6º Domingo Comum

13 de Fevereiro de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Em Vós Senhor, eu pus a minha esperança – M. Silva, CT

 

Salmo 30, 3-4

Antífona de entrada: Sede a rocha do meu refúgio, Senhor, e a fortaleza da minha salvação. Para glória do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Senhor chamou-nos. Quisemos vir ao Seu encontro nesta Eucaristia Dominical para O escutarmos, para falarmos com Ele e para O recebermos na Sagrada Comunhão.

Ele vai apontar-nos o caminho da felicidade. Agradeçamos, vivendo com fé a Santa Missa.

 

Oração colecta: Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Esperemos confiantes na misericórdia do Senhor e seremos por Ele abençoados.

 

Jeremias 17,5-8

5Eis o que diz o Senhor: «Maldito quem confia no homem e põe na carne toda a sua esperança, afastando o seu coração do Senhor. 6Será como o cardo na estepe que nem percebe quando chega a felicidade: habitará na aridez do deserto, terra salobra, onde ninguém habita. 7Bendito quem confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. 8É como a árvore plantada à beira da água, que estende as suas raízes para a corrente: nada tem a temer quando vem o calor e a sua folhagem mantém-se sempre verde; em ano de estiagem não se inquieta e não deixa de produzir os seus frutos».

 

A composição de sabor sapiencial, que serve de portada ao Saltério, o Salmo 1, tem grande afinidade com este trecho do Profeta de Anatot. Porém aqui, para começar, em vez dum macarismo (bem-aventurança), temos uma maldição que é de fazer pensar: «Maldito quem confia no homem».

5 Este versículo está construído segundo o chamado paralelismo simétrico: «carne» é um sinónimo de homem, na sua condição de ser frágil; apoiar-se no que é frágil é cavar a sua própria ruína; só confiar no Senhor é que vale (v. 7).

 

Salmo Responsorial     Sl 1, 1-2.3.4.6 (R. Sl 39,5a)

 

Monição: Seremos felizes se afastarmos o mal e cumprirmos sempre a Lei do Senhor.

 

Refrão:        Feliz o homem que pôs a sua esperança no Senhor.

 

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,

nem se detém no caminho dos pecadores,

mas antes se compraz na lei do Senhor,

e nela medita dia e noite.

 

É como árvore plantada à beira das águas:

dá fruto a seu tempo e sua folhagem não murcha.

Tudo quanto fizer será bem sucedido.

 

Bem diferente é a sorte dos ímpios:

são como palha que o vento leva.

O Senhor vela pelo caminho dos justos,

mas o caminho dos pecadores leva à perdição.

 

Segunda Leitura

 

Monição: São Paulo anima-nos a viver com o Senhor que ressuscitou glorioso e nos há-de ressuscitar para com Ele vivermos eternamente.

 

1 Coríntios 15,12.16-20

Irmãos: 12Se pregamos que Cristo ressuscitou dos mortos, porque dizem alguns no meio de vós que não há ressurreição dos mortos? 16Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou. 17E se Cristo não ressuscitou, é vã a vossa fé, ainda estais nos vossos pecados; 18e assim, os que morreram em Cristo pereceram também. 19Se é só para a vida presente que temos posta em Cristo a nossa esperança, somos os mais miseráveis de todos os homens. 20Mas não. Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram.

 

16-17 «Se os mortos não ressuscitam, também Cristo não ressuscitou». Os cristãos de Corinto aceitavam a ressurreição de Cristo, uma verdade que pertencia ao núcleo essencial da fé anunciada, o «kérigma» (cf. nota 3-7 da II leitura do domingo anterior), mas talvez influenciados pelas filosofias gregas (cf. Act 17,32), que consideravam a matéria má e o corpo um cárcere de que a alma se libertava ao morrer, mostrariam uma certa descrença quanto à ressurreição geral, aliás também negada pelos saduceus (cf. Mt 22,23; Act 23,7).

Paulo apoia-se num facto indiscutível, a ressurreição de Cristo, para demonstrar a possibilidade e a própria verdade da ressurreição universal. Argumenta ab absurdo, desenvolvendo de maneira convincente todas as consequências absurdas da hipótese de não existir ressurreição dos mortos; então também Cristo não teria ressuscitado. Neste caso, a pregação e a fé seriam totalmente vãs, vazias de sentido; os Apóstolos seriam falsas testemunhas de Deus, e os crentes estariam totalmente enganados; os que morreram teriam perecido para sempre (Paulo não considera aqui a salvação da alma separada do corpo, embora noutros textos a admita: cf. 2Cor 5,2-3.7); e os cristãos que vivem não só permaneceriam no pecado, como seriam «os mais miseráveis de todos os homens», pois, tendo renunciado a gozar tantos dos prazeres fáceis desta vida, ficavam incapacitados de alcançar a vida eterna, ganha pelo mistério pascal de Cristo.

20 «Como primícias dos que morreram», isto é, como os primeiros frutos que pela Lei pertenciam a Deus (os israelitas não podiam comer da nova colheita, sem as suas primícias terem sido oferecidas a Yahwéh). Cristo, que assumiu a nossa natureza e nos fez participar da sua vida divina, também assim nos precede em dignidade e no tempo, ressuscitando primeiro (cf. v. 23). Mas, este «primeiro» – primícias – não é meramente cronológico, pois é a causa eficiente e exemplar da ressurreição de todos os que estão unidos a Ele, e que já vivem como ressuscitados. Por outro lado, Cristo antecipou para Si o fim dos tempos em que se dará a ressurreição universal. Note-se como S. Paulo não foca a perspectiva da ressurreição dos condenados, que aliás não nega (cf. Jo 5,29), pois esse não era o ponto que estava em questão, para além de não ser uma ressurreição gloriosa, como a de Cristo.

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 6, 23ab

 

Monição: Aclamemos e escutemos o Senhor que nos vai falar, apontando-nos as bem-aventuranças como caminho de perfeição e santidade.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (I)

 

Alegrai-vos e exultai, diz o Senhor,

porque é grande no Céu a vossa recompensa.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 6,17.20-26

Naquele tempo, 17Jesus desceu do monte, na companhia dos Apóstolos, e deteve-Se num sítio plano, com numerosos discípulos e uma grande multidão de toda a Judeia, de Jerusalém e do litoral de Tiro e Sidónia. 20Erguendo então os olhos para os discípulos, disse: 21Bem-aventurados vós, os pobres, porque é vosso o reino de Deus. Bem-aventurados vós, que agora tendes fome, porque sereis saciados. 22Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque haveis de rir. Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, quando vos rejeitarem e insultarem e prescreverem o vosso nome como infame, por causa do Filho do homem. 23Alegrai-vos e exultai nesse dia, porque é grande no Céu a vossa recompensa. Era assim que os seus antepassados tratavam os profetas. 24Mas ai de vós, os ricos, porque já recebestes a vossa consolação. 25Ai de vós, que agora estais saciados, porque haveis de ter fome. Ai de vós, que rides agora, porque haveis de entristecer-vos e chorar. 26Ai de vós, quando todos os homens vos elogiarem. Era assim que os seus antepassados tratavam os falsos profetas.

 

Temos hoje o início de todo um conjunto (vv. 20-49) de ensinamentos de Jesus que em Lucas corresponde, em boa parte, ao «sermão da montanha» de Mt 5 – 7. Começa também pelas «Bem-aventuranças», mas há diferenças entre as 8 Bem-aventuranças de Mt 5,3-10 e estas 4 (mais directas, porque na 2.ª pessoa do plural: «vós»), seguidas de 4 antíteses, que faltam em S. Mateus. É verosímil que Jesus repetisse, com algumas variantes, a mesma pregação em sítios e ocasiões diferentes; por outro lado, cada evangelista, inspirado por Deus, não deixa de ser um verdadeiro autor, e, como tal, pode produzir variantes redaccionais, ao escrever as palavras de Cristo, pensando no proveito dos seus imediatos destinatários: Mateus adaptando-se a cristãos vindos do judaísmo; Lucas, aos vindos do paganismo, por isso faz notar que seguiam Jesus pessoas vindas de zonas gentílicas, «do litoral de Tiro e Sidónia» (v. 17). Daí um diferente trabalho de resumir, agrupar e explicar as palavras do Senhor (cf. Dei Verbum, n.° 19). Isto bastaria para acharmos normal uma diferente redacção das Bem-aventuranças pelos dois evangelistas. De qualquer modo, muitos exegetas inclinam-se para que a formulação de S. Lucas, mais simples, directa e contundente, com o recurso ao paralelismo antitético, ao jeito semita, esteja mais próxima das palavras do Senhor; S. Mateus faz ressaltar mais o sentido espiritual das palavras de Jesus, patenteando a sua ressonância vétero-testamentária.

17 «Num sítio plano». Em Mateus temos um «monte»; em face do que acabámos de dizer, não precisamos de recorrer ao subterfúgio da «encosta» do monte para resolver a discrepância entre Lucas e Mateus; este ao escrever para cristãos vindos do judaísmo pretenderia que o leitor visse no «monte» uma alusão ao novo Sinai, onde o novo Moisés promulga a nova Lei. Bento XVI faz notar a perspectiva de Lucas: «Para Lucas, o facto de estar de pé (indicado pelo verbo grego, éstê, na tradução litúrgica, deteve-se) é expressão da majestade e autoridade de Jesus; a planície é o sinal da vastidão aonde Jesus envia a sua palavra...» (Jesus de Nazaré, p. 104).

20 «Bem-aventurados vós, os pobres». O facto de S. Lucas não acrescentar, como Mt 5, 3 «em espírito», não significa que pretendia inculcar um ideal de pobreza diferente; pensa-se que seja a linguagem mais próxima da de Jesus. «A pobreza de que aqui se trata, não se reduz jamais a um fenómeno puramente material. A pobreza puramente material não salva, embora os desventurados deste mundo possam certamente contar, de forma muito particular, com a bondade divina» (Jesus de Nazaré, p. 114). E logo a seguir Bento XVI faz aflorar uma ideia que desenvolve na encíclica Caritas in veritate: «É certo que o Sermão da Montanha enquanto tal não é um programa social; mas também é verdade que só onde permanecer viva nos sentimentos e no agir a grande orientação que o mesmo nos dá, só onde derivar da fé a força da renúncia e da responsabilidade pelo próximo e pela sociedade inteira, somente aí pode crescer a justiça social».

25-26 «Mas ai de vós!» Com estes quatro «ais», Jesus não lança maldições, mas sim um sério alerta para todos, para não se deixarem seduzir por falsas miragens: a sedução dos bens do mundo (v. 24), da gula (v. 25a), do gozo hedonista (v. 25b), da vanglória e ambição de honrarias e aplauso humano (v. 26).

 

Sugestões para a homilia

 

Jesus veio até nós

Vivamos sempre com Jesus

Com Jesus seremos sempre felizes

 

Jesus vem até nós

O Senhor quis vir ao nosso encontro para nos salvar. Deu a vida por nós, morrendo pregado na Cruz por nosso amor. Ressuscitou glorioso. Também nos há-de ressuscitar um dia para a vida eterna ( Segunda Leitura ).

Ao longo destes vinte e um séculos de cristianismo, muitos foram aqueles que Lhe agradeceram, amando-O com todo o coração. Tornaram o mundo melhor. Alcançaram a perfeição e santidade.

Mas também muitos O rejeitaram, seguindo caminhos contrários à Sua vontade. Esses caminhos de separação do Senhor, conduziram às injustiças, aos atentados, às perseguições, ao ódio, à guerra...

 

Vivamos sempre com Jesus

Nós nunca perdemos a esperança. Um dia tudo voltará a ser bom. Não sabemos quando. Nem nos devemos preocupar com isso. O Senhor sabe e apenas nos pede para cumprirmos a missão que nos confiou. Não esqueçamos que é «bendito quem confia no Senhor e põe no Senhor a Sua esperança » ( Primeira Leitura ).

Fazer da Terra o Céu talvez seja um belo sonho que nos anima na esperança. Alcançar o Céu após a vida no mundo, é uma realidade sempre presente. Deus criou-nos para jamais deixarmos de existir. E a suprema felicidade consiste em viver para Ele e com Ele para sempre.

Escutemos o Senhor e ponhamos em prática tudo o que nos diz. Só assim alcançaremos a felicidade que o nosso coração ardentemente deseja…

 

Com Jesus seremos sempre felizes

O Evangelho recorda-nos as bem-aventuranças que são a carta magna da nova humanidade, nascida da morte e ressurreição de Cristo.

Somos convidados a viver desprendidos dos bens deste mundo. 

Há muitos pobres a nosso lado. Não fiquemos indiferentes. Ajudemo-los. Deles é o reino de Deus.

Há muita fome no mundo enquanto se gastam quantias exageradas que deveriam ser destinadas aos que sobrevivem na miséria a fim de poderem ser saciados e poderem viver com dignidade.

Há muitas pessoas a sofrer e a chorar que precisam da nossa companhia para de novo poderem sorrir. O que fizermos ao mais pequeno dos irmãos é como se o fizéssemos ao próprio Cristo (Mt 25, 40).

Há irmãos nossos que são perseguidos por serem cristãos. Rezemos para que se mantenham firmes na fé, alcancem a liberdade e recebam no Céu uma grande recompensa.

Se queremos ser felizes tornemos os outros felizes…

Que a Irmã Lúcia que neste dia 13 de fevereiro, em 2005, foi para o Céu, como Nossa Senhora lhe prometera nas aparições de Fátima, interceda, com Jacinta e Francisco, por todos nós!

Que Nossa Senhora esteja connosco para nos acompanhar, para nos ajudar, para nos abençoar, agora e sempre! Amém.

 

Fala o Santo Padre

 

«O “ai de vós”, dirigido a quantos hoje estão bem, serve para “os despertar” do perigoso engano do egoísmo

 e os abrir à lógica do amor, enquanto houver tempo para o fazer.»

O Evangelho de hoje (cf. Lc 6, 17.20-26) apresenta-nos as Bem-aventuranças na versão de São Lucas. O texto articula-se em quatro bem-aventuranças e quatro advertências, formuladas com a expressão “ai de vós”. Com estas palavras, vigorosas e incisivas, Jesus abre os nossos olhos, faz-nos ver com o seu olhar, além das aparências, da superfície, e ensina-nos a discernir as situações com fé.

Jesus declara felizes os pobres, os famintos, os aflitos, os perseguidos; e adverte quantos são ricos, se sentem fartos, riem e são aclamados pelo povo. A razão desta paradoxal bem-aventurança consiste no facto de que Deus está próximo daqueles que sofrem e intervém para os libertar da sua escravidão; Jesus vê isto, vê a bem-aventurança além da realidade negativa. E do mesmo modo o “ai de vós”, dirigido a quantos hoje estão bem, serve para “os despertar” do perigoso engano do egoísmo e os abrir à lógica do amor, enquanto houver tempo para o fazer.

Portanto, a página do Evangelho hodierno convida-nos a refletir sobre o sentido profundo de ter fé, que consiste em confiar-nos totalmente no Senhor. Trata-se de abater os ídolos mundanos a fim de abrir o coração ao Deus vivo e verdadeiro; só Ele pode dar à nossa existência aquela plenitude tão desejada e difícil de alcançar. Irmãos e irmãs, de facto, são muitos, também nos nossos dias, os que se propõem como dispensadores de felicidade: chegam e prometem sucesso rápido, grandes lucros ao nosso alcance, soluções mágicas a qualquer problema, e assim por diante. E é fácil, sem nos darmos conta, escorregar no pecado contra o primeiro mandamento: isto é, a idolatria, substituir Deus com um ídolo. Idolatria e ídolos parecem situações de outrora mas na realidade são de todos os tempos! Também de hoje. Descrevem alguns comportamentos contemporâneos melhor do que muitas análises sociológicas.

Por isso, Jesus abre os nossos olhos para a realidade. Somos chamados para a felicidade, para sermos felizes, e tornamo-lo a partir e na medida em que nos pusermos do lado de Deus, do seu reino, da parte do que não é efémero mas que dura pela vida eterna. Somos felizes se nos reconhecermos necessitados diante de Deus — e isto é muito importante — “Senhor preciso de ti” — e se, como Ele e com Ele, estivermos próximos dos pobres, dos aflitos e dos famintos. Também nós diante de Deus somos: pobres, aflitos, famintos. Somos capazes de alegria cada vez que, possuindo bens deste mundo, não construimos ídolos aos quais vender a nossa alma, mas somos capazes de os partilhar com os nossos irmãos. Sobre isto hoje a liturgia convida-nos mais uma vez a questionarmo-nos e a sermos verídicos no nosso coração.

As bem-aventuranças de Jesus são uma mensagem decisiva, que nos impele a não depositar a nossa confiança em coisas materiais e passageiras, a não buscar a felicidade seguindo os vendedores de fumaça — que com frequência são vendedores de morte — os profissionais da ilusão. Não devemos segui-los porque eles são incapazes de nos dar esperança. O Senhor nos ajude a abrir os olhos, a adquirir um olhar mais penetrante sobre a realidade, a sarar da miopia crónica com a qual o espírito mundano nos contagia. Com a sua Palavra paradoxal nos desperte e nos faça reconhecer aquilo que deveras nos enriquece, sacia, dá alegria e dignidade. Por fim, o que verdadeiramente dá sentido e plenitude à nossa vida. A Virgem Maria nos ajude a ouvir este Evangelho com mente e coração abertos, a fim de que dê fruto na nossa vida e nos tornemos testemunhas da felicidade que não desilude, a de Deus que nunca desilude.

       Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 17 de fevereiro de 2019

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Interceda por nós a Virgem Cheia de Graça.

 

1.      Pedimos, Senhor, pela Santa Igreja,

para que seja presença viva

do Teu Amor no mundo.

 

2.      Pedimos, Senhor pelos cristãos perseguidos,

para que, com coragem e fortaleza,

permaneçam firmes na Fé,

 

3.      Pedimos, Senhor, pelas nossas famílias,

para que, esposos, pais e filhos

se amem como amas a Igreja.

 

4.      Pedimos, Senhor, pelos pobres e abandonados,

para que, com a ajuda fraterna de todos,

possam viver com a dignidade merecida.

 

5.      Pedimos, Senhor, pelos doentes,

para que, oferecendo a sua à Tua Cruz

alcancem bênçãos para a humanidade.

 

6.      Pedimos, Senhor, pelos que faleceram

para que gozem a felicidade eterna no Céu,

onde esperamos viver com eles para sempre.

 

 Deus Pai, Todo Poderoso,

 atende estas nossas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concede-nos o que for melhor para nós.

Por Cristo Nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Queremos ver transformados – Az. Oliveira NRMS, 17

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que estes dons sagrados nos purifiquem e renovem, para que, obedecendo sempre à vossa vontade, alcancemos a recompensa eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 38

 

Monição da Comunhão

 

Eu sou o Pão da vida - diz-nos Jesus.

Recebamo-l’O com muita fé. A vida com Cristo tem sentido. A vida com Cristo é certeza de felicidade eterna.

 

Cântico da Comunhão: O Corpo de Jesus é alimento – A. Cartageno, NRMS, 60

 

Salmo 77, 24.29

Antífona da comunhão: O Senhor deu-lhes o pão do Céu: comeram e ficaram saciados.

 

ou

Jo 3, 16

Deus amou tanto o mundo que Ihe deu o seu Filho Unigénito. Quem acredita n'Ele tem a vida eterna.

 

Cântico de acção de graças: O Senhor deu-lhes o pão do Céu  Az. Oliveira, CEC II, (pg 36)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, concedei-nos a graça de buscarmos sempre aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Cumpramos o nosso dever de participar na missa dominical. Foi tão bom estarmos com o Senhor.

Agora vamos partir, acompanhados pela nossa querida Mãe, a Virgem Santa Maria,

para darmos testemunho do Seu amor no mundo

 

Cântico final: Deus amou de tal modo o mundo – J. P. Martins, CT

 

 

Homilias Feriais

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 14-II: S Cirilo e Metódio: O anúncio da Palavra de Deus.

Act 13, 46-49 / Lc 10, 1-9

Designou o Senhor 72 discípulos e mandou-os em missão, dois a dois, a todas as cidades e lugares.

Em muitos lugares, os discípulos foram rejeitados pelos judeus e, por isso, tiveram que voltar-se para os pagãos (LT). Ide a todo o mundo a pregar o Evangelho (SR).

