5º Domingo da Páscoa

15 de Maio de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Cantai ao Senhor um cântico novo – F. Santos, BML, 75-76

Salmo 97, 1-2

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.

 

Diz-se o Glória

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor chamou-nos e nós quisemos vir ao Seu encontro. Vamos pedir-Lhe para nos ajudar a viver como bons cristãos, cumprindo sempre a Sua vontade.

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que nos enviastes o Salvador e nos fizestes vossos filhos adoptivos, atendei com paternal bondade as nossas súplicas e concedei que, pela nossa fé em Cristo, alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Paulo e Barnabé anunciam Jesus aos povos que evangelizam. Hoje somos nós os seus continuadores para animarmos os cristãos a viverem sempre segundo a vontade do Senhor.

 

Actos dos Apóstolos 14,21b-27

Naqueles dias, 21bPaulo e Barnabé voltaram a Listra, a Icónio e a Antioquia. 22Iam fortalecendo as almas dos discípulos e exortavam-nos a permanecerem firmes na fé, «porque – diziam eles – temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no reino de Deus». 23Estabeleceram anciãos em cada Igreja, depois de terem feito orações acompanhadas de jejum, e encomendaram-nos ao Senhor, em quem tinham acreditado. 24Atravessaram então a Pisídia e chegaram à Panfília; 25depois, anunciaram a palavra em Perga e desceram até Atalia. 26De lá embarcaram para Antioquia, de onde tinham partido, confiados na graça de Deus, para a obra que acabavam de realizar. 27À chegada, convocaram a Igreja, contaram tudo o que Deus fizera com eles e como abrira aos gentios a porta da fé.

 

Paulo e Barnabé percorrem agora, em sentido inverso, desde o ponto extremo da 1ª viagem missionária, isto é, desde Derbe, na Licaónia, as cidades que tinham evangelizado na Ásia Menor, com o fim de confirmar na fé e organizar as comunidades cristãs aí fundadas. Não faltou a designação de «anciãos», que não eram meros chefes, corno os havia nas comunidades judaicas da diáspora, mas sim homens que desempenhavam o ministério sagrado em virtude do sacramento da Ordem, recebido com a imposição das mãos e «orações» (v. 23).

25 «Perga»: Cf. nota 14 do passado domingo. «Atalia», actual cidade turca Adalia, era um porto da Panfília.

26 «Antioquia», entenda-se, da Síria, donde tinham saído (corresponde hoje à cidade turca de Antáquia).

27 «O que Deus fizera»: Paulo e Barnabé atribuem a Deus a conversão dos gentios, pois Deus tinha-se servido deles como de instrumentos fiéis e dóceis.

 

Salmo Responsorial     Sl 144, 8-13ab (R. 1 ou Aleluia)

 

Monição: Deus é nosso Pai. Quer o nosso bem. Agradeçamos tão grande dom, louvando-O agora e sempre.

 

Refrão:         Louvarei para sempre o vosso nome,

                      Senhor, meu Deus e meu Rei.

 

Ou:                Aleluia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade.

O Senhor é bom para com todos

e a sua misericórdia se estende a todas as criaturas.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

Para darem a conhecer aos homens o vosso poder,

a glória e o esplendor do vosso reino.

O vosso reino é um reino eterno,

o vosso domínio estende-se por todas as gerações.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Com o Apóstolo João queremos ver a Igreja una e santa neste mundo para, depois, vivermos felizes eternamente no Céu.

 

Apocalipse 21,1-5a

1Eu, João, vi um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. 2Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo. 3Do trono ouvi uma voz forte que dizia: «Eis a morada de Deus com os homens. Deus habitará com os homens: eles serão o seu povo e o próprio Deus, no meio deles, será o seu Deus. 4Ele enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; nunca mais haverá morte nem luto, nem gemidos nem dor, porque o mundo antigo desapareceu». 5aDisse então Aquele que estava sentado no trono: «Vou renovar todas as coisas».

 

O livro do Apocalipse culmina com a instauração de um mundo renovado (Apoc 21 – 22).

1 «Um novo Céu e uma nova Terra» é o modo de designar todo o Universo novo, isto é, renovado (como indica o adjectivo grego). Esta renovação visa, sem dúvida, o aspecto moral; uma renovação que visa primariamente, a supressão do pecado. Não parece estar excluída também uma renovação física, sobretudo tendo em conta o que se diz em 2Pe 3,10-13 e Rom 8,19-22. A expressão é tirada de ls 65,17; 66,22. A propósito, o Catecismo da Igreja Católica, nº 1048, citando a Gaudium et Spes, nº 39, diz: «Ignoramos o tempo em que a Terra e a Humanidade atingirão a sua plenitude, e também não sabemos que transformação sofrerá o Universo. Porque a figura deste mundo, deformada pelo pecado, passa certamente, mas Deus ensina-nos que se prepara uma nova habitação e uma nova Terra, na qual reinará a justiça e cuja felicidade satisfará e superará todos os desejos de paz que se levantam no coração dos homens». De qualquer modo, a renovação de que se fala é de ordem sobrenatural e misteriosa e não fruto dum simples processo evolutivo natural.

2-3 «A Jerusalém nova» é uma imagem da Igreja, a Esposa do Cordeiro (vv. 9-10), «noiva adornada para o seu esposo». Também S. Paulo chama a Igreja «a Jerusalém lá do alto, que é nossa Mãe» (Gal 4, 26). E é frequente, na Tradição cristã – inclusive na Liturgia –, acomodar esta simbologia a Nossa Senhora, a Esposa do Espírito Santo, Mãe e modelo da Igreja. Veja-se também 2Cor 11,2; Ef 5,25; Mt 22,1; 25,1; Jo 3,29. A Igreja aparece-nos aqui na sua fase definitiva e final, celeste e triunfante, mas, desde já, ela é a verdadeira «a morada de Deus com os homens»: esta presença única de Deus inicia-se com a Incarnação e é consumada no Céu.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 13, 34

 

Monição: Jesus deu-nos o Mandamento Novo, o mandamento do Amor. Amemos o Senhor com todo o nosso coração e amemo-nos uns aos outros. O mundo alcançará a paz e a felicidade com o nosso testemunho.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – C. Silva, OC (pg 534)

 

Dou-vos um mandamento novo, diz o Senhor:

amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei.

 

 

Evangelho

 

São João 13, 31-33a.34-35

31Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem 32e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. 33aMeus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. 34Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. 35Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

 

A saída de Judas da Ceia para concretizar a prisão de Jesus, dando início à sua Paixão, aparece como o início da sua glorificação. É que a Paixão e a Morte do Senhor não é urna derrota, mas é uma vitória sobre o demónio e o pecado. Por outro lado, se temos em conta que o verbo glorificar, sobretudo na forma médio-passiva, como é este o caso, tem um sentido manifestativo, em vez de “agora foi glorificado…” poderia traduzir-se: “agora é que se revela a glória…” (cf. Jo 12,23; 17,1-5). Sendo assim, o texto joanino indica que na Paixão-Morte-Ressurreição se mostra a glória de Cristo, ao dar, por meio da sua morte, a vida eterna e o Espírito Santo aos que crêem. O dizer que já foi glorificado é uma expressão considerada proléptica, pois dá como já realizado aquilo que com toda a certeza se vai realizar.

34-35 A lei do amor fraterno não era uma novidade (cf. Lv 19,18), mas Jesus dá-lhe um sentido e uma medida nova, que não é apenas a medida dum coração humano, mas a do coração de Cristo – “como Eu vos amei” –, que entrega a sua vida pela redenção de todos (cf. 1Jo 4,9-11). Segundo conta Tertuliano (Apolog. 39), os primeiros cristãos tomaram tão a sério estas palavras do Senhor, que os pagãos exclamavam admirados: “vede como eles se amam!” (cf. Jo 15,12.13.17; 1Jo 2,8; Mt 22,39; Jo 17,23; Act 4,32). Por outro lado, “o manda­men­to novo” sugere a Nova Aliança, pois então a Lei e a Aliança se consideravam duas noções paralelas; no entanto, aqui, Jesus actua não como um simples intermediário de Deus, à maneira de Moisés, mas com uma autoridade própria e em seu nome próprio, ao dizer: “Eu dou-vos um mandamento…”.

 

Sugestões para a homilia

 

São Paulo anuncia Jesus

Jesus deu-nos o Mandamento Novo

Peregrinos a caminho do Céu

 

 

São Paulo anuncia Jesus

 

Paulo não era crente. Nem respeitava os que acreditavam em Jesus. Pelo contrário, procurava-os para os perseguir. Mas, a determinada altura, Jesus intervém, interpelando-o: « Saulo, Saulo, porque Me persegues? » ( Act 9,4 ) Paulo fica confuso e vê que, perseguindo os cristãos, estava a perseguir o próprio Cristo. Converte-se e torna-se num dos maiores apóstolos de todos os tempos, indo pelo mundo fora anunciar a salvação que Jesus a todos oferece.

A Primeira Leitura recorda que ele, acompanhado de Barnabé, se dirige à Pisídia, à Panfília, a Perga, a Atalia, a Antioquia… Assim, a semente da Palavra frutificou, gerando para a Fé inúmeros cristãos.

Com os seus sucessores, aderiram à Igreja povos de todos os continentes…

Hoje cabe-nos a nós a nobre missão de propor a toda a gente a Doutrina de Jesus.

 

Jesus deu-nos o Mandamento Novo

 

E qual é a Doutrina de Jesus? Qual é a Sua Lei?

Os homens elaboram leis e mais leis que são esquecidas ou transgredidas a toda a hora…

A Lei de Deus não é assim. Está contida em dez mandamentos. E estes são observados quando se pratica o mandamento novo, o Mandamento do Amor. Quem ama a Deus e ao próximo por Seu amor, cumpre toda a Lei.

E jesus continua a dizer-nos no Evangelho: « Nisto conhecerão que sois Meus discípulos: se vos amardes uns aos outros » ( Jo 13, 35 ).

Os primeiros cristãos viviam a sério o Mandamento do Amor. Quem dera que a nós, cristãos do século XXI, os que estão fora pudessem dizer como os daquele tempo: «Vede como eles se amam».

Quantos se resolveriam a viver como nós, convertendo-se à Fé cristã para jamais se separarem de Jesus!

O novo céu e a nova terra, de que nos fala a visão do Apóstolo São João na Primeira Leitura, anima-nos a perseverarmos na missão que o Senhor nos confiou.

 

 

Peregrinos a caminho do Céu

 

Na terra somos peregrinos. Caminhamos dia-a-dia rumo ao Céu.

Nesta peregrinação encontramos muitos que não vêem como nós porque não acreditam em Deus, nem acreditam na vida eterna. Precisam do nosso testemunho.

Nesta peregrinação encontramos muitos que, ora se entusiasmam, ora desanimam. Precisamos de os contagiar com o ardor da nossa Fé.

Nesta peregrinação encontramos muitos que, iluminados pela Luz divina, não se enganam no caminho e, apesar das dificuldades e provações, alcançarão a Meta: encontrarão o Senhor que os abraça e abençoa com Amor de Pai.

Nós estamos incluídos neste grupo porque Jesus, a Quem oferecemos a nossa vida, é tudo para nós.

A Virgem Maria que no dia 13 de maio de 1917 em Fátima, prometeu levar para o Céu, Jacinta, Francisco e Lúcia, caminha connosco para com Ela, no Amor de Jesus, vivermos felizes eternamente.

 

Fala o Santo Padre

 

«Todos temos pessoas, não sei se inimigos, mas que não concordam connosco, que estão “do outro lado”; ou pessoas que nos feriram...

Sou capaz de amar tais pessoas? Sou capaz de perdoar? Cada um responda no seu coração.»

O Evangelho de hoje leva-nos ao Cenáculo, para nos fazer ouvir algumas das palavras que Jesus dirigiu aos discípulos no “discurso de despedida”, antes da sua Paixão. Depois de ter lavado os pés aos Doze, Ele diz-lhes: «Dou-vos um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Assim como Eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros» (Jo 13, 34). Mas em que sentido Jesus chama “novo” este mandamento? Porque sabemos que já no Antigo Testamento Deus tinha comandado aos membros do seu povo que amassem o próximo como a si mesmos (cf. Lv 19, 18). A quantos lhe perguntavam qual fosse o maior mandamento da Lei, o próprio Jesus respondia que o primeiro é amar a Deus com todo o coração e, o seguindo, amar o próximo como si mesmo (cf. Mt 22, 38-39).

Então, qual é a novidade deste mandamento que Jesus confia aos seus discípulos? Porque o chama “novo mandamento”? O antigo mandamento do amor tornou-se novo porque foi completado com este acréscimo: «Assim como Eu vos amei», «Amai-vos assim como Eu vos amei». A novidade está totalmente no amor de Jesus Cristo, aquele com o qual Ele deu a vida por nós. Trata-se do amor de Deus, universal, incondicional e ilimitado, que encontra o ápice na Cruz. Naquele momento de extremo abaixamento, naquele instante de abandono ao Pai, o Filho de Deus mostrou e ofereceu ao mundo a plenitude do amor. Voltando a pensar na Paixão e agonia de Cristo, os discípulos entenderam o significado daquelas suas palavras: «Assim como Eu vos amei, também vós deveis amar-vos uns aos outros».

Jesus amou-nos primeiro, amou-nos não obstante as nossas fragilidades, os nossos limites e as nossas debilidades humanas. Foi Ele que nos tornou dignos do seu amor que não conhece limites e nunca acaba. Concedendo-nos o novo mandamento, Ele pede-nos que nos amemos uns aos outros não só e não tanto com o nosso amor, mas com o seu, que o Espírito Santo infunde nos nossos corações se o invocarmos com fé. Deste modo — e somente assim — podemos amar-nos uns aos outros não só como nos amamos a nós próprios, mas assim como Ele nos amou, ou seja, imensamente mais. Com efeito, Deus ama-nos muito mais do que nós nos amamos a nós mesmos. E deste modo podemos difundir em toda a parte a semente do amor que renova os relacionamentos entre as pessoas e abre horizontes de esperança. Jesus abre sempre horizontes de esperança, o seu amor abre horizontes de esperança. Este amor torna-nos homens novos, irmãos e irmãs no Senhor, e faz de nós o novo Povo de Deus, ou seja, a Igreja, na qual todos são chamados a amar Cristo e, n’Ele, a amar-se uns aos outros.

O amor que se manifestou na Cruz de Cristo e que Ele nos chama a viver é a única força que transforma o nosso coração de pedra em coração de carne; a única força capaz de transformar o nosso coração é o amor de Jesus, se também nós amarmos com este amor. E este amor torna-nos capazes de amar os inimigos e de perdoar a quantos nos ofenderam. Far-vos-ei uma pergunta, cada um responda no seu coração. Sou capaz de amar os meus inimigos? Todos temos pessoas, não sei se inimigos, mas que não concordam connosco, que estão “do outro lado”; ou alguém tem pessoas que o feriram... Sou capaz de amar tais pessoas? Aquele homem, aquela mulher que me magoou, que me ofendeu? Sou capaz de o perdoar? Cada um responda no seu coração. O amor de Jesus faz-nos ver o próximo como membro atual ou futuro da comunidade dos amigos de Jesus; estimula-nos ao diálogo e ajuda-nos a ouvir-nos e a conhecer-nos reciprocamente. O amor abre-nos ao outro, tornando-se a base dos relacionamentos humanos. Torna-nos capazes de superar as barreiras das nossas debilidades e dos nossos preconceitos. O amor de Jesus em nós cria pontes, ensina novos caminhos, ativa o dinamismo da fraternidade. Com a sua intercessão maternal, a Virgem Maria nos ajude a acolher do seu Filho Jesus o dom do seu mandamento e, do Espírito Santo, a força de o praticar na vida de todos os dias.

Papa Francisco, Regina Coeli, Praça de São Pedro, 19 de maio de 2019

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pelo Papa, pelos Bispos, Sacerdotes, Diáconos,

Religiosos, Seminaristas, Catequistas e Leigos 

que amam a Cristo como Ele ama a Igreja,

oremos.

 

2.     Pelos governantes das nações

que servem o povo que os escolheu

e procuram tornar o mundo melhor,

oremos.

 

3.     Pelas crianças e jovens, esperança da nova humanidade,

pelos seus pais que os educam com amor

e pelos avós que vivem felizes na família,

oremos.

 

4.     Pelos que necessitam da nossa ajuda,

pelos marginalizados e desprezados da sociedade

que ambicionam a reintegração social,

oremos.   

 

5.     Pelos doentes, por todos os que sofrem

e pelos profissionais da saúde

que cuidam deles com dedicação,

oremos.

 

6.     Pelos nossos familiares e amigos falecidos

que recordamos com saudade

e esperamos um dia ver no Céu,

oremos.

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por Cristo Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Rainha do Céu alegai-Vos – J. F. Silva, NRMS, 17

 

Oração sobre as oblatas: Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal: p. 469[602-714] ou 470-473

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Monição da Comunhão

 

Se estivermos devidamente preparados, recebamos Jesus na Sagrada Comunhão. Ele vem a nós, dando-nos força e coragem para cumprirmos sempre a missão que nos confiou.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, Vós sois o caminho – C. Silva, OC, pg 240

Jo 15, 1.5

Antífona da comunhão: Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto abundante. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Vós sois o caminho – J. Santos, NRMS, 42

 

Oração depois da comunhão: Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Vivemos em família, a família dos filhos de Deus, a Santa Missa. Acolhemos o Senhor que veio ao nosso encontro. Agora somos convidados a levar ao mundo a Sua mensagem de salvação.

Que a Virgem Maria nos acompanhe, animando-nos a cumprir a missão que o Senhor nos confiou.

 

Cântico final: Louvai ao Senhor com tudo o que vive e respira – M. Simões, NRMS, 2 (I)

 

 

Homilias Feriais

 

5ª SEMANA

 

2ª Feira, 16-V: Uma morada digna de Deus.

