aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

FÁTIMA:

D. José Ornelas é o novo presidente

da Conferência Episcopal

 

D. José Ornelas, bispo de Setúbal, foi eleito em Fátima como presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) para o triénio 2020/2023, sucedendo no cargo a D. Manuel Clemente.

O novo presidente da CEP, de 66 anos, era vogal do Conselho Permanente da CEP no último mandato e está à frente da diocese sadina desde 2015, ano em que foi ordenado bispo, depois de ter sido responsável mundial pela Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos).

D. José Ornelas Carvalho nasceu a 5 de janeiro de 1954, no Porto da Cruz (Madeira), tendo feito a sua formação religiosa na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus (Dehonianos); foi ordenado padre na sua terra natal, a 9 de agosto de 1981.

Especialista em Ciências Bíblicas, com o grau de doutor em Teologia Bíblica pela Universidade Católica Portuguesa, foi docente desta instituição académica entre 1983-1992 e 1997-2003.

Foi superior da Província Portuguesa dos Sacerdotes do Coração de Jesus, cargo que assumiu a 1 de julho de 2000; seria eleito superior geral dos Dehonianos a 27 de maio de 2003, cargo que ocupou até 6 de junho de 2015.

Após estes mandatos, D. José Ornelas Carvalho tinha sido indigitado, a seu pedido, para uma missão em África, mas o Papa Francisco nomeou-o bispo de Setúbal, em agosto de 2015.

Como vice-presidente da Conferência Episcopal foi eleito D. Virgílio Antunes, bispo de Coimbra, que era vogal do Conselho Permanente da CEP no último mandato e está à frente da Diocese Coimbra desde 2011, ano em que foi ordenado bispo, depois de ter sido reitor do Santuário de Fátima.

Além do presidente e do vice-presidente, o Conselho Permanente inclui cinco vogais: D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa; D. Manuel Linda, bispo do Porto; D. José Cordeiro, bispo de Bragança-Miranda; o cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima; e D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora.

Nesta lista, são novidades, face ao anterior triénio, o bispo do Porto e o arcebispo de Évora. O secretário da CEP, padre Manuel Barbosa, foi reconduzido no cargo.

 

PORTALEGRE-CASTELO BRANCO:

Jovens viveram um mês de maio especial,

 

O Secretariado Diocesano da Juventude e Vocações de Portalegre-Castelo Branco (SDPJV-PCB) assinala que os jovens viveram um “especial mês de maio” de “forma original e em comunhão” com a diocese, rezando “por todos os jovens e comunidades”.

Ao longo do mês de maio, dedicado a Maria na tradição católica, os jovens tiveram diversas “propostas formativas e celebrativas”, como a Peregrinação diocesana a Fátima realizada de “um modo diferente e especial”, por causa das “circunstâncias atuais de saúde pública”, e a “meta” foi participar “na primeira Eucaristia Dominical depois do desconfinamento”.

Neste contexto, o Secretariado Diocesano da Juventude e Vocações de Portalegre-Castelo Branco convidou os jovens individualmente ou em pequenos grupos a peregrinar “1 Km na sua terra”, “segundo as normas da DGS”, e, se não fosse possível, fazia a peregrinação “na própria casa, ao lado de Maria”.

Os 143 jovens que se inscreveram acompanharam a reflexão, a oração e os desafios das quatro etapas que receberam num ficheiro áudio nos seus telemóveis – um momento musical, uma reflexão e um desafio – que depois partilharam nas redes sociais, e o bispo diocesano, D. Antonino Dias, também se fez presente.

Outra iniciativa que destacam foi uma vigília, “com cerca de 100 jovens online e mais de 1700 pessoas a seguir pelas redes sociais”, no dia 10 de maio,

“Com os jovens tudo se torna possível, pois a vontade de crescer é manifesta em todas as ocasiões”, salienta o comunicado do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude e Vocações de Portalegre-Castelo Branco.

 

FÁTIMA:

Comunicado da Assembeleia Plen´RIA DA CEO

 

1. A 198.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa decorreu em Fátima de 15 a 16 de junho de 2020. Sendo uma Assembleia essencialmente eletiva e por razões de segurança devido à atual pandemia da Covid-19, participaram apenas os Bispos com direito a voto (Diocesanos e Auxiliares), além do Secretário e do Diretor do Secretariado Geral.

2. Depois das palavras de abertura pelo Presidente da CEP, a Assembleia fez uma «reflexão sobre a sociedade portuguesa a reconstruir depois da pandemia Covid-19».

Como no mundo inteiro e em todos os setores da sociedade, também entre nós a Igreja foi provada pela pandemia e obrigada a adaptar-se e a inovar no campo das celebrações, da catequese, dos laços comunitários, da sua presença e ação na sociedade. Nestas vertentes houve muitos sinais de criatividade pastoral que não se devem perder, mas antes valorizar no futuro, como manifestação de nova vida e de nova esperança.

Esta reflexão quer ser apenas um contributo construtivo e cordial sem pretensão de oferecer soluções técnicas e imediatas para os problemas enfrentados. Dado o evoluir da pandemia e a exiguidade de tempo desta Assembleia, está a ser preparada para a próxima Assembleia Plenária uma reflexão mais alargada e profunda sobre os desafios e consequências pastorais da pandemia na vida da Igreja.

3. A Assembleia decidiu celebrar a nível nacional uma Eucaristia em sufrágio das vítimas da pandemia Covid-19 em Portugal, no final da próxima Assembleia Plenária de Novembro, no Santuário de Fátima.

4. A eleição para os órgãos da Conferência Episcopal Portuguesa deu os seguintes resultados para o triénio 2020-2023:

Conselho Permanente: D. José Ornelas Carvalho, Bispo de Setúbal, Presidente; D. Virgílio do Nascimento Antunes, Bispo de Coimbra, Vice‑Presidente; D. Manuel da Silva Rodrigues Linda, Bispo do Porto, D. José Manuel Garcia Cordeiro, Bispo de Bragança‑Miranda, Cardeal D. António Augusto dos Santos Marto, Bispo de Leiria‑Fátima, e D. José Francisco Senra Coelho, Arcebispo de Évora, Vogais do Conselho Permanente. O Cardeal D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente é membro de direito do Conselho Permanente na qualidade de Patriarca de Lisboa.

Comissões Episcopais: D. António Manuel Moiteiro Ramos, Bispo de Aveiro, Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e da Doutrina da Fé; D. José Augusto Traquina Maria, Bispo de Santarém, Presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana; D. Joaquim Augusto da Silva Mendes, Bispo Auxiliar de Lisboa, Presidente da Comissão do Laicado e Família; D. João Evangelista Pimentel Lavrador, Bispo de Angra, Presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais; D. António Augusto de Oliveira Azevedo, Bispo de Vila Real, Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios; D. Anacleto Cordeiro Gonçalves Oliveira, Bispo de Viana do Castelo, Presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade; D. Armando Esteves Domingues, Bispo Auxiliar do Porto, Presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização.

Delegados da CEP: D. António José da Rocha Couto, Bispo de Lamego, Delegado para as Relações Bispos/Vida Consagrada; D. Nuno Brás da Silva Martins, Bispo do Funchal, Delegado para a Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE).

Por inerência do cargo, são Delegados da CEP nos seguintes organismos: no Conselho Superior da Universidade Católica Portuguesa, D. Manuel Clemente, enquanto Patriarca de Lisboa e Magno Chanceler da UCP; no Pontifício Colégio Português e no Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE), D. José Ornelas Carvalho, enquanto Presidente da CEP.

