14º Domingo Comum

4 de Julho de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada:  Recordamos, ó Deus – C. Silva, OC, pg 222

Salmo 47, 10-11

Antífona de entrada: Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo. Toda a terra proclama o louvor do vosso nome, porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Jesus vem até nós em cada missa para renovar a nossa fé e o nosso amor e para enviar-nos a levar o Evangelho a todos os que nos rodeiam.

 

Examinemos a nossa alma para pedir perdão da nossa tibieza e falta de amor.

 

Oração colecta: Deus de bondade infinita, que, pela humilhação do vosso Filho, levantastes o mundo decaído, dai aos vossos fiéis uma santa alegria, para que, livres da escravidão do pecado, possam chegar à felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Deus chama o profeta Ezequiel nos tempos do Exílio de Babilónia e avisa-o das dificuldades que vai encontrar.

 

Ezequiel 2,2-5

Naqueles dias, 2o Espírito entrou em mim e fez-me levantar. Ouvi então Alguém que me dizia: 3«Filho do homem, Eu te envio aos filhos de Israel, a um povo rebelde que se revoltou contra Mim. Eles e seus pais ofenderam-Me até ao dia de hoje. 4É a esses filhos de cabeça dura e coração obstinado que te envio, para lhes dizeres: ‘Eis o que diz o Senhor’. 5Podem escutar-te ou não – porque são uma casa de rebeldes –, mas saberão que há um profeta no meio deles».

 

A leitura refere a vocação e a missão do profeta Ezequiel, no exílio de Babilónia. É impressionante o contraste entre a grandeza da glória do Senhor antes descrita gongoricamente no capítulo 1º e a debilidade do seu profeta; é Deus que lhe dá força e o anima a dirigir-se a «um povo de cabeça dura».

3 «Filho de homem». Esta expressão, com que repetidamente é designado o profeta, põe em contraste a pouquidão humana com a grandeza divina. Quase só em Ezequiel aparece este título; Jesus há-de assumi-lo para indicar a aparência humilde com que se revela; esta expressão era uma forma discreta de se referir a si (um asteísmo), equivalente a este homem; mas, em parte, a expressão era também um título glorioso (cf. Dan 7,13). De qualquer modo, é um título exclusivamente usado pelo próprio Jesus, pois mais ninguém assim O chama. O sentido cristológico deste título é belamente exposto por Bento XVI (Jesus de Nazaré, cap. X).

 

Salmo Responsorial      Sl 122 (123), 1-2a.2bcd.3-4 (R. 2cd)

 

Monição: O salmista ergue o seu olhar de aflição para o Senhor pedindo-Lhe que tenha piedade.

 

Refrão:         Os nossos olhos estão postos no Senhor,

                      até que Se compadeça de nós.

 

Levanto os meus olhos para Vós,

para Vós que habitais no Céu,

como os olhos do servo

se fixam nas mãos do seu senhor.

 

Como os olhos da serva

se fixam nas mãos da sua senhora,

assim os nossos olhos se voltam para o Senhor nosso Deus,

até que tenha piedade de nós.

 

Piedade, Senhor, tende piedade de nós,

porque estamos saturados de desprezo.

A nossa alma está saturada do sarcasmo dos arrogantes

e do desprezo dos soberbos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S.Paulo lembra as graças extraordinárias que o Senhor lhe concedeu e ao mesmo tempo as suas fragilidades que o levam a procurar em Deus a sua fortaleza.

 

2 Coríntios 12,7-10

Irmãos: 7Para que a grandeza das revelações não me ensoberbeça, foi-me deixado um espinho na carne, – um anjo de Satanás que me esbofeteia – para que não me orgulhe. 8Por três vezes roguei ao Senhor que o apartasse de mim. 9Mas Ele disse-me: «Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se manifesta todo o meu poder». Por isso, de boa vontade me gloriarei das minhas fraquezas, para que habite em mim o poder de Cristo. 10Alegro-me nas minhas fraquezas, nas afrontas, nas adversidades, nas perseguições e nas angústias sofridas por amor de Cristo, porque, quando sou fraco, então é que sou forte.

 

A leitura é tirada da 3.ª parte de 2 Cor, em que S. Paulo entra em polémica com os que pretendiam desautorizá-lo. Não receia mesmo apelar para «revelações» extraordinárias (12,1-6). O texto é rico de ensinamentos para a vida cristã: a humildade, a confiança no poder da graça de Deus e a necessidade da oração. «Um espinho na carne»: a natureza deste espinho é muito discutida. Parece menos provável que se trate de tentações violentas ou de angustiantes preocupações pastorais. É mais provável que se trate de alguma doença que o afligia (paludismo, doença nervosa, doença nos olhos, sendo esta última explicação a mais seguida, a partir dos elementos deduzidos de Act 9,8-9.18; 23,5; Gal 4,15; 6, 11.

 

Aclamação ao Evangelho           cf. Lc 4, 18

 

Monição: Jesus foi a Nazaré e estava admirado da falta de fé dos seus conterrâneos. Peçamos ao Senhor que nos dê uma fé grande para O escutar.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, pg 114

 

O Espírito do Senhor está sobre mim:

Ele me enviou a anunciar o Evangelho aos pobres.

 

 

Evangelho

 

São Marcos 6,1-6

Naquele tempo, 1Jesus dirigiu-Se à sua terra e os discípulos acompanharam-n’O. 2Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Os numerosos ouvintes estavam admirados e diziam: «De onde Lhe vem tudo isto? Que sabedoria é esta que Lhe foi dada e os prodigiosos milagres feitos por suas mãos? 3Não é Ele o carpinteiro, Filho de Maria, e irmão de Tiago, de José, de Judas e de Simão? E não estão as suas irmãs aqui entre nós?» E ficavam perplexos a seu respeito. 4Jesus disse-lhes: «Um profeta só é desprezado na sua terra, entre os seus parentes e em sua casa». 5E não podia ali fazer qualquer milagre; apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6Estava admirado com a falta de fé daquela gente. E percorria as aldeias dos arredores, ensinando.

 

Por este episódio fica claro que Jesus, embora socialmente aparecesse como um mestre entre tantos, Ele não o era como os restantes, pois não tinha o curriculum de mestre, por isso não vêem nele mais do que um simples carpinteiro, alguém que vivera em tudo uma vida igual à dos seus conterrâneos. «Tiago e José» eram primos de Jesus, filhos duma outra Maria, como se diz em Mt 27,57 (cf. Mc 15,47); irmão era uma forma então usada para designar todos os familiares.

3 «O filho de Maria». Alguns deduzem daqui que S. José já tinha morrido, o que é mais do que provável; com efeito, em todas as passagens onde se fala de parentes de Jesus, nunca se nomeia S. José. Há porém aqui um pormenor curioso: nos lugares paralelos de Mateus e Lucas, Jesus é chamado «filho do carpinteiro» (Mt 13,55) e «filho de José» (Lc 4,22). No entanto, não são os Evangelistas a designá-lo assim, mas os ouvintes do Senhor. Mateus e Lucas, que já tinham deixado clara a virgindade de Maria, nos episódios da infância de Jesus, não têm receio de recolher a designação corrente de «filho de José». S. Marcos, que não tinha referido ainda a virgindade da Mãe de Jesus, evita cuidadosamente a designação de «filho de José», para que os seus leitores não venham a confundir as coisas. É pois destituído de fundamento afirmar que S. Marcos ignorava a virgindade de Maria.

 

Sugestões para a homilia

 

Não é Ele o carpinteiro?

Basta-te a Minha graça

Eis o que diz o Senhor

 

 

Não é Ele o carpinteiro?

 

 Quando Jesus volta à Sua terra depois de iniciar a vida pública e de ter realizado já muitos dos Seus milagres os conterrâneos estão cheios de curiosidade e interrogam-se: -não é Ele o carpinteiro, filho de Maria?

Jesus trabalhou ali na oficina de José, Seu pai adoptivo. “Em Nazaré, José devia ser um dos poucos artesãos, se não o único. Possivelmente carpinteiro. Mas, como costuma acontecer nas pequenas povoações, também devia ser capaz de fazer outras coisas; pôr em andamento um moinho que não funcionava, ou consertar antes do inverno as fendas de um teto. José tirava muita gente de dificuldades, com um trabalho bem acabado. Seu trabalho profissional era uma ocupação orientada para o serviço, tinha em vista tornar mais grata a vida das outras famílias da aldeia; e far-se-ia acompanhar de um sorriso, de uma palavra amável, de um comentário dito como que de passagem, mas que devolve a fé e a alegria a quem está prestes a perdê-las.

