão dos santos, pedindo pela firmeza na fé de todos os nossos irmãos. Mostrai, Senhor, o vosso poder, confirmai o que fizeste por nós (SR)

 

5ª Feira 2-VI: A oração sacerdotal de Jesus (II)

Act 22,30- 23, 6-11/ Jo 17, 20-26

Jesus: Não é só por estes discípulos que eu rogo, é também por aqueles que vão acreditar em mim, por meio da sua palavra.

Na sua oração sacerdotal, Jesus pede ao Pai pelos frutos da pregação dos seus discípulos (EV). São Paulo fala aos sacerdotes e ao Sinédrio, evitando que o despedaçassem. Depois, foi enviado a Roma: Coragem! Toma conta deste testemunho de mim em Jerusalém, e assim também tens de o dar em Roma (LT).

Todos somos enviados pelo Senhor junto das nossas famílias e do nosso local de. trabalho. Aqueles que convivem connosco devem sentir-se atraídos pelo Senhor, através do nos.so testemunho e as nossas palavras: Defendei-me, Senhor!  Sois o meu refúgio (SR).

 

6ª Feira, 3-VI: A defesa da fé que recebemos

Act 25, 13-21 / Jo 21, 15-19

Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Apascenta as minhas ovelhas.

Jesus confirma a S. Pedro o encargo que antes lhe tinha anunciado: Apascenta as minhas ovelhas (EV). Confere-lhe a autoridade para absolver os pecados, pronunciar juízos doutrinais e tomar decisões disciplinares na Igreja (CIC, 553). Quando o sucessor de Pedro fala, lembremos que a sua autoridade vem de Cristo.

S. Paulo foi preso por causa da sua religião e sobre um certo Jesus (LT). Procuremos melhorar a nossa formação doutrinal para enfrentarmos os problemas que hoje se apresentam: O seu reino estendeu-se sobre o Universo (SR).

 

Sábado, 4-VI: Testemunhas fiéis de Jesus

Act  28,16-20 / Jo 21, 20-25

É esse discípulo que dá testemunho dessas coisas e as escreveu.

Os Evangelhos foram escritos pelos primeiros discípulos que receberam a fé (EV) e que quiseram partilhá-la com os outros. Por terem conhecido Jesus, pela fé, puderam ver e fazer ver os traços do seu ministério em toda a sua vida terrena. Pelos seus gestos e palavras, foi revelado que nEle habita corporalmente a plenitude da divindade (CIC, 515).

S. Paulo, prisioneiro em Roma durante dois anos, não deixou de ensinar o que dizia respeito a Jesus (LT). Também nós, com fé, superaremos as dificuldades na propagação da Boa Nova: Os olhos do Senhor estão atentos aos pobres (SR).

 

 

 

Celebração e Homilia:         Jorge Miguel Santos Carvalho

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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