5. A Assembleia procedeu às seguintes nomeações para o próximo triénio:

Rui Manuel Sousa Valério, Bispo das Forças Armadas e de Segurança, como Presidente da Pax Christi Portugal;

Padre António Estêvão Fernandes, da Diocese do Funchal, como Vice-Reitor do Pontifício Colégio Português em Roma;

Manuel Saturino da Costa Gomes, SCJ, reconduzido como Diretor Espiritual do Pontifício Colégio Português em Roma;

Padre José Gil Pinheiro, da Diocese de Setúbal, como Assistente Nacional da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE);

Padre Luís Gonzaga Marinho Teixeira da Silva, da Arquidiocese de Braga, reconduzido como Assistente Eclesiástico da Conferência Nacional de Apostolado dos Leigos (CNAL);

Padre António Manuel Alves Martins, da Diocese do Algarve, como Assistente Nacional da Vida Ascendente – Movimento Cristão de Reformados (VA-MCR);

Padre Manuel Henrique Gameiro de Jesus, da Diocese de Leiria-Fátima, como Assistente Nacional do Movimento Católico de Estudantes (MCE);

Frei José Filipe Rodrigues, OP, como Assistente Nacional do Movimento Por um Lar Cristão (MLC).

6. Com o nihil obstat da Congregação para o Clero, a Assembleia aprovou as alterações aos Estatutos e as Linhas de Formação Integral Presbiteral do Pontifício Colégio Português.

7. A Assembleia aprovou as seguintes candidaturas a Basílica menor: Igreja de São Domingos, onde está sepultado São Bartolomeu dos Mártires, e Igreja do Sagrado Coração de Jesus, no monte de Santa Luzia, ambas na Diocese de Viana do Castelo; Igreja Matriz da Torre de Moncorvo, na Diocese de Bragança-Miranda.

8. Foi ainda aprovado o Calendário de Atividades da CEP para 2020-2023.

Fátima, 16 de junho de 2020

 

PORTO:

Bispo pede ao clero que tenha um «coração sacerdotal» (c/fotos)

 

O bispo do Porto, D. Manuel Linda, presidiu em 19 de junho à Missa Crismal, com o clero da diocese, e pediu um “coração sacerdotal” aos presentes para, unidos, enfrentarem os “trabalhos da missão”.

“É isto o que o bispo lhes deseja e pede: um coração sacerdotal, isto é, afável, misericordioso, compassivo; mas também um coração saudável, pois necessitamos de alegria, força e coragem para, unidos, enfrentarmos os trabalhos da missão”, disse D. Manuel Linda, na sua homilia, enviada à Agência Ecclesia.

O bispo do Porto começou por dizer que ansiava “estar com os seus padres”, nesta altura “histórica do coração, o tempo do coração”, “daquela taquicardia”, e pediu a entrega plena ao ministério.

“Que a nossa Diocese, no seu clero, – o seu âmago ou centro dos centros da sua vida-, se distinga por esta espécie de contradição, mas que é apenas complementar, tal como a alternância cardíaca entre a sístole e a diástole: um coração que se «queime» pelo seu povo, com generosa dedicação e alegre longanimidade, pois a satisfação que daí se tira é bem superior à fugaz ganância das benesses materiais; mas também um coração biologicamente saudável, que suporte e exprima a saúde física do sacerdote, até porque é previsível que, sendo menos, vamos ter de fazer mais”, afirmou.

D. Manuel Linda citou ainda figuras históricas para a Igreja do Porto, “constituímos aquela que poderíamos definir como “Diocese do coração” e, consequentemente, do amor”, tais como o rei D. Pedro IV, a Beata Maria Droste, o Venerável Padre Américo, o seu antecessor D. António Francisco dos Santos e o Venerável D. António Barroso.

 

VISEU:

“Fui dado como morto”: testemunho do P. Geraldo Morujão

 

A probabilidade de sobreviver com sequelas era 0,1%: testemunho do P. Geraldo Morujão, da diocese de Viseu (Portugal), depois de uma paragem cardíaca numa piscina na Terra Santa. Aos 89 anos continua a nadar e atribui esta graça à intercessão do beato Álvaro del Portillo, que foi Prelado do Opus Dei. Veja a história completa filmada em Portugal e na Terra Santa.

No dia 11 de setembro de 2013, o P. Geraldo Morujão (da diocese de Viseu), que acompanhava, como guia espiritual, uma peregrinação à Terra Santa organizada pelo INATEL, chegou de madrugada ao aeroporto de Tel Aviv. É sacerdote da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, professor de Sagrada Escritura e Línguas Bíblicas, e tinha colocado aquela viagem sob a proteção do beato Álvaro del Portillo, a quem tinha muita devoção.

Não tendo dormido quase nada no avião, e estando cansado também pela emoção e pelas atividades desse primeiro dia, resolveu nadar um pouco na piscina do hotel, onde tinham chegado antes das 18:00h.

Estava prestes a fazer 83 anos, mas nadar era o seu desporto habitual, e pensou que seria uma boa maneira de descansar antes do jantar. Pouco tempo depois, viram-no inerte, de bruços na água, e retiraram-no para fora da piscina. Parecia azul e tinha os olhos fechados. Não foi possível fazê-lo despertar, nem mesmo quando, 15 ou 20 minutos depois, chegou a ambulância, e se serviram de um desfibrilador e tentaram a massagem cardíaca. Foi dado como morto. Deixou de haver pressa. Foi somente pelas 20:30h que deu estrada no hospital.

O monitor dos batimentos cardíacos mostrava uma linha plana. O Dr. Yonathan Hasin, o médico especialista em cardiologia que o recebeu, disse que o coração tinha deixado de bater e que estava em coma. O médico neurologista disse a Salama Gasan, o chefe dos enfermeiros, que não havia nada a fazer.

Tentaram. Desceram para 34 graus a temperatura do seu corpo e decidiram mantê-lo ligado à máquina durante quatro dias, porque, como afirmou o Dr. Hasin, nestas situações há um em mil que acorda, embora fique com graves sequelas. O tempo sem oxigenação cerebral tinha sido longo.

Havia muito a fazer, também, de outra forma: ao espalhar-se a notícia, cresceu a onda de orações a suplicar a Deus a cura do seu servo.

O Pe. Manuel, SJ, irmão do Padre Geraldo, recebeu um telefonema a prepará-lo para o pior. Começavam os preparativos para se fazer uma trasladação para Portugal. Na embaixada queriam saber a data do funeral.

Mas na unidade de cuidados intensivos, embora os enfermeiros de serviço não falassem para pessoas em coma, falavam uns com os outros, ainda que em voz baixa, e o Padre Geraldo, na manhã do sábado, dia 14, ouviu falar em hebreu algum tempo depois de abrir os olhos. Entubado, sem poder falar, fez um gesto pedindo algo para escrever e escreveu naquela língua, que conhecia perfeitamente: איפה אני? (Onde estou?)

Nada sabia daquilo que se tinha passado. Estava vivo e era suposto estar a entrar na sepultura. Não sabia que estava no Hospital de Tiberíades e que já lhe tinha sido administrada a Santa Unção, pelo Bispo de Mgar, que ficava a cerca de 30 km de distância; nem que o sheik muçulmano da mesquita tinha vindo rezar por ele durante cerca de dez minutos

Estranhou todo o entusiasmo com que o enfermeiro Wissam, um druso não crente, respondeu à pergunta que tinha feito por escrito. Este havia de lhe repetir muitas vezes com entusiasmo: “God blessed you!”.

A palavra "milagre" começou a ouvir-se em muitos lugares, juntamente com a frase "O Padre Geraldo abriu os olhos!". O motorista da ambulância veio visitá-lo, não acreditando que estivesse vivo.

Só no dia seguinte lhe tiraram os tubos. Os médicos fizeram-lhe perguntas como estas: “Viu a luz ao fundo do túnel?”; “Então esteve no paraíso, e não conta nada?”.

O Dr. Hasin afirmou: «Ele recuperou de uma situação à qual era muito difícil que sobrevivesse. As estatísticas não o favoreciam, mas ele teve esta sequência de eventos… e tudo lhe correu bem». Parece uma maneira cautelosa de falar de algo a que também se poderia chamar milagre.

E o chefe dos enfermeiros referiu: «Nós somos médicos e enfermeiros, e acreditamos na medicina. Mas neste caso há um milagre».

O Padre Geraldo atribui esta graça à intercessão do beato Álvaro del Portillo, bispo - falecido em 23 de março de 1994 e beatificado em 27 de Setembro de 2014 - que foi Prelado do Opus Dei, depois de ter sido o grande apoio do fundador da Obra, S. Josemaria Escrivá. No próprio dia do acidente, tal como em muitas outras ocasiões, o Padre Geraldo rezara a estampa com a oração utilizada para pedir a sua ajuda. O Beato Álvaro, que faleceu com um problema no coração, foi o intercessor para o Pe. Geraldo recuperar de uma paragem cardíaca.

Nota. Celebração Litúrgica agradece ao Swenhor esta graça concedida ao s4u ilustre ciolaborador de longa data, especialmente com as notas exegéticas.

 

PORTUGAL:

Federação pela Vida entrega 95 mil assinaturas

a pedir referendo sobre a Eutanásia

 

A Federação Pela Vida (FPV) entregou em de junho, no Parlamento, cerca de 95 mil assinaturas para pedir um referendo sobre a eutanásia, mais 35 mil em relação ao exigido por lei.

“Infelizmente, alguns deputados consideram que a sua urgência para o país é a sua agenda ideológica e não enfrentar a crise que aí está”, disse aos jornalistas José Maria Seabra Duque, secretário do organismo. O responsável lamenta o que diz ser a “obsessão de que a eutanásia seja sempre o tema mais urgente”.

As assinaturas superam o mínimo legal para que a Assembleia debata o projeto popular de referendo.

A pergunta a submeter a referendo é: “Concorda que matar outra pessoa a seu pedido ou ajudá-la a suicidar-se deve continuar a ser punível pela lei penal em quaisquer circunstâncias?”.

“Durante os anos que já leva este debate da eutanásia, foram ouvidos os especialistas e os especialistas disseram claramente que não. Relembro que todos os pareceres que foram pedidos a estes projetos de lei foram negativos”, sublinhou José Maria Seabra Duque, citado pela Renascença.

Os projetos de lei para a legalização da eutanásia foram aprovados na generalidade no Parlamento, em fevereiro, e estão nesta altura em fase de discussão na especialidade.

A iniciativa popular de referendo teve entre os seus mandatários nomes como Manuela Ramalho Eanes e Manuela Ferreira Leite; Manuel Braga da Cruz, antigo reitor da UCP; e Eugénio Fonseca, presidente da Cáritas Portuguesa.

A lista incluiu vários médicos, como Laureano Santos, João Paulo Malta, Isabel Galriça Neto, Margarida Neto ou Walter Osswald, além de responsáveis da Federação Portuguesa pela Vida e outras organizações.

Luís Villas-Boas, pai da Emergência Infantil e do Refúgio Aboim Ascensão, e Fernando Soares Loja, da Aliança Evangélica Portuguesa, também estavam entre os mandatários.

 

SANTARÉM:

Diocese começa processo para ordenar diáconos permanentes

 

O bispo de Santarém publicou as normas para o Diaconado Permanente na diocese, dando início ao “processo de escolha de novos aspirantes e futuros candidatos”.

O Concílio Vaticano II (1962-1965) restaurou o diaconado permanente, a que podem aceder homens casados (depois de terem completado 35 anos de idade), o que não acontece com o sacerdócio.

O diaconado exercido por candidatos ao sacerdócio só é concedido a homens solteiros.

Na informação enviada à Agência Ecclesia, a Diocese de Santarém contextualiza que iniciou “a caminhada e o processo de escolha” de novos aspirantes e futuros candidatos à ordem do diaconado na condição de permanente depois da Assembleia do Clero, presidida pelo bispo diocesano, a 18 de fevereiro deste ano.

D. José Traquina explica que os três graus do sacramento da ordem – episcopado, presbiterado, diaconado – fazem “uma unidade no modo de enriquecer continuamente a Igreja com o ministério de Jesus Cristo” e sobre o diaconado permanente assinala que as “exigências pessoais” deste ministério são a “radicalidade evangélica, a disponibilidade” e “a gratuidade”.

Neste processo de formação dos futuros diáconos permanentes da Diocese de Santarém as esposas dos candidatos casados, e eventualmente os filhos, “devem participar mormente no que respeita à formação humana e espiritual” e alguma formação doutrinal.

Nas normas para o Diaconado permanente, D. José Traquina pede aos diáconos que “não esqueçam” que, das três “diaconias” – liturgia, palavra e caridade – que são chamados a exercer, “a da caridade surge como a mais característica e típica do seu ministério”.

O bispo de Santarém nomeou para a “equipa formadora” dois presbíteros – o padre José Abílio e Silva Costa, é o coordenador, e o padre Arlindo Jorge -, e o diácono permanente Paulo Campino que devem “garantir” que a dinâmica formativa decorrerá em “ambiente de comunidade caracterizada por uma profunda espiritualidade, sentido de pertença, espírito de serviço e vigor missionário”.

.

VIANA DO CASTELO:

D. Anacleto Oliveira convida a encontrar na Eucaristia

«estímulo para enfrentar as adversidades do dia-a-dia»

 

O bispo da Diocese de Viana do Castelo presidiu à solenidade do Corpo de Deus, convidando os católicos a encontrar na Eucaristia “estímulo para enfrentar as adversidades do dia-a-dia”.

A celebração decorreu na Catedral diocesana, sublinhando a retoma das celebrações comunitárias e a necessidade da participação ativa dos fiéis, refere uma nota enviada à Agência Ecclesia pelo Secretariado Diocesano das Comunicações Sociais.

D. Anacleto Oliveira recorreu a testemunhos de profissionais de saúde para sublinhar que “a Eucaristia se torna alimento e estímulo para se enfrentar o dia-a-dia nas suas contrariedades e adversidades”.

 

SETÚBAL:

Santuário de Cristo Rei

comemora 60 anos com cantata 

 

O Santuário de Cristo Rei em Almada (Diocese de Setúbal) está a celebrar, durante este ano, o 60º aniversário da sua inauguração, cujas celebrações centrais decorreram em 16 e 17 de maio, com a celebração da Eucaristia comemorativa e a apresentação de uma cantata a Cristo Rei.

D. José Ornelas presidiu à Eucaristia comemorativa e de seguida, pelas 20h00, teve lugar a “inauguração de uma fonte luminosa e um conjunto escultórico do Santuário”.

O programa deste dia terminou com um jantar-convívio na tenda panorâmica, onde será apresentado o livro «Gestos de misericórdia num coração missionário», uma homenagem ao padre Acílio da Cruz Fernandes, diretor da Casa do Gaiato de Setúbal.

No dia 17, na Igreja de Nossa Senhora da Assunção, em Almada, foi apresentada, pelas 21h00, uma Cantata a Cristo Rei, com letra do bispo D. Carlos Azevedo, delegado do Conselho Pontifício da Cultura, e música do cónego A. Ferreira dos Santos, da Diocese do Porto.

A obra, com a duração de uma hora, foi apresentada por um coro de 340 vozes, 4 solistas, acompanhados por uma orquestra de 50 elementos.

Esta Cantata a Cristo Rei foi apresentada, também, no Santuário de Fátima (a 17 de junho) e na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa (a 03 de novembro).

No 60.º aniversário do santuário nacional, este procura apresentar-se como local de espiritualidade.

O Santuário de Cristo-Rei foi inaugurado a 17 de maio de 1959, como um sinal de gratidão nacional pelo dom da paz, após a II Guerra Mundial.

 

FÁTIMA:

Novo comissário geral da Ordem do Carmo

destacou seis desafios até 2023

 

O novo comissário geral (provincial) da Ordem do Carmo em Portugal disse que o “primeiro grande desafio” é que o carisma Carmelita “seja significativo para a Igreja de hoje e para a sociedade”, em seis prioridades até 2023.

“As pessoas precisam de um grande centro de espiritualidade, mas espiritualidade comprometida, como da vida, depois essa experiência de comunidade, de fraternidade, de acolhimento, e de hospitalidade que tanto se fala hoje”, desenvolveu frei Agostinho Marques de Castro, em declarações à Agência Ecclesia.

O religioso foi eleito no capítulo que decorreu na Casa de São Nuno, em Fátima, e explicou que o carisma da Ordem é “ser contemplativo vivendo em fraternidade no serviço no meio do povo”.

A “dimensão profética” é outro assunto e o entrevistado recorda que um dos inspiradores da ordem religiosa “é o profeta Elias, do Antigo Testamento” que sabia “denunciar o que estava mal quando tinha de ser” e avançou com as suas causas, “confiando na voz de Deus, com coragem e frontalidade”.

Esta crise social que já vivemos também nos está a chamar a ser profetas: Um mundo de esperança, uma palavra correta mas também de denúncia e defesa dos mais desfavorecidos”.

O desafio vocacional, “acolher aqueles que Deus chama e continua a chamar”, mas precisam da “mediação” destes Carmelitas, é outra prioridade para poder “desenvolver esta resposta que muitos querem dar”.

A “internacionalidade” da Ordem do Carmo que está “em vários países e realidades” é outro tema e o Comissariado Geral em Portugal tem um projeto para “receber pessoas para formação” e partilharem na Europa “a sua própria dimensão missionária”, para além de “apoiar mesmo monetariamente, apoiar com a oração missões que estão a crescer”.

“A internacionalidade é uma experiência muito interessante enquanto ordem religiosa. Já tive oportunidade de estar noutras comunidades estrangeiras e dá uma grande riqueza que se partilha”, recordou.

Para os próximos três (2020/2023), segundo Frei Agostinho Marques de Castro, “também é um grande desafio cuidar dos mais idosos, cuidar da fragilidade”; a Ordem do Carmo em Portugal tem 22 religiosos, em várias casas, com “uma média de idade de 78 anos” e um grupo, “relativamente novo, na faixa dos 45 anos”.

O novo provincial da Ordem do Carmo adiantou também que “evangelizar através da Família Carmelita” é outro desafio, trabalhar com os leigos, confrarias, ordens terceiras, pessoas que “usam o escapulário da Ordem do Carmo que pode ser uma fonte de evangelização muito boa”, para além dos Carmelitas Descalços com quem procuram “trabalhar bastante em conjunto”.

 “Esta experiência de quem nasceu no Minho, esteve em Fátima, em sítios com alguma tradição religiosa, além da própria vivência social da fé, é uma realidade diferente. Fica com outra visão daquilo que a Igreja pode ser e que resposta pode dar no mundo de hoje, às pessoas que precisam de referências, de quem responda às suas perguntas e não lhes aponte respostas pré-feitas”, desenvolveu.

O religioso que já tinha sido o responsável nacional de 2008 a 2014, em dois mandatos de três anos, destacou o “voto de confiança” dos frades na eleição realizada esta terça-feira, na Casa de São Nuno, em Fátima.

 

LISBOA:

Reforma litúrgica aconteceu

com o monsenhor Pereira dos Reis,

padre Zé Ferreira, Manuel Luís

e agora com o cónego Luís Manuel

 

O cardeal-patriarca de Lisboa presidiu à Missa Exequial do cónego Luís Manuel Pereira da Silva, que faleceu em 12 de junho, valorizando o contributo que deu “de alma e coração” para a reforma litúrgica centrada no “mistério pascal”.

D. Manuel Clemente lembrou monsenhor Pereira dos Reis, o padre Zé Ferreira e o padre Manuel Luís e disse que, como eles, o cónego Luís Manuel Pereira da Silva participou na tradição que liga o Seminário dos Olivais à Catedral de Lisboa na valorização da liturgia.

“Esta tradição, ainda antes do Concílio, com monsenhor Pereira dos Reis, foi crescendo e foi a grande oferta que aquela casa, o Seminário dos Olivais, deixou a esta Catedral e à Igreja em geral”, afirmou o cardeal-patriarca de Lisboa.

“Tenho a certeza que o seu percurso, o seu testemunho, o seu legado continuarão vivos, entre o Seminário dos Olivais e esta Catedral e a oferecer-se à Igreja em geral”, sublinhou.

Para D. Manuel Clemente, “toda a vida” do cónego Luís Manuel está ligada à valorização da liturgia como vivência e expressão do mistério pascal, onde o pároco da Sé e professor de Liturgia “concentrava a sua pregação e doutrina”.

 “Nos últimos três, quatro anos, a grande lição que o padre Luís nos deu foi a serenidade com que venceu os sucessivos golpes da doença que o levou. Aí é que ele viveu intensamente o mistério pascal do Senhor Jesus: paixão, morte e, nesta eucaristia e de certeza sempre, ressurreição”, afirmou D. Manuel Clemente.

Nascido a 2 de setembro de 1956, em São José, no centro da cidade de Lisboa, e ordenado a 28 de novembro de 1993, nos Jerónimos, pelo cardeal Ribeiro, este sacerdote era diretor do Departamento de Liturgia do Patriarcado, colaborador do Secretariado Nacional de Liturgia e professor na Universidade Católica Portuguesa.

Pároco da Sé de Lisboa desde 1996 e mestre das Cerimónias Patriarcais, desde 1998, Luís Manuel Pereira da Silva foi criado cónego do Cabido da Sé em 8 de dezembro de 2003.

 

ÉVORA:

Arquidiocese viveu dia de festa

com os padres e diáconos,

últimos a ficar quando tudo fecha portas

                   

        A Arquidiocese de Évora viveu em 19 de junho um dia de festa com os seus padres e diáconos, na celebração da Missa Crismal, agradecendo pelo serviço prestado numa região desertificada.

“É preciso dizer aos padres um obrigado muito profundo, porque permanecem, porque estão. Há muitas localidades onde tudo foi encerrando, com a situação de despovoamento, de envelhecimento social, de desertificação em certas localidades do interior alentejano. Permanece, porém, a Eucaristia, a igreja, a capela, o padre ou o diácono permanente que vão e estão com o povo”, disse D. Francisco Senra Coelho à Agência Ecclesia.

“Nalgumas localidades, é mesmo a única coisa que permanece e este ‘estar com’ tem um valor imenso”, acrescentou.

A catedral da arquidiocese alentejana acolheu a celebração da solenidade do Coração de Jesus, dia de Oração pela Santificação dos Sacerdotes, que este ano foi a data escolhida em várias dioceses portugueses para a celebração da Missa Crismal – adiada na Quinta-feira Santa por causa do estado de emergência que se vivia no país.

Na celebração foram evocados, em particular, seis padres que celebram jubileus de ordenação sacerdotal (50 e 25 anos).

“Sentimos a alegria de estarmos com o Povo de Deus, sermos um sinal de esperança, de incentivo a uma comunhão que há de fazer ultrapassar as dificuldades”, assinalou D. Francisco Senra Coelho.

O arcebispo de Évora convidou o clero a construir “uma esperança com futuro”.

“Os padres são servidores, são chamados pelo Senhor para ir com os seus irmãos e incentivá-los, com coragem”, apontou.

D. Francisco Senra Coelho destacou a mensagem do Papa que inspira, este ano, a celebração do Coração de Jesus, com palavras como “coragem, gratidão, fortaleza” que são de “grande atualidade”.

“O padre aprende que o amor alarga horizontes”, observou. Já na homilia, o arcebispo pediu aos presentes que sejam “discípulos missionários da esperança”.

D. Francisco Senra Coelho sublinhou a necessidade simplicidade para poder rejeitar uma vida “autossuficiente”, reconhecendo os próprios limites. “O Pai revela-se aos simples, transparentes”, precisou.

 

GUARDA:

Reorganização da diocese passa de 15 para sete arciprestados

 

A Diocese da Guarda tem a partir de agora uma nova organização territorial que passa de 15 para sete arciprestados (conjunto de paróquias).

O decreto de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, anuncia os nomes dos sete arciprestados: Covilhã-Belmonte; Fundão-Penamacor; Guarda-Manteigas; Pinhel-Figueira de Castelo Rodrigo; Sabugal-Almeida; Seia-Gouveia e Trancoso-Celorico da Beira.

A reorganização surge “na sequência da Assembleia Diocesana de representantes realizada no ano de 2017 e que vinha sendo preparada desde o ano de 2014, em processo de caminhada sinodal”, realça a nota assinada a 22 de fevereiro de 2020, festa da Cadeira de São Pedro, e enviada hoje à Agência Ecclesia.

Ao nível da coordenação pastoral, a Diocese da Guarda passa a ter um Secretariado Geral da Coordenação Pastoral e um Secretariado Permanente da Coordenação Pastoral.

O Secretariado Diocesano da Cultura e Comunicação é composto pelo Gabinete Episcopal de Comunicações e Relações Públicas; Departamento da Comunicação Social Diocesana e Departamento do Património, Cultura e Turismo.

O Secretariado Diocesano da Educação Cristã fica dividido em vários sectores: Departamento da Catequese da Infância e da Adolescência; Departamento da Pastoral Juvenil, Universitária e Vocacional; Departamento do Ensino da Igreja nas Escolas e Departamento Diocesano das Vocações de Especial Consagração, sublinha o documento.

O Secretariado Diocesano da Liturgia é composto pelo Departamento da Pastoral Litúrgica e Sacramental, Departamento de Música Sacra e Departamento da Piedade Popular.

Em relação à Pastoral da Caridade, D. Manuel Felício desenhou este setor com um Gabinete de Apoio à Ação Social; Departamento de Ação Social; Departamento da Pastoral da Saúde e Departamento das Migrações e Mobilidade Humana.

 

PORTUGAL:

Conferência Episcopal aprovou candidatura

de três igrejas a basílicas menores

 

Os bispos católicos portugueses, reunidos em Assembleia Plenária, aprovaram em Fátima a candidatura de três igrejas a basílicas menores, nas Dioceses de Viana do Castelo e de Bragança-Miranda

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) informa que em Assembleia Plenária aprovou as candidaturas a Basílica menor da igreja de São Domingos, onde está sepultado São Bartolomeu dos Mártires, e a igreja do Sagrado Coração de Jesus, no monte de Santa Luzia, ambas na Diocese de Viana do Castelo.

Aprovaram também a candidatura da igreja Matriz da Torre de Moncorvo, na Diocese de Bragança-Miranda, a Basílica menor.

Na Igreja Católica há “basílicas maiores” e “basílicas menores”, de que são exemplo, em Portugal, a dos Mártires, em Lisboa, a Real, de Castro Verde, e as de Nossa Senhora do Rosário e da Santíssima Trindade de Fátima, a do Sameiro e do Bom Jesus e Congregados, em Braga, além da Catedral Bracarense.

A palavra basílica, com origem nos termos gregos ‘basileus’ (rei) e ‘basilikos’ (real), era utilizada na Roma antiga para designar grandes edifícios de reunião.

 

LAMEGO:

Jovens vivem Jornada diocesana on line

 

Os jovens da diocese de Lamego estiveram numfim-de-semana a participar na XXXV Jornada Diocesana da Juventude ONline, transmitida através da página no facebook do organismo com participação em workshops, momentos musicais ou conversas com sacerdotes.

A JDJ ONline teve início com uma vigília de oração, numa sexta-feira, com um convite de “preparação espiritual” para o encontro.

A iniciativa recomeçou no sábado com o acolhimento, feito em vídeo, onde todos os momentos da Jornada foram explicados por “um professor”.

Ao longo do dia vários sacerdotes estiveram disponíveis para atendimento pessoal, “via chamada telefónica”, numa iniciativa que a organização chamou de «Momento 351».

“Será um tempo em que poderás estar à vontade para falar de alguns momentos da tua vida, partilhar alegrias e inquietações, ouvir alguns conselhos que te ajudem a compreender melhor os teus sentimentos, colocar dúvidas, pedir ao sacerdote que reze por alguma intenção tua, desabafar, numa conversa informal”, indicavam.

O programa permitia ainda a participação num workshop, da parte da manhã ou da tarde, e um tempo de adoração ao Santíssimo.

“Procura um lugar calmo, se possível ao ar livre (numa varanda ou jardim aí de casa) para participar”, convidava a organização.

A parte da tarde, estava agendado um concerto com o padre Marcos Alvim, com “música, sorteio e desafios”, para seguir em direto pela página do Facebook do DDPJ Lamego.

O dia encerrou às 16h30 com a celebração da eucaristia em direto, presidida pele bispo de Lamego, D. António Couto.

Dias antes os participantes foram desafiados a partilhar fotografias em anteriores edições da Jornada diocesana, habilitando-se a ganhar um exemplar da Exrtação apostólica do Papa Francisco «Cristo Vive».

 

BRAGANÇA-MIRANDA;

Do Bispo de preside a Missa Corpo de Deus

na «aldeia eucarística»

 O bispo de Bragança-Miranda presidiu, na solenidade do Corpo de Deus, à Missa na localidade de Pereira, conhecida como “Aldeia Eucarística”.

Pelas 12h00, D. José Cordeiro presidiu à celebração da Eucaristia seguida de manifestação pública da fé com a bênção do Santíssimo Sacramento, “em conformidade com as orientações de exceção” para o tempo de pandemia.

Já na Catedral de Bragança, o programa incluía adoração eucarística, recitação de vésperas e, pelas 18h00, celebração da Eucaristia por D. José Cordeiro, com a bênção à cidade e à diocese.

O bispo diocesano recomendou para todas as paróquias a celebração da Eucaristia (onde for possível, de acordo com a programação de cada Unidade Pastoral), seguida de bênção do Santíssimo Sacramento; momentos de adoração, de culto eucarístico fora da Missa, de Oração pessoal, familiar e comunitária.

A aldeia de Pereira (Mirandela) é o berço da congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado (SFRJS).

As religiosas promoveram, online, uma novena do Corpo de Deus, para que fosse vivida tanto individualmente, como em família.

 

COIMBRA:

Procissão «móvel» de Nossa Senhora de Fátima

nas comunidades do norte da cidade

 

As comunidades cristãs do norte da cidade de Coimbra realizaram no dia 13 deste mês, uma procissão «móvel» de Nossa Senhora de Fátima.

À semelhança do que aconteceu na visita pascal, dado o necessário confinamento e distanciamento social, estas comunidades católicas vão levar “a todos a possibilidade” de venerar a imagem Nossa Senhora de Fátima nas principais artérias, em carro próprio”.

“Sem sair de casa, evitando aglomerações, todos puderam nas devidas condições de segurança louvar a Virgem Mãe” que foi visitar as comunidades (Reitoria da Pedrulha e Capelanias do Loreto, Brinca, Monte Formoso e Centro Pastoral Irmã Lúcia) nesta hora “difícil de sofrimento pela pandemia e pelas suas consequências sociais e económicas”,.

Em sinal festivo, anunciava-se, “todos são convidados” a colocar, “à noite, uma vela à janela, para melhor acolher a «Procissão móvel», bem como um grande terço, construído com materiais reciclados, numa proposta que envolveu as crianças e adolescentes da catequese, o grupo de jovens local e os agrupamentos escutistas”.

A procissão foir transmitida em direto, via Facebook, para que “todos pudessem melhor acompanhar” e contou com uma “aparelhagem sonora que transmitiu cânticos de Fátima”.

 

 

ÉVORA:

Arcebispo envia mensagem ao concelho de Reguengos de Monsaraz

 

O arcebispo de Évora enviou uma mensagem de solidariedade às comunidades de Reguengos de Monsaraz, afetadas por um surto de Covid-19.

“Ao tomar conhecimento das preocupantes notícias sobre este surto no concelho de Reguengos de Monsaraz, quero dirigir-me ao pároco, senhor Padre Manuel José Marques, e às queridas comunidades cristãs de Reguengos com a maior proximidade e comunhão no Senhor”, refere D. Francisco Senra Coelho.

Numa intervenção enviada à Agência Ecclesia, o Arcebispo apela à oração e deixa “uma palavra de coragem, de apreço, de solidariedade e de muita comunhão” aos profissionais de saúde, ao presidente do Município e aos “imensos profissionais envolvidos direta e indiretamente nesta preocupante situação”.

A mensagem dirige-se ainda à direção da Fundação Maria Inácia Vogado Perdigão Silva, aos seus profissionais e idosos do lar atingido.

“Como vosso arcebispo, quero que saibais que vos acompanho com a minha oração e proximidade, confiando-vos a Santo António vosso padroeiro, e invocando sobre vós a bênção de Deus”, concluiu D. Francisco Senra Coelho.

 

LEIRIA-FÁTIMA:

Autonomia e colaboração marcou o diálogo

para regresso das celebrações comunitárias das Missas,

que acontece mais cedo que era pretendido

 

O bispo de Leiria-Fátima disse que receou “sentir solidão” na celebração do 13 de maio, apontou quatro prioridades para a renovação Igreja Católica em Portugal e afirmou que as celebrações comunitárias regressam mais cedo do que pretendiam as autoridades.

Em entrevista à Agência Ecclesia e à Renascença, D. António Marto referiu-se ao diálogo com o Estado para o recomeço das celebrações comunitárias, que esteve a cargo de uma comissão de que não fazia parte, afirmando que acontecem mais cedo do que pretendiam as autoridades.

“Procuramos dialogar sempre com as autoridades e, concretamente, com a Direção Geral da Saúde, para ir tomando as nossas decisões. Eu, por exemplo, estava à espera que fosse possível recomeçar 15 dias antes do que está previsto, mas dado o risco elevado de contágio, ainda, segundo as previsões das autoridades de saúde, optou-se pelo Pentecostes (31 de maio) e já foi conseguir algo mais do que estava previsto, inicialmente. As autoridades desejavam que fosse pós-Pentecostes e nós dissemos: bom, o Pentecostes é uma data muito significativa para a Igreja. Chegou-se a um acordo, facilmente. Não houve tensões, no diálogo”, afirmou

O cardeal D. António Marto referiu-se à reforma da Igreja Católica em Portugal, seguindo das propostas do Papa Francisco, afirmando que “leva o seu tempo” e passa por ser “hospital de campanha”, dar atenção “às diferentes periferias”, assumir um ritmo “sinodal” e “marcadamente laical”, com aposta nos “novos meios de comunicação”.

“Penso que se vai abrir uma nova oportunidade para a Igreja, para a reforma da Igreja, que leva o seu tempo. Estas reformas e a renovação não é numa assembleia de bispos que se faz, para realizar as linhas de fundo da reforma, propostas pelo Papa Francisco”, disse o bispo de Leiria-Fátima.

Para o cardeal D. António Marto, a preocupação maior é “o pós-pandemia”, nomeadamente “as consequências laborais, económicas e sociais”, confirmadas pelos pedidos de ajuda que “têm aumentado muitíssimo em várias dioceses”.

D. António Marto diz que assistir à Missa na televisão ou nas redes sociais “não é um espetáculo”, antes um momento “espiritual” que requer uma participação voluntária.

 

PORTO:

Bispo encerra mês de maio

com oração do Terço pelas ruas,

com passagem junto ao Hospital de Santo António

 

O bispo do Porto presidiu no dia 31 de maio à recitação do Terço, num percurso pelas ruas da cidade com a imagem de Nossa Senhora de Fátima que terminou no Hospital de Santo António e começou às 20h30, na igreja na Praça do Marquês.

“A última paragem foi diante do Hospital de Santo António. Uma paragem muito significativa onde o Senhor bispo rezou as três Avé-Marias por todos os doentes e pelos profissionais de saúde a quem devemos reconhecer muito mérito neste tempo, durante todo o tempo da pandemia e o que aí vem a seguir”, disse o pároco da igreja da Senhora da Conceição, na Praça do Marquês de Pombal.

Em declarações à Agência Ecclesia, o padre Rubens Marques contextualizou que este ano foi preciso “ser criativos em tempo de pandemia” porque não se podia realizar “a procissão de velas (Procissão da Luz) de 31 de maio que juntava uma multidão de pessoas das várias paróquias da cidade”.

Neste âmbito, no último dia de maio, a imagem de Nossa Senhora de Fátima foi ser transportada num jipe dos bombeiros “acompanhada sempre” por D. Manuel Linda.

A oração começou às 20h30 na Paróquia Senhora da Conceição, e ao longo do percurso o bispo do Porto rezou um mistério do Terço “fora do carro em cinco lugares”, onde os párocos dessa zona “estavam com a cruz paroquial e leram o Evangelho alusivo a cada mistério”.

 “Os moradores foram convidados a participar a partir das janelas, das varandas, com velas, e também os moradores das ruas onde passou a imagem foram convidados a associarem-se estando à janela com velas acesas”, acrescentou o padre Rubens Marques.

A oração, que foi organizada pelas vigararias da cidade do Porto, terminou em frente ao Hospital de Santo António onde os organizadores procuraram reunir sobretudo os párocos e diáconos num sinal de comunhão de toda a cidade”, adiantou o pároco de Nossa Senhora da Conceição.

 

 

BRAGA: PROJETO «PÃO DE SÃO LÁZARO»

vai levar o pequeno-almoço às pessoas sem-abrigo da região

 

A Arquidiocese de Braga começou em meados de maio, através da Associação Hospitalários de São Lázaro, a levar apoio alimentar a dezenas de pessoas em situação de sem-abrigo na região.

O projeto ‘Pão de São Lázaro’ foi apresentado na sede da Associação Hospitalários de São Lázaro, com o arcebispo de Braga a destacar a iniciativa como uma “importante resposta” a uma parte da população que está mais carenciada.

D. Jorge Ortiga frisou ainda que o novo projeto vem responder a uma necessidade que ainda não estava preenchida, de levar a primeira refeição da manhã às pessoas em situação de sem-abrigo.

“Não é conhecida nenhuma entidade que assegure esta refeição àquelas pessoas”, apontou o responsável católico.

De facto, atualmente a delegação da Cruz Vermelha em Braga garante o acesso dos sem-abrigo ao almoço, e a Cáritas Arquidiocesana de Braga fornece abrigo a quem não tem um teto para dormir, mas não havia nenhuma organização que levasse a primeira refeição do dia àquelas pessoas.

Vamos dar o pequeno-almoço todos os dias, das 8h00 às 9h30, porque todos nós tomamos o pequeno-almoço diariamente”, frisou durante a apresentação do projeto o presidente da Mesa Administrativa da Associação Hospitalários de São Lázaro.

A refeição, preparada com o apoio de diversas empresas beneméritas da região, é composta de pão com queijo e fiambre, acompanhados de leite e também de uma peça de fruta.

Este serviço avança junto das pessoas sem-abrigo, na sede da Associação Hospitalários de São Lázaro, junto à Igreja dos Terceiros. “Um espaço onde estas pessoas poderão sentir o calor e o carinho de uma família”, destacou o arcebispo de Braga.

A Associação Hospitalários de São Lázaro é uma associação de fiéis constituída como pessoa jurídica canónica pública através de um decreto da autoridade eclesiástica de Braga.

Uma instituição nascida em 2016 no âmbito do Jubileu extraordinário que o Papa Francisco na altura convocou, dedicado ao tema da Misericórdia

 

BRAGANÇA-MIRANDA:

Pastoral Juvenil e Vocacional propõe catequeses para grupos de jovens

 

O Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional (SDPJV) de Bragança-Miranda lançou um conjunto de catequeses para os grupos de jovens que “só se reencontram em reuniões, através das plataformas digitais”, por causa da pandemia.

OSecretariado das Comunicações Sociais de Bragança-Miranda informou que são cinco propostas, com os cinco temas: «Tela sem cor»; «Perfume no olhar»; «Silêncio que dói»; «Grito de luz» e «Levanta-te à voz do abraço».

O SDPJV preparou as catequeses para os grupos de jovens assentes em três eixos: O tema da mensagem do Papa Francisco para este ano; a letra do Hino Jovem diocesano 2020 ‘Escuta e levanta-te’, e a vivência do Ano Pastoral centrado na Eucaristia.

“Arrisca esta proposta com o teu grupo, pensada para poderes executá-la através das plataformas virtuais de grupo”, é o convite do Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional de Bragança-Miranda.

 

 

ORDINARIATO CASTRENSE:

Bispo convidou a superar «todas as formas de discriminação»

 

O bispo das Forças Armadas e Forças e Segurança incentivou, na Missa do Pentecostas, à “promoção da justiça e da defesa incansável da dignidade de todas as pessoas”, de Pentecostes, no Instituto de Ação Social das Forças Armadas.

“Que o Espírito nos impele ainda a sair de nós mesmos, do nosso comodismo, da nossa zona de conforto, para nos abrirmos ao testemunho de Cristo, ao Seu amor por nós, através da promoção da justiça e da defesa incansável da dignidade de todas as pessoas, superando, assim, todas as formas de discriminação”, disse D. Rui Valério, na homilia.

O bispo das Forças Armadas e Forças e Segurança explicou que “só” o Espírito Santo “dá a sabedoria” para escolherem “aquilo que realmente é fundamental na estrutura da vida” e pediu que remeta para “a sobriedade e para o desprendimento”, tornando-os solidários e fraternos na relação com os irmãos.

“Podemos dizer que na paz, no envio em missão e no perdão reside o ADN do discípulo. Assim, reconhecemos que o Espírito Santo é o principal garante do que é essencial; como ainda é Ele que cria, salvaguarda e cultiva em nós a identidade cristã de cada discípulo de Jesus”, acrescentou.

O bispo das Forças Armadas e de Segurança também enviou aos capelães militares algumas recomendações para o regresso das celebrações, “tendo como referência a orientações da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), adaptadas à realidade castrense”.

 

VISEU:

Bispo presidiu às Bodas de Ouro

da presença da Ordem das Irmãs Concepcionistas

da Imaculada Conceição

 

O bispo de Viseu presidiu à celebração das Bodas de Ouro que comemorou a presença da Ordem das Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição – Convento de Santa Beatriz – na diocese, no dia que recomeçaram as celebrações com presença de fiéis.

“Hoje, é para nós um dia de alegria, uma celebração festiva e de esperança, pela qual damos graças a Deus juntos em Igreja pela fase de desconfinamento social que estamos a fazer para vencer os efeitos nefastos de tão grave pandemia”, disse D. António Luciano, na solenidade de Pentecostes.

Na homilia, o bispo de Viseu pediu aos fiéis para se aproximarem “do Espírito Santo” quando se sentirem e andarem “tristes, abatidos, com medo, inseguros, rodeados de sinais de morte e de pandemia”, “concretizando no dia-a-dia a relação com Deus pela fé”.

D. António Luciano afirmou “a alegria da fé, a oportunidade de celebrar em comunidade, de forma presencial, a Eucaristia, um dom de Deus concedido à Igreja”.

O bispo de Viseu lembrou que o “acolhimento caloroso e festivo” feito às Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição em Tourigo, no Concelho de Tondela, e a ereção canónica da nova comunidade aconteceram há cinquenta anos e, depois de terem “peregrinado” por vários lugares da diocese, “nasceu o Convento de Santa Beatriz”.

“A fundadora da Congregação destas Monjas de Clausura, Santa Beatriz, marcou profundamente as primeiras irmãs que vieram para o centro do país na Diocese de Viseu e inspirou-as com o dom profético. Aqui continuam a viver o seu carisma com fidelidade à oração e à contemplação, dando origem ao aparecimento de novas vocações para a Congregação e a Igreja. Através da sua vocação, missão e testemunho, temos recebido graça sobre graça”, desenvolveu.

 

BEJA:

D. João Marcos ordena novo sacerdote,

em «momento alto» das celebrações

 

O bispo de Beja presidiu em 28 de junho à ordenação sacerdotal de Francisco Molho, a primeira na comunidade alentejana em cinco anos, falando num sinal de esperança no contexto do 250.º aniversário da restauração da Diocese. “Foi o momento alto destas celebrações”, disse D. João Marcos à Agência Ecclesia.

A ordenação foi celebrada na Catedral de Beja, onde o Bispo afirmou que “sem amor a Cristo, a vida de um padre é uma vida vazia” e perdem sentido “o celibato, a pobreza, a obediência”, transformados em ideias “certamente belos, mas irrealizáveis”

A homilia partiu do diálogo de Jesus com o apóstolo Pedro, no qual lhe deixa um convite – “segue-me” -, com um caráter “particularmente vivo e forte” para o novo sacerdote.

O bispo de Beja referiu que o ministério apostólico não é uma “carreira”, mas resposta a vocação, ao “chamamento do Senhor”

“Antes, fomos eleitos pelo Senhor”, insistiu.

Francisco, podes ver por trás das mãos daqueles que te acompanharam até ao dia de hoje as mãos do próprio Senhor”.

D. João Marcos deixou várias recomendações ao novo sacerdote, sublinhando que ser discípulo do Senhor é “ir atrás dele”, fazer “a vontade do Pai” e não a própria.

“Cuida das coisas do Senhor e Ele cuidará das tuas”, referiu.

Num olhar sobre a diocese, o bispo de Beja convidou a uma Igreja “missionária, em saída”, com padres capazes de “abrir as portas” e de “despertar e pôr a caminho” os “paralíticos espirituais”, que não assumem a vida cristã.

No final da Missa, D. João Marcos agradeceu aos presentes por uma “bela celebração” e deixou uma palavra especial aos familiares do padre Francisco Molho: “O Senhor vos abençoará, o Senhor já vos abençoa com esta oferta”.

O novo sacerdote dirigiu-se à assembleia, falando no “dia mais feliz” da sua vida, com vários agradecimentos e assumindo o desejo de poder chegar, com o seu ministério, a “tantos homens e mulheres sedentos de Deus”.

 

SETÚBAL:

«Não se pode participar na Eucaristia

e ser racista», diz o bispo

 

O bispo de Setúbal uniu-se às vozes que condenam “o racismo, a injustiça e a exclusão”, sublinhando que estas não têm lugar na Igreja Católica.

“A Eucaristia é a expressão do sonho de Deus de fazer chegar a toda a humanidade o pão da dignidade, da solidariedade e da vida e o vinho da generosidade, da alegria, do amor. Não se pode participar na Eucaristia e ser racista, não se pode partilhar o pão de Deus e dizer a um irmão que se senta ao meu lado ‘vai para a tua terra!’. A Eucaristia faz da Igreja um laboratório do mundo segundo o projeto de Deus”, disse D. José Ornelas, na homilia da solenidade do Corpo de Deus, a que presidiu na Catedral sadina.

O Bispo de Setúbal apontou depois à dimensão solidária nas comunidades católicas, afirmando que devem ser “gente que partilha, que multiplica, que distribui”.

 “Nos tempos que estamos a viver, esta dimensão será muito importante, para que ninguém fique abandonado e tenha o necessário para viver”, acrescentou.

D. José Ornelas recordou que esta solenidade do Corpo de Deus é celebrada, em 2020, “ainda de contenção, mas, também, num processo de saída do grande confinamento”, falando num momento de “transição”.

“É tempo de voltarmos à comunidade. Foi necessário o confinamento, mas, com responsabilidade e em segurança, temos de refazer os laços de fraternidade que o Senhor cria com o seu Corpo e Sangue, geradores de vida, de comunhão e de missão”, apelou.

 

AVEIRO:

Pastoral Juvenil dinamiza encontro online para animadores

 

O Departamento da Pastoral Juvenil de Aveiro (DPJAveiro) dinamiou o encontro online ‘Conecta-te 2.0’, uma oportunidade para os animadores “recarregarem as baterias”.

“Numa altura em que não conseguimos estar presentes fisicamente e porque acreditamos que Deus é a nossa fonte de inspiração diária, que nos pode recarregar energia e dar forças, surge o conecta-te 2.0”, explica o Serviço de Ação Pastoral da Diocese de Aveiro, na rede social Facebook.

Neste contexto, o DPJAveiro convida todos os animadores da diocese a conectarem-se com a sua equipa para viverem “um momento de encontro com Ele”.

Para os animadores participarem no encontro online ‘Conecta-te 2.0’ podiam contactar o Departamento da Pastoral Juvenil de Aveiro pelo e-mail atividadesdpja@diocese-aveiro.pt com o nome e a identificação da paróquia e do arciprestado.

A equipa do DPJA dinamizou esta atividade “dedicada só a animadores” porque “é necessário” que tenham “momentos de encontro pessoal com Deus, que lhes permitam recarregar energias e ganhar forças”.

 

Comissão Episcopal do Laicado e Família:

«Valor da vida não se questiona» –

 

A Igreja Católica em Portugal celebrou a Semana da Vida 2019, iniciativa que quer destacar a “importância decisiva da Família na defesa da Vida”, afirmando que este é um valor inquestionável.

“À sombra de uma família, todos cabem, todos crescem, todos vivem. À sombra de uma família, há passado e presente e futuro”, lê-se na mensagem da Comissão Episcopal do Laicado e Família, enviada à Agência Ecclesia.

Os bispos portugueses, através do seu Departamento Nacional da Pastoral Familiar, salientam que “até mesmo nos momentos mais violentos e mais dramáticos, esteve sempre em causa a defesa da Vida de um alguém, isolado ou coletivo”.

“Não há palavras que descrevam o valor da vida de cada um”, por isso, a vida é um valor que “ultrapassa todos os excessos verbais” e “escapa até mesmo à imensa criatividade do homem”.

 “Na vida de cada um, há o mistério de um passado e o mistério de um futuro, que se constrói na verdade do presente”, sublinham na mensagem ‘Vida, futuro no presente’.

A Igreja Católica em Portugal afirma que é preciso “voltar à beleza” do que rodeia, para entender a Vida, para a “defender com toda a alma” e existir empenho “na construção do mundo que Deus entregou”.

“Capazes de tanto que somos, seremos também capazes de entender que a defesa da Vida passa claramente, pela defesa da Família e, de um modo tão atual e pertinente, pela atenção aos mais novos?”, questiona a referida comissão.

 

ÉVORA:

Arcebispo incentiva à «vigilância»

para conter «pandemia que ameaça o mundo»

 

O arcebispo de Évora afirma que 2020 “mergulhou numa espiral temática em torno da Covid-19” e apela à “vigilância” para conter os contágios do vírus que “não dá tréguas”, alertando para a agenda política que defende a eutanásia.

“O país que lutou incansavelmente por salvar a todo o custo as vidas humanas assiste agora à insensata agenda política de alguns que cismam em ser profetas da morte pela eutanásia”, afirma D. Francisco Senra Coelho, numa nota enviada à Agência Ecclesia, pelo Departamento da Comunicação da Arquidiocese de Évora.

Os projetos de lei para a legalização da eutanásia em Portugal foram aprovados na generalidade no Parlamento, em fevereiro, e estão nesta altura em fase de discussão na especialidade. No dia 18 de junho, a Federação Pela Vida (FPV) entregou no Parlamento cerca de 95 mil assinaturas para pedir um referendo sobre a eutanásia, mais 35 mil em relação ao exigido por lei.

O arcebispo de Évora lembra que durante o período de confinamento “era habitual ouvir dizer que tudo ia ser diferente após esta crise sanitária” mas quando existe “a oportunidade de construir algo mais belo e melhor” e, “sem qualquer pessimismo”, a aprendizagem foi de “pouca duração”.

“Ao final de um mês e meio de retomarmos paulatinamente as nossas vidas, assistimos a incompreensíveis ondas de intolerância, violência e vingança cultural”, acrescenta.

O arcebispo de Évora explica que se assiste à “incapacidade social” para saber “conviver de forma vigilante e combativa ao vírus que não dá tréguas”, sobretudo com comportamentos de risco que “deixam em total estado de alerta” para um segundo surto que se avizinha “e parece não ser nada inofensivo”.

Segundo D. Francisco Senra Coelho não se pode permitir que “o mundo volte a parar” e apela que as celebrações comunitárias das Missas “sejam espaços e momentos educativos proactivamente ao serviço da solução face à pandemia e nunca da imprudência”.

“As perdas e as condições a que estivemos sujeitos roubaram milhares de vidas, roubaram muitos sonhos e projetos, isolaram muitos idosos e doentes, lesaram muitas famílias e, diante dos estudos macroeconómicos apresentados, irão deixar no desemprego e na pobreza muitos irmãos e concidadãos nossos”, acrescenta.

Na sua nota, o arcebispo de Évora pede “sensatez e prudência de confiar” nos investigadores, médicos e profissionais de saúde, autoridades governamentais, militares e policiais e a tantos profissionais que “arriscam todos os dias nas diferentes áreas do trabalho humano a maior gratidão pela redobrada competência”.

 

AÇORES:

Bispo afirma que seminaristas instituídos acólitos

são «convite a tornar a Igreja mais jovem»

 

O bispo de Angra afirmou que os novos acólitos são “a imagem viva” do itinerário “a seguir por todos os jovens”, na homilia da Eucaristia do «Domingo do Bom Pastor» e enceramento da Semana de Oração pelas Vocações.

“Vós jovens sois hoje nesta celebração a imagem viva do itinerário a seguir por todos os jovens e o convite a tornar a Igreja mais jovem deslocando-se até às fontes da alegria cristã e a seguir a Jesus Cristo que veio para servir e não para ser servido”, disse D. João Lavrador, na Sé de Angra.

Aos seis seminaristas, o bispo de Angra realçou que estão “inseridos na Igreja” e é para a “edificação da comunidade cristã” que cada um é chamado a oferecer o seu serviço à imagem de Jesus Cristo de modo a promoverem “comunidades inteiramente ministeriais nas quais todos os batizados participam ativamente”.

“Este ministério não é transitório, pelo contrário ele marca a vossa vida de discípulos e selará a vossa forma de estar na Igreja mesmo quando receberdes os ministérios ordenados”, observou.

Na homilia do «Domingo do Bom Pastor», D. João Lavrador destacou três “grandes desafios” que são para todos, a começar pela “conversão pessoal e comunitária à luz da Palavra de Jesus Cristo”.

“O segundo desafio é igualmente importante para nós hoje; Perante uma cultura que parece reduzir a questão de Deus a alguém que não ouve, nem tem voz, um princípio sem intervenção: É urgente proclamar e testemunhar a Jesus Cristo Vivo e Ressuscitado”, desenvolveu.

Sobre o terceiro desafio, o bispo de Angra explicou eu “urge ultrapassar” uma prática cristã “apenas legal ou ritual, de mera tradição ou circunstancial”, para assumirem “verdadeiramente a fé” que se gera no encontro e na comunhão.

 

FÁTIMA:

Associação Portuguesa de Canonistas

organiza encontro para juristas em Fátima

 

A Associação Portuguesa de Canonistas vai organizar um encontro nacional para juristas, com um conjunto variado de temáticas “das quais se sublinham os desafios antropológicos”, de 2 a 5 de setembro, na Casa Nossa Senhora do Carmo, em Fátima.

Num comunicado enviado à Agência Ecclesia, a Associação Portuguesa de Canonistas informa que vão abordar vários temas ao longo do encontro onde se sublinham “os desafios antropológicos” relacionados com “a ideologia do género e algumas das suas consequências no ordenamento civil e no ecossistema jurídico canónico”.

O 12.º encontro nacional para juristas vai contar com a reflexão do bispo de Lamego, D. António Couto, sobre “a fundamentação bíblica relativa à antropologia cristã”, e de Isilda Pegado, advogada e presidente da Federação Portuguesa pela Vida, e Pedro Vaz Patto, juiz e presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz da Igreja Católica em Portugal, sobre a ideologia do género e “as suas consequências na realidade portuguesa, na liberdade religiosa e na objeção de consciência”.

A Associação Portuguesa de Canonistas convidou também o professor Juan Ignacio Bañares, da Universidade de Navarra, que vai abordar a “influência da ideologia do género no âmbito do matrimónio”, o Franciscano Capuchinho frei Adão Maximiano negociador do Acordo entre a Santa Sé e a República Popular de Angola, e a psiquiatra Margarida Neto.

O encontro destinado ao aprofundamento nos temas de Direito Canónico destina-se sobretudo a juristas civis e canónicos mas, “pela amplitude da temática”, a organização assinala que pode “interessar todos aqueles que têm um especial interesse em interpretar a cultura antropológica contemporânea”.

Para mais informações e inscrições, a Associação Portuguesa de Canonistas tem um sítio online – www.apcanonistas.org -; O padre José Maria Afonso Coelho, da Diocese de Beja, é o coordenador do encontro nacional para juristas e os serviços de secretariado são da responsabilidade do padre Daniel Rodrigues, da Diocese de Viana do Castelo, e de Ermelinda Pereira.

O 12.º encontro nacional para juristas começa com o acolhimento, às 19h30, do dia 2 de setembro, e termina no sábado, dia 5, a partir das 12h45, na Casa Nossa Senhora do Carmo, em Fátima.

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial