aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

Conferência Episcopal Portuguesa:

vai estudar implementação de documento do Papa

que permite instituição de mulheres no ministério de acólito e leitor

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai estudar, na sua próxima Assembleia Plenária, de 12 a 15 de abril, a implementação do documento do Papa que permite instituição de mulheres no ministério de acólito e leitor.

O porta-voz da CEP, padre Manuel Barbosa, disse à Agência Ecclesia que o tema vai estar na ordem dos trabalhos, “alargando esse processo” a outros ministérios, especificamente nas áreas da caridade e do acolhimento, “na comunidade e tantos espaços da vida e da Igreja e da sociedade”, visando a sua aprovação, segundo competências próprias do episcopado.

Em janeiro, o Papa Francisco estabeleceu que as mulheres tenham acesso aos ministérios de Leitor e Acólito com o motu proprio ‘Spiritus Domini’.

Segundo o Papa, a opção de conferir estes serviços também às mulheres, com “estabilidade, reconhecimento público e mandato do bispo, torna mais eficaz a participação de todos na obra de evangelização na Igreja”.

Após esta decisão, o presidente da Comissão Episcopal de Liturgia e Espiritualidade, D. José Cordeiro, explicou à Agência Ecclesia que a mudança requer “algumas condições”, como o decreto da Conferência Episcopal de cada país e o estabelecimento de critérios em ordem ao discernimento e à formação dos leitores e das leitoras, dos acólitos e das acolitas.

As Conferências Episcopais podem solicitar a instituição de ministérios específicos, ligados, por exemplo, a obras de caridade ou funções de acolhimento e de catequese nas comunidades católicas.

A próxima reunião magna da CEP vai analisar nota sobre os 25 da peregrinação nacional dos acólitos, um “evento importante” que reúne milhares de pessoas em Fátima.

 

CEP:

Restrições nas celebrações comunitárias

convidam à vivência das «24 horas para o Senhor»

pessoalmente e em família

 

A Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização (CEMNE) afirma que a iniciativa “24 horas para o Senhor”, no contexto da pandemia, é uma oportunidade para ser vivida “pessoalmente e em família”, aprofundando a “mensagem de misericórdia”.

“As ‘24 horas para o Senhor’, este ano, até devido às restrições nas Celebrações comunitárias, pode ser uma oportunidade para aprofundar, pessoalmente e em família, a mensagem da misericórdia de Deus e a noção de pecado, a importância da Palavra de Deus e da oração na Confissão, bem como do exame de consciência e da grandeza do dom do Sacramento”, escreve a CEMNE.

No documento em enviado à Agência Ecclesia sublinha-se que as “24 horas para o Senhor” é assentam em duas iniciativas: “a Adoração Eucarística, pessoal e coletiva, e a Celebração do Sacramento da Reconciliação”.

“Cada cristão e cada comunidade cristã estão sempre desafiados a promover a revitalização e o aprofundamento do culto eucarístico e nele fundamentar a sua vida cristã e a dinâmica pastoral”, afirma a nota da Comissão Episcopal Missão e Nova Evangelização.

O Papa Francisco pede a todas as dioceses que assinalem as “24 horas para o Senhor” na sexta e sábado que precedem o IV Domingo da Quaresma de cada ano, desta vez nos dias 12 e 13 de março.

O Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização publicou subsídios pastorais para a celebração das “24 horas para o Senhor”, este ano sobre o tema “Ele perdoa todas as culpas”.

 

Portalegre-Castelo Branco:

Sacerdotes destacam importância do online,

mas confessam saudade do encontro presencial

 

O padre António Castanheira, administrador paroquial das Paróquias de São Vicente e São João, em Abrantes, referiu à Agência Ecclesia que a Covid-19 exigiu o recurso ao online, como forma de estar próximo da população, face à suspensão das celebrações públicas.

No último ano, a realidade pandémica trouxe uma “maior dificuldade” de se celebrarem os sacramentos, mas “não deixou de haver casamentos, batizados, eucaristias, confissões e unção dos doentes”.

“O online retira o ambiente da sensibilidade e da experiência do emotivo porque as pessoas deixam-se tocar pela reação visual”, admite, contudo, o sacerdote da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

Para o sacerdote, também diretor do Seminário de São José de Alcains, a pandemia “não pode esmagar as pessoas”, por isso é fundamental acolher com “liberdade interior” as limitações provocadas pela Covid-19.

Já sobre o sacramento do Crisma, o padre António Castanheira realçou que estes “não foram possíveis” o que causou “sofrimento” nas pessoas, porque estas “criaram expectativas”, sublinhou.

Ao nível de Catequese, este responsável realça que “é uma luta que tem encantos, mas também dificuldades”.

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco tem “apostado” nas novas tecnologias, mas essa aposta segue o ritmo de cada comunidade.

“A Igreja está sempre em readaptação e está sempre atenta ao melhor caminho para levar às pessoas o fundamento da sua fé”, acrescenta o padre António Castanheira.

Já o padre Miguel Coelho disse à Agência Ecclesia que a população da região vive intensamente o período da Quaresma e lamenta a “não realização das tradições”.

 

Porto:

Encontro com religiões no início de novo mandato presidencial

foi gesto «muito significativo» – D. José Ornelas

 

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que discursou no encontro inter-religioso promovido por Marcelo Rebelo de Sousa, no início do seu segundo mandato como chefe de Estado, disse à Agência Ecclesia que este foi um “gesto muito significativo”.

“É um gesto muito significativo, um presidente dizer, ao tomar posse, que é preciso criar pontes, que as diferenças encontrem maneira de se exprimir mas que colaborem, precisamente por serem diferentes, para o bem deste país e do mundo”, referiu D. José Ornelas.

Para o bispo de Setúbal, “é importante” que – desde os dirigentes “às pessoas de todos os dias” -, existam encontros para que todos abracem o “processo” de viver “com as diferenças”, construindo um mundo juntos.

Marcelo Rebelo de Sousa tomou posse para o seu segundo mandato presidencial, com um programa que incluiu uma celebração inter-religiosa no Porto, à imagem do que aconteceu em 2016, então na Mesquita de Lisboa.

Segundo D. José Ornelas, o presidente da República Portuguesa deixou uma mensagem em favor do “direito de livre expressão”, sem que faça dele “um terreno de conquista e de manipulação de interesses próprios”.

Para D. Jorge Pina Cabral, bispo da Igreja Lusitana (ramo da comunhão anglicana em Portugal), a iniciativa promovida pelo chefe de Estado reconhece o “papel das religiões e das diversas Igrejas na sociedade portuguesa”.

 “O presidente está, acima de tudo, a valorizar este contributo que as religiões têm dado em Portugal e, ao mesmo tempo, a valorizar o papel das diversas minorias religiosas na sociedade portuguesa. Por isso, ficamos muito agradados por este convite”, explicou Jorge Pina Cabral.

Abdul Rehman Mangá, presidente do Centro Cultural Islâmico do Porto, que o presidente da República neste local, após a oração inter-religiosa, disse que a visita do chefe de Estado foi um “sinal”, para que as pessoas se sintam “à vontade, num país de acolhimento”, com as mesmas condições para todos, falando numa “grande bênção”.

 

Lisboa:

«Fragilidade mostra-nos

que não somos o Criador,

mas criaturas»

 

O padre Miguel Cabral, da Prelatura Pessoal da Santa Cruz e Opus Dei,  passou 10 dias ventilado em coma induzido, por causa da Covid-19, numa experiência de fragilidade, mas não de medo.

“Nunca tive medo de morrer. Tenho fé e pensei que não estava na minha perspetiva morrer já, nunca pensei que isso acontecesse. A preocupação maior era com o sofrimento que podia causar à família e amigos. A fragilidade mostra-nos que não somos o Criador mas criaturas. Dependemos dos outros. Um pequeno vírus que não conhecemos, não o vemos nem sabemos como o apanhamos, faz-nos sentir pequeninos. Isto ajuda-nos a confiar mais em Deus”.

O padre Miguel Cabral recorda ter sido no início de dezembro, “na véspera da solenidade da Imaculada Conceição”, a origem dos sintomas, relacionados com um “estado gripal” que não passava.

“Liguei para a linha de saúde 24 e fui ao Hospital de Santa Maria onde fiquei dois dias. Regressei a casa e passado quatro dias, com o agravamento da situação, falei com o médico que me acompanhava no hospital, e as coisas começaram a complicar-se”, recorda.

Pouco se lembra dos dias no Hospital da Luz, onde esteve internado, antes de ser ventilado.

“Nesses cinco dias não me recordo de quase nada. Ao fim desse tempo, fui agravando o estado geral, com febre e falta de ar. Nas mensagens que enviava para a família e amigos eu dizia que quase sufocava quando tossia. Não tenho recordação disso. Tenho uma vaga ideia de um médico me dizer que estava a agravar e que ia passar para os cuidados intensivos e depois, me dizer que me iam entubar. Eu disse: «façam o que tiverem de fazer». Estive 10 dias ventilado, num coma induzido, mas não me lembro de nada”, regista.

Da experiência de fragilidade, o padre Miguel Cabral recorda a proximidade de Deus, dos amigos e da família.

“Nunca me senti sozinho, pela presença de Deus que senti ao meu lado. A última coisa que eu li, antes de ser entubado, foi uma pequena carta que o prelado do Opus Dei me escreveu com umas palavras muito amáveis que me fez sentir em família”, sublinha.

