S. Pedro e S. Paulo

 

Missa do Dia

29 de Junho de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Os Apóstolos plantaram a Igreja – J.  F. Silva, NRMS, 66

 

Antífona de entrada: Estes são os Apóstolos, que durante a sua vida na terra plantaram a Igreja com o seu sangue. Beberam o cálice do Senhor e tornaram-se amigos de Deus.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

As nações têm os seus heróis e celebram-nos em ocasiões especiais da sua história.

Também a Igreja tem os seus heróis a que chamamos santos e celebra-os todos os anos, no dia da sua festa. Não são aqueles que mataram pessoas na guerra ou cometeram feitos que as multidões admiraram, mas os que seguiram a Jesus Cristo com fidelidade heroica. Alguns – os mártires –deram a vida por Ele.

Hoje celebramos dois deles: S. Pedro, um dos Doze Apóstolos, que foi escolhido por Jesus Cristo para primeiro chefe visível da Igreja – o primeiro papa; e S. Paulo, o maior evangelizador e missionário de todos os tempos. Ambos foram mártires da fé.

 

Acto penitencial

 

Embora sejamos chamados, pelo Batismo, à santidade de vida, confessamos que temos sido mesquinhos na nossa doação generosa e temos ofendido ao Senhor, desviando-nos do caminho da salvação, pelos nossos pecados.

Peçamos humildemente perdão ao Senhor e, ajudados pela Sua misericórdia, prometamos emenda de vida.

 

((Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

 

Glória a Deus nas alturas

 

Oração colecta: Senhor, que nos encheis de santa alegria na solenidade dos apóstolos São Pedro e São Paulo, concedei à vossa Igreja que se mantenha sempre fiel à doutrina daqueles que foram o fundamento da sua fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os Atos dos Apóstolos contam-nos como Simão Pedro, já sentenciado para ser morto, foi livre da prisão pela oração perseverante da Igreja de Jerusalém.

Com o mesmo espírito desses nossos primeiros irmãos na fé, oremos pelo Santo Padre, como nos é recomendado na Mensagem de Fátima.

 

Actos dos Apóstolos 12,1-11

1Naqueles dias, o rei Herodes começou a perseguir alguns membros da Igreja. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João, 3e, vendo que tal procedimento agradava aos judeus, mandou prender também Pedro. Era nos dias dos Ázimos. 4Mandou-o prender e meter na cadeia, entregando-o à guarda de quatro piquetes de quatro soldados cada um, com a intenção de o fazer comparecer perante o povo, depois das festas da Páscoa. Enquanto 5Pedro era guardado na prisão, a Igreja orava instantemente a Deus por ele. 6Na noite anterior ao dia em que Herodes pensava fazê-lo comparecer, Pedro dormia entre dois soldados, preso a duas correntes, enquanto as sentinelas, à porta, guardavam a prisão. 7De repente, apareceu o Anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela da cadeia. 8O Anjo acordou Pedro, tocando-lhe no ombro, e disse-lhe: «Levanta-te depressa». E as correntes caíram-lhe das mãos. Então o Anjo disse-lhe: «Põe o cinto e calça as sandálias». Ele assim fez. Depois acrescentou: «Envolve-te no teu manto e segue-me». 9Pedro saiu e foi-o seguindo, sem perceber a realidade do que estava a acontecer por meio do Anjo julgava que era uma visão. 10Depois de atravessarem o primeiro e o segundo posto da guarda, chegaram à porta de ferro, que dá para a cidade, e a porta abriu-se por si mesma diante deles. Saíram, avançando por uma rua, e subitamente o Anjo desapareceu. 11Então Pedro, voltando a si, exclamou: «Agora sei realmente que o Senhor enviou o seu Anjo e me libertou das mãos de Herodes e de toda a expectativa do povo judeu».

 

1-2 «Herodes»: é Herodes Agripa I, o terceiro monarca do mesmo nome a ser nomeado no NT; era filho da Aristóbulo e sobrinho de Herodes Antipas (o que mandara matar o Baptista) e neto de Herodes, o Grande (o da construção do Templo e da matança dos inocentes). Depois de uma vida libertina em Roma, obteve o favor de Calígula, vindo a poder usar o título de rei dum território quase tão grande como o do avô, apresentando-se muito zeloso da religiosidade judaica. «Tiago» é o filho de Zebedeu e Salomé, irmão do Apóstolo João evangelista. O seu martírio deve ter sido um ano ou dois após a tomada de posse de Herodes, a qual se deu no ano 41.

