S. João Baptista

Missa do Dia

24 de Junho de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Fiz de ti a luz das nações – C. Silva, OC, pg 124 

Jo 1, 6-7; Lc 1, 17

Antífona de entrada: Apareceu um homem enviado por Deus, que tinha o nome de João. Ele veio para dar testemunho da luz e preparar o povo para a vinda do Senhor.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje é dia de S. João. Quisemos organizar as nossas atividades, reservando um espaço para participarmos na Eucaristia. Fizemos bem. S. João Batista intercederá por nós para que, como ele, também cumpramos a vontade do Senhor.

 

Oração colecta: Senhor, que enviastes São João Baptista a preparar o vosso povo para a vinda do Messias, concedei à vossa família o dom da alegria espiritual e guiai o coração dos fiéis no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor chamou Isaías, como nos chama a cada um de nós. Sejamos fiéis à nossa vocação.

 

Isaías 49,1-6

1Terras de Além-Mar, escutai-me povos de longe, prestai atenção. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, disse o meu nome desde o seio de minha mãe. 2Fez da minha boca uma espada afiada, abrigou-me à sombra da sua mão. Tornou-me semelhante a uma seta aguda, guardou-me na sua aljava. 3E disse-me: «Tu és o meu servo, Israel, por quem manifestarei a minha glória». 4E eu dizia: «Cansei-me inutilmente, em vão e por nada gastei as minhas forças». 5Mas o meu direito está no Senhor e a minha recompensa está no meu Deus. E agora o Senhor falou-me, Ele que me formou desde o seio materno, para fazer de mim o seu servo, a fim de Lhe restaurar as tribos de Jacob e reconduzir os sobreviventes de Israel. Eu tenho merecimento aos olhos do Senhor e Deus é a minha força. 6Ele disse-me então: «Não basta que sejas meu servo, para restaurares as tribos de Jacob e reconduzires os sobreviventes de Israel. Farei de ti a luz das nações, para que a minha salvação chegue até aos confins da terra».

 

Este texto é o II Cântico do Servo de Yahwéh. O sentido profundo desta passagem visa o Messias, Luz das nações (v. 6; cf. Lc 2,32). No entanto, temos aqui, como tantas vezes na Liturgia, uma adaptação deste texto a outra figura que não é o Messias, mas o seu Precursor, João Baptista. Joga-se, portanto, com o sentido acomodatício, que não é um sentido propriamente bíblico; é um sentido que nós pomos na Sagrada Escritura, tendo em conta uma certa semelhança de fundo ou meramente verbal, diríamos, à maneira duma lectio divina. Aqui trata-se duma «acomodação real ou por extensão», pois há uma grande semelhança de fundo entre o texto e o que realmente se passou com o Baptista: v. 1b – Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1,13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1,15.41-44); Chamado antes do nascimento (cf. Lc 1,13-17); v. 1b – Santificado no ventre materno (cf. Lc 1,15.41-44); v. 2 – Pregador intrépido das exigências divinas (cf. Mt 3,7-10; 14,4); vv. 5-6 – Reconduz Israel a Deus e restaura o Povo (cf. Lc 1,16-17; 3,1-20).

 

Salmo Responsorial      Sl 138 (139), 1-3.13-14ab.14c-15 (R. 14a)

 

Monição: O Senhor ama-nos desde sempre. Dêmos-Lhe graças durante a vida terrena e eternamente no Céu.

 

Refrão:         Eu Vos dou graças, Senhor,

                      porque maravilhosamente me criastes.

 

Senhor, Vós conheceis o íntimo do meu ser:

sabeis quando me sento e quando me levanto.

De longe penetrais o meu pensamento:

Vós me vedes quando caminho e quando descanso,

Vós observais todos os meus passos.

 

Vós formastes as entranhas do meu corpo

e me criastes no seio de minha mãe.

Eu Vos dou graças por me terdes feito tão maravilhosamente:

admiráveis são as vossas obras.

 

Vós conhecíeis já a minha alma

e nada do meu ser Vos era oculto,

quando secretamente era formado,

modelado nas profundidades da terra.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Quem se humilha será exaltado. Assim aconteceu com S. João Batista. Procuremos imitá-lo.

