17º Domingo Comum

25 de Julho de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Deus vive na sua morada santa – A. F. Santos, NRMS, 38

Salmo 67, 6-7.36

Antífona de entrada: Deus vive na sua morada santa, Ele prepara uma casa para o pobre. É a força e o vigor do seu povo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

O Reino do Céu, para o qual todos fomos criados é um Reino de amor. Para lá chegarmos é necessário que nestes sempre breves dias da vida aprendamos verdadeiramente a amar. De fato, à luz da fé, só viveremos na medida em que amarmos isto é, na medida em que estivermos atentos às necessidades do nosso próximo.

Deus nosso Pai, que ama sem cálculos e sem medida, convida-nos a assumir uma atitude semelhante à Sua, para com todos os irmãos que, dia a dia, caminham ao nosso lado. As leituras da Missa de hoje falam-nos desse “abrir as mãos” do Senhor, para saciar a nossa fome. Se formos generosos com Deus, Ele será generosíssimo connosco.

 

Ato penitencial

 

Sempre que, por egoísmo resistimos aos apelos das necessidades materiais ou espirituais do nosso próximo, ofendemos o Senhor. Examinemo-nos com diligência e arrependidos. Comecemos por pedir perdão das nossas faltas de amor, que são sempre os nossos pecados.

 

Oração colecta: Deus, protector dos que em Vós esperam: sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já aos bens eternos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O profeta Eliseu, tendo recebido as primícias das colheitas, concretizadas em vinte pães de cevada, ordena ao ofertante que os reparta pelas cem pessoas que ali se encontram reunidas.

Com este gesto profético chama a nossa atenção para o fato de que muitas coisas que estão por vezes como inúteis em nossas mãos, podem servir a outros.

 

 

2 Reis 4,42-44

Naqueles dias, 42veio um homem da povoação de Baal-Salisa e trouxe a Eliseu, o homem de Deus, pão feito com os primeiros frutos da colheita. Eram vinte pães de cevada e trigo novo no seu alforge. Eliseu disse: «Dá-os a comer a essa gente». 43O servo respondeu: «Como posso com isto dar de comer a cem pessoas?» Eliseu insistiu: «Dá-os a comer a essa gente, porque assim fala o Senhor: ‘Comerão e ainda há-de sobrar’». 44Deu-lhos e eles comeram, e ainda sobrou, segundo a palavra do Senhor.

 

O nosso texto é extraído do chamado «ciclo de Eliseu» (2Rs 2,13 – 13,25), onde se contam grandes prodígios deste profeta. Foi escolhido para a Liturgia de hoje para pôr em evidência a superioridade de Jesus sobre o maior taumaturgo de todos os profetas. De facto, o contraste é flagrante: com 20 pães Eliseu alimentou 100 pessoas, ao passo que Jesus, com 5 pães, alimenta 5000. A desproporção é de 1 para 5 e de 1 para mil, e nem sequer o aspecto prodigioso se situa no mesmo plano, pois não se diz que Eliseu multiplicou o pão, mas apenas que fartou a sua gente.

 

Salmo Responsorial      Sl 144 (145), 10-11.15-16.17-18 (R. cf. 16)

 

Monição: Como resposta aos prodígios que Deus opera em nosso favor, como foi a multiplicação dos pães, operada por meio do profete Eliseu, o salmista convida-nos a entoar um cântico de louvor ao Altíssimo.

 

Refrão:         Abris, Senhor, as vossas mãos

                      e saciais a nossa fome.

 

Graças Vos dêem, Senhor, todas as criaturas

e bendigam-Vos os vossos fiéis.

Proclamem a glória do vosso reino

e anunciem os vossos feitos gloriosos.

 

Todos têm os olhos postos em Vós,

e a seu tempo lhes dais o alimento.

Abris as vossas mãos

e todos saciais generosamente.

 

O Senhor é justo em todos os seus caminhos

e perfeito em todas as suas obras.

O Senhor está perto de quantos O invocam,

de quantos O invocam em verdade.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na carta aos fieis de Éfeso, recomenda algumas virtudes fundamentais para o cristão, como são a humildade, a mansidão e a paciência. Estas virtudes dispõem o Senhor para nos conceder os Seus dons e aos que vivem connosco a abraçarem a fé em Cristo.

 

Efésios 4,1-6

Irmãos: 1Eu, prisioneiro pela causa do Senhor, recomendo-vos que vos comporteis segundo a maneira de viver a que fostes chamados: 2procedei com toda a humildade, mansidão e paciência; suportai-vos uns aos outros com caridade; 3empenhai-vos em manter a unidade de espírito pelo vínculo da paz. 4Há um só Corpo e um só Espírito, como existe uma só esperança na vida a que fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só Baptismo. 6Há um só Deus e Pai de todos, que está acima de todos, actua em todos e em todos Se encontra.

 

A leitura corresponde ao início das exortações morais da Epístola (cap. 4 – 6). Pelo que diz no v. 1 – «estou na prisão» – ficamos a saber que S. Paulo escreve estando prisioneiro. Segundo a opinião tradicional, S. Paulo estaria no primeiro cativeiro romano, entre os anos 60-61 e 62-63; o Apóstolo não estava num calabouço, mas no regime da «custodia libera», com o braço direito preso ao esquerdo dum soldado que se revezava, esperando, numa certa liberdade, a hora de ser julgado no tribunal imperial, vivendo por conta própria (cf. Act 28,16). As razões para negar a autenticidade paulina da carta pela maioria dos críticos não são absolutamente peremptórias.

3-6 A unidade de espírito, para que se apela tem uma base doutrinal sólida: «Há um só Corpo», o de Cristo, que é uma única Igreja (cf. Ef 1,22-23); «há um só Espírito», o Espírito Santo, a alma da Igreja; «uma só esperança», o mesmo Céu para todos, a vida eterna a que estamos destinados; «há só Senhor, uma só fé…». Como diz o Vaticano II, no decreto sobre o ecumenismo, «o Espírito Santo, que habita nos crentes, enche e rege toda a Igreja, realiza aquela maravilhosa comunhão dos fiéis e une a todos tão intimamente em Cristo, que é o princípio da unidade da Igreja» (UR, 2).

 

Aclamação ao Evangelho           Lc 7, 16

 

Monição: Deus, nosso Pai, com a Sua divina Providência, sempre nos acompanha nos caminhos da vida e está atento ás nossas necessidades. Muitos são os prodígios que Ele opera em nosso favor. O Evangelho que vamos escutar nos fala dessa atenção que Deus sempre tem para connosco.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – Az. Oliveira, NRMS, 36

 

Apareceu entre nós um grande profeta:

Deus visitou o seu povo.

 

 

Evangelho

 

São João 6,1-15

Naquele tempo, 1Jesus partiu para o outro lado do mar da Galileia, ou de Tiberíades. 2Seguia-O numerosa multidão, por ver os milagres que Ele realizava nos doentes. 3Jesus subiu a um monte e sentou-Se aí com os seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. 5Erguendo os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: «Onde havemos de comprar pão para lhes dar de comer?» 6Dizia isto para o experimentar, pois Ele bem sabia o que ia fazer. 7Respondeu-Lhe Filipe: «Duzentos denários de pão não chegam para dar um bocadinho a cada um». Disse-Lhe um dos discípulos, 8André, irmão de Simão Pedro: 9«Está aqui um rapazito que tem cinco pães de cevada e dois peixes. Mas que é isso para tanta gente?» 10Jesus respondeu: «Mandai sentar essa gente». Havia muita erva naquele lugar e os homens sentaram-se em número de uns cinco mil. 11Então, Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, fazendo o mesmo com os peixes; e comeram quanto quiseram. 12Quando ficaram saciados, Jesus disse aos discípulos: «Recolhei os bocados que sobraram, para que nada se perca». 13Recolheram-nos e encheram doze cestos com os bocados dos cinco pães de cevada que sobraram aos que tinham comido. 14Quando viram o milagre que Jesus fizera, aqueles homens começaram a dizer: «Este é, na verdade, o Profeta que estava para vir ao mundo». 15Mas Jesus, sabendo que viriam buscá-l’O para O fazerem rei, retirou-Se novamente, sozinho, para o monte.

 

A importância doutrinal deste capítulo 6 do Quarto Evangelho é posta em evidência pelo facto de ser o mais comprido de todos os relatos joaninos. Não deixa de ser significativo que tenhamos nos Evangelhos seis relatos de multiplicação do pão; esta insistência parece corresponder a um interesse motivado pela relação deste milagre com a Eucaristia, podendo observar-se em todos esses relatos uma grande semelhança de linguagem com os da instituição da Eucaristia, os quais, por sua vez, têm fortes ressonâncias litúrgicas, provenientes certamente da vida das primitivas comunidades. Em João o relato do milagre serve mesmo de introdução ao discurso do pão do Céu que se lhe segue. Por outro lado, fica patente que a pregação de Jesus se dirige a pessoas que não são puros espíritos, mas são gente que precisa tanto do pão para a boca como do pão para a alma. Vêm a propósito as palavras de Bento XVI, Deus caritas est, nº 32: «A prática da caridade é um acto da Igreja enquanto tal, e também ela, tal como o serviço da Palavra e dos Sacramentos, faz parte da sua missão originária».

É interessante verificar que S. João, além de conservar muitos pormenores que os Sinópticos não transmitiram, em nada contradiz o relato dos outros três Evangelhos. Com efeito, ele refere a ocasião da Páscoa (v. 4), que os pães eram de cevada {v. 9), que o chão tinha erva abundante (v. 10), conserva o nome dos dois discípulos (vv. 5.8) e que quem tinha os 5 pães era um rapaz (v. 9). Por outro lado, o IV Evangelho dá maior relevo à figura de Jesus que é quem toma iniciativas (vv. 6.12).

1. A tradição cristã palestina considera que «o outro lado do mar da Galileia» não é a margem oriental, mas o outro lado dum golfo existente na mesma margem ocidental (Tabga).

4ss. A referência à proximidade da Páscoa, sublinhada com a referência à muita erva própria da época pascal (v. 10), é como a chave para que o leitor descubra que o milagre da multiplicação do pão prefigura a Páscoa cristã e a instituição da Santíssima Eucaristia.

14. «O Profeta», isto é, o novo Moisés, o Messias anunciado em Dt 18,15.

S. João Paulo II fez uma bela aplicação deste milagre à vida cristã; ele pôs em evidência como Deus conta com a nossa pouquidão para fazer o que a razão humana não se atreve a esperar, como foi sucedeu com a generosidade dum rapazito (v. 9): Mensagem de 8 de setembro de 1997.

 

Sugestões para a homilia

 

     1. “Abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome.

     2. Como proceder para resolver as carências do nosso tempo.

     3. Apelos à felicidade tão desejada, são apelos á santidade de vida.

 

 

1.     Abris, Senhor, as vossas mãos e saciais a nossa fome.

 

E as Leituras da Missa de hoje, falam-nos desse “abrir as Mãos” do Senhor para saciar a nossa fome. O povo humilde de Israel passava mesmo fome, pois tinha apenas uma pobre refeição por dia. Por isso, sobretudo para eles, falar-lhes em comer era motivo de grande alegria e satisfação. A Sagrada Escritura tantas vezes o faz, chegando mesmo a comparar a felicidade do Céu com “um lauto banquete”.

As Leituras de hoje, falam-nos de dois milagres que têm em mente dar de comer a quem tem fome: o homem de Baal-Salisa, que traz vinte pães de cevada (era o pão dos pobres). E com esses vinte pães dá de comer a cem pessoas. Por sua vez no Evangelho, vemos Jesus com cinco pães e dois peixes a dar de comer a mais de cinco mil pessoas e no final ainda sobrarem doze cestos. É sem dúvida um milagre muito maior do que o de Eliseu. Tal fato procura mostrar também a grandeza do poder e do amor de Deus por nós.

 

2.     Como proceder para resolver as carências do nosso tempo.

 

Há algo de comum entre estes dois milagres: ambos se serviram de pães e de peixes trazidos por alguém que entregaram tudo quanto possuíam.

Na hora presente existem muitas carências no mundo. Há mesmo muita gente a morrer de fome. É caso para perguntar porque será que o Senhor não realiza agora milagres como os que as leituras da Missa de hoje nos narram? E a resposta é-nos dada mais uma vez por Nosso Senhor Jesus Cristo: “Procurai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua Justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo”. O Senhor, que na Sua Providência tudo nos quer dar, nos prova com fatos, que quando sabemos dar prioridade ao Seu Reino de Amor e consequentemente formos generosos com os que precisam, Ele será sempre generosíssimo connosco. O homem de Baal-Salisa entregou os vinte pães que possuía e o rapazinho do Evangelho, fez o mesmo. No final, todos comeram com abundância e ainda sobraram doze cestos.

 

3.     Apelos à felicidade tão desejada, são apelos à santidade de vida.

 

S. Paulo, na Segunda Leitura da Missa de hoje, recomenda-nos que nos comportemos segundo a maneira de viver a que fomos chamado. E todos fomos chamados à felicidade, que o mesmo é dizer chamados à santidade, pois seremos tanto mais felizes quanto mais santos. Logo a santidade de cada um será tanto maior quanto maior for também o amor que colocarmos nas relações que tivermos com Deus e com os irmãos, isto é todos os outros. Foi esta revolução de Amor que Jesus veio trazer à Terra. Ela é a única capaz de transformar a sociedade, onde nada faltará. Como é importante compreender e viver esta lógica divina!

Vamos estar mais atentos a este chamamento, que a todos é dirigido. Sendo generosos na nossa atenção aos outros, teremos a alegria de experimentar como Deus, nosso Pai, abrirá as Suas Mãos e nos saciará, com Suas graças, não só para vivermos felizes estes sempre breves dias da vida, mas também a felicidade eterna no Céu, para o qual todos fomos criados. Se formos generosos com Deus, Ele será generosíssimo connosco.

 

Fala o Santo Padre

 

«O Evangelho convida-nos a permanecer disponíveis e laboriosos,

como aquele jovem que se dá conta de que tem cinco pães, e diz: “Ofereço isto, vê o que podes fazer...”.»

O Evangelho de hoje (cf. Jo 6, 1-15) apresenta a narração da multiplicação dos pães e dos peixes. Vendo a grande multidão que o tinha seguido até aos arredores do lago de Tiberíades, Jesus dirige-se ao apóstolo Filipe e pergunta: «Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?» (v. 5). De facto, os poucos denários que Jesus e os apóstolos possuíam não eram suficientes para alimentar aquela multidão. Então eis que André, um dos Doze, levou até Jesus um jovem que pôs à disposição tudo o que tinha: cinco pães e dois peixes; mas certamente — diz André — o que é isto para tanta gente (cf. v. 9)? Generoso este rapaz! Corajoso. Também ele via a multidão e os seus cinco pães. Disse: «Tenho isto: se servir, estão à disposição». Este jovem faz-nos refletir... Que coragem... Os jovens são assim, são corajosos. Devemos ajudá-los a levar em frente esta coragem. No entanto, Jesus pede aos discípulos que fizessem sentar as pessoas, depois tomou os pães e os peixes, deu graças ao Pai e os distribuiu (cf. v. 11) e todos puderam comer à saciedade. Todos comeram quanto quiseram.

Com esta página evangélica, a liturgia induz-nos a não desviar o olhar daquele Jesus que no domingo passado, no Evangelho de Marcos, ao ver «uma multidão, compadeceu-se dela» (6, 34). Também o jovem dos cinco pães compreendeu esta compaixão, e disse: “Pobrezinhos! Tenho isto...”. A compaixão levou-o a oferecer o que possuía. De facto, hoje João mostra-nos de novo Jesus atento às necessidades primárias das pessoas. O episódio brota de um facto concreto: as pessoas sentem fome e Jesus envolve os seus discípulos a fim de que esta fome seja saciada. Este é o facto concreto. Às multidões, Jesus não se limitou a doar isto — ofereceu a sua Palavra, a sua consolação, a sua salvação, enfim, a sua vida — mas certamente fez também isto: cuidou da alimentação para o corpo. E nós, seus discípulos, não podemos fazer de contas que nada acontece. Só se ouvirmos as exigências mais simples das pessoas e nos pusermos ao lado das suas situações existenciais reais poderemos ser ouvidos quando falarmos de valores superiores.

O amor de Deus pela humanidade faminta de pão, de liberdade, de justiça, de paz e, sobretudo, da sua graça divina, nunca esmorece. Jesus continua também hoje a alimentar, a tornar-se presença viva e consoladora, através de nós. Portanto, o Evangelho convida-nos a permanecer disponíveis e laboriosos, como aquele jovem que se dá conta de que tem cinco pães, e diz: “Ofereço isto, vê o que podes fazer...”. Face ao grito de fome — todos os tipos de “fome” — de tantos irmãos e irmãs no mundo inteiro, não podemos permanecer espectadores indiferentes e tranquilos. O anúncio de Cristo, pão da vida eterna, exige um esforço generoso de solidariedade em prol dos pobres, débeis, últimos e indefesos. Esta ação de proximidade e caridade é a melhor confirmação da qualidade da nossa fé, quer a nível pessoal, quer comunitário.

Depois, no final da narração, quando todos se sentiram saciados, Jesus diz aos discípulos para recolherem os pedaços que sobejaram a fim de que nada fosse desperdiçado (cf. v. 12). Gostaria de vos propor esta frase de Jesus: «Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca» (v. 12). Penso nas pessoas que têm fome e na quantidade de alimentos que deitamos fora... Cada um de nós reflita: o que sobra do almoço, do jantar, para onde vai? Na minha casa, o que fazemos com a comida que sobra? Deitamos fora? Não. Se tens este hábito, dou-te um conselho: conversa com os teus avós que viveram o pós-guerra, e pergunta-lhes o que faziam com a comida não consumida. Nunca deiteis fora os alimentos que sobejam. Ele pode ser reelaborado ou oferecido a quem o possa comer, a quem tem necessidade. Nunca deiteis fora a comida que sobra. É um conselho e ao mesmo tempo um exame de consciência: o que fazemos em casa com a comida que sobra?

Rezemos à Virgem Maria, a fim de que no mundo prevaleçam os programas dedicados ao desenvolvimento, à alimentação, à solidariedade e não os do ódio, dos armamentos e da guerra.

 Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 29 de julho de 2018

 

Oração Universal

 

     Caríssimos irmãos e irmãs,

     acorramos confiadamente à liberalidade do Senhor

     apresentando-Lhe as grandes carências do nosso tempo

     com a esperança de que seremos por Ele bem atendidos,

     oremos.

 

     Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

    

1.     Para que os pais e todos os que participam da sua missão

ensinem os jovens a estarem atentos aos mais carenciados,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

    

2.     Para que o santo Padre, com os Bispos em comunhão com ele

nos iluminem e confortem na vida com a luz da Palavra de Deus,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

3.     Para que todas as pessoas despertem para a solidariedade,

ajudando os mais necessitados a terem qualidade de vida,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

4.     Para que as pessoas que se dedicam a ajudar os outros

recebam do Senhor Jesus a verdadeira alegria de saber partilhar,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

5.     Para que todos sejamos verdadeiramente agradecidos

a todos os que, no trabalho ou fora dele, nos servem,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

 

6.     Para que os familiares e amigos falecidos

pela misericórdia de Deus, descansem, para sempre na alegria do céu,

oremos, irmãos.

 

R. Atendei Senhor, a oração dos Vossos filhos.

 

Senhor que nos dais tantas provas da Vossa liberalidade,

para que vivamos todos felizes já nesta vida terrena:

ensinai-nos a viver atentos às necessidades dos outros,

para imitarmos a Vossa liberalidade e merecermos o Céu.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

na união com o Pai e o Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Aceitai, Senhor, a nossa humilde oferta – M. Faria, NRMS, 7 (I)

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons que recebemos da vossa generosidade e trazemos ao vosso altar, e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça, nos santifiquem na vida presente e nos conduzam às alegrias eternas. Por Nosso Senhor.

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 14

 

Monição da Comunhão

 

Como é grande a generosidade de Deus para connosco! Apesar de ter dado a Vida por todos e cada um de nós, fica connosco na Santíssima Eucaristia! Vamos recebê-lO com muito amor, muita fé e prometamos corresponder à Sua generosidade.

 

Cântico da Comunhão: Formamos um só  corpo – C. Silva, OC, pg 125

Salmo 102, 2

Antífona da comunhão: Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

 

Ou

Mt 5, 7-8

Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

 

Cântico de acção de graças: Quanta alegria é para mim – H. Faria, NRMS, 18

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho, fazei que este dom do seu amor infinito sirva para a nossa salvação. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

A correspondência, que nos é pedida ao Amor infinito de Deus, há-de manifestar-se no nosso dia a dia na forma concreta como amamos o nosso próximo que a Deus pertence. Preocupemo-nos uns pelos outros, para que a todos nada falte e consigamos um dia encontrarmo-nos juntos do Pai, no reino dos Céus. Com esse propósito, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Queremos ser construtores – A. Oliveira, NRMS, 35

 

 

Homilias Feriais

 

17ª SEMANA

 

2ª Feira, 26-VII: S. Joaquim e Santa Ana: A herança que deixaram.

Sir 44, 1. 10-15 / Mt 13, 16-17

Estes foram os homens virtuosos, e as suas obras justas não ficaram esquecidas. Na sua descendência permanece a excelente herança que nos deixaram.

Hoje é um dia para louvarmos e agradecermos aos pais de Nossa Senhora. Foram eles que trouxeram ao mundo a que viria a ser a Mãe de Deus. Permaneceu a excelente herança que deles nasceu (LT). São um exemplo para os avós e para todos os casais.

Eles puderam ver Maria Santíssima: Felizes os olhos porque vêem e os ouvidos porque ouvem (EV). É uma bem-aventurança modelo para a nossa vida, procurando olhar para Maria para chegar a Jesus. Tenhamos em conta que Ela é a mulher eucarística (João Paulo II), para sermos verdadeiramente eucarísticos, como Ela.

 

3ª Feira, 27-VII: Sinais de esperança e sinais preocupantes.

Ex 33, 7-11; 34, 5-9. 28 / Mt 13, 36-43

A boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do Maligno e o inimigo que semeou é o demónio.

Esta parábola (EV) aplica-se também aos tempos actuais. Junto com sinais de esperança aparecem sinais preocupantes; junto com a memória e os valores cristãos há um agnosticismo prático e indiferentismo religioso; junto com a cultura, fruto do cristianismo, há uma nova cultura influenciada pelos meios de comunicação social (João Paulo II).

Façamos nossa a oração de Moisés: Se encontrei aceitação aos vossos olhos, dignai-vos caminhar no meio de nós. É certo que somos um povo insubmisso, mas perdoai as nossas faltas (LT). O Senhor é clemente e compassivo (SR).

 

4ª Feira, 28.VII: A edificação do reino de Deus.

Ex 34, 29-35 / Mt 13, 44-46

O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o achou foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.

A entrada no reino de Deus exige uma opção importante: é preciso dar tudo (EV). As palavras não são suficientes, exigem-se actos.

Precisamos da ajuda do Senhor. Moisés ia à presença do Senhor, na tenda do Encontro (LT). Podemos fazer o mesmo, indo até aos sacrários das igrejas. Jesus espera as nossas visitas, que são uma prova de gratidão. Moisés, e quantos o ajudavam, invocavam o Senhor e Ele ouvia-os (SR). Como Moisés sairemos transformados, para continuarmos a edificação do reino de Deus.

 

5ª Feira, 29-VII: Santa Marta: um bom acolhimento do Senhor.

1 Jo 4, 7-16 / Jo 11, 19-27

Marta disse então a Jesus: Se tivesses estado aqui, Senhor, o meu irmão não teria morrido.

Os irmãos de Betânia mantinham uma grande amizade com o Senhor e Ele procurava descansar naquela casa, e sentia-se bem acompanhado. Marta oferecia-lhe a hospitalidade (Oração) e pediu-lhe que ressuscitasse o irmão Lázaro (EV), e conseguiu-o.

Imitemos a hospitalidade de Marta, acolhendo o Senhor e as pessoas amigas. E a sua oração, pedindo pela resolução dos problemas dos amigos e conhecidos. Ele não deixará de ouvir-nos, se pedirmos com fé: Eu já acreditava que tu eras o Messias (EV), porque foste enviado como vítima de expiação pelos nossos pecados (LT).

 

6ª Feira, 30-VII: A importância do dia do Senhor.

Lev 23, 1. 4-11, 15-16, 27. 34-37 / Mt 13, 54-58

No oitavo dia, tereis uma assembleia sagrada: Haveis de apresentar ao Senhor um sacrifício.

Desde sempre se nos pede que vivamos bem o dia do Senhor (LT). Quando nos descuidamos, a nossa fé corre perigo se abandonamos a participação na celebração eucarística, em que temos o memorial da Paixão e da vitória pascal. É uma ordem que Ele deu a José, quando este saiu da terra do Egipto (SR).

O Senhor quer dar-nos graças abundantes, mas não o faz por causa da nossa falta de fé, como aconteceu quando foi à sua terra de Nazaré (EV). Este dia do Senhor dará um melhor sentido à nossa vida cristã e uma nova maneira de encarar as nossas ocupações.

 

Sábado, 31-VII: A unidade da fé e da vida.

Lev 25, 8-17 / Mt 14, 1-12

Herodes mandara prender João e algemá-lo numa cadeia, por causa de Herodíades. É que João dizia a Herodes: Não podes tê-la contigo.

João Baptista foi mártir por defender a verdade do Evangelho sobre o casamento, tal como Deus o instituiu (EV).

Todos precisamos de viver uma unidade de fé e de vida, isto é, há-de ter consequências nos acontecimentos da nossa vida. Veja-se, por exemplo, os anos jubilares (LT), pois eram anos em que Deus dava a sua bênção ao povo (SR). E também nos tempos actuais, o que significa uma especial responsabilidade no momento das questões fundamentais: a defesa da vida humana desde a concepção até à morte natural, a família querida por Deus, a liberdade na educação dos filhos, etc.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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