aCONTECIMENTOS eclesiais

Jornadas Mundiais da Juventude

Lisboa, 2023

 

 

Jornada de Lisboa lança hino oficial,

«Há Pressa no Ar» (c/vídeo e áudio)

 

A organização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2023, em Lisboa, apresentou hoje o hino oficial do próximo encontro internacional de jovens católicos, com assinatura portuguesa, do padre João Paulo Vaz e o músico Pedro Ferreira.

‘Há Pressa no Ar’ parte do tema escolhido pelo Papa para a JMJ Lisboa 2023 – ‘Maria levantou-se e partiu apressadamente’ (Lc 1,39) -, desenvolvendo-se “em torno do ‘sim’ de Maria e da sua pressa para ir ao encontro da prima Isabel, como relata a passagem bíblica”, assinala o comunicado enviado à Agência ECCLESIA.

O hino tem letra de João Paulo Vaz, sacerdote, e música de Pedro Ferreira, professor e músico, ambos da Diocese de Coimbra; os arranjos são do músico Carlos Garcia.

O tema foi gravado em português e numa versão internacional, com cinco idiomas (português, inglês, espanhol, francês e italiano).

“Ao cantar este hino, os jovens de todo o mundo são convidados a identificarem-se com Maria, dispondo-se ao serviço, à missão e à transformação do mundo. A letra evoca também a festa da JMJ e a alegria centrada na relação com Deus”, indica a organização da JMJ 2023.

O processo de produção em estúdio, realizado em 2020, envolveu jovens de todo o país, alguns dos quais participantes na competição que, apesar de não terem sido selecionados, integraram o coro da gravação final, acrescenta a nota.

Os autores explicam que a música surgiu antes da letra, composta por Pedro Ferreira, de 41 anos, numa “pequena sala, sozinho ao piano”, uma melodia “pensada para congregar, unir uma comunidade”.

Os autores procuraram apresentar “uma música popular, alegre, juvenil, fácil de aprender e de fácil tradução e adaptação”.

O lançamento do hino oficial do encontro internacional de Lisboa decorreu num evento digital, transmitido através das páginas da JMJ nas redes sociais e do site da JMJ 2023.

A canção foi escolhida em concurso nacional, aberto à participação de portugueses maiores de idade.

O Comité Organizador Local (COL) recebeu mais de uma centena de candidaturas, que foram analisadas por um júri composto por profissionais das áreas da música e das artes.

“Como requisitos principais para a participação na competição foi pedido aos participantes que o hino oficial se inspirasse no lema da JMJ 2023, definido pelo Papa Francisco; nos objetivos da JMJ, entre os quais sobressai o da evangelização; e na cultura portuguesa”, indica a organização.

A escolha de Lisboa como primeira cidade portuguesa a acolher uma edição internacional da JMJ aconteceu há dois anos, no dia 27 de janeiro de 2019, no Panamá.

As JMJ nasceram por iniciativa do Papa João Paulo II, após o sucesso do encontro promovido em 1985, em Roma, no Ano Internacional da Juventude.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

A primeira edição aconteceu em 1986, em Roma, e desde então a JMJ já passou pelas seguintes cidades: Buenos Aires (1987), Santiago de Compostela (1989), Czestochowa (1991), Denver (1993), Manila (1995), Paris (1997), Roma (2000), Toronto (2002), Colónia (2005), Sidney (2008), Madrid (2011), Rio de Janeiro (2013), Cracóvia (2016) e Panamá (2019).

 

Porto:

Jovens da Diocese do Porto promoveram oração

unidos ao Seminário do Bom Pastor

 

Os jovens da Diocese do Porto estiveram unidos ao Seminário do Bom Pastor (Seminário Menor do Porto), num momento de oração, de preparação para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2023.

Os jovens foram também convidados a enviar preces, escritas ou em vídeo, para além de participarem na oração, realizada online para assinalar o ‘Dia da JMJ’ no mês de fevereiro, informa o jornal ‘Voz Portucalense’.

“Um modo de partilha das inquietações e preocupações neste tempo difícil que todos estamos a viver”, assinala o jornal da Diocese do Porto e que foram publicadas pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil na sua página na rede social Facebook.

Mensalmente, no ‘dia 23’ decorrem nas dioceses portuguesas atividades de preparação rumo à próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude, que Lisboa vai acolher em 2023.

O jornal diocesano ‘Voz Portucalense’ informa que vivem nove jovens do 10.º ao 12.º ano de ensino no Seminário do Bom Pastor, em Ermesinde.

 

Portalegre-Castelo Branco:

Jovens desejam realizar as pré-jornadas em toda a diocese

 

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco realizou a reunião do Conselho Diocesano de Pastoral (CDP), que teve por tema principal a preparação da JMJ Lisboa 2023 e a participação da diocesana nas pré-jornadas.

“Grande parte dos trabalhos da manhã foram dedicados a pensar a JMJ 2023, de modo particular sobre o contributo que a diocese pode, e quer, dar nas Pré-Jornadas.

O Conselho, depois de longa troca de ideias, inclinou-se para que se preparem Pré-Jornadas nos 5 arciprestados”, afirma o comunicado enviado hoje à Agência Ecclesia.

O envolvimento da diocese na preparação da Jornada Mundial da Juventude ficou ao cargo do Secretariado Diocesano de Pastoral Juvenil e Vocacional e dos membros do Comité Organizador Diocesano (COD), que participaram no CDP e que “hão de encontrar a concretização mais fecunda para esta iniciativa que para já se concretizará no “take23”

A resposta da Diocese de Portalegre-Castelo Branco em tempo de confinamento, nomeadamente a podcast da Pastoral da Família e as Eucaristias transmitidas pela internet e as formações de catequistas foram “abordadas como positivas” no CDP.

Promoveram também uma Via Sacra «Acompanha Jesus na entrega da sua vida» está integrada na caminhada dos jovens desta diocese rumo às Jornadas Mundiais da juventude.

 

Leiria-Fátima:

Organização inicia trabalho em conjunto

com Instituto Politécnico de Leiria

para uma «comunicação para todos»

 

A coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Instituto Politécnico de Leiria disse à Agência Ecclesia que a promoção de uma “comunicação para todos” na Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 faz das jornadas “agentes de mudança”.

A organização da JMJ Lisboa 2023 acolheu os símbolos da jornada, a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, e preparou um folheto informativo sobre o seu significado com o Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) do Instituto Politécnico de Leiria.

Célia Sousa refere que o texto que apresentava o significado dos símbolos “era bonito”, mas foi necessário reescrevê-lo para “passar o que era essencial, deixar apenas o essencial, para se compreender o significado”, transformando-o em “escrita fácil”.

“A expressão é mesmo esta: limpar um pouco, tirar o que é acessório. Todos sabemos que, quando escrevemos, colocamos um conjunto de palavras que não são importantes para a mensagem que queremos transmitir. São um pouco supérfluas”, explicou a coordenadora do CRID.

O trabalho desenvolvido pelo Centro de Recursos para a Inclusão Digital passou depois por pensar a escrita simples para as pessoas cegas, transformando-a em braile e áudio, e para as pessoas com alguma incapacidade a nível intelectual, e traduzi-la em pictogramas.

“Pensamos num grupo de pessoas que são esquecidas na sociedade, pessoas com incapacidades a nível intelectual – e esta esfera é muito ampla porque estamos a falar de pessoas com alguma incapacidade ao nível do autismo, défices cognitivos, doenças mentais, que hoje tanto assolam a nossa sociedade, demência – e juntamos pictogramas, linguagem pictográfica”, acrescentou Célia Sousa.

A coordenadora do CRID referiu que “a linguagem pictográfica dá alma às palavras que estão escritas” e consiste num código mundial de imagens que traduzem o significado das palavras, acrescentando que o trabalho do CRID inclui ainda as pessoas surdas.

“A escrita fácil também ajuda esta comunidade, mas língua materna das pessoas surdas é a língua gestual. Colocamos este flyer em Língua Gestual Portuguesa e no futuro deveríamos avançar na Língua Internacional”, acrescentou.

Para Célia Sousa, pode não ser possível conseguir comunicar nos vários formatos e linguagens “toda a informação”, sendo por isso necessário “fazer opções” e rejeitar a ideia de “não fazer nada”.

A coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Instituto Politécnico de Leiria, que trabalha há duas décadas na promoção de uma comunicação para todos, deseja que JMJ Lisboa 2023 seja “um evento mundial que pode promover a inclusão e a equidade”, dando voz aos vários grupos de pessoas e, assim possa “mexer com a sociedade”.

 

Santarém:

Padre Aníbal Vieira recorda três pilares pastorais da Diocese

 

A Diocese de Santarém perdeu três sacerdotes por causa da pandemia de Covid-19, recordados nas ‘Memórias que contam’ pelo padre Aníbal Vieira, vigário-geral, que evoca a sua dedicação.

O convidado sublinha que os padres Frutuoso Matias, António Diogo e Fernando Silva era todos sacerdotes à data da criação da Diocese de Santarém, que aconteceu a 16 de julho de 1975, e foram “pilares” desta nova Igreja local.

O padre Fernando Campos da Silva, natural de Lisboa, veio jovem para Santarém e residiu no edifício do Seminário todo o tempo do seu ministério. “Entregou-se de alma e coração à educação dos jovens no seminário menor, e depois na criação da diocese que nascia em 1975”. Foi também o primeiro vigário-geral da diocese, um cargo que desempenhou até 2012.

Este sacerdote foi um homem de uma grande espiritualidade, um homem de oração que evitava falar em nome pessoal, mas sempre alicerçado nas publicações de cultura, de teologia e espiritualidade”.

O padre Frutuoso Matias é recordado como um “empreendedor”; pároco em Torres Novas nos tempos agitados do 25 de abril, passou por Rio Maior, Asseiceira e Tomar, sempre ligado à comunicação – esteve no jornal O Almonda e viria mais tarde a estar também na origem do Porta do Sol, jornal informativo diocesano.

O padre António Diogo chegou da Guarda, onde o seminário já não tinha lugar para tantos candidatos, e a sua experiência pastoral ficaria marcada pela guerra, como capelão na Guiné-Bissau. “Guardou sempre uma ligação muito especial àquela Igreja. Esteve na ordenação do primeiro bispo guineense e acompanhou de perto tudo o que se passava naquele país alimentando sempre a vontade de um dia regressar”,

 

 

Guarda:

Jovens da realizam o «2 ou 3 a 23» no Seminário

 

O terceiro «2 ou 3 a 23» promovido pelo Comité Organizador Diocesano (COD) da Guarda para as Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ2023) realiza-se no Seminário daquela cidade.

Esta iniciativa de ação/oração, a 23 deste mês, “movimenta esforços” de toda a equipa do COD Guarda para a JMJ 2023 e vai ser numa plataforma online que “vai ser divulgada em breve pelas redes sociais Facebook e Instagram”, lê-se numa nota enviada à Agência Ecclesia.

O «2 ou 3 a 23» deste mês coincide com o tempo da Quaresma e o Vaticano já apresentou a mensagem do Papa para este ano: «Eis que subimos para Jerusalém. (Mt 20,18)».

 

Viana do Castelo:

Diocese promoveu «jorneiras» online em caminho à JMJ 2023

 

O padre José Domingos Meira, responsável pelo Comité Organizador Diocesano de Viana do Castelo, partilhou com a Agência Ecclesia o caminho feito rumo à JMJ 2023, formando um conselho diocesano de juventude, levando os símbolos aos arciprestados e apostando este mês nas “Jorneiras”. 

“Estamos desde o primeiro momento entusiasmados mas as circunstâncias foram-nos moldando e vamos ajustando as datas e preparação, como em tudo na nossa vida, temos de nos adaptar bastante”, refere.

Dois anos depois do anúncio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) 2023 ser em Lisboa, o sacerdote fala da importância da criação de um Conselho Diocesano de Juventude para alinhar o caminho. 

“O funcionamento de conselho diocesano para envolver toda a diocese, arciprestados, movimentos e comunidades; esta é uma das grandes ideias”, aponta.

Com várias participações nas JMJ o padre Meira, espera que “experiência ajude”, e que seja possível mobilizar toda a diocese. 

“Temos de dar a perceber que a JMJ em Portugal não é só para os jovens, é para as comunidades, para a Igreja, para todos, por isso há que preparar todo o caminho a fazer”, assume.

A diocese de Viana do Castelo recebeu a visita do COL, Comité Organizador Local, no passado dia 18 de dezembro, que significou “alento” para a equipa que arrancou com as iniciativas a 23 de dezembro. 

“A cruz, com o logo JMJ 2023, entregámos a todos os arciprestados, para que possam criar um espaço da JMJ ao nível arciprestal, onde se vão reunir para rezar ou outras atividades e promover o dia JMJ, que acontece mensalmente a cada dia 23”, explica.

Este mês de janeiro e, devido às limitações impostas pela pandemia, o responsável conta que a iniciativa “Jorneiras teve de ter uma reinvenção.

“Era a ideia de uma coisa típica, do cantar das janeiras, este ano não pode ser como manda a tradição, mas juntámos jornadas com janeiras e uma quadras próprias que explicam um pouco o que é a JMJ e uma forma de envolver a comunidade, assim fica online, mas esperemos que consigamos ir pelas casas nos próximos meses de janeiro”, deseja. 

 

Viseu:

Clero diocesano começa Quaresma com retiro online

 

O clero da Diocese de Viseu esteve em retiro espiritual, que tem como orientador o padre Alberto Brito SJ.

O clero diocesano costuma realizar um encontro em quarta-feira de cinzas como preparação para a Quaresma, mas como se vive “um tempo atípico, tal encontro não foi possível, assim como não foi possível a realização do retiro que estava previsto para o fim de janeiro”, realçava uma nota enviada à Agência Ecclesia.

O padre Alberto Brito SJ ajudou o clero “na meditação e oração pessoal percorrendo os textos bíblicos” que falam da relação “de Simão Pedro com Jesus”.

Todos os encontros, decorreram on-line com uma participação que ultrapassou a meia centena de padres.

 


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