3º Domingo Comum

Domingo da palavra de Deus

23 de Janeiro de 2022

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Cantai ao Senhor um cântico novo – F. Santos, BML, 75-76

Salmo 95, 1.6

Antífona de entrada: Cantai ao Senhor um cântico novo, cantai ao Senhor, terra inteira. Glória e poder na sua presença, esplendor e majestade no seu templo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Vimos encontrar-nos com Jesus na Eucaristia, acolher a Sua Palavra e encher-nos da Sua alegria.

 

Neste domingo da Palavra examinemo-nos sobre o modo como escutamos a Palavra de Deus e peçamos perdão do pouco fruto que às vezes tiramos.

 

Oração colecta: Deus todo-poderoso e eterno, dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade, para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O sacerdote Esdras fez a leitura do livro da Lei, depois do regresso do cativeiro de Babilónia, no meio da emoção do povo. Ouçamos também nós com amor as leituras de cada missa.

 

Neemias 8,2-4a.5-6.8-10

Naqueles dias, 2o sacerdote Esdras trouxe o Livro da Lei perante a assembleia de homens e mulheres e todos os que eram capazes de compreender. Era o primeiro dia do sétimo mês. 3Desde a aurora até ao meio dia, fez a Leitura do Livro, no largo situado diante da Porta das Águas, diante dos homens e mulheres e todos os que eram capazes de compreender. Todo o povo ouvia atentamente a Leitura do Livro da Lei. 4aO escriba Esdras estava de pé num estrado de madeira feito de propósito. Estando assim em plano superior a todo o povo, 5Esdras abriu o Livro à vista de todos; e quando o abriu, todos se levantaram. 6Então Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus, e todos responderam, erguendo as mãos: «Amen! Amen!». E prostrando-se de rosto por terra, adoraram o Senhor. 8Os levitas liam, clara e distintamente, o Livro da Lei de Deus e explicavam o seu sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura. 9Então o governador Neemias, o sacerdote e escriba Esdras, bem como os levitas, que ensinavam o povo, disseram a todo o povo: «Hoje é um dia consagrado ao Senhor vosso Deus. Não vos entristeçais nem choreis». – Porque todo o povo chorava, ao escutar as palavras da Lei –. 10Depois Neemias acrescentou: «Ide para vossas casas, comei uma boa refeição, tomai bebidas doces e reparti com aqueles que não têm nada preparado. Hoje é um dia consagrado a nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa fortaleza».

 

Estamos num dos momentos mais expressivos da vida do povo eleito, após o desterro de Babilónia, uma das pedras miliárias da sua história: marca a reconstrução da vida da nação, a instauração oficial do judaísmo propriamente dito, em que o acento já não se põe tanto no Templo, mas na Lei, por isso a sua leitura não aparece feita no lugar sagrado, mas «no largo situado diante da Porta das Águas» (v. 3). Trata-se de uma leitura bem adequada para o Dia da Palavra, instituído pelo Papa Francisco.

2 «Esdras», o grande organizador do Povo de Deus após o desterro, em pleno séc. V a. C., como comunidade judaica, uma fraternidade religiosa, uma verdadeira «igreja» estruturada na Lei de Moisés. «O primeiro dia sétimo mês, isto é, do mês correspondente a Setembro-Outubro, chamado «Tisri»; este dia correspondia ao início dos sete dias da festa dos Tabernáculos (parece que coincidia com a festa do Ano Novo), que o capítulo 9 deixa ver como anterior à festa da Expiação, um artifício para mostrar como a leitura da Lei levou à penitência, ligada ao Yôm Kippur (cf. Lv 23,26-32).

9 «Todo o povo chorava», naturalmente, ao tomar consciência bem clara de que tinha quebrantado a Lei, merecendo os castigos nela cominados. De qualquer modo, a contrição não devia impedir a alegria, antes pelo contrário, pois era a ocasião asada para uma solene renovação da aliança (cf. capítulo 10).

 

Salmo Responsorial     Sl 18 B (19), 8.9.10.15 (R. Jo 6, 63c)     

 

Monição: O salmo é um hino de louvor da Lei de Deus

 

Refrão:        As vossas palavras, Senhor,

                     são espírito e vida.

 

A lei do Senhor é perfeita,

ela reconforta a alma;

as ordens do Senhor são firmes,

dão sabedoria aos simples.

 

Os preceitos do Senhor são rectos

e alegram o coração;

Os mandamentos do Senhor são claros

e iluminam os olhos.

 

O temor do Senhor é puro

e permanece eternamente;

os juízos do Senhor são verdadeiros,

todos eles são rectos.

 

Aceitai as palavras da minha boca

e os pensamentos do meu coração

estejam na vossa presença:

Vós, Senhor, sois o meu amparo e redentor.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo lembra que somos Corpo de Cristo, membros unidos à Cabeça, variedade que não impede a unidade de toda a Igreja.

 

Forma longa: 1 Coríntios 12,12-30;        forma breve: 1 Coríntios 12,12-14.27

Irmãos: 12Assim como o corpo é um só e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, apesar de numerosos, constituem um só corpo, assim sucede também em Cristo. 13Na verdade, todos nós – judeus e gregos, escravos e homens livres – fomos baptizados num só Espírito para constituirmos um só corpo e a todos nos foi dado a beber um só Espírito. 14De facto, o corpo não é constituído por um só membro, mas por muitos.

 [15Se o pé dissesse: «Uma vez que não sou mão, não pertenço ao corpo», nem por isso deixaria de fazer parte do corpo. 16E se a orelha dissesse: «Uma vez que não sou olho, não pertenço ao corpo», nem por isso deixaria de fazer parte do corpo. 17Se o corpo inteiro fosse olho, onde estaria o ouvido? Se todo ele fosse ouvido, onde estaria o olfacto? 18Mas Deus dispôs no corpo cada um dos membros, segundo a sua vontade. 19Se todo ele fosse um só membro, que seria do corpo? 20Há, portanto, muitos membros, mas um só corpo. 21O olho não pode dizer à mão: «Não preciso de ti»; nem a cabeça dizer aos pés: «Não preciso de vós». 22Pelo contrário, os membros do corpo que parecem mais fracos são os mais necessários; 23os que nos parecem menos honrosos cuidamo-los com maior consideração; e os nossos membros menos decorosos são tratados com maior decência: 24os que são mais decorosos não precisam de tais cuidados. Deus organizou o corpo, dispensando maior consideração ao que dela precisa, 25para que não haja divisão no corpo e os membros tenham a mesma solicitude uns com os outros. 26Deste modo, se um membro sofre, todos os membros sofrem com ele; se um membro é honrado, todos os membros se alegram com ele.]

27Vós sois corpo de Cristo e seus membros, cada um por sua parte.

[28Assim, Deus estabeleceu na Igreja em primeiro lugar apóstolos, em segundo profetas, em terceiro doutores. Vêm a seguir os dons dos milagres, das curas, da assistência, de governar, de falar diversas línguas. 29Serão todos apóstolos? Todos profetas? Todos doutores? Todos farão milagres? 30Todos terão o poder de curar? Todos falarão línguas? Terão todos o dom de as interpretar?]

 

Continuamos hoje a leitura do domingo anterior, fazendo a apologia da unidade da Igreja dentro da legítima diversidade: «Assim como o corpo...». A comparação não é original, mas da literatura profana. S. Paulo adapta-a maravilhosamente à Igreja, concebida como um corpo onde não pode haver rivalidades e divisão: «Vós sois Corpo de Cristo» (v. 27). Já está aqui latente a doutrina do Corpo Místico explanada em Colossenses e Efésios. No entanto, ainda não se considera de facto a Igreja universal, o Corpo de Cristo (com artigo); apenas se considera que os cristãos de Corinto são um organismo – «corpo» (sem artigo!) – dependente de Cristo e com a mesma vida de Cristo (v. 27).

13 «E a todos nos foi dado beber um único Espírito». Os exegetas, tendo em conta que no v. anterior já se tinha falado do Baptismo, pensam que pode haver aqui uma referência ao Sacramento da Confirmação, pois que então estes Sacramentos se costumavam receber juntos (cf. Act 19,5-61), como ainda hoje no Baptismo dos adultos.

27 «Seus membros, cada um por sua parte». A Vulgata diz: «membros uns dos outros», devido a uma confusão de palavras gregas: «melos» (membro) por «meros» (parte).

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 4, 18

 

Monição:  Na sinagoga de Nazaré, onde vivera até aos trinta anos, Jesus lê o profeta Isaías que fala do Messias e afirma que se cumpriu nEle aquela profecia. Jesus é o Messias prometido. Avivemos a nossa fé nEle e aclamemo-Lo.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. F. Silva, NRMS,46

 

O Senhor enviou-me a anunciar a boa nova aos pobres,

a proclamar aos cativos a redenção.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1,1-4; 4,14-21

1Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, 2como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, 3também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, 4para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado.

14Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. 15Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. 16Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. 17Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: 18«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos 19e a proclamar o ano da graça do Senhor». 20Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. 21Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».

 

A leitura faz preceder o início da pregação de Jesus (4,14) do célebre prólogo do III Evangelho (1,1-4) da autoria de Lucas, que se mostra como um historiador sério e um bom cultor da língua grega de cunho clássico.

1 «Muitos». Referência à grande diversidade de escritores, em que se devem incluir os escritos inspirados: um primitivo Evangelho de Mateus e o Evangelho de S. Marcos, fontes que utilizou abundantemente. Sobre outros escritos prévios nada de certo sabemos, mas a crítica interna dos Evangelhos faz-nos entrever nos Sinópticos a preexistência de pequenos fragmentos que deixaram rastos na falta de conexão entre muitas perícopes e no agrupamento artificial de vários episódios sobre um tema. É natural que tais documentos parciais e provisórios se tenham perdido, ao aparecerem os Evangelhos canónicos.

«Factos que se realizaram entre nós». O Evangelho transmite-nos factos realmente acontecidos e muito próximos, daquela mesma época, por isso diz: «entre nós».

2 «Como no-los transmitiram...». S. Lucas não é um discípulo directo de Cristo, mas conhece com verdade os acontecimentos que vai referir através de testemunhas do máximo valor, por um lado, «testemunhas oculares» e, por outro, «ministros da palavra», isto é, do Evangelho; os mesmos que tinham a missão de pregar tinham sido antes testemunhas oculares. Entre as testemunhas oculares, como fonte de informação de Lucas, devem-se pôr os Apóstolos e, com toda a probabilidade, a SSª Virgem, as Santas Mulheres, os «irmãos de Jesus» e outras pessoas que conviveram com Ele.

3 «Também eu resolvi… escrevê-las». Isto em nada contradiz a acção de Deus ao inspirar S. Lucas, uma vez que Ele pode influir na inteligência e na vontade do homem, mesmo sem que este dê conta desse influxo. «Por ordem» (temos no original grego kathexês, que a tradução litúrgica omitiu, talvez uma errata a corrigir). Embora o seu Evangelho não seja primariamente uma biografia sistemática – uma crónica – com todos os dados possíveis sobre a vida de Jesus, também não se limita a um mero ensinamento doutrinal sobre a mensagem de Jesus. S. Lucas pretende transmitir-nos esta mensagem dentro dum vasto quadro histórico de acontecimentos, mas sem a preocupação duma minúcia cronológica maior do que aquela que as suas fontes lhe forneciam. Há, porém, como faz ver, o cuidado de uma certa ordem lógica.

3-4 «Depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens». S. Lucas não é um mero «evangelista» que se preocupe só com transmitir uma mensagem, ele tem uma preocupação cuidadosa de tudo investigar desde o início e com um fim muito concreto, a saber, que o leitor possa «ter um conhecimento seguro do que lhe foi ensinado». É sabido que Lucas tem uma visão teológica própria; é um teólogo da história, com mentalidade de historiador; de modo nenhum um criador estórias. O pregador do Evangelho avança de mãos dadas com o historiador e o apologista.

«Ilustre Teófilo». O adjectivo krátiste faz supor que se trata de um cristão de elevada condição (um mecenas?), a pessoa a quem Lucas dedica os seus dois livros. O título de «ilustre» ou «excelentíssi­mo» usava-se para a nobreza romana e para pessoas com altos cargos na administração do Estado.

4, 14 É aqui que começa S. Lucas a narrar o ministério de Jesus com a pregação na Galileia. «Com a força do Espírito», o mesmo é dizer que com a força e poder divino que estavam em Jesus, dada a sua natureza divina. Há em S. Lucas, uma constante referência ao Espírito Santo, que é um «leitmotiv» desta obra e de Actos. Com efeito, estamos nos tempos messiânicos, e Jesus é o Messias e, como tal, portador do «Espírito do Senhor» (v. 18).

16-21 «Foi então a Nazaré». Não se sabe se S. Lucas, nesta passagem, narra a mesma visita à sua terra natal contada pelos outros evangelistas (cf. Mt 13,54-58; Mc 6,1-6), ou se outra, ou se funde duas visitas num único relato. De qualquer modo, ao apresentá-la logo no início da vida pública, não teve em vista uma simples ordem cronológica, mas sim uma ordem lógica, melhor dito, teológica, com o intuito de começar por fazer ver que Jesus é o Messias, aqui o «Pregoeiro (mebasser) de boas notícias (besorá, evangelho), sobre quem repousa o Espírito Santo, segundo o oráculo de Isaías (Is 61,1-2). «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura» (v. 21) equivale a dizer «Eu sou esse pregoeiro de boas notícias aos pobres».  J. Dupont diz que, com este relato inicial, Lucas pretende, logo de entrada, sugerir a resposta a três questões fundamentais: quem é Jesus, qual a sua missão, e a quem se destina esta sua missão.

18 «O Espirito… me ungiu». A unção no A. T. era para pessoas que tinham uma missão especial dada por Deus: o rei (1Sam 9,16; 2Sam 5,1-13), o sacerdote (Ex 29,7; 40,15), o profeta (para este, pode ser em sentido simbólico: Is 61,1; Ez 16,9), sendo assim o messias davídico, o ungido por excelência. A Teologia explicita o símbolo da unção recebida por Jesus no momento da Incarnação: designa em especial a chamada «união hipostática», em que a natureza humana é assumida pela Pessoa do Verbo. Note-se que de Jesus não se diz, como dos Santos, que recebeu graças e dons do Espírito Santo, mas diz-se que foi ungido, para indicar a plenitude de graça recebida com a união hipostática, de cuja plenitude todos nós recebemos (cf. Jo 1,16).

«Os pobres», aparecem explicitados pelo paralelismo da segunda parte do v. 18: «os cativos, os cegos, os oprimidos». Trata-se duma noção desenhada na pregação dos profetas (cf. Sof 2,3), fortemente espiritualizada – a dos anawim (pobres) – que é retomada por Jesus (cf. Mt 5,3; 18,9-14). Jesus não se dirige a uma determinada classe ou condição social, mas sobretudo àqueles que têm uma determinada atitude religiosa de indigência, humildade e abertura perante Deus, própria de quem confia na sua misericórdia, e não nos méritos ou recursos pessoais. Com efeito, o sentido desta passagem não se esgota na preocupação de Jesus pelos «pobres», que são os «presos», os «cegos», os «oprimidos», no sentido de miséria física, pois Jesus, podendo fazê-lo, não curou todos os doentes, nem resolveu todos os problemas de miséria. Jesus e a sua Igreja (cf. Lumen Gentium, n.° 8) preocupam-se pelos necessitados, mas a sua missão não se reduz à beneficência e promoção humana, nem sequer se pode centrar nela; o seu objectivo é a redenção da miséria do pecado, causa de todos os males, é a libertação da escravidão do demónio e da morte eterna.

19 «Um ano favorável». Alusão clara ao ano jubilar judaico de 50 em 50 anos (Lv 25,8-10), em que ficavam libertos os homens e as terras que por necessidade tinham sido vendidos. Esta libertação material era uma espécie de utopia – não está suficientemente documentada a sua prática na história de Israel – que simboliza e prefigura a libertação espiritual e redenção trazida pelo Messias.

 

Sugestões para a homilia

 

A alegria do Senhor é a vossa fortaleza

Todos fomos baptizados num só Espírito

O Espírito do Senhor está sobre mim

 

A alegria do Senhor é a vossa fortaleza

Sentimos a alegria de estar com Jesus na Santa Missa e podermos ouvir a Sua Palavra. Essa alegria vem da fé e dá-nos força para enfrentar as dificuldades da vida e para lutar pela santidade nas tarefas de cada dia. A alegria do Senhor é a vossa fortaleza –dizia a primeira leitura.

Esta alegria vem-nos da certeza do amor de Jesus e do Seu perdão. Ele tornou-nos filhos de Deus pelo Baptismo e alimenta-nos com a Sua Palavra e a Sua graça para vivermos como filhos de Deus nas ocupações de cada dia.

Ensina-nos que o Pai do Céu está atento aos nossos problemas, até aos mais pequenos e tem poder para os resolver. “Até os cabelos da nossa cabeça estão todos contados” (Mt 10,30  ).

Nada devemos temer a não ser ofender a Deus pelo pecado. Só o pecado nos pode roubar a alegria.  Mas Jesus deixou remédio para ele, instituindo a confissão que entregou à Sua Igreja e que é como que um segundo baptismo.

 

 Todos fomos baptizados num só Espírito

No Baptismo Jesus comunicou o Espírito Santo a cada um de nós: “Todos nós fomos baptizados num só Espírito para constituirmos um só Corpo e a todos nos foi dado beber um só Espírito” (2ª leit).

A Nicodemos Jesus disse: “Não pode ver o Reino de Deus senão aquele que nascer de novo”.E  Nicodemos perguntou como posso eu nascer sendo velho? Posso eu entrar no seio de minha mãe e nascer outra vez? Jesus respondeu-lhe: “quem não renascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,3-5)

 Pelo Baptismo recebemos uma vida nova, a graça santificante, que é participação da natureza divina. Por ele nos tornámos filhos de Deus e recebemos em nós o Espírito Santo, que veio habitar em nossa alma e nos ensina a tratar com Deus com a confiança de meninos e a exclamar: “Abbá, Pai” (Rom,8,15), paizinho.

Ele tem o encargo de nos fazer santos, pintando em nossa alma a imagem de Jesus. Temos de colaborar com Ele, deixar-nos guiar, guardando com amor a palavra de Jesus e estando atentos às Suas inspirações ao longo de cada dia.

 “Não contristeis o Espírito Santo” – dizia S.Paulo (Eph 4,30). Entristecemos o divino Paráclito quando fazemos algum pecado e também quando desprezamos as Suas inspirações. Ele derrama em nossa alma a graça que Jesus nos mereceu com o Seu sangue. Ajuda-nos a cumprir com prontidão a vontade de Deus em cada momento. Ensina-nos a rezar. Ele próprio “ora em nós com gemidos inenarráveis” (Rom,8,26).

 

 O Espírito do Senhor está sobre mim

Jesus em Nazaré aplica a Si mesmo as palavras do profeta Isaías: “O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque Ele me enviou para anunciar a Boa Nova aos pobres” (Ev.)

Ele é o Messias prometido, ungido pelo Espírito Santo.

No dia de Pentecostes enviou o Paráclito aos Apóstolos reunidos no Cenáculo. Veio em forma de línguas de fogo, que incendiaram os seus corações no fogo do amor de Deus. E permanece na Igreja pelos tempos fora.

 É a alma da Igreja. Faz que estejamos unidos a Cristo no Seu Corpo Místico e unidos uns aos outros. Somos membros muito diferentes mas ajudamo-nos mutuamente. É o Espirito Santo que faz que a Igreja esteja unida e se renove continuamente ao longo dos tempos.

Ele a guia na verdade e a santifica para ser esposa santa e imaculada, apesar dos pecados dos seus filhos.

Quando morreu o Papa Pio VI, exilado em França, levado pelos revolucionários franceses, os jornais diziam: morreu Pio VI e último. Para eles a Igreja estava morta. Mas enganaram-se. A Pio VI sucedeu Pio VII, que teve papel importante na Europa de então e sucederam-lhe, depois, papas de grande prestigio, muitos deles foram sábios e santos já canonizados. Também hoje alguns querem denegrir a Igreja, avolumando escândalos. Mas não levarão a melhor, porque o Espírito Santo continua nela para a renovar.

 

Fala o Santo Padre

 

«Na sinagoga Jesus revela o agora de Deus, que vem ao nosso encontro para nos chamar,

também a nós, a tomar parte no seu agora»

«Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos n’Ele. Começou, então, a dizer-lhes: “Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura, que acabais de ouvir” » (Lc 4, 20-21).

O Evangelho apresenta-nos, assim, o início da missão pública de Jesus. Apresenta-O na sinagoga que O viu crescer, circundado por conhecidos e vizinhos e talvez até por algum dos seus «catequistas» de infância que Lhe ensinou a lei. Momento importante na vida do Mestre quando Ele – a criança que Se formara e crescera dentro daquela comunidade – Se levantou e tomou a palavra para anunciar e realizar o sonho de Deus. Uma palavra até então proclamada apenas como promessa do futuro, mas que, na boca de Jesus, só podia ser pronunciada no presente, tornando-se realidade: «Cumpriu-se hoje».

Jesus revela o agora de Deus, que vem ao nosso encontro para nos chamar, também a nós, a tomar parte no seu agora, no qual «anunciar a Boa-Nova aos pobres», «proclamar a libertação aos cativos e, aos cegos a recuperação da vista», «mandar em liberdade os oprimidos» e «proclamar um ano favorável da parte do Senhor» (cf. Lc 4, 18-19). É o agora de Deus que, com Jesus, se faz presente, se faz rosto, carne, amor de misericórdia que não espera situações ideais ou perfeitas para a sua manifestação, nem aceita desculpas para a sua não-realização. Ele é o tempo de Deus que torna justos e oportunos todos os espaços e situações. Em Jesus, começa e faz-se vida o futuro prometido.

Quando? Agora. Mas nem todos aqueles que lá O ouviram, se sentiram convidados ou convocados. Nem todos os seus vizinhos de Nazaré estavam prontos para acreditar em alguém que conheciam e tinham visto crescer e que os convidava a realizar um sonho há muito aguardado. Antes, pelo contrário! Diziam: «Mas não é o filho de José?» (cf. Lc 4, 22).

A nós, também pode suceder o mesmo. Nem sempre acreditamos que Deus possa ser tão concreto no dia-a-dia, tão próximo e real, e menos ainda que Se faça assim presente agindo através de alguém conhecido, como um vizinho, um amigo, um parente. Nem sempre acreditamos que o Senhor nos possa convidar a trabalhar e meter as mãos na massa juntamente com Ele no seu Reino de forma tão simples mas incisiva. Custa a aceitar que «o amor divino se tornou concreto e quase experimentável na história com todas as suas vicissitudes ásperas e gloriosas» (Bento XVI, Catequese na Audiência Geral de 28/IX/2005).

E não é raro comportarmo-nos como os vizinhos de Nazaré, quando preferimos um Deus à distância: magnífico, bom, generoso, bem desenhado, mas distante e sobretudo que não incomode, um Deus «domesticado». Porque um Deus próximo no dia-a-dia, um Deus amigo e irmão pede-nos para aprendermos proximidade, presença diária e, sobretudo, fraternidade. Ele não quis manifestar-Se de modo angélico ou espetacular, mas quis oferecer-Se-nos com um rosto fraterno e amigo, concreto, familiar. Deus é real, porque o amor é real; Deus é concreto, porque o amor é concreto. E é precisamente esta «dimensão concreta do amor aquilo que constitui um dos elementos essenciais da vida dos cristãos» (Bento XVI, Homilia, 1/III/2006).

Também nós podemos correr os mesmos riscos que os vizinhos de Nazaré, quando, nas nossas comunidades, o Evangelho se quer fazer vida concreta e começamos a dizer: «Mas, estes jovens, não são filhos de Maria, de José, não são irmãos de..., parentes de…? Não são aquelas crianças que nós ajudamos a crescer? É melhor que se calem! Como podemos acreditar neles? E este ali… não é o que partia sempre os vidros com a bola?» E, assim, uma pessoa que nascera para ser profecia e anúncio do Reino de Deus acaba domesticada e empobrecida. Querer domesticar a Palavra de Deus é uma tentação de todos os dias.

E também a vós, queridos jovens, pode acontecer o mesmo, sempre que pensais que a vossa missão, a vossa vocação e até a vossa vida é uma promessa mas que vale só para o futuro, nada tem a ver com o presente. Como se ser jovem fosse sinónimo de «sala de espera» para quem aguarda que chegue o seu turno. E, enquanto este não chega, inventam para vós ou vós próprios inventais um futuro higienicamente bem embalado e sem consequências, bem construído e garantido com tudo «bem assegurado». Não queremos oferecer-vos um futuro de laboratório! É a «ficção» da alegria, não a alegria do dia de hoje, do concreto, do amor. E assim, com esta «ficção» da alegria, vos «tranquilizamos», vos adormentamos para não fazerdes barulho, para não estorvardes demasiado, não colocardes interrogativos a vós mesmos e a nós, para não vos pordes em discussão a vós próprios e a nós; e «entretanto» os vossos sonhos perdem altitude, tornam-se rasteiros, começam a adormentar-se e ficam «ilusões» pequenas e tristes (cf. Francisco, Homilia do Domingo de Ramos, 25/III/2018), só porque consideramos ou considerais que o vosso agora ainda não chegou; que sois demasiado jovens para vos envolverdes no sonho e construção do amanhã. E, assim, continuamos a adiar-vos... E sabeis uma coisa? Muitos jovens gostam disso. Por favor, ajudemo-los para que não gostem, que reajam, que queiram viver o «agora» de Deus.

[..,] Não amanhã; agora! Pois, onde agora está o teu tesouro, aí está também o teu coração (cf. Mt 6, 21); e, aquilo que vos apaixona, conquistará não apenas a vossa imaginação, mas envolverá tudo. Será aquilo que vos faz levantar de manhã e incita nos momentos de cansaço, aquilo que vos abrirá o coração enchendo-o de maravilha, de alegria e de gratidão. Senti que tendes uma missão e apaixonai-vos por ela, tudo dependerá disto (cf. Pedro Arrupe S.J., Nada és más práctico). Poderemos ter tudo; mas, queridos jovens, se falta a paixão do amor, faltará tudo! A paixão do amor hoje! Deixemos que o Senhor nos faça enamorar e nos leve para o amanhã!

Para Jesus, não há um «entretanto», mas um amor de misericórdia que quer penetrar no coração e conquistá-lo. Ele quer ser o nosso tesouro, porque Jesus não é um «entretanto» na vida nem uma moda passageira: é amor de doação que convida a doar-se.

É amor concreto, de hoje, próximo, real; é alegria festiva que nasce da opção de participar na pesca miraculosa da esperança e da caridade, da solidariedade e da fraternidade frente a tantos olhares paralisados e paralisadores por causa dos medos e da exclusão, da especulação e da manipulação.

[…] Queridos jovens, quereis viver em concreto o vosso amor? O vosso «sim» continue a ser a porta de entrada para que o Espírito Santo conceda um novo Pentecostes à Igreja e ao mundo. Assim seja.

       Papa Francisco, Homilia, Campo São João Paulo II – Metro Park, Panamá, 27 de janeiro de 2019

 

Oração Universal

 

Jesus fala-nos e reza connosco em cada missa. Na oração universal apresentamos com Ele ao Pai as necessidades de todos os homens. Vamos fazê-lo cheios de fé e confiança, dizendo:

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

1-Pela Santa Igreja Católica, para que todos vejam nela a Cristo presente entre os homens, que nos convida a conhecer e amar a Deus, oremos ao Senhor

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

2-Pelo Santo Padre, para que seja instrumento dócil do Espírito Santo na condução do Rebanho de Cristo e todos vejam nele a Jesus, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

3-Pelos bispos e sacerdotes, para que se gastem generosamente ao serviço das almas e todos saibam acolhê-los com fé e visão sobrenatural, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

4-Por todos os cristãos, para que vivam melhor a Eucaristia de cada domingo, e nela se encham da força e da alegria de Cristo, que nos convida à santidade, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

5-Para que aumentem em toda a Igreja as vocações de entrega total ao Senhor e os casados saibam viver o matrimónio como caminho de santidade, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

6-Pelos jovens de todo o mundo e sobretudo da nossa comunidade paroquial para que, seguindo a Jesus, se deixem guiar pelo Seu Espírito para renovarem o mundo, oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

 

7-Para que todos os cristãos procurem crescer na fé e testemunhá-la com valentia na sua vida , oremos ao Senhor.

 Senhor, aumentai a nossa fé e o nosso amor

Senhor, que nos encheis da Vossa graça em Cristo, presente na Eucaristia, fazei-nos viver da vida nova em Cristo, na fé, na esperança, e na caridade.

Pelo mesmo N.S.J.C.Vosso Filho que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Esplendor que vem de Deus – M. Faria, NRMS, 14

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, e santificai os nossos dons, a fim de que se tornem para nós fonte de salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: C. Silva - OC (pg 537)

 

Monição da Comunhão

 

Jesus veio até nós na consagração. Vamos agora acolhê-Lo em nosso coração com mais fé e mais amor.

 

Cântico da Comunhão: Voltai-vos para o Senhor – S. Marques, NRMS, 58

 

Salmo 33, 6

Antífona da comunhão: Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados, o vosso rosto não será confundido.

 

Ou

Jo 8, 12

Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor. Quem Me segue não anda nas trevas, mas terá a luz da vida.

 

Cântico de acção de graças: Senhor, Tu és a Luz – Az. Oliveira, NRMS, 6

 

Oração depois da comunhão: Deus omnipotente, nós Vos pedimos que, tendo sido vivificados pela vossa graça, nos alegremos sempre nestes dons sagrados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Queremos guardar a Palavra de Jesus, vivê-la pela fé e testemunhá-la pela caridade.

 

Cântico final: Ao Deus do universo - J. Santos, NRMS, 1

 

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 24-I:  Vitória sobre o pai do pecado e da morte.

2 Sam 5, 1-7. 10 / Mc 3, 22-30

Mas ninguém pode entrar em casa.de um homem forte e saquear todos os bens que lhe pertencem, sem primeiro o amarrar.

Jesus enfrentou o demónio, quando foi tentado no deserto. Também amarrou o homem forte para lhe tirar os despojos (EV). Esta vitória antecipa a vitória na Paixão. Mas toda a criação só ficará livre do pecado e da morte pela derrota definitiva do demónio.

Também o Rei David entrou em Jerusalém vencendo os jebusitas, porque o Senhor estava com ele (LT). Outros meios para o combate: a vigilância e a fortaleza. Ninguém pode entrar em casa de um homem forte e saquear os seus bens (EV), e também o desagravo pelas blasfémias contra o Espírito Santo (EV) .

 

3ª Feira, 25-I: A Conversão de S. Paulo: A conversão e os seus frutos.

Act 22, 3-16 ou Act 9, 1-22 / Mc 16, 15-18

Que hei-de fazer, Senhor? E o Senhor respondeu: Levanta-te e vai a Damasco e lá te dirão o que foi determinado.

A caminho de Damasco, Saulo encontrou Jesus, e a sua vida mudou completamente. A graça de Deus condu-lo à conversão e pergunta: Que hei-de fazer Senhor? (LT).

Para obter a unidade dos cristãos é imprescindível a conversão pessoal, o oferecimento das incomodidades, o bom cumprimento dos nossos deveres, a orientação da vida segundo os ensinamentos de Cristo. Lá te dirão tudo o que foi determinado (LT). Esta conversão será decisiva para a expansão da Igreja, que alcançará os pagãos: Ide a todo o mundo e proclamai a Boa Nova a todas as criaturas (EV).

 

4ª Feira, 26-I: S. Timóteo e Tito.

2 Tim 1, 1-8 ou Tit 1, 1, 1-5 / Lc 10, 1-9

Ide e olhai que vos mando em missão como cordeiros no meio de lobos.

Timóteo e Tito foram dois discípulos e colaboradores de S. Paulo. Tiveram a seu cargo as igrejas de Éfeso e de Creta.

No cumprimento das suas missões também encontraram o cenário profetizado por Cristo: como cordeiros no meio de lobos (EV). Para ajudá-los, S. Paulo escreve desde Roma, na prisão, estas cartas Pastorais. E recomenda-lhes como cuidar dos pastores e dos fiéis, para se manterem firmes na fé, etc. Nós encontramos esta agressividade no ambiente, mas não devemos ter receio de dar bons testemunhos.

 

5ª Feira, 27-I: A verdade: fidelidade e luz.

2 Sam 7, 18-19. 24-29 / Mc 4, 21-25

David: Quem sou eu, Senhor Deus, quem é a minha casa, para me terdes feito chegar àquilo que sou?

David é rei sagrado segundo o Coração de Deus. A sua oração é a adesão fiel à promessa divina (LT), confiança naquele que é o único Rei e Senhor.

A confiança de David está apoiada na Palavra de Deus (LT). Inclinai, Senhor, o vosso ouvido e atendei-me (SR). Por isso é que podemos confiar plenamente, em todas as coisas, na verdade e fidelidade à palavra de Deus. Esta á a Verdade, que é Cristo, que há-de iluminar todas as nossas acções: a lâmpada (a Luz e a Verdade) não se pode esconder, para iluminar os caminhos divinos da Terra (EV.)

 

6ª Feira, 28-I: A semente divina e a semente diabólica.

2 Sam 11, 1-4 .5-10.13-17 / Mc 4, 26-34

O reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado no terreno, é a menor de todas as sementes que há na terra.

A Palavra do Senhor compara-se à semente lançada ao campo. Depois, por força própria, a semente germina e cresce até ao tempo da colheita. Deus serve-se do que é pequeno, para actuar no mundo e nas almas, como a semente do grão de mostarda (EV).

Pelo contrário, se recebemos uma semente «diabólica» e a acolhemos, os frutos serão dramáticos. Assim aconteceu neste episódio da vida de David. Deixou-se levar pela sensualidade, tomou para si a mulher de um seu general e preparou as coisas para a morte dele (LT). Pequei, Senhor, pratiquei o que é mal a vossos olhos (SR).

 

Sábado, 29-I: A inveja, a humildade e a fé.

2 Sam 12, 1-7. 10-17 / Mc 4, 35-41

Apoderou-se da ovelha e mandou-a preparar para o seu banquete.

Quando o profeta Natã quis mover o rei David ao arrependimento contou-lhe esta história do pobre que só possuía uma ovelha, e do rico, que tinha inveja dele e acabou por roubar-lhe a ovelha (LT). A inveja pode levar aos maiores crimes, pois foi pela inveja do demónio que a morte entrou no mundo. Cria em mim, Senhor, um coração puro (SR)..

A inveja nasce quase sempre do orgulho. Para o vencer, precisamos ser muito humildes. E também precisamos da fé, pela qual nos apoiamos mais em Deus do que em nós próprios. Como é que não tendes fé?

 

 

Celebração e Homilia:       Celestino Ferreira R. Correia

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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