 

Actos dos Apóstolos 13,22-26

Naqueles dias, Paulo falou deste modo: 22«Deus concedeu aos filhos de Israel David como rei, de quem deu este testemunho: ‘Encontrei David, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará sempre a minha vontade’. 23Da sua descendência, como prometera, Deus fez nascer Jesus, o Salvador de Israel. 24João tinha proclamado, antes da sua vinda, um baptismo de penitência a todo o povo de Israel. 25Prestes a terminar a sua carreira, João dizia: ‘Eu não sou quem julgais mas depois de mim, vai chegar Alguém, a quem eu não sou digno de desatar as sandálias dos seus pés’. 26Irmãos, descendentes de Abraão e todos vós que temeis a Deus: a nós é que foi dirigida esta palavra de salvação».

 

A leitura é tirada do discurso de São Paulo em Antioquia da Pisídia, por ocasião da primeira grande viagem, o primeiro discurso kerigmático do Apóstolo a ser registado nos Actos dos Apóstolos. Corresponde a um modelo primitivo, mas a redacção de Lucas tem presente certamente os seus leitores, a quem se dirige ao redigir a sua obra.

24-25 «João dizia». Breve referência à substância da pregação do Baptista: a preparação do povo para receber bem o Messias que ele anunciava. Mas a santidade de João era tão grande e impressionante que ele precisou de deixar bem claro que «eu não sou aquilo que julgais», pois o tinham como o Messias (cf. Jo 1,20-30; 3,25-30).

 

Aclamação ao Evangelho           cf. Lc 1, 76

 

Monição: Quando João Batista nasceu, regozijaram-se os pais, alegraram-se familiares, amigos e vizinhos… Que todas as crianças sejam bem acolhidas na sua vinda ao mundo!

 

Aleluia

 

Cântico: M. Faria, NRMS, 87

 

Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo,

irás à frente do Senhor a preparar os seus caminhos.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1,57-66.80

Naquele tempo, 57chegou a altura de Isabel ser mãe e deu à luz um filho. 58Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe tinha feito tão grande benefício e congratularam-se com ela. 59Oito dias depois, vieram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome do pai, Zacarias. 60Mas a mãe interveio e disse: «Não, Ele vai chamar-se João». 61Disseram-lhe: «Não há ninguém da tua família que tenha esse nome». 62Perguntaram então ao pai, por meio de sinais, como queria que o menino se chamasse. 63O pai pediu uma tábua e escreveu: «O seu nome é João». Todos ficaram admirados. 64Imediatamente se lhe abriu a boca e se lhe soltou a língua e começou a falar, bendizendo a Deus. 65Todos os vizinhos se encheram de temor e por toda a região montanhosa da Judeia se divulgaram estes factos. 66Quantos os ouviam contar guardavam-nos em seu coração e diziam: «Quem virá a ser este menino?». Na verdade, a mão do Senhor estava com ele. 80O menino ia crescendo e o seu espírito fortalecia-se. E foi habitar no deserto até ao dia em que se manifestou a Israel.

 

A leitura de hoje apresenta-nos o relato do nascimento do Precursor bem como da imposição do nome e circuncisão. Na vigília já se leu o anúncio do nascimento.

63 «O seu nome é João». Com grande surpresa para toda a família, o menino não recebe o nome do pai, ou, como era mais frequente, o do avô paterno, mas o nome anunciado pelo Arcanjo Gabriel: João, que quer dizer «Yahwéh concedeu uma graça». Do versículo anterior deduz-se que Zacarias estava mudo e surdo, pois lhe «perguntaram por sinais» (v. 62).

80 «E foi habitar no deserto». Não é crível que João tenha ido para o deserto ainda menino muito pequeno, como dizem os apócrifos, nem apenas algum tempo antes da vida pública de Cristo. O facto de Lucas dizer logo neste momento que João foi para o deserto, corresponde a uma técnica da composição lucana, chamada técnica de eliminação: antes de passar a outro assunto, avança com coisas que se referem à pessoa de que está a falar, eliminando o que entrementes sucedeu, sem se preocupar da cronologia; assim se explica que a Virgem Maria não apareça no nascimento do Baptista, etc. João, tendo à sua frente uma carreira brilhante, pois era da classe sacerdotal, renuncia a ela, para levar uma vida recolhida e penitente, vida que havia de conferir grande autenticidade e autoridade à sua futura pregação. Não foi para um deserto arenoso, mas para uma zona pobre e árida, provavelmente a Noroeste do Mar Morto. Por ali se fixaram os essénios, concretamente a seita de Qumrã, dirigida pelos sacerdotes sadoquitas dissidentes do sacerdócio oficial de Jerusalém. Até que ponto manteve João contacto com estes essénios é coisa para nós desconhecida, ainda que provável.