4-6 «Guarda de 4 piquetes de 4 soldados». Note-se o contraste entre a severidade da segurança e a serenidade de Pedro que dorme; cada piquete correspondia a uma das quatro vigílias da noite; Pedro «dormia entre dois soldados», normalmente com uma das mãos atada à mão de um soldado e a outra à do outro, enquanto «a Igreja orava instantemente a Deus por ele» (belo fundamento bíblico da oração assídua pelo Papa).

7-10 A intervenção libertadora do «Anjo do Senhor» já tinha sido assinalada em semelhante circunstância (cf. Act 5,18-19); esta está na linha da fé da Igreja na protecção dos anjos da guarda, conforme lembra o Catecismo da Igreja Católica, nº 336: «Desde a infância até à morte, a vida humana é acompanhada pela sua assistência e intercessão…».

 

Salmo Responsorial      Sl 33 (34), 2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5b)

 

Monição: O Senhor libertou Pedro, o primeiro Chefe visível da igreja, das mãos dos inimigos da fé.

A Igreja convida-nos a entoar um cântico de lação de graças ao Senhor pela proteção vigilante que dá à Sua Igreja.

 

Refrão:         O Senhor libertou-me de toda a ansiedade.

 

A toda a hora bendirei o Senhor,

o seu louvor estará sempre na minha boca.

A minha alma gloria-se no Senhor:

escutem e alegrem-se os humildes.

 

Enaltecei comigo ao Senhor

e exaltemos juntos o seu nome.

Procurei o Senhor e Ele atendeu-me,

libertou-me de toda a ansiedade.

 

Voltai-vos para Ele e ficareis radiantes,

o vosso rosto não se cobrirá de vergonha.

Este pobre clamou e o Senhor o ouviu,

salvou-o de todas as angústias.

 

O Anjo do Senhor protege os que O temem

e defende-os dos perigos.

Saboreai e vede como o Senhor é bom:

feliz o homem que n’Ele se refugia.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo escreve uma segunda carta ao discípulo Timóteo anunciando-lhe a proximidade da sua morte.

Oxalá pudesse cada um de nós dizer, ao deixar esta vida: Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé.                 

 

2 Timóteo 4,6-8.17-18

Caríssimo: 6Eu já estou oferecido em libação e o tempo da minha partida está iminente. 7Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. 8E agora já me está preparada a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me há-de dar naquele dia e não só a mim, mas a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda. 17O Senhor esteve a meu lado e deu-me força, para que, por meu intermédio, a mensagem do Evangelho fosse plenamente proclamada e todos os pagãos a ouvissem e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me livrará de todo o mal e me dará a salvação no seu reino celeste. Glória a Ele pelos séculos dos séculos. Amen.

 

A leitura é um extracto da parte final da Carta, em que o Paulo, pressentindo a morte iminente, faz como que um balanço da sua vida, toda devotada à causa da Boa Nova. Consideramos o escrito dotado de autenticidade criticamente segura, não obstante uma certa tendência negativa mesmo entre diversos autores católicos; com efeito, aqui, como em muitos outros pontos das Cartas Pastorais, observam-se pormenores biográficos de tal maneira vivos, concretos e coerentes, que não se podem atribuir a um falsário. Há quem pense num secretário diferente e com mais liberdade de redacção, que muito bem poderia ter sido o seu discípulo e companheiro (cf. v. 11) no segundo cativeiro romano, Lucas, como pensa C. Spicq.

6-7 «Já estou oferecido em libação», isto é, «sinto que a morte se avizinha», uma linguagem que bem pode proceder do costume, referido por Tácito, de se fazerem libações por ocasião da morte de alguém. «Combati o bom combate»: São Paulo sempre gostou de comparar a vida cristã e as lides apostólicas a actividades desportivas, pugilismo, corridas... (cf. Filp 2,16; 3,12-14; 1Cor 9,24-26; Gal 2,2); «terminei a minha carreira», à letra, a corrida.

17 «A mensagem... fosse proclamada a todos…» Pensa-se que haja aqui uma referência a algum testemunho público nalguma audiência do tribunal perante grande multidão. «Fui libertado da boca do leão», o que não significa forçosamente que estivesse para ser lançado às feras, pois tinha a condição de cidadão romano, mas simplesmente o adiamento da condenação à pena capital, talvez para se proceder a melhor estudo da causa, em face do surpreendente testemunho do heróico pregador do Evangelho, que teria deixado os seus juízes perplexos…

 

Aclamação ao Evangelho           Mt 16, 18

 

Monição: Toda a nossa segurança na Igreja de Cristo nos vem da Sua Omnipotência e Sabedoria infinita.

Apesar de todas as tempestades que se levantam, a Igreja fundada visivelmente sobre Pedro jamais naufragará.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)

 

Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja

e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 16,13-19

Naquele tempo, 13Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». 14Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: 15«E vós, quem dizeis que Eu sou?». 16Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». 17Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. 18Também Eu te digo: Tu és Pedro sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus».

 

O texto da leitura consta de duas partes distintas, mas intimamente ligadas: a confissão de fé de Pedro (vv. 13-16), comum a Marcos 8,27-30 e a Lucas 9,18-21 (cf. Jo 6,67-71), e a promessa feita a Pedro (vv. 17-19), exclusiva de Mateus (cf. Jo 21,15, 23).

13 «Cesareia de Filipe» era a cidade construída por Filipe, filho de Herodes, o Grande, em honra do César romano, nas faldas do Monte Hermon, a uns 40 quilómetros a Nordeste do Lago de Genesaré.

13-17 «Quem dizem os homens… E vós, quem dizeis que Eu sou?» É uma pergunta que, em face de Jesus, uma pessoa tão singular, surpreendente e apaixonante, não pode deixar de se fazer em todos os tempos. As respostas podem ser variadas e até contraditórias, mas só uma é a certa, a resposta de Pedro, a resposta esclarecida da fé, resposta que Jesus aprova: «Feliz de ti, Simão» (v. 17). «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo» (v. 16); Messias é a forma hebraica da palavra do texto original grego, Cristo, que quer dizer ungido (os reis eram ungidos com azeite na cabeça ao serem investidos). Jesus é o Rei (ungido) anunciado pelos Profetas e esperado pelo povo. Quando se diz Jesus Cristo é como confessar a mesma fé de Pedro, reconhecer que Jesus é o Cristo, isto é, o Messias, mas num sentido mais denso e profundo, a saber, o Filho de Deus, num sentido que ultrapassa o corrente e que só o dom divino da fé pode fazer descobrir, segundo as palavras de Jesus a Pedro: «Não foram a carne e o sangue que to revelaram» (v. 17). A fé de Pedro, como a nossa, não pode proceder dum mero raciocínio humano, da sagacidade natural, mas da luz, da certeza e da firmeza, que procede da revelação de Deus. «A carne e o sangue» é uma forma semítica de designar o homem enquanto ser débil e exposto ao erro e ao pecado.

18 «Tu és Pedro». É significativo que o texto grego não tenha conservado a palavra aramaica “kêphá”, aliás usada noutras passagens do N. T. sem ser traduzida, como é habitual com os patronímicos. Aqui o evangelista teve o cuidado de usar o nome correntemente dado ao Apóstolo Simão: Pedro. É expressivo o jogo de palavras: Pedro é a pedra sobre a qual assenta a solidez de toda a Igreja do Senhor. Note-se que o apelido de Pedro = Pedra não existia na época, nem em aramaico (Kêphá), nem em grego (Pétros), nem em latim (Petrus), uma circunstância que reforça o seu significado e originalidade. Além disso, este apelido também não era apto para caracterizar o temperamento ou o carácter do Apóstolo, pois aquilo que distingue a sua personalidade não é precisamente a dureza ou firmeza da pedra, mas antes a debilidade, mobilidade e até inconstância (cf. Mt 14,28-31; 26,33-35.69-75; Gal 2,11-14). Se Jesus assim o chama, é em razão da função ou cargo em que há-de investi-lo.

«Edificarei a minha Igreja». Jesus, ao dizer a minha, sugere com este singular que a sua Igreja é una e única, ao mesmo tempo que significa que Ele tem intenção de fundar algo de novo, uma nova comunidade de Yahwéh. «Ekklêsía» é a tradução grega corrente dos LXX para a designação hebraica da Comunidade (qehal) de Yahwéh, isto é, «o povo escolhido de Deus reunido para o culto de Yahwéh» (cf. Dt 23,2-4.9). Não é, portanto, a Igreja uma seita dentro do judaísmo, é uma realidade nova e independente. «Jesus pôde dizer minha, porque Ele a salva, Ele a adquire com o seu sangue, Ele a convoca, Ele realiza nela a presença divina, a aliança, o sacrifício». «As portas do inferno não prevalecerão».

