Nossa Senhora do rosário

7 de Outubro de 2020

 

Memória

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Rainha do Santíssimo Rosário, S. Marques, NRMS 86

cf. Lc 1, 28.42

Antífona de entrada: Avé, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco, bendita sois Vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Memória que hoje celebramos, foi instituída como Festa de Nossa Senhora do Rosário pelo Papa S. Pio V, no aniversário da vitória obtida pelos cristãos na batalha naval de Lepanto, em 1571, atribuída ao auxílio da Mãe de Deus, invocada com a oração do Rosário. Enquanto uns cristãos lutavam, outros rezavam o Terço, pedindo ajuda do céu.

Esta Festa ficou ainda mais realçada após as aparições de Fátima, nas quais, Nossa Senhora, se identificou afirmando: “Eu sou a Senhora do Rosário”.

É esta a arma bendita, o Terço do Rosário, que devemos particularmente recorrer nesta hora particularmente difícil que Portugal e todo o mundo atravessa. Na Sua mensagem em Fátima, Nossa Senhora, pediu, com insistência que rezássemos o Terço todos os dias. Se correspondermos a este apelo maternal de Nossa Senhora, todos os males, com que o mundo se debate, serão vencidos.

 

Ato penitencial

 

Porque tantas vezes nos afastamos dos apelos maternais de Nossa Senhora, que sempre nos procura aproximar do amor de Deus, nosso Pai, trocando-O, por ignorância, engano e pouca fé, por outras seguranças terrenas tão enganadoras, comecemos por LHE pedir perdão.

 

     (Tempo de silêncio, ou em alternativa a sugestão que se segue)

 

Senhor Jesus,

que, por leviandade, com tanta facilidade nos afastamos de Vossa amável companhia, e de apelos tão ternos de Vossa e nossa Mãe, tende misericórdia.

 

     Cristo, misericórdia!

 

     Jesus Cristo, que nos revelastes o Amor infinito do Pai do Céu

     e n’Ele tão pouco temos meditado e correspondido, tende misericórdia.

 

     Senhor, misericórdia!

 

     Senhor Jesus, que não quereis que o pecador viva triste e se condene,

     mas que se arrependa e viva para sempre, cheio de alegria, tende misericórdia.

 

     Senhor, misericórdia! 

 

     Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

     perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Infundi, Senhor, a vossa graça em nossas almas, para que nós, que, pela anunciação do Anjo, conhecemos a encarnação de Cristo, vosso Filho, pela sua paixão e morte na cruz e com a intercessão da bem-aventurada Virgem Maria, alcancemos a glória da ressurreição. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Após a Ascensão de Jesus Cristo ao Céu, os Apóstolos continuam unidos em oração na companhia de Nossa Senhora. Sempre que dois ou três se reúnem em Seu nome, Jesus e Maria estão presentes. Com essa certeza, que a fé nos garante, rezemos o Terço em família, todos os dias.

 

Actos 1, 12-14

Depois de Jesus ter subido ao Céu, os Apóstolos voltaram para Jerusalém, descendo o monte chamado das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, à distância de uma caminhada de sábado. Quando chegaram à cidade, subiram para a sala de cima, onde se encontravam habitualmente. Estavam lá Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zeloso, e Judas, irmão de Tiago. Todos estes perseveravam unidos em oração, em companhia de algumas mulheres, entre as quais Maria, Mãe de Jesus.

 

Quando deixa de ter visibilidade a pessoa de Jesus, a sua Mãe ocupa um lugar digno de nota, logo na oração da Igreja nascente. Com Ela os primeiros que seguiram a Cristo, esperam o Espírito Santo, perseverando, «unidos em oração». Note-se também a importância dada à lista dos Apóstolos e como em todas as quatro listas que aparecem no N. T. Pedro é constantemente o cabeça de lista, embora estas não contenham os nomes sempre na mesma ordem.

 

Salmo Responsorial     Lc 1, 46-47.48-49.50-51.52-53.54-55 (R. Lc 1, 49)

 

Monição: Depois da saudação de sua prima Isabel, Nossa Senhora entoa um cântico revelador da fé, alegria, humildade e ação de graças que inunda Seu Imaculado Coração. Aprendamos com Ela a rezar com iguais disposições interiores.

 

Refrão:         O Senhor fez em mim maravilhas:

                      santo é o seu nome.

 

Ou:                Bendita sejais, ó Virgem Maria,

                      que trouxestes em vosso ventre o Filho do eterno Pai.

 

A minha alma glorifica o Senhor,

e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador.

 

Porque pôs os olhos na humildade da sua serva,

de hoje em diante me chamarão bem-aventurada todas as gerações.

O todo-poderoso fez em mim maravilhas:

Santo é o seu nome.

 

A sua misericórdia se estende de geração em geração

sobre aqueles que O temem.

Manifestou o poder do seu braço

e dispersou os soberbos.

 

Derrubou os poderosos de seus tronos

e exaltou os humildes.

Encheu de bens os famintos

e aos ricos despediu de mãos vazias.

 

Acolheu Israel, seu servo,

lembrado da sua misericórdia,

como tinha prometido a nossos pais,

a Abraão e à sua descendência para sempre.

 

 

Aclamação ao Evangelho           Lc 1, 28

 

Monição: O Evangelho deste dia, lembra-nos as palavras de saudação dirigidas a Nossa Senhora pelo Arcanjo Gabriel, no momento da Anunciação, e que são repetidas muitas vezes na reza do Santo Rosário. Com que carinho, respeito e devoção deverão ser tais palavras por nós pronunciadas!

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. F. Silva, NRMS,46

 

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco

bendita sois Vós entre as mulheres.

 

 

Evangelho

 

São Lucas 1, 26-38

Naquele tempo, o Anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia chamada Nazaré, a uma Virgem desposada com um homem chamado José. O nome da Virgem era Maria. Tendo entrado onde ela estava, disse o Anjo: «Ave, cheia de graça, o Senhor está contigo». Ela ficou perturbada com estas palavras e pensava que saudação seria aquela. Disse-lhe o Anjo: «Não temas, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Conceberás e darás à luz um Filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-Se-á Filho do Altíssimo. O Senhor Deus Lhe dará o trono de seu pai David reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim». Maria disse ao Anjo: «Como será isto, se eu não conheço homem?». O Anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso o Santo que vai nascer será chamado Filho de Deus. E a tua parenta Isabel concebeu também um filho na sua velhice e este é o sexto mês daquela a quem chamavam estéril porque a Deus nada é impossível». Maria disse então: «Eis a escrava do Senhor faça-se em mim segundo a tua palavra».

 

A cena da Anunciação, narrada com toda a simplicidade, tem uma singular densidade, pois encerra o mistério mais assombroso da História da Salvação, a Incarnação do Filho eterno de Deus. Assim, a surpresa do leitor transforma-se em encanto e deslumbramento. O próprio paralelismo dos relatos lucanos do nascimento de João e de Jesus, revestem-se dum contraste deveras significativo: à majestade do Templo e grandiosidade de Jerusalém contrapõe-se a singeleza duma casa numa desconhecida e menosprezada aldeia de Galileia; ao afã dum casal estéril por ter um filho, a pureza duma virgem que renunciara à glória de ser mãe; à dúvida de Zacarias, a fé obediente de Maria!

26 «O Anjo Gabriel». O mesmo que anunciou a Zacarias o nascimento de João. Já era conhecido o seu nome no A.T. (Dan 8,16-26; 9,21-27). O seu nome significa «homem de Deus» ou também «força de Deus».

28 Coadunando-se com a transcendência da mensagem, a tripla saudação a Maria é absolutamente inaudita:

«Ave»: Vulgarizou-se esta tradução, correspondente a uma saudação comum (como ao nosso «bom dia»; cf. Mt 26,49), mas que não parece ser a mais exacta, pois Lucas, para a saudação comum usa o semítico «paz a ti» (cf. Lc 10,5); a melhor tradução é «alegra-te» – a tradução literal do imperativo do grego khaire –, de acordo com o contexto lucano de alegria e com a interpretação patrística grega, não faltando mesmo autores modernos que vêem na saudação uma alusão aos convites proféticos à alegria messiânica da «Filha de Sião» (Sof 3,14; Jl 2,21-23; Zac 9,9).

Ó «cheia de graça»: Esta designação tem muita força expressiva, pois está em vez do nome próprio, por isso define o que Maria é na realidade. A expressão portuguesa traduz um particípio perfeito passivo que não tem tradução literal possível na nossa língua: designa Aquela que está cumulada de graça, de modo permanente; mais ainda, a forma passiva parece corresponder ao chamado passivo divino, o que evidencia a acção gratuita, amorosa, criadora e transformante de Deus em Maria: «ó Tu a quem Deus cumulou dos seus favores». De facto, Maria é a criatura mais plenamente ornada de graça, em função do papel a que Deus A chama: Mãe do próprio Autor da Graça, Imaculada, concebida sem pecado original, doutro modo não seria, em toda a plenitude, a «cheia de graça», como o próprio texto original indica.

«O Senhor está contigo»: a expressão é muito mais rica do que parece à primeira vista; pelas ressonâncias bíblicas que encerra, Maria é posta à altura das grandes figuras do Antigo Testamento, como Jacob (Gn 28,15), Moisés (Ex 3,12) e Gedeão (Jz 6,12), que não são apenas sujeitos passivos da protecção de Deus, mas recebem uma graça especial que os capacita para cumprirem a missão confiada por Ele.

Chamamos a atenção para o facto de na última edição litúrgica ter sido suprimido o inciso «Bendita és tu entre as mulheres», pois este não aparece nos melhores manuscritos e pensa-se que veio aqui parar por arrasto do v. 42 (saudação de Isabel). A Neovulgata, ao corrigir a Vulgata, passou a omiti-lo.

29 «Perturbou-se», ferida na sua humildade e recato, mas sobretudo experimentando o natural temor de quem sente a proximidade de Deus que vem para tomar posse da sua vida (a vocação divina). Esta reacção psicológica é diferente da do medo de Zacarias (cf. Lc 1,12), pois é expressa por outro verbo grego; Maria não se fecha no refúgio dos seus medos, pois n’Ela não há qualquer espécie de considerações egoístas, deixando-nos o exemplo de abertura generosa às exigências de Deus, perguntando ao mensageiro divino apenas o que precisa de saber, sem exigir mais sinais e garantias como Zacarias (cf. Lc 1,18).

32-33 «Encontraste graça diante de Deus»: «encontrar graça» é um semitismo para indicar o bom acolhimento da parte dum superior (cf. 1Sam 1,18), mas a expressão «encontrar graça diante de Deus» só se diz no A. T. de grandes figuras, Noé (Gn 6,8) e Moisés (Ex 33,12.17). O que o Anjo anuncia é tão grandioso e expressivo que põe em evidência a maternidade messiânica e divina de Maria (cf. 2Sam 7,8-16; Salm 2,7; 88,27; Is 9,6; Jer 23,5; Miq 4,7; Dan 7,14).

34 «Como será isto, se Eu não conheço homem?» Segundo a interpretação tradicional desde Santo Agostinho até aos nossos dias, tem-se observado que a pergunta de Maria careceria de sentido, se Ela não tivesse antes decidido firmemente guardar a virgindade perpétua, uma vez que já era noiva, com os desposórios ou esponsais (erusim) já celebrados (v. 27). Alguns entendem a pergunta como um artifício literário e também «não conheço» no sentido de «não devo conhecer», como compete à Mãe do Messias (cf. Is 7,14). Pensamos que a forma do verbo, no presente, «não conheço», indica uma vontade permanente que abrange tanto o presente como o futuro. Também a segurança com que Maria aparece a falar faz supor que José já teria aceitado, pela sua parte, um matrimónio virginal, dando-se mutuamente os direitos de esposos, mas renunciando a consumar a união; nem todos os estudiosos, porém, assim pensam.

35 «O Espírito Santo virá sobre ti…». Este versículo é o cume do relato e a chave do mistério: o Espírito, a fonte da vida, «virá sobre ti», com a sua força criadora (cf. Gn 1,2; Salm 104,30) e santificadora (cf. Act 2,3-4); «e sobre ti a força do Altíssimo estenderá a sua sombra» (a tradução litúrgica «cobrirá» seria de evitar por equívoca e pobre; «te envolverá», propõe a nova tradução da CEP. O verbo grego (ensombrar) é usado no A. T. para a nuvem que cobria a tenda da reunião, onde a glória de Deus estabelecia a sua morada (Ex 40,34-36; Nm 9,18.22; 10,34); aqui é a presença de Deus no ser que Maria vai gerar (pode ver-se nesta passagem o fundamento bíblico para o título de Maria, «Arca da Aliança»).

«O Santo que vai nascer…». O texto admite várias traduções legítimas; a litúrgica, afasta-se tanto da da Vulgata, como da da Neovulgata; uma tradução na linha da Vulgata parece-nos mais equilibrada e expressiva: «por isso também aquele que nascerá santo será chamado Filho de Deus». I. de la Potterie chega a ver aqui uma alusão ao parto virginal de Maria: «nascerá santo», isto é, não manchado de sangue, como num parto normal. «Será chamado» (entenda-se, «por Deus» – passivum divinum) «Filho de Deus», isto é, será realmente Filho de Deus, pois aquilo que Deus chama tem realidade objectiva (cf. Salm 2,7).

38 «Eis a escrava do Senhor…». A palavra escolhida na tradução, «escrava» talvez queira sublinhar a entrega total de Maria ao plano divino. Maria diz o seu sim a Deus, chamando-se «serva do Senhor»; é a primeira e única vez que na história bíblica se aplica a uma mulher este apelativo, como que evocando toda uma história maravilhosa de outros «servos» chamados por Deus que puseram a sua vida ao seu serviço: Abraão, Jacob, Moisés, David… É o terceiro nome com que Ela aparece neste relato: «Maria», o nome que lhe fora dado pelos homens, «cheia de graça», o nome dado por Deus, «serva do Senhor», o nome que Ela se dá a si mesma.

«Faça-se…». O «sim» de Maria é expresso com o verbo grego no modo optativo (génoito, quando o normal seria o uso do modo imperativo génesthô), o que põe em evidência a sua opção radical e definitiva, o seu vivo desejo (matizado de alegria) de ver realizado o desígnio de Deus (M. Orsatti).

 

Sugestões para a homilia

 

1.     A importância da devoção a Nossa Senhora do Rosário.

2.     A urgência da devoção a Nossa Senhora do Rosário

3.     A correspondência aos apelos da nossa querida Mãe do Céu.

 

 

1.     A importância da devoção a Nossa Senhora do Rosário.

 

A memória que hoje celebramos foi instituída como Festa de Nossa Senhora das Vitórias pelo Papa S. Pio V, em 7 de Outubro de 1571, em ação de graças pela vitória dos católicos, verificada nesse dia na batalha naval de Lepanto, contra os Turcos Otomanos, que já se encontravam às portas da Europa. Para esta tão importante vitória muito contribuiu a reza da oração do Rosário então pedida pelo mesmo Papa.

Frente a todas as crises pelas quais a Europa, Portugal e tantas outras nações do mundo se sentem ameaçadas no momento presente, este é o remédio eficaz que o Céu nos oferece – a reza diária do Terço em família. Assim o confirmam os pedidos feitos por Nossa Senhora em todas as Suas aparições. Vamos recordar de uma maneira especial as verificadas em Portugal em 1917. Bem difíceis e mesmo dramáticos eram os dias que o nosso País atravessava. A nossa boa Mãe do Céu veio mais uma vez em nosso auxílio, apresentando-nos os meios de que nos devíamos valer – a reza do Rosário. Assim nos diz em 13 de Maio: “Rezem o Terço todos os dias para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”; em 13 de Junho: “Quero que rezem o terço todos os dias”; em 13 de Julho “Quero que continueis a rezar o terço todos os dias, em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz para o mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer. Quando rezais o terço, dizei depois de cada mistério: Ó meu Jesus perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno, levai as almas todas para o céu, principalmente as que mais precisarem”; em 19 de Agosto: Quero “que continueis a rezar o terço todos os dias” em 13 de Setembro: “Continuem a rezar o terço para alcançar o fim da guerra”; e em 13 de Outubro: “Sou a Senhora do Rosário, quero que continuem a rezar sempre o terço todos os dias”.

 

2.     A urgência da devoção a Nossa Senhora do Rosário.

 

São muitos os sinais da gravidade pelos quais Portugal e o mundo atravessa neste momento histórico da humanidade. A Europa e não só, está mais envelhecida pela  falta de nascimentos; a família como Deus a fundou tem sido atacada com orientações e leis civis diabolicamente implementadas e divulgadas; a insensatez da divulgação descarada de contracetivos e uma errada educação sexual a grande parte da juventude; o pouco cuidado em se dar o apoio e carinho que os jovens exigem e precisam de seus pais e educadores devidamente formados; o aborto aprovado, largamente divulgado e apoiado pela “cultura da morte” tão disseminado. São ainda sinais evidentes deste descalabro moral o fato de termos escolas sem alunos e seminários vazios. E tantos responsáveis terrivelmente calados! Eis as causas das verdadeiras crises pelas quais Portugal e grande parte da Europa atravessa. Por sua vez estes sinais de envelhecimento anunciam mesmo, a não muito longo prazo, o fim dramático de Portugal e outras nações do mundo. O povo muçulmano, que tentou várias vezes ocupar esta Europa cristã, olha com agrado para esta insensatez. Em breve, sem terem de recorrer a armas, poderão tomar posse destas terras então tão tragicamente abandonadas. Basta-lhes continuarem a receber os respetivos filhos, que muitas cristãs, hoje, estão teimosa e diabolicamente a querer rejeitar.

Para obstar que sejamos mais uma vez poupados a tais dramáticas consequências, não temos outra alternativa: voltarmo-nos com fé para a Senhora coroada com a Coroa de doze estrelas e com a Lua a Seus pés. Ela é a Senhora das Vitórias. Só Ela nos pode valer.

 

3.     A correspondência aos apelos da nossa querida Mãe do Céu.

 

Se nos devem preocupar os desvarios de tantos dirigentes políticos e os enganos em que muitos homens se têm envolvido, causadores de tantas desgraças, também é certo que a nossa querida Mãe do Céu, não nos abandona. Para obstar a tantos males, como o Evangelho regista, Nossa Senhora nos recomenda “Fazei tudo o que Meu Filho vos disser”. Ao longo da história nos vem fazendo constantemente este urgente e salvador pedido. Nas Aparições, reconhecidas pela autoridade da Igreja, escutamos o constante apelo maternal à conversão de todos nós, Seus filhos. Que importância lhes estamos a dar?  Em Fátima, como atrás se lembrou, em todos os meses pediu a reza do terço em família. Pediu também, com a devoção dos primeiros Sábados a consagração de cada um ao Seu Imaculado Coração. Pediu oração e penitência. Estamos a corresponder?

Não deixemos passar esta Festa sem que tomemos muito a sério estes tão veementes e ternos apelos maternais. Façamos tudo o que estiver ao nosso alcance para também os divulgar. Está em jogo a felicidade terrena e eterna de tantos seres humanos. Não esqueçamos que, no século passado, foram milhões os atingidos pelas duas guerras mundiais, por não terem correspondido a estes apelos da Mãe do Céu. Com a primeira guerra mundial surgiu também a pandemia da pneumónica, que como está acontecendo com a coronavírus, vitimou milhões de seres humanos. Para obstar a tais desgraças e mesmo para as resolver Nossa Senhora deixou-nos a Sua mensagem em Fátima, em La Salette e em tantos outros locais espalhados pelo mundo. Importa conhecer, viver e divulgar estes apelos maternais.

Vamos todos acordar, cumprindo integralmente e com generosidade os mandamentos da Lei de Deus. É este o grande apelo de Nossa Senhora “Fazei tudo o que Meu Filho vos disser”. Eis aqui a solução para todas as crises e problemas humanos. Lançando mão dos meios que o Evangelho e Nossa Senhora tanto nos recomenda, isto é, fazendo penitência, jejum e oração encontraremos coragem para os cumprir com generosidade.

 

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs,

por intercessão de Nossa Senhora do Rosário

peçamos a Deus, nosso Pai do Céu

pelas necessidades de todos os homens

dizendo, confiadamente:

 

R. Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

1 Pelo Papa, Bispos, Sacerdotes e Diáconos

Seminaristas, Catequistas e Leigos

para que conscientes da missão que o Senhor nos confiou

vivam e divulguem a devoção a Nossa Senhora,

Mãe de Deus e dos homens e medianeira de todas as graças,

oremos, irmãos.

 

R. Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

2      Para que o mundo, em se praticam tantas injustiças e guerras

alcance, através da reza do santo Rosário

a paz prometida nas aparições de Fátima,

oremos, irmãos.

 

R.  Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

3      Para que correspondendo aos apelos de Nossa Senhora

rezemos o Terço todos os dias

e cumpramos toda a mensagem de Fátima,

oremos, irmãos.

 

R.  Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

4      Para que os doentes e idosos

aproveitem o tempo, rezando muitos Terços

a fim de tornarem mais belos os dias de suas vidas,

oremos, irmãos.    

 

R.  Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senhor.

 

5      Para que as almas dos nossos parentes e amigos

bem como das almas mais abandonadas

sejam purificadas pela reza do Terço diário

e possam assim entrar, quanto antes, na glória do Céu,

oremos, irmãos.

 

R.  Por intercessão de Nossa Senhora do Rosário, ouvi-nos Senho

     Senhor, que nos dais,

     com a reza do Terço e a devoção ao Imaculado Coração de Maria

     o refúgio e alento no nosso caminhar para Vós,

     dai-nos também por Sua intercessão,

     todas as graças de que precisamos para corresponder,

     com generosidade aos apelos de Vossa e nossa querida Mãe.

     Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que é Deus convosco,

      na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

 

Cântico do ofertório: Rainha dos Anjos Pura – J. F. Silva, NRMS, 10

 

Oração sobre as oblatas: Tornai-nos dignos, Senhor, de Vos oferecer este santo sacrifício, de modo que, celebrando fervorosamente os mistérios do vosso Filho, mereçamos alcançar as suas promessas. Por Nosso Senhor...

 

Prefácio de Nossa Senhora I [na festividade], p. 486 [644-756] ou II, p. 487

 

Santo: C. Silva - OC (pg 537)

 

 

Monição da Comunhão

 

Jesus, Deus e Homem verdadeiro, realmente presente na Santíssima Eucaristia, é fruto do Ventre puríssimo de Maria Imaculada, Nossa Senhora do Rosário. Vamos recebê-lO com muita fé, humildade, amor e profunda gratidão.

 

Cântico da Comunhão: O Senhor fez em mim maravilhas – A. Oliveira, NRMS, 45

 

Antífona da comunhão: O Anjo do Senhor disse a Maria: Conceberás e darás à luz um Filho e o seu nome será Jesus.

 

Cântico de acção de graças: Feliz és Tu porque acreditaste – C. Silva, OC

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Senhor nosso Deus, que, ao anunciarmos neste sacramento a morte e a ressurreição do vosso Filho, O sigamos fielmente na sua paixão e mereçamos participar na alegria da sua glória. Por Nosso Senhor...

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Correspondendo aos apelos amorosos de Nossa Senhora, vamos rezar diariamente em família o Terço do Rosário e viver e divulgar toda a mensagem de Fátima. Com esses propósitos, ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

 

Cântico final: Nossa Senhora do Rosário se Fátima – J. Santos, NRMS, 10

 

 

Homilias Feriais

 

5ª Feira, 8-X: A Palavra de Deus e a importância da oração.

Gal 3, 1-5 / Lc 11, 5-13

Não se levantará para lhe dar os três pães, por ser amigo dele. Mas, por causa da sua impertinência, levantar-se-á para lhe dar tudo o que precisa.

Deus não se cansa de animar os que rezam. S. Lucas apresenta 3 parábolas principais sobre a oração e, a primeira é a do 'amigo importuno', que nos convida a sermos persistentes na oração. Batei à porta e abrir-se-vos-á (EV). Nª Senhora pede a Jesus, em Caná, um milagre.

S. Paulo sublinha a importância da oração, dizendo que, quem a abandona, fica reduzido a uma dimensão puramente humana. Começastes pelo espírito e agora acabais pela natureza carnal (LT). O Senhor deu-nos um Salvador poderoso (SR). Nª Senhora meditava todas as coisas, depois dos acontecimentos, conservando-as no seu coração.

 

6ª Feira, 9-X: A Palavra de Deus e a defesa dos tesouros da nossa fé.

 Gal 3, 7-14 / Lc 11, 15-26

Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança.

Precisamos estar muito vigilantes para podermos defender os tesouros da nossa vida (EV): a presença de Deus na nossa alma, o amor a Nª Senhora, o amor limpo pelo próximo, etc. Jesus ajuda-nos, expulsando os demónios pelo dedo de Deus, que é o Espírito Santo (EV). O Senhor não se esquece da sua Aliança (SR).

Precisamos de viver bem a nossa fé. O justo viverá pela fé (LT). A fé dá-nos fortaleza para lutarmos contra o demónio, que utiliza como arma a semente da divisão: na Igreja, na família, na convivência social etc. Recorramos a Nª Senhora, pois contra Ela nada pode o demónio.

 

Sábado, 10-X: A Palavra de Deus e os louvores a Nª Senhora.

Gal 3, 22-29 / Lc 11, 27-28

Feliz daquela que te trouxe no seio e que te amamentou.

Tudo está agora sujeito ao domínio do pecado (LT). Só Nª Senhora foi concebida sem mancha do pecado original. Por isso, precisamos muito da sua ajuda.

E também louvá-la, como fizeram Jesus e aquela mulher (EV). Uma forma simples deste louvor é a Avé-Maria. As palavras desta oração exprimem a admiração do Céu e da Terra e deixam, de certo modo, transparecer o encanto do próprio Deus, ao contemplar a sua obra prima: a Encarnação do Filho no ventre virginal de Maria (S. João Paulo II, RVM, 33). Cantemos salmos e hinos e proclamemos as maravilhas de Nª Senhora (cf. SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Alves Moreno

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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