aCONTECIMENTOS eclesiais

DO MUNDO

 

 

COREIA DO NORTE:

Diocese de Pyongyang

vai ser consagrada a Nossa Senhora de Fátima

 

A Diocese de Pyongyang, na capital da Coreia do Norte, vai ser consagrada a Nossa Senhora de Fátima, anunciou o cardeal Andrew Yeom, Arcebispo de Seul (Capital da Coreia do Sul).

O arcebispo D. Andrew Yeom Soo-jung referiu a importância da paz e da concórdia na península coreana, lembrando os cerca de 3 milhões de mortos da guerra que eclodiu a 25 de Junho de 1950, além da tragédia que se abateu sobre os refugiados, o drama das famílias separadas e a perseguição aos cristãos pelo regime da Coreia do Norte.

O anúncio da consagração da diocese de Pyongyang foi o momento mais significativo da cerimónia na Catedral de Myeongdong, em Seul, em que este ano se assinalou a data e se rezou pela reconciliação do povo coreano.

Este aniversário ocorre num momento de particular tensão, com os responsáveis pelo regime da Coreia do Norte a cortarem todos os canais de comunicação com o sul e a fazerem explodir, a 16 de Junho, o edifício que servia de escritório de ligação entre as delegações dos dois países, em Kaesong.

O aumento de tensão nas últimas semanas fez avivar os riscos de um confronto militar direto e significa um revés profundo no caminho da reconciliação encetado nos últimos anos entre os dois países e que culminou com a “Declaração de Panmunjom”, em Abril de 2018, pelo presidente da Coreia do Sul Moon Jae-in, e pelo líder norte-coreano Kim Jong-un.

A Igreja Católica tem estado particularmente empenhada no processo de paz na península coreana.

“A Coreia do Norte é amplamente considerado como o lugar mais perigoso do mundo para se ser cristão”, porque a prática religiosa é “gravemente punida” neste país.

 

IRAQUE:

Patriarca caldeu alerta para impacto

de bombardeamentos turcos no norte do país

 

O patriarca da Igreja Caldeia no Iraque alertou para o impacto dos bombardeamentos turcos no norte do país, sublinhando a posição de fragilidade dos cristãos, afetados ainda por “algumas leis discriminatórias”.

“A Turquia atacou sem informar as autoridades iraquianas. Os últimos ataques atingiram uma área maior e alguns vilarejos, incluindo os cristãos, foram bombardeados. Pelo menos 10 civis já morreram, não sei se há cristãos entre as vítimas, mas devemos lembrar que cidadãos iraquianos morreram”, disse o cardeal Louis Raphael Sako sobre o ataque realizado no domingo, que também atingiu “um cemitério caldeu cristão”.

Ao portal ‘Vatican News’, o patriarca da Igreja Caldeia no Iraque contextualiza que o bombardeamento da Turquia visava os “grupos de combatentes curdos” do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) que têm as suas bases no território iraquiano, “nas montanhas, perto da fronteira”, de onde “lançam ataques para o território turco”.

A região do norte do Iraque é habitada por comunidades cristãs, caldeias e assírias e os ataques no dia 21 de junho atingiram particularmente a área de Zakho, cidade onde nasceu o cardeal Sako.

“É uma população que já sofreu muito, já foi deslocada e teve que fugir e aconteceu muitas vezes, não apenas no período ligado ao chamado ‘Estado Islâmico’. Nesta região, há vários anos, não há estabilidade duradoura. Agora as pessoas dos vilarejos afetados pelos ataques foram deslocadas novamente. Estes são problemas que se arrastam há anos mas devem ser resolvidos com um diálogo sério e não pela via militar”, desenvolveu.

O patriarca da Igreja Caldeia no Iraque referiu também que, com a pandemia de Covid-19, a situação das pessoas e o medo “piorou, porque o governo anterior deixou o Iraque sem recursos, não há economia”.

Sobre o novo coronavírus, o cardeal Louis Raphael Sako contextualiza que “o número de pessoas infetadas está a aumentar” e “há escassez de médicos e medicamentos” mas “não há dinheiro” porque “há grupos e partidos políticos que se aproveitam da situação há 17 anos”, num país “marcado por divisões”.

“Nós fazemos parte do mosaico iraquiano. Não procuramos privilégio ou prestígio, existem algumas leis discriminatórias, mas podemos resolver tudo isso. Este cenário difícil afeta toda a população, mesmo no sul do país, a situação continua grave”, concluiu o cardeal Louis Raphael Sako ao ‘Vatican News’.

A comunidade caldeia (rito oriental da Igreja Católica) no Iraque reza na mesma língua de Jesus, o aramaico, e sobrevive há 2 mil anos sem nunca ter tido um rei ou um império cristão no território iraquiano; Bento XVI, agora Papa emérito, confirmou a eleição de D. Louis Sako como patriarca de Babilónia dos Caldeus (Iraque), realizada pelo Sínodo dos Bispos desta igreja, que decorreu em Roma, a 1 de fevereiro de 2013.

 

MOÇAMBIQUE:

Três dias de ataque «forte e cruel»

deixam Macomia «reduzida a cinzas»

 

As Irmãs Carmelitas Teresas de São José afirmaram que o último ataque por grupos armados em Macomia, no Norte de Moçambique, foi uma “barbárie” e deixaram a zona urbana “totalmente destruída”.

“Como resultado desta barbárie, temos a zona urbana totalmente destruída, a maioria das infraestruturas do Estado danificadas e a zona comercial reduzida a cinzas”, disse a irmã Blanca Nubia Castaño, cidata pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

As Irmãs Carmelitas regressaram à cidade em 4 de junho, “apesar de os riscos não terem passado totalmente”. “Decidimos visitar, encorajar e ajudar pelo menos os nossos trabalhadores e as suas famílias”, afirma a irmã Castaño.

Durante três dias, grupos jihadistas levaram a cabo um ataque “forte e cruel” em Macomia, causando um número de vítimas ainda por apurar e provocando uma destruição “brutal”.

“Ainda não sabemos o número de vítimas civis e nem das forças [de segurança]. Só no dia 3 de Junho, as pessoas começaram a voltar lentamente para as suas casas, algumas foram queimadas, outras saqueadas. Lembrem-se que há apenas um ano que vivemos a destruição da passagem do ciclone Keneth”, refere a irmã Castaño.

Situada ao lado de uma base militar e fora da zona atacada pelos terroristas, a Missão das Irmãs Carmelitas Teresas de São José foi poupada.

“Por questões de segurança, tivemos que voltar hoje mesmo para a outra missão onde estamos refugiadas”, afirma religiosa.

“Dói-nos a alma pelo atropelamento aos nossos irmãos, ficamos indignadas com a injustiça, ficamos tristes com a incerteza e sentimo-nos impotentes. Só nos resta esperar e confiar no Deus da Vida”, acrescenta.

As Irmãs Carmelitas Teresas de São José estão em Macomia há 16 anos, onde trabalham sobretudo na educação, numa cidade da Província de Cabo Delgado devastada por ataques terroristas nos últimos anos.

De acordo com a agência Lusa, Cabo Delgado é a província com maior investimento privado em África para a exploração de gás natural e uma região vítima ataques terroristas desde outubro de 2017, reinvindicados desde há um ano pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico.