Ao acordar, sem ter noção do tempo, o padre Miguel deu conta de ter recebido “2400 mensagens” que transmitiam “esperança e sinais de amizade”.

“Este é um aspeto que eu aprendi e continuo a fazê-lo sobre a importância da família como da amizade, a importância de cultivarmos as amizades”, explica.

Desde que fiquei doente, eu e a minha família todas as noites nos juntamos a rezar o terço às 21h30, agora com o pai que já recuperou, os filhos e os 23 netos”, regista.

Antes de ser ordenado sacerdote, o padre Miguel Cabral foi médico oncologista e exerceu durante 10 anos a profissão, algo que, acredita, o pode ter ajudado a passar pela doença.

“Depois de estar mais de um mês no hospital, 10 dias ventilado, que também isto me ajude a ser melhor pessoa: a compreender melhor os outros, a sentir que vivemos uns para os outros e que adquire maior sentido a minha vocação como padre, que é aquele que serve os outros”, deseja.

O sacerdote explica a importância do trabalho “bem feito”, com “competência”, mas com “sorriso e simpatia, delicadeza no trato e respeito pela pessoa, nos pequenos gestos”, considerando que a experiência de “estar do outro lado” pode ser “útil para qualquer médico pensar no que é estar como doente”.

 

Coimbra:

Diocese propõe caminhada quaresmal

inspirada em São José

 

A Diocese de Coimbra propôs para a última Quaresma uma caminhada inspirada em São José, uma figura “muito próxima da condição humana”.

No Ano dedicado a São José, o programa está centrado na Eucaristia, escuta da Palavra, meditação e oração onde a comunidade diocesana é convidada “a percorrer um caminho de aprofundamento da espiritualidade de São José”, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

Durante os domingos da quaresma foi celebrada a Eucaristia (10h00) e Canto de Vésperas (18h00) na Casa Episcopal e o canto da liturgia das horas conta com a participação de um grupo de jovens da paróquia de Ferreira-a-Nova, sob a direção do padre Nuno Fileno.

Todas as quintas-feiras, pelas 21h30, foi transmitida a Lectio Divina, de acordo com a proposta do Secretariado de Coordenação Pastoral, a partir de várias paróquias da Diocese de Coimbra sempre com a presença de D. Virgílio Antunes, “num esforço de promover a comunhão e sentido de pertença à comunidade diocesana”, lê-se

A 19 de março foi celebrado o Dia Diocesano de São José, com Eucaristia (19h00) na Igreja de São José, seguida de sessão comemorativa.

Devido às restrições impostas pela pandemia, o programa quaresmal foi transmitido nas redes sociais da Diocese de Coimbra.

 

Porto:

Bispo desafia famílias a colocar um crucifixo em casa,

como sinal de fé

 

O bispo do Porto desafiou as famílias católicas da diocese a colocar um crucifixo em sua casa, apresentando uma proposta da própria diocese, com a simbologia da “árvore da vida”, obra do escultor Bruno Marques

“Uma das coisas que mais chamam a atenção em casas de famílias crentes é que, por vezes, encontramos belas esculturas ou quadros a dar-nos as boas-vindas, mas… nenhum sinal cristão. E os símbolos constituem uma linguagem que revelam a nossa identidade mais profunda”, assinala D. Manuel Linda, numa mensagem divulgada pelo jornal diocesano, ‘Voz Portucalense’.

D. Manuel Linda destaca que o plano pastoral da diocese tem como tema uma expressão bíblica, ‘Como os ramos na videira’ e como lema, neste ano, ‘Todos família, todos irmãos’.

“Pareceu-nos conveniente lançar uma forte campanha para que todas as ‘Igrejas domésticas’, todas as famílias crentes, concedam um lugar de destaque a um símbolo cristão no interior das suas casas. E o principal, para nós, é a cruz, verdadeira ‘árvore da vida’”, escreve D. Manuel Linda.

A Diocese do Porto pediu ao escultor Bruno Marques que idealizasse um crucifixo, com “três ideias principais: arte, abertura para a ressurreição e preço acessível a todas as famílias”.

“É esta cruz, identificada com o brasão da nossa Diocese e com a frase-síntese do plano pastoral que gostaríamos de ver em todas as casas. Até como forma de assinalar este período obscuro das nossas vidas – o tempo de pandemia – do qual jamais nos esqueceremos: se nós sofremos tanto com ele, quanto mais o Senhor sofreu por nós”, indica o bispo diocesano.

 

 

Lisboa:

Representantes de nove comunidades religiosas

condenam «retrocesso civilizacional»com a Eutanásia

 

O Grupo de Trabalho Inter-Religioso/Religiões-Saúde (GTIR), com representantes de nove comunidades, criticou em comunicado a legalização da eutanásia, aprovada no Parlamento, falando em “retrocesso civilizacional”.

“Face àquilo que consideramos ser uma rutura no dique da vida e um retrocesso civilizacional em função das ideologias do desejo, reforçaremos o nosso empenho na proclamação dos valores da vida e na formação humana”, indicam os signatários do comunicado, enviado à Agência ECCLESIA.

O documento é assinado por representantes da Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Hindu Portuguesa, Comunidade Islâmica de Lisboa, Comunidade Israelita de Lisboa, Igreja Católica, Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons), Patriarcado Ecuménico de Constantinopla (Igreja Ortodoxa), União Budista Portuguesa e União Portuguesa dos Adventistas do Sétimo Dia.

“Cada pessoa é, na verdade, única e irrepetível, insubstituível e necessária à sociedade de que faz parte. Não há vidas descartáveis”, sustentam.

O texto sublinha que os portugueses estão “atordoados pelo tsunami provocado pela pandemia em número de mortos e infetados e incrédulos face ao número de ambulância que acorrem aos cuidados de saúde ficando horas e horas à espera de cuidados, à angústia das famílias e desespero de muitos doentes”.

“Com sublime indiferença à realidade da cidade e do país, a maioria relativa dos deputados levou a Assembleia da República a oferecer aos portugueses uma lei para morrer (ou matar?), a eutanásia”, acrescenta o comunicado.

O GTIR sustenta que, perante o sofrimento, é necessário “amparar, acompanhar, curar e cuidar com compaixão o seu semelhante doente, vulnerável e frágil”.

O Grupo de Trabalho Inter-Religioso/Religiões-Saúde fala em “niilismo moral, relativismo ético e indiferença individualista” que levaram à decisão da Assembleia da República.

 

Évora:

Celebração do centenário

da entrada de D. Manuel Mendes da Conceição Santos

na arquidiocese

 

A Igreja diocesana de Évora comemorou o primeiro centenário da entrada de D. Manuel Mendes da Conceição Santos na Sé daquela cidade.

A vice postulação da causa de beatificação e canonização do servo de Deus D. Manuel Mendes da Conceição Santos preparou para esse dia uma evocação/oração que vai decorrer na Igreja de São Francisco, em Évora.

No dia seguinte, realizou-se uma celebração mariana, antecedida de uma pequena conferência subordinada ao tema “A Fé nas Catequeses Quaresmais de D. Manuel Mendes da Conceição Santos, proferida pela irmã Maria de Fátima Pereira Moreira.

Ambas as celebrações foram presididas por D. Francisco José Senra Coelho, Arcebispo de Évora, e transmitidas através das páginas de Facebook da Igreja de São Francisco e da Arquidiocese de Évora e em dioceseevora.pt.

As comemorações desta efeméride sobre D. Manuel Mendes da Conceição Santos que exerceu o seu ministério episcopal durante 34 anos naquela arquidiocese contam também com a publicação de algumas obras onde se dá a conhecer a sua vida e a sua espiritualidade; a inauguração da «Casa D. Manuel Mendes da Conceição Santos» (espaço museológico e de oração) na sede da postulação e a missão “Ao encontro da Igreja”.

 

Braga:

Sexta edição da «Nova Ágora»

decorreu no mês de março

 

A sexta edição da «Nova Ágora» promovida pela Arquidiocese de Braga decorreu no mês de março, nos dias 5, 12 e 19, totalmente online, e abordou questões relacionadas com a ecologia, medicina e mundo do trabalho.

O primeiro encontro, no dia 5 de março e teve como tema “A Agonia do Planeta: a exigência de uma Conversão Ecológica”.

António Bagão Félix, economista e professor universitário, Domingos Xavier Viegas, professor universitário, e Orfeu Bertolami, também professor universitário, foram os oradores convidados para a primeira sessão moderada por Isabel Varanda, professora universitária.

Fernando Regateiro, Pedro Morgado e Miguel Oliveira, médicos e professores universitários foram os convidados da segunda sessão e falaram sobre “Medicina e Saúde, à luz da Pandemia”.

O terceiro e último encontro deste ano aconteceu no dia 19 de março e teve como tema “Precariado: Novas explorações laborais”.

Ana Mendes Godinho, Ministra do Trabalho, da Solidariedade e da Segurança Social, Paulo Marques, professor e investigador, e Paulo Granjo, doutorado em Antropologia Social, lançaram novas luzes sobre o tema que foi moderado pela jornalista Graça Franco.

Todas as conferências foram transmitidas através do Facebook e Youtube da Arquidiocese, pelas 21h00, e a assistência teve oportunidade de fazer perguntas aos oradores.

Na conferência de apresentação da iniciativa, o Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, relembrou que a «Nova Ágora» não pretendia ser um evento apenas para a cidade ou para a Arquidiocese de Braga, mas para todo o país, ainda para mais num tempo em que, mais do que nunca, há a necessidade de união”.

 

Lisboa:

ACR dinamiza campanha «Cinco Pães e Dois Peixes»,

para auxiliar famílias fragilizadas

 

A Ação Católica Rural (ACR) está a desenvolver a campanha ‘Cinco Pães e Dois Peixes’ com o objetivo de ajudar com bens essenciais as famílias mais fragilizadas e empenhada no combate ao isolamento das pessoas.

Os temas estiveram em debate no conselho nacional extraordinário da ACR, realizado no dia 6 de março, em formato online, onde os militantes partilharam iniciativas desenvolvidas pelas dioceses nestes tempos de pandemia.

Os participantes destacaram as ações de solidariedade e acompanhamento das populações, “através da utilização dos diversos meios de comunicação disponíveis”.

O grupo infantil nacional, ‘Soldados da Paz’, expôs as atividades que tem realizado regularmente, “ao nível da formação, da partilha e da ação socio-caritativa, implicando-se enquanto grupo, individualmente e em família”.

Neste tempo de pandemia, a revista ‘Mundo Rural’ da ACR continua “a ser um meio de proximidade do movimento aos militantes e simpatizantes”.

O comunicado realça também que a ACR está comprometida com a JMJ 2023, que vai decorrer em Lisboa, estando “a iniciar um itinerário de preparação com os jovens do movimento”.

 

Coimbra:

Cáritas de Coimbra apoia a comunidade cigana

no estudo à distância

 

A Cáritas Diocesana de Coimbra está a desenvolver um trabalho de “proximidade e acompanhamento” ao estudo com a comunidade cigana, através do seu Centro Comunitário Nossa Senhora da Boa Viagem na Leirosa, Figueira da Foz.

Num comunicado enviado à Agência Ecclesia, a organização católica explica que, ao longo deste novo confinamento, apoia “alunos de vários graus de ensino, com ou sem acesso virtual às plataformas a que precisam de aceder”.

A nota adianta que os estudantes recorrem ao Centro Comunitário Nossa Senhora da Boa Viagem na Leirosa à procura de “apoio e estratégias de aprendizagem”, para acompanhar as matérias que são lecionadas.

Neste contexto, a Cáritas de Coimbra promove momentos de aprendizagem, diminui a desigualdade ou as “dificuldades”, e o trabalho está a ser realizado “em estreita articulação” com os professores de cada disciplina e com os diretores de turma.

O comunicado informa também que diariamente estão disponíveis técnicos para apoiar estas crianças e jovens, divididos por anos de escolaridade e segundo o horário de autoestudo ou aulas síncronas.

Este processo foi iniciado no primeiro confinamento, quando estava em desenvolvimento a 7ª Geração do Programa Escolhas.

 

Setúbal:

Padre Manuel Vieira, uma vida dedicada

«aos mais pobres e desfavorecidos

 

José Júlio Carvalho, da Paróquia da Anunciada, em Setúbal, recorda com gratidão a vida do padre Manuel Vieira, dedicada à “ajuda aos mais pobres e desfavorecidos”.

“Desde cedo, era muito novito quando o padre Manuel veio para a Anunciada, sempre ouvi falar aos mais velhos, e ao meu sogro que era pescador, que o padre Manuel Vieira dedicou toda a sua vida na ajuda aos mais pobres e desfavorecidos”, disse o entrevistado na edição das ‘Memórias que Contam’.

O padre Manuel Vieira faleceu aos 98 anos de idade, a 5 de julho de 2020 e

serviu a Igreja e as pessoas na Paróquia da Anunciada, na Diocese de Setúbal, ao longo de 42 anos, entre 1963 e 2005, primeiro como pároco, depois administrador das Obras Sociais e ainda recebeu o título de pároco emérito.

“Estava sempre pronto para ajudar os mais pobres dos pobres”, sublinha José Júlio Carvalho.

Na paróquia sadina criou diversas obras sociais e de apoio à população, como o Centro Social Paroquial de Nossa Senhora da Anunciada, ou as dedicadas ao Apostolado do Mar, onde fundou o Clube Stella Maris para os pescadores ou os marinheiros de longo curso; criou ainda instalações para acolher as crianças, quando as mães iam para as fábricas de conserva de sardinha.

Criou a Comissão do Senhor do Bonfim e “conseguiu restaurar tradições muito esquecidas”. “Também preocupou em levar os mestres dos barcos a fazer os Cursilhos de Cristandade para depois revitalizar as homenagens em honra ao Senhor Jesus do Bonfim, o patrono dos pescadores de Setúbal”, lembra o vice-presidente da Comissão do Senhor do Bonfim.

O padre Manuel Vieira também está ligado à pastoral da juventude e “ajudou muito jovens durante toda a vida”, por exemplo, levou o Movimento Convívios Fraternos para a Diocese de Setúbal e na Paróquia da Anunciada criou o Agrupamento 484 dos Escuteiros, fundado a 17 de julho de 1967.

 

Elvas:

«Ninguém vai morrer à fome

só porque está confinado»

 

A irmã Fátima Magalhães, da Companhia de Santa Teresa Jesus (Teresiana), coordenadora de oito projetos sociais em Elvas, disse à Agência Ecclesia que “ninguém vai morrer à fome só porque está confinado”, destacando a solidariedade e o trabalho em parceria.

A Companhia de Santa Teresa de Jesus e o Movimento Teresiano Apostólico (MTA) celebraram os 125 anos da morte do seu fundador, Santo Henrique de Ossó em 27 de janeiro (1896).

Em Elvas, os projetos desta família religiosa são “orientados por leigos” do MTA, que inclui crianças, jovens e adultos

A religiosa Teresiana alerta que, em Elvas e nos arredores, “há dificuldades e pessoas a sofrer”, que “batem à porta todos os dias”; com os “restaurantes fechados, a funcionar em take-away” estão muitas pessoas em casa, “um grande hotel também está fechado”, para além das pessoas “ligadas ao mundo da cultura, dos ginásios” que são áreas “paradas e a precisar de ajuda”.

Segundo a irmã Fátima Magalhães, há “uma grande compreensão e um grande apoio de todas as pessoas”, que geram “uma grande onde de solidariedade”.

“Há imensas pessoas que nos estão a ajudar, mesmo economicamente senão não podíamos ajudar, e dizem que querem ajudar de forma silenciosa. O dinheiro para os nossos projetos é-nos dado por pessoas anónimas, pela Fundação Mariana Martins, a Câmara Municipal de Elvas. Se bater à porta sei que as pessoas abrem”, acrescenta, adiantado que já tem “uma empresa que na Páscoa vai oferecer o cabrito”.

 

Açores:

Clero reflete sobre o perfil do padre hoje

como agente evangelizador

 

O clero da Diocese de Angra realizou o seu retiro anual de formação, este ano através dos meios digitais por causa da pandemia, e refletiu sobre o perfil do padre hoje como agente evangelizador.

“Devido à situação presente não é aconselhável uma reunião presencial e optámos por fazer este momento de aprofundamento da nossa vida espiritual desta forma”, disse o vigário-geral da Diocese de Angra ao sítio online ‘Igreja Açores’.

O cónego Hélder Fonseca Mendes explicou que a partilha online das meditações “acaba por ser facilitadora” e “é uma vantagem”, no atual contexto de pandemia, sendo este um momento de pausa “muito importante” na sua vida espiritual de um padre.

Também à distância, o formador, o padre Agostinho Leal, dos Carmelitas Descalços, apresentou as reflexões sobre o perfil do padre hoje como agente evangelizador, a partir de Fátima.

“Procuraremos fazer na data e no horário próprio dos exercícios espirituais e cumprir o programa espiritual que é fundamental na vida  de um padre para que a atividades de pastoral não sejam meramente funcionais mas ganhem outra dimensão e profundidade”, prometeu o vigário-geral da Diocese de Angra.

 

Aveiro:

«Amar a 3» quer ajudar a refletir sobre namoro,

tempo «importante» no desenvolvimento humano

 

O Departamento da Pastoral Juvenil da diocese de Aveiro está a organizar um encontro «Amar a Três» onde desafia os jovens a abrir uma relação de namoro à “presença de Deus”.

“Queremos mostrar que o namoro é uma fase muito importante, que começa desde o primeiro «sim». Acreditamos que esta preparação durante o namoro pode ter um impacto grande nas taxas de divórcio. Se o tempo que estamos juntos não é frutífero e não é um caminho efetivo, então vamos ter de fazer esse processo no casamento e, podemos perceber tarde, que não é nada do que tínhamos pensado”, explica à Agência Ecclesia Luciana Correia do setor de «Fé e espiritualidade», do departamento, que aposta em atividades que olhem para jovens “como cristãos e pessoas em desenvolvimento”.

A iniciativa «Amar a Três» aconteceu pela primeira vez em 2020 e contou com a participação de 15 casais que “valorizaram muito a partilha” e a possibilidade de terem um espaço dedicado ao tempo de namoro.

“O feedback foi pedir mais encontros. E esse era o nosso projeto, criar um grupo de partilha e acompanhamento entre esses jovens, mas a pandemia não permitiu avançar. Continuamos em contacto com esses jovens mas sem uma proposta de fundo sobre o tema”, lamenta.

Este ano o setor do Departamento quis manter a atividade, transferindo-a para o ambiente digital. Luciana Correia lamenta que os jovens se sintam pouco acompanhados na fase de namoro, quando, convencionalmente, eles são acompanhados até ao Crisma, encontrando depois uma lacuna no seu percurso, até ao “casamento”.