Act 14, 5-18 / Jo 14, 21-26

Quem me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; viremos a ele e faremos nele a nossa morada.

O fim da nossa vida é a perfeita união com a Santíssima Trindade no Céu. Mas Jesus revela-nos até onde pode chegar esta loucura do amor de Deus por nós: aqui na terra a Trindade quer habitar na nossa alma (EV), prenúncio da união definitiva.

Paulo e Barnabé, depois de curarem um coxo e, depois de lhes quererem oferecer um sacrifício, pediam a todos que abandonassem os ídolos e se voltassem para o Deus vivo (LT e SR). A nossa morada será mais digna se abandonarmos os ídolos da terra.  A Virgem Maria foi preparada por Deus para ser uma digna morada do seu Filho. Imitemo-la.

 

3ª Feira, 17-V: O valor das tribulações.

Act 14, 19-28 / Jo 14, 27-31

E acrescentavam: Através de muitas tribulações é que temos que entrar no reino de Deus.

 S. Paulo tinha acabado de ser apedrejado e dado como morto e, por isso, diz que é necessário sofrer para entrar no reino dos Céus (EV). Assim actua o príncipe deste mundo, o demónio (EV), para nos desviar dos caminhos de Deus.

Para ultrapassarmos os obstáculos e vencermos, temos que recorrer a Jesus. A nossa vitória foi alcançada de uma vez para sempre, no momento em que Jesus se entregou livremente à morte para nos dar a vida. Não esqueçamos a ajuda do Anjo da Guarda e de Nossa Senhora, a cheia de graça, contra a qual o demónio nada pode.

 

4ª Feira, 18-V: Frutos da união com Cristo.

Act 15, 1-6 / Jo 15, 1-8

Se alguém permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto, porque sem mim nada podeis fazer.

Jesus revela-nos mais uma realidade misteriosa: uma comunhão mais íntima entre Ele e os que O seguem: permanecei em mim, como Eu em vós (EV). É principalmente na Eucaristia que nos unimos Ele.

Esta comunhão com Ele deve também estender-se ao campo doutrinal. Os Apóstolos para decidirem sobre o problema da circuncisão, reuniram-se para examinar o assunto (LT). É muito importante termos boa doutrina, dada a ignorância que hoje se verifica. Temos ajudas no Catecismo da Doutrina católica, documentos dos Papas, etc

 

5ª Feira, 19-V: Permanecer no amor de Deus.

Act 15, 7-21 / Jo 15, 9-11

Assim como o Pai me amou, também Eu vos amei. permanecei no meu amor.

Jesus convida-nos a permanecer no seu amor (EV). Para isso, dá-nos um conselho: imitar o seu amor. Ele, amando os outros até ao fim, manifesta o amor do Pai, que Ele próprio recebeu. Também os discípulos, ao se amarem uns aos outros, imitam o amor de Jesus.

O Senhor pede que guardemos os seus mandamentos, para permanecermos no seu amor (EV). Os Apóstolos pediram a todos que seguissem as decisões por eles tomadas no Concílio de Jerusalém (LT).

 

6ª Feira, 20-V: A verdadeira amizade.

Act 16, 22-31 / Jo 15 12-17

Não há maior amor do que dar a vida pelos outros.

Jesus deixa-nos um bom exemplo do que é a verdadeira amizade. Em primeiro lugar, ser capaz de viver uma entrega ao amigo (EV), com o nosso apoio e dedicação; em segundo lugar, dar a conhecer aos outros o que sabemos de Deus, porque tudo o que Ele ouviu do Pai no-lo deu a conhecer (EV). E também porque os Apóstolos mandaram Judas e Silas, para transmitirem as suas decisões (LT). Em terceiro lugar, se fizermos tudo o que Cristo nos indica (EV).

Nossa Senhora, Mãe do Bom conselho, diz-nos: fazei tudo o que Ele vos disser.

 

Sábado, 21-V: As perseguições actuais

Act 16, 1-10 / Jo 15 18-21

O servo não é maior que o seu Senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós.

Durante o seu ministério público, Jesus foi muitas vezes perseguido e diz-nos que o mesmo nos acontecerá a nós (EV). No entanto, as perseguições actuais são de tipo diferente, mas igualmente desalentadoras. Vivemos num ambiente secularizado, que procura ridicularizar os valores cristãos, e despreza a lei de Deus e os seus ensinamentos.

Uma das maneiras de combater esta atitude é levar a Boa Nova a todos os ambientes, como fizeram os Apóstolos (LT), para que o Senhor seja aclamado na terra inteira (SR) e Nossa Senhora possa ser aclamada como Rainha do Universo.

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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