aCONTECIMENTOS eclesiais

  

A IGREJA E A CRISE DA PANDEMIA

 

A pandemia que rapidamente mobilizou o mundo inteiro para a combater, mereceu ser encarada com diversas medidas em todas as dimensões da Igreja Católica. <recolhemos algumas delas.

 

Vaticano:

Papa foi à cidade de Roma

para rezar pelo fim da pandemia

 

O Papa saiu em 15 de março do Vaticano, pela primeira vez desde a Quarta-feira de Cinzas (26 de fevereiro), para rezar pelo fim da pandemia do novo coronavírus, anunciaram os serviços de informação da Santa Sé.

Francisco esteve na Basílica de Santa Maria Maior, local onde costuma rezar antes e depois de cada viagem internacional, para pedir a intercessão da Virgem Maria, e na igreja de São Marcelo al Corso, onde se venera um crucifixo considerado milagroso que, segundo a tradição popular, pôs fim à peste de 1522.

O portal ‘Vatican News’ assinala que este gesto do pontífice quis manifestar “a sua proximidade a quem sofre” com a crise do Covid-19, “implorando a especial proteção de Nossa Senhora, que se venera no ícone” de Maria ‘Salus populi Romani’, na basílica papal.

Depois, num curto percurso a pé, na Via del Corso, conhecida artéria da capital italiana, visitou a igreja de São Marcelo, para “invocar o fim da pandemia que atinge a Itália e o mundo, implorando a cura dos muitos doentes”.

Francisco rezou ainda pelos familiares das pessoas afetadas e os seus amigos, para que “encontrem consolação e conforto”.

A Santa Sé informa que a oração do Papa lembrou os trabalhadores sanitários, médicos e enfermeiros, bem como todos os que nestes dias, com o seu trabalho, “garantem o funcionamento da sociedade”.

O ícone de Nossa Senhora foi levado em procissão pelo Papa Gregório I em 593, para pedir o fim da peste; em 1837, Gregório XVI rezou junto da imagem pelo final de uma epidemia de cólera.

Quanto ao crucifixo em madeira, da Igreja de São Marcelo, foi abraçado por São João Paulo II no final da Jornada do Perdão durante o grande jubileu do ano 2000.

Na última quarta-feira, a Diocese de Roma promoveu uma jornada de oração e jejum, no Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor, a que o Papa se associou com uma mensagem, em vídeo, pedindo a intercessão da Virgem Maria perante a “emergência sanitária”.

Em 1944, Pio XII e os habitantes da capital italiana pediram proteção para Roma, neste santuário, durante a retirada das tropas nazis; mais de 75 anos depois, o Papa Francisco confiou “a cidade, a Itália e o mundo à proteção da Mãe de Deus, como sinal de salvação e de esperança”.

 

Vaticano:

Indulgência plenária

 

A Penitenciaria Apostólica, da Santa Sé, emitiu em março um decreto em que se concede a indulgência plenária aos doentes de coronavírus, aos que cuidam deles e a todos os fiéis do mundo que rezam pelos mesmos.

Para obter a Indulgência plenária, os doentes de coronavírus, os que estão em quarentena, os profissionais de saúde e familiares que se expõem ao risco de contágio para ajudar quem foi afetado pelo Covid-19, podem “recitar o Credo, o Pai-Nosso e uma oração a Maria”.

Os outros católicos poderão escolher entre várias opções: visitar o Santíssimo Sacramento ou a adoração eucarística ou ler as Sagradas Escrituras por pelo menos meia hora, ou rezar o Terço, a Via-Sacra ou o Terço da Divina Misericórdia, pedindo Deus, o fim da epidemia, o alívio para os doentes e a salvação eterna daqueles a quem o Senhor chamou a si.

A indulgência plenária também pode ser obtida pelos fiéis que, no momento de morte, não tiveram a possibilidade de receber o Sacramento da Unção dos Enfermos e do Viático: neste caso, recomenda-se o uso do crucifixo ou da cruz.

Uma nota da mesma Penitenciaria Apostólica, aplicando a doutrina de sempre da Igreja, recorda a possibilidade de absolvição coletiva, ou seja, para vários fiéis juntos, “sem prévia confissão individual”, neste “momento de grave necessidade”.

Esta determinação se aplica “sobretudo aos lugares mais afetados pelo contágio pandémico, até que o fenómeno termine”.

“Quanto à absolvição coletiva”, explica a Penitenciaria Apostólica, “o sacerdote deve avisar, dentro dos limites possíveis, o bispo diocesano ou, se não puder, informá-lo o mais rapidamente possível”.

A Santa Sé recorda que cabe sempre ao bispo diocesano “determinar, no território da sua circunscrição eclesiástica e em relação ao nível de contágio pandémico, os casos de grave necessidade em que é permitido dar absolvição coletiva”.

Por exemplo, na entrada das repartições hospitalares, onde se encontram internados os fiéis contagiados em perigo de morte, utilizando na medida do possível e com as devidas precauções, os meios de amplificação da voz a fim de que a absolvição possa ser ouvida”.