“Assistimos a casos de violência no namoro a aumentar e isso pode ser combatido pela comunicação dos limites numa relação, implica saber aceitar os limites do outro. Isso pode ser trabalhado e pode ser a nossa função enquanto Igreja, que quer formar cidadãos bem formados”, indica.

A responsável acredita que esta consciência e acompanhamento pode “aproximar os jovens da Igreja, tornando-a um espaço mais acolhedor”.

 

Funchal:

Jovens madeirenses preparam JMJ com «EmBarca23»

 

A Paróquia do Atouguia (Calheta), na Diocese do Funchal, acolheu, em 23 de março, o encontro «EmBarca23» para preparar os jovens daquela diocese rumo à Jornada Mundial da Juventude 2023 a realizar em Lisboa.

Do programa fazia parte a celebração da Eucaristia, seguindo-se um encontro envolvendo os jovens da comunidade, mas que foi transmitido online, na página oficial de Facebook do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ), lê-se no «Jornal da Madeira».

Nesta iniciativa houve “a possibilidade de interação, dando assim oportunidade aos jovens de toda a diocese de marcar presença na iniciativa, mas fazê-lo de uma forma segura”, refere.

A Cruz das Jornadas da Diocese do Funchal, que leva o nome dos muitos jovens que se unem para as JMJ, chegou à Paroquia do Atouguia no início de janeiro.

Esta cruz “vai continuar a fazer caminho com os jovens, o que significa que os irá acompanhar neste conjunto de iniciativas que vão decorrer, todos os dias 23 de cada mês, em diferentes paróquias”.

 

Guarda:

Liga dos Servos de Jesus

comemora aniversário com novena

junto do túmulo do fundador

 

A Liga dos Servos de Jesus, sediada na cidade da Guarda, comemorou em 11 de fevereiro 97º aniversário da sua criação por D. João de Oliveira Matos.

A data foi assinalada com uma novena, junto ao túmulo de D. João de Oliveira Matos, antigo bispo auxiliar da Guarda, que fundou esta obra com a ajuda da família Dinis da Fonseca, refere uma nota enviada à Agência Ecclesia

O dia 11 de Fevereiro de 1924 marcou o início da obra que “rapidamente” se estendeu a toda a Diocese da Guarda, com a criação de casas em lugares estratégicos, bem como a outros pontos do país e, mais recentemente, a Angola.

A coordenadora geral da Liga dos Servos de Jesus, Irene Fonseca, disse ao Jornal «A Guarda» que está prevista, para breve, “uma reunião para debater as orientações e os objetivos da celebração dos 100 anos da fundação da Liga”.

A Liga dos Servos de Jesus está presente na Guarda (Santa Luzia, Sequeira, Outeiro de São Miguel, Centro de Acolhimento São João de Deus, Paço Episcopal, Seminário), Covilhã (Abrigo dos Pequeninos e Centro Cultural e Social), Ruvina, Celorico da Beira, Rochoso, Orca, Cerdeira do Côa, Manteigas, Fundão, São Romão (Seia), Fátima, Figueira da Foz e Kilenda (Angola).

 

CEP:

«Tornar as famílias protagonistas da pastoral familiar»

é prioridade para a Conferência Episcopal Portuguesa

 

O presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família (CELF) afirmou na sessão de abertura do Conselho Nacional da Pastoral Familiar que é necessário “tornar as famílias protagonistas da pastoral familiar”.

D. Joaquim Mendes recordou um dos cinco objetivos propostos pelo Vaticano para o “Ano Família Amoris Laetitia”, que assinala os cinco anos da publicação da encíclica do Papa Francisco sobre a Família, e disse que para apostar no protagonismo da família é necessário promover relações “que evangelizam”. “Para alcançar este objetivo é necessário um esforço evangelizador e catequético dirigido à família, que passa sobretudo pela “relação”, pelo alargamento das relações – não esquecendo que são as relações, dentro de um caminho sinodal, que evangelizam – para que uma família discípula se torne também família missionária”, afirmou.

O Conselho Nacional da Pastoral Familiar foi uma ocasião para apresentar a equipa do Departamento Nacional da Pastoral Familiar, assumida agora pela Diocese de Santarém.

“Mais que nunca, para realizarmos a nossa missão precisamos de reforçar o nosso «caminhar juntos», que é o mesmo que dizer, o nosso ser a Igreja, a nossa identidade”, disse na sessão de abertura D. Joaquim Mendes.

O presidente da CELF afirmou que “a transmissão da fé é uma das missões da família”, lembrando as fragilidade de quem defende uma “mentalidade de delegação” na paróquia.

“Esta mentalidade de delegação tem como consequência que as crianças correm o risco de perceber a fé, não como uma realidade que ilumina a vida quotidiana, mas como um conjunto de noções e regras que pertencem a um âmbito separado da existência”, sublinhou.

D. Joaquim Mendes defendeu a necessidade de “caminhar juntos”, porque “a paróquia tem necessidade da família para fazer experimentar às crianças e jovens o realismo quotidiano da fé” e “a família precisa do ministério dos catequistas e da estrutura paroquial para oferecer aos filhos uma visão mais orgânica do cristianismo, para introduzi-los na comunidade e levá-los a horizontes mais amplos”.

“Não basta ter estruturas, se nelas não se desenvolvem relações autênticas; é a qualidade de tais relações que efetivamente evangeliza”, lembrou o presidente da Comissão Episcopal Laicado e Família.

 

Portugal:

Juristas Católicos enviam carta aberta ao presidente da República

sobre «inconstitucionalidade da legalização da eutanásia»

 

A Associação dos Juristas Católicos divulgou uma carta ao presidente da República Portuguesa, na qual sustenta a “inconstitucionalidade da legalização da eutanásia e do suicídio assistido”. “Continua a ser nossa firme convicção a de que a legalização da eutanásia e do suicídio assistido viola claramente os mais basilares princípios constitucionais”, indica a missiva, enviada.

O Parlamento português aprovou, em votação final global, o diploma que legaliza a prática da eutanásia no país.

A nova lei teve 78 votos contra – do CDS-PP, PCP, Chega, PSD e nove deputados do PS; quatro abstenções (2 do PS e 2 do PSD); 136 votos a favor de PS, BE, PAN, PEV, Iniciativa Liberal, duas deputadas não-inscritas e 14 deputados do PSD.

O texto final resultou dos projetos do PS, BE, PAN, PEV e Iniciativa Liberal, aprovados em fevereiro de 2020.

 “Atrevemo-nos a solicitar a vossa excelência que requeira a fiscalização preventiva da constitucionalidade da legalização da eutanásia e do suicídio assistido ao Tribunal Constitucional. Consideramos que vale a pena envidar, até ao fim, todos os esforços no sentido de obstaculizar à legalização da morte provocada (através da eutanásia e do suicídio assistido) no nosso país e continuamos a confiar na integridade e sensatez de vossa excelência”, refere a Associação dos Juristas Católicos, dirigindo-se ao chefe de Estado.

 “O princípio e a garantia da inviolabilidade da vida humana estão consagrados no artigo 24.º, n.º 1, da nossa Lei Fundamental e encabeçam o título nesta dedicado aos direitos, liberdades e garantias. Compreende-se que assim seja, pois a vida é o pressuposto de todos os direitos fundamentais. Atentar contra a vida é destruir a fonte e a raiz de quaisquer direitos”, acrescenta o texto.

Associação dos Juristas Católicos destaca que essa inviolabilidade “não comporta exceções”.

A vida é inviolável mesmo com o consentimento da vítima. Por isso, sempre têm sido puníveis o homicídio a pedido e o auxílio ao suicídio. O direito à vida é irrenunciável e indisponível, assim como independente do seu reconhecimento pelo Estado”.

Os juristas católicos questionam quem contrapõe a inviolabilidade da vida humana aos direitos e princípios constitucionais de liberdade e autonomia individuais, “como se estes sobre ela pudessem prevalecer, precisamente porque a vida é o pressuposto desses direitos”.

“A legalização da eutanásia e do suicídio assistido viola, assim, o princípio e a garantia da inviolabilidade da vida humana consagrados no artigo 24., n.º 1, da Constituição. Mas a legalização da eutanásia e do suicídio assistido viola também os princípios da dignidade humana (artigo 1º da Constituição) e da igualdade (artigo 13.º desse diploma)”, sustentam.

 

Lamego:

Diocese assinala 25 anos da ordenação episcopal de D. Jacinto Botelho,

bispo emérito

 

A Diocese de Lamego assinalou os 25 anos da ordenação episcopal de D. Jacinto Botelho, bispo emérito, falando numa “figura incontornável” na história desta comunidade.

O responsável católico é natural deste território diocesano e foi ordenado padre na Catedral de Lamego, a 15 de agosto 1958; a 31 de outubro de 1995, São João Paulo II nomeou-o como bispo auxiliar de Braga.

A 20 de janeiro de 2000, foi nomeado bispo de Lamego, tomando posse a 19 de março desse mesmo ano, e permaneceu nessa missão até 29 de janeiro de 2012, quando lhe sucedeu D. António Couto.

“A situação de pandemia não nos permite uma celebração pública que, a tantos títulos, o Sr. D. Jacinto merecia como membro insigne e devotado desta diocese. Poderemos, no entanto, acompanhá-lo com a oração que ele tanto faz pela Igreja, pela diocese e pelas nossas famílias. Queremos dizer ao Sr. D. Jacinto o quão importante é a sua presença discreta, amiga e orante na diocese e assegurar-lhe a certeza da nossa gratidão e oração”, indica a nota divulgada pela Diocese de Lamego.

O atual bispo diocesano, D. António Couto, manifesta a intenção de que, “assim que seja possível, se assinale esta efeméride duma forma coletiva que exprima o júbilo da diocese pela vida e ministério do Sr. D. Jacinto Botelho”.

A diocese publica ainda a bênção enviada pelo Papa Francisco por ocasião dos 25 anos de episcopado do bispo emérito, na qual se evoca o “duradouro zelo apostólico diligentemente desenvolvido na Arquidiocese de Braga e na Diocese de Lamego, da sua naturalidade, assim como pela manifesta solicitude com que assumiu, na vinha do Senhor, o encargo de prover às necessidades dos fiéis, que pastoreou com alegria e misericórdia evangélicas”.

 

Lisboa:

«Oração pela pandemia» é o convite a famílias do Patriarcado

 

O Patriarcado de Lisboa convidou as famílias da diocese a participarem num momento de “oração pela pandemia”.

“O ‘Dia de Oração em Família pelos que sofrem a pandemia e pelo nosso país’, com a oração do terço em comunidade, teve lugar online, nas redes sociais Facebook e YouTube da Pastoral Familiar e do Patriarcado de Lisboa, a partir das 16h00”, indicava o site do Patriarcado de Lisboa.

O momento de oração foi acompanhado pelo Cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e os bispos auxiliares do Patriarcado, D. Joaquim Mendes, D. Daniel Henriques e D. Américo Aguiar.

Esta foi também uma ocasião para “rezar por intenções pessoais”.

O departamento de pastoral familiar do Patriarcado de Lisboa disponibilizou ainda uma «Proposta de Oração» com vários textos de reflexão.

 

Leiria-Fátima:

Associação Empresarial de Ourém-Fátima

vai dar mais de 70 mil euros

para construção de lar para adultos com deficiência

 

A Associação Empresarial de Ourém-Fátima (ACISO) entregou mais de 70 mil euros ao Centro de Reabilitação e Integração de Fátima (CRIF), para a construção do Lar Residencial para Adultos com Deficiência.

“O Lar Residencial para Adultos Deficientes, projeto do CRIF, foi desde logo reconhecido por todos como uma resposta social fundamental que importava criar e, por esse motivo, foi selecionado para ser o projeto beneficiário da componente solidária da venda do terço”, assinalou a presidente da direção da ACISO, Purificação Reis.

A Associação Empresarial de Ourém-Fátima entregou em 3 de março, , 70 119,68 euros ao CRIF angariados com a venda do terço comemorativo do Centenário das Aparições de Fátima, destinados à primeira fase de construção do Lar Residencial para Adultos com Deficiência.

A associação adianta que com o futuro desenvolvimento do lar residencial e a apresentação dos autos de medição vai ser entregue o valor restante de 486 900,52 euros.

A ACISO refere que fez um primeiro pagamento ao Centro de Reabilitação e Integração de Fátima, no valor de 25 850 euros, para as despesas com projetos, a 21 de dezembro de 2018.

O Terço comemorativo do Centenário das Aparições de Fátima nasceu de uma parceria entre a Associação Empresarial Ourém-Fátima, o Santuário de Fátima e a Imprensa Nacional – Casa da Moeda, e tem o preço de venda ao público de 12 euros, que inclui uma componente solidária de 1 euro por terço para o Centro de Reabilitação e Integração de Fátima.

Já foram vendidos 582 870 unidades do terço comemorativo desde o dia 16 de junho de 2016, quando foi coloca à venda para o público em geral.

 

Évora:

Arcebispo projeta nova vida da Cartuxa,

com abertura à comunidade

 

O arcebispo de Évora conduziu a primeira visita das Irmãs Servidoras do Senhor à Cartuxa ‘Scala Coeli’, sua futura casa, falando num projeto que devolve o espaço à sua “vocação espiritual” e o abre à comunidade.

“Há muita solidão e vazio interior. Aqui será um pulmão espiritual, de ecologia global, onde as irmãs farão a oferta do que têm, a sua experiência espiritual”, referiu D. Francisco Senra Coelho aos jornalistas, que acompanharam a cerimónia.

As religiosas vão residir no espaço que, até outubro de 2019, recebeu uma comunidade de Cartuxos.

 “Faz parte da vocação cenobítica, também, o receber, ter um espaço de receção que podemos considerar como que a hospitalidade, para as pessoas que queriam fazer aqui um tempo de retiro, estar aqui uma semana, uns dias, poderem, no fim de contas, ter esse espaço de acolhimento para uma experiência de inserção”, acrescentou D. Francisco Senra Coelho.

O Arcebispo de Évora destacou a importância deste projeto para a arquidiocese alentejana, considerando que existe “muita sede de espiritualidade, há muita sede de luz, de água viva, de sentido para a vida”.

Algumas das religiosas que chegaram a Évora tiveram experiência em países como o Iraque, a Síria ou o Egito, “onde não é fácil ser-se cristão”, destacou o arcebispo.

O mosteiro vai ter um espaço de acolhimento, com obras da responsabilidade da Fundação Eugénio de Almeida (FEA), proprietária do edifício, seguindo-se as intervenções nas celas.

“É um momento bonito, de esperança”, assinalou D. Francisco Senra Coelho.

 

 

Ordinariato Castrense:

Igreja da Memória recebe imagem do Cristo do Capim

 

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, almirante António Manuel Fernandes da Silva Ribeiro, ofereceu à Igreja da Memória, Sé da Diocese das Forças Armadas e das Forças de Segurança, o Cristo do Capim.

Na cerimónia de bênção da Imagem, presidida por D. Rui Valério, foram “evocados todos os que serviram Portugal no trágico conflito”, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

Inspirada no poema do general Chito Rodrigues, a artista plástica Ivone Gaipi esculpiu o Cristo do Capim, recorrendo à técnica do body casting, isto é, baseando-se “em moldes reais do corpo humano, associando a pintura e símbolos”.

 

Braga:

Arquidiocese reativa serviço

«Um Ouvido com C’Oração»

 

A Arquidiocese de Braga voltou a reativar o serviço gratuito «Um Ouvido com C’Oração», coordenado por cinco sacerdotes, cujo objetivo é “escutar e acompanhar espiritualmente todos os que estão a passar por uma situação de sofrimento, particularmente aquelas que não têm acesso à internet”.

As conversas “são confidenciais” e são realizadas “à luz da Palavra de Deus e da fé da Igreja Católica em contexto de sigilo”.

Os responsáveis lembram ainda que, mesmo sendo um serviço dirigido aos arquidiocesanos de Braga, “o afeto e a compaixão dos discípulos de Cristo não tem geografia”, pelo que qualquer pessoa poderá utilizar o número.

A linha verde está acessível todos os dias, entre as 09h e as 21h, através do número 800 210 114.

 

Algarve:

Profissionais de saúde e Instituições Particulares Solidariedade Social

escreveram Via Sacra

 

Profissionais de saúde e de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS’s) paroquiais no Algarve escreveram as meditações e orações da Via Sacra diocesana, presidida pelo bispo D. Manuel Quintas, na capela do Seminário de São José, em Faro.

“Ao sermos ajudados por eles nesta reflexão, quisemos tê-los presentes de modo particular na nossa oração”, disse D. Manuel Quintas.

Dois médicos, dois enfermeiros e dois profissionais de IPSS’s paroquiais e uma farmacêutica refletiram “a entrega de todos os demais profissionais”, nas meditações e orações da Via Sacra diocesana, celebrada no dia 26 de fevereiro.

O bispo do Algarve manifestou a união de toda a Diocese do Algarve no “reconhecimento agradecido” aos profissionais de saúde nesta região, assinalando “o quão estimulante continua a ser para todos o seu testemunho de doação e de entrega em cuidar e curar os pacientes”.

D. Manuel Quintas partilhou também algumas palavras do Papa Francisco aos profissionais de saúde de Itália e destacou que “é uma vacina contra o individualismo e o egocentrismo”, a dedicação de “quantos, inclusive nestes dias, estão empenhados nos hospitais e nas estruturas sanitárias”.

 “O exemplo de tantos irmãos e irmãs que arriscaram a própria vida a ponto de a perder, suscita em todos uma viva gratidão e motiva a nossa reflexão. Face a tanta entrega, toda a sociedade se sente incentivada a testemunhar sempre mais o amor ao próximo e o cuidado do outro, especialmente os mais vulneráveis”, desenvolveu.

A Via Sacra na Diocese do Algarve continuou a realizar-se todas as sextas-feiras da Quaresma, até dia 2 de abril, com transmissão nas redes sociais desta Igreja local, do jornal diocesano ‘Folha do Domingo’ e da ‘Mais Algarve’; Na sexta-feira, dia 5 de março, as meditações foram  propostas pelos jovens.

 

Lisboa:

Faleceu em Lisboa Monsenhor Dr. António Barbosa

 

Hoje em Lisboa, em 29 de fevereiro e com 84 anos, Mons. António Barbosa, sacerdote da Prelatura do Opus Dei. Estava internado no Hospital de Santa Maria desde o início de fevereiro e faleceu vítima da Covid19.

Mons. António Barbosa nasceu no dia 28 de Outubro de 1936 na Mouraria, Lisboa, tendo ascendência da Beira Baixa (Pedrógão Pequeno do lado da mãe, Termas de São Pedro do Sul do lado do pai).

Na infância e juventude frequentou a Igreja dos Anjos. Foi nessa igreja que, em 1963, celebrou a Missa nova.

Estudou na Escola Portugália. Ingressou na Faculdade de Medicina de Lisboa.

Sendo estudante conheceu o Opus Dei na Residência de Estudantes das Avenidas e pediu a admissão no Opus Dei em 1956. Transferiu-se então para o curso de medicina na Universidade de Coimbra.

Em Outubro de 1957, interrompendo o curso de medicina, foi para Roma estudar filosofia, teologia e licenciou-se em Direito Canónico. Nesses anos conheceu de perto S. Josemaria, o fundador do Opus Dei.

De 1960 a 1963 fez, em Pamplona, a licenciatura em jornalismo, no instituto que antecedeu a Faculdade de Ciências de Informação da Universidade de Navarra (Pamplona).

Foi ordenado sacerdote no dia 11 de Agosto de 1963, em Madrid, juntamente com mais 23 membros do Opus Dei.

Em 1964 regressou a Portugal para realizar trabalho sacerdotal em Lisboa e Coimbra. Em 1965 integrou o governo do Opus Dei em Portugal.

Em 1971 foi nomeado Conselheiro (função hoje designada habitualmente por Vigário Regional), cargo que exerceu até 1975; entre 1975 e 1989 realizou trabalho pastoral no Porto, e em 1989 voltou novamente a ser nomeado Vigário Regional, até 2002.

Desde então realizou o seu trabalho pastoral em Lisboa, Viseu, Porto, Montijo e Setúbal, centrado na celebração da Eucaristia, na pregação, no aconselhamento pessoal, e no ministério da Reconciliação.

De 2002 a 2008 teve encargos no apostolado do Opus Dei no Líbano.

A sua personalidade, marcada por um profundo amor ao sacerdócio e à Igreja, impressionava pela determinação inabalável, pela sua jovialidade criativa, e por uma humilde e plena disponibilidade para acolher cada pessoa com toda a tranquilidade.

Temperou o seu carácter com um permanente bom humor e alegria. Era, por isso, um grande motivador, quer individualmente quer na pregação, com um optimismo realista e contagiante.

Celebração Litúrgica teve em Mons. Barbosa um entusiasta animador e colaborador. Estamos certos de que continuará a ajudar-nos junto de Deus.

 

Igreja em Portugal:

Comissão Episcopal Vocações e Ministérios

prepara documento para «relançar»

o diaconado permanente em Portugal

 

 A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios (CEVM) está a preparar o documento “O Diácono Permanente – Ministro do Serviço e da Proximidade” com indicações que possam ajudar a “relançar, formar e acompanhar” os diáconos permanentes.

O tema esteve em análise no encontro realizado por videoconferência com delegados diocesanos do Diaconado permanente, onde foi também avaliada a Jornada Nacional do Diaconado Permanente.

O encontro contou com a presença de D. António Augusto Azevedo, presidente da CEVM, o padre António Jorge, secretário, e representantes de “quase todas as dioceses de Portugal”.

Com este encontro de delegados do Diaconado Permanente em Portugal, a CEVM lançou um “trabalho sinodal que constituiu a leitura e partilha de contributos sobre o esboço do documento ‘O Diácono Permanente – Ministro do Serviço e da Proximidade’”.

O documento vai ser apresentado na próxima assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa e pretende ser a referência de “indicações gerais que possam ajudar as dioceses portuguesas a relançar, formar e acompanhar aqueles que são chamados a viver sob a graça do primeiro grau do Sacramento da Ordem”, refere o comunicado.

A Comissão Episcopal Vocações e Ministérios reúne a informação sobre o Diaconado Permanente em ecclesia.pt/cevm.

 

Aveiro:

Paróquias lançam iniciativa online

para que as famílias voltem a rezar juntas

 

As comunidades paroquiais de Aguim, Arcos e Tamengos, na Diocese de Aveiro, foram desafiadas a um momento para ‘Orar em Família’ com uma proposta online, desde o início de janeiro.

“É um projeto para a família rezar junta, assim como habitualmente faz as refeições, vê televisão, vai ao cinema ou passear. Às vezes, falta incutir o sentido de orar juntos”, disse o padre António Torrão, em declarações à Agência Ecclesia.

Segundo o pároco de Aguim, Arcos e Tamengos, no Arciprestado de Anadia (Diocese de Aveiro), “parece que as famílias deixaram de rezar juntas” e é “um dos problemas da transmissão da fé e da própria vivência cristã”, porque os pais têm também a “missão de catequizar os filhos”.

O sacerdote observa que há muitos sítios online de oração, “e muito bons”, mas na prática são “sites de oração individual, onde a pessoa pode ouvir um mp3, ver vídeos, e é mais individualizada”; o ‘Orar em Família’ apresenta um esquema “para ser feito em família”.

A proposta, “nesta primeira fase”, visa “criar um clima de ambiente para a oração”, recorrendo, por exemplo, a um cântico de ajuda à interiorização e ambientação que “é também de louvor”.

“Um dos primeiros aspetos da oração é louvar que muitas vezes está arredado das nossas orações, pedimos muito, mas louvamos pouco”, observa o padre António Torrão.

A família é convidada a ler o texto bíblico e a refletir a partir de “perguntas concretas” que incentivam a conversar.

Existe também “uma parte de pedidos”, que não é só pessoal, familiar ou pelos amigos mas “pelo que se passa no mundo”, o Pai-Nosso e uma oração conclusiva.

Semanalmente o esquema de oração é publicado no sítio online ‘Orar em Família’ e quem quiser pode inscrever-se para receber uma notificação, via “WhatsApp ou para o email”, a informar que a nova proposta de oração já está disponível.

Atualmente estão registadas “cerca de 250 inscrições” e “cerca de 700 pessoas diferentes acederam” ao site.

No início deste ano, o sacerdote apresentou uma proposta “para cada família se organizar e rezar” e, depois, “surgiu a ideia de fazer um esquema para que as famílias pudessem ter um subsídio para rezarem juntas”, publicado online.

Neste momento, a equipa é constituída por oito elementos, com pessoas das três paróquias e com diferentes idades, desde os 20 anos a mais de 50, “para ter várias sensibilidades”.

 

Coimbra:

Diocese quer estudantes e fado

no caminho para a JMJ 2023

 

Hugo Monteiro, responsável pelo Comité Organizador Diocesano (COD) de Coimbra, rumo à Jornada Mundial da Juventude 2023, disse à Agência Ecclesia que o caminho tem sido para envolver todos e uma grande aposta nos “estudantes universitários”.

“Como o caloiro que traça a capa pela primeira vez, a sua cara de espanto, é importante que o COD possa dizer que vêm aí coisas boas e, no fim da JMJ, terminarmos com a saudade, que faz sentido quando no fim houver saudade, isso significa que há frutos e ver a nossa diocese crescer”, conta.

O responsável pelo COD da “cidade dos estudantes” assume mesmo que o Fado de Coimbra possa ter lugar neste caminho até 2023 e a ligação com os jovens universitários tem de ser realidade.

“Há uma ligação com a pastoral universitária, o assistente integra a equipa do COD, e temos este cuidado, por exemplo o nosso primeiro vídeo foi também a envolver os estudantes e temos de trabalhado em conjunto e temos de os encontrar”, explica.

Hugo Monteiro aponta que não tem sido fácil pela “dificuldade de reunir” mas que as redes sociais já existem, “logo depois de sair o logo da JMJ 2023” e assim fazer “uma maior divulgação”.

“Alinhámos as atividades promovidas pelo COL, como o “Faz te missão”, convidar os jovens a fazer missão nas paróquias, comunidades, movimentos e lugares; em outubro iniciámos o dia JMJ, onde a cada mês, pelas 21h30, há oração pela JMJ”, afirma.

O responsável adianta que o espaço escolhido para estas orações mensais foi a Sé Velha, pela “marca histórica de Coimbra” mas também “pela proximidade aos estudantes de Coimbra e por ser o ponto central da cidade, além de ter um ambiente fantástico”.

Estas orações estão a acontecer online e o COD de Coimbra “incentiva os secretariados e movimentos diocesanos” a preparar estes momentos.

O programa Ecclesia, na Antena 1 da rádio pública, apresenta de segunda a sexta-feira (22h45) um ciclo de conversas com jovens de várias dioceses, dois anos depois do anúncio da realização, em Lisboa, da próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude.

 

Lisboa:

Corpo Nacional de Escutas distinguido

com «Prémio do Cidadão Europeu 2020»

 

 “Por proposta do eurodeputado José Manuel Fernandes, o Corpo Nacional de Escutas foi distinguido pelo Parlamento Europeu com o ‘Prémio do Cidadão Europeu 2020’ pelo projeto ‘Educação para a cidadania ativa, empoderamento dos jovens e desenvolvimento de competências’”, refere uma nota do CNE. Foi destacado o trabalho da organização educação e formação dos jovens para a cidadania ativa.

Este galardão visa “recompensar atividades excecionais” desempenhadas por cidadãos, grupos, associações ou organizações nos domínios da promoção de “uma maior integração dos cidadãos europeus, cooperação, reforço do espírito europeu e no âmbito dos valores consagrados na Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia”.

