3º Domingo da Páscoa

18 de Abril de 2021

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Aclamai o Senhor terra inteira – J. Santos, NRMS , 48

Salmo 65, 1-2

Antífona de entrada: Aclamai a Deus, terra inteira, cantai a glória do seu nome, celebrai os seus louvores. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Reunidos, como os Apóstolos, no Cenáculo, celebramos a Pascoa do Senhor cada domingo. A sua Paixão, Ressurreição e Glorificação se tornam presentes e nós envolvem em cada Eucaristia. Por isso disponhamos a nossa alma, pela intercessão de S. José, para receber com fruto as graças que Deus nos irá comunicar

 

Oração colecta: Exulte sempre o vosso povo, Senhor, com a renovada juventude da alma, de modo que, alegrando-se agora por se ver restituído à glória da adopção divina, aguarde o dia da ressurreição na esperança da felicidade eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Apostolo Pedro se dirige aos judeus anunciando o acontecimento grandioso da ressurreição do Senhor e apresenta o seu testemunho: “nós somos testemunhas”. Também nós somos chamados a comunicar a alegre notícia que tudo renova e vivifica: Jesus Cristo é o Ressuscitado e está connosco, acreditai, “arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados”.

 

 

Actos dos Apóstolos 3,13-15.17-19

Naqueles dias, Pedro disse ao povo: 13«O Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob, o Deus de nossos pais, glorificou o seu Servo Jesus, que vós entregastes e negastes na presença de Pilatos, estando ele resolvido a soltá-l’O. 14Negastes o Santo e o Justo e pedistes a libertação dum assassino; 15matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso. 17Agora, irmãos, eu sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes. 18Foi assim que Deus cumpriu o que de antemão tinha anunciado pela boca de todos os Profetas: que o seu Messias havia de padecer. 19Portanto, arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados».

 

A leitura é extraída do segundo discurso de Pedro em Actos, após a cura do coxo que mendigava na Porta Formosa do Templo. O discurso obedece ao molde kerigmático do primeiro anúncio aos judeus, mas, na perspectiva de Lucas, visa também os seus leitores e também continua a falar-nos a nós.

13 «O seu Servo Jesus». O termo original grego é ambíguo – «pais» –, e tanto pode significar filho, como servo. A nossa tradução preferiu «servo» pela referência que parece haver a Jesus enquanto cumpre a figura messiânica do Servo de Yahwéh (cf. Is 42 – 53). Trata-se de um título cristológico de sabor primitivo, que se enquadra bem num discurso a ouvintes judeus.

15 «Autor». É mais outro título cristológico, raro no N. T. (em grego, arkhêgós, o Iniciador; assim também em 5,31; cf. Hebr 2,10; 12,2). Jesus não é apenas o chefe que conduz à vida, mas é quem comunica a vida aos que nele crêem. O paradoxo é impressionante: matar o Autor da vida, uma vez que Jesus é Deus. Nas traduções, como a primitiva litúrgica, «príncipe da Vida», deixa-se ver mais claramente o contraste estabelecido com «assassino» (v 14), isto é, aquele que tira a vida.

«E nós somos testemunhas disso» (da ressurreição). A Ressurreição de Jesus é um facto real que se comprova por testemunhas altissimamente verídicas! É certo que não é um simples facto histórico natural que tenha entrado no âmbito duma observação experimental comum, pois Jesus só Se manifestou ressuscitado quando quis, como quis e a quem quis e com um corpo glorioso (não como um cadáver reanimado); isto, porém, em nada diminui o valor histórico da sua Ressurreição. É um facto sobrenatural, mas um facto, embora não encaixe em acanhadas perspectivas historicistas.

 

Salmo Responsorial    Sl 4, 2.4.7.9 (R. 7a)

 

Monição: Peçamos ao Senhor que, as nossas palavras os nossos pensamentos e a nossa conduta sejam verdadeiramente cristãos.

 

Refrão:        erguei, senhor, sobre nós a luz do vosso rosto.

                    

 

Escutai-me quando Vos invoco,

Ó Deu, meu defensor.

Vós que na tribulação me pusestes a salvo,

por piedade ouvi a minha oração.

 

Sabei que o Senhor me fez maravilhas.

Ele me ouve quando eu O chamo.

 

Há quem diga: «quem nos dará a felicidade?»

Fazei brilhar sobre nós a luz do Vosso rosto!

 

Em paz me deito e adormeço.