 

Sugestões para a homilia

 

Nascimento de João Batista

S. João Batista prega com a palavra e a vida

Jesus está connosco para O anunciarmos ao mundo

 

Nascimento de João Batista

«Antes de te formar no ventre materno Eu te escolhi» ( Jer 1,5 ). Estas palavras ditas pelo Senhor ao Profeta Jeremias, aplicam-se perfeitamente ao grande santo cujo nascimento hoje festejamos.

Seu pai, Zacarias, sacerdote do Antigo Testamento, recebeu a mensagem do Anjo: «Não temas, Zacarias, porque a tua súplica foi atendida. Isabel, tua esposa, dar-te-á um filho ao qual porás o nome de João» ( Evangelho da Missa da Vigília ) .

Quando esse filho, concebido no seio de Isabel, nasceu, houve grande alegria e festa naquela família. Esse menino recebeu o nome de João ( Evangelho da Missa do Dia ) .

Isabel e Zacarias, já de idade avançada, reconhecidos, agradecem a Deus, o seu querido João. Ele vai passar uma infância como os outros meninos. Mas, quando crescer, terá uma missão importantíssima: anunciar ao mundo o Messias Salvador.

 

S. João Batista prega com a palavra e a vida

João Batista anunciou Jesus com a palavra e a vida. Apresentou-se, dizendo: «Eu sou a voz do que clama no deserto: endireitai o caminho do Senhor» ( Jo 1, 23 ).

E que bem ele concretizou esta missão. Dava conselhos a todos: « Quem tem duas túnicas reparta com quem não tem nenhuma, e quem tem mantimentos faça o mesmo » (Lc 3, 11 ) …

Quando o queriam aclamar, apontava o Messias que anunciava: « Eu não sou digno de Lhe descalçar as sandálias » ( Mt 3,11 ).

Podia exercer um cargo importante na vida se adulasse Herodes. Mas não podia fazê-lo. Ele dava mau exemplo. Herodíades, com quem vivia, não era sua esposa. João Batista confrontou-o com esse pecado. Por isso recebeu dos dois a sentença de morte…Foi mártir por defender e proclamar a Doutrina de Jesus.

Se tivesse cedido à tentação do poder e não tivesse seguido Jesus, quem recordaria hoje João Batista?!...Oferecendo a vida a Jesus, morrendo por Seu amor, João Batista continua hoje a ser uma referência para a humanidade inteira.

 

Jesus está connosco para O Anunciarmos ao mundo

Também nós somos chamados a viver como bons cristãos, seguindo o caminho da perfeição e santidade.

As seduções para escolher outros caminhos são constantes…

A corrupção continua a verificar-se. Há quem ocupe cargos que não merecia. Há quem seja rico com o dinheiro que não ganhou honestamente. Há quem se intitule famoso sem ter nenhumas qualidades. Há quem conquiste postos de comando para humilhar os outros. Há quem viva em infidelidade permanente…

 Agora, somos nós os continuadores da missão de S. João Batista.

Deus não nos falta com as Suas graças. Ele criou o mundo tão belo para nele vivermos bem. Mas os homens conspurcaram a beleza do mundo.

Não desanimemos. Afastemos o ódio, a violência e a guerra.

Ajudemos os que vivem na pobreza ou miséria.

Defendamos as crianças. Que nenhuma seja vítima do aborto. Que sejam respeitadas na sua inocência!

Que os idosos possam viver com dignidade até ao fim! E que não morram com a eutanásia mas vão ao encontro do Senhor quando Ele os vier buscar.

O Senhor chamou-nos ainda antes de nascermos, ou seja, desde toda a eternidade. Ofereçamos-Lhe o nosso coração e nossa vida. Dêmos testemunho d’Ele no mundo.

Que felicidade, um dia, podermos encontrar S. João Batista, todos os Anjos e Santos para, com Maria Santíssima, nossa querida Mãe, adorarmos, louvarmos e amarmos o Senhor para sempre no Céu!

 

Fala o Santo Padre

 

«Questionemo-nos, cada um de nós, num exame de consciência: como é a minha fé?

É jubilosa? É aberta às surpresas de Deus?»

Hoje a liturgia convida-nos a celebrar a festa da Natividade de São João Batista. O seu nascimento é o evento que ilumina a vida dos seus pais, Isabel e Zacarias, e envolve os parentes e os vizinhos na alegria e na admiração. Estes pais idosos tinham sonhado e até preparado aquele dia, mas já não o esperavam: sentiam-se excluídos, humilhados, desiludidos: não tinham filhos. Diante do anúncio do nascimento de um filho (cf. Lc 1, 13), Zacarias ficara incrédulo, porque as leis naturais não o permitiam: eram velhos, idosos; por conseguinte, o Senhor o tornou mudo durante todo o tempo da gestação (cf. v. 20). É um sinal. Mas Deus não depende das nossas lógicas nem das nossas limitadas capacidades humanas. É preciso aprender a confiar e a silenciar diante do mistério de Deus e a contemplar com humildade e silêncio a sua obra, que se revela na história e que muitas vezes supera a nossa imaginação.

E agora que o evento se realiza, agora que Isabel e Zacarias experimentam que «a Deus nada é impossível» (Lc 1, 37), é grande a alegria deles. A página evangélica de hoje (Lc 1, 57-66.80) anuncia o nascimento e depois detém-se no momento da imposição do nome ao menino. Isabel escolhe um nome incomum na tradição familiar e diz: «Chamar-se-á João» (v. 60), dom gratuito e já inesperado, pois João significa «Deus concedeu uma graça». E esta criança será arauta, testemunha da graça de Deus aos pobres que esperam com fé humilde a sua salvação. Inesperadamente Zacarias confirma a escolha daquele nome, escrevendo-o numa pequena tábua — pois era mudo — e «naquele momento abriu-se-lhe a boca, a sua língua soltou-se, e ele começou a falar, louvando a Deus» (v. 64).

Todo o acontecimento do nascimento de João Batista está circundado por um jubiloso sentido de admiração, de surpresa e de gratidão. Admiração, surpresa, gratidão. As pessoas são tomadas por um santo temor de Deus «e por toda a região montanhosa da Judeia se comentavam esses factos» (v. 65). Irmãos e irmãs, o povo fiel intuiu que aconteceu algo grandioso, mesmo se humilde e escondido, e pergunta-se: «O que virá a ser este menino?» (v. 66). O povo fiel de Deus é capaz de viver a fé com alegria, com sentido de admiração, de surpresa e de gratidão. Olhemos para aquela gente que falava bem acerca deste evento maravilhoso, deste milagre do nascimento de João, e fazia-o com alegria, estava feliz, com sentido de admiração, surpresa e gratidão. E pensando nisto perguntemo-nos: como é a minha fé? É uma fé jubilosa, ou é uma fé sempre igual, uma fé “tíbia”? Tenho o sentido da admiração, quando vejo as obras do Senhor, quando ouço falar da evangelização ou da vida de um santo, ou quando vejo tantas pessoas boas: sinto a graça, dentro, ou nada se move no meu coração? Sei sentir as consolações do Espírito ou sou fechado? Questionemo-nos, cada um de nós, num exame de consciência: como é a minha fé? É jubilosa? É aberta às surpresas de Deus? Porque Deus é o Deus das surpresas. “Experimentei” na alma aquele sentido da admiração que a presença de Deus dá, aquele sentido de gratidão? Pensemos nestas palavras, que são estados de ânimo da fé: alegria, sentido de admiração, surpresa e gratidão.

A Virgem Santa nos ajude a compreender que em cada pessoa humana há a marca de Deus, nascente da vida. Ela, Mãe de Deus e nossa Mãe, nos torne cada vez mais conscientes de que na geração de um filho os pais agem como colaboradores de Deus. Uma missão deveras sublime que faz de cada família um santuário da vida e desperta — o nascimento de cada filho — a alegria, a admiração, a gratidão.

Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 24 de junho de 2018

 

Oração Universal

 

Irmãos, oremos a Deus Omnipotente

e imploremos a Sua misericórdia,

dizendo confiadamente:

Escutai, Senhor, a nossa oração.

 

1.     Pela Igreja, Una, Santa, Católica e Apostólica,

que está presente no mundo para o santificar e salvar,

oremos.

 

2.      Pelas crianças que vão nascer

enchendo de encanto os nossos lares,

oremos.

 

3.     Pelos jovens que, no presente, idealizam um futuro melhor,

e pelos homens e mulheres que tornam a vida mais bela,

oremos.

 

4.     Pelos doentes que precisam de cuidados e dedicação,

e pelos idosos que esperam gratidão e carinho,

oremos.

 

5.     Pelas pessoas consagradas ao Senhor

no serviço desinteressado e generoso aos irmãos,

oremos.

 

6.     Pelos nossos familiares e amigos falecidos

que nos esperam, felizes, no Céu,

oremos

 

Senhor nosso Deus e nosso Pai,

dignai-Vos atender estas súplicas

e, por intercessão da Virgem Santa Maria,

concedei-nos o que for melhor para nós.

Por N. S. J. C. Vosso Filho que é Deus Convosco

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Os santos resplandecem como a luz – J. Santos, NRMS, 63

 

Oração sobre as oblatas: Trazemos ao altar, Senhor, os nossos dons para celebrarmos condignamente o nascimento de São João Baptista, que anunciou a vinda do Salvador do mundo e O mostrou já presente no meio dos homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio

 

A missão do Precursor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.

Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Baptista, proclamado o maior entre os filhos dos homens, anunciamos as vossas maravilhas: antes de nascer, ele exultou de alegria, sentindo a presença do Salvador; quando veio ao mundo, muitos se alegraram pelo seu nascimento; foi ele, entre todos os Profetas, que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; nas águas do Jordão, ele baptizou o autor do Baptismo e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; por fim deu o mais belo testemunho de Cristo, derramando por Ele o seu sangue.

Por isso, com os Anjos e os Santos no Céu, proclamamos na terra a vossa glória, cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo.

 

Santo: F. Silva, NRMS, 14

 

Monição da Comunhão

 

S. João Batista viveu sempre para o Senhor. Que bem se sentiu junto d’Ele! Vivamos também nós unidos a Jesus. E, se estamos devidamente preparados, recebamo-l’O sacramentalmente. Que permaneça connosco em toda a nossa vida!

 

Cântico da Comunhão: Bendito o Senhor Deus de Israel – C. S., OC, pg 47

Lc 1, 78

Antífona da comunhão: Graças ao coração misericordioso do nosso Deus, das alturas nos visitou o sol nascente.

 

Cântico de acção de graças: Cantai alegremente ao Senhor – M. Luís, NRMS, 38

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes à mesa do Cordeiro celeste, concedei à vossa Igreja, que se alegra com o nascimento de São João Baptista, a graça de reconhecer o autor do seu renascimento espiritual n'Aquele cuja vinda ao mundo foi anunciada pelo Precursor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

S. João Batista continua a ser para todos nós um exemplo a imitar. Contemos com a sua intercessão para nos santificarmos e para anunciarmos ao mundo que a salvação se encontra no Senhor.

 

Cântico final: Os Justos viverão eternamente – M. Faria, NRMS, 36   

 

 

Homilias Feriais

 

6ª Feira, 25-VI: Reconstruir a vida com a ajuda de Deus.

Gen 17, 1. 9-10. 15-22 / Mt 8, 1-4

Veio então prostrar-se diante dEle um leproso, que lhe disse: Senhor, se quiseres podes curar-me.

O leproso ficou curado e iniciou uma vida nova (EV). Para reconstruir a nossa vida é necessário reconhecer que somos pecadores. Quem se reconhece como pecador, e recorre à misericórdia de Deus, experimenta a alegria de uma verdadeira libertação e pode prosseguir tranquilamente o novo caminho da vida.  Assim recebe a graça de um novo início e recupera a esperança.

Deus escolheu Abraão para ser o Patriarca de um novo povo de Deus. Estabelece com ele uma Aliança, e ele começa uma vida nova: Tu hás-de guardar a minha Aliança (LT).

 

Sábado, 26-VI: Cura de doenças.

Gen 18, 1-15 / Mt 8, 5-17

Jesus, com uma palavra, curou todos os doentes.

O Senhor apareceu a Abraão e a sua mulher Sara (LT). Ambos eram de idade avançada e não tinham filhos. Mas, como para o Senhor nada é impossível, anunciou que Sara iria ser mãe dentro de um ano. O Omnipotente faz grandes coisas (SR).

As curas levadas a cabo por Deus são um sinal das futuras curas levadas a cabo por Jesus (EV), e que seriam um prenúncio das curas do pecado, doença da alma. Para isso, instituiu o Sacramento da Confissão. Peçamos ao Senhor perdão pelos nossos pecados e agradeçamos a sua misericórdia que se estende por todas as gerações.

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Aurélio Araújo Ribeiro

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial