ACONTECIMENTOS ECLESIAIS

 

 

DO PAÍS

 

 

Évora:

No interior alentejano «só resta a Igreja»

 

O arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, sente que é “um privilégio” ter o santuário da Rainha de Portugal mas lamenta a desertificação do interior do Alentejo onde “só resta a Igreja”.

“Nas visitas pastorais que faço às comunidades do interior alentejano, ouço o desabafo que tudo foi partindo, encerraram os correios, ficou só o multibando, já não têm a possibilidade de apoio médico, porque o centro de saúde não presta serviço, e dizem-me: só resta a Igreja, quem vem cá é o senhor prior, não vem cá mais ninguém”, refere, em entrevista à Agência Ecclesia.

O prelado teve de interromper a visita pastoral a Elvas, devido à pandemia, mas recorda que esta realidade de desertificação do Alentejo “exige um olhar atento” e a presença da Igreja é “mais que nunca muito importante”.

“Alguns acrescentam que “além da Igreja temos o cemitério”, esta é uma realidade que exige um olhar atento porque não podemos esquecer o investimento nas pessoas, na maior riqueza de Portugal, o povo, as gentes, as pessoas… quando se abandona o interior, não há política correta, a desertificação paga-se caro”, considera. 

O arcebispo de Évora defende que o interior “merecia uma discriminação positiva, para que fosse apelativo investir no interior” e destaca que as visitas pastorais são sempre momentos altos da vida da arquidiocese. 

“Aí, a Senhora da Conceição é sempre quem vai à frente, assume a referência, modelo de evangelização, chega em cortejo automóvel, recebida em festa, percorre as ruas das aldeias, e fica na igreja paroquial na primeira semana de visita”, descreve.

D. Francisco Senra Coelho conta ainda que nas visitas pastorais em cada paróquia, com semana de preparação e semana de missão, o arcebispo vai sempre na companhia da imagem da Senhora da Conceição, “padroeira da arquidiocese”.

“Temos o privilégio de ter este santuário, da Rainha de Portugal, onde podemos fazer uma referência provada da sua fidelidade como Mãe e inspirar a ser uma Igreja fiel à vocação de maternidade”, aponta.

O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado a 8 de dezembro de 1854, através da bula ‘Ineffabilis Deus, a qual declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, sendo preservada do pecado original.

A ligação entre Portugal e a Imaculada Conceição ganhara destaque em 1385, quando as tropas comandadas por D. Nuno Alvares Pereira derrotaram o exército castelhano e os seus aliados, na batalha de Aljubarrota.

Em honra a esta vitória, o Santo Condestável fundou a igreja de Nossa Senhora do Castelo, em Vila Viçosa, e fez consagrar aquele templo a Nossa Senhora da Conceição.

A antiga igreja de Nossa Senhora do Castelo, espaço onde se ergue atualmente o santuário nacional, afirmou-se nos finais do século XIV como o primeiro sinal desta devoção, em toda a Península Ibérica.

 

Porto:

Bispo alerta para tentação

de «voltar as costas a Deus»

quando tudo corre bem

 

O bispo do Porto alertou para a tentação de “voltar as costas a Deus”, quando tudo corre bem, falando na Eucaristia que assinalou o aniversário da dedicação da Catedral diocesana.

“Queremos Deus perto de nós, como polícia a quem recorrer se nos sentimos atacados pela desgraça. Mas, na nossa casa e, muito mais, no nosso coração, podem entrar cães e gatos, cobras e lagartos, mas Deus… fica à porta”, disse D. Manuel Linda, na sua homilia.

 “Que Deus habite na igreja, muito bem: Ele lá está para quando eu precisar, como o médico está nas urgências; mas que habite em nós, isso não, porque, assim, eu imagino que sou mais livre e que, dessa forma, posso fazer o bem ou o mal que me apetecer. É a terrível dicotomia fé/vida. O que, na prática, representa um voltar as costas a Deus”, desenvolveu.

 “Edificado bem no alto deste morro da Pena Ventosa, seja expressão de uma cidade viva e dinâmica que sabe levantar as mãos para Deus e receber dele a fé, a esperança e a caridade com as quais se humaniza e se torna ainda mais aberta e solidária”, acrescentou.

Na homilia, intitulada ‘coroar de espiritualidade a matéria do mundo’, D. Manuel Linda salientou que uma igreja “é sempre uma nota de poesia na prosa bárbara das vidas”, “um espaço de silêncio e interioridade no meio do bulício e dispersão” da forma como se tece “a existência”.

“É despertador das nossas consciências, recordando que é possível a santidade no meio das desordens morais, individuais e coletivas. É, enfim, o lugar dos afetos e dos sentimentos, pois neste espaço se vertem lágrimas de alegria num casamento e lágrimas de dor num funeral, exprime-se a ternura do encanto de um batismo ou primeira comunhão e a angústia de quem pede afincadamente uma graça”, prosseguiu.

D. Manuel Linda assinalou que os cristãos não constroem “igrejas para deixar marcas de civilização”, nem para afirmar um qualquer poder, mas porque estas construções “constituem uma imagem da vida da fé e mesmo da relação da graça divina”.

O bispo do Porto explicou que dedicar um espaço ou objeto religioso a Deus “é o mesmo que o declarar exclusivo para o serviço divino” e na Catedral diocesana, por exemplo, “cabe a dimensão cultural, artística, museológica” e até, em caso de cataclismo, “poderia ser transformada em espaço de refúgio ou refeitório de emergência”.

Celebramos o aniversário da dedicação da Sé do Porto. Edificada na parte mais alta do burgo medieval, no morro da Pena Ventosa, constitui uma espécie de mãos que se levantam para o Alto para jurar que a cidade não se esquece de Deus e pedir-Lhe a sua bênção e proteção.

 

Setúbal:

Pastoral familiar propõe formação

sobre a encíclica «Fratelli Tutti»

 

No contexto da formação das famílias da Diocese de Setúbal, a equipa da Pastoral Familiar propôs um terceiro encontro formativo sobre a encíclica «Fratelli Tutti».

A iniciativa realizou-se em formato digital, através da plataforma zoom, pelo link: https://zoom.us/j/99174589355, transmitido em simultâneo pela página de Facebook da Pastoral Familiar.

Para o desenvolvimento da temática, a sessão contava com a participação de frei Hermínio Araújo, sacerdote Franciscano, guardião do Convento de Santo António de Varatojo (Torres Vedras) e capelão da Clínica Psiquiátrica de São José (Telheiras, Lisboa).

A proposta da Pastoral Familiar para este ano pastoral 2020-2021 consiste num ciclo de nove encontros formativos, em ambiente digital, com o tema global “Família – Lugar de Encontro em Tempos de Pandemia”.

Estes encontros têm como objetivo promover “a proximidade entre famílias, a partilha de experiências e a aquisição de ferramentas que ajudem cada família a enriquecer-se e a caminhar para Cristo”.

 

Braga:

«A grande preocupação não são as batas ou ventiladores,

mas as pessoas, que não se formam de um dia para o outro»

 

O padre Miguel Costa, capelão no Hospital de Braga, destacou a preparação do estabelecimento de saúde e do “exército de formigas” que ali trabalha para responder à pressão crescente da pandemia da Covid-19.

“Quem está a trabalhar no Hospital não conta as horas extra mas sente-se muito comprometido com o bem do outro. A grande preocupação não são as batas ou os ventiladores são as pessoas que não se conseguem formar de um dia para o outro”, explica o sacerdote à Agência Ecclesia.

Diariamente, o padre Miguel, a par do seu colega na capelania, o padre Adelino Domingues, segue os procedimentos para a proteção individual: máscara cirúrgica, bata, e álcool-gel são instrumentos habituais de trabalho.

“Quando subimos a outros níveis de intensidade, usamos uma máscara de maior filtragem, e se for a uma ala Covid, tenho de passar por uma sala para vestir outra bata, luvas de manga, colocar uma viseira, óculos, touca e botas. Ao sair há todo um protocolo muito rigoroso para tirar tudo, mais complicado, porque, teoricamente, pode estar tudo contaminado”, conta.

Todo o material que leva para a administração dos sacramentos é de uso individual.

O padre Miguel Costa não tem dúvidas ao afirmar que se sente mais seguro dentro do Hospital: “Sinto-me mais seguro no hospital do que no supermercado ou na rua. Aqui sei as regras e sei o controle que tenho de ter”, indica.

O sacerdote dá conta de um “exército de formigas a trabalhar pelo bem” para atender, em termos gerais, uma população de um milhão e duzentas mil pessoas.

“Os funcionários de limpeza, lavandaria, os que levam a alimentação, os técnicos de imagem que não saem dos gabinetes de Raio-X, as pessoas na administração e na gestão, nos recursos humanos e nos armazéns, são um exército de formigas a trabalhar pelo bem”, sublinha.

Na primeira fase da pandemia, recorda o capelão hospitalar, “os primeiros casos foram dramáticos”.

Ninguém estava prevenido, o medo e o receio de pegar a familiares era grande. Houve um trabalho grande da diocese e hotéis da cidade, para os trabalhadores descansarem sem terem de ir a casa. Nos primeiros dias houve profissionais que ficavam à espera do resultado ao teste, dentro dos carros, sem poderem ir a casa com medo de contaminar familiares”.

Na atual vaga da pandemia o sacerdote dá conta de maior preparação, embora de “maior gravidade perante o número de internamentos, atualmente nos 100, também as visitas “estão mais acessíveis”: “Começamos a ter outros limites, mas estamos preparados com planos de contingência”.

A capelania mantém o acompanhamento a doentes Covid-19 que estão em suas casas mas o padre Miguel Costa regista uma baixa na solicitação sacramental.

“Cada pessoa tem uma maneira diferente de lidar com a situação. Alguns não compreendem, pela idade, a situação em que estão. Outros têm noção, mas depende da positividade ou negatividade habitual na pessoa. Manifestam muitas preocupações com a família, há pacientes que têm familiares em casa também infetados. Há incerteza, alguns falam em abandono, mas quem está fora também se sente impotente porque chega à porta e não pode entrar”, dá conta.

O sacerdote manifesta preocupação com os doentes não-Covid que “por medo, não procuram os hospitais” e poderão receber “diagnósticos tardios”.

“Não sei que lições se vão tirar desta pandemia: alguns tirarão, outros vão voltar ao seu normal. Temos memória curta. Gostaria que houvesse uma evolução no pensar atitudes humanas, sentirmo-nos mais irmãos e corresponsáveis e isso ainda não se percebe. Tentamos contornar regras impostas pela Direção-Geral de Saúde sem perceber que se deve controlar os contactos e contágios”, aponta.

 

Viana do Castelo:

Semana de Estudos Teológicos

sobre «Ecologia, Sustentabilidade e Humanismo»

 

A Diocese de Viana do Castelo promoveu, em parceria, a 24.ª Semana de Estudos Teológicos com o tema “Heal the world. Ecologia, Sustentabilidade e Humanismo”.

A iniciativa, promovida em parceira pela Escola Superior de Teologia e Ciências Humanas do Instituto Católico da Diocese de Viana do Castelo e a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, adaptou-se assim “aos novos tempos, às contingências decorrentes da pandemia e transforma-se num evento com zero emissões de CO2, ecológico e sustentável”.

 A emergência climática e novos estilos de vida ocuparam o centro das conferências que foram em formato webinar.

Paulo Magalhães, jurista e investigador em ecologia da Universidade do Porto, inaugurou o ciclo com o tema «(Não) estamos à beira da catástrofe”, Francisco Ferreira, da Associação ambientalista Zero, abordou a temática «Ecologia e cristianismo: missão impossível?!».

João Rodrigues, nutricionista e bioquímico do IPVC e da Universidade do Porto, refletiu sobre “Vegetarianismo, desporto e novos estilos de vida”.

A teóloga Isabel Varanda, da Universidade Católica, tratou o tema “How dare you? Desenvolvimento, juventude e futuro da humanidade”. O encerramento esteve a cargo do padre biblista Pablo Lima, o presidente do Instituto Católico de Viana do Castelo, com o título “Uma nova obra de misericórdia: por uma Igreja verde”.

 

Santarém:

«+Coração» é uma porta de abrigo

aos mais carenciados em Santarém

 

O coordenador do «+Coração», um grupo de voluntários de Santarém que serve duas refeições semanais aos mais necessitados, considera que estas ações são uma forma de trabalhar “o Evangelho com as mãos, com os rostos e com o carinho”.

Este grupo nasceu em 2013, quando um grupo de leigos percebeu “que existiam na cidade muitas pessoas com dificuldades, ainda que não fossem sem-abrigo”, contou à Agência Ecclesia João Diogo.

Semanalmente, às terças e quintas-feiras, o «+Coração» confeciona dois jantares para estas pessoas fragilizadas (cerca de 40) no salão da igreja da Piedade, na cidade de Santarém.

Até março de 2020, a refeição era servida no salão, mas com a pandemia as refeições passaram a ser entregues na porta lateral da Igreja, em sistema take-away por razões de segurança.

“Desde a primeira hora que foi sempre possível fazer uma refeição completa (sopa, prato e sobremesa) para estas pessoas, graças à generosidade de indivíduos e empresas”, relata João Diogo.

Os mais necessitados recorrem “à porta do abrigo” que é a Igreja porque, “como se costuma dizer, não se consegue evangelizar estômagos vazios”, realçou o coordenador do «+Coração», cujos membros se apresentam como “intermediários e o rosto da comunidade”, porque todos colaboram de múltiplas formas.

Para além das refeições, o «+Coração» distribui, mensalmente, cabazes de ajuda alimentar a cerca de 25 famílias carenciadas, o que representa um apoio a cerca de 100 pessoas.

Médica aposentada, Maria Alzira Reis está no «+Coração» há poucos meses e colabora na confeção das refeições, “uma forma de ajudar os mais necessitados”. A voluntária sublinha que, devido à pandemia, “as situações sociais e económicas vão ficar cada vez piores”.

Antes dos confinamentos existia uma maior proximidade entre os carenciados e os voluntários, como recorda João Diogo, e “além de tomarem a refeição, as pessoas falavam e, algumas, contavam a sua história de vida”.

“Estas pessoas quer haja pandemia, quer não haja pandemia, necessitam de alimentos e de apoio” por isso o «+Coração» teve “de se reinventar”, reforçou o coordenador.

Com cerca de 40 voluntários, este grupo sociocaritativo da Igreja, em Santarém, está distribuído pela escala da cozinha e do acolhimento.

Cada voluntário desempenha as suas funções e todos os contributos “são importantes” porque, “infelizmente, os pedidos não param de crescer nestes oito anos de atividade”, concluiu João Diogo.

 

 

Funchal:

Diocese prepara celebração dos 500 anos

de São Tiago Menor como padroeiro

 

A diocese do Funchal formou uma comissão para criar um programa de celebração dos 500 anos do voto de São Tiago Menor como padroeiro da diocese.

“Para celebrar os 500 Anos da escolha do Padroeiro da Diocese do Funchal, São Tiago Menor, foi criada uma Comissão com a missão de organizar um programa de comemorações para assinalar esta data tão importante da nossa história e aproveitar a oportunidade para crescer na Fé e conhecer melhor o testemunho de vida de São Tiago e a sua Carta no Novo Testamento”, informa o site da diocese.

Foi no “longínquo 11 de junho de 1521, quando a peste dizimava a vida de tantos madeirenses” que “todo o povo de Deus, clero e autoridades, reunidos, na Sé do Funchal, elegeram São Tiago Menor, como Padroeiro da cidade do Funchal e da Diocese do Funchal”.  

“Como sinal de gratidão”, explica o mesmo texto, “fez-se a promessa de construir uma Igreja em sua honra” e em “1523, na Sé do Funchal prometeu-se fazer uma procissão que, atualmente, se realiza entre a Sé e a Igreja de Santa Maria Maior, a que denominamos como procissão o «Voto de São Tiago»”.

Neste ano o Voto de São Tiago fará este mesmo percurso, anteriormente modificado, como “sinal de comunhão com os antepassados” e vai ser integrado uma vertente “não só histórica e cultural” mas a “tomada de consciência da atualização deste mesmo voto para os nossos dias”.

 

Guarda:

Diocese apresentou catequeses preparatórias

para a Jornada Mundial da Juventude

 A Diocese Guarda apresentou o itinerário ‘Rise Up’, as catequeses preparatórias para a Jornada Mundial da Juventude 2023 (JMJ) em Lisboa, com uma publicação online onde partilhou a “Catequese 0”.

“O nosso objetivo é convidar os jovens a levantarem-se e porem-se a caminho (da fé e oração)”, explicou o padre Luís Freire, um dos responsáveis pela coordenação deste projeto na Diocese da Guarda.

O sacerdote indica que querem “preparar os jovens espiritualmente para a JMJ Lisboa”, apresentando o itinerário catequético ‘Rise Up’ e mostrando aos jovens “como reconhecerem-se como destinatário dos escritos de São Lucas”.

O Comité Organizador Diocesano (COD) da Guarda para a JMJ 2023 indica que o lançamento das catequeses fica “marcado com a Catequese 0”, que está disponível no seu canal no YouTube, no Prezzi e também partilharam o arquivo texto ‘RiseUp n#00’.

O COD Guarda informa ainda que vão lançar “desafios” sobre o conteúdo apresentado, que foi preparado por três jovens e tem “uma linguagem jovem”, na sua página na rede social Facebook.

O itinerário catequético ‘Rise UP’ propõe “um caminho de aprofundamento da fé com base no verbo levantar-se” aos jovens que vão participar na edição internacional da JMJ em Lisboa, em 2023, e foi lançado pelo Comité Organizador Local da JMJ.

 

Vila Real:

Corpo Nacional de Escutas partilha

«Luz da Paz de Belém», para iluminar o Natal

 

A Catedral de Vila Real recebeu a cerimónia de partilha da ‘Luz da Paz de Belém’, promovida pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE), que o bispo local considerou como “grande sinal” para que o Natal “tenha mais luz”.

D. António Augusto Azevedo presidiu à Missa, com transmissão online, perante representações das várias regiões escutistas, que correspondem às dioceses portuguesas.

Na sua homilia, o bispo de Vila Real sustentou que esta celebração de acolhimento da Luz da Paz em Portugal, e a sua partilha por todas as dioceses, simboliza “uma autêntica vivência cristã do Natal”.

“O Natal é, de facto, a grande festa da luz, a luz verdadeira, nascida em Belém para iluminar a todos”, declarou.

Deixou o desafio de “levar a esperança” num “inédito” contexto de pandemia, que trouxe “angústia a muitos corações e tristeza a muitas famílias”

 “Partilhar esta luz é um gesto fraterno, próprio de quem sabe, como Jesus nos ensinou, que a luz não é para guardar nem se esconder”, acrescentou.

D. António Augusto Azevedo elogiou ainda os “sinais promissores” que surgem nas novas gerações, com jovens que assume a sua fé, sem medo, bem como o papel educativo do Escutismo.

O CNE informa que a ‘Luz da Paz de Belém’ foi recolhida na gruta da Natividade, no dia 16 de novembro, e, por causa da pandemia, esta iniciativa também está a ser adaptada “um pouco por todo o mundo”.

Maria Khoury, uma jovem de Belém, entregou a ‘Luz da Paz de Belém’ à companhia aérea Austrian Airlines que transportou até à Áustria e a cerimónia internacional de partilha, este sábado, em Salzburgo, decorreu online.

A partilha da ‘Luz da Paz de Belém’ envolve cerca de 72 mil escuteiros – em cerca de 1000 agrupamentos em todo o território nacional, Suíça e Macau -, para além das suas comunidades.

Esta iniciativa começou em 1986, pela ‘Austrian Broadcasting Company’, como parte de uma atividade de caridade para crianças em dificuldades na Áustria e em países vizinhos e, desde 1989, tem sido realizada em cooperação entre Escuteiros e Guias de inúmeros países, o que permite que a ‘Luz da Paz de Belém’ seja partilhada “pela Europa e fora dela, ganhando um âmbito mundial”.

 

Viseu:

«Jornal da Beira» celebra 100 anos

 

O Jornal da Beira, semanário da Diocese de Viseu, completou 100 anos de existência, assinalados na sua edição desse dia.

“É isto que eu desejo que seja o Jornal da Beira ao celebrar o seu centenário: um jornal aberto a todos, uma casa de cultura, informação e formação para todos com a raiz profunda da sua génese e matriz. Um jornal católico, diocesano, ao serviço das pessoas, da Igreja e do mundo”, escreve D. António Luciano, bispo de Viseu.

 “Tantas palavras, tantas mensagens, tantas notícias, tantos acontecimentos relatados que marcaram e enriqueceram a diocese, a cidade, as vilas, as aldeias, a região de Viseu e todos os lugares onde chegou a boa imprensa através do Jornal da Beira”, escreve.

Parabéns por este século de vida e esperança por um futuro onde seja possível chegar para levar a mensagem que sempre o caracterizou. A diocese, Portugal e a humanidade ficou mais rica sempre que o jornal em cada semana ofereceu, palavras, comentários, formação, partilhou eventos e acontecimentos e se tornou testemunho de uma Igreja viva, de uma para a história em construção e de um mundo em mudança, relação, interação e comunicação”.

D. António Luciano destaca que o trabalho da imprensa faz “crescer a cultura, o conhecimento fundamental para a pessoa se sentir um ser integral”, elogiando a “missão da imprensa de inspiração cristã e regionalista”.

Nuno Azevedo, diretor do semanário, destaca por sua vez o papel da publicação “na história desta Diocese, da cidade de Viseu e desta região da Beira Alta, com as quais sempre se identificou”.

“Desde o princípio, voz de uma Diocese, da cidade em que nasceu e em que continua a sua existência, de uma região que até lhe dá este nome centenário, ‘da Beira’. 9 de janeiro de 2021 será mais um marco nesta história a continuar”, escreve o responsável.

Entre as iniciativas de comemoração, o ‘Jornal da Beira’ promoveu a digitalização de todas as edições destes 100 anos do semanário, além do lançamento do novo site, www.jornaldabeira.net.

 

Beja:

Bispo convida a celebrar «o nascimento de Jesus»

com São José

 

O bispo de Beja convida a diocese alentejana a celebrar o nascimento de Jesus com “São José”, que é o padroeiro principal desta Igreja local, na sua mensagem de Natal para este ano.

“Neste tempo de Natal, peçamos-lhe a graça de vermos as nossas famílias crescerem como Igrejas domésticas, nas quais haja momentos de silêncio para escutarmos a palavra do Senhor e fazermos oração, cultivando assim a dimensão interior das nossas vidas”, escreve D. João Marcos.

O bispo de Beja deseja às crianças, aos jovens e a todos os adultos que vivam este Natal e o ano novo na “alegria que vem da presença do Emmanuel, Deus connosco” e afirma: “Haja o que houver Deus ama-nos, está perto de nós, e não permitirá que a nossa vida seja uma paixão inútil”.

O bispo de Beja partilha também “uma palavra de ânimo” aos diocesanos que estão “doentes e carregados de anos” e lembra que São José, “que expirou rodeado por Jesus e por Maria, sua esposa, é o padroeiro da boa morte”.

D. João Marcos recorda que São José “é também o padroeiro principal da Diocese de Beja”, desde o tempo de D. Manuel dos Santos Rocha, bispo de Beja entre 1966 e 1980. “Celebremos o Natal deste ano, de olhos postos no nosso padroeiro” é o convite para a Diocese de Beja.

O bispo diocesano explica que os Evangelhos “não falam muito de S. José”, mas aquilo que dizem “é muito fulcral, e não perdeu atualidade com o passar do tempo”: “É uma figura silenciosa a deste homem justo escolhido por Deus para ser servo e pai adotivo do Seu Filho bem-amado, completando assim com Maria, a serva e a Mãe do Senhor, esta família santa que acolhe e serve Jesus; a Sagrada Família de Nazaré é uma família de servos, de servos por amor, onde nunca se ouviu a pergunta tantas vezes repetida em nossas casas: quem é que manda aqui? José é um homem silencioso, um homem de oração que escutou as palavras de Deus como ordens às quais obedecia”, desenvolveu.

D. João Marcos assinala que “ser homem de oração e iniciar os filhos na sua relação com Deus”, ensinando-os a conhecer e a pôr em prática “a Sua vontade é, sem dúvida, dar-lhes a estrutura básica da vida cristã” e incentiva os pais de família a imitar São José.

“Firme na fé e apoiado nas palavras do anjo, São José não mandou que Maria abortasse pelo facto de não ter sido ele o autor daquela gravidez. Ele respeitou a obra do Espírito Santo em Maria, acreditando na intervenção de Deus que lhe falou num sonho, por meio de um anjo. São José não discute razões, mas aceita ser servo de Maria e de Jesus, trabalhando, no resto da sua vida, para que nada lhes falte”, acrescentou.

 

Lamego:

Jornadas de formação para o clero

sobre violência doméstica

 

As jornadas de formação para o clero, agentes de pastoral e de ação social da Diocese de Lamego têm como tema a violência doméstica e o Regulamento Geral de Proteção de Dados nas paróquias.

A atividade formativa realizou-se no Seminário de Lamego e a abertura dos trabalhos esteve a cargo de D. António Couto, e contou com os contributos de Elisa Brites, da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima – Vila Real, que fala sobre a caracterização e atuação, enquanto a vice-presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz, Maria do Rosário Carneiro, procurou responder à questão: “Como pode o Cristão ser promotor da solução?” [para a violência doméstica].

Ao início da tarde, Luís Ferreira Mendes, técnico para a Proteção de Dados da Arquidiocese de Évora, abordou o tema «O RGPD nas paróquias: responsabilidades e oportunidades».

 

Braga:

Vigariaria para a Celebração da Fé

publicou nota sobre celebração do Matrimónio,

pedindo sobriedade e preparação espiritual

 

A Vigariaria Arquiepiscopal para a Celebração da Fé de Braga publicou uma nota sobre ‘celebrações do sacramento do Matrimónio’, lembrando aos sacerdotes a importância da “preparação espiritual” e com indicações sobre a música, a ornamentação e fotógrafos.

“Exortamos os sacerdotes que acompanham os noivos na preparação do seu Matrimónio que renovem e reforcem a sua vigilância no que refere a vários aspetos materiais da preparação dessas celebrações, sem esquecer de pôr sempre em primeiro lugar a preparação espiritual”, escreve o cónego Hermenegildo Faria, vigário episcopal para a Celebração da Fé.

A nota, publicada online pela Arquidiocese de Braga, assinala que um dos sacramentos que “mais viu a sua celebração adiada para melhores dias” por causa da pandemia Covid-19 “foi o sacramento do Matrimónio”, pelo que no início deste ano 2021 “e na esperança que melhores dias virão”, muitos casamentos “voltam a ser agendados”.

A Vigariaria Arquiepiscopal para a Celebração da Fé de Braga partilha várias recomendações, nomeadamente quando ao reportório musical, alertando que se “tem verificado um enorme relaxamento nas escolhas musicais”, que “não honram nem a liturgia nem a vigilância a que todos os sacerdotes são obrigados”.

“Neste tímido reinício de preparação e reagendamento de Matrimónios, recomendamos que os sacerdotes redobrem de atenção sem laxismo complacente”, acrescenta, assinalando que o Departamento Arquidiocesano de Música Sacra “está sempre disponível para dar o seu parecer sobre as sugestões apresentadas pelos noivos e pelos agrupamentos musicais”.

Sobre a ornamentação, a Vigariaria incentiva a formar os noivos para uma “santa simplicidade”, lembrando “as normas” sobre a “preservação do património, em particular dos altares de talha dourada, e o dever de modéstia que a fé impõe”, alertando para o “aumento de adereços que apenas causam dispersão e ruído visual”.

Já sobre os fotógrafos e outros repórteres de imagem, pede-se aos padres que se insista com eles para que “a sua presença e intervenção seja o mais discreta possível”.

A nota recorda que o Papa Francisco convocou um ano especial dedicado à família, pelo 5.º aniversário da encíclica Amoris Laetitia, e, “neste cuidado pastoral reforçado, é muito recomendável que se comece por uma atenção especial ao seu momento fundador que é a celebração do Pacto Matrimonial”.

 

Leiria-Fátima:

Serviço da Pastoral Juvenil

promove encontros dar a conhecer JMJ 2023

 

O Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) de Leiria-Fátima promoveu uma campanha para sensibilizar os adolescentes a participar na Jornada Mundial da Juventude de 2023, em Lisboa, organizando quatro encontros de formação.

Os catequistas podiam inscrever os grupos em qualquer um dos encontros, “ou em mais do que um”.

Os quatro encontros ‘SAY YES’, ao longo do atual ano pastoral 2020/2021, “sempre ao sábado de manhã” – 28 de novembro, a 30 de janeiro de 2021, a 6 de março e 8 de maio -, das 10h00 às 12h30, realizam-se no Seminário Diocesano de Leiria.