«As portas do Inferno». Numa linguagem tipicamente bíblica (cf. Is 38,10; Sab 16,13; cf. Job 38,17; Salm 9,14), temos uma sinédoque com que se designa a parte – as portas – pelo todo, o Inferno, que tanto pode designar a destruição e a morte (xeol=inferi=os infernos), como Satanás e os poderes hostis a Deus. Nos nossos tempos vê-se bem como estes poderes hostis à verdadeira Igreja de Cristo estão assanhados e vêm causando graves estragos, por vezes a partir de dentro.

9 «Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus». Os poderes conferidos a Pedro não são para ele vir a exercer no Céu, mas aqui neste mundo, onde a Igreja, o Reino de Deus em começo e em construção, tem de ser edificada. No judaísmo e no Antigo Testamento (cf. Is 22,22), lidar com as chaves é uma atribuição de quem representa o próprio dono, significa administrar a casa. Ligar/desligar significa tomar decisões com tal autoridade e poder supremo que serão consideradas válidas por Deus: «nos Céus». É de notar que Jesus diz a todos os Apóstolos esta mesma frase (Mt 18,18), mas sem que seja tirada qualquer força à autoridade suprema de Pedro, a quem é dado um especial poder de «ligar e desligar» na Igreja, enquanto pedra fundamental e pastor supremo a ser investido após a Ressurreição (Jo 21,15-17). Este primado de Pedro sobre toda a Igreja – que hoje se designa por ministério petrino – não é conferido apenas a ele mas, a todos os seus sucessores; com efeito Jesus fala a Pedro na qualidade de chefe duma edificação estável e perene, a Igreja; se o edifício é perene também o será a pedra fundamental. Como recorda o Catecismo da Igreja Católica, nº 882, «o Papa, Bispo de Roma e sucessor de S. Pedro, “é princípio perpétuo e visível, e fundamento da unidade que liga, entre si, todos os bispos com a multidão dos fiéis» (LG 23). Em virtude do seu cargo de vigário de Cristo e pastor de toda a Igreja, o Pontífice Romano tem sobre a mesma Igreja, um poder pleno, supremo e universal, que pode sempre livremente exercer» (LG 22). Este é um dos pontos cruciais do diálogo ecuménico, que terá uma saída feliz quando todos os que se consideram cristãos compreenderem que o carisma petrino, por vontade de Cristo, é o indispensável instrumento de união e unidade na legítima diversidade.

 

Sugestões para a homilia

 

• O Papa no coração da Igreja

• O Papa, testemunha da Verdade

 

1. O Papa no coração da Igreja

 

Depois da Ascensão de Jesus ao Céu e da vinda do Espírito Santo, na manhã do Pentecostes, os Apóstolos cumpriram o mandato de Jesus e anunciar o Evangelho em todo o mundo e começaram a evangelização por Jerusalém, com grande adesão de fiéis.

Mas, à medida que ia crescendo o número de fiéis, a Igreja enfrentava uma grande oposição, concretizada nos maus tratos aos Apóstolos, até ao martírio de alguns deles. Iria acontecer isto mesmo em todo o mundo, de modo que todos os Doze morreram pela confissão da fé.

O dom do martírio. Mártir quer dizer testemunha. Os que sofrem o martírio garantem com a vida o que ensinam e alcançam a salvação eterna.

O martírio identifica mais o cristão com o Mestre, que morreu pela Verdade e pelo Amor numa Cruz, no Calvário. Ele, é, na verdade, a maior prova de amor a Deus que uma pessoa Lhe pode oferecer.

A Igreja manda que as pessoas não se exponham voluntariamente ao martírio, mas anima-as a portarem-se com heroísmo, quando se virem obrigados a confessar a própria fé com o sacrifício da vida.

O martírio acompanha a história da Igreja. Os mártires acompanham a história da Igreja em todos os séculos e lugares. Só em 313, pelo Edito de Milão, do imperador Constantino, a Igreja deixou de ser perseguida oficialmente pelas autoridades da Roma imperial.

Em todos os tempos e lugares, a Igreja tem sofrido perseguições com um grande número de mártires.

Durante a última guerra civil de Espanha (1936/39) foram muitos os milhares de cristãos mortos por ódio à fé: bispos, sacerdotes, religiosos, seminaristas e leigos. Houve conventos onde não ficou uma só pessoa viva.

Não há explicação humana para os que se deixam sacrificar. Só a força do Espírito Santo lhes dá esta coragem heroica.

Mas não há também uma explicação humana para o fenómeno histórico do martírio. Eles não morrem de armas na mão, a combater contra o poder e passam a vida a fazer bem às outras pessoas. São cidadãos dóceis, exemplares, e apenas pretendem manter-se fiéis às promessas do Batismo.

Somente uma razão pode explicá-lo: o demónio odeia Jesus Cristo e vinga- se nos seus maiores amigos. No entanto, ele bem sabe que, com isto, só perde: cada cristão mártir anima muitos outros a imitá-lo na fé. O sangue dos mártires é semente de novos cristãos. Ele, é, na verdade, a maior prova de amor a Deus.

A Igreja ora por Simão Pedro. Herodes – o mesmo que tentou meter a ridículo Jesus, na manhã da Sua Paixão – querendo tornar-se simpático aos que hostilizavam a Igreja planeou a sua destruição em Jerusalém, começando pelos dois Apóstolos mais influentes: S. Tiago maior, irmão de S. João Evangelista; e S. Pedro, chefe visível da Igreja, o primeiro Papa.

Pedro estava preso em condições de segurança humanamente infalíveis, à espera de ser martirizado depois das festas a Páscoa judaica.

A Igreja e Jerusalém rezava continuamente pela sua libertação, embora isso parecesse impossível. Estavam reunidos no Cenáculo, em oração contínua.

Um anjo entrou na prisão e libertou Pedro miraculosamente conduzindo-o até uma rua da cidade onde já podia procurar abrigo livremente.

Bateu à porta do Cenáculo, mas os cristãos, que pediam continuamente a sua libertação, nem queriam acreditar, porque lhes parecia impossível. Quando lhe abriram a porta, contou o milagre que tinha acontecido e logo saiu da cidade, para escapar à perseguição de Herodes.

Morrerá mais tarde em Roma, quando Nero era imperador, crucificado de cabeça para baixo, a seu pedido, no lugar onde hoje se encontra a Basílica de S. Pedro.

Orar pelo Santo Padre. Devemos rezar pelo Santo Padre, para o Senhor o livre e defenda dos seus inimigos de todas as espécies: os que atentam contra sua vida, os que distorcem as suas mensagens ou tentam silenciá-las.

A história recente ensina que isto é muito necessário. S. João Paulo II sofreu um atentado mortal na Praça de S. Pedro e vários outros sem consequências.

A devoção ao Santo Padre – com a oração e mortificação por ele – ocupa um lugar destacado na Mensagem de Fátima. A terceira parte do segredo revelada aos Pastorinhos em 13 de julho de 1917 fala de um atentado contra a vida do Santo Padre.

Os três Pastorinhos rezavam e sacrificavam-se pelo Santo Padre e recomendavam que se rezasse. Jacinta teve várias visões sobre ele.

 

2. O Papa, testemunha da Verdade

 

Jesus aproveita uns momentos em que está só, junto das nascentes do rio Jordão, e Cesareia de Filipe, para instruir os Doze. Faz-lhes duas perguntas muito oportunas.

Que pensam de Cristo os que vivem comigo? Os Apóstolos contactam com muitas pessoas que procuram Jesus. Que ideia tê eles do Divino mestre? Quem pensam que é? «Quem dizem as pessoas que é o Filho do Homem?»

Todas as respostam convergem num ponto: Cristo é um homem extraordinário. Mas os seus conhecimentos não passam mais além.

«Eles responderam: “Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou um dos profetas”».

A mesma pergunta nos faz Jesus: que pensam d’Ele a nossa família, os nossos amigos e companheiros de trabalho? Como podemos ajudá-los a alcançar a verdade da fé?

Que lugar ocupa Jesus na minha vida? A segunda pergunta do Mestre penetra até ao mais íntimo de nós mesmos: «E quem dizeis vós que Eu sou

Por outras palavras: que lugar ocupo na tua vida, e nos teus afetos? Procuras-me apenas quando está preocupado com graves problemas, ou cultivas uma amizade pessoal Comigo?

Jesus Cristo é realmente o guia da nossa vida, de tal modo que procuramos saber qual a Sua vontade nas encruzilhadas da vida? Cultivamos uma amizade pessoal e crescente com Ele?

Este é o caminho que devemos seguir na terra: ir crescendo na amizade com Jesus Cristo para que Ele nos conduza à intimidade com a Trindade Santíssima. Esta comunhão na verdade e no amor vai ser o nosso Paraíso para sempre, e deve começar já na terra.

A infalibilidade do Papa. Os Onze Apóstolos não respondem a esta pergunta e só Pedro avança com uma resposta. Jesus chama a atenção de todos para o facto de Pedro ter respondido assim, não porque seja mais inteligente que os outros ou tenha estudado mais, mas porque o Espírito Santo lhe ensinou a verdadeira doutrina.

«Jesus respondeu-lhe: “És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim Meu Pai que está nos Céus”

Para que o Demónio, Pai da mentira, e os que o seguem, não nos enganem e desencaminhem com a mentira, o Espírito Santo dotou o Santo Padre com o carisma da infalibilidade. O Papa é infalível – não pode enganar-se, nem enganar – em matéria de fé e costumes, quando tem uma intenção clara de definir definitivamente uma doutrina e manifesta essa intenção.

Têm o mesmo carisma os Bispos que estão em comunhão de fé com ele e uns com os outros.

«E Eu também te digo a ti: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja, e as forças do Inferno não levarão a melhor contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na Terra ficará ligado nos Céus, e tudo o que desligares na Terra ficará desligado nos Céus».

Com esta segurança, temos sempre a certeza de estar na verdade e de seguir o caminho que Jesus nos indicou.

Conhecer os ensinamentos do Papa. De nada adiantaria para a nossa vida a infalibilidade do Papa em matéria de fé e costumes, se eu não conhecesse o que ele ensina. Seria como uma carta que alguém nos escreve e que não chegamos a ler.

Os rápidos meios de Comunicação Social que temos hoje permitem-nos conhecer bem o que diz o Santo Padre. Temos, porém, de nos defender das deformações que certos meios de Comunicação introduzem.

Foi Nossa Senhora e Fátima quem ensinou aos Pastorinhos o amor ao papa e a necessidade de rezar por ele. Que Ela nos ensine também a nós.

 

Fala o Santo Padre

 

«É a primeira vez que Jesus pronuncia a palavra “Igreja”. É a nova comunidade da Aliança,

já não baseada sobre a descendência e sobre a Lei, mas sobre a fé n’Ele, Rosto de Deus.»

Hoje a Igreja, peregrina em Roma e no mundo inteiro, vai às raízes da sua fé e celebra os Apóstolos Pedro e Paulo. Os seus despojos mortais, conservados nas duas Basílicas a eles dedicadas, são tão queridos aos romanos e aos numerosos peregrinos que, de todas as partes, os vêm venerar.

Gostaria de analisar o Evangelho (cf. Mt 16, 13-19) que a liturgia nos propõe nesta festa. Nele está narrado um episódio que é fundamental para o nosso caminho de fé. Trata-se do diálogo durante o qual Jesus faz aos seus discípulos a pergunta acerca da sua identidade. Inicialmente Ele pergunta: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» (v. 13). E depois interpela-os diretamente: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» (v. 15). Com estas duas perguntas, parece que Jesus diz que uma coisa é seguir a opinião corrente, e outra é encontrá-l’O e abrir-se ao seu mistério: nisto se descobre a verdade. A opinião comum contém uma resposta verdadeira mas parcial; Pedro, e com ele a Igreja de ontem, de hoje e de sempre, responde, por graça de Deus, a verdade: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (v. 16).

Ao longo dos séculos, o mundo definiu Jesus de diversas maneiras: um grande profeta da justiça e do amor; um mestre de vida sábio; um revolucionário; um sonhador dos sonhos de Deus... e assim por diante. Muitas coisas agradáveis. Na Babel destas e de outras hipóteses sobressai ainda hoje, simples e clara, a confissão de Simão, chamado Pedro, homem humilde e cheio de fé: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo» (v. 16). Jesus é o Filho de Deus: por isso Ele é perenemente vivo assim como vivo é o seu Pai. Eis a novidade que a graça acende no coração de quem se abre ao mistério de Jesus: a certeza não matemática, mas ainda mais forte, interior, de ter encontrado a Nascente da Vida, a própria vida feita carne, visível e palpável no meio de nós. Esta é a experiência do cristão, e não é mérito seu, dos cristãos, não é pelas nossas capacidades, mas vem de Deus, é uma graça de Deus, Pai e Filho e Espírito Santo. Tudo isto está contido em germe na resposta de Pedro: «Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo».

E depois, a resposta de Jesus é cheia de luz: «Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja e as portas do inferno nada poderão contra ela» (v. 18). É a primeira vez que Jesus pronuncia a palavra “Igreja”: e fá-lo expressando todo o amor para com ela, que define «a minha Igreja». É a nova comunidade da Aliança, já não baseada sobre a descendência e sobre a Lei, mas sobre a fé n’Ele, Jesus, Rosto de Deus. Uma fé que o Beato Paulo VI, quando ainda era Arcebispo de Milão, expressava com esta admirável oração:

«Ó Cristo, nosso único mediador, Tu nos és necessário: para viver em Comunhão com Deus Pai; para nos tornarmos contigo, que és Filho único e nosso Senhor, seus filhos adotivos; para sermos regenerados no Espírito Santo» (Carta pastoral, 1955).

Por intercessão da Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, o Senhor conceda que a Igreja, Roma e o mundo inteiro, sejam sempre fiéis ao Evangelho, a cujo serviço os santos Pedro e Paulo consagraram a sua vida.

 Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 29 de junho de 2018

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Nesta solenidade dos santos apóstolos

São Pedro e São Paulo,

apresentemos a Deus Pai as nossas súplicas,

pelas necessidades de todo o mundo.

Oremos (cantando), cheios de esperança:

 

     Iluminai, Senhor, o vosso povo.

 

1. Pela santa Igreja fundada por Jesus Cristo sobre o Apóstolo Pedro,

para que ela sinta, nas dificuldades deste mundo, a força de Deus, oremos, irmãos.

 

     Iluminai, Senhor, o vosso povo.

 

2. Pelo Santo Padre, sucessor do apóstolo São Pedro na Barca da Igreja,

     para que confirme na fé os irmãos e seja o sinal da unidade da Igreja,

     oremos, irmãos.

 

     Iluminai, Senhor, o vosso povo.

 

3. Pelos Bispos e Presbíteros mais idosos e demais ministérios de serviço,

     para que Jesus Cristo lhes dê força e os conforte nas suas tribulações,

     oremos, irmãos.

 

     Iluminai, Senhor, o vosso povo.

 

4. Por todos os que, imitando São Paulo, anunciam o Evangelho de Jesus,

     para que Ele os defenda dos inimigos e os livre das ameaças d o mal,

     oremos, irmãos.

 

     Iluminai, Senhor, o vosso povo.

 

5. Pelos perseguidos por causa da sua fé em Jesus Cristo, luz do mundo,

     para que a oração generosa da Igreja lhes obtenha a paz e a liberdade,

     oremos, irmãos.

 

     Iluminai, Senhor, o vosso povo.

 

6. Pela nossa comunidade paroquial, aqui congregada nesta Santa Missa,

     para que viva em paz e concórdia e bendiga a Deus, que está nos céus,

     oremos, irmãos.

 

     Iluminai, Senhor, o vosso povo.

 

7. Por todos os nossos irmãos defuntos que se encontram em purificação,

     para que o Senhor, pela Sua misericórdia, os acolha na luz do Paraíso,

     oremos, irmãos.

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Na Mesa da Palavra agora proclamada, aprendemos quem é Jesus Cristo para cada um de nós.

Aguardamos agora que o mesmo Jesus, pelo ministério do sacerdote, transubstancie o pão e o vinho que levamos ao altar no Seu Corpo e Sangue, para nosso Alimento.

 

Cântico do ofertório: Não fostes vós que me escolhestes - Az. Oliveira, NRMS, 59

 

Oração sobre as oblatas: Fazei, Senhor, que a oração dos santos Apóstolos acompanhe a oferta que trazemos ao vosso altar e nos una intimamente a Vós ao celebrarmos este divino sacrifício. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Prefácio

 

A dupla missão de São Pedro e São Paulo na Igreja

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte.

Vós nos concedeis a alegria de celebrar hoje a festa dos santos apóstolos Pedro e Paulo: Pedro, que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo, e Paulo, que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel, e Paulo, que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam, cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração.

Por isso, com todos os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: A. Cartageno – COM, pg 189

 

Saudação da Paz

 

Ajudemos o Santo Padre na sua missão de construtor da paz no mundo, dando a conhecer a sua mensagem e seguindo os seus ensinamentos.

Somente a mensagem que Jesus Cristo a chegar até nós, pela voz da Igreja, pode fazer brotar nos corações a verdadeira paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

É na Igreja por Ele fundada que Jesus Cristo nos oferece o Seu Corpo e Sangue como Alimento da vida sobrenatural que recebemos no Batismo.

É também a Igreja quem nos transmite a vontade do mesmo Senhor sobre as disposições indispensáveis para comungar bem: na graça de Deus, com fé e amor.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo – J. F. Silva, NRMS, 67

Mt 16, 16.18

Antífona da comunhão: Disse Pedro a Jesus: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo. Jesus respondeu: Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja.

 

Cântico de acção de graças: – Eu estou sempre convosco – C. Silva, OC pg 101

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com este sacramento, concedei-nos a graça de vivermos de tal modo na vossa Igreja que, assíduos à fracção do pão e ao ensino dos Apóstolos, sejamos um só coração e uma só alma, solidamente enraizados no vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Alimentemos nas nossas conversas com as outras pessoas um grande amor filial à Igreja, evitando a crítica negativa e colaborando nas suas iniciativas.

 

Cântico final: Vamos proclamar pelo mundo inteiro – F. Silva, NRMS, 82-83

 

 

Homilias Feriais

 

4ª Feira, 30-VI: As riquezas de Deus e os bens materiais.

Gen 21, 5. 8-20 / Mt 8, 28-34

Quando O viram, suplicaram-lhe que se retirasse do seu território.

Os gadarenos rejeitaram a presença de Jesus no seu território, por terem perdido uma vara de porcos, em troca da libertação de dois possessos (EV). Deram mais valor a um bem material do que à presença do Senhor e à felicidade de dois homens. Nos nossos dias também acontecem coisas parecidas, como esta trocas da palavra de Deus pelos convites do demónio. Que o nosso Anjo da guarda nos ajude: O Anjo do Senhor está atento (SR).

Agar fugiu com um filho pequeno para o deserto (LT). O pequeno chorou e o Anjo de Deus ouviu-o: O Anjo do Senhor está velando sobre todos os fiéis (SR).

 

5ª Feira, 1-VII: A fé e a generosidade.

Gen 22, 1-19 / Mt 9, 1-8

Toma o teu filho, que tanto amas, e vai à terra de Moriá. Aí o hás-de oferecer em holocausto.

A grande fé e esperança de Abraão fazem com que ele esteja disposto a sacrificar o seu filho único, apesar de muito o amar (LT). Este sacrifício é um prenúncio do sacrifício de Cristo, que leva a sua cruz até ao Calvário. Abraão tem uma fé grande, acompanhada de grande generosidade. Invoquei o nome do Senhor: Salvai a minha vida (SR).

Uma falta de fé faz com que os presentes dêem mais importância à cura do paralítico do que ao perdão dos seus pecados. Mas Jesus louva a fé dos que levaram o paralítico até junto dele (EV). E nós, qual delas nos parece mais importante?

 

6ª Feira, 2-VII: A fé e qualidade do sacrifício.

Gen 23, 1-4. 19; 24, 1-8. 62-67 / Mt 9, 9-13

Ide aprender o que isto significa: prefiro a misericórdia ao sacrifício.

Jesus recorda a palavra do profeta Oseias: Eu prefiro a misericórdia ao sacrifício (EV). O único sacrifício perfeito é o que Cristo ofereceu ao Pai na Última Ceia, para nossa salvação. Podemos unir-nos a este sacrifício na Santa Missa. Assim obteremos os mesmos sentimentos de Cristo.

Como consequência da sua fé, Abraão ofereceu a sua vida em oblação a Deus e Deus abençoou-o. Já era velho e o Senhor em tudo o havia abençoado (LT). Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom (SR).

 

Sábado, 3-VII: A fé em Cristo e os seus frutos.

Gen 27, 1-5. 15-29 / Mt 9, 14-17

Mas deita-se vinho novo em odres novos, e ambas as coisas se conservam.

A vinda de Cristo à terra, e a sua mensagem, são como o vinho novo, que exige um recipiente novo (EV). A Igreja aceita esta mensagem e procura que ela não se estrague, isto é, que as verdades da fé e da moral não se alterem ao sabor das modas. Cada um de nós é igualmente um recipiente novo, que recebe a graça de Deus e as verdades da fé, procurando defendê-las do relativismo e do secularismo.

Isaac abençoa o filho que lhe vai suceder, para que haja frutos abundantes e todas as nações o sirvam e todos os povos se prostrem a seus pés (LT). O Senhor é grande (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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