Só Vós, Senhor, me fazeis viver tranquilo.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Na nossa vida deve haver uma unidade coerente entre o que acreditamos e as nossas obras. Escutemos as advertências de S. João.

 

1 São João 2,1-5a

Meus filhos, 1escrevo-vos isto, para que não pequeis. Mas se alguém pecar, nós temos Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai. 2Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro. 3E nós sabemos que O conhecemos, se guardamos os seus mandamentos. 4Aquele que diz conhecê-l’O e não guarda os seus mandamentos é mentiroso e a verdade não está nele. 5aMas se alguém guardar a sua palavra, nesse o amor de Deus é perfeito.

 

Nestes domingos pascais continuamos a ler extractos da 1ª Carta de S. João. Prestam-se a apelar para os ensinamentos da encíclica de Bento XVI, Deus caritas est. Não presidiu à selecção litúrgica dos textos joaninos a ideia de pôr em evidência a estrutura da obra e todo o seu maravilhoso conteúdo, por isso algumas palavras-chave, como «comunhão», «vida eterna» e «luz/trevas» não chegam a aparecer nos versículos respigados para estes domingos. A escolha parece privilegiar as noções de «cumprir os mandamentos», «amor fraterno», «nascer de Deus», «filiação divina», «libertação do pecado», «conhecer/saber», «verdade», «permanecer em…»

1 «Mas, se alguém pecar…». Se bem que «todo aquele que nasceu de Deus não comete pecado [...] não peca, mas o Filho de Deus o guarda, e o maligno não o apanha» (1Jo 3,9; 5,18), a verdade é que a pecabilidade não está excluída, devido à nossa limitada liberdade. Mas, se alguém pecar, que não desespere da sua desgraçada situação, pois Jesus – como vítima de expiação – dá-nos a possibilidade de obter o perdão, «se confessamos os nossos pecados» (1,9). Estas afirmações aparentemente contraditórias (confrontar 1,8 – 2,1; 3,3; 5,16-17 com 3,6.9; 5,18) não são um obstáculo para a unidade da Carta (negada por Bultmann), pois a contradição é apenas aparente, devendo-se ao estilo semítico do autor que gosta de afirmações absolutas e contundentes, sem se preocupar de as matizar devidamente; assim, «o cristão não pode pecar», corresponde a: «o cristão não deve pecar». De qualquer maneira, há autores que consideram que, assim como sucedeu no IV Evangelho, pode ter havido uma redacção sucessiva com a intervenção de um redactor final, discípulo e continuador fiel do Apóstolo (tendo em conta o pronome plural nós joanino), assim também poderia ter acontecido com esta epístola.

1-2 «Jesus Cristo, o Justo, como advogado… vítima de expiação…»: a insistência em que Jesus é justo (cf. 1,9: justo e fiel) facilita compreender como Ele pode libertar do pecado os pecadores. Ele é intercessor perante Deus (paráklêtos, advogado, conselheiro, um termo exclusivo da tradição joanina: cf. Jo 14,16), na linha da teologia desenvolvida na Epístola aos Hebreus (Hebr 9 – 10), onde Cristo aparece à direita de Deus, continuando a purificar-nos com o seu sangue derramado como num sacrifício expiatório oferecido pelos pecados (cf. Hebr 9,14-28). Vítima de expiação corresponde à linguagem sacrificial do AT (cf. Ex 29,36-37) e apresenta a morte de Jesus como um sacrifício voluntário, revelador do seu imenso amor (cf. 1Jo 4,19; Rm 3,25; 5,8-9; 2Cor 5,19; Ef 2,4-5; Apoc 5,9).

4 «Aquele que diz: Eu conheço-o, mas não guarda…». Esta linguagem parece ser uma crítica aos gnósticos que se ufanavam de possuir um conhecimento superior de Deus, que garantia a salvação e eximia do pecado, sem cuidar de «guardar os seus mandamentos»; quem assim fala é «mentiroso e a verdade não está nele».

 

Aclamação ao Evangelho          Lc 24, 32

 

Monição: A nossa fé se apoia na experiência da Ressurreição que tiveram os Apóstolos e na heroicidade com que cumpriram a missão de transmitir ao mundo inteiro o seu testemunho. Sejamos nós continuadores alegres e esforçados da missão apostólica.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. Berthier, COM, (pg 112)

 

Senhor Jesus, abri-nos as Escrituras,

falai-nos e inflamai o nosso coração.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 24,35-48

Naquele tempo, 35os discípulos de Emaús contaram o que tinha acontecido no caminho e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. 36Enquanto diziam isto, Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». 37Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. 38Disse-lhes Jesus: «Porque estais perturbados e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? 39Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo; tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho». 40Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. 41E como eles, na sua alegria e admiração, não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes: «Tendes aí alguma coisa para comer?» 42Deram-Lhe uma posta de peixe assado, 43que Ele tomou e começou a comer diante deles. 44Depois disse-lhes: «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco: ‘Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos’». 45Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras 46e disse-lhes: «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia, 47e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sois as testemunhas de todas estas coisas».

 

Temos aqui uma das mais belas páginas do Evangelho: um relato cheio de vivacidade, de finura e de psicologia, em que acompanhamos o erguer daquelas almas desde a mais amarga frustração até às alturas da fé e da descoberta de Jesus ressuscitado. A crítica bíblica procura distinguir neste relato os elementos de tradição e os elementos redaccionais; podem identificar-se muitos elementos de tradição neste relato, mas não dispomos de meios para classificar como meramente redaccionais todos os restantes, pois não são do nosso conhecimento todas as fontes de que Lucas dispôs; a própria crítica admite «fontes especiais» para a redacção de Lucas. Um facto indiscutível é que Lucas é um teólogo e um catequista, não é um jornalista e não se limita a contar a seco umas aparições, mas não temos elementos suficientes para definir em que medida reelaborou as suas fontes.

 

13 «Emaús»: uma povoação a 60 estádios, traduzidos por duas léguas, a uns nuns 11,5 Km de Jerusalém. Há duas leituras variantes nos manuscritos gregos do Evangelho de Lucas: grande quantidade deles regista 60 estádios. Outros de grande valor têm 160 (o que equivale a uns 32 Km). Também não existe completo acordo sobre a sua localização, sendo indicados vários locais na tradição cristã. El-Qubeib (a 60 estádios) e Nicópolis (a 160 estádios, a Amuás árabe) são os mais venerados. Nicópolis foi a escolhida para a visita de Bento XVI; a caminho deste local temos Abu-Ghosh, a uns 12 Km de Jerusalém, com a medieval abadia beneditina, o santuário de Nossa Senhora da Aliança e a Saxum Visitor Center.

16 «Mas os seus olhos estavam impedidos de O reconhecerem». Não é que não vissem a Jesus, ou que Jesus se quisesse ocultar, mas eles é que estavam obcecados pelo seu extremo desalento. E fica-nos a lição: para que se possa reconhecer a Jesus ressuscitado é indispensável o olhar da fé.

18 «Cléofas» parece ser diferente do marido de Maria, mãe de Tiago e José (Jo 19,25); embora alguns o identifiquem, a grafia é diferente: Kleopâs.

22-24 «É verdade que algumas mulheres… Alguns dos nossos…»: aqui se resume o que foi relatado antes com mais pormenor (Lc 23,56b – 24,9) e correspondente à tradição sinóptica e joanina. Certamente que os nossos são Pedro e João (cf. v. 12 e Jo 20,1-10). «Mas a Ele não O viram»: se não se trata de um pormenor meramente redaccional, temos que admitir que ainda não lhes constava da aparição de Jesus a Pedro referida adiante, no v. 34 (cf. 1Cor 15,5).

28-30 «Jesus fez menção de seguir para diante». Lucas volta a aludir ao «caminho de Jesus» (no v. 15 já tinha usado o mesmo verbo grego que significa caminhar). R. J. Dillon (From eye-witnesses to ministers of the word) pensa que este pormenor lucano insinua que a presença de Jesus no meio dos seus através da Eucaristia (a fracção do pão do v. 30) constitui o momento cume do seu caminhar pelo caminho da salvação. Enternece o leitor ver como Jesus ressuscitado se torna o companheiro de caminho (recorde-se como Lucas gosta de focar a vida cristã como um caminho e um seguimento de Jesus); depois de se fazer encontrado, agora faz-se rogado. Isto sucede-nos muitas vezes na vida cristã: Ele vem ao nosso encontro sem O procurarmos e, outras vezes, quer dar-nos o ensejo de O convidarmos a ficar connosco e de praticarmos a caridade com os outros, que são Ele (cf. Mt 25,40). Mas aqui o convite feito a Jesus não é um simples acto de caridade e de cortesia; com efeito, parece que a narrativa nos leva a pensar que quem faz este pedido é toda a comunidade cristã, que se reúne para celebrar a Eucaristia e anseia estabelecer uma comunhão íntima com Jesus ressuscitado (ibid.). Todos estão de acordo em ver a estreita relação da refeição descrita com a multiplicação dos pães e a instituição da Eucaristia.

31 «Abriram-se-lhes os olhos e reconheceram-no, mas Ele desapareceu da sua presença»: É na Eucaristia que se abrem os olhos para a fé, para captar o que é invisível, mas real. Impressiona muito o relato ao unir o aparecimento com o desaparecimento, sem se dizer para onde é que Jesus se retirou. Desta maneira fica sugerida uma nova presença, a de Jesus glorioso e ressuscitado: uma ausência que é presença. Comenta João Paulo II: «É significativo que os dois discípulos de Emaús, devidamente preparados pelas palavras do Senhor, O tenham reconhecido, quando estavam à mesa, através do gesto simples da “fracção do pão”. Uma vez iluminadas as inteligências e rescaldados os corações, os sinais “falam”. A Eucaristia desenrola-se inteiramente no contexto dinâmico de sinais que encerram uma densa e luminosa mensagem; é através deles que o mistério, de certo modo, se desvenda aos olhos do crente. Como sublinhei na encíclica Ecclesia de Eucharistia, é importante que nenhuma dimensão deste Sacramento fique transcurada. Com efeito, subsiste sempre no homem a tentação de reduzir às suas próprias dimensões a Eucaristia, quando na realidade é ele que se deve abrir às dimensões do Mistério. “A Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções”» (Carta Mane nobiscum Domine, 14).

32 «Não ardia cá dentro o nosso coração?». Quando lemos a Escritura guiados por Jesus, presente na Igreja, inflama-se o nosso coração e sentimo-nos urgidos a mostrar aos que nos rodeiam, com as nossas vidas, pela palavra e pelo exemplo, que Cristo vive, que a Ressurreição é uma realidade. O episódio constitui um apelo a fazermos o mesmo papel do Ressuscitado junto dos desiludidos da vida e sem esperança e a comunicar-lhes a nossa experiência de fé. No relato põe-se em evidência a união do pão e da palavra na vida da Igreja.

33 «Partiram imediatamente». «Os dois discípulos de Emaús, depois de terem reconhecido o Senhor, «partiram imediatamente» para comunicar o que tinham visto e ouvido. Quando se faz uma verdadeira experiência do Ressuscitado, alimentando-se do seu Corpo e do seu Sangue, não se pode reservar para si mesmo a alegria sentida. O encontro com Cristo, continuamente aprofundado na intimidade eucarística, suscita na Igreja e em cada cristão a urgência de testemunhar e evangelizar» (João Paulo II, Mane nobiscum Domine, 24).

 

Sugestões para a homilia

 

1. A nossa fé e a conversão.

2. O valor do testemunho dos Apóstolos.

3. Comunicadores duma experiência.

 

1. A nossa fé e a conversão

 

As palavras do Apóstolo Pedro, que recolhe S. Lucas nos Atos dos Apóstolos, são fortes e diretas: matastes o autor da vida, mas Deus ressuscitou-O dos mortos, e nós somos testemunhas disso”. Mas ao mesmo tempo são iluminadas pela misericórdia de Deus e pela experiência da própria fragilidade: Agora, irmãos, eu sei que agistes por ignorância, como também os vossos chefes”. E segue-se a conclusão esperançosa: “Portanto, arrependei-vos e convertei-vos, para que os vossos pecados sejam perdoados”.

Quanta paz nos deve dar saber que Deus nos compreende e nos ama e sabe das nossas fraquezas e debilidades, e, mesmo assim, entrega-nos a sua santidade. A santidade de Deus, que está em Cristo, nos é comunicada no nosso batismo, e Deus tudo faz para que essa vida nova seja preservada e desenvolvida até ao momento do nosso encontro definitivo com Deus. “Meus filhos”, diz S. João, “escrevo-vos isto, para que não pequeis. Mas se alguém pecar, nós temos Jesus Cristo, o Justo, como advogado junto do Pai. Ele é a vítima de propiciação pelos nossos pecados, e não só pelos nossos, mas também pelos do mundo inteiro”. Toda a vida moral é consequência da fé, de conhecer Jesus Cristo, de ter amizade pessoal com Nosso Senhor. É por em prática a santidade que nos foi dada e mantida pelo Espírito Santo. Por isso, lutar para guardar os mandamentos, que são diferentes dimensões do amor, é ter um amor de Deus “perfeito” e o melhor testemunho que podemos dar da nossa fé.

 

2. O valor do testemunho dos Apóstolos

 

A passagem do Evangelho de S. Lucas hoje proclamada, conduz-nos, de novo, ao Cenáculo e ao desconcerto dos Apóstolos perante a ressurreição do Senhor. O realismo da ressurreição é certificado pelo próprio Jesus: “: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho”. S. Lucas, como medico que era, aponta pormenores de experiência sensível da presença do Ressuscitado: “tocai-me e vede” apelo à vista e o tato; vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo” realidade da crucifixão; e até Nosso Senhor, sem precisar “começou a comer diante deles”. Jesus se dirige a eles, ainda perplexos, felices e atemorizados, para explicar-lhes o sentido dos acontecimentos que estavam a viver: “45Abriu-lhes então o entendimento para compreenderem as Escrituras”. E confia-lhes a missão para a qual os tinha chamado: “vós sois as testemunhas de todas estas coisas”, e serão eles que haverão de anunciar o nome de Jesus e o arrependimento dos pecados a todas as Nações, como estava profetizado nas Escrituras.

Pedro, como vimos na primeira leitura, segue fielmente o mandamento do Senhor, e apela ao seu valor testemunhal para pedir aos seus ouvintes que se convertam para que lhes sejam perdoados os pecados.

Os Apóstolos foram testemunhas dos acontecimentos que formam o núcleo da nossa fé e transmitiram fielmente essas verdades à seguinte geração de cristãos. A partir de então, cada geração de batizados em Cristo transmitiu à geração seguinte as verdades de salvação que tinha recebido, com o cuidado de que nada desse precioso tesouro se perdesse ou deformasse. Foi assim que a chegaram até nós que as aceitamos pela fé, e nesse tesouro de verdade e de graça fomos santificados.

É bom lembrar que quando falamos de fé estamos a referir-nos a um modo de conhecimento humano tão válido como a experiência dos sentidos. Além disso podemos afirmar que a maior parte das verdades que sabemos as adquirimos mediante a fé humana. Nós aceitamos como certos os conhecimentos que nos são comunicados pelos pais, professores, cientistas, historiadores, etc. Além disso acreditamos no que nos é dito, todos os dias, pelos familiares, colegas, e as pessoas com quem convivemos, confiando, naturalmente, na veracidade da pessoa e das suas palavras.

Quando, por exemplo, estamos a escutar o relato de um jogo de futebol pela radio e o jornalista desportivo diz que foi golo, nós acreditamos no que ele diz, porque confiamos na sua veracidade e porque ele está ali presente. Nós não vemos, mas ele sim vê. Nós conhecemos por fé humana o que se está a passar no terreno de jogo, mesmo que não estejamos presentes.

Nós não vimos Cristo ressuscitado, mas os Apóstolos sim viram. Eles são testemunhas, e testemunhas fiáveis. Dedicaram a sua vida a transmitir aquela experiência inesquecível junto do Filho de Deus encarnado e ressuscitado, e aceitaram a morte violenta antes do que negar a verdade do seu testemunho.

 

3. Comunicadores duma experiência

 

Os fiéis que participam na Vigília Pascal a certa altura, de velas acesas na mão, renovam as promessas batismais. Podemos nós renovar também, hoje, a nossa fé apoiada no fundamento sólido do testemunho apostólico.

A nossa vida cristã é alimentada pela Revelação recebida pelos primeiros cristãos diretamente de Jesus. No batismo foi-nos dada a virtude infusa da fé que é uma capacidade sobrenatural para aceitar e assimilar na nossa vida as verdades reveladas por Deus e que a nossa Mãe a Igreja entrega aos seus filhos. Essas verdades que Cristo entregou aos Apóstolos, e a Igreja nos entrega a nós, não são uma notícia de acontecimentos passados, mas uma realidade que forma parte da nossa vivencia pessoal. O Senhor está connosco, todos nós sentimos a sua proximidade e a sua intervenção na nossa vida, Ele nos santifica dando-nos inspirações e impulso sobrenatural, com Ele, e de Ele, vivemos. Por isso, como os primeiros discípulos de Nosso Senhor, nós transmitimos na catequese familiar, paroquial, com os amigos e colegas, não só verdades; mas uma experiência vivida de Cristo que é uma continuação permanente da experiência dos Apóstolos.

Apoiados no testemunho dos Apóstolos e no nosso, façamos, todos os dias, muitos atos de fé explícitos em qualquer circunstância. Podemos parar um momento, e trazer à memoria e a imaginação o sacrário duma igreja que frequentamos, e dizer internamente: Jesus eu creio firmemente que estás aí com o teu corpo sangue alma e divindade, creio mais firmemente que si Te visse com os meus olhos e te ouvisse com os meus ouvidos. Aumenta a minha fé! Mas também devemos fazer atos explícitos de fé, como genufletir com devoção ante o sacrário, colocar a Missa no centro da vida familiar cada domingo, dedicar os melhores momentos do nosso dia, os tempos nobres, as nossas práticas de piedade, afastar com decisão as diversões, amizades, negócios dúbios, ambientes, distrações, etc. que nos poderiam afastar de Deus. Em definitiva, pôr a Deus no primeiro lugar da nossa vida e sobre todas as coisas.

Renovemos, pois, a nossa fé e agradeçamos a Deus a santidade dos primeiros discípulos de Cristo, nossos irmãos, graças aos quais nós estamos aqui hoje.

Também nós podemos dizer como o Apostolo S. João no prólogo da sua primeira carta “O que existia desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que contemplámos e as nossas mãos tocaram relativamente ao Verbo da Vida, de facto, a Vida manifestou-se; nós vimo-la, dela damos testemunho e anunciamos-vos a Vida eterna que estava junto do Pai e que se manifestou a nós o que nós vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também vós estejais em comunhão connosco. E nós estamos em comunhão com o Pai e com seu Filho, Jesus Cristo. Escrevemos-vos isto para que a nossa alegria seja completa”.

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus, que venceu a morte e ressuscitou em corpo e alma,

faz-nos entender que devemos ter uma ideia positiva do nosso corpo.»

No centro deste terceiro Domingo de Páscoa está a experiência do Ressuscitado, feita pelos seus discípulos, todos juntos. Isto é evidenciado especialmente pelo Evangelho, que nos introduz mais uma vez no Cenáculo, onde Jesus se manifesta aos Apóstolos, dirigindo-lhes esta saudação: «A paz esteja convosco!» (Lc 24, 36). É a saudação de Cristo Ressuscitado, que nos dá a paz: «A paz esteja convosco!». Trata-se tanto da paz interior, como da paz que se estabelece nos relacionamentos entre as pessoas. O episódio narrado pelo evangelista Lucas insiste muito sobre o realismo da Ressurreição. Jesus não é um fantasma. Com efeito, não se trata de uma aparição da alma de Jesus, mas da sua presença real, com o Corpo ressuscitado.

Jesus apercebe-se que os Apóstolos se sentem perturbados ao vê-lo, que estão desconcertados, porque para eles a realidade da Ressurreição é inconcebível. Julgam ver um fantasma; mas Jesus Ressuscitado não é um fantasma, é um homem de corpo e alma. Por isso, para os convencer, diz-lhes: «Vede as minhas mãos e os meus pés — mostra-lhes as chagas! — sou Eu mesmo! Tocai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho» (v. 39). E dado que isto não parece ser suficiente para vencer a incredulidade dos discípulos, o Evangelho diz também algo interessante: a alegria que tinham dentro de si era tão grande que não podiam acreditar: “Não, não pode ser! Não pode ser assim! Não é possível tanta alegria!”. E para os convencer, Jesus disse-lhes: «Tendes aqui algo para comer?» (v. 41). Eles oferecem-lhe um pouco de peixe assado; Jesus toma-o e come-o diante deles, para os convencer.

A insistência de Jesus sobre a realidade da sua Ressurreição ilumina a perspetiva cristã sobre o corpo: o corpo não é um obstáculo, nem uma prisão da alma. O corpo é criado por Deus, e o homem só é completo em união de corpo e alma. Jesus, que venceu a morte e ressuscitou em corpo e alma, faz-nos entender que devemos ter uma ideia positiva do nosso corpo. Ele pode tornar-se ocasião ou instrumento de pecado; contudo, o pecado não é provocado pelo corpo, mas pela nossa debilidade moral. O corpo é um dom maravilhoso de Deus, destinado, em união com a alma, a manifestar plenamente a imagem e a semelhança d’Ele. Portanto, somos chamados a ter grande respeito e cuidado do nosso corpo e do corpo dos outros.

Cada ofensa ou ferida ou violência contra o corpo do nosso próximo é um ultraje a Deus Criador! Dirijo o meu pensamento, em particular, às crianças, às mulheres e aos idosos maltratados no corpo. Na carne destas pessoas encontramos o Corpo de Cristo. Cristo ferido, desprezado, caluniado, humilhado, flagelado, crucificado... Jesus ensinou-nos o amor. Um amor que, na sua Ressurreição, se demonstrou mais forte do que o pecado e a morte, e quer resgatar todos aqueles que experimentam no próprio corpo as escravidões do nosso tempo.