O CNE foi um dos laureados da edição 2020, tendo sido o único candidato português a receber esta distinção. “É um justo reconhecimento público pelo trabalho desenvolvido no escutismo com um contributo de excelência na educação e formação de jovens, com resultados inestimáveis para a construção de uma sociedade mais justa e solidária, desenvolvida e sustentada nos valores europeus e humanistas”, sublinha o eurodeputado José Manuel Fernandes.

Ivo Faria, chefe nacional do CNE, fala por sua vez num “justo reconhecimento aos milhares de voluntários adultos que conseguem manter-se motivados e continuam a perseverar para que o escutismo continue”. “Estamos muito felizes com esta distinção, que premeia, acima de tudo, os nossos Agrupamentos (grupos locais) onde a verdadeira magia do crescimento das crianças e jovens acontece. É junto das comunidades locais que eles, protagonistas principais deste amanhã, ajudam a construir já hoje”, acrescenta.

O CNE assinala, no comunicado de anúncio do prémio europeu, que “procura desenvolver o sentido de cidadania ativa nas crianças e nos jovens, baseado na sua participação no desenvolvimento das suas comunidades locais, construindo neles o sentido de criar um mundo melhor, a partir da sua ação local”.

A nota destaca o método escutista, que assenta na “auto-educação progressiva”, que permite aos jovens “tomar parte nas decisões que afetam o dia-a-dia, de milhares de atividades, dos grupos locais, regionais e nacional, definindo assim a vida da associação”.

O CNE, fundado na cidade de Braga, em 1923, tem cerca de 72 mil associados, espalhados por todo o país, com aproximadamente 1030 grupos locais; apresenta-se como a maior associação de juventude de Portugal e conta com mais de 14 mil voluntários.

A cerimónia de entrega do ‘Prémio do Cidadão Europeu 2020’ vai decorrer em novembro de 2021, com a presença de todos os laureados da União Europeia.

O prémio assume a forma de uma insígnia honorífica ou, no caso de distinções de natureza coletiva, de uma medalha ou placa.

 

Setúbal:

Paróquia da Cova da Piedade

vai ter projeto totalmente vocacionado

para pessoas portadoras de deficiência

 

A Paróquia da Cova da Piedade, em Almada, na Diocese de Setúbal, informa que pretende abrir um espaço “totalmente vocacionado para a pessoa com deficiência”, intitulado ‘As Candeias’, dentro de um ano, a 2 de fevereiro de 2022.

Esta Paróquia refere que ‘As Candeias’ é um projeto do seu Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro (CSPPRG) e vai ser um Centro de Atividades Ocupacionais (CAO) e Lar Residencial.

Segundo o acordo de cooperação, “já confirmado pelo Instituto de Segurança Social”, prevê-se que o novo projeto funcione para 30 utentes que vão contar com quatro salas atividades, dois quartos individuais e dois quartos triplos, 11 quartos duplos e instalações sanitárias com acessibilidades.

O novo projeto da Paróquia da Cova da Piedade, “totalmente vocacionado para a pessoa com deficiência”, vai contar também com os “habituais espaços comuns”: Duas salas de convívio e refeições, um ginásio, uma sala de fisioterapia e uma sala ‘snoezelen’ (tratamento de Alzheimer), um espaço de banho assistido, e uma sala ‘AVD’s’ (atividades da vida diária), para além de cinco gabinetes técnicos, uma sala reuniões, cozinha, lavandaria, copa e sala de pessoal.

O Centro Social Paroquial Padre Ricardo Gameiro informa que pretende “avançar com as obras de conversão do edificado”, “contando com uma resposta favorável à candidatura ao Projeto PARES 3.0” e, no dia 2 de fevereiro, lançou a Campanha de Consignação do IRS de 2021 que “será totalmente dedicada à recolha de fundos para erguer este projeto”.

No dia de Nossa Senhora das Candeias (2 de fevereiro), o padre José Pinheiro, pároco da Paróquia da Cova da Piedade e presidente da direção do CSPPRG, presidiu a uma Missa no equipamento onde “daqui a precisamente 365 dias” pretendem inaugurar “uma nova resposta social totalmente vocacionada” para a pessoa portadora de deficiência.

 

Porto:

D. Pio Alves encontrou no isolamento provocado pela doença

um tempo para «valorizar os pequenos grandes serviços» de todos

 

O bispo auxiliar do Porto D. Pio Alves recorda os dias que viveu em confinamento por causa da Covid-19, “praticamente assintomático”, como um tempo para “valorizar os pequenos grandes serviços” das pessoas. “Esta reflexão ajudou-me a valorizar mais o serviço das pessoas e levou-me a pensar que o meu isolamento era, com todos os inconvenientes, um isolamento dourado, porque a grande maioria das pessoas que passam por esta situação não tem as condições que tive”, recorda à Agência Ecclesia.

O bispo auxiliar do Porto testou positivo ao novo coronavírus, depois de ter estado em contacto com uma pessoa positiva, e dá conta de um tempo “sereno” que viveu, onde privilegiou “a oração” e encontrou espaço para continuar a desenvolver o seu trabalho de contacto com algumas pessoas.

“Foi um tempo para pensar a importância de coisas e sobre o trabalho de pessoas que no dia a dia não valorizava o suficiente. Ainda que procure valorizar, nessa ocasião vi com maior clareza que os supostamente pequenos grandes serviços de pessoas que lavam a roupa, que trazem o correio, da pessoa que telefona, pergunta, cozinha, nesses dias estava completamente dependente de pessoas que fazem o serviço da casa”, recorda.

O bispo auxiliar do Porto admite ter tido condições para viver o isolamento necessário que outros não têm, uma vez que estava num espaço “grande e arejado, com luz natural”, onde o que necessitava para o dia-a-dia, lhe era deixado à porta, daí que fale em isolamento “dourado”.

D. Pio Alves lembra uma “solidão fecunda”, que foi imposta e que desde a primeira hora entendeu ser necessária, mas “uma solidão serena, tranquila e preenchida”. “Senti um Deus que está próximo, presente por meio das pessoas que são mediadores. A importância dos mediadores vem claramente à tona”, recorda.

O testemunho do bispo auxiliar do Porto regista ainda o acompanhamento médico “constante” de profissionais do Centro de saúde e que “com serenidade” o fez viver esses dias “sem especiais preocupações pela saúde”.

Nesses dias D. Pio Alves teve como companhia os escritos do cónego João Aguiar Campos, padre da diocese de Braga e antigo diretor do Secretariado das Comunicações Sociais da Igreja católica. “É uma pessoa que muito considero. Tinha à mão livros dele que têm de ser lidos com calma e serenidade e me ajudaram a aprofundar e a viver esses momentos”, valoriza.

Procurando ser positivo e valorizar “o que temos”, D. Pio Alves procura manter-se em contacto com os padres que acompanha, com “os que necessitam de maior atenção nestes momentos difíceis” e continua a desenvolver as atividades de coordenação possíveis através dos meios digitais.

O bispo auxiliar do Porto pede que se procure manter “viva a esperança” sem desânimo para superar as dificuldades.

“Uma enorme compreensão para os que passam maus momentos, pedindo colaboração de todos para o que está ao alcance de cada um, para que isto passe e deixe as melhores marcas possíveis”, finaliza.

 

Algarve:

D. Manuel Quintas convida a «valorizar» espiritualidade

em tempo de pandemia

 

O bispo do Algarve disse na celebração de Quarta-feira de Cinzas, que o período em pandemia, marcado pelo confinamento, pode “ajudar a valorizar a espiritualidade” na vida quotidiana.

“Celebrar e viver a Quaresma em tempo de pandemia pode ajudar na compreensão na importância da espiritualidade e valorização do seu contributo como apoio familiar e pessoal na vida quotidiana”, realçou D. Manuel Quintas na Missa a que presidiu na Sé de Faro, com transmissão pelas redes sociais da diocese.

 “A ausência de contactos e gestos de afetos, mesmo a nível familiar e em especial com os mais idosos, não poder visitar quem está sozinho em casa ou internado num hospital, a impossibilidade de acompanhar os últimos momentos de entes queridos, sem a despedida que o coração impunha, são situações que perturbam, geram ansiedade, insegurança, aumentam a falta de esperança, a impaciência connosco e com os outros, mesmo com os da própria família”, refletiu.

D. Manuel Quintas lembrou “os mais fragilizados, na fé, da saúde, na vida devido à pandemia” mas afirmou que “a fé e a escuta da palavra ajudam no caminho com confiança”.

Num caminho em que tudo, “deve convergir para a conversão pessoal”, a tradição “bíblica e cristã”, apresenta o “tripé da Quaresma”: o jejum, a oração e a esmola, “indissociáveis entre si”.

“A esmola deve ser discreta, desprendida e generosa, concretizada pela partilha fraterna e dom de si mesmo; a oração silenciosa, confiante e silenciosa, de modo a dar espaço à presença de Deus e dos outros na própria vida; o jejum discreto e simples não se deve limitar à privação de alimentos”, sublinhou.

O bispo do Algarve convidou as famílias a sentarem-se à mesa e a rezarem juntas, privilegiando simultaneamente os momentos e oração individual.

 

Vila Real:

Diocese prepara centenário e “revisita”

a história de D. António da Fonseca

 

O segundo bispo de Vila Real, D. António Valente da Fonseca, foi o tema central da conferência do ciclo «Aprofundar as Raízes» que se realizou, através de plataformas digitais e serviu para preparar as celebrações do centenário desta diocese de Trás-os-Montes.

O orador foi monsenhor João Parente, “reconhecido historiador e membro da Academia Portuguesa de História”.

D. António Valente da Fonseca era natural de Válega, Ovar, padre da diocese do Porto e pároco de Gondomar e Cedofeita. Ordenado bispo, chegou a Vila Real no dia 8 de maio de 1932 como bispo auxiliar de D. João Evangelista de Lima Vidal.

No ano seguinte tornou-se bispo residencial, missão que desempenhou até 1967 e que coincidiu “com o tempo do Estado Novo de Salazar”.

D. António Valente da Fonseca teve 34 anos de ministério” numa diocese do interior, esquecida pelo poder central, marcada pela pobreza, iliteracia, fluxos migratórios, guerras externas e convulsões internas e, simultaneamente, animada pelos sonhos que, com intermitência, renasciam e alimentavam um futuro de esperança”, lê-se.

Afável no trato e sensível aos problemas humanos, D. António da Fonseca promoveu o “seminário, as vocações e o crescimento espiritual e doutrinal do povo, defendeu a intervenção social dos cristãos e incentivou a cultura, em particular com a criação dos colégios nas vilas, que abriram os horizontes a tantos jovens transmontanos”.

Já como bispo emérito, faleceu em Vila Real no dia 26 de fevereiro de 1972.

O primeiro bispo de Vila Real, D. João Evangelista de Lima Vidal, foi o tema da primeira conferência do ciclo «Aprofundar as Raízes» que se realizou, em janeiro, através de plataformas digitais e serviu para preparar as celebrações do centenário desta diocese de Trás-os-Montes.

 

Beja:

Cáritas Diocesana dinamiza projeto

«Humanamente@tivos» até dezembro,

com «novas ações» para os idosos

 

A Cáritas Diocesana de Beja vai continuar a promover o projeto ‘Humanamente@tivos’ que se centra na população idosa, até dezembro, e a partir de abril vai “inovar” com “novas ações”, que resultam da avaliação “muito positiva” feita em 2020.

Em declarações à Agência Ecclesia, Márcio Guerra adiantou que “sessões de nutrição, de alimentação saudável”, é uma das novas atividades de ‘Humanamente@tivos’ porque alguns dos idosos têm “diabetes e doença coronária” e é importante terem, pelo menos uma vez por mês, encontros com a nutricionista, através de videochamada.

Vão também promover atividades musicais, com artistas de Cante Alentejano e viola campaniça, e de histórias, de lengalengas, com contadores locais que vão dinamizar sessões onde os idosos podem contar a suas lengalengas.

A terceira nova ação do ‘Humanamente@tivos’, prevista a partir de abril, é um “kit pedagógico”, com “um conjunto de exercícios e vídeos”, que vão pode imprimir e vai ser “disponibilizado às famílias e aos cuidadores informais”.

“Muitos idosos não têm condições socioeconómicas para comprar um tablet e é uma forma de ficar com os exercícios e continuar após o projeto”, acrescentou Márcio Guerra.

O projeto ‘Humanamente@tivos’ da Cáritas Diocesana de Beja surgiu para responder ao “problema concreto” do primeiro confinamento, em 2020, e a “grande preocupação” com os públicos mais vulneráveis que acompanhavam.

Entre março e dezembro de 2020, realizaram 448 visitas domiciliárias, mais de 225 atividades, com 30 idosos, 20 utentes do serviço de apoio domiciliário, e os restantes indicados pela Câmara Município de Beja e pela Associação ‘Alememória’.

Salienta ainda que dinamizaram também atividades ligadas à memória, onde as pessoas confecionaram “receitas antigas com a terapeuta”, de costura e exercícios escritos, que “pudessem fazer na ausência da terapeuta”, onde “uma senhora aprendeu a voltar a escrever o seu nome”, para “não centrar a intervenção exclusivamente no tablet”.

Em 2020, a Fundação Calouste Gulbenkian e o Instituto da Segurança Social financiaram o projeto e, após a avaliação positiva, a Cáritas Diocesana de Beja “garantiu a responsabilidade do financiamento” por mais seis meses.

Segundo Márcio Guerra, já em fevereiro último, foram “surpreendidos” quando a Fundação Calouste Gulbenkian “lançou o desafio” de manterem o projeto ‘Humanamente@tivos’ até dezembro, com uma comparticipação de cerca de 40%.

 

Angra:

Pastoral Juvenil promove ciclo de formação «Capacita-te»

 

A equipa da pastoral juvenil da Diocese de Angra (Açores) desenvolveu um ciclo de formação que visa capacitar jovens e adultos “para lidar e desafiar público mais jovem e ajudá-los a crescer e amadurecer na fé”.

A formação intitulada «Capacita-te» é composta por seis módulos: “A Pastoral Juvenil”; “Habitar a condição juvenil: ser jovem hoje”; “Como te podes tornar agente da Pastoral Juvenil”; “Agente, constrói a tua casa na rocha”; “Espiritualidade juvenil” e “Envio”.

A iniciativa decorreu nas datas 25 de janeiro, 8 e 22 de fevereiro, 8, 15 e 22 de março exclusivamente online.

Todos os módulos tiveram duração prevista de uma hora de exposição e no final, de forma facultativa, havia trinta minutos para discussão e questões.

 

Bragança-Miranda:

Presença de religiosas e religiosos

está a crescer na Diocese

 

O bispo de Bragança-Miranda afirmou numa mensagem vídeo sobre a Semana da Vida da Consagrada, que se está a assinalar, que o número de religiosas e religiosas está a crescer no território e desafiou à “fidelidade e felicidade”

“A presença da Vida Consagrada no território, nesta diocese, está a aumentar, graças a Deus, com a presença do Mosteiro Trapista de Santa Maria Mãe da Igreja, as irmãs Franciscanas de Nossa Senhora das Vitórias, com duas ermitas em discernimento para serem ermitas diocesanas”, afirmou D. José Cordeiro.

O bispo de Bragança-Miranda agradeceu a Deus “por todos os consagrados e consagradas”, desejando que outras vocações surjam para diocese e “para toda a Igreja”.

“Somos consagrados à conversão, à mudança do nosso coração, da nossa mente, do nosso espírito, para vivermos por Cristo, com Cristo e em Cristo e sermos testemunhas da fidelidade e da felicidade no mundo”, afirmou.

D. José Manuel Cordeiro disse que a “vocação ao amor que deve resplandecer a fidelidade a felicidade”.

“Os consagrados e as consagradas têm de ser sempre e em toda a parte testemunhas da fidelidade ao Evangelho e da felicidade em Jesus Cristo”, afirmou.

 

Aveiro:

Bispo incentiva ao acompanhamento

das famílias em luto

 

O bispo de Aveiro apelou a “refletir e atualizar” o modo de como acompanhar as famílias em luto na comunidade, através da carta pastoral ‘Vede como era seu amigo… Acompanhar as famílias no luto’.

“É necessário estar atento àquilo que possa ajudar a conviver com a perda de uma pessoa querida: consolar a quem está em situação debilitada, para que possa restabelecer o equilíbrio e elaborar o processo de luto”, escreve D. António Moiteiro.

No novo documento, o bispo de Aveiro assinala que a assistência espiritual do sacerdote, ou de um grupo constituído na paróquia, “pode servir de grande conforto e ajudar a superar a dor”. “A comunidade cristã, precisamente por ser comunidade, deve estar presente e acompanhar estes momentos e passos decisivos da vida dos seus membros, manifestando comunhão e solidariedade. Acompanhar as famílias enlutadas requer proximidade e gestos concretos. Com frequência, corre-se o risco de se concentrar toda a solidariedade humana no dia do funeral e depois, quando o vazio se torna doloroso, essa solidariedade desaparece”, desenvolveu.

D. António Moiteiro indica que os vizinhos ou os que estão mais próximos afetivamente são “desafiados a serem bons samaritanos”, a compadecer-se e a cuidar, “lutando assim contra a globalização da indiferença”.

Observa que o “tempo árduo de pandemia Covid-19, com números crescentes de mortes e em que se luta pelo controlo de infeção”, pode implicar que os membros da família e a própria comunidade “não tenham a oportunidade de acompanhar os seus familiares/amigos nas últimas horas e dias de vida, ou mesmo de se despedirem dos que partem” e este afastamento “tem sido muito doloroso, impessoal e traumático na vida das famílias”.

“A morte passou a fazer parte das redes sociais, nesta sociedade conectada; tornou-se mais simples partilhar a comunicação e as condolências, mas não se criou uma cultura online mais sensível diante da morte e do luto”, refere.

Para D. António Moiteiro, “o cristão deve agir com amor, sinceridade, equilíbrio e fé” e explica “a morte do corpo é somente o começo da vida eterna” para o crente em Jesus Cristo, mas “perder alguém que se ama” traz sempre “muita dor e sofrimento a qualquer pessoa”.

O bispo de Aveiro recorda a “atitude” de Jesus diante da doença e da morte, segundo o Evangelho, “aproxima-se, compadece-se, chora, toca, anima e dá vida”, como quando “encontra com o filho único da viúva de Naim, com a filha de Jairo e com o seu amigo Lázaro”: “Jesus livra estas pessoas da morte, mostrando que a sua palavra suscita vida”.

Na carta pastoral, D. António Moiteiro pede aos sacerdotes oração e que “estejam próximos dos familiares e amigos” enlutados e a todas as famílias, “que choram a morte dos seus entes queridos”, manifesta o seu “afeto”.

 


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