Às vezes, quando se tratasse de pessoas mais pobres do que ele, José devia trabalhar aceitando em troca alguma coisa de pouco valor, que deixasse a outra pessoa com a satisfação de pensar que tinha pago. Normalmente cobraria o que fosse razoável, nem mais nem menos.” (JOSEMARIA ESCRIVÁ, Cristo que passa, 51-52).

Jesus aprendeu com ele, trabalhou a seu lado e quando José morreu continuou o mesmo ofício.

 Na oficina de Nazaré Jesus estava já a ensinar-nos. Fala-nos do valor do trabalho humano que poderemos oferecer a Deus, fazendo dele caminho de santidade.

Anima-nos a aproveitar a nossa vida de cada dia, uma vida que não dá nas vistas mas que pode estar cheia de grandeza se a enchemos de amor de Deus e amor aos que nos rodeiam.

Ensina-nos a realizar as nossas tarefas com perfeição humana e com os olhos em Deus que nos vê, para Lhe agradar e não apenas para ganhar o ordenado no fim do mês. Temos de amar o nosso trabalho e aprender a fazê-lo cada vez melhor.

O fundador do Opus Dei, que pregou e viveu a santificação do trabalho, quando estava em Burgos gostava de levar os jovens universitários que vinham ter com ele até à catedral. Subia algumas vezes com eles até à torre e mostrava-lhes os pináculos   trabalhados com perfeição apesar de não poderem ser vistos cá de baixo. Dizia-lhes que assim tem de ser o trabalho do cristão feito para Deus mesmo quando não é contemplado pelos homens.

Dizia que temos de fazer poesia heroica da prosa ordinária de cada dia. Havemos de pôr muito amor de Deus nas pequenas tarefas de cada dia.

 

Basta-te a Minha graça

 

O Senhor não nos falta com a Sua graça para sabermos cumprir a vontade de Deus em cada momento.

Na segunda leitura S.Paulo lembra as revelações que tinha recebido de Deus e ao mesmo tempo as tentações que tinha de enfrentar. Pede ao Senhor que o livre delas mas Ele diz-lhe: basta-te a minha graça. Temos de lutar contra as dificuldades interiores e exteriores, lembrando-nos sempre que não estamos sozinhos.

Deus dá-nos continuamente a Sua ajuda. O Espírito Santo atua em nós para nos santificar, guiando-nos no cumprimento da vontade de Deus em cada momento do dia.

Temos de pôr da nossa parte o esforço, a oração, as pequenas mortificações. E saber confiar no divino Paráclito, deixar-nos guiar por Ele, pedir uma vez e outra a Sua luz.

Temos de aproveitar os meios que o Senhor pôs à nossa disposição. Acudir aos sacramentos que nos deixou: a Eucaristia que nos alimenta do Seu Corpo e Sangue e nos enche da Sua força divina. Acudir com frequência ao sacramento da confissão, que nos limpa do pecado, que sara as nossas feridas quando somos atingidos nos combates e nos imuniza contra os ataques do demónio.

Quase sem darmos conta iremos subindo pelo caminho da santidade e chegaremos ao Céu.

 

Eis o que diz o Senhor

 

 O senhor envia o profeta Ezequiel a falar aos conterrâneos no cativeiro de Babilónia. Avisa-o que muitos não o escutarão, mas nem por isso deve desanimar.

Também nós temos de ser profetas de Deus no meio em que vivemos e não podemos cruzar os braços quando parece que não nos escutam.

Temos de ir semeando a mensagem de Jesus como o agricultor que tarda em ver nascer as sementes e mais ainda em gozar dos frutos do seu trabalho.

Este mundo em que vivemos parece afastado de Deus. Muitos combatem o Evangelho de Jesus. Outros mantêm-se indiferentes. Outros que se declaram discípulos de Cristo vão descurando os seus deveres de cristãos. Isso acontece em parte porque perdemos o fogo do amor de Deus e achamos que nada podemos mudar.

Os Apóstolos encontraram um mundo semelhante ao nosso: basta ler o começo da carta de S.Paulo aos Romanos. Mas encheram-se de fé e da força do Espírito Santo e foram por todas as partes anunciando a Cristo. Não se assustaram com as perseguições, e encontravam a alegria nos sofrimentos por Cristo.

Dois séculos mais tarde Tertuliano dizia: sangue de Mártires é semente de cristãos.

Peçamos a Nossa Senhora a Sua ajuda e o Seu conselho para nos parecermos com esses nossos irmãos da primeira hora.

 

Fala o Santo Padre

 

«Muitos batizados vivem como se Cristo não existisse: repetem-se gestos e os sinais da fé,

mas a eles não corresponde uma adesão real à pessoa de Jesus nem ao seu Evangelho.»

A hodierna página evangélica (cf. Mc 6, 1-6) apresenta Jesus que regressa a Nazaré e, no dia de sábado, começa a ensinar na sinagoga. Desde que se tinha ido embora para começar a pregar nos povoados e aldeias circunvizinhas, nunca voltara à sua pátria. Voltou. Portanto, toda a cidade terá ido ouvir este filho do povo, cuja fama de mestre sábio e de poderoso curador já se alastrava pela Galileia e além. Mas aquilo que se poderia apresentar como um sucesso, transformou-se numa clamorosa recusa, a ponto que Jesus não pôde realizar ali prodígio algum, mas apenas poucas curas (cf. v. 5). A dinâmica daquele dia foi reconstruída detalhadamente pelo evangelista Marcos; o povo de Nazaré inicialmente ouve, e fica admirado; depois questiona-se perplexo: «de onde lhe vêm estas coisas», esta sabedoria?; e no final escandaliza-se, ao reconhecer n’Ele o carpinteiro, o filho de Maria, que eles viram nascer (vv. 2-3). Por isso Jesus conclui com a expressão que se tornou proverbial: «um profeta só é desprezado na sua pátria» (v. 4).

Perguntemo-nos: por que passam os concidadãos de Jesus da admiração à incredulidade? Eles fazem um confronto entre a origem humilde de Jesus e as suas capacidades atuais: é um carpinteiro, não estudou, contudo prega melhor que os escribas e faz milagres. Mas em vez de se abrirem à realidade, escandalizam-se. Segundo os habitantes de Nazaré, Deus é demasiado grande para se abaixar e falar através de um homem tão simples! É o escândalo da encarnação: o evento desconcertante de um Deus que se fez carne, que pensa com mente de homem, trabalha e age com mãos de homem, ama com coração de homem, um Deus que trabalha, come e dorme como um de nós. O Filho de Deus inverte qualquer esquema humano: não foram os discípulos que lavaram os pés ao Senhor, mas foi o Senhor que lavou os pés aos discípulos (cf. Jo 13, 1-20). É este o motivo de escândalo e de incredulidade não só naquela época, em todas as épocas, mas também hoje.

A inversão realizada por Jesus engaja os seus discípulos de ontem e de hoje numa verificação pessoal e comunitária. Com efeito, também nos nossos dias pode acontecer que se alimentem preconceitos que impedem que se compreenda a realidade. Mas o Senhor convida-nos a assumir uma atitude de escuta humilde e de expetativa dócil, porque a graça de Deus se apresenta, com frequência, de maneiras surpreendentes, que não correspondem às nossas expetativas. Pensemos juntos na Madre Teresa de Calcutá, por exemplo. Uma religiosa pequenina — ninguém dava dez tostões por ela — que ia pelas ruas recuperar os moribundos para que tivessem uma morte digna. Esta pequenina religiosa fez maravilhas com as orações e com as suas obras! A pequenez de uma mulher revolucionou as obras de caridade na Igreja. É um exemplo dos nossos dias. Deus não se conforma com os preconceitos. Devemos esforçar-nos por abrir o coração e a mente, para acolher a realidade divina que vem ao nosso encontro. Trata-se de ter fé: a falta de fé é um obstáculo à graça de Deus. Muitos batizados vivem como se Cristo não existisse: repetem-se gestos e os sinais da fé, mas a eles não corresponde uma adesão real à pessoa de Jesus nem ao seu Evangelho. Cada cristão — todos nós, cada um de nós — é chamado a aprofundar esta pertença fundamental, procurando testemunhá-la com uma conduta de vida coerente, cujo fio condutor será sempre a caridade.

Peçamos ao Senhor, por intercessão da Virgem Maria, que desfaça a dureza dos corações e a limitação das mentes, para que sejamos abertos à sua graça, à sua verdade e à sua missão de bondade e misericórdia, que se destina a todos, sem excluir ninguém.

  Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro,8 de julho de 2018

 

Oração Universal

 

A Carta aos Hebreus diz que Cristo está no Céu sempre a interceder por nós. Ele reza por nós e connosco agora na Eucaristia, como nosso Sumo Sacerdote.Com Ele supliquemos:

 

1-Pela Igreja Santa de Deus,

para que leve a todos os homens a mensagem de Cristo,

oremos, irmãos.

 

2-Pelo Santo Padre,

para que o Senhor faça frutificar abundantemente as suas canseiras,

oremos, irmãos.

 

3-Pelos bispos, sacerdotes e religiosos,

para que o Senhor aumente neles o desejo de salvar todas as almas,

oremos, irmãos.

 

 4-Por todos os que andam longe de Deus,

para que desperte em seus corações mais vivo o desejo de encontrar a Cristo, único Salvador,

oremos, irmãos.

 

5-Por todos os cristãos,

para que vivam intensamente o Ano de S.José, como o Santo Padre pediu,

e cresçam na devoção ao Santo Patriarca, imitando-o nas suas vidas,  

oremos, irmãos.

 

6-Pelos que usam os meios de comunicação e as redes sociais,

para que os ponham ao serviço da verdade e do bem,

oremos, irmãos.

 

Senhor, que nos chamastes a uma vida de santidade e nos dais meios abundantes para a conseguirmos, fazei que sejamos dóceis à acção do Espírito Santo em nossas almas. Pelo mesmo N.S.J.C. Vosso Filho, que conVosco vive e reina na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Feliz o povo que sabe aclamar-Vos– A. Cartageno, NRMS, 87

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique e nos conduza, dia após dia, a viver mais intensamente a vida da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: C. Silva – COM, pg 195

 

Monição da Comunhão

 

Jesus ficou connosco na Eucaristia. Vem alimentar-nos na comunhão, para ser a nossa força e a nossa alegria.

 

Cântico da Comunhão: Jesus, és o alimento – C. Silva, OC, pg 146

Salmo 33, 9

Antífona da comunhão: Saboreai e vede como o Senhor é bom, feliz o homem que n'Ele se refugia.

 

ou

Mt 11, 28

Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

 

Cântico de acção de graças: Saboreai como é bom – J. Santos, NRMS 93

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes, fazei que alcancemos os benefícios da salvação e nunca cessemos de cantar os vossos louvores. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Com os pés bem assentes na terra vamos aproveitar a nossa vida para amar deveras ao Senhor e levá-Lo a todos os homens.

 

Cântico final: Exulta de alegria no Senhor – M. Carneiro, NRMS, 21

 

 

Homilias Feriais

 

14ª SEMANA

 

2ª Feira, 5-VII: A fé na proximidade de Deus.

Gen 28, 10-22 / Mt 9, 18-26

Pois dizia consigo: Se eu, ao menos, lhe tocar no manto, ficarei curada.

As doenças da nossa alma, as feridas da luta contra as tentações, exigem que nos aproximemos do Senhor, para ficarmos curados (EV). Assim acontece na Comunhão sacramental, ao recebermos o corpo de Jesus; na Confissão, em que nos são aplicados os méritos da paixão de Cristo; e na oração. Se os fizermos com fé, ficaremos curados.

Deus falou a Jacob através de um sonho, renovando uma promessa (LT). E Jacob reconheceu a proximidade do Senhor: Realmente o Senhor está neste lugar e eu não sabia (LT). Porque se me juntar a mim, eu o livrarei (SR). Deus está sempre ao nosso lado.

 

3ª Feira, 6-VII: A oração como combate da fé.

Gen 32, 22-33 / Mt 9, 32-38

Jacob ficou para trás sozinho. Então, alguém lutou com ele até ao romper da aurora.

Este alguém abençoou Jacob antes de o deixar, porque Jacob disse que não o largava, enquanto não o abençoasse (LT). A tradição espiritual da Igreja viu nesta narrativa o símbolo da oração como combate da fé e vitória da perseverança.

A oração é sempre importante para a vitória da perseverança. Para colaborar com os desígnios de Deus é necessário que se reze muito. É o significado da necessidade de que haja muitos trabalhadores para trabalharem na messe do Senhor (EV). Escutai o meu clamor, dai ouvidos à minha prece (SR).

 

4ª Feira, 7-VII: A fome de Deus e os alimentos divinos.

Gen 41, 55-57; 42, 5-7.17-24 / Mt 10, 1-7

Toda a terra do Egipto começou a sentir fome. Então, o faraó disse a todos os egípcios: Ide a José e fazei o que ele vos disser.

Por todo o mundo há igualmente uma fome de Deus (LT). Ora o Senhor olha pelos seus fiéis, para lhes dar a vida no tempo de fome (SR). E Jesus enviou os Doze a proclamar a palavra de Deus (EV), alimento indispensável para a nossa alma, pois nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra de Deus. O Outro é a Eucaristia.

Todos os baptizados hão-de colaborar nesta tarefa, não só do ponto de vista de dar de comer a quem tem fome, mas também de fazer chegar aos familiares e amigos a palavra de Deus, através do exemplo e das conversas entre amigos.

 

5ª Feira, 8-VII: Manifestações da misericórdia divina.

Gen 44, 18-21. 23-29; 45, 1-5 / Mt 10, 7-15

Jesus aos Apóstolos: Ide pregar. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, sarai os leprosos.

A misericórdia divina manifesta-se na cura dos enfermos, na ressurreição dos mortos, na expulsão dos demónios (EV).

No Antigo Testamento, também se verifica um episódio da misericórdia divina (LT). José tinha sido vendido pelos irmãos a uma caravana que se deslocava para o Egito. Ali conseguiu grandes colheitas de trigo e o vendia a todos que passavam fome. Ali se dirigiu a sua família e José comove-se: Eu sou José, vosso irmão, e diz-lhes: foi para poupar as vossas vidas que Deus me enviou à vossa frente. E perdoou-lhes tudo.

 

6ª Feira, 9-VII: Confiança no Senhor.

Gen 46, 1-7. 28-30 / Mt 10, 26-33

Jesus disse aos Apóstolos: Envio-vos como ovelhas para o meio de lobos. Tende cuidado com os homens.

Deus é fiel e nunca nos abandonará. Envia-nos a trabalhar em ambientes desagradáveis, onde seremos odiados por causa do seu nome (EV). Tenhamos muita confiança nEle: Confia no Senhor e faz o bem. Ele é o nosso escudo no meio do perigo (SR). Também contamos com a ajuda do Espírito Santo, que falará em nós (EV).

Deus confiou a Jacob uma importante missão: ir até ao Egipto, para depois voltar de lá com um grande povo. Jacob acreditou na palavra do Senhor, pegou na sua família e nos seus bens, fez como Deus lhe tinha pedido e morreu em paz.

 

Sábado, 10-VII: Males que vêm por bem.

Gen 49, 29-33; 50, 15-26 / Mt 10, 24-33

Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, portanto: Valeis mais que muitos passarinhos.

Jesus quer que vivamos um abandono próprio dos filhos de Deus, em relação à Providência do Pai celestial, que cuida das nossas mais pequenas necessidades (EV).

Nalguns casos só se vê, com o decorrer do tempo, que há males que vêm por bem, como foi o caso de José, que tinha sido vendido pelos irmãos e foi parar ao Egipto (LT). Ali recebeu do faraó a tarefa de matar a fome a todos, graças às boas colheitas de trigo. Também aconteceu com o maior mal, jamais praticado: a morte de Cristo, para salvar todos os homens, que actualizamos na celebração da Eucaristia.

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Celestino Correia

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial