27.º Domingo Comum

4 de Outubro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Ao Deus do universo – J. Santos, NRMS, 01

Est 13, 9.10-11

Antífona de entrada: Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder e ninguém pode resistir à vossa vontade. Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas que estão sob o firmamento. Vós sois o Senhor do universo.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Há nesta vida, muitas histórias de amores não correspondidos, quer numa primeira abordagem, quer depois de feitas promessas solenes de amor e de fidelidade.

Será Deus, em relação a cada um de nós, um enamorado desiludido que nos pôs definitivamente de parte, desistindo de nos salvar, e nos tornar felizes?

Deus nunca se desilude, porque nunca esteve iludido. Conhece bem o barro quebradiço de que somos feitos e usa de toda a Sua misericórdia para nos salvar.

 

Acto penitencial

 

Também nós temos sido muitas vezes infiéis ao Amor infinito de Deus para connosco. Esquecemo-nos d’ele e traímo-l’O com os nossos muitos pecados por pensamentos, palavras, obras e omissões.

Verdadeiramente arrependidos, peçamos-Lhe perdão e força e generosidade para mudarmos de vida.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema do Ordinário da Missa)

 

ESQUEMA A

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema A)

 

Confessemos os nossos pecados...

Senhor, tende piedade de nós...

Glória a Deus nas alturas...

 

ESQUEMA B

 

O sacerdote diz:

 

Irmãos:

Para celebrarmos dignamente os santos mistérios, reconheçamos que somos pecadores.

 

Guardam-se alguns momentos de silêncio. Seguidamente, o sacerdote diz:

 

Tende compaixão de nós, Senhor.

 

O povo responde:

Porque somos pecadores.

 

O sacerdote continua:

Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.

 

O povo responde:

E dai-nos a vossa salvação.

 

ESQUEMA C

 

•    Senhor: Pela indiferença com que tenho recebido sempre as vossas graças,

     em vez de corresponder com uma vida cristã de oração e mandamentos,

     Senhor, misericórdia!

 

     Senhor, misericórdia!

 

•    Cristo: Pela dureza de coração que me leva a cometer os mesmos pecados

     e a ficar indiferente diante de tantas provas de amor que o Senhor me dá,

     Cristo, misericórdia!

 

     Cristo, misericórdia!

 

•    Senhor: Pelo egoísmo beato que me leva a cuidar só da minha salvação,

     sem reparar que muitas pessoas precisam hoje da minha ajuda fraterna,

     Senhor, misericórdia!

 

     Senhor, misericórdia!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito, cumulais de bens os que Vos imploram muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia, libertai a nossa consciência de toda a inquietação e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir. Por Nosso Senhor...

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Isaías, sob a figura dos cuidados da vinha pelo seu proprietário, fala-nos do infinito carinho do nosso Deus para cada um de nós.

Se fôssemos capazes de compreender o amor infinito e paciente de Deus para connosco, ficaríamos envergonhados com o nosso comportamento.

 

Isaías 5, 1-7

1Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. 2Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar. Esperava que viesse a dar uvas, mas ela só produziu agraços. 3E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: 4Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? E quando eu esperava que viesse a dar uvas, apenas produziu agraços. 5Agora vos direi o que vou fazer à minha vinha: vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. 6Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva. 7A vinha do Senhor do Universo é a casa de Israel e os homens de Judá são a plantação escolhida. Ele esperava rectidão e só há sangue derramado; esperava justiça e só há gritos de horror.

 

O «cântico da vinha», uma das mais belas passagens de toda a Sagrada Escritura, foi escolhido para hoje em função do Evangelho da parábola dos vinhateiros homicidas. É frequente, na Sagrada Escritura, o uso da imagem da vinha para designar o povo de Deus: Jer 2,21; Ez 15,1-8; 17,3-10; 19,10-14; Jl 1,7; Sl 79(80),9-17. Este texto põe em contraste a amorosíssima solicitude de Yahwéh para com o seu povo e a ingrata correspondência deste, o que lhe acarretará tremendas consequências: o amor de Deus, assim como o amor dos pais, não pode ser impunemente desprezado, pois é um amor criador de tudo o que somos e temos. Nos vv. 1-4, o profeta expõe a parábola, sob a forma de um amoroso idílio; nos vv. 5-6 é introduzido Deus a vituperar a negra ingratidão do seu povo, que não corresponde, ao não dar mais que uvas amargas; no v. 7 o Profeta explica a parábola.

2 A «torre» e o «lagar» não tem nenhum simbolismo especial. A torre servia para um guarda defender a vinha dos ladrões, chacais e raposas. O lagar era escavado no chão, nalgum sítio rochoso da zona da vinha.

 

Salmo Responsorial     Sl 79 (80), 9.12.13-14.15-16.19-20 (R. Is 5, 7a)

 

Monição: Deus escolheu, entre todas as nações do mundo, um Povo com quem fez uma Aliança de Amor. Cumulou-o de todos os bens e foi correspondido com ingratidão.

A canção da vinha, escolhida para salmo responsorial, não é uma ameaça da ira de Deus, mas um novo apeno ao coração de cada um de nós, para que nos deixemos conquistar pelo Seu Amor.

 

Refrão:         A vinha do Senhor é a casa de Israel.

 

Arrancastes uma videira do Egipto,

expulsastes as nações para a transplantar.

Estendia até ao mar as suas vergônteas

e até ao rio os seus rebentos.

 

Porque lhe destruístes a vedação,

de modo que a vindime

quem quer que passe pelo caminho?

Devastou-a o javali da selva

e serviu de pasto aos animais do campo.

 

Deus dos Exércitos, vinde de novo,

olhai dos céus e vede, visitai esta vinha.

Protegei a cepa que a vossa mão direita plantou,

o rebento que fortalecestes para Vós.

 

Não mais nos apartaremos de Vós:

fazei-nos viver e invocaremos o vosso nome.

Senhor Deus dos Exércitos, fazei-nos voltar,

iluminai o vosso rosto e seremos salvos.

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, numa passagem da sua carta aos fiéis da Igreja de Filipos, convida-os a viver uma intensa e inabalável confiança em Deus.

Resume, como conclusão, o seu pensamento: tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento.

 

Filipenses 4, 6-9

Irmãos: 6Não vos inquieteis com coisa alguma. Mas, em todas as circunstâncias, apresentai os vossos pedidos diante de Deus, com orações, súplicas e acções de graças. 7E a paz de Deus, que está acima de toda a inteligência, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo Jesus. 8Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. 9O que aprendestes, recebestes e vistes em mim é o que deveis praticar. E o Deus da paz estará convosco.

 

No capítulo 4 «a carta atinge o ponto culminante do desenvolvimento do pensamento» (H. Schlier). «Em todas as circunstâncias…, orações com súplicas e acções de graças» (v. 6). A oração não é apenas para alguns momentos particulares da vida, ou do dia; a oração deve ser constante (cf. 1Tes 1,2; 5,17; Lc 18,1); e não se trata de uma vaga união a Deus, mas de uma oração concreta com súplicas e acções de graças. Para quem vive em união com Deus, não há lugar para andar aflito. Pouco antes, no v. 4, após um insistente apelo à alegria (4,4; 2,18; 3,1) – uma «alegria no Senhor», que é algo de fundamental na vida cristã –, S. Paulo adverte: «não vos inquieteis com coisa alguma» (v. 6); e, como consequência natural, «a paz de Deus» vos guardará, o que dito como uma bênção (v. 7). Esta «paz de Deus, que está acima de toda a inteligência» é «incompreensível: quem a recebe não a explica com reflexões racionais… Não há paz sem batalha, interna e externa; mas na batalha interna, por exemplo, na renúncia, na necessidade mais tremenda, na solidão, na dor, vem sobre nós a paz de Deus, a paz mandada por Deus, a paz que é o próprio Deus, como amor e bondade que Ele é» (H. Schlier).

8-9 «Tudo o que é virtude…» Temos aqui a canonização das virtudes morais naturais, ou humanas. O cristianismo assume e eleva à ordem sobrenatural os valores humanos. O Concílio encarece estas virtudes aos presbíteros, citando esta passagem (PO 3). S. Paulo usa aqui – a única vez – o mesmo vocábulo da filosofia ética grega: «aretê». E o Apóstolo não receia apresentar-se como modelo a seguir: «o que aprendestes, recebestes e vistes em mim».

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Jo 15, 16

 

Monição: O Evangelho recorda-nos que fomos eleitos por Deus para fazermos parte da Sua Família, dando, na vida de cada dia, frutos de santidade.