Num mundo onde demasiadas vezes prevalecem a prepotência contra os mais frágeis e o materialismo que sufoca o espírito, o Evangelho de hoje chama-nos a ser pessoas capazes de olhar em profundidade, cheias de admiração e de grande alegria por termos encontrado o Senhor ressuscitado. Chama-nos a ser pessoas que sabem acolher e valorizar a novidade de vida que Ele semeia na história, para a orientar rumo aos novos céus e à nova terra. Que nos ampare neste caminho a Virgem Maria, a cuja intercessão maternal nos entregamos com confiança.

 Papa Francisco, Regina Coeli, Praça São Pedro, 15 de abril de 2018

 

Oração Universal

 

Caríssimos irmãos: A Cristo ressuscitado,

que intercede pelos pecadores junto do Pai,

peçamos que os seus fiéis sejam testemunhas do perdão,

dizendo (ou: cantando), com alegria:

 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Ou: Cristo ressuscitado, ouvi-nos.

Ou: Rei da glória, ouvi a nossa oração.

 

1. Pelos que encontram Jesus Cristo nas Escrituras,

pelos que O reconhecem ao partir do pão

e por aqueles a quem Ele perdoa os pecados,

oremos.

 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos

 

2. Pelos que trabalham pela paz e pela justiça,

pelos que exercem grandes responsabilidades

e pelos povos do mundo inteiro e seus governos,

oremos.

 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos

 

3. Pelas vítimas das injustiças deste mundo,

pelos inocentes perseguidos e condenados

e por aqueles de quem Jesus Se fez igual,

oremos.

 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos

 

4. Pelos que não crêem na Ressurreição de Jesus,

pelos que, por vergonha, negam o Santo e o Justo

e pelos que agem contra Ele por ignorância,

oremos.

 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos

 

5. Por todos nós aqui presentes neste dia,

pelos que celebraram connosco a santa Páscoa

e pelos que esperam celebrá-la na glória eterna,

oremos.

 

R. Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos

 

(Outras intenções: Nossa Senhora; vocações consagradas ...).

 

Senhor Jesus Cristo, amigo dos homens,

que pela vossa cruz e ressurreição

cumpristes o que diziam as Escrituras,

fazei de nós testemunhas audazes da Palavra

no mundo onde nos enviais a trabalhar.

Vós que viveis e reinais por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Rainha do Céu alegai-Vos – J. F. Silva, NRMS, 17

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa. Vós que lhe destes tão grande felicidade, fazei-a tomar parte na alegria eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Prefácio pascal: p. 469 [602-714] ou 470-473

 

Santo: A. Cartageno – ENPL, 15

 

Monição da Comunhão

 

Nós repetimos, há pouco, as palavras do centurião de Cafarnaum, “Senhor eu não sou digno…” porque nunca poderemos merecer o dom da Sagrada Comunhão. Mas procuremos preparar-nos o melhor possível fazendo muitos atos de Fé e de Amor. Se não nos encontrarmos em condições de comungar sacramentalmente, façamos uma comunhão só de desejo e acudamos, quanto antes a receber o perdão de Deus no sacramento da penitência.

 

Cântico da Comunhão: Sempre que comemos o pão– A. F. Santos, BML, 12

Lc 24, 46-47

Antífona da comunhão: Cristo tinha de sofrer a morte e ressuscitar ao terceiro dia, para ser proclamado, em seu nome, o arrependimento e o perdão dos pecados. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Desde o romper da alvorada – M. Simões, NRMS, 65

 

Oração depois da comunhão: Olhai com bondade, Senhor para o vosso povo e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Alimentados com a Palavra de Deus e o Pão da Vida, unidos a Cristo Ressuscitado, voltemos aos nossos afazeres, e continuemos o nosso alegre encontro com Cristo em todos os momentos e circunstâncias da nossa vida.

 

Cântico final: Cantai comigo – H. Faria, NRMS, 2

 

 

Homilias Feriais

 

3ª SEMANA

 

2ª Feira, 19-IV: Procurar e seguir Cristo.

Act 6, 8-15 / Jo 6, 22-29

Quando a multidão viu que não estava ali...subiram todos para as embarcações e foram todos a Cafarnaúm, à procura de Jesus.

A multidão não procurava Jesus com a melhor das intenções, pois Ele tinha-lhes matado a fome (EV). Mas a verdade é que acabaram por encontrá-lo. Caso diferente aconteceu com Estêvão, que O encontrou e acabou martirizado (LT). Ditosos os que seguem a lei do Senhor (SR).

Procuremos o Senhor para que nos dê os alimentos da vida eterna: o Pão e a Palavra (EV). E sigamos o outro conselho que nos dá: A obra de Deus consiste em acreditar Naquele que Ele enviou (EV). Procuremos seguir sempre os seus ensinamentos.

 

3ª Feira, 20-IV: Coerência de vida.

Act 7, 51-8, 1/ Jo 6, 30-35

Depois atiraram-se a Estêvão, lançaram-no fora da cidade e começaram a apedrejá-lo.

Santo Estêvão deixou-nos um exemplo de coerência de vida com a fé (LT). Nós, devido ao ambiente paganizado, podemos ter dificuldades em defender os valores da nossa fé, como o início e o fim da vida, a autêntica educação, o valor do trabalho, etc.

A maior revolução que podemos levar a cabo para transformar a sociedade é precisamente a coerência de vida (S. Josemaria). Deste modo, estamos a promover os verdadeiros valores. Contamos com a ajuda de Deus: Em vós, Senhor ponho a minha confiança (SR), e no poder da Eucaristia, que vem dar a vida ao mundo (EV).

 

4ª Feira, 21-IV:  A expansão da Boa Nova.

Act 8, 1-8 / Jo 6, 35-40

Porque desci do Céu, não para fazer a mina vontade, mas a vontade daquele que me enviou.

Jesus é um exemplo do cumprimento da vontade de Deus e, ao mesmo tempo, revela-nos a vontade do Pai: que não se perca ninguém e que todo o que acredita nEle alcance a vida eterna (EV).

A pregação de Filipe está centrada no Messias e assim deve continuar. Os que pregavam a Boa-Nova sofreram muito, mas contribuíram para a expansão da Igreja: os irmãos dispersos andaram de terra em terra a pregar a Boa-Nova (LT). Deus aproveita tudo para bem. Deste modo se cumpriu o desejo de Deus: A terra inteira vos adora (SR).

 

5ª Feira, 22-IV: Os alimentos para uma vida nova.

Act 8, 26-40 / Jo 6, 44-50

Eu sou o Pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente.

O homem comeu um alimento de morte no pecado original, e agora deve tomar um remédio que sirva de antídoto, como acontece com aqueles que tomam um veneno e devem tomar um contra-veneno (S. Gregório Magno).

O primeiro antídoto é o Baptismo. O eunuco pede o Baptismo a Filipe (LT), e assim recebe a vida divina. E o seu crescimento faz-se pelo alimento da palavra de Deus: Quem acredita possui a vida eterna (EV), e pela Eucaristia: Quem comer deste pão viverá eternamente (EV). Agradeçamos ao Senhor: Foi Ele quem conservou a nossa vida (SR).

 

6ª Feira, 23-IV: Uma comunhão de vida misteriosa e real.

Act 9, 1-20 / Jo 6, 52-59

Quem come a minha Carne e bebe o meu Sangue permanece em mim e Eu nele.

Um dos frutos principais da Comunhão é esta união íntima com Cristo (EV). Jesus quer associar à sua vida às nossas de um modo novo: é uma união misteriosa e real entre a sua Pessoa e a nossa. É firme e misteriosa a sua misericórdia connosco (SR).

Mas, além disso, tem como efeito a unidade do Corpo Místico. Esta foi uma das verdades descoberta por S. Paulo na sua conversão: Saulo, Saulo, por que me persegues? (LT). Podemos ser uma grande ajuda para os outros cristãos, se vivermos com fidelidade os compromissos da nossa vocação cristã e rezando pela conversão dos pecadores.

 

Sábado, 24-IV: O Senhor tem palavras de vida eterna.

Act 9, 31-42 / Jo 6, 60-69

As palavras que vos disse são espírito e vida. Mas, entre vós, há alguns que não acreditam.

Muitos acreditaram e se converteram ao Senhor, quando presenciaram os dois milagres de S. Pedro: a cura do paralítico e a ressurreição da viúva (LT).

No entanto, quando Jesus anunciou aos discípulos a sua Paixão e, quando se referiu à Eucaristia como alimento, muitos se escandalizaram e O abandonaram. Jesus perguntou-lhes se queriam abandoná-lo (EV). Como S. Pedro podemos fazer uma acto de fé: Tu tens palavras de vida eterna (EV). Agradeçamos ao Senhor: Como agradecerei ao Senhor por tudo quanto fez por mim? (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       Carlos santamaria

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 


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