1.º encontro: Etapa 6 Say Yes – JMJ Manila | Encontro 3 – Reconhecer, A nossa experiência de vida;

2.º encontro: Etapa 7 Say Yes – JMJ Paris | Encontro 4 – Interpretar, Oração;

3.º encontro: Etapa 8 Say Yes – JMJ Roma | Encontro 3 – Reconhecer – A nossa experiência de vida;

4.º encontro: Etapa 9 Say Yes – JMJ Toronto | Encontro 4 – Interpretar, Oração.

O Serviço Diocesano da Pastoral Juvenil (SDPJ) de Leiria-Fátima sugere aos catequistas que esta iniciativa possa “substituir o encontro” que iam realizar com o seu grupo e adianta que “todas as normas da DGS serão asseguradas e o Plano de Contingência do Seminário cumprido”, face à pandemia de Covid-19.

Esta jornada da Igreja Católica dedicada às novas gerações realiza-se, anualmente, a nível local (diocesano) no Domingo de Ramos (ou em data a definida por cada diocese), alternando com um encontro internacional a cada dois ou três anos, numa grande cidade; devido à pandemia, a edição de Lisboa foi adiada de 2022 para o verão de 2023.

As edições internacionais destas jornadas promovidas pela Igreja Católica são um acontecimento religioso e cultural que reúne centenas de milhares de jovens de todo o mundo, durante cerca de uma semana.

 

Porto:

«A pessoa e a sociedade, a pobreza»

no novo livro do bispo do Porto

«Construtores da cidade feliz»

 

O bispo do Porto lançou o livro ‘Construtores da cidade feliz’, reunindo diversos textos como “incentivo de um pensamento ético-social”.

“Ordenei-os, não em perspetiva cronológica, mas à base de três âmbitos muito caros à teologia moral social: a pessoa e a sociedade, a pobreza e o conceito-chave de solidariedade e, finalmente, a educação e a democracia”, explica D. Manuel Linda, na nota prévia da obra, divulgada pelo semanário diocesano ‘Voz Portucalense’.

 “Contribua esta publicação para o incentivo de um pensamento ético-social, mormente por parte dos cristãos, chamados a serem ‘a alma do mundo’, para usar a expressão dessa joia da literatura cristã primitiva que dá pelo nome de ‘Carta a Diogneto’. Hoje, porventura, ainda mais que em outros tempos, é o que a história reclama de nós”, escreve D. Manuel Linda.

O semanário da Diocese do Porto destaca que o seu bispo lança uma reflexão sobre a sociedade abordando “grandes temas como a Doutrina Social da Igreja, os Direitos Humanos, a Educação, a Democracia, a Pobreza e a Solidariedade”, a partir da sua observação da realidade, “apresentando, à luz do Evangelho, uma leitura atenta dos acontecimentos e dos temas da atualidade”.

 “O título escolhido por D. Manuel Linda para esta sua coletânea de textos, escritos em épocas e circunstâncias diversas, evoca a preocupação de uma Igreja que se autocompreende ‘para a vida do mundo’, como o Concílio Vaticano II no-la apresenta e a reflexão pós-conciliar mais inovadora o exprime”, escreve o vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa e secretário da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana. (texto de apresentação é da autoria do padre José Manuel Pereira de Almeida.)

 

Lisboa:

Cardeal-patriarca sublinha ligação

entra a vida do Padre Cruz e o Papa Francisco

 

O cardeal-patriarca de Lisboa disse que, se o Papa Francisco “tiver acesso direto” às informações do processo diocesano supletivo de beatificação do Padre Cruz (1859-1948), “se reconhecerá muito nele”.

“Se o Papa Francisco tiver acesso, entre tantos documentos que lhe chegam, e disponibilidade, para ler alguma coisa do que vai para Roma sobre o Padre Cruz vai-se achar perfeitamente em casa e até a canonização vem mais depressa”, disse D. Manuel Clemente, num painel sobre a vida e obra do sacerdote, cujo processo de canonização segue agora para a Santa Sé.

O cardeal-patriarca de Lisboa contextualizou que no primeiro documento que o Papa Francisco dirigiu à Igreja, “retomando aquele tema da ‘nova evangelização’ lançado pelo Papa São João Paulo II, diz a certa altura: A nova evangelização hoje é pôr os pobres no centro”.

“Foi exatamente isso que fez o Padre Cruz. Creio que se o Papa Francisco tiver acesso direto a estas informações que agora lhe são oferecidas no processo diocesano sobre a vida do Padre Cruz se reconhecerá muito nele. Não só porque o Padre Cruz nos últimos anos pertenceu à Companhia de Jesus, mas também e sobretudo pela grande coincidência que há na maneira não só de viver, mas propor o Evangelho às pessoas”, desenvolveu.

D. Manuel Clemente lembrou que Padre Cruz a qualquer lugar que ia “o que queria visitar eram os doentes e os presos em primeiro lugar e pedia mesmo isso”, e “passou por todas as dioceses de Portugal” e “deixou um rasto de Evangelho propriamente dito”.

O cardeal-patriarca de Lisboa presidiu à sessão de encerramento do processo diocesano supletivo de beatificação do Padre Cruz, na igreja de São Vicente de Fora; o processo segue para a Congregação para a Causa dos Santos, na Santa Sé, onde será analisado, para verificar o levantamento de informações realizado em Portugal.

O historiador Paulo Fontes, diretor do Centro de Estudos de História Religiosa da Universidade Católica Portuguesa, lembrou que o Padre Cruz conheceu diferentes regimes políticos – “monarquia constitucional, implementação e primeira da república, a ditadura militar, o Estado Novo” –, e “um país que estava em grande processo de transformação a vários níveis”.

Paulo Fontes destaca que o Padre Cruz conseguiu ir ao encontro dos mais necessitados, “dos pobres, dos presos, dos setores mais marginalizados, de gente que o procura em situação pessoal, social, familiar difícil”, e “beneficia com um contacto muito próximo com as notabilidades locais”.

“Trazia consigo uma integridade e autenticidade, sinceridade até, que cativava as pessoas pela sua pregação, acolhimento, palavra de conforto e ao mesmo tempo pela sua prática esmoler”, desenvolveu o historiador.

 

Guarda:

Solidão e abandono são «dramas graves»

que cristãos devem combater

 

O bispo da Guarda pediu atenção para quem vive “a solidão e o abandono”, os “dramas mais graves” deste tempo, e que possam imitar os “sentimentos do Menino de Belém” que “veio combater os dramas que afligem a humanidade”.

“É certo que não podemos celebrá-lo (o Natal), este ano, como em anos anteriores; mas torna-se ainda mais urgente vivê-lo com os mesmos sentimentos do Menino de Belém. De facto, Ele veio para se fazer o próximo mais próximo de todos e para combater todos os dramas que afligem a humanidade”, escreveu D. Manuel Felício na sua mensagem de Natal, apresentada à diocese.

“Temos, nos nossos meios, crescente número de pessoas a viverem sós, umas em suas casas, mas longe dos familiares; outras acolhidas em lares, mas também longe dos afetos da família. É certo que é necessário travar os contágios, mas havemos de ter imaginação e coragem suficientes para travar os contágios sem interromper as relações”, pede o bispo na mensagem.

 “D. Manuel Felícia indica ainda que a “solidariedade” é outra mensagem que se pode ler neste tempo de Natal, numa altura em que “no mundo global, cresce a distância entre ricos e pobres, o número dos pobres continua a aumentar, o drama dos migrantes e refugiados não para”.

O bispo da Guarda afirmou o “direito e o dever” que as famílias têm de “acompanhar os seus doentes”, mostrando que “a doença não tem de ser exclusão, mas antes oportunidade de reencontro de cada um consigo mesmo e com os outros”.

Somos desafiados à inovação e criatividade. Os responsáveis pelas comunidades têm uma exigência: as famílias estão menos connosco, mas temos de as assistir, propondo caminhos de aprofundamento de fé e valores a transportar, momentos de oração e formação, sem esperar que venham ao nosso encontro”.

 “Estamos convencidos de que este é um processo que em muito contribuirá para desfazer solidões e promover a desejada plena inclusão. Dele faz parte a partilha que o Natal recomenda: partilha de bens materiais, mas igualmente de valores pessoais, de saberes e do próprio tempo”, sublinha.

Com o “plano trienal” diocesano focado nas famílias e nos jovens, D. Manuel Felício pediu “redobrado empenho no exercício da vocação de defesa e promoção do amor e da vida”, combatendo “isolamentos e abandonos”.

“Aos nossos jovens, que preparam, com entusiasmo e em jeito de missão, a próxima Jornada Mundial da Juventude, queremos dizer que, sem a sua participação ativa, nunca poderemos chegar à desejada renovação da Diocese”, indicou.

 

Évora:

«Antífonas do Ó» musicadas pelo padre António Cartageno

 

O Secretariado Nacional de Liturgia coloca à disposição, em versão em PDF, as «Antífonas do Ó», musicadas, recentemente, pelo Padre António Cartageno.

Os textos da Liturgia das Horas “que melhor traduzem o carácter contemplativo e poético da oração da Igreja no tempo do Advento encontram-se nas chamadas «antífonas do Ó», que acompanham o Magnificat de Vésperas dos dias 17 ao 23 de dezembro.

“Chamam-se do Ó por se iniciarem pela exclamação Ó: “Ó Sabedoria do Altíssimo… (17)”; “Ó Chefe da Casa de Israel… (18)”; “Ó Rebento da Raiz de Jessé… (19)”; “Ó Chave da Casa de David… (20)”; “Ó Sol Nascente… (21)”; “Ó Rei das nações e Pedra angular da Igreja… (22)” e “Ó Emanuel… (23)”, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA.

O canto destas antífonas sempre foi acompanhado nas catedrais e nos mosteiros duma grande solenidade, que os nossos dias desconhecem.

“Estas sete antífonas que a Igreja já cantava no tempo de Carlos Magno evocam as duas vindas do Senhor e são uma síntese do mais puro messianismo do Antigo Testamento. Enumeram os títulos divinos do Verbo encarnado e aclamam-n’O com um “Vinde” que expressa a esperança e o clamor da Igreja.» (Pedro Lourenço Ferreira, A Celebração do Mistério do Natal, SNL, Fátima 2018, p. 58-59)”.

 

Braga:

pedem aos padres que ofereçam livros

para a Diocese de Pemba

 

A Arquidiocese de Braga tem uma cooperação missionária com a Diocese de Pemba (Moçambique), que se concretiza no projeto «Salama!», e através do seu centro missionário (CMAB) pediu aos padres que oferecessem um livro para aquela diocese lusófona.

Neste sentido, na Semana de Oração pelos Seminários, que decorreu de 1 a 8 de novembro de 2020, o CMAB (Centro Missionário da Arquidiocese de Braga) propôs que cada sacerdote da Arquidiocese de Braga oferecesse, pelo menos, um livro da sua biblioteca pessoal para o Seminário Menor e para um sacerdote da Diocese de Pemba.

No contexto de Moçambique em geral, e da Diocese de Pemba em particular, o acesso a literatura em português não é muito fácil, o que dificulta os hábitos e a diversificação das fontes de leitura.

Para além da equipa missionária que, anualmente, assume a Paróquia de Santa Cecília de Ocua, o protocolo inclui outras ligações que ponham em comunhão as duas dioceses irmãs.

O bispo de Pemba, D. Luiz Fernando Lisboa, desde o início que refere “a sua vontade de que haja ligação entre os sacerdotes e os seminaristas de ambas as dioceses”, refere.

A resposta a este apelo foi a oferta de mais de um milhar de livros para a Diocese moçambicana.

 

Porto:

«Aquilo que vejo é uma dedicação extrema

dos profissionais de saúde»

 

O Capelão do Hospital de São João, no Porto, afirma que a pandemia não afeta a vivência do Natal, diz que “não é verdade” que os doentes Covid-19 morram sozinhos e fala em “dedicação extrema” dos profissionais de saúde.

“Aquilo que vejo é uma dedicação extrema dos profissionais de saúde. E eles sabem, e eu também sei, que daqui a pouco provavelmente virão mais situações, mas o hospital, até na sua estrutura, na sua administração e gestão humana, vai conseguir abrir portas e janelas para que se possa atender a todas as pessoas”, afirmou o padre Paulo Teixeira.

Na entrevista semanal Renascença/Ecclesia, o capelão do Hospital de São João afirma que “dificilmente se encontra uma cama vazia” no ambiente hospitalar, mas “há sempre lugar para mais um” e os profissionais de saúde conseguem “atender mais um pouco”.

“Eu tenho ouvido de vez em quando dizer que isto está muito assoberbado com entrada de novos infetados nos hospitais. É verdade que a casa está preenchida e dificilmente nós encontramos uma cama vazia neste período. É verdade, mas também é verdade que as pessoas que estão a recorrer ao hospital de São João nunca são mandadas embora”, afirmou.

“Atrevo-me a dizer que isto é praticamente como a mesa de Deus: cabe sempre mais um”, sublinhou.

Ordenado padre em 1997, padre Paulo Teixeira é Coordenador do Serviço de Assistência Religiosa no Centro Hospitalar de São João há cinco anos e afirma que no contexto da pandemia Covid-19 há uma “uma maior carga de trabalhos” porque as pessoas procuramos serviços de assistência espiritual e religiosa de acordo com as necessidades que surgem num determinado momento e afirma que a proximidade com doentes e profissionais é cultivado pelo olhar.

“Os nossos afetos, hoje em dia, no ambiente hospitalar, são muito provocados pelo olhar. Nós damos conta de que, a certa altura, já não nos lembramos da parte de baixo do rosto dos profissionais e dos doentes”, afirmou.

“O que eu fixo, trabalho e me dá alento para fazer o trabalho todos os dias são os olhos das pessoas”, sublinhou.

Questionado sobre as visitas hospitalares no contexto da pandemia, o padre Paulo Teixeira disse que “estão limitadas”, mas “não estão proibidas”.

“De um modo geral, os doentes não devem ser visitados porque isso implicaria um risco grande de contágio. Mas quando o doente está internado há um tempo demasiado longo e isso pode trazer para o próprio doente uma carga psicológica muito grande que o diminua – e os profissionais estão sempre atentos a isso – claro que as visitas são permitidas”, afirmou

“Desde o início fui ouvindo que não havia visitas às pessoas Covid-19 e que morriam sozinhas. Isso não é verdade, no nosso hospital de São João. Eu assisto todos os dias ao chamamento dos familiares para se apresentarem nas enfermarias onde estão esses doentes para que as famílias se possam despedir e estabelecer comunicação, quando há essa possibilidade”, referiu.

 

Lisboa:

Portugal vive dia de luto por Gonçalo Ribeiro Telles,

um «jardineiro de Deus»

 

Portugal viveu um dia de luto nacional em memória e homenagem ao Gonçalo Ribeiro Telles, falecido aos 98 anos de idade, que se destacou como figura pioneira na arquitetura paisagista.

Ambientalista, militante político e cívico, foi homenageado pela Fundação Calouste Gulbenkian e pelo Centro Nacional de Cultura, em dezembro de 2011, numa cerimónia em que o ensaísta Eduardo Lourenço lhe chamou “jardineiro de Deus”.

Nascido a 25 de maio de 1922, em Lisboa, Gonçalo Ribeiro Telles cresceu entre a capital e Coruche, terra natal do seu pai, que lhe deu uma visão rural do mundo.

O seu primeiro envolvimento público foi com a Ação Católica e em 1957 foi presidente da Juventude Agrária Católica (JAC), enquanto estudante de Agronomia.

Numa entrevista à Agência Ecclesia, em 2013, a propósito do Dia Mundial do Ambiente, alertou para a “destruição significativa e violenta” do sistema natural em Portugal.

O galardoado com o prémio Sir Geoffrey Jellicoe não gostava muito de utilizar o termo ambiente e preferia falar em “eco-humano”, onde se “cria a casa do homem”, através da criatividade deste.

A paisagem “ressente-se” quando é submetida à “ambição” e ao materialismo do ser humano e afirmou que a árvore é “um elemento fundamental”.

Ribeiro Telles considerava que a cidade “concilia tudo” o que é “próprio e necessário” para a vida do homem, mas deve colocar nesta conciliação “um objetivo estético”. Para o arquiteto, existe uma “luta permanente” e “desvios” do ser humano para com a paisagem que o rodeia, o que o leva a combater, através das suas intervenções, esses “aspetos especulativos”.

A “obra do homem” quando é realizada com os objetivos essenciais implica, necessariamente, “uma estética, funcionamento e criatividade”, disse.

O arquiteto paisagista sublinhou que o jardim é obra do homem e tem “não apenas uma função ambiental e estética”, mas uma “função sagrada”.

Gonçalo Ribeiro Telles apelava a uma harmonia entre o “campo e a cidade” e acrescenta que muitas paisagens de Portugal ainda contêm essas características: “Vale do Douro, charnecas e montados, socalcos das beiras”.

Em nota publicada pela Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa evoca uma “figura determinante na consolidação e alternativa na democracia portuguesa, pioneiro em Portugal das grandes questões que hoje, mais do que nunca, se mostram decisivas.

“Homem de grande serenidade e de grandes convicções, é com emoção e saudade que me despeço de Gonçalo Ribeiro Telles, amigo de longa data, a cuja Família envio sentidas condolências”, escreve o chefe de Estado.

As exéquias do falecido arquiteto paisagista foram celebradas no Mosteiro dos Jerónimos.

 

Bragança:

Apresentação do Mosteiro Trapista de Santa Maria

na abertura do ano pastoral

 

Na véspera do I Domingo do Advento, a Diocese de Bragança-Miranda abriu o Ano Litúrgico-Pastoral, na Catedral da cidade e apresentação do Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja.

D. José Cordeiro, presidiu à apresentação do Projeto Pastoral 2020-2013 e do Plano Pastoral 2020-2021.

Uma reflexão sobre “a catequese em tempo de pandemia” feita pela irmã Arminda Oliveira e um estudo de caso sobre “a formação de catequistas pro virtual” por Ivone Calado foram também temas tratados nesta atividade diocesana

Foi, depois, feita a apresentação do Mosteiro Trapista de Santa Maria, Mãe da Igreja e a conferência pelo padre Manuel Rodrigues sobre «Faz Missão – JMJ Lisboa 2023».

Centrado no tema «Uma Igreja serva que educa, celebra e festeja», o Projeto Pastoral “é orientado, iluminado e concretizado com a Jornada Mundial da Juventude que se realiza em Portugal em 2023 e tem como tema uma passagem do Evangelho de São Lucas sobre à visita da Virgem Maria à sua prima, Santa Isabel, mãe de São João Batista, “Maria levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39)», salientou o padre José Bento Soares ao Secretariado das Comunicações da Diocese de Bragança-Miranda.

 

Coimbra:

Bispo sublinha papel de Portugal

na afirmação da devoção à Imaculada Conceição

 

O bispo de Coimbra presidiu à Missa da solenidade da Imaculada Conceição, sublinhando o papel de Portugal na devoção à Virgem Maria, que precedeu a proclamação oficial deste dogma da Igreja Católica.

“A nação portuguesa faz parte desta história, participa neste caminho, contando com as suas mais altas instituições”, antecipando “na fé, na vida e na devoção dos fiéis o que o dogma havia de consagrar”, disse D. Virgílio Antunes, na homilia da celebração que decorreu na Sé Velha.

A cerimónia assinalou os 700 anos da primeira celebração da Solenidade da Imaculada Conceição em Portugal, que decorreu na então Basílica de Santa Maria de Coimbra.

D. Virgílio Antunes evocou o “gesto ousado do bispo de Coimbra, D. Raimundo Ebrard, que a 17 de outubro de 1320 instituiu a festividade da Conceição de Maria, isto é, “o dia em que a Virgem Gloriosa Santa Maria foi concebida”.

Nesse mesmo ano, a 8 de dezembro, foi pela primeira vez celebrada em Portugal a Solenidade da Imaculada Conceição, na atual Sé Velha de Coimbra.

Em 1646, D. João IV proclamou a Imaculada Conceição como padroeira de Portugal, entendendo “o sentir do seu povo”, destacou D. Virgílio Antunes.

O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado a 8 de dezembro de 1854, através da bula ‘Ineffabilis Deus’, do Papa Pio IX, na qual declara a santidade da Virgem Santa Maria desde o primeiro momento da sua existência, sendo preservada do pecado original.

O bispo de Coimbra falou da Virgem Maria como exemplo de quem percorreu “os caminhos da liberdade e da verdade, na fidelidade a Deus e na fidelidade ao amor do próximo”.

 “Recorremos a Maria, também nós hoje, e suplicamos que, no dramático momento presente, nos mostre a luz da esperança que irrompeu no mundo quando, no Natal, do seu seio Imaculado, nasceu Jesus, este Jesus que é a nossa esperança”, declarou.

As celebrações dos 700 anos da primeira celebração da Solenidade da Imaculada Conceição em Portugal prosseguem esta tarde, em Coimbra, com o canto de Vésperas às 16h00, pelo Coro Diocesano, transmitido nas redes sociais da diocese.

O programa comemorativo termina às 18h30 com o concerto ‘À Imaculada Conceição, Rainha de Portugal’, na antiga Igreja do Convento de São Francisco.

O culto da Imaculada Conceição em Coimbra foi apresentado no programa 70×7 deste domingo; hoje, António Rebelo, professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é entrevistado no programa Ecclesia, às 15h00, na RTP2.

 

Portalegre-Castelo Branco:

Diocese de desafia os jovens a adotar um avô

como preparação para JMJ 2023

 

A Diocese de Portalegre-Castelo Branco desafia os jovens católicos a “adotar” um avô, como primeira iniciativa do projeto ‘Take 23’, que todos os meses vai lançar uma proposta de preparação para a JMJ 2023, em Lisboa.

“Depois do sucesso do projeto ‘Adota um Avô’, na quarentena, estamos de volta. Infelizmente a pandemia não está a melhorar, mas não nos podemos esquecer dos que mais precisam. E por isso precisamos de ti para dar um pouco de alegria aos idosos neste Natal tão atípico. Neste “Adota um Avô” Especial Natal, cada jovem irá escrever um postal de natal para um idoso (ou mais) que está num lar”, pode ler-se na página no facebook do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude e Vocações.

É sugerido que esta iniciativa possa ser ilustrada através de fotografias, que serão depois partilhadas nas redes sociais, “com os hashtags #take23pcb e  #jmj2023”: “Tira uma foto (de preferência com t-shirt da JMJ) a pintar, desenhar, escrever o cartão de natal do projeto”.

De forma a garantir que a segurança, em tempo de pandemia, é respeitada, a organização pede que os postais de Natal sejam enviados até ao dia 6 de dezembro, devendo para isso procurar informação através do email projetoadotaumavo@gmail.com.

“Podes-te inscrever de qualquer parte do país, iremos ao máximo tentar fazer um match com um idoso perto da tua área de residência, porém poderá ser de outra localidade. Por segurança, só irá ser dado ao jovem o primeiro nome do idoso e todos os postais de Natal serão enviados para coordenadores locais que os irão entregar aos lares”, explicam os promotores da iniciativa.

 

Lisboa:

«Prioritários são os mais frágeis»

 

José Diogo Ferreira Martins, novo presidente da Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP), defendeu que a prioridade no combate à pandemia devem ser “os mais frágeis”, sublinhando em particular a questão da distribuição das vacinas.

O Governo anunciou na última semana que as vacinas contra a Covid-19 vão começar a ser administradas a partir de janeiro, sendo os grupos prioritários as pessoas com mais de 50 anos com patologias associadas, residentes e trabalhadores em lares, e profissionais de saúde e de serviços essenciais.

O presidente da AMCP destaca a necessidade de atender à “a taxa de letalidade”, que é cerca de 14%, nas pessoas com mais de 80 anos.

Para José Diogo Ferreira Martins, a pandemia mostrou a situação de particular fragilidade dos idosos, “especialmente os que vivem nos lares, mas também aqueles que vivem sozinhos, sem uma família que os possa acompanhar”.

“A Covid é, efetivamente, um desafio enorme, que veio pôr a descoberto uma necessidade enorme de convertermos o olhar do coração”, acrescentou.

Olharmos cada vez mais para cada uma daquelas pessoas como alguém que precisa de ser cuidado, pela sua fragilidade. Isto tem de nos desinstalar, como profissionais de saúde; como médicos, não podemos deixar-nos enredar nos números, na desumanização, nas pessoas que são tratadas sem ser do modo como querem ser tratadas”.

O presidente da AMCP questiona os projetos de legalização da eutanásia, lamentando que falte uma aposta nos cuidados paliativos, com soluções que enfrentem também os desafios da “dor emocional, da solidão, da falta de propósito para este fim de vida”.

“A partir do momento em que nós damos às pessoas a opção de morrer, a pedido, e sob ação direta dos médicos, sem terem um cuidado de saúde claro e bom até ao fim da sua vida, ao não dar a opção dos cuidados paliativos, de algum modo, involuntário, admito, estamos – e temos de perceber que estamos – a empurrar as pessoas para a solução da eutanásia”, refere.

O médico cardiologista diz que, num eventual cenário de escassez de recursos médicos, é preciso determinar “protocolos rígidos e que não dependam de emoções do momento, nem de aleatoriedade ou de discricionariedade ou de proveniências étnicas, de limitações económicas, de pressões políticas ou outra”.

O presidente da AMCP fala ainda de relatos de falta de assistência espiritual a pessoas que acabam por morrer em ambiente hospitalar, questionando ainda a falta de tempo para “olhar para as pessoas”. Este responsável diz que a associação está “completamente ao serviço da conferência episcopal” e quer dialogar com outras organizações de profissionais católicos.

José Diogo Ferreira Martins considera “um mistério” que em 30 mil médicos em Portugal, apenas 700 sejam sócios da AMCP. “Sabemos que há muita gente lá fora que seguramente gostará e beneficiará de ser sócio da nossa associação”, conclui.

 

Fátima:

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa disse que

«O sofrimento e a morte não podem ser confinados»

 

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) disse em Fátima que a atual pandemia deve reforçar o “apreço” da sociedade pela vida, multiplicando esforços na sua defesa.

“A crise tem-nos mostrado que o sofrimento e a morte não podem ser confinados e que só juntos, com o esforço e a responsabilidade de todos podemos construir um mundo aceitável para todos, em que nos cuidemos mutuamente. Assim como a dimensão do sofrimento e da morte são universais, assim também deve ser a defesa e o cuidado dela”, referiu D. José Ornelas, na homilia da Eucaristia pelas vítimas da Covid-19, a que presidiu na Basílica de Santíssima Trindade.

A celebração contou com a presença de 20 bispos católicos; do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; do primeiro-ministro, António Costa; e de várias entidades públicas que se quiseram associar a esta homenagem de oração pelas vítimas, diretas ou indiretas, da pandemia

A iniciativa, explicou o presidente da CEP no início da Missa, quis “recordar os irmãos que partiram”, num momento de oração.

D. José Ornelas apelou, na sua homilia, a uma mobilização incondicional da sociedade para defender a vida “com responsabilidade, competência e generosidade”.

“A pandemia que está a condicionar todo o planeta coloca-nos diante da evidência do dom precioso que é a vida humana e de todas as capacidades de que somos capazes para a defender, mas igualmente da fragilidade do nosso ser individual”, apontou.

Rezou ainda por “aqueles que partiram como vítimas diretas e indiretas da pandemia”, sublinhando que eles não são “números de uma estatística”.

Numa alusão indireta ao processo legislativo que visa a legalização da eutanásia, o presidente da CEP elogiou o “quanto a sociedade está disposta a investir” para defender e apoiar a vida, “embora, tantas vezes, não seja coerente com esses objetivos”, pedindo “proximidade e verdadeira misericórdia para com a fragilidade”.

A homilia destacou a figura bíblica de Job, como exemplo de fé diante do sofrimento, alguém que “percebe que a vida é um dom absoluto e não apenas uma conquista”.

Vós já não controlais o caminho dos vossos queridos que partiram; eles estão nas mãos do Pai do céu. Cuidastes deles até aqui, mas o amor do Pai é maior do que o vosso e cuida deles por caminhos novos e transformados. Deixai-os ir em paz! Conservai a memória deles com carinho, continuai o bem que eles fizeram; sede misericordiosos com as suas faltas e limites e limpai da vossa mente os litígios e feridas que vos ficaram, pois é assim que Deus faz com eles e convosco”.

Durante a celebração, os participantes rezaram para que os responsáveis políticos “promovam medidas justas, de caráter sanitário, social, económico, cultural e espiritual, que permitam levar esperança a toda a sociedade”.

 

Aveiro:

«O luto faz-se sempre»

 

José Eduardo Rebelo, da Universidade de Aveiro, fundador da associação APELO, é biólogo de formação, mas há vários anos que se dedica à investigação na área do luto. Sabemos que foi na sequência de uma tragédia pessoal que decidiu criar a APELO, uma associação que ajuda pessoas e famílias enlutadas.

Respigamos passagens de uma entrevista que deu à Ecclesia.

Constatou que esta sua experiência pessoal que fazia falta apoio a este nível?

Já existia uma associação de apoio a pais em luto, ‘A nossa âncora’, mas que se dedicava exclusivamente a esta área, e particularmente através dos grupos de entreajuda. Eu achei que, de facto, ao nível do luto em termos globais, dos diferentes tipos de luto –  por perda de filhos, mas também por viuvez, e por perda de pais, etc. – não existia, e nesse sentido decidi, em 2004, fundar precisamente a APELO.

Continua a existir uma certa indisponibilidade das pessoas para procurarem apoio institucional junto dos Conselheiros do Luto, que também fomos nós que criámos, porque não existiam especialistas no apoio ao luto. De qualquer forma vamos caminhando no sentido de dar passos, de consolidar…

Dou um exemplo muito concreto: na sequência dos incêndios de 2017, que provocaram uma grande tragédia comunitária, com bastantes mortes, foi decidido pelo Estado promover uma ação comunitária direta na região, e fomos convidados, e estamos a exercer essa ação como ‘consultores’ para um grande projeto de ação comunitária de capacitação para apoio ao luto, e de apoio ao luto por ação comunitária. Portanto, de facto, já se dão passos e vão surgindo reflexos da nossa atividade.

Ações de formação que promovem, nomeadamente o curso de Conselheiros do Luto, e das sessões que têm marcadas. ‘Desatar o nó do luto’, é um tema da formação, mas há outras previstas, com outros temas, como ‘O desgaste (burnout) do cuidador’, o ‘Luto no idoso’, ou ‘Comunicar a morte’. Há muita procura por estar formações? E quem é que procura?

Temos duas áreas de formação, uma é o curso de Conselheiros do Luto, e depois as outras, que referiu, que são ações de formação de 8 horas, enquanto que o curso de Conselheiros do Luto decorre durante mais de 80 horas.

O que é que faz especificamente um Conselheiro do Luto?  O que faz é ouvir e não censurar a pessoa. Basicamente a estratégia do apoio ao luto é ouvir empaticamente e não julgar.

No luto, em função de uma perda pessoal profunda, as pessoas vivenciam situações absolutamente anormais em relação àquilo que elas próprias conhecem de si. É um processo extremamente doloroso, que se pode prolongar mais ou menos no tempo. Agora, se for um processo partilhado é mesmo sofrido e demora necessariamente menos tempo.

O Conselheiro do Luto ouve, cria um espaço de segurança para a pessoa partilhar tudo e mais alguma coisa, sem ser julgado e de forma segura, para que a pessoa não se exponha. Ela já vive numa vulnerabilidade emocional, é preciso que essa vulnerabilidade emocional não se torne numa vulnerabilidade social. Basicamente o Conselheiro do Luto centra-se na pessoa, ouve aquilo que a pessoa vai dizendo, e depois, através do meu modelo, existem vivências de sujeição, vivências de assimilação da perda, sujeição à perda, e o que vai fazendo é devolver à pessoa os elementos que são elementos de assimilação, no sentido de ela progredir no processo do luto de forma mais tranquila, dentro do possível.

Eu devo esclarecer, à partida, que o luto se faz sempre e não é um trauma psicológico, não é uma doença. Se fosse uma doença, estaríamos todos mortos, porque ao longo da vida passamos por cerca de 40 perdas, a começar pela perda da infância, da adolescência, e depois as perdas pessoais profundas.

 

Açores:

«Nunca é demais despertarmos as paróquias

para uma adequada e urgente pastoral familiar»

 

O bispo de Angra publicou uma mensagem para as famílias da diocese açoriana, destacando os desafios colocados “pela desorientação da cultura e da sociedade atual”.

“Nunca é demais, no contexto desta festa da Sagrada Família de Nazaré, despertarmos as paróquias e as Ouvidorias [conjuntos de paróquias] para uma adequada e urgente pastoral familiar. A ela compete fazer resplandecer o brilho do amor e da beleza do matrimónio e da família, articular a família com as diversas funções da vida pastoral nas paróquias, estabelecer e dinamizar os movimentos de pastoral familiar, estabelecer formas de acolhimento às situações de fragilidade familiar”, escreve D. João Lavrador.

O bispo de Angra assinala que a família cristã, “verdadeira Igreja Doméstica”, tem em si “uma força evangelizadora única e singular”, na mensagem enviada a todos os diocesanos.

“Pela formação cristã, pela oração, pela celebração dos sacramentos e pelo testemunho de partilha abre-se ao mundo para projetar luz sobre a família que pela criação tem impressa uma vontade divina. Mas a família não fica isolada em si mesma, pelo contrário, ela tem a beneficiar pela sua integração plena na comunidade cristã, tal como esta se deve reconhecer como uma verdadeira família”, indica o responsável católico.

Na sua mensagem para o Dia da Sagrada Família 2020, pede que as famílias fundamentem “o ser família no amor de Deus”; que “integrem e participem ativamente na comunidade cristã”; e se intensifique “o trabalho da pastoral familiar” que já foi iniciado e tem “bons resultados”, mas que precisa de ser “sempre renovado”.

Coloco sob a proteção da Sagrada Família todas as famílias da nossa diocese sobretudo as que sentem mais débeis e frágeis e que nos desperte para uma verdadeira e adequada pastoral familiar nas comunidades cristãs”.

 

Braga:

Arcebispo pede coragem

para se «recuperar a amabilidade»

 

O arcebispo de Braga colocou a “recuperação da amabilidade” no centro da sua mensagem de Natal para este ano, numa sociedade marcada pela “pressa e o anonimato” e atingida pela pandemia.

“A coragem de recuperar a amabilidade é tarefa para todas as relações sociais, a exigir uma verdadeira mudança do estilo de vida, mas encontra espaço de um modo especial na família”, escreveu D. Jorge Ortiga, num texto enviado à Agência Ecclesia.

D. Jorge Ortiga sublinhou que se deve recuperar a amabilidade, “uma atitude que resplandecia nas relações e que hoje, fruto de muitas situações, nomeadamente a pressa e o anonimato em que se vive, está a ficar esquecida e, quem sabe, para algumas pessoas a desaparecer”.

Quando as pessoas se preocupam com a amabilidade para com os outros, são capazes de “os ajudar para que a sua vida se torne mais serena, sempre, mas sobretudo quando se encontram envolvidos por problemas, angústias, interrogações”, acrescentou.

 “Manifesto amor e estima a todos quantos trabalham, nestes dias e sempre, para garantir qualidade de vida: médicos, enfermeiros, operacionais da saúde, bombeiros, voluntários” e olha, “com muito reconhecimento, para todas as IPSS, carregando com as direções e trabalhadores a vontade de, sacrificadamente, servir mesmo à custa de noites sem dormir”, lê-se no documento.

“Devemos ser capazes de ter amabilidade no trato, cuidado para não magoar com as palavras ou os gestos, aliviar os pesos que incomodam” e, ao mesmo tempo, “reconhecer que a amizade, toda ela, mas sobretudo a familiar, exige palavras de incentivo”, escreveu o arcebispo de Braga.

D. Jorge Ortiga escreveu ainda uma mensagem de Natal aos reclusos dos Estabelecimentos Prisionais de Braga e Guimarães.

“Se caminharmos juntos, eu quero caminhar contigo, mesmo que não me conheças” porque “a Vida não é feita só de coisas visíveis ou daqueles que se podem tocar e apalpar”, escreveu.

 “Se pensares um pouco, verificarás que o amor dos teus entes queridos te dá força e coragem para caminhar quando estás desiludido e pensas que tudo está perdido”, refere aos reclusos.

 

Açores:

Projetos solidários «Porta da Misericórdia»

e «Porta de Assis» reforçam ajuda às famílias carenciadas

 

Os projetos ‘Porta da Misericórdia’, das paróquias da Sé, em Angra, e ‘Porta de Assis’, da igreja Matriz da Horta, no Faial, reforçaram a ajuda às famílias carenciadas que apoiam mensalmente no Natal e destacaram a solidariedade das pessoas.

“A solidariedade das pessoas tem sido enorme e, desde transferências bancárias e entregas na Sé, tem sido uma resposta muito solidária”, disse o responsável pela ‘Porta da Misericórdia’, o padre Duarte Gonçalves Rosa.

No projeto solidário desenvolvido pela paróquia da Sé, na ilha Terceira, foram distribuídos 60 cabazes no Natal, “mais recheados” e feitos a pensar na ceia de Natal.

Por sua vez, na igreja matriz da Horta foi colocada uma árvore solidária à entrada que “tem dado frutos” e quem é solidário recebe uma “estrela sorridente que pode levar para casa”.

“A árvore tem um depósito onde as pessoas podem deixar donativos, bens alimentares que depois são distribuídos pelos mais carenciados”, explicou, por sua vez, o padre Marco Luciano Carvalho.

Segundo o sacerdote, este depósito solidário vai manter-se durante todo o ano para que a paróquia continue a ajudar as famílias mais carenciadas e o sacerdote destaca também que precisam “dar mais atenção a quem está privado de liberdade”.

“É preciso que os reclusos tenham mais acompanhamento da nossa parte e de todas as entidades para que quando lhes for restituída a liberdade tenham condições para prosseguir a sua vida”.

 “A pandemia da Covid 19 fez-nos refletir sobre a fragilidade humana, sobre a perceção de estarmos todos no mesmo mar, embora uns em barcos mais frágeis do que outros. Este ano, somos desafiados a influenciar os nossos semelhantes, por mais pequena que seja a nossa ação, sabendo que poderá ter grande impacto na vida do nosso próximo”.

Neste contexto, o Serviço Diocesano da Pastoral Social de Angra explica: “Juntos, temos de nos sentir interpelados em praticar o bem em prol dos outros e acreditar que podemos fazer melhor. O grande desafio é: Se cada um fizer a sua parte, o mundo, decididamente, será melhor”, acrescenta na mensagem de Natal publicada online.

Segundo o Serviço Diocesano da Pastoral Social de Angra para além do apoio material às famílias, “os movimentos da Igreja devem ter uma palavra de esperança”.

 

Beja:

Um tablet para combater a solidão no Alentejo

 

A Cáritas Diocesana de Beja está a recorrer às novas tecnologias para responder às limitações impostas pela pandemia, que afastou os utentes do serviço de apoio domiciliário.

“Como não podem sair de casa, existe uma terapeuta ocupacional que vai a casa de 30 utentes no total e desenvolve um conjunto de atividades”, explica à Agência Ecclesia Mariana Côco, diretora do serviço de apoio domiciliário.

Perante a sala de cadeiras vazias, os responsáveis da instituição católica procuraram alternativas para as diversas atividades que trabalhavam a estimulação física e mental, com o projeto “Humanamente Ativos”.

Depois de uma candidatura da Cáritas ao programa ‘Cuida’ da Fundação Calouste Gulbenkian, em parceria com o Instituto da Segurança Social, a iniciativa vem permitir o trabalho com idosos no domicílio, com o auxílio da tecnologia.

“Temos um Tablet que está em casa do utente e que lhe permite fazer jogos didáticos, falar com os familiares e estimular o raciocínio” refere Mariana Côco.

José Francisco Carrega dependia da sua cadeira de rodas elétrica para sair de casa, mas a pandemia já nem isso lhe permite; agora recebe as visitas da terapeuta Sara, que lhe trazem outra alegria aos dias.

“É boa pessoa, muito amável e ensina bem” refere, ao falar do trabalho que estava a desenvolver. Estava aqui a resolver uns exercícios no tablet, eu ainda estou muito bom da minha cabeça e faço isto sem dificuldade”, acrescenta.

Sara Silvério destaca a experiência inovadora e os resultados que gera juntos dos mais idosos. “Foi a primeira vez que usei um Tablet como método de intervenção individual. O vir a casa torna a interação muito mais eficaz e pessoal”, afirma.

A proximidade e os afetos como forma de combater o isolamento e a solidão são parte da preocupação da Cáritas de Beja no combate à pobreza, nas suas diversas formas e rostos.

 

Algarve:

Secretariado das Comunicações Sociais

promoveu formação sobre meios digitais no trabalho pastoral

 

O Secretariado das Comunicações Sociais da Diocese do Algarve promoveu uma ação de formação sobre o uso dos meios digitais no trabalho pastoral para as paróquias da Vigararia de Tavira.

A iniciativa, intitulada «O Digital nas Paróquias» teve início no dia 13 de novembro no Centro Pastoral de Tavira – Santa Luzia e prolongou-se na manhã do dia seguinte.

A formação, que teve transmissão online na página da rede social Facebook da vigararia de Tavira, começou por enquadrar “a vida cristã no ambiente digital” e incidiu sobre o trabalho com utilização das redes sociais e recurso às plataformas de videoconferência.

 

Aveiro:

Diocese despede-se do padre João Gonçalves,

«homem bom, lutador pela justiça

e pelo amor ao próximo»

 

O bispo de Aveiro presidiu à Missa de corpo presente do padre João Gonçalves, coordenador nacional da Pastoral Penitenciária e membro do clero diocesano, evocando um “um homem bom, lutador pela justiça e pelo amor ao próximo”.

“Agradecemos o dom da sua vida, o seu ministério e a sua entrega às gentes de Aveiro”, em quase 51 anos de sacerdócio, assinalou D. António Moiteiro, na homilia da celebração que decorreu no Seminário de Santa Joana Princesa, com transmissão online.

D. António evocou um percurso de serviço “com muita dedicação e muito amor”, na diocese e no país. “Que junto de Deus interceda por todos os aveirenses, sobretudo os mais pobres e desfavorecidos”, pediu o bispo de Aveiro.

O presidente da celebração convidou todos os presentes a “construir uma Igreja que sai de si mesma, para ir ao encontro dos outros”, em especial, os mais necessitados, e “construir uma sociedade melhor”.

“Esta é a melhor homenagem que lhe podemos prestar”, acrescentou.

O padre João Gonçalves, sacerdote da Diocese de Aveiro, faleceu em 9 de dezembro de 2020, aos 76 anos de idade; entre outros serviços, era o coordenador nacional da Pastoral Penitenciária, um setor onde trabalhou durante mais de 40 anos.

A Missa foi concelebrada por D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana, que quis “dar graças pelo dom desta grande vida, de vocação sacerdotal”.

Para o funeral do padre João Gonçalves foi promovida uma campanha para substituir a oferta de flores por alimentos, como era desejo do próprio; os bens vão ser destinado às ‘Florinhas do Vouga’, ajudando famílias pobres na Ceia de Natal.

O padre João Gonçalves foi ordenado por D. Manuel de Almeida Trindade a 21 de dezembro de 1969, na Sé de Aveiro.

Em 2018, foi apresentada a obra ‘O padre das prisões portuguesas – ensaio baseado na vida do padre João Gonçalves’, da autoria de Inês Leitão, que dirigiu um documentário sobre a vida do sacerdote.

 

Coimbra:

Bispo pede que, no Natal,

«atitudes de proximidade, partilha,

entreajuda» estejam «marcadas pela verdade»

 

O bispo de Coimbra lembra que a situação que se vive “à escala universal” da pandemia Covid-19 revela “dramaticamente a mais dura realidade a exigir luz e esperança” na mensagem de Natal onde incentiva à solidariedade e consolação.

“O Natal é este forte apelo à solidariedade, que faz de nós consoladores dos que estão em situação de maior debilidade ou desconsolo. A solidariedade, que tem normalmente, uma dimensão material, tem sempre a mais autêntica dimensão espiritual, que, neste Natal, se chama consolação”, escreve D. Virgílio Antunes.

Na mensagem de Natal 2020, enviada hoje à Agência Ecclesia, o bispo de Coimbra incentiva que se procure que “as atitudes de proximidade, partilha, entreajuda, que tocam por fora, estejam de tal modo marcadas pela verdade” e que “toquem ainda mais por dentro” e constituam, enquanto gestos humanos, “claros sinais do gesto consolador do amor divino, que celebramos no Natal de Cristo”.

“Oferecemos o nosso coração solidário a quem, por dever de profissão e por sentido de missão, se dedica ao serviço em favor dos outros, particularmente na linha da frente dos cuidados de saúde, nas instituições de acolhimento de idosos e doentes, nos lugares de solidariedade e caridade, na assistência espiritual e religiosa, no discernimento das medidas adequadas à situação que se vive”, desenvolveu.

D. Virgílio Antunes assinala que a situação “de uma humanidade afetada por uma pandemia”, revela “dramaticamente a mais dura realidade a exigir luz e esperança”. “Desta vez sentimos na própria pele, e ninguém fica de fora, o que significa estar debilitados por causa da doença, da solidão, do medo, do isolamento, da carência económica, da fragilidade dos laços humanos, sociais ou laborais”, acrescentou.

 

Beja:

Diocese encerra Ano Jubilar

pelos 250.º aniversário da sua restauração

 

A Diocese de Beja encerrou em 12 de dezembro do ano findo, com a celebração da Missa na Catedral local, as celebrações dos 250 anos da sua restauração, iniciadas em 2019.

“Esse ano da graça do Senhor tinha um programa: curar os corações atribulados, redimir os cativos, libertar os prisioneiros e anunciar a boa nova aos pobres. Cumprimos este programa? Libertar as pessoas de tudo aquilo que as impede de serem elas próprias é libertá-las do culto dos ídolos, é levá-las, pela profissão de Fé, a voltarem costas ao demónio e a adorarem o único Deus”, disse D. João Marcos, numa homilia enviada à Agência Ecclesia.

“Ser cristão adulto na fé tem a ver necessariamente com a alegria, com a oração e com a Eucaristia celebrada e vivida”, acrescentou.

O bispo de Beja destacou que esta celebração se vai prolongar com o ano especial que a Igreja Católica está a dedicar a São José, padroeiro principal da diocese, até 8 de dezembro de 2021. D. João Marcos assinalou 250 anos da restauração da diocese, evocando figuras históricas que marcaram Igreja local e mostra-se preocupado com a situação vocacional da diocese.

O Seminário Diocesano Nossa Senhora de Fátima de Beja tem “apenas um único aluno, o Nuno, no último ano” que vai ser, “em princípio” ordenado diácono no próximo mês de julho, e presbítero no ano pastoral seguinte, lê-se na nota de D. João Marcos, enviada à Agência Ecclesia.

O bispo de Beja questiona-se sobre “a ausência de vocações sacerdotais e de consagração ao Senhor na vida religiosa”. “Pode significar, por exemplo, que é fraca a nossa vivência da vida cristã, pois não faltam essas vocações onde há cristãos autênticos, movidos pelo amor ao Senhor Jesus Cristo”, sublinha. Aos diocesanos pede que rezem pelas vocações, mas reconhece “que ser padre não é, humanamente, o mais fácil”

“Não é fácil ficar solteiro, solteiro toda a vida, sem mulher e sem filhos, permanecendo em Jesus e como Jesus, apenas filho e irmão, e encontrando uma felicidade profunda em dar a vida, em perder a nossa vida servindo, por amor de Jesus, o crescimento espiritual dos nossos irmãos”, lê-se no documento.

O músico Rão Kyao e o Coro do Carmo de Beja são os protagonistas, este sábado, do concerto comemorativo dos 250 anos da restauração da Diocese de Beja.

O programa comemorativo para os 250 anos da restauração da Diocese de Beja começou a 1 de dezembro de 2019, sob o lema pastoral ‘Somos Igreja Celebrante’.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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