S. Pedro e S. Paulo

Missa da Vigília

28 de Junho de 2021

 

Esta Missa diz-se na tarde do dia 28 de Junho, antes ou depois das Vésperas I da solenidade.

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Pedro, apóstolo e Paulo, doutor das gentes – A. Cartageno, CEC II, pg 191

 

Antífona de entrada: Pedro, apóstolo, e Paulo, doutor das gentes, ensinaram-nos a vossa lei, Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

As nações celebram os heróis da sua história e os povos, os ídolos do desporto ou do cinema.

A Igreja celebra os seus santos, convidando-nos a dar graças ao Senhor pela sua vida e animando-nos a imitá-los.

Hoje celebramos dois grandes Apóstolos: S. Pedro, que foi um dos Doze que Jesus escolheu e depois instituiu como chefe visível da Igreja – o primeiro papa – e S. Paulo, o maior evangelizador de todos os tempos.

Celebremos, pois, com alegria, a vigília da sua festa litúrgica.

 

Acto penitencial

 

Pelo Batismo, tornamo-nos filhos de Deus, membros do Corpo Místico do qual Jesus Cristo é a Cabeça e somos chamados por Deus a caminhar em santidade até ao Céu.

Infelizmente não temos vivido com generosidade esta vocação, mas extraviamo-nos no caminho para a felicidade eterna pelos nossos pecados por pensamentos, desejos, obras e omissões.

Peçamos ao Senhor que tenha, uma vez mais, paciência connosco, perdoe os nossos pecados e nos ajude a recomeçar.

 

(Tempo de silêncio. Sugerimos o esquema A)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

 

Glória a Deus nas alturas

 

Oração colecta: Senhor nosso Deus, que, por meio dos apóstolos São Pedro e São Paulo, comunicastes à vossa Igreja os primeiros ensinamentos da fé, concedei-nos, por sua intercessão, o auxílio necessário para chegarmos à salvação eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Os Atos dos Apóstolos contam-nos como Pedro foi salvo da morte pela oração da Igreja de Jerusalém.

Todos os fiéis da Igreja devem orar incessantemente pelo Santo Padre, ajudando-o na sua missão de Pastor universal.

 

Actos dos Apóstolos 3,1-10

Naqueles dias, 1Pedro e João subiam ao templo para a oração das três horas da tarde. 2Trouxeram então um homem, coxo de nascença, que colocavam todos os dias à porta do templo, chamada Porta Formosa, para pedir esmola aos que entravam. 3Ao ver Pedro e João, que iam a entrar no templo, pediu-lhes esmola. 4Pedro, juntamente com João, olhou fixamente para ele e disse-lhe: «Olha para nós». 5O coxo olhava atentamente para Pedro e João, esperando receber deles alguma coisa. 6Pedro disse-lhe: «Não tenho ouro nem prata, mas dou-te o que tenho: em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda». 7E, tomando-lhe a mão direita, levantou-o. Nesse instante fortaleceram-se-lhe os pés e os tornozelos, 8levantou-se de um salto, pôs-se de pé e começou a andar depois entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus. 9Toda a gente o viu caminhar e louvar a Deus 10e, sabendo que era aquele que costumava estar sentado, a mendigar, à Porta Formosa do templo, ficaram cheios de admiração e assombro pelo que lhe tinha acontecido.

 

Temos aqui o relato da cura do coxo de nascença, o primeiro milagre realizado por Pedro, com que se inicia mais uma unidade literária de Actos (Act 3,1 – 5,42), que refere a primeira actividade apostólica em Jerusalém, após o Pentecostes.

1 «Para a oração das 3 horas de tarde», à letra, hora nona, a hora em que começavam no Templo as cerimónias do sacrifício vespertino que se prolongavam até ao cair da tarde; então se oferecia um cordeiro em sacrifício, como também de manhã, segundo Ex 12,6.

2 «Porta Formosa», porta assim chamada pelos seus ricos adornos, que dava do átrio dos gentios para o átrio das mulheres, em frente do pórtico de Salomão (v. 11), que rodeava a zona do templo do lado Leste.

6 «Em nome de Jesus…». Os prodígios operados pelos Apóstolos não eram feitos em nome próprio, como Jesus fazia, revelando a sua divindade ao não precisar dum poder alheio para os realizar, como é o caso de Pedro.

 

Salmo Responsorial      Sl 18 A (19 A), 2-3.4-5 (R. 5a)

 

Monição: O Espírito Santo convida-nos a entoar um cântico de louvor ao nosso Deus, pelas maravilhas que Ele operou no mundo.

Uma das mais belas maravilhas é a Igreja, onde simples homens, pela ação do Espírito Santo, realizam uma obra divina.

 

Refrão:         A sua mensagem ressoou por toda a terra.

 

Os céus proclamam a glória de Deus

e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

O dia transmite ao outro esta mensagem

e a noite a dá a conhecer à outra noite.

 

Não são palavras nem linguagem

cujo sentido se não perceba.

O seu eco ressoou por toda a terra

e a sua notícia até aos confins do mundo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo tem consciência de que foi chamado por Deus ao trabalho da Evangelização. Afirma na carta aos Gálatas: «Deus destinou-me desde o seio materno.»  

Cada um de nós tem também uma missão apostólica a cumprir no mundo em que vive.

 

Gálatas 1,11-20

11Eu vos declaro, irmãos: O Evangelho anunciado por mim não é de inspiração humana, 12porque não o recebi ou aprendi de nenhum homem, mas por uma revelação de Jesus Cristo. 13Certamente ouvistes falar do meu proceder outrora no judaísmo e como perseguia terrivelmente a Igreja de Deus e procurava destruí-la. 14Fazia mais progressos no judaísmo do que muitos dos meus compatriotas da mesma idade, por ser extremamente zeloso das tradições dos meus pais. 15Mas quando Aquele que me destinou desde o seio materno e me chamou pela sua graça, 16Se dignou revelar em mim o seu Filho para que eu O anunciasse aos gentios, decididamente não consultei a carne e o sangue, 17nem subi a Jerusalém para ir ter com os que foram Apóstolos antes de mim mas retirei-me para a Arábia e depois voltei novamente a Damasco. 18Três anos mais tarde, subi a Jerusalém para ir conhecer Pedro e fiquei junto dele quinze dias. 19Não vi mais nenhum dos Apóstolos, a não ser Tiago, irmão do Senhor. 20– O que vos escrevo, diante de Deus o afirmo: não estou a mentir.

 

S. Paulo escreve aos cristãos da Galácia, mais provavelmente da Galácia do Norte, na Turquia actual. Eram cristãos na maior parte convertidos de tribos pagãs originárias da Gália, que estavam a ser perturbados por pregadores de tendência judaizante, que os intimidavam dizendo-lhes que, para se salvarem, não bastava o Baptismo e a fé cristã, mas que necessitavam de ser circuncidados. Para imporem a sua teoria, tentavam desacreditar a pessoa de S. Paulo, afirmando que ele não era um verdadeiro Apóstolo, pois não tinha recebido a sua missão directamente de Jesus. Nesta carta o Apóstolo começa por declarar e explicitar como foi o próprio Senhor que lhe revelou o Evangelho – os principais mistérios – que ele pregava. Sendo assim, logo após a conversão, não teve necessidade de vir imediatamente a Jerusalém para ouvir os Apóstolos, retirou-se para a Arábia, o reino nabateu, a sul de Damasco (Petra?), e só ao fim de três anos é que foi estar com os Apóstolos. Pergunta-se, então, que fez S. Paulo durante esses três anos? Uns pensam que foram anos de pregação, outros que teria sido um tempo de retiro espiritual, em que ele assenta ideias, confrontando a revelação que teve com os dados do Antigo Testamento e da fé dos primeiros cristãos. Seja como for, não se diz que esses 3 anos foram todos passados na Arábia, pois em Actos fala de “muito tempo” (Act 9,23) em Damasco.

19 «Só vi Tiago». A forma de falar não significa necessariamente que este irmão do Senhor fosse um dos 12 Apóstolos. Para que tenha sentido a frase, basta que se trate duma figura proeminente da igreja jerosolimitana; para isto seria suficiente o simples título de «irmão (parente) do Senhor» e a participação da missão apostólica. Por isso, hoje, muitos exegetas entendem que este Tiago é distinto do apóstolo, «filho de Alfeu», o São Tiago Menor. Não se pode tratar de Tiago, irmão de João, pois, segundo o testemunho de Flávio José, foi martirizado por volta do ano 42 (cf. Act 12,2).

 

Aclamação ao Evangelho           Jo 21, 17b

 

Monição: Façamos também, nesta hora, a tríplice confissão de Amor de Pedro, a Jesus seu Mestre.

Aclamemos com alegria e júbilo o Evangelho que proclama para nós esta verdade.

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, pg 113

 

Senhor, que sabeis tudo,

bem sabeis que Vos amo.

 

 

Evangelho

 

São João 21,15-19

Quando Jesus Se manifestou aos seus discípulos junto ao mar de Tiberíades, 15depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». 16Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». 17Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». 19Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me».

 

15-17 É fácil de ver na tripla confissão de amor de Pedro uma reparação da sua tripla negação (Jo 18,17.25-27). Na redacção do texto grego, pode ver-se também um jogo de palavras muito expressivo, pois na 1ª e 2ª pergunta Jesus interroga Pedro com um verbo de amor mais divino, profundo e intelectual (amas-Me? – agapâs me), ao passo que Pedro responde com um verbo de simples afeição e amizade (sou teu amigo – filô se); à 3ª vez, Jesus condescende com Pedro, usando este segundo verbo, e Pedro ficou triste por se lembrar que esta mudança de Jesus se devia à imperfeição do seu amor. Na nova tradução da CEP já temos esta distinção. Toda a Tradição católica viu neste encargo de pastorear todo o rebanho de Cristo (cordeiros e ovelhas) o cumprimento da promessa do primado (Mt 16,17-19 e Lc 22,31-32; cf. 1Pe 5,2.4. Recorde-se, a propósito, o que diz o Concílio Vaticano II, LG, 22: “O colégio ou corpo episcopal não tem autoridade a não ser em união com o Pontífice Romano, sucessor de Pedro, entendido como sua cabeça, permanecendo inteiro o poder do seu primado sobre todos, quer pastores, quer fiéis. Pois o Romano Pontífice, em virtude do seu cargo de Vigário de Cristo e Pastor de toda a Igreja, nela tem pleno, supremo e universal poder, que pode sempre exercer livremente”.

18-19 «Estenderás as mãos... Segue-Me». Pedro havia de seguir a Cristo até ao ponto de vir a morrer crucificado em Roma, na perseguição de Nero (64-68), segundo a tradição documentada já por S. Clemente, no século I. Também se diz que, por humildade, pediu para ser crucificado de cabeça para baixo.

21-22.  Jesus não satisfaz curiosidades inúteis, mas apela à fidelidade: «segue-me». Tendo em conta que Pedro já morrera haveria uns 40 anos, não deixa de impressionar a ligação tão íntima entre o discípulo amado e Pedro, aparecendo este sempre numa posição de superioridade (cf. Jo 13,24; 18,15-16; 20,1-8; 21,1-12.15.20-23); há quem veja nisto um apelo a um critério a seguir nas relações entre as comunidades joaninas da Ásia Menor e a Igreja de Roma.

 

Sugestões para a homilia

 

• A Igreja, médica das pessoas

• A Igreja, mestra no Amor

 

1. A Igreja, médica das pessoas

 

Celebramos a vigília da festa litúrgica de dois grandes santos da Igreja de Cristo: S. Pedro, um dos Doze Apóstolos, eleito por Jesus para ser o primeiro papa, o primeiro chefe visível da Igreja na terra; e S. Paulo que percorreu o mundo de então a evangelizar incansavelmente, fundando várias Igrejas ou Dioceses.

Dois luminosos heróis da Igreja. Estamos a celebrar a sua festa com paramentos vermelhos, porque ambos foram mártires em Roma, no tempo do imperador Nero: S. Pedro, crucificado nos jardins do Vaticano, onde está hoje a Basílica de S. Pedro; e S. Paulo, decapitado, no lugar onde se encontra a Basílica de S. Paulo extra-muros.

S. Pedro e S. João quando subiram ao Templo para orar, encontraram na porta de entrada do Templo e Jerusalém um coxo de nascença que ali pedia esmola.

Enviados a um mundo carente de Amor. Jesus enviou os Apóstolos a socorrer um mundo cheio de carências humanas e, principalmente, sobrenaturais.

No texto do profeta Isaías que Jesus comentou na sinagoga de Nazaré, dizendo que tudo isto se estava a realizar na Sua Pessoa, definia-se a missão da Igreja e dos seus apóstolos, continuadores e instrumentos da ação de Cristo no mundo: «o Senhor me ungiu e me enviou a anunciar a boa nova aos pobres, a curar os corações atribulados, a proclamar a redenção aos cativos e a liberdade aos prisioneiros, a promulgar o ano da graça do Senhor.»  (Isaías 61, 1-2a.).

A Igreja cura os enfermos. Como S. Pedro, cada Pastor da Igreja não tem ouro nem prata, mas oferece algo mais precioso. Aquele homem esperava uma moeda de esmola, para continuar na sua dependência, mas S: Pedro deu-lhe a saúde, a cura do seu mal.

Invocando o nome de Jesus, Simão Pedro curou-o, restituindo-lhe a normalidade de vida.

Devemos atender também às necessidades materiais que encontramos nas pessoas, esta foi sempre uma preocupação das pessoas. Se a ação social da igreja acabasse, as pessoas mais carenciadas ficariam ao desamparo.

Mas devemos vencer a tentação de ficar apenas aí. É preciso ajudar as pessoas a andar a caminho do Céu, a procurar a cura da sua paralisia que as impede de chegar ao Céu.

 •  Este cuidado das almas atrai as pessoas. O milagre realizado por S. Pedro, invocando o nome de Jesus, causou admiração e assombro, como era natural e atraiu pessoas à Igreja nascente.

As pessoas procuram na religião, na Igreja o que não encontram na sociedade civil: a reconciliação com Deus, a paz da consciência e o perdão dos seus pecados.

Se as organizações católicas ficarem apenas na ação social, as pessoas afastam-se desiludidas, como teria acontecido se Pedro, em vez de curar o coxo, lhe tivesse dado uma esmola.

S. Paulo realizou alguns milagres, na intensa evangelização dos gentios a que se entregou. Mas a ação principal nas suas corridas apostólicas foi anunciar o Evangelho, ajudar as pessoas a converterem-se e a voltarem-se para Deus.

Cada fiel deve também viver com esta perspetiva de ajudar as pessoas a irem ao encontro de Jesus Cristo. É relativamente fácil integrar-se numa ação de beneficiência, pode isso até atrai sobre nós a simpatia. Ajudar as pessoas na conversão pessoal e na perseverança é mais difícil, mas indispensável.

Temos de procurar que a mensagem salvadora de Jesus ressoe em toda a terra.

 

2. A Igreja, mestra no Amor

 

Toda a ação da Igreja, como a de cada um dos seus fieis, se resume em amar: amar a Deus sobre todas as coisas e amá-l’O presente em cada pessoa.

Generosidade no Amor. Por isso, o que Jesus pede aos Seus Apóstolos, como a Simão Pedro, não é que sobressaiam em sabedoria, em arte ou em qualquer ouro aspeto humano, mas O amem mais generosamente que as outras pessoas. 

Antes de investir S. Pedro no cargo de Cabeça visível, sinal e instrumento de comunhão na Igreja, pergunta-lhe: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?».

A resposta à pergunta de Jesus. O amor, como sabemos bem, não são apenas palavras bonitas, nem agrado dos sentidos, mas obras, por vezes bem custosas. Que o digam as mães em relação a cada um dos filhos que traz à luz deste mundo.

Cristo interpela cada um de nós, animando-nos a procurar crescer no amor para com Ele, tendo sempre diante dos olhos que amor são obras e não apenas palavras bonitas.

Reparação pelos pecados. Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado por três vezes se o amava mais do que os outros Apóstolos que estavam ali ao lado.

Compreende que Jesus não lhe pergunta isto as três vezes, por desconfiar da sinceridade da sua resposta, mas para lhe dar a oportunidade de reparar, com uma tríplice confissão de amor, a tríplice negação da noite da Paixão. É lembrança da sua fraqueza que o entristece.

Apela, então, para a Sabedoria infinita do mestre a Quem nada é oculto: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo».

O martírio de Pedro. Jesus não chama Pedro a coroar-se de glória, como sonhavam os Apóstolos, imaginando que o Mestre vinha restaurar a grandeza e o poder do rei David.

Anuncia-lhe o martírio. «Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres».

A história da Igreja confirma a realização desta profecia de Jesus sobre a morte de Pedro. No tempo do imperador romano Nero, foi preso e condenado a morrer pregado numa cruz, como o seu Mestre. Pediu apenas que que o crucificassem de cabeça voltada para a terra e não para o céu, porque não era digno de morrer como Jesus.

Cada um dos Santos Padres, quando é leito, sabe perfeitamente que aceita abraçar a cruz.

Ao lado da Capela Sistina, onde se faz eleição, há o “quarto das lágrimas”, para onde o novo Papa se retira para chorar à vontade.

Faz parte da Mensagem de Fátima o amor e devoção ao Santo Padre. Especialmente a Jacinta e o Francisco cultivaram esta devoção.

Aprenderam-na na escola do Imaculado Coração de Maria. Que Ele nos ensine a nós também a ter devoção ao papa e a ajudá-lo com a nossa oração.

 

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

Nesta Vigília da solenidade

dos santos Apóstolos Pedro e Paulo,

apresentemos a Deus Pai as nossas súplicas

pelas necessidades de todo o mundo.

Oremos (cantando), cheios de esperança:

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

1. Pela santa Igreja fundada sobre Pedro, o humilde pescador da Galileia,

para que se renove na fé e alcance a unidade de todos os homens na fé, 

oremos, irmãos.

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

2. Pelo Santo Padre, sucessor de São Pedro, no governo de toda a Igreja,

     para que apascente as ovelhas do Senhor e siga a Cristo com amor,

     oremos, irmãos.

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

3. Pelos ministros da santa Igreja e por todos os fiéis do mundo inteiro,

     para que não busquem ouro e prata, mas os bens que Jesus lhes dá,

     oremos, irmãos.

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

4. Por todos aqueles que anunciam o Evangelho, sobretudo nas missões,

     para que o façam resplandecer diante dos homens, como S Paulo,

     oremos, irmãos.

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

5. Pelos governantes das nações e pelos gerem no destino dos povos,

     para que promovam a paz e a justiça e o bem-estar dos cidadãos,

     oremos, irmãos.

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

6. Pela esta nossa comunidade a celebrar nesta solenidade a Eucaristia,

     para que persevere fiel à sã doutrina e ao testemunho dos Apóstolos,

     oremos, irmãos.

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

7. Por todos os nossos irmãos defuntos que se encontram em purificação,

     para que o Senhor, pela Sua misericórdia, os acolha na luz do Paraíso,

     oremos, irmãos.

 

     Aumentai, Senhor, a nossa fé.

 

Deus eterno e omnipotente,

que, pelo Baptismo da água e do Espírito,

nos fizestes renascer para a vida eterna,

confirmai-nos na fé dos Apóstolos Pedro e Paulo

e fazei-nos tomar parte no banquete do Reino.

Por Cristo Senhor nosso.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

O Senhor confiou à Igreja os Seus tesouros para os fazer chegar a cada um de nós.

 A Palavra de Deus acaba de nos ser oferecida, na primeira parte da Missa; e o Corpo e Sangue do Senhor que Jesus prepara agora, para nós, pelo ministério do sacerdote.

 

Cântico do ofertórioFez-vos Cristo luz do mundo – J. F. Silva, NRMS, 36

 

Oração sobre as oblatas: Ao celebrarmos com alegria, Senhor, a festa dos apóstolos São Pedro e São Paulo, apresentamos as nossas ofertas ao vosso altar e, reconhecendo a pobreza dos nossos méritos, esperamos da vossa bondade a alegria da salvação. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio:

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Vós nos concedeis a alegria de celebrar, hoje, a festa dos santos Apóstolos Pedro e Paulo: Pedro que foi o primeiro a confessar a fé em Cristo e Paulo que a ilustrou com a sua doutrina; Pedro, que estabeleceu a Igreja nascente entre os filhos de Israel e Paulo que anunciou o Evangelho a todos os povos; ambos trabalharam, cada um segundo a sua graça, para formar a única família de Cristo; agora, associados na mesma coroa de glória, recebem do povo fiel a mesma veneração.

Por isso, com todos os Anjos e Santos, proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz:

Santo, Santo, Santo...

 

Santo: C. Silva – COM, pg 193

 

Saudação da Paz

 

A Igreja, continuadora da ação de Jesus Cristo entre os homens, é a mensageira da verdadeira paz que Ele veio trazer ao mundo.

Não é possível uma paz autêntica sem uma fidelidade amorosa à Igreja, nossa mãe.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

A santa Igreja é a mãe solícita que nos alimenta com o Corpo e Sangue do Senhor.

Neste momento somos convidados a fazer um exame de consciência, para verificarmos se estamos em condições de comungar. Fiel ao Divino Mestre, a Igreja convida-nos a comungar, mas deseja que comunguemos bem.

 

Cântico da Comunhão: Simão, filho de João – A. Cartageno, CEC (II), pg 192

Jo 21, 15.17

Antífona da comunhão: Jesus disse a Pedro: Simão, filho de João, amas-Me tu mais do que estes? Pedro respondeu: Senhor, Vós sabeis tudo; bem sabeis que eu Vos amo.

 

Cântico de acção de graças: Louvai, Louvai ao Senhor – J. F. Silva, NRMS, 85

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que iluminastes os vossos fiéis com os ensinamentos dos Apóstolos, fortalecei-nos sempre com estes sacramentos celestes. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Hoje, de modo especial, e sempre durante a vida, rezemos pela Igreja e pelos seus Pastores.

 

Cântico final: Ide por todo o mundo – J. Santos, NRMS, 59

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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