Nossa Senhora de Fátima

13 de Maio de 2022

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Desde toda a eternidade – M. Carneiro, NRMS, 18

cf. Hebr 4, 16

Antífona de entrada: Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vamos confiantes ao trono da graça e alcançaremos misericórdia do Senhor”. Estas palavras da Epístola aos Hebreus são escolhidas pela Igreja como antífona de entrada para a nossa celebração. Somos conscientes de como a misericórdia do Senhor se derramou abundantemente, pelas mãos de Nossa Senhora, nos acontecimentos de Fátima. É com a confiança de ter sempre junto de nós a Mãe da Misericórdia que iniciamos a nossa eucaristia.

 

Oração colecta: Deus de infinita bondade, que nos destes a Mãe do vosso Filho como nossa Mãe, concedei-nos que, seguindo os seus ensinamentos e com espírito de verdadeira penitência e oração, trabalhemos generosamente pela salvação do mundo e pela dilatação do reino de Cristo. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A presença maternal de Nossa Senhora, Arca da Nova Aliança e vencedora do demónio e do mal, nos deve encher de esperança e profunda alegria.

 

Apocalipse 11,19a; 12,1-6a.10ab

19aO templo de Deus abriu-se no Céu e a arca da aliança foi vista no seu templo. 12, 1Apareceu no Céu um sinal grandioso: uma mulher revestida de sol, com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça. Estava para ser mãe e gritava com as dores e ânsias da maternidade. 3E apareceu no Céu outro sinal: um enorme dragão cor de fogo, com sete cabeças e dez chifres e nas cabeças sete diademas. 4A cauda arrastava um terço das estrelas do céu e lançou-as sobre a terra. O dragão colocou-se diante da mulher que estava para ser mãe, para lhe devorar o filho, logo que nascesse. 5Ela teve um filho varão, que há-de reger todas as nações com cetro de ferro. O filho foi levado para junto de Deus e do seu trono 6ae a mulher fugiu para o deserto, onde Deus lhe tinha preparado um lugar. 10abE ouvi uma voz poderosa que clamava no Céu: «Agora chegou a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e o domínio do seu Ungido».

 

Sob a imagem da Arca (v. 19) e da mulher (vv. 1-17) é-nos apresentada, na intenção da Liturgia, a Virgem Maria. Entretanto os exegetas continuam a discutir, sem chegar a acordo, se estas imagens se referem à Igreja ou a Maria. Sem nos metermos numa questão tão discutida, podemos pensar com alguns estudiosos que a Mulher simboliza, num primeiro plano, a Igreja, mas, tendo em conta as relações tão estreitas entre a Igreja e Maria - «membro eminente e único da Igreja, seu tipo e exemplar perfeitíssimo na fé e na caridade... sua Mãe amorosíssima» (Vaticano II, LG 53) – podemos englobar a Virgem Maria nesta imagem da mulher do Apocalipse. Tendo isto em conta, citamos o comentário de Santo Agostinho ao Apocalipse (Homilia IX):

4-5 «O Dragão colocou-se diante da mulher...»: «A Igreja dá à luz sempre no meio de sofrimentos, e o Dragão está sempre de vigia a ver se devora Cristo, quando nascem os seus membros. Disse-se que deu à luz um filho varão, vencedor do diabo».

6 «E a mulher fugiu para o deserto»: «O mundo é um deserto, onde Cristo governa e alimenta a Igreja até ao fim, e nele a Igreja calca e esmaga, com o auxílio de Cristo, os soberbos e os ímpios, como escorpiões e víboras, e todo o poder de Satanás».

 

 

Salmo Responsorial      Sl 44 (45), 11-12.14-15.16-17   / (R. 11a)

 

Monição: Aclamemos Aquela que é bendita entre todas as mulheres, e demos graças a Deus por sermos filhos de tão maravilhosa Mãe.

 

Refrão:         Escuta e inclina-te diante do Senhor.

 

Ouve, minha filha, vê e presta atenção,

esquece o teu povo e a casa de teu pai.

Da tua beleza se enamora o Rei

Ele é o teu Senhor, presta-Lhe homenagem.

 

A filha do Rei avança cheia de esplendor:

de brocados de ouro são os seus vestidos.

Com um manto multicor é apresentada ao Rei,

seguem-na as donzelas, suas companheiras.

 

Cheias de entusiasmo e alegria,

entram no palácio do Rei.

Em lugar de teus pais, terás muitos filhos;

estabelecê-los-ás príncipes sobre toda a terra.

 

 

Aclamação ao Evangelho       

 

Monição: Acreditemos, como Maria, na palavra do Senhor e ponhamo-la em prática na vida quotidiana.

 

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. F. Silva, NRMS,46

 

Sois ditosa, ó Virgem Santa Maria,

sois digníssima de todos os louvores,

porque de Vós nasceu o sol da justiça,

Cristo, nosso Deus.

 

 

São Lucas 11, 27-28

27Naquele tempo, enquanto Jesus falava à multidão, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e disse: «Feliz Aquela que Te trouxe no seu ventre e Te amamentou ao seu peito». 28Mas Jesus respondeu: «Mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática».

 

Com este episódio começa a ter efetivação a previsão de Maria: todas as gerações me hão-de chamar bem-aventurada (Lc 1,48).

Jesus não contradiz o belo elogio dirigido a sua Mãe, mas aproveita a ocasião para fazer ver que o que importa aos seus ouvintes não são os laços de sangue, mas que ouçam e cumpram a Palavra de Deus. Pode ver-se aqui um elogio que Jesus faz ao «faça-se» de Maria (cf. Lc 1,38). O Papa Bento XVI em Fátima, a propósito da resposta de Jesus àquela mulher do povo – «mais felizes são os que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática» (v. 28) –, interpela-nos seriamente: «Mas quem tem tempo para escutar a sua palavra e deixar-se fascinar pelo seu amor? Quem vela, na noite da dúvida e da incerteza, com o coração acordado em oração? Quem espera a aurora do dia novo, tendo acesa a chama da fé? A fé em Deus abre ao homem o horizonte de uma esperança certa que não desilude; indica um sólido fundamento sobre o qual apoiar, sem medo, a própria vida; pede o abandono, cheio de confiança, nas mãos do Amor que sustenta o mundo».

 

 

Sugestões para a homilia

 

A Providência de Deus e Fátima

Oração, conversão, reparação

 

 

A Providência de Deus e Fátima

 

“Depois, abriu-se no Céu o santuário de Deus e apareceu a Arca da aliança” (Apoc 11, 19). A Arca da aliança e a “mulher vestida de sol”, que S. João contemplou na sua visão de Patmos, foram interpretadas, desde os primeiros escritores cristãos, como referências à Santíssima Virgem.

A Igreja proclama hoje este texto sagrado, consciente de que as suas palavras se tornaram realidade, há cento e cinco anos, na Cova da Iria. O Céu abriu-se, e Nossa Senhora, mais brilhante do que o sol, veio até nós, portando uma mensagem de salvação.

Deus fala aos homens de muitas maneiras. A sua Revelação se realiza por meio de factos e palavras. A própria Natureza é uma revelação de Deus. A Sagrada Escritura, e a Tradição, são o fruto do diálogo entre o Criador e as suas criaturas. Mas Deus fala também por meio de revelações privadas que a Igreja reconhece como dignas de ser acreditadas. É o caso dos acontecimentos de Fátima.

Assim, Fátima forma parte da Providencia com que Deus, Senhor da História, vai dirigindo todas as coisas para o fim por Ele determinado. Vai edificando no tempo terreno o Reino dos Ceus. A Providência divina é uma maravilhosa conjugação da Sua Omnipotência, da graça e da liberdade humana. Só no Céu seremos conscientes de essa obra de arte do Amor providente.

Se uma formiga, diz Leo Trese, rasteja ao longo do retábulo da Capela Sistina, no Vaticano, tudo o que pode ver é um pouco de tinta irregular debaixo das suas patas. Mesmo que tivesse inteligência humana não poderia perceber que o pedaço de pintura sobre o qual se encontra faz parte do extraordinário painel do Juízo Final, a grande obra prima de Miguel Ângelo. De maneira parecida, o que nós vemos é o pedaço reduzidíssimo do plano de Deus. Desse plano de salvação formam parte todos os acontecimentos de Fátima. A mensagem é sempre atual e nós somos protagonistas. Sejamos leitores atentos e assíduos das palavras da Senhora mais brilhante do que o sol, e, com a graça de Deus, ponhamos em prática tudo quanto Ela nos disse.

Nossa Senhora, na última aparição do mês de outubro, responde à petição da Lúcia para que curasse algumas pessoas: “É preciso que se emendem, que peçam perdão dos seus pecados” e depois, “não ofendam mais Nosso Senhor que já está muito ofendido”. Essas palavras constituem um breve resumo da finalidade que orienta todas as aparições de Fátima. Nossa Senhora veio ao encontro dos seus filhos, em momentos de grandes perigos e provações, para assinalar o caminho que conduz ao Céu.

O primeiro benefício de caminhar pela senda da oração, a penitência e a conversão é salvar a própria alma, mas Nossa Senhora quis alertar dos grandes males ou os grandes bens que estão dependentes da nossa liberdade. A paz do mundo, as guerras terríveis, a destruição de nações inteiras os sofrimentos e perseguição da Igreja e o Papa, a salvação eterna das almas, etc. aparecem dependentes dos conselhos maternos da Nossa Mãe do Céu. Muitos dos acontecimentos que Nossa Senhora deu a conhecer aos videntes já tiveram a sua concretização no tempo, mas a mensagem permanece aberta, e, como diz S. Josemaria, “…muitas coisas grandes dependem de que tu e eu vivamos como Deus quer” (Caminho, nº755).

 

 

Oração, conversão, reparação

 

Acabamos de ler no S. Evangelho que “uma mulher levantou a voz do meio da multidão”, e dirigiu uma frase de louvor a Jesus, que envolve também Nossa Senhora. Essa mulher é figura da Igreja que louva incansavelmente Nossa Senhora louvando assim também Jesus e Deus. O terço é uma oração dirigida ao Pai ao Filho e ao Espírito Santo por meio de Maria e com Maria. Todas as devoções marianas, as suas imagens, os templos a Ela dedicados, são louvores a Deus que criou e santificou de modo tão eminente Nossa Senhora. Quando louvamos a beleza e perfeição de um poema, de uma sinfonia, de uma catedral ou de outra qualquer obra de arte, estamos a louvar o artista que concebeu e realizou aquela maravilha. O mesmo acontece com os nossos louvores à Maria.

Compreendemos assim, nesta clave, a resposta de Jesus à mulher que O louva a Ele e a Maria. Uma resposta que se aplica também aos louvores permanentes que a Igreja dirige â Mãe de Deus. Quando Jesus diz “bem-aventurados, antes…” não está a retificar as palavras da mulher, mas sim a confirmá-las. Além disso acrescenta o motivo pelo qual é devida maior gloria à Sua Mãe. Sim, feliz Nossa Senhora, porque escutou e pôs em prática fidelissimamente a Palavra de Deus.

Essa felicidade é aquela pela qual anseia profundamente o nosso coração. Fomos feitos para amar Deus e é isso que procuramos incansavelmente. Em todos nossos amores é Deus, em última análise, o que nos procuramos. Amamos as pessoas porque são imagem de Deus. Amamos a Natureza porque reflete a Beleza, Bondade e Sabedoria de Deus. Gostamos das coisas boas porque nos falam do Bem infinito que nelas se espelha em diversos graus. E o mesmo acontece com a verdade, a sabedoria, a unidade e harmonia que encontramos no mundo. É de Deus de Quem nosso coração anda à procura, e é a Sua presença que desperta o nosso amor. Por isso louvar Nossa Senhora, e viver dentro do seu Imaculado Coração, é ser conduzidos de modo seguro ao Coração de Jesus, ao Pai e ao Espírito Santo, fim que anela todo o nosso ser. Nossa Senhora em Fátima nos ensina o caminho.

O núcleo da mensagem que Deus quis transmitir ao Mundo por meio de Nossa Senhora pode resumir-se em três ideias: oração, conversão, reparação. A esta petição urgente e maternal vai unida a devoção ao Imaculado Coração de Maria, que Deus quer estabelecer em todo o Mundo (cfr. aparição do 13 de Julho).

As três dimensões da mensagem e podem ser vividas, da melhor maneira, integradas na devoção ao Imaculado Coração de Nossa Senhora.

a) Se Fátima é uma chamada urgente à oração, é também certo que a oração que Nossa Senhora do Rosário pediu nas seis aparições foi o terço. O rosário é oração mental e vocal, e o melhor modo de o rezar é contemplar com Maria os mistérios que se rezam. S. João Paulo II considera que rezar o Rosário é introduzir-se no Coração de Nossa Senhora para encontrar os tesouros que Ela guardava e meditava constantemente e acolhe-los no nosso coração.

b) A conversão, como lembra o Catecismo, forma parte da penitência interior que é “uma reorientação radical de toda a vida, um regresso, uma conversão a Deus de todo o nosso coração, uma rotura com o pecado, uma aversão ao mal, com repugnância pelas más ações que cometemos. Ao mesmo tempo, implica o desejo e o propósito de mudar de vida, com a esperança da misericórdia divina e a confiança na ajuda da sua graça.” (C.I.C. nº1431).

Foi suficiente um olhar de Jesus para que Pedro experimentasse uma profunda conversão pelas suas negações. Através do olhar fala o coração, e o coração fala ao coração de quem é olhado. Como se olhariam Jesus e o jovem rico. Jesus olhou para ele com afeto e o jovem desvia o olhar porque fechou o seu coração com um “não” dito com os olhos, que “soou” como o bater violento duma porta.

Se nós olharmos para Nossa Senhora e encontrarmos os “seus olhos misericordiosos”, encontramos o seu Imaculado Coração que se aproxima de nos por meio do olhar. Contemplar esse Coração onde jamais houve a mais pequena desordem, repleto de amor a Deus e aos seus filhos é encontrar o caminho da própria conversão. Se procuramos olhar para Maria permanentemente, estaremos no caminho da conversão permanente.

 

c) A verdadeira conversão interior leva a procurar o sacramento do perdão e a praticar a virtude da penitência com ânimo de reparar as nossas ofensas a Deus e o mal que causaram ao próximo e a nós próprios. “Muitos pecados prejudicam o próximo. Há que fazer o possível por reparar esse dano (por exemplo: restituir as coisas roubadas, restabelecer a boa reputação daquele que foi caluniado, indemnizar por ferimentos). A simples justiça o exige. Mas, além disso, o pecado fere e enfraquece o próprio pecador, assim como as suas relações com Deus e com o próximo. A absolvição tira o pecado, mas não remedeia todas as desordens causadas pelo pecado (57). Aliviado do pecado, o pecador deve ainda recuperar a perfeita saúde espiritual. Ele deve, pois, fazer mais alguma coisa para reparar os seus pecados: «satisfazer» de modo apropriado ou «expiar» os seus pecados. A esta satisfação também se chama «penitência» (C.I.C. nº1459).

No próximo dia 21 de maio, fará 50 anos de um triste acontecimento. Lazlo Toth, um geólogo húngaro desempregado, entrou na basílica de S. Pedro, em Roma, pulou para cima dum altar e com um martelo deu 12 pancadas na imagem da Pietá de Michel Ângelo, a obra prima escultórica do Renascimento. Quantas pessoas rezaram, ao longo dos séculos, diante dessa representação de Nossa Senhora e Jesus, de beleza deslumbrante! As pancadas danificaram severamente a escultura. Derrubaram o braço e a mão esquerda de Nossa Senhora, quebraram-lhe em três partes o nariz e deixaram pelo chão, alem desses fragmentos, outros 100 da parte de trás da cabeça, etc. O pobre homem estava louco, dizia que era Miguel Ângelo, Jesus Cristo, etc.

Quando os artistas restauradores estudaram os danos, optou-se por uma restauração integral que só fosse notada levemente. Recompor a imagem demorou dez meses de intensos trabalhos, muita ciência e muita arte. Agora a Pietá é exibida atrás dum painel de vidro à prova de balas.

O pecado é isso. É uma autodestruição. O louco, o homem velho, que todos levamos dentro, num instante, destrói a imagem e semelhança de Deus que nós somos, a nossa imagem de Jesus, de filhos de Deus em Cristo. Nosso Senhor nos perdoa sempre, porque somos loucos, não sabemos o que fazemos. Mas depois de perdoados, é precisa uma longa e cuidadosa reparação, porque os efeitos das pancadas ficaram: mais dificuldade para fazer o bem, desordem dos afetos, diminuição da fé, maior atração pelo pecado, menos gosto em rezar, etc.

A restauração é a penitência, para reordenar os efeitos em nós da destruição do pecado. E não é o mesmo uma martelada do que 12 ou 200, que nos magoam e sobre tudo ofendem a Deus.

O pecado ofende a Deus porque Deus nos ama infinitamente e sempre. O que é que faz sofrer mais a um pai ou a uma mãe? Ver que o seu filho ou filha se magoa a si próprio, toma decisões erradas e cegamente se prejudica. Deus nos fez para a alegria e a plenitude da felicidade. Deus é o sumo Bem e estar com Ele é ser felizes. Tudo o que nos diz e que nos pede vai dirigido a isso. Não esqueçamos, Deus nos ama sempre e quer mais do que nós o nosso bem e a nossa felicidade terrena e eterna, mas não força a nossa liberdade.

Por isso convertei-vos quer dizer sede felizes. Reparai que quer dizer sede felizes. E o Senhor nos diz: Eu estou convosco para que possais mudar.

 

 

Oração Universal

 

     Elevemos, irmãos as nossas súplicas ao Pai

     por intermédio da sempre Virgem Maria,

     nossa medianeira, advogada e Mãe.

     Digamos

 

     Por intercessão de Maria,

     ouvi-nos, Senhor

 

     1. Para que a Santa Igreja, esposa de Cristo,

     conserve a firmeza da fé, a alegria da esperança

     e o ardor da caridade no meio das angústias do mundo

     oremos irmãos

 

     Por intercessão de Maria,

     ouvi-nos, Senhor

 

     2. Para que a mensagem de Fátima,

     mensagem de oração, de penitência, de modéstia cristã,

     seja fielmente cumprida,

     oremos irmãos

 

     Por intercessão de Maria,

     ouvi-nos, Senhor

 

     3. Pelos jovens e pelos adolescentes,

     para que à imitação da Virgem Imaculada,

     guardem fielmente a pureza da sua vida,

     com entusiasmo e alegria

     oremos irmãos

 

     Por intercessão de Maria,

     ouvi-nos, Senhor.

 

     4. Para que os casais aceitem Maria como Rainha do lar,

     A invoquem na reza diária do terço,

     e se esforcem por serem esposos e pais modelares

     oremos irmãos

 

     Por intercessão de Maria,

     ouvi-nos, Senhor

 

 

     5. Por todos nós aqui reunidos,

     para que tenhamos sempre a preocupação,

     de saber aquilo que Nossa Senhora quer de nós

     para o realizarmos com prontidão de filhos,

     oremos irmãos

 

     Por intercessão de Maria,

     ouvi-nos, Senhor

 

 

     Ouvi, Deus de misericórdia, as orações do Vosso povo

     que. Vo-las apresenta pelas mãos de Maria, Mãe do Vosso Filho,

     O qual é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Cantai um cântico novo – J. Santos, NRMS, 10

 

Oração sobre as oblatas: Por este sacrifício de reconciliação e de louvor que Vos oferecemos na festa da Virgem Santa Maria, perdoai benignamente, Senhor, os nossos pecados e orientai os nossos corações no caminho da santidade e da paz. Por Nosso Senhor.

 

PREFÁCIO

 

Maria, imagem e mãe da Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

v. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, e exaltar a vossa infinita bondade ao celebrarmos a festa da Virgem Santa Maria.

Recebendo o vosso Verbo em seu Coração Imaculado, ela mereceu concebê-1'O em seu seio virginal e, dando à luz o Criador do universo, preparou o nascimento da Igreja. Junto à cruz, aceitou o testamento da caridade divina e recebeu todos os homens como seus filhos, pela morte de Cristo gerados para a vida eterna. Enquanto esperava, com os Apóstolos, a vinda do Espírito Santo, associando-se às preces dos discípulos, tornou-se modelo admirável da Igreja em oração. Elevada à glória do Céu, assiste com amor materno a Igreja ainda peregrina sobre a terra, protegendo misericordiosamente os seus passos a caminho da pátria celeste, enquanto espera a vinda gloriosa do Senhor. Por isso, com os Anjos e os Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo: C. Silva - OC (pg 537)

 

Monição da Comunhão

 

Preparemo-nos, com a ajuda de Nossa Senhora e do nosso Anjo da guarda, para receber Jesus escondido, e continuemos a pedir, em cada comunhão, pela paz, pela santidade do Papa e de todos os sacerdotes.

 

Cântico da Comunhão: É celebrada a vossa glória – A. F. Santos, BML, 33

cf. Judite 13, 24-25

Antífona da comunhão: Bendito seja o Senhor, que deu tanta glória ao vosso nome: todas as gerações cantarão os vossos louvores.

 

Ou:

Jo 19, 26-27

Suspenso na cruz, Jesus disse a sua Mãe: Eis o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis a tua Mãe.

 

Cântico de acção de graças: Feliz és Tu porque acreditaste – C. Silva, OC

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor, que o sacramento que recebemos conduza à vida eterna aqueles que proclamam a Virgem Santa Maria Mãe do vosso Filho e Mãe da Igreja. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Não esqueçamos o núcleo essencial da mensagem de Fátima: oração (o terço) conversão e reparação. Só com essas armas alcançaremos a vitória na batalha da salvação das almas.

 

Cântico final: Na Cova da Iria – J. F. Silva, NRMS, 37

 

 

 

Homilia FeriaL

 

Sábado, 14-V: S.Matias e a Palavra de Deus.

Act 1, 15-17 / Jo 15, 9-17

Receba outro o seu encargo. É, pois, necessário que um deles se torne connosco testemunha da sua Ressurreição.

Para a substituição de Judas, Pedro exigiu que o candidato tivesse acompanhado o ministério público de Jesus e a sua Ressurreição (LT). O escolhido foi S. Matias.  Todos devemos conhecer muito bem a vida Senhor, através dos Evangelhos. Quem se compara com o nosso Deus, que olha lá do alto o céu e a terra? (SR). Para sermos boas testemunhas de Jesus, temos que permanecer no seu amor e guardar os seus mandamentos (EV). Podemos recorrer também à melhor testemunha de Jesus, Nossa Senhora, que O acompanhou sempre durante a vida

 

 

 

Celebração e Homilia:         Carlos Santamaria

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilia Ferial:                       Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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