Alegremo-nos por esta escolha, demos graça ao Senhor e aclamemo-l’O cantando aleluia.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – J. Berthier, COM, (pg 112)

 

Eu vos escolhi do mundo, para que vades e deis fruto

e o vosso fruto permaneça, diz o Senhor.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 21, 33-43

Naquele tempo, disse Jesus aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos do povo: 33«Ouvi outra parábola: Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. 34Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. 35Os vinhateiros, porém, lançando mão dos servos, espancaram um, mataram outro, e a outro apedrejaram-no. 36Tornou ele a mandar outros servos, em maior número que os primeiros. E eles trataram-nos do mesmo modo. 37Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. 38Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’. 39E, agarrando-o, lançaram-no fora da vinha e mataram-no. 40Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?» 41Eles responderam: «Mandará matar sem piedade esses malvados, e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entreguem os frutos a seu tempo». 42Disse-lhes Jesus: «Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? 43Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos. Quem cair sobre esta pedra ficará despedaçado e aquele sobre quem ela cair será esmagado».

 

A parábola de hoje está na sequência da lida há oito dias, a dos dois filhos. O «proprietário» é Deus; a «vinha» é o povo de Israel; «uns agricultores» representam os chefes e orientadores do povo: «príncipes dos sacerdotes a anciãos do povo». «Os criados» são os profetas; estes foram, em geral, mal recebidos e maltratados pelos responsáveis do povo (cf. Mt 23,37; Act 7,42; Heb 11,36-38). «Por fim, mandou-lhes o próprio filho». Fica aqui patente a natureza divina de Jesus, que não é mais um enviado de Deus, entre outros, mas é «o seu próprio Filho».

39 «Lançaram-no fora da vinha e mataram-no»: uma alusão à crucifixão de Jesus, que se veio a fazer fora dos muros de Jerusalém.

41 «Arrendará a vinha a outros vinhateiros»: assim, a Igreja é designada como o novo «Israel de Deus» (cf. Gal 6,16).

 

Sugestões para a homilia

 

• Eleitos de Deus

Somos a vinha mimada

Os nossos frutos amargos

O auto-julgamento

• Somos a vinha de Deus

Deus procura frutos em nós

O drama do pecado

Jesus, único Salvador

 

1. Eleitos de Deus

 

a) Somos a vinha mimada. «Vou cantar, em nome do meu amigo, um cântico de amor à sua vinha. O meu amigo possuía uma vinha numa fértil colina. Lavrou-a e limpou-a das pedras, plantou-a de cepas escolhidas. No meio dela ergueu uma torre e escavou um lagar

A parábola da vinha que nos transmite o profeta Isaías é uma canção de amor, de um Deus enamorado que não se furta a esforços para nos tornar felizes.

O Senhor explica-nos de que vinha se trata, nesta profecia de Isaías.  Podemos ver nela a história das misericórdias de Deus para connosco e, ao mesmo tempo, as nossas infidelidades.

A nossa história sobre a terra é uma história de um Deus enamorado, por misericórdia gratuita, que nos cumula de bênçãos.

Os cuidados do Senhor com cada um de nós são incontáveis.

• Criou-nos à Sua imagem e semelhança, dotando-nos com inteligência e vontade livre. Não nos amou pela nossa beleza, porque nem sequer tínhamos rosto em que se pudesse mostrar formosura.

Nem sequer pôde contar com a nossa oração pedindo que nos criasse, porque simplesmente não existíamos. Como o melhor dos pais, escolher o melhor para nós.

Sinal deste amor gratuito de Deus para connosco foi o amor dos nossos pais que se disponibilizaram para nos ajudar com o melhor que foi possível.

• Chamou-nos à vida num ambiente em que são postos à nossa disposição todos os meios para sermos santos: uma família cheia de carinho humano e moldada pelos ensinamentos do cristianismo, meios de cultura que nos desenvolvem, etc.

• Tornou-nos participantes da Sua natureza divina, pela graça santificante que nos foi infundida no Baptismo. Pela graça santificante, somos filhos de Deus, membros de um grande Povo – a Igreja – e herdeiros do Paraíso.

• Entregou-nos a uma família sobrenatural – a Igreja – na qual põe à nossa disposição todos os mimos sobrenaturais: a Palavra de Deus, os Sacramentos, a solicitude materna dos Pastores, o carinho dos irmãos na fé, etc.

• Partilhou connosco a Sua própria Mãe, Maria Santíssima que está sempre disponível para nos confortar, guiar e ajudar nas dificuldades.

Na verdade, o Senhor poe perguntar-nos: que mais poderia Eu ter feito por ti?

 

b) Os nossos frutos amargos. «Esperava que viesse a dar uvas, Mas ela só produziu agraços. [...] Quando eu esperava que viesse a dar uvas, porque é que apenas produziu agraços

O fruto que Deus esperava eram as uvas doces, que dessem bom vinho, ou seja, as boas obras, o amor generoso.

Ao contrário de tudo isto, demos ao Senhor uvas azedas, agraços, como resposta a tanta generosidade que tem manifestado para connosco.

A ingratidão. Temos dificuldade em reconhecer os bens que temos recebido de Deus e apenas vemos esta ou aquela incomodidade que aparece. Caímos na tentação de lamentar a nossa vida, e queixamo-nos do Senhor, por Ele nos haver criado. Lamentamos o termos sido escolhidos como herdeiros do Céu e culpamos o Senhor dos amargos de boca que são, afinal, fruto dos nossos pecados.

Sentir pena de que Deus tenha criado, pelo trabalho que dá a salvação eterna é um pecado: a preguiça espiritual.

A indiferença. Muitas pessoas não pensam nos mimos que têm recebido de Deus, porque os desconhecem. Para eles tudo é fruto do acaso.

O Senhor mima-nos com os Seus dons, para que o nosso coração desperte para uma amizade sincera com Ele. Quer que nos afeiçoemos a Ele, como resposta pelos Seus dons. É neste clima de amor que nos portamos com indiferença.

A soberba. A situação piora quando a pessoa julga erradamente que tudo se deve à sua habilidade, à sua sabedoria e diligência. Estamos convencidos de que somos bons

O pecado. A resposta mais frequente aos dons de Deus é o pecado, correndo atrás do que pode dar prazer aos sentidos, sem reparar que estamos a atropelar a lei de Deus e, portanto, a ofendê-l’O

Não são estes os frutos azedos que desejamos oferecer ao Senhor, como resposta a todo o amor com que nos tem cumulado.

 

 c) O auto-julgamento. «E agora, habitantes de Jerusalém, e vós, homens de Judá, sede juízes entre mim e a minha vinha: Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? Quando eu esperava que viesse a dar uvas, porque é que apenas produziu agraços

Quando o profeta Natan foi procurar David, depois de ele ter cometido adultério com Bersabé, mulher do general Urias e o assassinato deste, quando soube que ela estava grávida, apresentou-lhe o pecado por meio de uma parábola e como se se tratasse de outra pessoa.

Contou-lhe uma história supostamente passada na em Jerusalém. Um homem rico tinha um numeroso rebanho de ovelhas; ao lado vivia um pobre que só tinha uma. Era a companheira da sua solidão e tratava-a como uma filha. Certo dia, o rico recebeu um hóspede e mandou buscar a ovelha do pobre a matou-a, para a servir ao visitante.

Quando ouviu narrar isto, o rei ficou fora de si e desejava castigar imediatamente uma tão grande injustiça. Foi então que o rei aproveitou para lhe dizer que esse rico era ele. David caiu em si e arrependeu-se.

Quando se trata dos outros, procuramos julgar com justiça e até exageramos. Quando, porém, se trata de nós próprios ou dos nossos, sentimos a inclinação para atenuar ou apagar completamente a culpa.

Depois da canção da vinha que Isaías nos transmite, o Senhor dirige-nos uma pergunta: « Que mais podia fazer à minha vinha que não tivesse feito? » Na verdade, ficamos sem resposta para esta pergunta do Senhor.

Deus pede-nos que façamos isto com frequência na vida: colocarmo-nos diante do espelho da nossa consciência, iluminada pela luz de Deus, para nos vermos como somos, com profundo realismo.

Não se trata de um exame frio do médico à nossa conduta, mas de um diálogo íntimo com o Senhor, sem disfarces nem medo, mas com profunda confiança e amor.

Há muitas pessoas que, antes se deitarem, fazem a si mesmas, na presença de Deus, três perguntas: Que fiz hoje de bem? Que fiz de mal?  Que poderia ter feito melhor?

Terminam, depois, com um acto de contrição, com um propósito que os leve a recomeçar a vida.

Se não fizermos isto, vivemos na ilusão perigosa de que somos bons, os melhores do mundo: “não faço mal a ninguém... faço todo o bem que posso... e todos gostam de mim.”

Quando não correspondemos ao amor de Deus, cavamos a nossa ruína, porque acabamos por cair numa grande desolação interior que lembra o que o Senhor prometeu fazer à vinha: «vou tirar-lhe a vedação e será devastada; vou demolir-lhe o muro e será espezinhada. Farei dela um terreno deserto: não voltará a ser podada nem cavada, e nela crescerão silvas e espinheiros; e hei-de mandar às nuvens que sobre ela não deixem cair chuva

 

2. Somos a vinha de Deus

 

a) Deus procura frutos em nós. «Havia um proprietário que plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, cavou nela um lagar e levantou uma torre; depois, arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos

Jesus contou esta parábola aos que O escutavam, na Sua vida pública. Numa primeira intenção, refere-a ao Povo de Israel com quem Deus fizera uma Aliança no Sinai e de quem foi recebendo infidelidades ao longo da sua história.

Murmuraram contra Ele no deserto e revoltaram-se, a ponto de quererem voltar para a escravidão do Egito da qual tinham sido libertados miraculosamente; voltaram-se para as falsas divindades dos pagãos: mataram os profetas que lhes enviou para os reconduzir à fidelidade.

Por fim, quando enviou o Seu próprio Filho, que Se fez Homem, condenaram-no à morte, depois de O terem lançado fora da vinha. Com isto significava que morreria fora da cidade de Jerusalém, no Monte do Calvário, crucificado de costas voltadas para a Cidade Santa.

A vinha de Deus. Mas, no horizonte do olhar divino para quem não há sombras nem distâncias, estava cada um de nós com as suas infidelidades.

É-nos dirigida novamente a pergunta: Que mais poderia Deus ter feito por cada um de nós?

Os frutos desejados. Tudo se resume em seguir o caminho que o Senhor nos ensina para chegar da terra ao Céu. E, para isso, não bastam sentimentos nem bons desejos. São precisas obras de fidelidade ao Senhor e de obediência à Sua Lei.

Seremos julgados pelo Amor para com Ele e para com os nossos irmãos. Para nada nos servem os bons sentimentos, se não nos levam a fazer a vontade de Deus.

O perigo dos sentimentos. As pessoas vivem dos sentimentos e é por eles que orientam e classificam de boas ou más as coisas. Correm atrás das sensações agradáveis e põem de lado as que o não são, isto é, a cruz.

E como não há nada mais instável do que os sentimentos humanos, a vida cristã rapidamente se tornou instável, sem capacidades para compromissos sérios e definitivos na vida.

Esta é a chave para explicar tantos compromissos matrimoniais falhados, tantos escândalos de pessoas que tinham vivido uma vida cristã em plenitude, tantas crises da família... Para darmos frutos de boas obras agradáveis a Deus, temos de voltar novamente a uma formação cristã verdadeira que dê origem a compromissos estáveis, e não a sentimentos.

Assim nos recomenda S. Paulo na Carta aos Filipenses: «Quanto ao resto, irmãos, tudo o que é verdadeiro e nobre, tudo o que é justo e puro, tudo o que é amável e de boa reputação, tudo o que é virtude e digno de louvor é o que deveis ter no pensamento. O que aprendestes, recebestes, ouvistes e vistes em mim é o que deveis praticar

 

b) O drama do pecado. «Quando chegou a época das colheitas, mandou os seus servos aos vinhateiros para receber os frutos. [...] Por fim, mandou-lhes o seu próprio filho, dizendo: ‘Respeitarão o meu filho’. Mas os vinhateiros, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro; matemo-lo e ficaremos com a sua herança’

O pecado é a desobediência consciente e voluntária aos Mandamentos do Senhor e opera nas pessoas como uma doença no corpo humano: leva-o a entrar num processo de degradação até à morte sem apelo.

Como certas doenças, cria a insensibilidade, de modo que encontramos muitas pessoas anestesiadas numa falsa paz, num estado de coma espiritual que lhes dá a sensação de que são boas e estão bem.

É que o demónio sabe muito bem o que quer de nós e não se contenta em deixar o seu trabalho em meio. Deseja levar-nos à ruína total e definitiva.

O pecado leva a pessoa a fechar-se em si mesmo, recusando aceitar todas as ajudas que a Igreja lhe quer dar. À semelhança do que fizeram alguns do Antigo Testamento, quem se abandona ao pecado acaba por culpar os outros dos seus descaminhos e recusar as ajudas de quem o quer socorrer.

Mais ainda: o pecado renova a Paixão e Morte de Jesus em cada alma, tornando inútil o Seu sofrimento.

Muitas pessoas vivem hoje este drama: para elas, Deus é um intruso, um estorvo da sua vida egoísta, um desmancha prazeres que tenta impedi-las de colher todos os frutos saborosos da existência. Lançam-n’O fora da sua vida, convencidas de que tudo correrá melhor quando não se preocuparem com os Mandamentos. Só então – pensam – será donas de si mesmas e verdadeiramente livres.

Foi esta a ilusão do filho pródigo, quando se afastou da casa paterna para esbanjar os bens da sus herança.

Logo apareceu a fome insaciável de felicidade e a desumanidade do novo senhor – o demónio – a que se entregou.

 

 c) Jesus, único Salvador. «Disse-lhes Jesus: “Nunca lestes na Escritura: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; tudo isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’? Por isso vos digo: Ser-vos-á tirado o reino de Deus e dado a um povo que produza os seus frutos”.»

Há uma grande desorientação religiosa nos meios cristãos. As seitas batem diariamente às portas das casas, contam meia dúzia de histórias difamatórias contra a Igreja Católica e arrebanham alguns seguidores.

À semelhança do que acontece com os produtos de alimentação e serviços, propagandeados nos meios de comunicação social, pretendem experimentar novos produtos.

Para nos ajudar a refletir sobre as consequências deste engano, Devemos fazer a nós próprios algumas perguntas:

 • Para que nos serve a religião? Ele é um meio para nos relacionarmos com Deus. Deus quis estabelecer um diálogo de amor connosco, e nós aceitamos esse diálogo, ao elegermos um caminho – uma religião – para o fazer.

Muitas vezes confundimos religião com sentimentalismo religioso que a religiosidade popular. Fomenta.

A religião não é um fato para usar nos dias de festa, uma representação teatral que nos culpa algumas horas da vida, mas um caminho, um compromisso de amor que nos leva a aceitar a salvação que procuramos.

Que salvação procuramos? Sabemos que não ficamos para sempre na terra. Esta vida – sempre breve – é um tempo de prova que terá, depois, um prémio ou castigo, como resposta ao nosso comportamento.

Não se trata de uma salvação abstrata, oca, mas da salvação eterna, da felicidade para sempre a que tanto aspiramos.

Alguém dizia: “Para viver, qualquer religião serve. Para morrer e ir para o céu, já não serve qualquer uma”.

Qual a religião verdadeira? Deus chamou-nos à felicidade para sempre com Ele no Céu e enviou-nos o Seu Filho que Se fez um de nós para nos ensinar e ajudar a chegarmos até lá.

A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade assumiu a nossa natureza, exceto no pecado e suas consequências. Foi concebido e nasceu virginalmente de Nossa Senhora; viveu trinta anos de vida oculta, no trabalho de humilde artesão; três anos pregando e curando os que Lhe pediam ajuda; e morreu na Cruz por nós, pagando a dívida contraída pelos nossos primeiros pais.

Para continuar a oferecer os meios para a nossa salvação eterna, fundou uma Família sobrenatural, a Igreja, dentro da qual continua a ajudar-nos ensinando-nos e caminho da Salvação, curando as nossas feridas e alimentando-nos.

Rejeitar a Igreja é rejeitar Cristo, meter-se por um caminho errado que não nos leva ao Céu. O demónio oferece nele todas as facilidades, para nos perder.

Esta família reúne-se solenemente todas as semanas na celebração do Domingo.

Maria ´é a Mãe desvelada desta família dos filhos de Deus que é a Igreja. Esta certeza conforta-nos e enche-nos de confiança. E por isso, exclamou o Papa Francisco em Fátima no dia 13 de maio de 2017: Temos Mãe!

 

Fala o Santo Padre

 

«Nisso consiste a grande novidade do Cristianismo: um Deus que,

mesmo desiludido pelos nossos erros e pelos nossos pecados,

não falta à sua palavra, e sobretudo não se vinga!»

A liturgia deste domingo propõe-nos a parábola dos vinhateiros, aos quais o dono confiou a vinha que tinha plantado e depois deixou o país (cf. Mt 21, 33-43). Deste modo, é posta à prova a lealdade destes vinhateiros: a vinha foi confiada a eles, que devem cuidar dela, fazê-la frutificar e entregar ao dono a colheita. Quando chegou o tempo da colheita, o dono enviou os seus servos aos lavradores para recolher o produto da sua vinha. Mas os lavradores assumem uma atitude possessiva: não se consideram simples administradores, mas proprietários, e recusam-se a entregar a colheita. Maltratam os servos, a ponto de os matar. O dono mostrou-se paciente com eles: enviou outros servos em maior número que os primeiros, mas o resultado foi o mesmo. Enfim, com paciência, decide enviar o próprio filho; porém, aqueles lavradores, prisioneiros do próprio comportamento possessivo, matam também o filho pensando que assim receberiam a sua herança.

Esta narração ilustra de forma alegórica aquelas admoestações que os Profetas tinham proferido sobre a história de Israel. É uma história que nos pertence: fala-se da aliança que Deus quis estabelecer com a humanidade e na qual convidou também nós a participar. Contudo, esta história de aliança, como qualquer história de amor, tem os seus momentos positivos, mas está marcada também por traições e rejeições. Para fazer compreender como Deus Pai responde às rejeições que se opõem ao seu amor e à sua proposta de aliança, o trecho evangélico põe nos lábios do dono da vinha uma pergunta: «Pois bem, quando voltar o senhor da vinha, que fará ele àqueles lavradores?» (v. 40). Esta interrogação sublinha que a desilusão de Deus pelo comportamento malvado dos homens não é a última palavra! Nisso consiste a grande novidade do Cristianismo: um Deus que, mesmo desiludido pelos nossos erros e pelos nossos pecados, não falta à sua palavra, não para e sobretudo não se vinga!

Irmãos e irmãs, Deus não se vinga! Deus ama, não se vinga, espera para nos perdoar, para nos abraçar. Através das “pedras de descarte” — e Cristo foi a primeira pedra que os construtores descartaram — mediante situações de debilidade e de pecado, Deus continua a pôr em circulação o “vinho novo” da sua vinha, ou seja, a misericórdia; este é o vinho novo da vinha do Senhor: a misericórdia. Há um único impedimento perante a vontade tenaz e terna de Deus: a nossa arrogância e a nossa presunção que, por vezes, se torna violência! Face a estas atitudes e onde não se produzem frutos, a Palavra de Deus conserva toda a sua força de reprovação e admoestação: «Ser-vos-á tirado o Reino de Deus, e será dado a um povo que produzirá os frutos dele» (v. 43).

A urgência de responder com bons frutos à chamada do Senhor, que nos convida a tornar-nos sua vinha, ajuda-nos a compreender o que há de novo e de original na fé cristã. Ela não é tanto a soma de preceitos e normas morais mas, antes de tudo, uma proposta de amor que Deus, através de Jesus fez e continua a fazer à humanidade. É um convite a entrar nesta história de amor, tornando-nos uma vinha vivaz e aberta, rica de frutos e de esperança para todos. Uma vinha fechada pode tornar-se selvática e produzir uva selvática. Somos chamados a sair da vinha para nos pormos ao serviço dos irmãos que não estão connosco, para nos despertarmos reciprocamente e nos encorajarmos, para nos recordarmos que devemos ser vinha do Senhor em todos os ambientes, mesmo naqueles mais longínquos e difíceis.

Queridos irmãos e irmãs, invoquemos a intercessão de Maria Santíssima, a fim de que nos ajude a ser, onde quer que seja, especialmente nas periferias da sociedade, a vinha que o Senhor plantou para o bem de todos, e a levar o vinho novo da misericórdia do Senhor.

Papa Francisco, Angelus, Praça de São Pedro, 8 de outubro de 2017

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs: Unidos a Cristo, nosso único Salvador:

como as vides ligadas à cepa, que as faz viver,

peçamos ao Senhor a graça de dar fruto abundante.

Oremos (cantando), com fé́ e humildade:

 

     Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

1. Pelos cristãos da nossa Diocese e desta nossa paróquia,

     para que sejam verdadeiros, justos, puros e fiéis a Deus,

     oremos, irmãos.

 

     Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

2. Pelo Santo Padre, Pai comum e Vigário de Cristo na terra,

     para que Deus o fortaleça na luta pela unidade da Igreja,

     oremos, irmãos.

 

     Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

3. Pelo povo de Israel, vinha de Deus, por Ele acarinhada,

     para que descubra em Jesus o Salvador a nós prometido,

     oremos, irmãos.

 

     Abençoai, Senhor, o vosso povo.

.

4. Por todos os estudantes que iniciaram agora um novo ano,

     para que o estudo dedicado e persistente lhes dê alegria,

     oremos, irmãos.

 

     Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

5. Por nós próprios aqui congregados a celebrar a Eucaristia,

     para que o Espírito Santo nos ensine a orar e a dar graças,

     oremos, irmãos.

 

     Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

6. Pelos nossos parentes e amigos falecidos, da Igreja terrena,

     para que Deus abrevie a sua purificação e os acolha no Céu,

     oremos, irmãos.

 

     Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

 

Senhor, Deus do universo,

olhai dos Céus e vede esta vinha

que a vossa mão direita plantou

e fazei-nos encontrar na Eucaristia

a seiva que nos faz produzir

verdadeiros frutos de vida eterna.

Por Cristo, nosso Senhor.

 

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Esta celebração da Eucaristia em que estamos a participar é mais um mimo do Senhor à Sua vinha predileta da santa Igreja e, por ela, a cada um de nós.

Iluminou-nos com a Sua Palavra e prepara agora. Pelo ministério do sacerdote, a Santíssima Eucaristia na qual nos vai servir o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade, tão real e perfeitamente como está no Céu.

 

Cântico do ofertório: Tomai Senhor e recebei – J. Santos, NRMS, 70

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai, Senhor, o sacrifício que Vós mesmo nos mandastes oferecer e, por estes sagrados mistérios que celebramos, confirmai em nós a obra da redenção. Por Nosso Senhor...

 

Santo: F. da Silva, NRMS 38

 

Saudação da Paz

 

O Senhor chama-nos a trabalhar na Sua vinha do mundo e da Igreja, para instaurar nela um reino de paz e amor.

Renovemos com generosidade o nosso propósito de o fazer, quando trocarmos entre nós o sinal da paz e reconciliação.

 

Monição da Comunhão

 

Antes de nos aproximarmos da Mesa da Eucaristia, para recebermos o Corpo e Sangue do Senhor, detenhamo-nos alguns momentos a pensar na nossa indignidade.

É O Senhor do Universo, o Deus Santíssimo que vamos receber, na Santíssima Eucaristia.

Digamos, pois, com uma convicção mais profunda do que habitualmente: Senhor, eu não sou digno de que entreis na minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo.

 

Cântico da Comunhão: Comemos, ó Senhor, do mesmo pão, M. Borda, NRMS 43

 

Lam 3, 25

Antífona da comunhão: O Senhor é bom para quem n'Ele confia, para a alma que O procura.

 

Ou

cf. 1 Cor 10, 17

Porque há um só pão, todos somos um só corpo, nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.

 

Cântico de acção de graças: Louvarei para sempre, Frederico de Freitas, NRMS 9-10 (I)

 

Oração depois da comunhão: Deus todo-poderoso, que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede, fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho, nos transformemos n'Aquele que recebemos. Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Ao longo desta semana, em que vamos concretizar o trabalho na vida da nossa alma e da Igreja?

 

Cântico final: Queremos ser construtores, Az. Oliveira, NRMS 35

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO COMUM

 

27ª SEMANA

 

2ª Feira, 5-X: A Palavra de Deus e Jesus, o Bom Samaritano.

Gal 1, 6-12 / Lc 10, 25-37

Mas um samaritano, que seguia de viagem, veio por junto dele e, quando o viu, encheu-se de compaixão.

O bom samaritano da parábola (EV) é, em primeiro lugar, o próprio Cristo. Ele manifestou a sua misericórdia para connosco, entregando a sua vida (Santa Missa) e parando junto de nós para curar as nossas feridas (Confissão Sacramental).

Sejamos nós também bons samaritanos. Há pessoas feridas no corpo e na alma, longe de Deus, em circunstâncias dolorosas, abandonadas, cheias de misérias. S. Paulo fez de bom samaritano (LT), oferecendo o alimento do verdadeiro Evangelho (LT). O Senhor é misericordioso e compassivo (SR). Imitemos Nª Senhora na sua ajuda à parente Sta. Isabel.

 

3ª Feira, 6-X: A Palavra de Deus e a união com Ele.

Gal 1, 13-24 / Lc 10, 38-42

Marta, Marta, andas inquieta e agitada com muita coisa, quando uma só é necessária.

O que é necessário (EV) é mantermos a união com Deus ao longo do nosso dia. Podemos arranjar alguns momentos exclusivamente dedicados ao Senhor, como Maria: orações, meditação, leituras espirituais, etc. Mas também é possível lembrar-nos de Deus durante o nosso trabalho, como Marta: oferecendo-o ao Senhor.

S. Paulo, depois de receber a revelação de Deus, retirou-se algum tempo para assimilar a vontade de Deus e, depois, começou as suas viagens (LT). Conduzi-me, Senhor, pelo caminho da eternidade (SR). Nª Senhora acompanhou Jesus durante toda a sua vida.

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:         Fernando Silva

Nota Exegética:                     Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                   Nuno Romão

Sugestão Musical:                José Carlos Azevedo

 


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