Cirilo e Metódio foram enviados aos povos eslavos (Oração). Além de uma intensa actividade evangelizadora, tiveram que preparar os textos litúrgicos em língua eslava, para que pudessem entender a palavra de Deus. Peçamos-lhes que todos os países possam acolher a palavra de Deus, e que possam ultrapassar as dificuldades. Olhai que vos mando em missão como cordeiros para o meio dos lobos.

 

3ª Feira, 15-II: A tentação e a provação

Tg 1, 12-18 / Mt 8, 14-21

Deus não pode ser tentado pelo mal, nem tentar ninguém (LT). Pelo contrário, Ele quer que todo o que sofre provações, caso vença, receba coroa da vida. Os discípulos não conseguem ver além do pão. Não entendeis nem compreendeis? (EV). Feliz o homem a quem instruís na vossa Lei (SR).

É importante distinguir entre provação e tentação, que conduz ao pecado. A provação é indispensável para o crescimento das virtudes. A tentação, os maus desejos, arrastam e seduzem, geram o pecado e este gera a morte, uma vez consumado.

 

4ª Feira, 16-II: O valor dos sinais sacramentais.

Tg 1, 19-27 / Mc 8, 22-26

Depois deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou-lhe: Vês alguma coisa?

Nesta passagem encontramos dois sinais utilizados por Cristo: a saliva e a imposição das mãos (EV).

Jesus cura um cego através da saliva, sinal sensível. Pode ajudar-nos a dar mais valor aos sinais sacramentais, pois é através desses sinais da Igreja que o Espírito Santo, depois do Pentecostes, nos santifica. Jesus cura os doentes e abençoa as crianças pela imposição das mãos. Este sinal é também usado pela Igreja nas epicleses sacramentais.  (CIC, 1152). Procuremos dar-lhes mais importância

 

5ª Feira, 17-II: A revelação do Messias

Tg 2, 1-9 / Mc 8, 27-33

 Jesus então perguntou-lhes: e quem dizeis vós que eu sou? Pedro tomou a palavra: Tu és o Messias.

Jesus aproveitou esta afirmação de S. Pedro para anunciar a sua Paixão e, deste modo, revelou o conteúdo autêntico da sua realeza messiânica (EV). A sua realeza só se manifestou no momento da Cruz. E S. Pedro não aceitou e Jesus repreendeu-o: Vai-te da minha frente. Tu não tens em vista os interesses de Deus (EV).

Outra das consequências é cumprir o que vem nas Escrituras. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mas, se olhardes à condição das pessoas, cometeis pecado (LT). De facto, o Senhor ouve o clamor dos pobres. Um pobre gritou e foi atendido (SR).

 

6ª Feira, 18-II: A fé e a Cruz.

Tg 2, 14-24. 26 / Mc 8, 34- 9, 1

Pois se alguém se envergonhar das minhas palavras, também o Filho do homem se há-de envergonhar dele.

A virtude da fé permanece naquele que não pecar contra ela. Mas uma fé sem obras está morta (LT). Se estivermos privados da esperança e do amor, a fé não nos une plenamente ao Senhor. Não devemos somente guardar fé e viver dela, mas também devemos professá-la, dar testemunho dela e propagá-la.

Diante dos homens não hesitemos em manifestar a nossa fé. E também nas tribulações, que nunca faltam no dia a dia. O justo será recordado sempre (SR) e reconhecido pelo Senhor diante do Pai

 

 

Sábado, 19-II: Fontes poderosas

Tg 3, 1-10 / Mt 9, 2-13

Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os a um monte muito alto.

Quando Jesus anunciou aos Apóstolos que tinha que morrer na Cruz, para salvar a humanidade, Pedro protestou, manifestando enorme desagrado. Jesus levou-o então ao Tabor com outros dois (EV). Foi uma bela fonte para ficarem muito animados.

A outra fonte é mais complicada: é a língua. S. Tiago compara-a ao leme que comanda o barco inteiro (LT). Tanto pode fazer coisas boas, como perder o rumo. Entre as coisas boas, o falar com Deus, ajudar os outros nos caminhos da vida. Entre as más, está o falar mal das pessoas, dar maus conselhos, perder a paciência, etc

 

Celebração e Homilia:       Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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