Grupos terroristas ocuparam Mocímboa da Praia, Muidumbe, Quissanga e Macomia durante vários dias e estima-se que tenham morrido 600 pessoas e provocado mais de 200 mil refugiados internos.

 

NIGÉRIA:

«Número de mortos é enorme» no norte do país,

denuncia Bispo de Sokoto

 

O Bispo de Sokoto (Nigéria) revelou à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) que a violência no norte deste país africano está a agravar-se e o “número de mortos é enorme”.

A onda de violência agrava-se na província de Sokoto e segundo D. Matthew Kukah, “a situação está a piorar e o número de mortos é enorme” nesta zona, denunciando, em declarações à Fundação AIS, “a hipocrisia e pouca vontade” reveladas até agora pela comunidade internacional para ajudar a resolver este problema.

O Bispo de Sokoto apontou também o dedo ao governo nigeriano que se tem revelado “incapaz de fazer frente aos bandos armados que pululam na região, nomeadamente do Boko Haram, um temível grupo jihadista que pretende instaurar um ‘califado’ na região norte do país”, lê-se no comunicado enviado à Agência ECCLESIA

Para o prelado, o Governo da Nigéria é “fraco e corrupto” e é por isso “responsável pela degeneração do conflito” no país e por outro lado, considera que a comunidade internacional “deve contribuir para o restabelecimento da ordem pública”.

Nas últimas semanas têm ocorrido diversos ataques, inclusivamente na Diocese de Sokoto, perto da fronteira com o Níger, havendo notícias de mais de sete dezenas de pessoas massacradas.

As palavras deste bispo vêm sublinhar o alerta, no final de maio, da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia [COMECE] sobre a situação de perseguição às comunidades cristãs na Nigéria.

Esta entidade, que congrega representantes das conferências episcopais católicas dos 27 Estados membros da União Europeia, pediu “a toda a comunidade internacional” para “impedir a violência” neste país africano “e levar os criminosos à justiça”, apoiando ainda “as vítimas e promovendo o diálogo e a paz”.

A Nigéria é um país prioritário para a Fundação AIS e no ano passado foram promovidos 121 projectos no valor global de quase 1,5 milhões de euros.

 

FRANÇA:

Papa abre caminho à canonização de Carlos de Foucauld

 

O Papa aprovou em 27 de maio a publicação do decreto relativo a um milagre atribuído à intercessão do Beato Carlos de Foucauld, abrindo caminho à sua canonização.

No centenário da morte do religioso francês, ocorrido na Argélia a 1 de dezembro de 1916, o Papa elogiou o seu percurso de vida.

“Um homem que venceu tantas resistências e deu um testemunho que fez bem à Igreja. Peçamos que nos abençoe do céu e nos ajude a caminhar nos caminhos de pobreza, contemplação e serviço aos pobres”, referiu Francisco.

Carlos de Foucauld foi morto aos 58 anos por um grupo armado no Saara argelino; seria beatificado a 13 de novembro de 2005, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, pelo cardeal português D. José Saraiva Martins, então prefeito da Congregação para as Causas dos Santos (Santa Sé), no pontificado de Bento XVI.

Nascido em Estrasburgo (França), a 15 de setembro de 1858, o religioso empreendeu em 1883 uma expedição no deserto de Marrocos que lhe valeu a medalha de ouro da Sociedade de Geografia; converteu-se ao catolicismo em 1886 e foi ordenado sacerdote em 1901 em Viviers, tendo decidido partir para Beni-Abbès, no deserto argelino, perto da fronteira com Marrocos.

Acompanhou militares pelas montanhas do Hoggar, junto dos Tuaregues, um povo nómada e hostil aos franceses; em 1909 regressa a Tamanrasset onde fica até à sua morte, apesar da instabilidade provocada pela I Guerra Mundial; foi sequestrado por um grupo de rebeldes e assassinado (1 de dezembro de 1916) por um grupo de tuaregues senussi.

Carlos de Foucauld ficou conhecido como o “irmão universal” pela sua vivência como monge eremita, no deserto do Saara, em respeito pelas outras religiões.

A sua vida deu origem a dez congregações religiosas, entre as quais as fraternidades dos Irmãozinhos e Irmãzinhas de Jesus, criadas depois da sua morte.

 

PAQUISTÃO:

Cristãos e outras minorias são discriminados

na distribuição da ajuda alimentar e proteção

 

O diretor-executivo da Comissão Nacional Justiça e Paz (CNJP) do Paquistão alerta que existem organizações religiosas e mesquitas que discriminaram a comunidade cristã na distribuição de alimentos e de material de emergência na atual pandemia do coronavírus Covid-19.

“Todas as pessoas em todo o mundo estão em perigo, independentemente da sua religião. Como se pode negar comida e outras ajudas de emergência a cristãos e membros de outras minorias, especialmente quando eles estão entre os que mais sofrem?”, questionou Cecil Shane Chaudhry.

Numa nota enviada hoje à Agência Ecclesia, pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), o diretor-executivo da CNJP do Paquistão disse que “umas cem famílias foram excluídas da ajuda alimentar por serem não-muçulmanos”, em Sandha Kalan, no distrito de Kasur, no Punjab.

Segundo Cecil Shane Chaudhry esta não foi uma situação isolada e também foi negada a distribuição de comida aos cristãos de uma aldeia perto de Lahore, em Raiwind Road, divulga o Secretariado português da AIS.

O diretor-executivo da Comissão Nacional Justiça e Paz Paquistão adiantou que tem alertado o Governo Paquistanês para a distribuição a os trabalhadores de máscaras e luvas de proteção e contextualiza que os cristãos e membros de outras minorias religiosas fazem parte dos sectores mais vulneráveis da população e, normalmente, têm as tarefas mais duras e mal remuneradas, como limpeza de canalizações e esgotos

 

LUXEMBURGO:

Cardeal dirige mensagem aos portugueses no dia da peregrinação ao santuário local de Nossa Senhora de Fátima

 

O cardeal do Luxemburgo dirigiu, em 21 de maio, uma mensagem aos emigrantes portugueses, no dia em que habitualmente realizam a peregrinação ao santuário local de Nossa Senhora de Fátima, destacando a “amargura” das famílias separadas devido à pandemia.  

“Vós estais amargurados por causa desta pandemia, vós estais aqui mas o vosso coração está no vosso país”, disse D. Jean-Claude Hollerich na video mensagem. 

A quinta-feira da Ascensão é o dia “da tradicional peregrinação até Wiltz, no Luxemburgo, ao santuário de Nossa Senhora de Fátima, e da procissão até à colina ‘op Bässent’, que reúne todos os anos 20 mil peregrinos, maioritariamente de origem portuguesa, que este ano não se realiza por causa da pandemia covid-19.

O cardeal do Luxemburgo não deixou de assinalar a data gravando uma mensagem vídeo em língua portuguesa e agradecendo o contributo dos emigrantes portugueses naquele país. 

“Quero aproveitar esta ocasião para vos dizer que vos trago no meu coração. Jamais esquecerei o vosso imenso contributo que dás ao desenvolvimento deste país, a vossa fé e o vosso imenso amor pela Virgem Maria. As vossas manifestações de fé, a vossa presença e as vossas tradições enriquecem o país”, salientou. 

 

ISRAEL:

Vaticano questiona plano de anexação

 de partes da Cisjordânia

 

O Vaticano convocou em 1 de julho os embaixadores de Israel e dos EUA para manifestar as suas reservas quanto ao plano de anexação de partes da Cisjordânia por parte do Governo israelita, alertando para as consequências de ações unilaterais.

A “preocupação” foi apresentada pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, segundo comunicado divulgado pela Santa Sé.

O Vaticano considera que possíveis ações unilaterais “poderiam comprometer mais ainda a busca da paz entre israelitas palestinianos e a delicada situação no Médio Oriente”.

A nota oficial recorda as declarações de 20 de novembro de 2019 e 20 de maio de 2020, nas quais “a Santa Sé reitera que o Estado de Israel e o Estado da Palestina têm o direito de existir e de viver em paz e segurança, dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas”.

A diplomacia do Papa pede que as duas partes “trabalhem para reabrir o caminho da negociação direta, com base nas resoluções relevantes das Nações Unidas, facilitada por medidas que sirvam para restabelecer a confiança recíproca”.

A 20 de maio, o Vaticano anunciou que o seu secretário para as relações com os Estados, D. Paul Richard Gallagher, tinha sido contactado por telefone pelo chefe das negociações e secretário-geral da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, que quis informar a Santa Sé “sobre os recentes desdobramentos nos territórios palestinos e a possibilidade de que a soberania israelita seja aplicada unilateralmente em parte de referidas áreas, o que comprometeria o processo de paz”.

A posição do Vaticano é que se respeitem as fronteiras internacionalmente reconhecidas antes de 1967.

Uma declaração conjunta assinada pelo Conselho Mundial de Igrejas (WCC, sigla em inglês), juntamente com a Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas, a Aliança Ecuménica ACT e a Federação Luterana Mundial também critica o plano de Israel de anexação de territórios palestinos, considerando-a “uma violação do direito internacional” e “um sério obstáculo para alcançar a justiça e a paz” na região.

O dia 1 de julho tinha sido indicado por Benjamin Netanyahu como a data de início da “extensão da soberania” de Israel, mas o anúncio do plano foi adiado.

Segundo os líderes das Igrejas cristãs, “a nova ameaça de anexação consolida e agrava a ocupação existente, que por muito tempo minou os direitos e o futuro do povo palestino”.

 

ESPANHA:

Rei apresentou condolências à Igreja Católica

pela morte de sacerdotes devido à pandemia

 

O rei de Espanha, Felipe VI, telefonou ao presidente da Conferência Episcopal do país para manifestar as condolências à Igreja Católica pelos padres que morreram durante a pandemia de Covid-19.

Em comunicado, a Conferência Episcopal Espanhola (CEE) assinala que o monarca quis ainda informar-se sobre o estado de saúde de “bispos e sacerdotes contagiados, bem como pela situação eclesial durante esta difícil situação”.

“Além disso, agradeceu o serviço que a Igreja presta à sociedade espanhola no momento presente e que se torna visível na memória das atividades da Igreja”, acrescenta a nota oficial.

De acordo com os últimos dados disponíveis, correspondentes a 2018, a Igreja atendeu mais de 4 milhões de pessoas em serviços de solidariedade e saúde, para jovens em risco de exclusão, emprego, migrantes e refugiados ou vítimas de drogas.

 

 

IRAQUE:

Ataques da Turquia lançam pânico entre os cristãos no norte do país

 

O cardeal Louis Sako considera que as famílias cristãs que vivem no Curdistão se encontram numa situação “extremamente delicada” devido ao ataque militar conduzido pela Turquia.

“Apesar de não serem o alvo do ataque dos soldados turcos, os cristãos estão a sofrer diretamente o impacto desta operação militar”, lê-se no portal de notícias do Vaticano.

A região do chamado Curdistão iraquiano, no norte do país, onde vivem muitas comunidades cristãs, “está a ser palco desde há algumas semanas de uma operação militar conduzida pela Turquia contra alvos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, o PKK, que Ankara considera uma organização terrorista”, refere uma nota da Fundação Ajuda à Igreja Que Sofre (FAIS)

Por causa da operação militar “em larga escala lançada” pelo governo de Ankara, as populações que vivem no Curdistão iraquiano estão “naturalmente assustadas” e na memória de todos está ainda a invasão da região por parte dos jihadistas do Daesh, o Estado Islâmico.

A agravar este cenário, “já de si tão duro, há ainda uma crise económica sem fim à vista no Iraque”, realça o cardeal Louis Sako.

Sem economia, com vastas regiões ainda atormentadas pela guerra e pelo fantasma do terrorismo, o Iraque tem de lidar também com as consequências do coronavírus.

A Igreja Católica está mobilizada no apoio às populações através das paróquias, distribuindo ajuda de emergência a todos, independentemente da religião que possam professar.

Em Abril, a Fundação AIS anunciou a criação, a nível internacional, de um fundo de emergências de cinco milhões de euros para ajudar sacerdotes e irmãs que prestam assistência às comunidades mais vulneráveis afetadas pelo coronavírus.

 

BRASIL:

«Frente pela Vida» promove Marcha Virtual

em defesa das vítimas da pandemia

 

O Brasil viveu nos primeiros dias de junho uma ‘Marcha Virtual pela Vida’, promovida por entidades de diversos setores da sociedade civil, em defesa das vítimas da pandemia, com apoio da Conferência Episcopal local (CNBB).

“Com atividades transmitidas pelas redes sociais ao longo do dia, o objetivo era chamar a atenção dos brasileiros para o fortalecimento dos valores fundamentais para que a sociedade brasileira tenha condições de enfrentar a pandemia do coronavírus: a vida, a saúde e o SUS [Serviço Nacional de Saúde], a solidariedade, a preservação do meio ambiente, a democracia, a ciência e a educação”, refere uma nota divulgada pelo episcopado católico no Brasil.

A iniciativa foi promovida pela ‘Frente pela Vida’, com atividades locais e regionais, acompanhadas pela hashtag #MarchaPelaVida.

A CNBB reagiu, por outro lado, a notícias que davam conta do apoio de cadeias televisivas católicas ao atual Governo, em troca de apoios financeiros do Executivo presidido por Jair Bolsonaro.

Os bispos esclarecem que “as emissoras intituladas ‘de inspiração católica’ possuem naturezas diferentes”, mas “nenhuma delas e nenhum dos seus membros representa a Igreja Católica, nem fala em seu nome”.

“A Igreja Católica não faz barganhas. Ela estabelece relações institucionais com agentes públicos e os poderes constituídos pautada pelos valores do Evangelho e nos valores democráticos, republicanos, éticos e morais”, acrescenta o texto.

A CNBB publicou ainda uma nota sobre a onda de protestos contra o racismo e a violência policial, após o assassinato de George Floyd, nos EUA, intitulada “Vidas Negras Importam”.

“Trata-se de um clamor que brota de diferentes vozes, afirmando que ‘vidas negras importam sim’, e não podem ser exterminadas de forma brutal e covarde pelas forças policiais”, destaca a tomada de posição da Pastoral Afro-Brasileira, criticando “processos históricos de banalização e destruição das vidas dos negros e negras”.

 

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA:

Bispos católicos condenam morte de George Floyd

e pedem fim da violência

 

A Conferência Episcopal dos Estados Unidos da América (USCCB) condenou, numa série de comunicados, a morte de George Floyd, na sequência de brutalidade policial, questionando a persistência de atitudes racistas na sociedade norte-americana.

D. José H. Gómez, arcebispo de Los Angeles e presidente da USCCB, fala numa “morte brutal e sem sentido, um pecado que clama justiça ao céu”.

Floyd, um homem negro de 46 anos, morreu a 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante largos minutos, apesar dos seus alertas de que não conseguia respirar.

Os bispos católicos esperam que as autoridades civis conduzam uma investigação que leve os responsáveis por esta morte à justiça, afirmando entender “a frustração e a raiva” dos afro-americanos, que “ainda hoje sofrem humilhações, tratamentos que degradam a sua dignidade e discriminações por causa da sua raça e cor da pele”.

“Rezo por George Floyd e os seus entes queridos e, em nome dos bispos, partilho a indignação da comunidade negra e daqueles que estão ao seu lado em Minneapolis e em todo o país”, afirma o arcebispo de Los Angeles.

O arcebispo de Washington, Wilton D. Gregory, emitiu uma declaração sobre a planeada visita do presidente Trump ao Santuário de João Paulo II e aos acontecimentos na referida igreja episcopal.

“Acho desconcertante e repreensível que qualquer instituição católica se permita ser tão flagrantemente usada e manipulada de uma maneira que viola os nossos princípios religiosos, que nos chamam a defender os direitos de todas as pessoas, mesmo aquelas com quem possamos discordar”, pode ler-se.

“São João Paulo II era um fervoroso defensor dos direitos e da dignidade dos seres humanos”, acrescenta o arcebispo, e “certamente não toleraria o uso de gás lacrimogéneo e outros impedimentos para silenciá-los, dispersá-los ou intimidá-los por causa de uma oportunidade fotográfica diante de um local de culto e paz”.

 

HAITI:

O sonho de Isabel

 

Viveu amando os mais pobres até ser assassinada na sequência de um assalto na cidade de Port-au-Prince, no Haiti. Isabel Solá Matas viveu para os outros até ao último instante, sempre na pressa de ajudar, de fazer o bem, de levar sorrisos, de ser rosto da bondade de Deus.

Estava no Haiti há poucos meses quando a terra tremeu de forma brutal. Era o dia 12 de Junho de 2010. Num instante as pessoas viram a cidade de Port-au-Prince sucumbir. Eram quase cinco horas da tarde. As casas ruíram engolindo gritos de pessoas. Parecia o fim do mundo. Isabel Solá Matas trabalhava numa escola que se transformou num cemitério. Isa, como era conhecida a irmã espanhola, estava no Haiti vinda de África, da Guiné Equatorial. Tinha 45 anos quando o sismo ceifou a vida a mais de 300 mil pessoas.

Não foi só a escola que se transformou num cemitério. A própria capital do Haiti morreu nesse dia, derrotada pela violência do sismo. Nem o palácio presidencial ou a catedral de Notre-Dame resistiram ao abalo. Isa tentou até à exaustão salvar as pessoas presas na armadilha dos escombros. Pessoas aos gritos por socorro. Isabel Solá Matas não parou. Esteve dias sem comer nem beber. A urgência era outra. Não havia tempo a perder. Um ano mais tarde, em 2011, haveria de falar dessa corrida contra o tempo. “Tive o privilégio de testemunhar muitos milagres”, disse. “Se Deus não desiste de ninguém, porque hei-de eu fazê-lo?”

Isa foi sempre assim. Determinada. Tinha 19 anos quando decidiu seguir a vida religiosa. Deus inquietava-a. Entrou para a Congregação das Religiosas de Jesus e Maria. Queria ser missionária em África e foi para a Guiné-Equatorial. Ficou por lá quase duas décadas. O Haiti, a segunda etapa na sua vida missionária, causava-lhe desgosto por saber que naquela terra corrupção, colonialismo, violência, pobreza, e a indiferença da comunidade internacional. Quando foi para o Haiti, mudou-se mesmo, sem prazo. “O Haiti é a minha casa, a minha família, o meu trabalho, o meu sofrimento e a minha alegria, e o meu local de encontro com Deus.”

 

ESPANHA:

Os sapatos dos pobres

 

Isa nasceu em 1965, em Barcelona, no seio de uma família burguesa. Os pais eram empresários e ela a única rapariga no meio de seis irmãos. Quando decidiu que iria seguir a vida religiosa, aos 19 anos, os que a conheciam melhor não estranharam. Um dos seus amigos haveria de a descrever como alguém que tinha o sonho de se perder nos lugares mais miseráveis do mundo e de calçar os sapatos dos pobres. Foi o que fez em África.

Foi o que fez no Haiti até ao dia 2 de Setembro de 2016. Foi assassinada a tiro quando o carro em que viajava foi bloqueado por dois jovens que se deslocavam de mota. Foi um assalto. Mataram-na por quererem roubar a sua mala, como se ela andasse com dinheiro ou jóias ou coisas de valor. Foi assassinada quando a sua cabeça fervilhava de projectos, de ideias, de iniciativas. Logo após o sismo, Isa procurou salvar o maior número possível de pessoas. Depois, a sua prioridade foi criar uma oficina para a produção de próteses para os inúmeros amputados por causa do terramoto.

Quando foi assassinada, uma sexta-feira, a Irmã Isabel procurava construir uma escola que substituísse a que ruiu no sismo e uma clínica móvel que levasse cuidados médicos às zonas rurais. Morreu, mas não foi esquecida. Dois dias depois, a 4 de Setembro, a Praça de São Pedro no Vaticano encheu-se para a cerimónia de canonização da Madre Teresa de Calcutá. O Papa, perante uma multidão calculada em mais de 100 mil pessoas, pediu, no final dessa cerimónia, as orações dos fiéis “pela Irmã Isabel, uma missionária espanhola assassinada há dois dias no Haiti”, e recordou “as muitas religiosas que doam totalmente a sua vida”. Isabel Solá Matas foi uma dessas irmãs. Viveu para os outros até ao fim, até ao último instante da vida, sempre na pressa de ajudar, de fazer o bem, de levar sorrisos, de ser o rosto da bondade de Deus.

 

BURQUINA FASO:

Papa condena ataque contra igreja

 

O Papa manifestou a sua “dor” pelo atentado que no domingo 10 de maio atingiu o Burquina Faso, matando um sacerdote e cinco fiéis católicos, durante a celebração da Missa.

“O Papa Francisco recebeu com dor a notícia do ataque à igreja de Dablo, no Burquina Faso. Ele reza pelas vítimas, seus familiares e por toda a comunidade cristã do país”, referiu o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti.

A Missa tinha começado há pouco na paróquia do Beato Isidoro Bakania em Dablo, no norte do país, quando um comando de 20 jihadistas, chegaram a bordo de motos, e rodearam a igreja, assinala o portal de notícias do Vaticano.

O sacerdote assassinado era o padre Siméon Yampa, de 34 anos, delegado para o diálogo inter-religioso na sua diocese.

Os terroristas incendiaram a igreja e um centro de saúde local.

A 29 de abril, o terrorismo islâmico tinha atingido outra igreja, matando um pastor protestante e cinco fiéis na localidade de Silgadji.

 

HAITI:

O sonho de Isabel

 

Viveu amando os mais pobres até ser assassinada na sequência de um assalto na cidade de Port-au-Prince, no Haiti. Isabel Solá Matas viveu para os outros até ao último instante, sempre na pressa de ajudar, de fazer o bem, de levar sorrisos, de ser rosto da bondade de Deus.

Estava no Haiti há poucos meses quando a terra tremeu de forma brutal. Era o dia 12 de Junho de 2010. Num instante as pessoas viram a cidade de Port-au-Prince sucumbir. Eram quase cinco horas da tarde. As casas ruíram engolindo gritos de pessoas. Parecia o fim do mundo. Isabel Solá Matas trabalhava numa escola que se transformou num cemitério. Isa, como era conhecida a irmã espanhola, estava no Haiti vinda de África, da Guiné Equatorial. Tinha 45 anos quando o sismo ceifou a vida a mais de 300 mil pessoas.

Não foi só a escola que se transformou num cemitério. A própria capital do Haiti morreu nesse dia, derrotada pela violência do sismo. Nem o palácio presidencial ou a catedral de Notre-Dame resistiram ao abalo. Isa tentou até à exaustão salvar as pessoas presas na armadilha dos escombros. Pessoas aos gritos por socorro. Isabel Solá Matas não parou. Esteve dias sem comer nem beber. A urgência era outra. Não havia tempo a perder. Um ano mais tarde, em 2011, haveria de falar dessa corrida contra o tempo. “Tive o privilégio de testemunhar muitos milagres”, disse. “Se Deus não desiste de ninguém, porque hei-de eu fazê-lo?”

Isa foi sempre assim. Determinada. Tinha 19 anos quando decidiu seguir a vida religiosa. Deus inquietava-a. Entrou para a Congregação das Religiosas de Jesus e Maria. Queria ser missionária em África e foi para a Guiné-Equatorial. Ficou por lá quase duas décadas. O Haiti, a segunda etapa na sua vida missionária, causava-lhe desgosto por saber que naquela terra corrupção, colonialismo, violência, pobreza, e a indiferença da comunidade internacional. Quando foi para o Haiti, mudou-se mesmo, sem prazo. “O Haiti é a minha casa, a minha família, o meu trabalho, o meu sofrimento e a minha alegria, e o meu local de encontro com Deus.”

 

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA:

Conferência Episcopal questiona redefinição

do «sentido legal» do sexo

 

O presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB) disse em meados de junho estar “profundamente preocupado” com uma decisão do Supremo Tribunal, que considera ter “redefinido o sentido legal de ‘sexo’ no direito civil americano”.

“Trata-se de uma injustiça que repercutirá em muitos ramos da vida”, afirmou o arcebispo de Los Angeles, D. Jose H. Gonzalez, numa declaração publicada no site da USCCB.

Em causa está uma decisão sobre lei dos Direitos Civis de 1964, que protege contra a discriminação laboral, abrangendo agora a orientação sexual e as pessoas transgénero.

“Ao apagar as belíssimas diferenças e relações complementares que existem entre o homem e a mulher, ignoramos a glória da criação de Deus e prejudicamos a família humana, a pedra basilar da sociedade”, indica o presidente da USCCB.

“Cada pessoa é feita à imagem e semelhança de Deus e deve ser tratada com dignidade, compaixão e respeito, sem exceções. Proteger os nossos vizinhos de discriminação injusta não implica a redefinição da natureza humana”, conclui.

 

FRANÇA:

Santuário de Lourdes promove

uma e-peregrinação para todo o mundo

 

O Santuário de Lourdes (França) vai promover, a dia 16 de julho, uma e-peregrinação “excecional para todo o mundo”, que tem lugar em direto da Gruta das Aparições daquela localidade francesa.

A 16 de julho, “aniversário da 18ª e última aparição da Virgem Maria”, o santuário mariano de Lourdes vai acolher “pessoas de todos os continentes, através da televisão, rádio e redes sociais, sob o signo da esperança e da solidariedade”, refere uma nota enviada à Agência Ecclesia.

Ao longo de 15 horas em direto e em 10 línguas, inclusive português, o programa vai incluir “transmissões das celebrações, procissões, rosários, orações”.

Um “novo programa de televisão” vai ter lugar ao vivo, das 16h00 às 18h00, na gruta onde personalidades religiosas e civis vão dar testemunho do papel deste santuário nas suas vidas.

O Santuário de Lourdes é um centro de peregrinação internacional que mobiliza quase cem mil voluntários para acolher, anualmente, 3 milhões de peregrinos e visitantes de todo o mundo, incluindo mais de 50.000 pessoas doentes e deficientes.

Este santuário mariano é visitado por cerca de quatro mil peregrinos portugueses anualmente.

Como o mundo enfrenta “uma crise económica e social sem precedentes”, aliada a uma “busca sem precedentes de significado”, em Lourdes, os pobres, os frágeis, os doentes e os deficientes têm o primeiro lugar, sublinha a nota.

 

SÍRIA:

Fundação AIS ajuda «mais de 20 mil famílias cristãs sírias»

afetadas pela crise da pandemia

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) está a ajudar “mais de 20 mil famílias sírias” por causa da crise provocada pela pandemia do coronavírus Covid-19, com “mais de 500 mil euros de ajuda direta”, para “despesas imediatas”.

O secretariado português da AIS explica que o “plano de emergência” internacional vai beneficiar “20 550 famílias” que vão receber 25 euros cada, para aquisição de produtos alimentares e de higiene, “necessários para a contenção da propagação do coronavírus”.

“Embora não pareça muito, é quase metade dos rendimentos mensais de cada agregado familiar na Síria e, portanto, é vital”, salienta o presidente executivo internacional da AIS, Thomas Heine-Geldern.

A campanha de ajuda de emergência destina-se à comunidade cristã, “uma das minorias religiosas mais afetadas pela crise na Síria”, e vai apoiar famílias católicas, ortodoxas e protestantes e vai chegar a um “número muito significativo de cristãos, mais de 80 mil”.

Neste contexto, Thomas Heine-Geldern adiantou que esta iniciativa vai “ser implementada sem demora, antes que a pandemia se espalhe pelo país”, para apoiar as famílias cristãs que vivem em cidades e regiões como Alepo, Homs, Al-Hassakeh e Al-Qamishli nas suas “despesas imediatas”.

“São mais de 500 mil euros de ajuda direta às famílias cristãs para fazerem face a despesas imediatas dada a situação dramática em que se encontra o país, com a economia esfacelada pela guerra e pelas sanções impostas por diversos países”, assinala

A fundação pontifícia alerta para a “situação dramática” da Síria, “com a economia esfacelada pela guerra e pelas sanções impostas por diversos países”.

“A Síria é um país prioritário. Durante os anos de guerra, os cristãos sírios sofreram muito. Além de terem sido vítimas de perseguição por parte de grupos radicais islâmicos, muitas famílias sentem-se ainda hoje abandonadas, como se fossem cidadãos de segunda”, explica a AIS, recordando que “há uma década que enfrentam as consequências da guerra”.

O secretariado português da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre indica que a organização pontifícia assegura “mais de uma centena de projetos assistenciais”, alguns foram “readaptados” por causa do coronavírus Covid-19, e destaca a campanha que assegura a distribuição de leite para centenas de crianças e bebés.

 

CHINA:

Papa envia mensagem e bênção especial aos católicos

 

O Papa enviou em 24 de maio uma mensagem e bênção especial aos católicos da China, no dia em que estes celebram a festa de Maria Auxiliadora, sua padroeira, particularmente venerada no Santuário de Nossa Senhora de Sheshan, perto de Xangai.

“Confiemos à orientação e proteção da nossa Mãe Celeste os pastores e fiéis da Igreja Católica neste grande país, para que sejam fortes na fé e sãos na unidade fraterna, testemunhas alegres e promotores de caridade e de esperança, e bons cidadãos”, disse, após a recitação da oração do ‘Regina Caeli’, desde a biblioteca do Palácio Apostólico, com transmissão online.

Em setembro de 2018, Pequim e a Santa Sé assinaram um acordo provisório sobre a nomeação dos bispos católicos, marcando uma nova etapa nas relações bilaterais, mas várias organizações católicas denunciam violações à sua liberdade de culto.

Caríssimos irmãos e irmãs católicas na China, desejo assegurar-vos que a Igreja universal, da qual sois parte integrante, partilha as vossas esperanças e vos sustenta nas provações da vida. Acompanha-vos na oração por uma nova efusão do Espírito, para que em vós possam resplandecer a luz e a beleza do Evangelho, poder de Deus para a salvação de quem acredita”.

Francisco deixou uma mensagem de “grande e sincero afeto”, antes de conceder a sua bênção especial: “Que Nossa Senhora vos guarde sempre”.

A oração do Papa estendeu-se a todos os que, “neste tempo difícil” da pandemia, trabalham “pela paz, o diálogo entre as nações, o serviço aos pobres, a salvaguarda da criação e pela vitória da humanidade sobre qualquer doença do corpo, do coração e da alma”.

 

UCRÂNIA:

Fundação AIS ajuda milhares de padres

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (FAIS) lançou três iniciativas de apoio à Igreja na Ucrânia, em consequência da pandemia do coronavírus, que se destinam a apoiar padres, religiosos e seminaristas no combate ao COVID-19.

Os projetos, financiados a nível internacional pela instituição, destinam-se “a milhares de padres, mas também religiosos e até seminaristas e inclui uma diocese que atravessa tempos difíceis e que desenvolve um trabalho notável de apoio social e de prestação de cuidados de saúde às populações mais necessitadas”, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

Dois dos projetos consistem no fornecimento de equipamento de proteção individual por causa do contágio do coronavírus a membros da Igreja, uma iniciativa que vai beneficiar mais de 2.700 sacerdotes e cerca de mil membros de congregações religiosas greco-católicos, assim como 738 padres e 92 seminaristas de rito latino, lê-se.

Com esta iniciativa, a Fundação AIS procura auxiliar a Igreja ucraniana no seu trabalho junto das populações mais carenciadas e que estão mais expostas aos riscos decorrentes do coronavírus.

Além do fornecimento do equipamento de proteção individual, a Fundação AIS aprovou também uma ajuda direta a favor de 150 religiosos de 24 comunidades diferentes pertencentes à Diocese de Kamyanets Podilskij, onde a Igreja desenvolve “um trabalho notável em paróquias, orfanatos e hospitais, junto das populações com menos recursos”. O valor total dos três projetos é de cerca de 160 mil euros.

 

LÍBIA:

Papa denuncia «dramática situação»

 

O Papa denunciou no Vaticano a “dramática situação” que se vive na Líbia, em guerra civil, apelando à intervenção internacional para travar violência no país africano.

“Sigo com apreensão e também com dor a dramática situação na Líbia, que esteve presente na minha oração, nos últimos dias”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a oração do ângelus.

O Governo de Acordo Nacional da Líbia é reconhecido pela ONU, mas vários países apoiam os rebeldes liderados por Jalifa Hafter, cujas ofensivas contra Tripoli levaram à morte de 280 civis e cerca de 2000 combatentes, segundo as Nações Unidas.

Francisco apelou às organizações internacionais e a todos os que têm “responsabilidade políticas e militares” a procurar um caminho que leve ao “fim da violência”, procurando “a paz, a estabilidade e a unidade do país”.

O Papa rezou depois pelos “milhares de migrantes refugiados, requerentes de asilo e deslocados internos na Líbia”.

A situação sanitária agravou as suas já precárias condições, tornando-os mais vulneráveis a formas de exploração e violência. Há crueldade”, advertiu.

Convido a comunidade internacional, por favor, a levar a peito a sua situação, identificando percursos e oferecendo-lhes a proteção de que precisam, condições dignas e um futuro de esperança”.

“Irmãos e irmãs, todos temos responsabilidade nisto, ninguém se pode sentir dispensado. Rezemos em silêncio pela Líbia, todos”, concluiu.

A guerra civil na Líbia esteve em discussão numa reunião de alto nível entre os ministros do Exterior e da Defesa da Rússia e da Turquia, em Istambul.

 

CHINA:

Sacerdote alerta que «situação da Igreja perseguida piorou», após o acordo entre a Santa Sé e Governo de Pequim

 O secretariado português da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) informa que a “situação da Igreja perseguida veio a piorar ao longo destes 20 meses de Acordo Provisório” assinado entre a Santa Sé e o Governo chinês.

“O Governo aproveitou este acordo para enganar os membros do clero, tanto bispos como presbíteros, para que acreditem que não faz sentido estar fora da igreja patriótica, isto é, que fazer parte dela é a única solução”, escreveu um sacerdote, da chamada Igreja Clandestina, cuja identidade é mantida sob anonimato por motivos de segurança.

Numa mensagem enviada ao secretariado português da fundação pontifícia, o padre chinês adianta que os membros do Clero que “não querem fazer parte da igreja estatal são mais perseguidos, de várias formas”.

Em setembro de 2018, Pequim e a Santa Sé assinaram um acordo provisório sobre a nomeação dos bispos católicos, marcando uma nova etapa nas relações bilaterais, que permitiu que todos os prelados do país estejam

As relações diplomáticas entre a China e a Santa Sé terminaram em 1951, após a expulsão de todos os missionários estrangeiros, muitos dos quais se refugiaram em Hong Kong, Macau e Taiwan.

Em 1952, o Papa Pio XII recusou a criação de uma Igreja chinesa, separada da Santa Sé [Associação Patriótica Chinesa, APC] e, em seguida, reconheceu formalmente a independência de Taiwan, onde o núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) se estabeleceu depois da expulsão da China.

A APC seria criada em 1957 para evitar “interferências estrangeiras”, em especial da Santa Sé, e para assegurar que os católicos viviam em conformidade com as políticas do Estado, deixando assim na clandestinidade os fiéis que reconheciam a autoridade direta do Papa.

“Enquanto houver mundo sempre haverá perseguições, ou seja, a Igreja perseguida existirá até ao fim dos tempos; A situação atual é difícil e não será fácil melhorar enquanto não tivermos uma consciência clara da nossa identidade”, assinalou o sacerdote da Igreja clandestina.

“Lamentavelmente, bastantes membros do clero, por diversos motivos, estão a passar para a igreja estatal. Esta é uma realidade triste e dolorosa. A Igreja perseguida sente-se, em certo sentido, cada vez mais sozinha, porque não vê o apoio de que realmente necessita”, desenvolveu, numa mensagem divulgada pelo secretariado português da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

No seu último relatório sobre a perseguição aos cristãos no mundo, publicado em 2019 a AIS deu conta que “o clero cristão continua sujeito a detenções arbitrárias e os regulamentos de construção são cada vez mais usados como pretexto para a demolição de igrejas”.

Recentemente, a 24 de maio, o Papa Francisco enviou uma mensagem e bênção especial aos católicos da China no dia em que celebraram a festa de Maria Auxiliadora, sua padroeira, particularmente venerada no Santuário de Nossa Senhora de Sheshan, perto de Xangai; E o vídeo com as intenções do Papa para o mês de março convidou à oração pelos católicos da China.

Em fevereiro, o secretário das Relações com os Estados da Santa Sé, monsenhor Paul Richard Gallagher – reuniu-se com o conselheiro de Estado e ministro das Relações Externas da República Popular Chinesa, Wang Yi, e apontaram o diálogo para favorecer as duas partes, num “encontro oficial” que não acontecia há 70 anos.

 

INDIA:

Ver os invisíveis

 

Bihar é uma das regiões mais pobres da Índia. É seguramente uma das regiões onde vivem algumas das pessoas mais pobres da Índia. Uma dessas pessoas é Sumitra Devi. A sua vida é muito difícil. Falta-lhe quase tudo no dia-a-dia, mas a sua principal preocupação ultrapassa as questões dramáticas da alimentação, vestuário… dos medicamentos. Falta-lhe quase tudo isso, mas ela queixa-se mesmo é de não ter uma capela na sua aldeia. Não tem uma capela mas tem a Irmã Fulgência…

É uma aldeia muito pobre situada num dos estados mais populosos da Índia. São cerca de 140 milhões as pessoas que vivem lá. Uma delas é Sumitra Devi. A Irmã Fulgência conhece bem Sumitra. Falemos dela. Por ali, na aldeia, quase todos vivem com enormes dificuldades. Sobreviver é um desafio quotidiano. A aldeia é um mundo onde falta quase tudo. Menos a força da fé. Sumitra não se queixa das prateleiras vazias da de sua casa, mas sim de não haver nenhuma igreja na aldeia. “Na nossa aldeia não há capela nem igreja. Por isso, não podemos ter Missa todos os dias.” Pode parecer uma contradição, mas foi por não haver sequer uma capela na aldeia que a vida de Sumitra mudou. Um dia ela cruzou-se com a Irmã Fulgência. Quem vê esta irmã ao longe não lhe distingue nenhuma particularidade. Parece apenas uma mulher indiana, com as vestes compridas, o cabelo apanhado, sandálias nos pés. Mas quem reparar nela com mais atenção, notará um crucifixo discreto pendurado ao pescoço. E um sorriso simples quase sempre presente no rosto. A Irmã Fulgência é amiga de Sumitra. Quase todos os dias rezam juntas. Não há capela na aldeia de Sumitra, mas uma simples vela acesa, numa prateleira, transforma a casa, oferece-lhe uma dimensão transcendente.

 

ÁFRICA:

Fundação Ajuda à Igreja que Sofre

alerta para «terror jihadista»

que originou «4,6 milhões de novos deslocados»

 

A Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) alerta para o “agravamento da situação humanitária” em África, nomeadamente na região subsaariana, por causa da atividade crescente de grupos jihadistas que originou “4,6 milhões de novos deslocados”.

Na informação enviada à Agência ECCLESIA, pelo secretariado português da AIS, Regina Lynch, diretora de projetos da fundação a nível internacional explica que o “aumento das operações de grupos jihadistas na região do Sahel, como é o caso de Burkina Faso, Camarões e Nigéria” está na origem de mais de 4,6 milhões de novos deslocados no ano passado.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre explica que o Sahel foi apenas uma das zonas do globo onde “mais se acentuou este problema humanitário”, porque, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o número de deslocados internos e de refugiados atingiu “um valor nunca visto na história, com mais de 79,5 milhões de pessoas”.

A fundação pontifícia adianta que os cristãos “continuam a ser a comunidade religiosa mais perseguida em todo o mundo” e, neste contexto, financiaram “mais de 90 projetos num valor global de cerca de 6,3 milhões de euros”, em 2019, que permitiu “auxiliar diretamente refugiados e deslocados internos” em países como o Líbano, Síria, Iraque, mas também Turquia, Sudão, Tanzânia, Camarões e Etiópia.

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre começou a trabalhar em Portugal, em 1995, e foi fundada no natal de 1947, pelo padre Werenfried van Straaten que começou por ajudar os milhões de refugiados da Alemanha de Leste que fugiam da ocupação comunista”, após a II Guerra Mundial, “inspirado na mensagem de Fátima”.

 

BRASIL:

Fundação AIS ajuda população vulnerável

 

Com o número de casos de pandemia a aumentar no Brasil, a Fundação AIS decidiu, a nível internacional, avançar com 11 projetos solidários para ajudar as pessoas que têm estado na linha da frente no auxílio prestado pela Igreja brasileira junto das populações que se encontram numa situação mais vulnerável.

Estes projetos “vão abranger 169 sacerdotes, 31 seminaristas, 141 religiosos e 56 missionários leigos”, lê-se numa nota enviada à Agência Ecclesia.

O Brasil é um dos países onde a evolução da pandemia do coronavírus tem revelado “um crescimento mais assustador” e número de mortos “ultrapassa já os 42 mil e não é improvável que o Brasil venha mesmo a liderar esta terrível estatística a nível mundial”, refere o comunicado.

A Igreja, nomeadamente ao nível das paróquias, tem procurado ser um “espaço de apoio e distribuição de ajuda, como comida e bens de primeira necessidade, às famílias que estão a atravessar um tempo mais difícil”.

Na diocese de Itapioca, com a suspensão das missas, a própria Igreja começou “a ficar numa situação complicada havendo, simultaneamente, um número crescente de famílias que pedem ajuda”.

É neste cenário de “grandes dificuldades materiais que a ajuda agora disponibilizada pela Fundação AIS ganha um relevo ainda maior”.

Itapipoca está localizada a cerca de 130 quilómetros da capital do estado, Fortaleza, e é conhecida como a terra dos três climas porque possui praias, montanhas e zonas semiáridas.

 

ÁFRICA:

Papa une-se à «grande muralha verde»

 

O Papa saudou em 10 de maio os jovens que vão plantar um milhão de árvores na região do Sahel, unindo-se à “grande muralha verde” da África.

“Congratulo-me com os jovens que estão empenhados na iniciativa ‘Laudato Si’ Árvores’. O objetivo é plantar pelo menos um milhão de árvores, na região do Sahel, que vão fazer parte da ‘Grande Muralha verde da África’”, disse, após a recitação do ‘Regina Caeli’, na biblioteca do Palácio Apostólico.

“Desejo que muitos possam seguir o exemplo de solidariedade destes jovens”, acrescentou.

A intervenção aconteceu nos 40 anos da primeira visita de São João Paulo II ao continente africano, “dando voz às populações” do Sahel, “duramente provadas pela seca”.

A primeira viagem apostólica do Papa polaco a África, de 2 a 12 de maio de 1980, passou pelo antigo Zaire, Congo, Quénia, Gana, Burquina Faso (então Alto Volta) e Costa do Marfim.

A Fundação para o Sahel nasceu em 1984 para ajudar as populações do Burquina Faso, Níger, Mali, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Mauritânia, Senegal, Gâmbia e Chade.

A ‘Grande Muralha verde da África’ quer estender-se da costa do Senegal, no oceano Atlântico, até ao leste da Etiópia, procurando travar o avanço do deserto do Saara.

 

AMAZÓNIA:

Bispos anunciam criação de Conferência Eclesial 

 

A assembleia do projeto da constituição da Conferência Eclesial da Amazónia anunciou em 29 de junho a criação desse organismo, que vai ser presidido pelo cardeal brasileiro D. Cláudio Hummes.

“A Conferência Eclesial da Amazónia quer ser uma boa notícia e uma resposta oportuna aos gritos dos pobres e da irmã mãe Terra, bem como um canal eficaz para assumir, a partir do território, muitas das propostas surgidas na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazónica, sendo também um vínculo que anime outras redes e iniciativas eclesiais e socioambientais a nível continental e internacional”, lê-se no comunicado oficial.

O texto, divulgado pelo portal ‘Vatican News’, recorda que o Sínodo especial para a Amazónia, em 2019, deixou a proposta de criação de “um organismo episcopal que promova a sinodalidade entre as Igrejas da região, que ajude a delinear o rosto amazónica desta Igreja e que continue a tarefa de encontrar novos caminhos para a missão evangelizadora”.

A assembleia do projeto da constituição da Conferência Eclesial da Amazónia alerta que se vivem “tempos difíceis e excecionais para a humanidade”, quando a pandemia do coronavírus “afeta fortemente a região Pan-Amazónica”, e as realidades “de violência, exclusão e morte contra o bioma e os povos que o habitam, clamam por uma conversão integral urgente e iminente”.

O comunicado considera “um sinal muito especial” que o nascimento da Conferência Eclesial da Amazónia tenha acontecido na festa de São Pedro e São Paulo, “como gesto de sua vocação para afirmar a identidade da Igreja, e de sua opção profética” e em saída missionária que surge como “um chamado inevitável para o tempo presente”.

A nova Conferência Eclesial da Amazónia foi anunciada esta segunda-feira, num comunicado assinado por D. Miguel Cabrejos Vidarte, presidente do Conselho Episcopal Latino- americano (CELAM), e pelo cardeal D. Cláudio Hummes, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazónica (REPAM) e arcebispo emérito da Arquidiocese de São Paulo, que foi eleito presidente do novo organismo da Igreja na América Latina.

D. David Martínez de Aguirre, bispo de Puerto Maldonado no Perú, foi escolhido como vice-presidente da Conferência Eclesial da Amazónia; o Comité Executivo integra D. Eugenio Coter da Bolívia, como bispo representante das Conferências Episcopais do território amazónico, e as presidências dos órgãos eclesiais regionais, que vão acompanhar “este processo de forma orgânica”, bem como três representantes dos povos originais: Patricia Gualinga do povo Kichwa-Sarayaku, do Equador; a religiosa brasileira Laura Vicuña Pereira do povo Kariri; e Delio Siticonatzi do povo Asháninka, do Perú.

A região pan-amazónica tem uma extensão de 7,8 milhões de km2, incluindo áreas do Brasil, Bolívia, Perú, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa; dos seus cerca de 33 milhões de habitantes, 3 milhões são indígenas pertencentes a 390 grupos ou povos.

 

BURQUINA FASO:

Cáritas lança apelo de emergência

pelos deslocados

 

A confederação internacional da Cáritas lançou um apelo de emergência pelos deslocados no Burquina Faso, alertando para milhões de pessoas em risco de fome no país, por causa de conflitos e condições meteorológicas “extremas”.

“O país da África ocidental tornou-se o epicentro do conflito regional em curso e quase um milhão de pessoas foram deslocadas. É uma das crises de deslocados com evolução mais rápida no mundo e centenas de milhares de pessoas têm fome, sede e estão sem alojamento adequado”, alerta a ‘Caritas Internationalis’, em comunicado divulgado online.

O padre Constatin Sere, diretor da Cáritas do Burquina, considera que o mundo “se esqueceu da crise no Sahel”.

“Países como o Burquina Faso estão a enfrentar desafios variados e, sem ajuda, as pessoas vão sofrer de forma terrível”, alerta o responsável.

A organização católica pede um fundo de 600 mil euros para ajudar os deslocados e as famílias que os acolhem, com comida e apoio financeiro para mais de quatro meses.

Com a chegada da época das chuvas, muitas pessoas vão enfrentar tempestades e inundações sem abrigo adequado.

O padre Constatin Sere denuncia ainda que os “grupos armados continuam a semear terror e a tirar vidas” no país, com quase 20 milhões de habitantes.

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) alerta que as comunidades cristãs no Burquina Faso estão “numa situação particularmente vulnerável” com o “agravamento da ameaça terrorista”.

 

VENEZUELA:

Bispos católicos publicam vídeo sobre crise social, «em defesa do povo»

 

A Conferência Episcopal Venezuelana (CEV) lançou, através do YouTube, um vídeo com imagens da crise social que afeta o país, pedindo o fim da violência e ajuda internacional, “em defesa do povo”.

“No meio das condições adversas vividas pelo país e do alto risco vivido pelos cidadãos nos últimos anos, o episcopado venezuelano manteve-se em defesa do povo”, assinala uma nota divulgada pela CEV através das redes sociais, dado que se encontra “impossibilitada” de atualizar a sua página oficial na internet.

O texto denuncia a “onda de violência desencadeada entre a população” pelo Governo de Nicolás Maduro.

O vídeo apresenta pessoas à procura de alimentos no lixo, violência contra jovens que protestavam nas ruas, as cidades paralisadas pela falta de eletricidade ou, num ponto de vista positivo, a solidariedade com quem mais sofre, nas chamadas mesas populares.

A Conferência Episcopal da Venezuela conclui com um apelo a não responder com violência às provocações do Governo, confiando “na justiça internacional que terá de chegar”.

Esta terça-feira, a Amnistia Internacional apresentou o relatório ‘Fome de Justiça – crimes contra a humanidade na Venezuela’, no qual acusa Nicolás Maduro de ter usado as instituições do país para castigar as vozes que pensam de forma diferente.

 

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial