1.º Domingo do Advento

29 de Novembro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: O Senhor virá governar com Justiça – J. F. Silva, NRMS, 7

Salmo 24,1-3

Antífona de entrada: Para Vós, Senhor, elevo a minha alma. Meu Deus, em Vós confio Não seja confundido nem de mim escarneçam os inimigos. Não serão confundidos os que esperam em Vós.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Hoje iniciamos o novo ano litúrgico. O Advento é o tempo de preparação para o Natal do Senhor. Advento quer dizer chegada ou vinda. Damos graças pela primeira vinda de Jesus, celebrando o seu nascimento, em Belém e aguardamos em jubilosa esperança a Sua última vinda, no fim dos tempos. Entre a primeira vinda e a última, “Jesus vem até nós em cada homem e em cada tempo para que o recebamos na caridade.” A Igreja celebra o mistério do seu Senhor, até que Ele venha e “Deus seja tudo em todos.”[1]  Desde a era Apostólica, a liturgia é atraída para o seu termo pelo gemido do Espírito na Igreja: “Marana thá. Ámen. Vem Senhor Jesus.” (1 Cor 16, 22. Apocalipse 22,17.20)

Na primeira leitura encontramos uma oração, que exprime os sentimentos de gratidão dos israelitas, que regressavam à sua pátria, depois do exílio: “Nunca os ouvidos escutaram, nem os olhos viram que um Deus, além de Vós, fizesse tanto em favor dos que n’Ele esperam.”

    Na segunda leitura São Paulo convida-nos também a dar graças: “Deus é fiel e chamou-nos a tomar parte em todas as bênçãos espirituais em Jesus Cristo.” Ele é a Salvação oferecida a todos os povos.

No Evangelho, São Marcos recomenda-nos a espera e a vigilância. “Vigiai.” Despertemos do sono “porque a noite vai adiantada e aproxima-se o dia.” O Senhor vai chegar.

 

Oração colecta: Despertai, Senhor, nos vossos fiéis a vontade firme de se prepararem, pela prática das boas obras, para ir ao encontro de Cristo, de modo que, chamados um dia à sua direita, mereçam alcançar o reino dos Céus. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: “Oh se rasgásseis os céus e descêsseis! Ante a vossa face estremeceriam os montes.

 E Vós descestes.” (Is 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7) 

O Advento começa com um profundo suspiro de fé e de esperança dirigido a Deus, “nosso Pai e nosso Redentor.” Esta súplica brotou do coração dos santos Patriarcas. Nós suspiramos por Jesus, que já veio ao mundo e está vivo no meio de nós. Acolhamos Jesus como nosso Salvador, Ele que é e que de novo, há-de vir. (Secretariado Nacional de Liturgia)

 

 

Isaías 63, 16b-17.19b; 64, 2b-7

13bVós, Senhor, sois nosso Pai e nosso Redentor, desde sempre, é o vosso nome. 17Porque nos deixais, Senhor, desviar dos vossos caminhos e endurecer o nosso coração, para que não Vos tema? Voltai, por amor dos vossos servos e das tribos da vossa herança. 19bOh, se rasgásseis os céus e descêsseis! Ante a vossa face estremeceriam os montes! 2bMas Vós descestes e perante a vossa face estremeceram os montes. 3Nunca os ouvidos escutaram, nem os olhos viram que um Deus, além de Vós, fizesse tanto em favor dos que n’Ele esperam. 4Vós saís ao encontro dos que praticam a justiça e recordam os vossos caminhos. Estais indignado contra nós, porque pecámos e há muito que somos rebeldes, mas seremos salvos. 5Éramos todos como um ser impuro, as nossas acções justas eram todas como veste imunda. Todos nós caímos como folhas secas, as nossas faltas nos levavam como o vento. 6Ninguém invocava o vosso nome, ninguém se levantava para se apoiar em Vós, porque nos tínheis escondido o vosso rosto e nos deixáveis à mercê das nossas faltas. 7Vós, porém, Senhor, sois nosso Pai e nós o barro de que sois o Oleiro; somos todos obra das vossas mãos.

 

O texto desta leitura, tirado do Terceiro Isaías (Is 56 – 66), é um veemente e comovente apelo à misericórdia de Deus, de grande afinidade com alguns Salmos, e também um hino ao seu amor de Pai.

16b «Nosso Pai». Já no A. T. Deus é designado Pai, mas é no N. T. que se revela o sentido profundo da sua paternidade e sobretudo a nossa condição de «filhos no Filho». «E nosso Redentor» (goél, em hebraico). A Deus é dado o mesmo nome que se dava ao parente mais próximo encarregado de defender a pessoa oprimida e necessitada: o goél tinha obrigação de resgatar quem caísse na escravidão, de resgatar uma propriedade, de vingar o sangue dum parente assassinado, e até de obviar à falta de filhos de uma viúva dum parente, casando com ela. Quando se designa a Deus Redentor (goél) de Israel, indica-se que Yahwéh é o responsável pela defesa do povo que elegeu para si. Chamar-lhe Redentor é apelar para a sua segura defesa e protecção.

19 «Oh, se rasgásseis os céus e descêsseis!» A Liturgia do Advento aplica este texto à vinda de Deus à terra no mistério da Incarnação: Jesus Cristo é o próprio Deus que vem resgatar-nos do pecado e da perdição eterna.

1-2a.5-6 «Pecámos». Os primeiros versículos do capítulo 64 são obscuros, traduzidos de diversos modos (a versão litúrgica atém-se basicamente ao texto oficial da Nova Vulgata). Uma ideia, porém, fica clara: o reconhecimento das culpas é o ponto de partida para o veemente apelo do Profeta à misericórdia divina. Também não se poderia exprimir com mais veemência a repugnante situação de impureza do pecador perante Deus: «as nossas acções justas eram todas como veste imunda» (a Vulgata traduz à letra o original hebraico bem expressivo e realista – «pannus menstruatæ» –, que, para não ferir a sensibilidade de algum leitor, a Nova Vulgata suavizou para «pannus inquinatus», «um trapo sujo»). A confissão humilde dos nossos pecados é também uma atitude básica para preparar o Natal, aliás, este poderia ficar reduzido a um bonito folclore, mas vazio.

8 «Nós o barro...» Esta imagem tão frequente na Escritura (cf. Is 29,16; 30,14; 45,9; Jer 18,1-6; 19,1-13; Sir 33,13; Rom 9,9-20-21) é muito expressiva, pois, por um lado, exprime a fragilidade do homem, por outro, o domínio total de Deus sobre nós. Pode-se tirar partido da imagem para falar da docilidade à acção do Espírito Santo na alma, a fim de que Deus possa moldar-nos segundo a imagem de Cristo, que quer «nascer» em nós.

 

Salmo Responsorial    Sl 79, 2ac e 3b, 15-16.18-19 (R.4)

 

Monição: Marana thá, vem Senhor Jesus.

Existe um cântico de Advento com este refrão: “Esperamos o Senhor até Ele aparecer. Vem Senhor Jesus, ó vem depressa.” Com o salmista hoje cantamos algo semelhante: “Deus dos Exércitos, vinde de novo, olhai dos céus e vede, visitai esta vinha. Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou.” Jesus é a verdadeira vide e nós somos os seus ramos. Deus Pai é o agricultor e tratada a sua vinha com amor, para que produza muito fruto. Elevamos a alma para Deus e cantemos ou rezemos: “Senhor, nosso Deus, vinde de novo; fazei brilhar a vossa face e seremos salvos.”

 

Refrão:        Senhor nosso Deus, fazei-nos voltar,

mostrai-nos o vosso rosto e seremos salvos.

 

Pastor de Israel, escutai,

Vós que estais sentado sobre os Querubins, aparecei.

Despertai o vosso poder

e vinde em nosso auxílio.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Estendei a mão sobre o homem que escolhestes,

sobre o filho do homem que para Vós criastes;

e não mais nos apartaremos de Vós:

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

 

Segunda Leitura

 

Monição: “Vós esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele vos tornará firmes até ao fim, para que sejais irrepreensíveis no dia da Sua vinda.” (1Cor 1, 3-9) 

Esperamos a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. O primeiro Domingo do Advento aponta para a última vinda do Senhor. É tempo da expectativa, vivido na esperança, aguardando a aparição gloriosa do Senhor, que virá coroar os fiéis com a glória da ressurreição. Estamos vigilantes, “esperando e apressando o Dia do Senhor”, como dizia S. Pedro.  “Nós, porém, segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça.” (II Pedro 3,12-13)

 

1 Coríntios 1, 3-9

Irmãos: 3A graça e a paz vos sejam dadas da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo. 4Dou graças a Deus, em todo o tempo, a vosso respeito, pela graça divina que vos foi dada em Cristo Jesus. 5Porque fostes enriquecidos em tudo: em toda a palavra e em todo o conhecimento; 6e deste modo, tornou-se firme em vós o testemunho de Cristo. 7De facto, já não vos falta nenhum dom da graça, a vós que esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo. 8Ele vos tornará firmes até ao fim, para que sejais irrepreensíveis no dia de Nosso Senhor Jesus Cristo. 9Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Nosso Senhor.

 

S. Paulo, nas suas cartas, utiliza o formulário epistolar greco-romano. A leitura de hoje contém a segunda parte (vv. 3-9) do início (a præscriptio) da sua carta, deixando de parte os vv. 1-2 (o remetente, a superscriptio – «Paulo e Sóstenes», e os destinatários, a adscriptio: «à Igreja de Deus que está em Corinto…»). A nossa leitura começa no v. 3, com a saudação (salutatio). A saudação judaica era «a paz!» (a que muitas vezes acrescentavam «a bênção»; a sudação entre os gregos era «alegra-te!» khaire / khairein; entre os romanos era «tem saúde!, salutem). Paulo utiliza simultaneamente a saudação grega e a judaica, mas dando-lhes um novo sentido, o sentido cristão; assim não diz khairein (alegria), mas sim kháris (graça); e a sudação «paz» é especificada acrescentando «da parte de Deus… e do Senhor Jesus», pondo assim em evidência o dom gratuito da salvação que vem de Deus por Jesus. Como era corrente à saudação segue-se um agradecimento, mas aqui é «a Deus» que Paulo agradece os dons concedidos à comunidade de Corinto (vv. 4-7).

7-8 «Esperais a manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo». É a manifestação que corresponde ao «dia de Nosso Senhor Jesus Cristo», o dia da segunda e última vinda de Jesus, para o julgamento final de todos os homens (cf. Mt 25,31-46). Em cada festa de Natal toda a Igreja recorda e revive a primeira vinda do Senhor e antecipa e prepara a sua segunda vinda (a parusía, assim chamada noutros lugares), ou manifestação [apokálypsis]. Pensa-se que S. Paulo, nalgum momento, poderia mesmo ter chegado a participar da esperança que havia entre os primeiros cristãos de uma vinda próxima de Jesus; com efeito, sendo estes conscientes de que em Jesus se dava o culminar da história da salvação, não podiam imaginar que Ele pudesse tardar a sua manifestação definitiva; com efeito, do plano teológico era fácil resvalar para o plano cronológico; mas isto nunca foi objecto propriamente do ensino apostólico.

 

Aclamação ao Evangelho        Salmo 84 (85), 8

 

Monição: “Vigiai, porque não sabeis quando virá o dono da casa.” Mc 13, 33-37 

A vigilância é pedida pelo próprio Senhor. Esta vida é como uma longa vigília, com os seus tempos sucessivos, as quatro vigílias da noite referidas no texto, aguardando “o sol nascente” Jesus Cristo, que vem do alto, como todas as manhãs recordamos na Hora de Laudes (Benedictus). A solenidade do Natal antecipa a vinda gloriosa do Senhor no último dia, que nos introduz na “vida do mundo que há-de vir.” (Secretariado nacional de Liturgia)

 

Aleluia

 

Cântico: C. Silva/A. Cartageno, COM, pg 113

 

Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia

e dai-nos a vossa salvação.

 

 

 

Evangelho

 

São Marcos 13, 33-37

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 33«Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento. 34Será como um homem que partiu de viagem: ao deixar a sua casa, deu plenos poderes aos seus servos, atribuindo a cada um a sua tarefa, e mandou ao porteiro que vigiasse. 35Vigiai, portanto, visto que não sabeis quando virá o dono da casa: se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se de manhãzinha; 36não se dê o caso que, vindo inesperadamente, vos encontre a dormir. 37O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai!»

 

O texto evangélico de hoje é o final do discurso escatológico de S. Marcos (Mc 13,1-37), o Evangelista do ano B.

33 «Vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento». O momento em que Jesus «de novo há-de vir a julgar os vivos e os mortos» é-nos absolutamente desconhecido. Esta ignorância não nos deve assustar, mas sim estimular-nos a aproveitar bem o tempo, com sentido de urgência, e a estar sempre preparados para comparecer diante do nosso Salvador, que aparecerá como Juiz remunerador; também aqui bem se aplica o célebre aforismo de «douta ignorância» (Sto. Agostinho). No seu Comentário ao Diatéssaron, 18,15-17, Santo Efrém diz que o Senhor «quis ocultar-nos isto a fim de permanecermos vigilantes e para que cada um de nós possa pensar que este acontecimento se produzirá durante a sua vida. Ele disse muito claramente que há-de vir, mas sem precisar em que momento. E assim todas as gerações O esperam ardentemente». E a Liturgia do Advento desperta em nós esta atitude de espera ansiosa.

 

Sugestões para a homilia

 

“Para vós, Senhor, elevo a minha alma.”

“Acautelai-vos. Vigiai.”

 

“Para vós, Senhor, elevo a minha alma.”

1) No ciclo do ano, a Igreja comemora todo o mistério da vida humana de Jesus Cristo, desde o Nascimento, à Ressurreição, Ascensão e Pentecostes à expectativa da feliz esperança da Sua vinda. Na Liturgia celebramos os mistérios que aconteceram no passado, mas que se tornam presentes em todo o tempo, para que os fiéis se encham de graça.  O Advento é um tempo de preparação para a vinda do Senhor Jesus, num tríplice plano: passado, presente e futuro. Jesus veio a primeira vez na pobreza e na alegria do presépio. Os Profetas anunciaram ao Povo de Israel a vinda do Messias, cujo nascimento, segundo a carne, ocorreu em Belém, no tempo do Imperador César Augusto. A Igreja celebra, todos os anos, jubilosamente, este aniversário natalício de Jesus, que veio habitar no meio do seu povo. Quem, entre os homens, poderá ficar indiferente a esta vinda se ela provoca tanto júbilo entre os Anjos do Céu? O Advento celebra também a presença misteriosa, viva e actuante de Jesus Cristo na Sua Igreja, de modo especial nos Sacramentos e nas assembleias cristã: “Onde se reúnem dois ou três em meu nome, Eu estou no meio deles.”[2] O Advento apresenta-se-nos como um tempo de piedosa e alegre expectativa. (Cf Missal Romano, Normas Gerais, nº17. Tempo do Advento, nº 39)

2) S. Bernardo escreveu: Conhecemos uma tríplice vinda do Senhor. Entre a primeira e a última há uma vinda intermédia. Aquelas duas são visíveis, mas esta, não. Na primeira, o Senhor apareceu na terra e conviveu com os homens. “Veio para os seus, mas não O quiseram receber.”[3] Na última, todos verão a salvação de Deus e “hão-de contemplar Aquele que foi trespassado.” A vinda intermédia é oculta e só os eleitos a vêem e por ela se salvam as suas almas. Na primeira, o Senhor veio revestido da nossa fraqueza humana; na intermédia vem espiritualmente, manifestando o poder da Sua graça. Na última, virá com todo o esplendor da Sua glória. A vinda intermédia é como que uma estrada que nos leva da primeira à última: no seu nascimento, Jesus foi o nosso Redentor. No fim dos tempos, aparecerá como nossa vida; agora é nosso descanso e consolação. Desta vinda intermédia fala­‑nos o próprio Jesus: Se alguém Me ama, guardará a minha palavra, meu Pai amá­‑lo­‑á, Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada.[4]

 3) A Igreja escolheu para Antífona de Entrada da Eucaristia esta passagem do Salmo 24: “Para Vós, Senhor, elevo a minha alma.” Com o salmista também a nossa alma se eleva para Deus, aceitando o convite de Jesus: “O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai.” O Evangelho de hoje está marcado pelo verbo «vigiar», quatro vezes repetido, de diferentes maneiras e de modo imperativo: Vigiai. Compreenderemos melhor o que o que Jesus nos pede, quando meditarmos na Sua Paixão. Em São Marcos, imediatamente a seguir ao Evangelho de hoje, começa o capítulo seguinte, onde encontramos Jesus em oração, no horto das oliveiras, também conhecido como Getsémani. Aqui, Jesus clarifica em que consiste esta vigilância, pois aí dirá aos discípulos: “Ficai aqui enquanto eu orar. Depois tomando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir pavor e a angustiar-se. Disse-lhes: a minha alma está numa tristeza mortal. Ficai aqui e vigiai…Vigiai e orai para não cederdes à tentação.” Portanto, é preciso manter o nosso coração sintonizado com o coração de Deus. Daí as vigílias enunciadas por Jesus. [5]

4) Vigília é uma palavra derivada do Latim e significa estar acordado. A vigília cristã realiza-se durante a noite e caracteriza-se por ser um momento de oração, de súplica, de louvor, de adoração. “De noite, nascestes, Verbo eterno, e os Anjos e uma estrela anunciaram a tua presença. Na noite da nossa vida, com a luz da fé acesa, esperamos alegres a Tua última vinda.”

O povo da antiga Aliança esperava a vinda do Salvador prometido por Deus aos nossos primeiros pais. Ao longo dos séculos, os profetas alimentaram a esperança da chegada do Messias Libertador. Quantos suspiros dos santos patriarcas, quantas orações fervorosas e ardentes dos justos: “Desça o orvalho do alto dos Céus. Abra-se a terra e germine o Salvador. Oh se descêsseis do alto dos céus! E Vós descestes.” Foi uma longa espera, um longo Advento, uma longa vigília. Ao chegar a plenitude dos tempos, Deus cumpriu a sua promessa e enviou o Seu Filho ao mundo. Jesus desceu do Céu e veio acampar entre nós. Prometeu-nos que viria de novo. O Advento celebra também a vinda gloriosa de Jesus Cristo que se há­‑de verificar no fim dos tempos, como Ele próprio nos prometeu: “Então, vereis o Filho do Homem vir numa nuvem com grande poder e glória!”[6]

A Igreja, povo da Nova Aliança, continua ao longo dos séculos a suplicar como os primeiros cristãos: “Marana ta. Ámen, vinde Senhor Jesus.” (Apocalipse 22,17.20) “Vinde, Senhor a Igreja Vos espera, sol de justiça, eterna Primavera. Vinde, Senhor: a Igreja é vossa Esposa, mostrai-lhe a vossa face gloriosa. Vinde, Senhor, falai, Verbo de Deus, criai a nova terra e os novos céus.” (Liturgia das Horas, Advento)

 

Acautelai-vos. Vigiai

5) Jesus diz-nos qual deve ser a nossa atitude espiritual, enquanto suspiramos pela sua vinda gloriosa: “O que vos digo a vós, digo a todos: vigiai.” Noutra passagem ouvimos: “Tende os rins cingidos e as lâmpadas acesas. Sede como homens que esperam o seu senhor, para lhe abrirem a porta, quando ele chegar e bater. Felizes esses servos, que o senhor, ao chegar, encontrar vigilantes. Em verdade vos digo: cingir-se-á e mandará que se sentem à mesa e os servirá. Se vier à meia-noite ou de madrugada, felizes serão se assim os encontrar.”[7] Jesus pede-nos: «Acautelai-vos e vigiai, porque não sabeis quando chegará o momento.” Acolhamos o convite de Jesus e adoptemos uma atitude de silêncio interior para vivermos em união com Deus, evitando a dispersão provocada pelos ruídos e pelas sensações transitórias que a sociedade nos oferece.

6) Na Bíblia dos Capuchinhos em vez da tradução litúrgica “acautelai-vos” encontramos outra: “Tomai cuidado.” E na Bíblia de Jerusalém: “prenez guarde.” Esta tradução faz-nos pensar que a vida é um combate. No Livro de Job o Autor sagrado diz que a nossa vida é como a de um soldado.[8] Assim compreendemos a razão pela qual Jesus nos exorta: “Acautelai-vos”, estai alerta, sede como sentinelas que não dormem, mas que estão vigilantes no seu posto. “A vida é uma luta”, por isso temos que estar atentos para nos defendermos dos perigos. Estar alerta significa estar de olhos abertos, esperando o amanhecer. Quem vigia descobre “a luz terna e suave no meio da noite.” Olhemos para Jesus: “De noite agonizaste no Jardim das Oliveiras.” Escutemos a Sua oração “A minha alma está numa angústia de morte. Pai, se é possível, afasta de mim este cálice. Pai faça-se a Tua vontade” Foi um momento de luta, que Jesus venceu pela total adesão à vontade do Pai celeste. A vigilância é um dever próprio dos pastores, pois estão encarregados de confirmar a fé dos seus irmãos. Mas é, também, uma característica própria de toda a vida cristã. Guardemos e meditemos no nosso coração as palavras de Jesus: “O que vos digo a vós, digo a todos: Vigiai e orai.” [9]

 

Fala o Santo Padre

 

«O Advento é o tempo que nos é concedido para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro.

Estar atentos e ser vigilantes são as condições para permitir que Deus irrompa na nossa existência.»

 

Hoje começamos o caminho do Advento, que culminará no Natal. O Advento é o tempo que nos é concedido para acolher o Senhor que vem ao nosso encontro, também para verificar o nosso desejo de Deus, para olhar em frente e nos preparar ao regresso de Cristo. Ele voltará a nós na festa do Natal, quando fizermos memória da sua vinda histórica na humildade da condição humana; mas vem dentro de nós todas as vezes que estamos dispostos a recebê-lo, e virá de novo no fim dos tempos para «julgar os vivos e os mortos». Por isso, devemos estar vigilantes e esperar o Senhor com a expetativa de o encontrar. A liturgia hodierna introduz-nos precisamente neste tema sugestivo da vigilância e da expetativa.

No Evangelho (cf. Mc 13, 33-37) Jesus exorta a prestar atenção e a vigiar, a fim de estarmos prontos para o acolher no momento do regresso. Diz-nos: «Ficai de sobreaviso, vigiai; porque não sabeis quando será o tempo [...]; vigiai, para que, vindo de repente, não vos encontre dormindo» (vv. 33-36).

A pessoa atenta é a que, em meio ao barulho do mundo, não se deixa tomar pela distração ou pela superficialidade, mas vive de maneira plena e consciente, com uma preocupação voltada antes de tudo aos outros. Com esta atitude percebemos as lágrimas e as necessidades do próximo e podemos dar-nos conta também das suas capacidades e qualidades humanas e espirituais. A pessoa atenta também se preocupa com o mundo, procurando contrastar a indiferença e a crueldade presentes nele, e alegrando-se pelos tesouros de beleza que contudo existem e devem ser preservados. Trata-se de ter um olhar de compreensão para reconhecer quer as misérias e as pobrezas dos indivíduos e da sociedade, quer a riqueza escondida nas pequenas coisas de cada dia, precisamente ali onde nos colocou o Senhor.

A pessoa vigilante é a que aceita o convite a vigiar, ou seja, a não se deixar dominar pelo sono do desencorajamento, da falta de esperança, da desilusão; e ao mesmo tempo, rejeita a solicitação de tantas vaidades de que o mundo está cheio e atrás das quais, por vezes, se sacrificam tempo e serenidade pessoal e familiar. É a experiência dolorosa do povo de Israel, narrada pelo profeta Isaías: Deus parecia ter deixado desviar para longe dos seus caminhos o seu povo (cf. 63, 17), mas este era um efeito da infidelidade do próprio povo (cf. 64, 4b). Também nós encontramo-nos frequentemente nesta situação de infidelidade à chamada do Senhor: Ele indica-nos o caminho bom, o caminho da fé, o caminho do amor, mas nós procuramos a nossa felicidade noutro lugar.

Estar atentos e vigilantes são os pressupostos para não continuar a “desviar para longe dos caminhos do Senhor”, perdidos nos nossos pecados e nas nossas infidelidades; estar atentos e ser vigilantes são as condições para permitir que Deus irrompa na nossa existência, para lhe restituir significado e valor com a sua presença cheia de bondade e ternura. Maria Santíssima, modelo na expetativa de Deus e ícone da vigilância, nos guie ao encontro do filho Jesus, revigorando o nosso amor por Ele.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 3 de dezembro de 2017

 

 

Oração Universal

 

Irmãos, Jesus acaba de nos dizer no Evangelho:

“O que vos digo a vós, digo-o a todos: Vigiai”!

Peçamos essa graça para nós e para o mundo inteiro,

dizendo (ou: cantando), cheios de confiança:

R. Ouvi-nos, Senhor.

Ou: Cristo, ouvi-nos. Cristo, atendei-nos.

Ou: Senhor, venha a nós o vosso reino.

 

1. Pelas Igrejas e instituições da humanidade,

tentadas pela rotina dos mesmos gestos,

para que descubram os novos sinais que Deus lhes dá, oremos.

 

2. Pelos bispos, presbíteros, diáconos e fiéis,

enriquecidos em toda a palavra que vem de Cristo,

 para que vivam a fé em plenitude, oremos.

 

3. Pelos homens que se desviam do verdadeiro caminho

 e pelos que deixam endurecer o coração,

para que Deus rasgue os céus e Se lhes revele, oremos.

 

4. Por todos os que perderam a esperança

e por aqueles a quem ninguém serve de apoio,

 para que Deus lhes mostre a salvação, oremos.

 

5. Pelos membros da nossa assembleia,

 para que Deus seja o oleiro

que os modela com a sua Palavra e o seu Espírito, oremos.

 

Deus de bondade infinita,

que sem cessar Vos lembrais do vosso povo

e o visitais pelos vossos mensageiros,

conservai-nos vigilantes e despertos para o dia da vinda do vosso Filho.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Abri as portas – C. Silva, OC, pg 24

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, estes dons que recebemos da vossa bondade e fazei que os sagrados mistérios que celebramos no tempo presente sejam para nós penhor de salvação eterna. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio (o prefácio não é obrigatório)

 

A Vinda do Senhor

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

 

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

 

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente, é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação dar-Vos graças, sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor. Ele veio a primeira vez na humildade da natureza humana realizar o eterno desígnio do Vosso Amor e abrir-nos o caminho da salvação. De novo há-de vir, no esplendor da Sua glória para nos dar em plenitude os bens prometidos, que entretanto, vigilantes na fé, ousamos esperar. Por isso, com os Anjos e os Arcanjos e todos os coros celestes proclamamos a vossa glória, cantando numa só voz. Santo, Santo, Santo.

 

Santo: C. Silva – COM, pg 193

 

Monição da Comunhão

 

São Paulo transmitia esta esperança aos cristãos do seu tempo: “Deus vos tornará firmes até ao fim, para que sejais irrepreensíveis no dia da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.”

Em comunhão com toda a Igreja, peçamos, humildemente ao Senhor para que faça frutificar em nós os mistérios que celebramos, pelos quais, durante a nossa vida na terra, Ele nos ensina a amar os bens do Céu e a viver para os valores eternos. 

“Durante o Advento, despertou no meu coração uma grande ânsia de Deus. O meu espírito tendia ardentemente para Deus com toda a força que possuía. Foi neste tempo que o Senhor me concedeu muita luz para conhecer os Seus atributos. Permitiu­‑me contemplar a Sua Santidade que se derrama­ sobre a Sua Igreja e sobre toda a alma que nela habita. Deus é Amor. Compreendi que o Amor Misericordioso une a criatura ao Criador. Reconhece­‑se este imenso Amor e o abismo da insondável Misericórdia divina no Mistério da Encarnação do Verbo. Deus amou tanto o mundo que lhe entregou o seu Filho Unigénito para que todo aquele que n’ Ele acredita, não pereça, mas tenha a vida eterna.[10]

 

Cântico da Comunhão: Maranatha, aleluia – A. F. Santos, BML, 28

Salmo 84, 13

Antífona da comunhão: O Senhor nos dará todos os bens e a nossa terra produzirá o seu fruto.

 

Cântico de acção de graças: Deus abençoou a nossa terra – M. Luís, NRMS, 4 (I)

 

Oração depois da comunhão: Fazei frutificar em nós, Senhor, os mistérios que celebramos, pelos quais, durante a nossa vida na terra, nos ensinais a amar os bens do Céu e a viver para os valores eternos. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Santo Padre, Papa Francisco, Fratelli Tuti.

 

Desejo ardentemente que, neste tempo que nos cabe viver, reconhecendo a dignidade de cada pessoa humana, possamos fazer renascer, entre todos, um anseio mundial de fraternidade. Aqui está um óptimo segredo para sonhar e tornar a nossa vida uma bela aventura. Ninguém pode enfrentar a vida isoladamente; precisamos duma comunidade que nos apoie, que nos auxilie e dentro da qual nos ajudemos mutuamente a olhar em frente. Como é importante sonhar juntos! É juntos que se constroem os sonhos. Sonhemos como uma única humanidade, como caminhantes da mesma carne humana, como filhos desta mesma terra que nos alberga a todos, cada qual com a riqueza da sua fé ou das suas convicções, cada qual com a própria voz, mas todos irmãos. (8)

 

«Felizes os olhos que vêem o que estais a ver.» Mateus 13,16

Eis o tempo celebrado com tanto fervor, um período de salvação, de paz e de reconciliação; tempo, desde há muito, ardentemente desejado pelos antigos profetas e patriarcas em suas mais profundas aspirações e que foi finalmente visto pelo justo Simeão com uma alegria transbordante (Lc 2, 26). Como foi sempre celebrado pela Igreja, devemos nós contemplá-lo nos louvores e nas acções de graças dirigidas ao Pai eterno e misericordioso, que nos manifestou este mistério. Somos exortados a recordar constantemente a memória de tanto amor para connosco. A vinda de Cristo não aproveitou apenas para aqueles que viviam na época do Salvador. A sua força é comunicada igualmente a todos nós, por meio da fé e dos sacramentos. Acolhamos a graça que Ele nos concedeu.[11]

 

Cântico final: Ave Maria Senhora – J. F. Silva, NRMS, 81

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO DO ADVENTO

 

1ª SEMANA

 

 

2ª Feira, 30-XI: S. André, Apóstolo: falar de Deus aos amigos.

Rom 10, 9-18 / Mt 4, 18-22

Jesus viu dois irmãos, Simão, que é chamado Pedro, e seu irmão André, os quais lançavam ao mar uma rede, pois eram pescadores.

André foi um dos primeiros discípulos de João Baptista. Tendo ouvido falar do Messias, apresentou-lhe seu irmão, Simão (EV). Segundo a tradição pregou o Evangelho na Grécia e morreu crucificado numa cruz. Ai de mim, se não pregar o Evangelho (LT).

Como S. André, não deixemos de levar até aos amigos e conhecidos a notícia da chegada, já próxima, do Messias, para que se preparem e o acolherem bem. A voz deles propagou-se por toda a terra e as suas palavras, até aos confins do mundo (SR).

 

3ª Feira, 1-XII: A actuação do Espírito Santo.

Is 11, 1-10 / Lc 10, 21-24

Sobre Ele repousará o espírito do Senhor: espírito de sabedoria e de inteligência, espírito de conselho e de fortaleza.

O profeta anuncia a actuação do Espírito Santo no Messias esperado. Ele virá restaurar a harmonia do princípio da criação (LT), que se estenderá a toda a terra (SR). S. Lucas mostra já realizada essa actuação. Jesus estremeceu de alegria pela acção do Espírito Santo (EV).

Esta actuação do Espírito Santo é comunicada a todo o povo de Deus para que se obtenham frutos abundantes. Nossa Senhora concebeu Jesus, por obra e graça do Espírito Santo. Todos nós precisamos da acção do Espírito Santo, para que se forme a imagem de Cristo em nós, restaurando a 'semelhança divina' e assim nos parecermos mais a Ele.

 

4ª Feira, 2- XII: A 'fome de Deus' e a Eucaristia.

Is 25, 6-10 / Mt 15, 29-37

 O Senhor do Universo há-de preparar para todos os povos, no Monte Sião, um banquete de pratos suculentos.

Há no mundo uma grande 'fome de Deus'. O Messias prepara um grande banquete de pratos suculentos (LT). E, até materialmente, mata a fome a uma grande multidão. Todos comeram e ficaram saciados (EV):

Este milagre prefigura a abundância de pão eucarístico e o banquete da vida eterna (Oração). Para mim preparais a mesa (SR). Como bons filhos, pedimos: O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Preparemos o melhor possível cada celebração eucarística em que participamos, dizendo muitas comunhões espirituais.

 

5ª Feira, 3-XII: Vida apoiada no Senhor.

Is 26, 1-6 / Mt 7, 21. 24-27

Todo aquele que ouve as minhas palavras, e as põe em prática, será semelhante a um homem prudente, que edifica a sua casa sobre rocha.

O Messias é apresentado como uma rocha eterna (LT) E vem convidar-nos a construir a nossa vida, apoiada nEle, fundamento sólido, e não sobre a areia, símbolo de falta de consistência, e de apoio excessivo em nós próprios.

Esta edificação em Cristo é levada a cabo quando ouvimos as suas palavras nas Leituras bíblicas, nas inspirações recebidas na oração. Mais vale refugiar-se no Senhor, do que fiar-se nos poderosos (SR). Mas teremos que, depois, levá-las à prática (EV), pois só assim nos transformarão, procurando identificar a nossa vontade com a do Pai, como Jesus.

 

6ª Feira, 4-XII: Abrir os olhos à Luz divina.

Is 29, 17-24 / Mt 9, 27.31

Nesse dia, os surdos ouvirão a palavra do livro divino; libertos da escravidão e de trevas, os olhos dos cegos hão-de ver.

O profeta anuncia a realização de grandes prodígios, com a vinda do Messias (LT). Entre esses prodígios está a cura de dois cegos, que reconhecem nele o filho de David (EV).

Pedimos igualmente ao Senhor, que nos abra os olhos para a luz divina. O Senhor é a única luz e salvação (SR). Deste modo, poderemos ver Jesus em cada pessoa que nos rodeia, nos acontecimentos de cada dia, para vermos as coisas como Deus as vê: o valor da cruz de cada dia, das contrariedades, o valor do trabalho, da vida familiar, etc.

 

Sábado, 5-XII: Os frutos abundantes do Messias.

Is 30, 19-21. 23-30 / Mt 9, 35- 10. 1. 6-8

 O Senhor dará chuva para a semente que tiveres lançado à terra, e o pão que a terra produzir será farto e nutritivo.

O Senhor quer que, na terra e na vida de cada um de nós, haja abundantes frutos (LT). Dá-nos as indicações necessárias porque Ele é o Caminho. É este o caminho. Tratai de segui-lo (LT). Felizes os que esperam no Senhor (SR).

Também nos pede que ajudemos os outros, mostrando-lhes o caminho, pois andam como ovelhas sem pastor (EV). E, dada a falta de trabalhadores para esta missão, pede que rezemos com confiança. Pedi ao Senhor da messe que mande trabalhadores (EV). Podemos dizer-lhe que pode contar connosco?

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:       José Roque

Nota Exegética:                Geraldo Morujão

Homilias Feriais:               Nuno Romão

Sugestão Musical:            José Carlos Azevedo

 



[1] Prefácio Advento I B. 1 Cor 15, 28

[2] Mat 18,20.

[3] Cf Jo 1,11.

[4] Jo 14,23. S. Bernardo, Sermões, L.H.I, 156­‑157.

[5] Marcos 13,37. Marcos 14, 32-38. D. António Couto, Mesa de Palavras, I Domingo do Advento

[6] Luc 21, 25.27.

[7] Lucas 12,35-38

[8] Job 7,1-2: A vida do homem sobre a terra não é uma luta? Não são os seus dias como os de um soldado?

[9] Marcos 13,37.14,38. Noel Quesson, Parole de Dieu pour chaque Dimanche, Année B.

Catholic Net, I Domingo Advento, Ano B

[10] Jo 3,16. Beata Irmã Faustina, Diário, 180

[11] São Carlos Borromeu (1538-1584), Liturgia das Horas….

 


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