aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

Viana do Castelo:

Falecimento de D. Anacleto Oliveira

 

D. Anacleto Oliveira, Bispo de Viana do Castelo, morreu em 18 de setembro de 2020, aos 74 anos, vítima de despiste quando conduzia o seu automóvel na A2 perto de Almodôvar.

D. Anacleto Oliveira nasceu a 17 de julho de 1946, na freguesia de Cortes, em Leiria, e foi ordenado sacerdote a 15 de agosto de 1970; após a ordenação, estudou Sagrada Escritura em Roma e na Alemanha, onde foi capelão de uma comunidade portuguesa durante 10 anos.

Nomeado bispo para auxiliar de Lisboa em 2005, pelo Papa João Paulo II, a ordenação episcopal de D. Anacleto Oliveira decorreu no Santuário de Fátima no dia 24 de abril desse ano, presidida por D. Serafim Ferreira e Silva, então bispo da Diocese de Leiria-Fátima.

No dia 11 de junho de 2010 D. Anacleto Oliveira foi nomeado por Bento XVI como bispo de Viana do Castelo, o quarto bispo da diocese do Alto Minho, criada pelo Papa Paulo VI em 1977.

Na Conferência Episcopal Portuguesa, o bispo de Viana do Castelo presidia atualmente à Comissão Episcopal Liturgia e Espiritualidade e à Comissão de Tradução da Bíblia.

Em agosto, D. Anacleto Oliveira tinha assinalado 10 anos de bispo de Viana do Castelo e 50 de ordenação sacerdotal.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) lamentou a morte do bispo de Viana do Castelo, Anacleto Oliveira, hoje num acidente de viação, lembrando-o como “uma mente aberta e esclarecida acerca da Igreja”.

Em comunicado, a CEP referiu que recebeu com “grande tristeza” a “inesperada notícia” da morte de Anacleto de Oliveira.

“Eram conhecidas as competências de D. Anacleto como biblista e homem de cultura, constantemente atento às realidades concretas da nossa sociedade, extremamente dedicado aos sacerdotes e aos fiéis que servia pastoralmente, sempre solícito nas ações comuns da Igreja em Portugal”, afirma o comunicado da CEP, que recorda o percurso do bispo de Viana do Castelo neste organismo ao longo de 15 anos como bispo.

Anacleto de Oliveira presidia à Comissão de Tradução da Bíblia para português a partir dos textos originais e, desde junho passado, era presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade.

Em declarações à Ecclesia, o presidente da CEP e bispo de Setúbal, José Ornelas, afirmou que recebeu com choque a morte de “um grande bispo e um grande amigo”, deixando uma nota de gratidão pelo seu “trabalho muito fecundo na diocese e na Igreja portuguesa”.

“Quero manifestar à família e à Igreja de Viana do Castelo, a que ele presidia, as nossas condolências e a solidariedade da Igreja portuguesa”, disse o presidente da CEP.

Também em declarações à Ecclesia, o cardeal-patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, manifestou “tristíssima surpresa” pela morte do bispo de Viana do Castelo, elogiando o “seu trabalho, quer na diocese quer na Conferência [Episcopal], concretamente no âmbito da Liturgia, um trabalho sempre incansável, exigente, meticuloso, generoso”.

 

Viana do Castelo:

Papa lamenta «trágico acidente» que vitimou D. Anacleto Oliveira, recordado como «autêntica testemunha do Evangelho»

 

O Papa enviou mensagem para a celebração das exéquias de D. Anacleto Oliveira, lamentando

o “trágico acidente” que vitimou o bispo de Viana do Castelo, recordando como “autêntica testemunha do Evangelho”.

O texto foi lido por D. Ivo Scapolo, núncio apostólico em Portugal, no início da celebração que decorre na catedral do Alto Minho.

“Consternado pelo trágico acidente que vitimou D. Anacleto, o Santo Padre apresenta sentidas condolências e assegura viva solidariedade aos clero e fiéis da Diocese de Viana do Castelo e também à Diocese de Leiria-Fátima, como à sua família enlutada”, refere.

O Papa reza por um “zeloso pastor, que foi autêntica testemunha do Evangelho no meio do seu povo, apontando a senda da verdade na caridade e do serviço à comunidade”.

A mensagem, enviada através do secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, exorta a sua comunidade diocesano a seguir o rasto evangélico por ele deixado, sabendo que não caminha sozinha, mas com Cristo, seu Senhor”.

Francisco concedeu aos fiéis em luto pelo bispo defunto e a quantos participam na celebração das exéquias a sua bênção apostólica, “como sinal de sincera participação no sofrimento comum”.

O administrador diocesano, Mons. Dr. ebasião Pires Ferreira, pediu que os sinos das igrejas paroquiais tocassem pelas 15h00, no início da Missa de exéquias, “como sinal de convite ao recolhimento”.

“A convocatória que persisto em fazer será, por isso, para que, na hora da Concelebração Eucarística, liguem as redes de comunicação social, com o fim de acompanhar da melhor forma possível as cerimónias fúnebres, que serão transmitidas, em direto, pela Rádio Renascença, pelo Facebook da Diocese e da Viana TV”, escreveu mons. Sebastião Pires Ferreira.

 

 

Portalegre-Castelo Branco:

«Vida da Igreja não para», diz bispo diocesano,

que pede «competência e criatividade»

 

O bispo de Portalegre-Castelo Branco referiu que os católicos da diocese têm de “viver como verdadeiros discípulos, de sair, ir e ensinar”, sublinhando que a vida da Igreja “não para”, mesmo num “ano pastoral sob a ameaça de má companhia” da Covid-19.

“A pastoral é uma nobre e necessária atividade em prol da humanidade, tem de fazer parte desse arriscar e dum constante resolver, com competência e criatividade. Mesmo que não seja fácil, é o desafio, é a provocação”, escreve, numa mensagem para o início do ano pastoral 2020/2021.

O bispo diocesano assinala que “uma das muitas consequências da pandemia” foi a alteração da data da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em Lisboa, adiada para 2023, “a verdadeira baliza” para onde mobiliza a diocese a “apontar as ações e escolhas”, durante os próximos anos.

Na mensagem ‘Um ano pastoral sob a ameaça de má companhia – a vida da Igreja não para’, o responsável católico pede que as comunidades “estejam despertas para as exigências e as possibilidades evangelizadoras das pré-jornadas”, as semanas missionárias antes da JMJ 2023, como “oportunidade de conversão pastoral”, pelo acolhimento de jovens que “atravessarão a diocese em direção a Lisboa”.

Queremos que este acontecimento não se limite a acontecer perto de nós, mas que aconteça connosco, nos jovens que se preparam para participar presencialmente, mas não só. A Jornada Mundial da Juventude, como horizonte, não é uma coisa apenas para os mais novos, nem apenas para o Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude e Vocações. É para todos”.

D. Antonino Dias informa que o novo ano pastoral vai procurar retomar a “dinâmica interrompida”, em março, após o confinamento, “com o propósito de perguntar aos jovens: “Que Igreja? Que Igreja veem? Que Igreja querem? Que Igreja sonham? E, sobretudo, com que Igreja se comprometem?”.

 “Se as coisas tivessem corrido normalmente, sem a má companhia da Covid-19”, escreve, a abertura oficial do ano pastoral na diocese teria acontecido no dia 26 de setembro; em alternativa, os jovens reuniram-se numa “oração ao jeito de Taizé”, em três locais da diocese e em conformidade com as normas sanitárias, com muitos participantes online.

A poucos dias do início do outubro missionário, D. Antonino Dias destaca ainda a mensagem do Papa às Obras Missionárias Pontifícias (OMP) e a mensagem para o Dia Mundial das Missões 2020.

 

CEP:

Breve nota ao documentário “Francisco”

 

As afirmações do Papa Francisco sobre a necessidade de os Estados oferecerem proteção legal para uniões entre o mesmo sexo, contidas no documentário “Francisco”, são extratos de entrevistas já divulgadas e recolhidas pelo realizador Evgeny Afineevsky, que revelam a atenção constante do Papa às necessidades reais da vida concreta das pessoas. Trata-se de um direito de proteção legal dessas uniões, que não afetam a doutrina da Igreja sobre o matrimónio, reservado na Igreja Católica à união entre um homem e uma mulher. Aliás, dentro do mesmo documentário há outro testemunho em que se diz explicitamente que o Papa Francisco não tem intenção de mudar a doutrina da Igreja.

Sobre o assunto, apresentamos as seguintes afirmações do Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Ornelas, em entrevista à Rádio Renascença no dia 21 de outubro.

RR – Esta quarta-feira, o Papa defendeu a criação de leis de união civil para homossexuais, criticando a discriminação destas pessoas. Como interpreta este sinal dado por Francisco?

D. José Ornelas – O Papa tem defendido que as pessoas, qualquer que seja a sua orientação sexual, têm o direito a serem respeitadas naquilo que são. Os Estados têm o dever de defender e concretizar essa defesa, legalmente, dentro do respeito pela diversidade que existe na sociedade.

RR – Mas o casamento entre pessoas do mesmo sexo já consagra esse respeito…

D. José Ornelas – … mas não creio que alguma vez a Igreja Católica vá considerar que uma união entre pessoas do mesmo sexo seja um matrimónio. Igualdade de direitos e de oportunidades não significa fazer tudo igual. Significa que cada um, na sua individualidade, é respeitado em todos os momentos por aquilo que é. Por isso, a sociedade e, muito particularmente, o Estado deve criar os mecanismos necessários para que isso seja possível, com um quadro legislativo capaz de reconhecer a cada um a dignidade que tem tal como é e não como eu gostava que fosse.

 

Santarém:

«Escuta» é palavra inspiradora

e «coragem» o valor para o novo ano pastoral (c/vídeo)

 

A Diocese de Santarém apresentou o programa pastoral 2020-2021 que é inspirado pela palavra ‘escutar’ e tem como valor a “coragem”, continuando a viver o lema pastoral ‘Somos uma missão nesta terra’.

“A todos os problemas que nos surgirem, no responder com fé e inteligência é que está a sabedoria”, pediu hoje o bispo diocesano D. José Traquina.

O programa pastoral 2020-2021 foi apresentado à Vigararia de Santarém numa assembleia que reuniu representantes das 33 paróquias, movimentos e comunidades de consagrados, na Casa do Campino.

O objetivo principal é serem “uma diocese que assume a missão, escutando as preocupações humanas, a Palavra de Deus e o Magistério da Igreja”.

Na assembleia, transmitida online, D. José Traquina explicou que em “escutar as preocupações humanas” inserem-se as famílias, as pessoas pobres e desempregados, os estrangeiros e os migrantes, as instituições, como a Cáritas diocesana e Cáritas paroquiais, as empresas, onde estão as instituições sociais – IPSS e Misericórdias, e a sociedade.

“Não queremos ser uma igreja que cuida da alma para o céu e despreza a realidade onde se encontra. Não! Nós queremos apontar o céu com os pés assentes na terra”, afirmou o bispo de Santarém, este sábado, explicando que é na promoção da “solidariedade em todas as dimensões” que vão “agir”.

Na carta à diocese, sobre novo programa pastoral 2020-2021, D. José Traquina recorda que, desde o mês de março, “a programação da vida pastoral não teve realização devido ao confinamento”, “por força da pandemia” do coronavírus Covid-19 que “atingiu o mundo inteiro” e a família, “realidade humana e social, foi posta à prova como último reduto para salvaguardar o valor da vida humana, em tempo de confinamento”, onde, como “espaço humano e físico, foi possível manter muitos postos de trabalho”.

 “Num tempo de incertezas, quanto à realização da programação pastoral, a família continuará a ser fundamental como espaço de vida para crescer nos valores espirituais que dão beleza, alegria e sentido à existência humana. É bom e necessário que, em família, se cultive o dom e dinamismo da fé, também no acompanhamento catequético junto das crianças. Sem dúvida, a família é o espaço privilegiado para acolher, escutar e crescer”, desenvolveu.

Depois do verbo ‘acolher’ como palavra inspiradora, neste ano 2020-2021, a Diocese de Santarém vai ‘escutar’, numa sociedade onde “é privilegiada a comunicação pela imagem” e “é necessário valorizar a capacidade de escuta como exercício que exige a presença e a concentração”.

No contexto do Novo Diretório da Catequese, publicado pela Santa Sé a 25 de junho, o bispo de Santarém assinala que o Secretariado Diocesano de Catequese está a “promover encontros, por videoconferência”, com os párocos e catequistas, para “os esclarecimentos necessários e recomendações” para que se promova a catequese das crianças e adolescentes nas paróquias.

 

Porto:

Bispo alerta para tentação de «voltar as costas a Deus»

quando tudo corre bem

 

O bispo do Porto alertou para a tentação de “voltar as costas a Deus”, quando tudo corre bem, falando na Eucaristia que assinalou o aniversário da dedicação da Catedral diocesana.

“Queremos Deus perto de nós, como polícia a quem recorrer se nos sentimos atacados pela desgraça. Mas, na nossa casa e, muito mais, no nosso coração, podem entrar cães e gatos, cobras e lagartos, mas Deus… fica à porta”, disse D. Manuel Linda, na sua homilia.

O bispo do Porto referiu que “o grande mistério e o segredo do relacionamento com o divino” reside em querer ser “os templos vivos de Deus”.

“Que Deus habite na igreja, muito bem: Ele lá está para quando eu precisar, como o médico está nas urgências; mas que habite em nós, isso não, porque, assim, eu imagino que sou mais livre e que, dessa forma, posso fazer o bem ou o mal que me apetecer. É a terrível dicotomia fé/vida. O que, na prática, representa um voltar as costas a Deus”, desenvolveu.

O bispo do Porto espera que Catedral da diocese, o lugar onde se celebram “os momentos cimeiros da vida religiosa da diocese”, continue a ser “metáfora do verdadeiro templo onde Deus quer habitar”

“Edificado bem no alto deste morro da Pena Ventosa, seja expressão de uma cidade viva e dinâmica que sabe levantar as mãos para Deus e receber dele a fé, a esperança e a caridade com as quais se humaniza e se torna ainda mais aberta e solidária”, acrescentou.

 “É despertador das nossas consciências, recordando que é possível a santidade no meio das desordens morais, individuais e coletivas. É, enfim, o lugar dos afetos e dos sentimentos, pois neste espaço se vertem lágrimas de alegria num casamento e lágrimas de dor num funeral, exprime-se a ternura do encanto de um batismo ou primeira comunhão e a angústia de quem pede afincadamente uma graça”, prosseguiu.

O bispo do Porto explicou que dedicar um espaço ou objeto religioso a Deus “é o mesmo que o declarar exclusivo para o serviço divino” e na Catedral diocesana, por exemplo, “cabe a dimensão cultural, artística, museológica” e até, em caso de cataclismo, “poderia ser transformada em espaço de refúgio ou refeitório de emergência”.

Celebramos o aniversário da dedicação da Sé do Porto. Edificada na parte mais alta do burgo medieval, no morro da Pena Ventosa, constitui uma espécie de mãos que se levantam para o Alto para jurar que a cidade não se esquece de Deus e pedir-Lhe a sua bênção e proteção.

 

 

Lisboa:

Missionários Scalabrinianos denunciam «stress físico,

emocional e mental» dos trabalhadores do mar

 

O superior geral dos Missionários Scalabrinianos manifestou a sua preocupação pelos trabalhadores no mar, atingidos pela pandemia e sujeitos “ao stress físico, emocional e mental, com o risco de acidentes no trabalho”.

“Forçados a trabalhar longos turnos sem substituição, estão sujeitos ao stress físico, emocional e mental, com o risco de acidentes no trabalho. Junto a eles estão aqueles que são forçados a desembarcar. Eles têm um contrato de trabalho e gostariam de embarcar porque suas famílias dependem de seu trabalho, mas as restrições de viagem não lhes permitem esta possibilidade. Finalmente, há muitos marinheiros que permanecem no limbo, hospedados em instalações de acolhida, sem poder acompanhar suas práticas de contratação ou retornar às suas famílias”, escreve, numa carta enviada à Agência Ecclesia, o padre Leonir M. Chiarello.

Desde 1888 que João Batista Scalabrini, fundador da congregação, manifestou necessidade de realizar uma “assistência religiosa” aos “emigrantes” no mar, uma vez que era em barco que a mobilidade acontecia; décadas depois continua a ser necessário acompanhar os trabalhadores que encontram no mar o seu sustento.

Os missionários Scalabrianos estimam que existam cerca de “1,6 milhões de marítimos no mundo” a trabalhar em cerca de 70 mil embarcações.

Nascido há 100 anos em Glasgow, na Escócia, a Obra do Apostolado do Mar deveria ter uma celebração solene e uma conferência internacional mas a pandemia “parou o mundo e cancelou tudo”.

 

Setúbal:

Diocese e o município sadino inauguraram

uma estátua de D. Manuel Martins

 

A Diocese de Setúbal e a Câmara Municipal local homenagearam D. Manuel Martins com a inauguração de uma estátua do primeiro bispo sadino, em 26 de outubro, dia dos 45 anos da sua ordenação episcopal, no Largo da Catedral.

A homenagem começou com uma Eucaristia de ação de graças, na Sé, seguindo-se a inauguração da escultura, da autoria da escultora Maria José Brito.

“Nasci bispo em Setúbal, agora sou de Setúbal. Aqui anunciarei o Evangelho da libertação, na justiça e no amor. Aqui proclamarei o Cristo vivo – que veio e está no meio de nós – o único que pode alicerçar na fraternidade, a sociedade justa que é a aspiração angustiante de todos nós”, disse D. Manuel Martins, a 26 de outubro de 1975, como bispo diocesano.

A Diocese de Setúbal aconselhou a sua comunidade a acompanhar a transmissão da celebração através das redes sociais.

D. Manuel da Silva Martins faleceu aos 90 anos de idade, a 24 de setembro de 2017, em Leça do Balio (Diocese do Porto), onde nasceu a 20 de janeiro de 1927.

Ordenado sacerdote em 1951, após a formação nos seminários do Porto, estudou depois Direito Canónico em Roma, na Universidade Gregoriana, foi pároco de Cedofeita, no Porto, entre 1960 e 1969, quando foi nomeado vigário-geral da diocese nortenha.

          Manuel Martins foi o primeiro bispo nomeado para a então recém-criada Diocese de Setúbal, onde iniciou o seu ministério episcopal no dia 26 de outubro de 1975.  

No dia 23 de abril de 1998, o Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de resignação ao cargo.

O bispo emérito foi agraciado com a grã-cruz da Ordem de Cristo, durante as comemorações do 10 de junho de 2007, em Setúbal, e com o galardão dos Direitos Humanos da Assembleia da República, a 10 de dezembro de 2008.

 

Aveiro:

D. António Moiteiro inaugurou a «Casa de Éfeso»

 

O Bispo de Aveiro inaugurou a Casa de Éfeso ou Casa de Maria – uma réplica de uma edificação existente na Turquia – onde, segundo uma tradição, Maria viveu os seus últimos anos, na companhia do apóstolo João.

A Casa de Éfeso, que recorda os últimos anos terrenos de Nossa Senhora, é um “lugar de acolhimento” e de encontro com Jesus e Maria, disse D. António Moiteiro.

“Porque construímos igrejas como a Casa de Éfeso? As igrejas de pedra são espaços para acolher. As igrejas de pedras vivas somos cada um de nós. Precisamos de espaços de celebração, de fé, de presença de Jesus e de construção de comunidade”, disse D. António Moiteiro na homilia da inauguração da Casa de Éfeso, no lugar da Junqueira, paróquia da Moita.

O Bispo de Aveiro realçou que a nova “igreja” – foi a palavra mais usada e de facto consagrou o altar exterior e o interior – é lugar de acolhimento, tal como o apóstolo João colheu Maria nos seus últimos anos terrenos.

D. António Moiteiro afirmou que foi “acompanhando a construção da casa”, conhecendo “as agruras por que passou”, e realçou que “Deus não falta”, como ficou patente quando foi necessário liquidar despesas.

A Casa, mais os diversos monumentos, jardim e ermidas, custou quase 300 mil euros, faltando apenas pagar um empréstimo de poucas dezenas de milhares de euros.

No final da celebração, o padre Vitor Espadilha, que sonhou, congregou vontades e liderou a construção da Casa, afirmou: “Esta casa é um milagre de amor, de ousadia de fé comunitária, interparoquial”.

 

Porto:

Diocese e Comunidade judaica

juntas no combate à pobreza

 

A Diocese do Porto e a Comunidade judaica daquela cidade entregaram 20 mil euros a instituições sociais que estão na linha da frente no combate à pobreza na região.

O Banco Alimentar contra a fome no Porto, o projeto ‘Porta Aberta’ do Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, a Obra Diocesana de Promoção Social da Diocese do Porto e o Centro Social e Paroquial da Sé foram as instituições que receberam a ajuda proveniente das receitas do filme ‘A Luz de Judá’, informa o jornal diocesano ‘Voz Portucalense’.

Na cerimónia, realizada na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, estiveram D. Manuel Linda, bispo do Porto e Dias Ben Zion, presidente da Comunidade Judaica do Porto, que em declarações aos jornalistas assinalaram “as boas relações entre as duas confissões religiosas”.

O bispo do Porto disse que “não é possível voltar atrás” na relação de amizade com a Comunidade Judaica, sendo importante aprofundar nomeadamente a dimensão da solidariedade.

“Com a ajuda da Comunidade Judaica a fome diminui um pouquinho mais”, sublinhou D. Manuel Linda que se revelou preocupado com a evolução da pandemia sobretudo por causa da possível perda de postos de trabalho.

“Temo que o desemprego se acentue fortemente no todo nacional, mas nós aqui no Porto de maneira particular”, advertiu

Dias Ben Zion, por sua vez, reiterou que “esta ação junta a história, a arte e a solidariedade”, salientando que “cada pessoa que viu o filme ajudou os que têm fome, uniu-se a duas culturas e religiões e disse não ao antissemitismo”.

A Diocese do Porto e a Comunidade Judaica do Porto assinaram em setembro de 2018 um protocolo de cooperação alicerçado no espírito de amizade entre as duas comunidades e que manifesta a intenção comum de ambas as comunidades de procurarem uma “colaboração na área social” assumindo o compromisso de cooperar em “obras assistenciais conjuntas”.

Neste encontro na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Porto, os dois líderes religiosos tiveram oportunidade de colaborar com o projeto “Porta Aberta”, do Centro Social daquela paróquia, entregando ajuda alimentar a algumas pessoas das centenas que diariamente recorrem à instituição.

 

Évora:

«Somos convidados a dar ao mundo

o grande sinal da esperança»

 

O arcebispo de Évora afirmou que são “convidados a dar ao mundo o grande sinal da esperança” no Dia da Igreja da Diocesana, onde apresentou o plano pastoral 2020-2021 a representantes das Unidades Paroquiais e ao clero.

“Somos convidados a dar ao mundo o grande sinal da esperança no meio de muitas esperanças prometidas, passageiras, eufóricas, momentâneas, descobrirmos afinal qual é a esperança”, disse D. Francisco Senra Coelho, no encontro na igreja de S. Francisco que foi transmitido pelos meios digitais porque a participação física está limitada por causa da pandemia do coronavírus Covid-19.

O arcebispo de Évora explicou que a “proclamação” da esperança para ser credível “é um testemunho”, na sequência do que ensinou São Paulo VI: “O mundo de hoje mais do que pregadores necessita de testemunhos”.

“Aqueles que são portadores de esperança, são condutores da humanidade. Quem mostra caminho de esperança à humanidade, conduz a humanidade: Nosso Senhor Jesus Cristo é a esperança no amor doado até ao fim”, realçou na sua intervenção inicial.

Segundo D. Francisco Senra Coelho, o testemunho de unidade em cada comunidade “é fundamental para que a mensagem, ao ser credível, seja uma esperança” e destacou a sua importância na “fragmentação de uma sociedade individualizada, concorrencial”, onde as pessoas se veem como obstáculos, “muitas vezes a desviar, para chegar ao pódio”.

‘Discípulos Missionários da Esperança’ é o tema para o quadriénio que a Arquidiocese de Évora está a viver, e no Dia da Igreja da Diocesana 2020, o seu arcebispo apresentou o Plano Pastoral 2020-2021 e alertou que “nunca o mundo teve tantas coisas e nunca o débito da esperança foi tão evidente”.

D. Francisco Senra Coelho contextualizou que foi este olhar que fez com que a arquidiocese tomasse a decisão de “propor o ideal da esperança em chave cristã”.

“A esperança é um bem desejado e intensamente procurado por todos e por cada um. De muitos modos a humanidade anseia por este bem e, no seu horizonte, está a utopia da esperança como motor da história. Uma das grandes causas da depressão social da nossa era e que tantos ilustram, resulta do desencanto existencial que é consequência dum materialismo desenfreado e do mero desejo de ter, mais do que a esperança de ser”. (Plano Pastoral 2020-2021)

No primeiro e segundo ano pastoral a Arquidiocese de Évora vai ter tema ‘procurar e acolher’ e no terceiro ‘cuidar e inserir’, para ‘confiar e enviar’ num quarto ano, em 2023, quando vão estar “com a esperança de Portugal, do mundo, que são os jovens no grande encontro mundial da juventude”.

O Dia da Igreja da Diocesana da Arquidiocese de Évora começou com uma reflexão sobre ‘Esperanças e Esperança’, apresentada pelo padre Eduardo Duque, da Arquidiocese de Braga.

 

Aveiro:

Ações de formação promovidas pelo «Espaço do Luto»

 

O curso de conselheiros do luto e as ações de formação nesta área vão decorrer em formato de ensino à distância (online) e têm como temas «Desatar o nó do luto»; «Desgaste (burnout) do cuidador»; «O luto no idoso» e «Comunicar a morte».

As sessões são sincronizadas na sala virtual da APELO (Espaço do Luto), através da plataforma Zoom, e após a conclusão da formação, os formandos têm direito a um certificado de participação, realça uma nota enviada à Agência Ecclesia.

A primeira formação «Desatar o nó do luto» realizou-se nos dias 16 e 17 de novembro e «Desgaste (Burnout) do cuidador» realizar-se-á a 14 e 15 de dezembro.

 

Angra:

Bispo mobiliza diocese

para «verdadeira renovação evangélica

das comunidades cristãs e a evangelização do mundo atual»

 

O bispo de Angra apelou a um trabalho pastoral de renovação, “auscultando e dialogando” com o mundo de hoje, numa mensagem às comunidades católicas após a Assembleia Diocesana que decorreu entre 2 e 5 de outubro.

“Fica a certeza de que é neste esforço comum que podemos ultrapassar os obstáculos sempre teimosos em impedir a verdadeira renovação evangélica das comunidades cristãs e a evangelização do mundo atual”, escreve D. João Lavrador. numa mensagem.

No novo ano litúrgico e pastoral, a Igreja Católica no arquipélago vai dar “início à nova fase desta caminhada sinodal”. “Estamos todos convocados para continuar a edificar a Igreja renovada com rosto sinodal”, salientou o bispo de Angra, lembrando que o agente evangelizador “é a comunidade cristã” e apelou aos diocesanos para não esquecerem que Jesus é a razão da sua esperança.

O bispo dos Açores explica que na assembleia “amadureceu-se a consciência que a Igreja no mundo de hoje tem de ser sinodal” e “não se ignorou” que esta mudança “exige conversão pessoal, comunitária e pastoral”.

“É uma caminhada que exige tempo e persistência; contudo, estamos conscientes que é esta a Igreja, Povo de Deus, que melhor testemunha o Evangelho de Jesus Cristo na nova fase da história”, acrescenta.

O atual contexto da pandemia “esteve muito presente pelos desafios imediatos que coloca às comunidades cristãs”, mas também na sua “implicação decisiva no ressurgir de um mundo novo, de uma nova cultura e nova civilização”.

Na sua mensagem à Diocese de Angra, D. João Lavrador destacou a nova encíclica do Papa ‘Fratelli Tutti’ e salientou que só na fraternidade e no encontro a Igreja cumpre a sua missão.

 

Portugal:

Secretariado da Liturgia publicou

«Rito de entrada do novo pároco»

 

O Secretariado Nacional da Liturgia, da Conferência Episcopal Portuguesa, publicou o livro ‘Rito de entrada do novo pároco’ que pretende “ser um contributo para a ação pastoral litúrgica em Portugal”, num período de tomadas de posse nas dioceses.

“Responde-se a uma necessidade sentida em muitas comunidades cristãs, para poderem celebrar dignamente a entrada e apresentação do novo pároco, com a presença do bispo ou seu delegado”, explica o presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade, D. José Cordeiro.

Numa nota, o bispo de Bragança-Miranda indica que as propostas do ‘Rito de entrada do novo pároco’ resultam das indicações do “Cerimonial dos Bispos, de algumas Conferências Episcopais” e das “várias sugestões” de muitos párocos e serviços diocesanos da Pastoral Litúrgica.

 “Nos inícios, a Igreja edificou-se à volta da Cátedra do bispo. Com a expansão das comunidades multiplicaram-se as dioceses. Quando o cristianismo se difundiu nas aldeias, aquelas porções do povo de Deus foram confiadas aos presbíteros. A Igreja pode assim aproximar-se das casas das pessoas, sem quebrar a unidade da diocese à volta do bispo e do único presbitério com ele”, contextualiza D. José Cordeiro, na apresentação do ‘Rito de entrada do novo pároco’.

 

Évora:

Arquidiocese prepara-se para receber

comunidade de monjas em 2021

 

A cidade de Évora vai receber, “em março ou abril” de 2021 uma comunidade de religiosas do Instituto das Irmãs Servas do Verbo Encarnado, adiantou à Agência Ecclesia o arcebispo da diocese alentejana.

D. Francisco Senra Coelho referiu que a comunidade de sete monjas vai ficar instalada no Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli (Cartuxa).

Um grupo de Irmãs Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará, da Província de Portugal e de Espanha, visitou o Mosteiro da Cartuxa; na véspera da visita guiada à Cartuxa de Évora, onde o arcebispo de Évora presidiu à Missa, as religiosas jantaram com D. Francisco Senra Coelho no Seminário Maior.

O Arcebispo acompanhou as irmãs até Vila Viçosa, onde decorreu uma visita ao Seminário de São José e a recitação do Terço no Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

O grupo virá dar vida monástica contemplativa à Cartuxa de Évora, após a saída dos monges em outubro de 2019.

A idade avançada dos monges cartuxos e a falta de vocações para a vida contemplativa na Ordem Cartusiana estiveram na origem da saída da congregação da Arquidiocese de Évora, onde estava há 60 anos.

A nova comunidade monástica vai habitar o mosteiro após as necessárias obras de adaptação do espaço, onde vai ser criado também um setor de hospitalidade monástica.

D. Francisco Senra Coelho sublinhou que as irmãs ficaram “entusiasmadas” com a ideia de abrirem uma comunidade em Évora.

Com 18 comunidades em Espanha e uma em Almada (Diocese de Setúbal), a congregação tem cerca de 1500 religiosas, 200 das quais monásticas.

 

Algarve:

Paróquia e a freguesia de Olhão

vão assinalar os 325 anos da sua criação

 

O bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, presidiu à Eucaristia dos 325 anos da criação da paróquia e da freguesia de Olhão no dia 11 de outubro, festa da padroeira Nossa Senhora do Rosário.

Foi, depois, inaugurada uma exposição com “documentos do fundo arquivístico e peças do espólio patrimonial da paróquia”. A mostra incluía imagens, ourivesaria, alfaias litúrgicas, paramentos, entre outras peças que vão poder ser visitadas “durante vários meses” no edifício do Compromisso Marítimo – Museu Municipal de Olhão.

A exposição resulta de um protocolo estabelecido com o município olhanense que resultou, ao longo dos últimos dois anos, no tratamento e digitalização de “todo o fundo arquivístico”, através do Arquivo Municipal, e a conservação e restauro “das peças do espólio paroquial”, a cargo da equipa do Museu Municipal.

A proposta apresentada ao município visou “acautelar as perdas” de documentação, alguma da qual em muito mau estado de conservação, e a paróquia ficou com o património todo inventariado.

O texto da provisão data de 10 de julho de 1695 foi o bispo D. Simão da Gama, “correspondendo aos anseios da comunidade piscatória, que elevou a paróquia, um lugar que era um ajuntamento em que «só haviaõ huas palhotas em que viviaõ»”, desanexando-a da sua afastada matriz de São Sebastião de Quelfes.

 

Fátima:

Presidente da República Portuguesa

elogia esforço «louvável» do Santuário de Fátima

ao limitar lotação em 13 de outubro

 

O presidente da República Portuguesa elogiou o esforço “louvável” do Santuário de Fátima em limitar a participação de peregrinos, nas celebrações da peregrinação do 13 de outubro, face à pandemia que afeta o país.

Marcelo de Rebelo de Sousa sublinhou que o número fixado de 6 mil peregrinos, para a próxima peregrinação internacional na Cova da Iria, “representa um esforço muito grande e louvável da parte do Santuário de Fátima, apoiado pela Diocese de Leiria-Fátima”.

O chefe de Estado destacou: “É um número que, olhando para o espaço disponível – e não conta sequer com o espaço das colunatas -, me parece razoável”, “apreciável”, indicou, referindo que este esforço teve em conta a “perceção dos portugueses”.

Há um esforço da Igreja, em geral, e em particular aqui do Santuário de Fátima, para compreender o momento muito complicado que vivemos e o exemplo que deve ser dado aos portugueses, com sacrifício de muitos milhares”.

O Santuário apresentou um conjunto de medidas adicionais para a Peregrinação Internacional Aniversária de 12 e 13 de outubro, que visavam reforçar o Plano de Contingência, prevendo uma presença estimada de cerca de 6 mil peregrinos para o espaço de cerca de 48 mil metros quadrados do Recinto de Oração.

O bispo da Diocese de Leiria-Fátima manifestou a esperança de um comportamento “exemplar” e “sentido de responsabilidade” dos peregrinos nas celebrações do 13 de outubro, lembrando que a pandemia obriga a limitar o acesso à Cova da Iria.

A peregrinação que evoca a sexta e última aparição de Nossas Senhora aos Pastorinhos, em 1917, foi presidida por D. José Ornelas, bispo da Diocese de Setúbal e presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

Marcações no solo assinalam «áreas circulares de ocupação, devidamente distanciadas».

 

 Viana do Castelo:

Faleceu D. José Augusto Martins Fernandes Pedreira

Bispo emérito da Diocese do Alto-Minho.

 

Vítima de doença prolongada, D. José Augusto Pedreira faleceu em 14 de outubro, na sua terra natal, aos 85 anos de idade.

D. José Augusto Martins Fernandes Pedreira nasceu em Gondomil, no concelho de Valença, distrito de Viana do Castelo, no dia 10 de abril de 1935. Entrou no Seminário de Braga em outubro de 1947 e foi ordenado presbítero na Sé de Braga, a 12 de julho de 1959.

Foi formador no Seminário Maior de Braga, diretor e professor do Colégio do Minho, em Viana do Castelo, e Professor da Escola do Magistério Primário, da Escola de Educadoras de Infância e da Escola de Enfermagem de Viana do Castelo (1975-1979). De 1978 a 1983, foi Chanceler Secretário da Cúria Diocesana e, em 1982, Promotor de Justiça do Tribunal Eclesiástico. Foi ainda Pro-Vigário Geral da Diocese. No ano de 1971/72, esteve em Lisboa, onde concluiu o curso do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), tendo feito estágio de Psicologia na Fundação Gulbenkian.

A 31 de dezembro de 1982, foi eleito Bispo Titular de Elvas e Auxiliar do Porto, tendo sido ordenado em Viana do Castelo por D. Armindo Lopes Coelho, a 19 de março de 1983.

A 29 de outubro de 1997, foi nomeado Bispo de Viana do Castelo, tendo tomado posse a 8 de dezembro do mesmo ano. D. José Augusto Pedreira manteve-se em funções até 2010, ano em que foi nomeado D. Anacleto Oliveira como Bispo de Viana do Castelo.

 

Coimbra:

700 anos do culto da Imaculada Conceição

é uma data que «honra a cidade e a diocese

 

D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, afirmou na abertura do colóquio “700 anos do Culto da Imaculada Conceição em Portugal” que a data “honra profundamente a diocese e a cidade de Coimbra” e é um “grande desafio cultural”.

“Este acontecimento que agora comemoramos continua a ser um grande desafio para o tempo em que vivemos”, afirmou D. Virgílio Antunes no colóquio que decorreu no Convento de São Francisco, em Coimbra.

O estudo do culto da Imaculada Conceição é um “um desafio cultural porque “continua a ser uma realidade que move muitas pessoas, tem a ver com a sua identidade, a sua pessoa, o seu modo de estar”.

“Incluir na reflexão sobre aquilo que somos e vivemos todas as dimensões que fazem parte constitutiva da nossa condição, mesmo esta dimensão crente, da fé, mistérica, só ajudará a um crescimento e um desenvolvimento da cultura que somos”, afirmou.

D. Virgílio Antunes referiu que ainda não foram retiradas as consequências que se podem e devem retirar “da pessoa, da santidade e do culto da Virgem Maria, de uma forma equilibrada do ponto de vista doutrinal e teológico como é imperativo que se faça”.

O Cabido da Sé de Coimbra e o Centro Académico de Democracia Cristã (CADC) promoveram o colóquio “700 anos do Culto da Imaculada Conceição em Portugal”, evocando a assinatura, no dia 17 de outubro de 1320, da constituição diocesana que instituiu a festividade da Conceição de Maria por D. Raimundo Evrard, bispo diocesano há sete séculos; nesse mesmo ano, a 8 de dezembro, foi pela primeira vez celebrada em Portugal a Solenidade da Imaculada Conceição, na Sé Velha de Coimbra, que se tornou então o polo irradiador deste dogma mariano daquela que, a 25 de Março de 1646, viria a ser consagrada Rainha e Padroeira de Portugal.

Na sua intervenção, D. Virgílio Antunes lembrou que “o culto à Virgem Maria, ao longo de todos os séculos, teve sempre um lugar muitíssimo importante e foi muito difundido entre as multidões de fiéis”.

“Não é uma realidade que tenha a ver com uma elite cultural, um conjunto diminuto de pessoas, circunscrito a um determinado momento ou território. É uma realidade que abarca uma imensa multidão de pessoas de todos os extratos sociais, todos os níveis culturais, com uma fé mais genuína e mais simples para poder acolher a grandeza dos mistérios de Deus, da Igreja e da Virgem Maria”, afirmou.

O Colóquio “700 anos do Culto da Imaculada Conceição em Portugal” decorreu no Convento de São Francisco, em Coimbra.

 

Açores:

Seminário Episcopal de Angra começa ano letivo

com chegada de novos professores, alunos e plano de contingência

 

O Seminário Episcopal de Angra começou depois de meados de setembro o ano letivo 2020/2021, com uma “Missa de ação de graças”, presidida pelo bispo diocesano, D. João Lavrador, e com o regresso das aulas presenciais e a novidade da entrada de três docentes e quatro alunos.

O Seminário Episcopal de Angra começou o novo ano com 21 os alunos a frequentar vários anos de ensino, dos quais três vão frequentar o 6.º ano, fase final da formação para a ordenação sacerdotal; a ordenação diaconal está agendada para dia 8 de dezembro, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição.

As aulas presenciais regressam ao Seminário Maior da Diocese de Angra seis meses depois de terem sido suspensas por causa da pandemia de Covid-19.

O novo ano letivo fica marcado também pela semana de formação académica que a instituição vai passar a organizar, por trimestre letivo, incluindo “aprofundamento teológico, eclesiológico, litúrgico e pastoral”, e acompanhamento espiritual, para os novos sacerdotes e vai realizar-se nos dois anos imediatamente a seguir à sua ordenação presbiteral.

Os seis sacerdotes que foram ordenados no dia 6 de setembro vão ser os primeiros a frequentar esta formação, durante uma semana.

“Atendendo à realidade dos tempos de hoje, no domínio da cultura, da sociedade e da antropologia, a requerer uma formação permanente para bem se auscultar os Sinais dos Tempos”, explicou o bispo de Angra, em decreto, sobre a formação que surge também “atendendo às disposições que a ‘Nova Ratio Fundamentalis’ apresenta para o acompanhamento dos presbíteros recém-ordenados” e às “incessantes interpelações” dos documentos do Magistério da Igreja.

 

Algarve:

Igreja não pode «cruzar os braços

e esperar» que a pandemia passe

 

O bispo do Algarve, que celebrou vinte anos de ordenação episcopal, afirmou que a Igreja não pode “cruzar os braços e esperar” que a pandemia passe e sublinhou que, até o início da catequese nas comunidades católicas, ficava a impressão de que faltava algo.

“Estou convencido que enquanto a catequese não começar a funcionar nas nossas paróquias parece que a vida não é retomada. Enquanto este setor da pastoral não começar a funcionar, parece que as comunidades estão sempre em confinamento, a meio gás, hesitantes. Compreendo que os pais tenham receio, os idosos também têm receio. Temos de ser compreensivos”.

O bispo do Algarve assinala a importância de “toda a ação numa paróquia”, ação que está ligada ao serviço da catequese – crianças, adolescentes, jovens, também a catequese de adultos.

 “Temos de continuar a caminhar, conscientes destas nossas limitações, destas nossas dificuldades, mas sabendo que como Igreja, com família que constituímos, temos que saber viver de maneira diferente também do ponto de vista religioso tendo em conta o que esta pandemia nos pede e nos exige”, desenvolveu.

D. Manuel Quintas adianta também que vão celebrar a Assembleia Diocesana do Algarve – que “reunia 350 a 400 pessoas” – vai realizar-se com o “grupo que for possível” para que depois “sirvam de elementos dinamizadores na sua paróquia, na sua vigararia”.

O bispo do Algarve destacou que “uma das coisas boas” que esta situação trouxe foi “o grande grupo de voluntários que apareceu a ajudar” no acolhimento das pessoas, no regresso das Missas comunitárias, a 30 de maio.

“Surgiram muitos leigos, grupos, que fazem isso com verdadeiro sentido de responsabilidade e de serviço. Penso que também em relação a outras coisas vai aparecer. Certamente, teremos de desenvolver um pouco mais esta dimensão, seja a dimensão sociocaritativa que é importante, de voluntariado, sejam outros aspetos pastorais de uma paróquia ou de uma diocese. Não pode ser igual como era antes”, desenvolveu D. Manuel Quintas.

 

Aveiro:

Festas de São Gonçalinho 2021 sem «tradicional lançamento de cavacas»

A mordomia das festas em honra de São Gonçalinho, na paróquia da Vera-Cruz, diocese de Aveiro, decidiu cancelar o “tradicional lançamento de cavacas” que ocorre durante os dias de festa, devido à pandemia.

“Sobre a vertente mais icónica da festa, o tradicional lançamento de cavacas, foi decidido após a equação de vários cenários e em articulação com as devidas entidades, que não haverá lugar ao tradicional lançamento de cavacas, resultando da incompatibilidade da atividade com as regras de saúde pública em vigor”, segundo comunicado enviado hoje à Agência Ecclesia.

Como a tradição se trata de um cumprimento de promessa a mordomia lança o apelo aos devotos para destinarem a compras das cavacas a “instituições sociais e educacionais parceiras”.

A Festa de São Gonçalinho vai realizar-se de 8 a 11 de janeiro de 2021, com “algumas adaptações” como na vertente religiosa. 

“Na vertente religiosa, o foco central da festa, serão realizadas celebrações na capela de São Gonçalinho que se prolongarão pelo seu adro e durante estes dias a capela estará disponível para visitas”, informa.

 

Bragança-Miranda:

Bispo dirige mensagem de «confiança e esperança»

às pessoas contagiadas

 

O bispo de Bragança-Miranda manifestou numa mensagem “confiança e esperança” às pessoas contagiadas pela Covid-19, às que estão em recuperação e às Instituições Particulares de Solidariedade Social da região.

“No dia em que se conhece um aumento de pessoas contagiadas pela covid-19 na nossa Diocese, uno-me, ainda mais, a todos e a cada um, na oração e no silêncio crente”, afirmou D. José Cordeiro numa mensagem enviada à Agência Ecclesia.

“Às pessoas doentes, às pessoas em recuperação, às famílias, às IPSS’S, uma mensagem próxima de coragem, confiança e esperança. A todos os cuidadores e autoridades civis e sanitárias, bem-hajam!”, acrescentou.

 “Sob a intercessão de S. Francisco de Assis, prossigamos na cultura do encontro em fraternidade universal e amizade social”, concluiu D. José Cordeiro na mensagem divulgada.

 

Lamego:

Bispo desafia professores do EMRC

a anunciar «nova maneira de viver»,

com lugar para Deus (c/vídeo)

 

O bispo da Diocese de Lamego desafiou os professores da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC) a propor a conceção de vida ligada à sua fé, com lugar para Deus.

“A vossa missão é muito importante, na linha de levar uma nova conceção, dizer que há um Deus. Deus é o grande ausente deste mundo”, referiu D. António Couto, durante uma sessão de formação para docentes que decorreu no Seminário Maior de Lamego.

O responsável católico destacou a “importância” dos professores desta disciplina, a quem fez um convite: “Não vos esqueçais de ser testemunhas desta nova maneira de viver”.

A disciplina de EMRC tem a missão de trazer uma nova visão, segundo o prelado: “Este mundo foi feito para mim e Alguém o fez para mim”.

“Quem fez este mundo, enchendo-o de bondade, é Alguém bom, de extrema bondade. Cuida de mim, olha para mim”, acrescentou.

O bispo de Lamego assinalou que esta mensagem “pode levar às pessoas uma maneira nova de edificarem a sua vida”.

A formação contou ainda com uma sessão intitulada ‘A alegria de ser EMRC: terapia do riso’, orientada por Fernando Batista, professor de EMRC da Diocese de Aveiro.

 

Portugal:

Bispo das Forças Armadas e de Segurança

destaca papel dos militares na resposta à pandemia

 

O bispo das Forças Armadas e de Segurança assinalou em Coimbra o Dia do Exército, com uma Eucaristia na igreja de Santa Cruz, onde destacou o papel dos militares na resposta à pandemia.

Na sua homilia, D. Rui Valério elogiou a instituição militar como “um baluarte seguro no combate à pandemia da Covid-19 ao mesmo tempo que está empenhado na garantia de cuidados de saúde, na disponibilização de espaços hospitalares, na assistência técnica, no acolhimento dos mais vulneráveis, na solidariedade para com os mais carenciados e no acudir aos mais frágeis”.

O bispo das Forças Armadas e de Segurança considerou que o Exército Português faz parte da “base inexpugnável que sustenta a edificação de Portugal”, como “promotor autêntico da cidadania”.

A partir desta Igreja de Santa Cruz – que acolhe o túmulo de D. Afonso Henriques e onde São Teotónio foi prior, o primeiro português a subir às honras dos altares, mas também amigo, confessor e conselheiro do nosso primeiro rei – queremos prestar a nossa homenagem a quantos no Exército servem Portugal e os portugueses”.

O responsável católico sublinhou o impacto positivo da presença portuguesa em missões internacionais de paz, citando uma conversa com o arcebispo de Bangui, o cardeal Dieudonné, na República Centro-Africana, segundo o qual, “graças à presença e à ação dos militares portugueses tinham sido criadas as condições para as crianças se aproximarem finalmente da escola”. “Os nos os militares são realmente uma luz de esperança por esse mundo além. Amam e, por isso, servem”, indicou.

Durante a celebração foi realizada uma homenagem a D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal e patrono do Exército, e aos militares que “tombaram no campo da honra”.

 

Beja:

Programa pastoral aposta

na renovação da pastoral juvenil e universitária

rumo à JMJ 2023

 

O bispo de Beja, D. João Marcos, publicou o Programa Pastoral para o ano 2020/21, que apresenta como um dos objetivos centrais a renovação da pastoral juvenil e universitária rumo à JMJ 2023, que vão decorrer em Portugal.

D. João Marcos aponta também como prioridades a implementação do “Catecumenado Batismal em toda a diocese”; a continuação da evangelização dos “adultos praticantes”; “fomentar a Pastoral Familiar diocesana” e “celebrar, até à Solenidade de Cristo-Rei, os 250 anos da restauração da diocese”.

D. João Marcos realça que “o programa do ano passado, devido à pandemia do Covid-19, ficou em grande parte por cumprir”, por isso vai ser mantido e adaptado “para este novo ano pastoral”.

Com o título ‘Somos Igreja Celebrante’, o programa pastoral realça também que se pretende “recuperar a celebração dominical como centro da piedade e vida cristã”.

Para que as assembleias “sejam de facto celebrantes, e não apenas assistentes”, o bispo de Beja sublinha que “é necessário que cada batizado se reconheça participante da missão sacerdotal de Cristo” e nesse sentido, “é preciso ajudar as pessoas a passarem de uma vivência meramente religiosa da fé cristã para uma vida centrada no Mistério Pascal do Senhor e na Liturgia da Igreja”.

Com seis pontos, o documento convida “os padres, leigos e comunidades religiosas, a cuidar da qualidade” das celebrações.

Recuperar a celebração dominical como centro da nossa piedade e vida cristã.

Celebrar, até à Solenidade de Cristo-Rei, os 250 anos da restauração da diocese.

Promover a dimensão orante da vida cristã, individualmente e nas famílias.

Preparar e celebrar os Sacramentos, sobretudo a Eucaristia, como assembleias celebrantes.

Continuar a evangelizar os adultos praticantes.

Implementar o Catecumenado Batismal em toda a Diocese.

Cultivar o espírito missionário nas paróquias e nas famílias.

Renovar as Pastorais Juvenil e Universitária, preparando as JMJ 2023.

Fomentar a Pastoral Familiar Diocesana.

 

 

Braga:

Arcebispo apresentou carta pastoral

«Escutar a Terra, Olhar o Céu – Lição da Covid-19»

 

O arcebispo de Braga apresentou a sua nova carta pastoral ‘Escutar a Terra, Olhar o Céu – Lição da Covid-19’, na sessão de abertura do ano pastoral 2020/2021 que começa o triénio ‘Uma Igreja Sinodal e Samaritana’, até 2023.

“Nesta pequena nota pastoral quis deixar uma palavra de presença e estímulo a muitas pessoas com nomes concretos, enumerei 17 categorias. Poderiam ser muito mais, mas é importante sublinhar que a Igreja de Braga quer caminhar com cada um, sinodalmente em atitude de serviço e doação tornando-se expressão do samaritano”, explicou D. Jorge Ortiga.

Na apresentação da nova carta pastoral, o arcebispo de Braga assinala que se refere a “situações concretas vista à luz desta pandemia” e fala “das crianças, dos idosos, dos doentes, dos profissionais de saúde, dos emigrantes”.

“Vejo muitos rostos e lágrimas, a minha história quer estar comprometida com todos. A Arquidiocese de Braga deve ter este programa: Ouvidos na terra, olhos no céu. É o único comportamento salvador para esta hora histórica”, acrescentou.

D. Jorge Ortiga referiu que a pandemia está a deixar a “lição” que “a vida humana é muito vulnerável” e os progressos humanos “podem ser muito consistentes”, mas “um vírus invisível vem denunciar as fragilidades”.

“A ciência não o consegue dominar”, observou, acrescentando que chegou o momento de “reconhecer” que percorrem “a mesma estrada, mas inequivocamente” terão de “olhar para o céu” e, aqui, “entra o exemplo e o modelo” dos discípulos de Emaús como “pessoa obrigatório para a caminhada”.

Na abertura do novo ano pastoral na Arquidiocese de Braga foi também apresentado o livro ‘Caminhos de Esperança. Em período de Confinamento’ que reúne as homilias de D. Jorge Ortiga nas Missas que presidiu diariamente, às 18h00, e ao domingo às 11h00, na capela do Paço Arquiepiscopal de Braga, durante os meses de março e abril.

“Duas publicações escritas em tempo de confinamento e tentando retirar lições da Covid”, observou o arcebispo, que espera que ajudem os leitores a “assumirem responsabilidades não só na prevenção da pandemia” mas, sobretudo, “na alegria de aproveitar um tempo difícil mas desafiante, complicado mas repleto de muitas perspetivas”, que abre portas para “um mundo mais humano e solidário, mais fraterno e igual”.

 

Vila Real:

Bispo pede responsabilidade,

paciência e entreajuda no novo ano pastoral

 

O bispo de Vila Real referiu que o novo ano pastoral vai “exigir” “uma fé mais forte, oração mais intensa e uma solidariedade mais efetiva”, alertando que a pandemia vai condicionar “a vida pessoal, familiar, social e das comunidades cristãs”.

“Importa tomar consciência que os próximos tempos não serão fáceis e vão requerer de todos, a começar pelos cristãos, uma grande dose de responsabilidade no cumprimento das regras, de paciência para não ceder ao cansaço ou facilitismo e um grande espírito de comunhão e entreajuda”, escreveu D. António Augusto Azevedo numa mensagem para o novo ano pastoral 2020/2021.

 “Na vida pastoral das paróquias, dos movimentos e associações, evitem-se as aglomerações de pessoas”, pede D. António Augusto Azevedo.

Neste contexto, a nota pastoral adianta que a organização da catequese da infância e adolescência “deve atender às orientações” do Secretariado Nacional de Educação Cristã, com os grupos “adequados à dimensão dos espaços”, cumprindo as regras básicas, para poder funcionar de forma presencial “em alternância ou conjugação com encontros online” e com “um maior envolvimento das famílias”.

O bispo de Vila Real informa também que as visitas pastorais, com celebrações do Crisma, “permanecem adiadas”, adiantando o agendamento de “um tipo de visita às várias zonas da diocese, mais pessoal, simples e informal”.

D. António Augusto Azevedo recomenda que “em cada paróquia se preparem espaços apropriados e se estabeleçam tempos” para o sacramento da Reconciliação.

No contexto da pandemia, o bispo dedica uma “especial preocupação” aos idosos nos lares e enaltece “o trabalho dedicado e corajoso das equipas técnicas e dos colaboradores destas instituições”.

O bispo de Vila Real convidou também “os cristãos a uma maior partilha de bens nas suas comunidades…”. “Este ano pastoral vai exigir de todos na Diocese de Vila Real, uma fé mais forte, uma oração mais intensa e uma solidariedade mais efetiva”, assinala D. António Augusto Azevedo, que lembra na mensagem o início de um “triénio que assinala o centenário da diocese” a ‘aprofundar as raízes’.

 

Braga:

Edição do presépio ao vivo de Priscos foi cancelada

 

A organização do presépio ao vivo de Priscos (Arquidiocese de Braga) informa que este ano, devido à pandemia do coronavirus, a edição desta atividade natalícia foi cancelada.

“Em consulta com os nossos figurantes, explorámos todas as opções para a realização do Presépio ao Vivo de Priscos em segurança este ano, mas acabámos por descobrir que o melhor caminho a seguir é o de adiar para 2021”, refere um comunicado enviado à Agência Ecclesia.

Tendo como prioridade a proteção da saúde pública, todas as sessões previstas no âmbito da XV edição, ficam sem efeito, tendo por base as recomendações da Direção Geral de Saúde.

“Infelizmente, o povo de Priscos não poderá mergulhar na atmosfera natalícia da representação viva do Presépio, entre o silêncio e a iluminação suave, pessoas trajadas e artesanatos ancestrais”, lê-se.

Apesar de não se realizar o evento ao vivo, a edição deste terá “a sua magia da mesma forma”

“Vamos gastá-lo com nossos entes queridos e nos comportarmos com responsabilidade, respeitando o trabalho de todos os médicos, enfermeiros, pessoal de saúde e todos aqueles que nos deixaram por causa deste vírus infame”, escreve a organização.

Esta iniciativa envolve muitas centenas de figurantes e é visitada por mais de 100 mil pessoas.

 

Lisboa:

Cardeal-patriarca lança apelo

para «salvaguardar e apoiar a vida humana

da conceção à morte natural»

 

O cardeal-patriarca de Lisboa apelou este domingo à defesa da vida humana, “da conceção à morte natural”, falando durante a Missa a que presidiu na solenidade da Dedicação da Sé diocesana.

“Salvaguardar e apoiar a vida humana da conceção à morte natural, privilegiar a atenção a todas as periferias sociais e existenciais, respeitar cada um e a criação inteira, ter bem presentes e ativas todas as urgências para que o Papa Francisco insistentemente nos reclama”, pediu D. Manuel Clemente, na homilia da celebração.

O Cardeal D. Manuel Clemente refletiu sobre a ligação entre os templos físicos e a dimensão espiritual do culto cristão, apelando à purificação do próprio coração, “para que nele apenas subsista o autêntico louvor divino e o serviço dos irmãos”.

“A personalização total da religião e do culto, fazendo da humanidade ressuscitada de Cristo e em Cristo o lugar certo e inultrapassável do louvor divino, é a purificação que nos importa e a dedicação que Deus requer”, precisou.

A intervenção citou um antigo bispo da capital portuguesa, Potâmio de Lisboa, para sublinhar que “louvar a Deus, servindo os outros” é a forma de cada católico se dedicar “como templo de Deus no mundo”.

 

Forças Armadas:

D. Rui Valério pede «criatividade profética, pastoral e santificante»

nas unidades e aos capelães militares

 

O bispo das Forças Armadas e de Segurança sublinhou o “papel social imprescindível” dos agentes durante a pandemia.

“Quando tudo parava, eles mantinham-se em intensa atividade; quando tudo se esboroava, eles permaneciam em pé; quando todos recuavam, eles avançavam para a linha da frente. Como cidadãos, só temos de agradecer a generosa disponibilidade e prontidão desses verdadeiros «sacerdotes» do serviço aos outros”, escreve D. Rui Valério no plano pastoral para 2020-2021.

D. Rui Valério apela para se “ir ao encontro das pessoas”, contrariando as “situações de isolamento, tanto físico, como psicológico”, que as “razões sanitárias promovem”.

“Somos todos convidados a cultivar, nas nossas Unidades e dentro dos padrões que a situação atual requer, momentos de encontro com a Palavra de Deus, de partilha, de anúncio. Quanta força tem uma visita, um encontro, a dádiva de uma palavra radicada na Palavra”, escreve.

O Bispo Castrense apela ainda à prática da leitura e estudo da Bíblia, “presencial ou pela Internet” e recomenda que sejam constituídos grupos de oração, “compostos por leigos e sob a orientação do capelão”, onde, com reuniões regulares, possam “rezar” e também “ler e refletir” a encíclica ‘Fratelli Tutti’, do Papa Francisco.

D. Rui Valério pede aos capelães militares para, “nas Unidades”, irem ao encontro das pessoas, “aproximarem-se delas, visitar onde estão e onde trabalham” e indica que anunciar a “boa notícia” é a “primeira forma de servir os irmãos”.

Nas Forças Armadas e nas Forças de Segurança «servir» tem um significado peculiar. Evoca a máxima forma do serviço na disponibilidade em oferecer a própria vida pela Pátria e, sempre que necessário, derramar o próprio sangue em defesa da paz, da segurança e da vida; servir significa promover a dignidade do outro. Por isso, partilhar o pão, os cuidados médicos, os meios para transportar órgãos humanos ou combater incêndios, abrir os espaços para acolher os mais vulneráveis, ir socorrer quem foi vítima de uma catástrofe ou necessita de ser repatriado. A par destas ações, as Forças Armadas e Forças de Segurança também realizam a sua vocação de servir na implementação da liberdade e da justiça. Este espírito de serviço, no dia-a-dia, também se concretiza através da solidariedade recíproca”.

D. Rui Valério afirma que as capelanias devem ser “peritas em «amizade social»” e geradoras de paz, capazes de ir ao encontro e fomentar “um clima de espiritualidade e de oração”.

“A criatividade santificante é o sentido da presença e da missão da Igreja em âmbito castrense”, reconhece, indicando que a “abertura ao transcendente” deveria, “desejavelmente”, estar em consonância com a prática de quem “investe cada ação realizada por militares ou por elementos de segurança na mística do serviço à Pátria”.

 

Funchal:

D. Nuno Brás recorda que “o segredo da catequese

é tornar presente a Jesus”

 

O Bispo do Funchal, D. Nuno Brás, lembrou aos catequistas, na homilia da celebração do Dia Diocesano do Catequista, que “o segredo da catequese é tornar presente a Jesus”.

Na celebração, na Paróquia dos Álamos e que juntou mais de 300 catequistas de várias paróquias da Ilha da Madeira, D. Nuno Brás referiu que “mostrar que este Jesus não é simplesmente alguém que viveu há dois mil anos, mas é alguém que hoje, vivo”, vem ao encontro das pessoas, lê-se no Jornal da Madeira.

Depois de explicar que o catequista é “um missionário” um enviado de Jesus Cristo que se deve “assumir” e “sentir” como tal 24 horas por dia, D. Nuno Brás lembrou as palavras do Papa Francisco quando este diz que “os catequistas não devem fazer de catequistas, mas ser catequistas”.

Os trabalhos deste Dia Diocesano do Catequista iniciaram-se pelas 09h30 horas com uma primeira intervenção sobre a “Carta de São Tiago e as suas Implicações na Catequese”, pela Irmã Teresa Pinho e depois uma segunda intervenção sobre o “Sacramento da Eucaristia”, cujo orador foi o cónego João Francisco Dias.

 

Guarda:

Diocese começa ano pastoral com retiro dos sacerdotes

 

A Diocese da Guarda começou o ano pastoral 2020/2021 com o retiro anual dos sacerdotes, no seminário da Guarda, e vão retomar o programa “voltado para os jovens e para a família”.

“O programa diocesano de pastoral, que temos pensado para três anos voltado para os jovens e para a família, vamos retomá-lo, com a recalendarização o mais ajustada possível às novas condições”, explicou o bispo da Guarda numa carta enviada aos sacerdotes.

D. Manuel Felício lembrou que nos últimos meses houve “um conjunto de mudanças, que alteraram os comportamentos habituais” e estão a “exigir de todos” reflexão séria para encontrarem “novos e mais ajustados procedimentos pastorais”.

A diocese vai dar continuidade ao triénio dedicado à juventude e à família e o bispo da Guarda informou também que o trabalho com jovens que tem como horizonte a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023 está a ser dinamizado pelo Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional e a Pastoral Universitária.

“A equipa alargada que se constituiu para trabalhar rumo à Jornada Mundial da Juventude não parou, mesmo durante a pandemia, mas, a partir de agora, deseja retomar iniciativas que não puderam realizar-se e propor outras novas”, desenvolveu D. Manuel Felício, assinalando que a proposta de formação baseada no itinerário ‘Say yes’ “é para continuar” na diocese.

 

Lamego:

Deus «não» pergunta pelo currículo

 

Bispo de Lamego, D. António Couto, referiu na homilia da Missa Crismal, que “não são os currículos” que definem as pessoas como cristãos mas “o cuidado e o serviço aos irmãos, aos mais frágeis”.

Na Sé de Lamego, D. António Couto presidiu à Missa Crismal que, devido à pandemia do Covid 19 foi alterada para o dia 5 de outubro e utilizou como pano de fundo a nova Encíclica do Papa Francisco, «Fratelli Tutti», assinada sobre o túmulo de São Francisco de Assis, no sábado, 3 de outubro, e disponibilizada no dia seguinte, 4 de outubro, memória litúrgica do santo de Assis.

Neste tempo de pandemia, “mais do que números, precisamos de olhar para cada pessoa” porque “se tiramos Deus do mundo não há espaço para a fraternidade”, referiu D. António Couto.

“Muitos tentaram tirar da equação a fraternidade, deixando apenas a liberdade e a igualdade, mas sem fraternidade não é possível nem a liberdade nem a igualdade” porque “a fraternidade é o fundamento da igualdade e da liberdade”, disse na homilia.

A fraternidade é o “cimento que faz com que seja possível a igualdade e a liberdade, e que seja possível um mundo em que as pessoas contem, não como números, mas como pessoas, como irmãos e irmãs, sejam velhinhos ou sejam novos, sejam ricos ou pobres”.

 “Vivemos com a preocupação de apresentarmos currículos, mas Deus pergunta-nos pelos pobres, pelo amor e cuidado aos outros, se agimos ou não como irmãos uns com os outros”, disse o Bispo de Lamego

Na Diocese de Lamego, 5 de outubro é um dia em que, desde há muitos anos, os sacerdotes se reúnem para a Assembleia Anual do Clero.

Com toda a liturgia própria da Missa Crismal de Quinta-feira Santa, as quatro dezenas de sacerdotes presentes viveram, a seguir à homilia do Bispo de Lamego um dos momentos singulares desta Eucaristia: a renovação das promessas sacerdotais.

 

Leiria:

Comemoração da entrada de D. José Alves Correia da Silva

na diocese

 

Em 2020, a diocese de Leiria-Fátima está a comemorar o centenário da entrada de D. José Alves Correia da Silva na diocese e para assinalar a efeméride, no dia 2 de outubro, houve uma sessão evocativa na catedral de Leiria daquele que foi o primeiro bispo de Leiria depois da restauração.

O diretor do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima, Marco Daniel Duarte, fez a conferência inicial e a presidente da Academia Portuguesa da História, Manuela Mendonça, apresentou a publicação das Atas do Congresso evocativo do Centenário da Diocese que ocorreu nos dias 17 a 19 de maio de 2018, na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria.

Para além destes dois oradores, os presentes nesta atividade ouviram-se umas palavras do atual bispo, o Cardeal D. António Augusto dos Santos Marto, bem como um apontamento musical a cargo de João Santos, organista titular da Sé de Leiria.

Todas as pessoas puderam assistir à evocação através dos canais da Diocese, nomeadamente pelo Youtube.

 

 

 

 

 

 


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