 

 

Portugal

 

Conferência Episcopal Portuguesa:

«Templos» e liturgias no ambiente digital

 

A Conferência Episcopal Portuguesa divulgou em 13 março um comunicado onde determina a “suspensão da celebração comunitária das Missas”, referindo que as medidas decididas podem “ser complementadas com as possíveis ofertas celebrativas na televisão, rádio e internet”.

Para além da programação religiosa regular na comunicação social, onde se destacam o programas da Renascença, o espaço inter-religioso ‘A Fé dos Homens’ na RTP2 (nomeadamente o programa Ecclesia e programa 70×7), a transmissão da Missa Dominical na RTP e na TVI, a rede da internet oferece diferentes formas de “participação” em celebrações, assim como subsídios para momentos da oração ao longo do dia e conteúdos formativos.

Entre as propostas, destaque para o programa que vai ser emitido em cada quarta-feira, inteiramente sobre conteúdos que passam pelas salas de catequese nas paróquias, e à sexta-feira, sobre a explicação da Liturgia da Palavra de cada domingo.

 

Évora:

Arcebispo de publicou «orientações»

aos párocos e às comunidades cristãs,

pedindo «prudência»

 

O arcebispo de Évora apelou a uma “atitude de prudência”, pela situação originada pelo coronavírus COVID-19 que “preocupa e convoca”, e pede aos párocos e às comunidades cristãs para “avaliar cada situação” e, “se necessário, cancelar ou adiar”.

Nas orientações, o arcebispo de Évora explica que quem tem a missão de acompanhar os doentes, idosos e sós “deve continuar a fazê-lo com solicitude” e “discernindo” os modos de procedimento em cada caso concreto, “respeitando todas as normas”.

Sobre a Catequese, adianta que cada comunidade paroquial “deve estar atenta aos critérios” propostos pela tutela da Educação para a comunidade escolar em geral e assinala que os Centros Sociais Paroquiais e todas as Instituições de Inspiração Cristã têm “uma preocupação especial”.

“Estas orientações permanecem abertas à evolução dos acontecimentos e a novas orientações que possam ser emanadas pela Arquidiocese de Évora e pelas autoridades competentes, às quais devemos ouvir em todos os casos de dúvida”, lê-se no documento.

Nas orientações aos párocos e às comunidades cristãs, o arcebispo “reafirma o compromisso” desta igreja local seguir “escrupulosamente” as ordens da DGS – Direção Geral de Saúde e da Conferência Episcopal Portuguesa – CEP, “mantendo sempre uma postura proativa e responsável”, e a disponibilidade” da arquidiocese para “colaborar com todos no combate ao COVID-19”.

 

Santarém:

Bispo afirma «dever ético de evitar a propagação»

Mar 12, 2020 - 13:34

 

O bispo de Santarém publicou a nota ‘Solidários no dever ético de evitar a propagação do COVID-19’”.

“Acompanhando a preocupação de todas as pessoas, devido à insegurança provocada pela facilidade de propagação do coronavírus, tenhamos presente as instruções e recomendações de comportamento dadas pela Direção-Geral de Saúde e outras que surjam do Governo ou autarquias”, explica D. José Traquina.

Nesta ordem de ideias, suspende “os encontros de catequese das crianças e adolescentes”, até ao dia 29 de março, depois de ouvir o responsável do secretariado diocesano, e lembra que “todas as atividades” com os escuteiros já foram canceladas durante “quinze dias”, como indicou a Junta Nacional do Corpo Nacional de Escutas.

O bispo de Santarém pede “prudência nas celebrações litúrgicas” e que se sigam as recomendações do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa – “A Comunhão na mão, a Comunhão por intinção dos sacerdotes concelebrantes, a omissão do gesto da paz e o não uso da água nas pias de água benta.

Já as confissões do tempo da Quaresma, “a juízo do pároco, podem passar para depois do Domingo de Páscoa”, mas “não se negue” esse sacramento a quem o pede e “não é concedida autorização para promover ‘absolvições coletivas’”.

 “Em todas as circunstâncias, seja evitado o pânico; em nada ajuda a discernir o procedimento correto”.

.A Diocese coloca à disposição da Proteção Civil e do Centro Hospitalar Medio Tejo, o espaço da ex-Escola Superior de Educação em Torres Novas”

 

Bragança-Miranda:

Bispo pede respeito pelo isolamento

e deseja que pandemia inspire nova cultura

 

Bragança, 19 mar 2020 (Ecclesia) – O bispo de Bragança-Miranda disse  que a pandemia do Covid-19 abre “a uma nova cultura do encontro”, pedindo que se respeite o isolamento social “para proteger a vida”.

D. José Manuel Cordeiro recorda ainda aos seus diocesanos que no ano pastoral dedicado à Eucaristia, “dom da caridade e mistério de vida eterna”, são “provocados pelo jejum” da celebração comunitária da Missa, do “Bem maior da Igreja para evitar o mal maior da pandemia”.

“Ter fé não significa estar isentos de dúvidas, nem sequer caminhar à luz da visão, nem viver sem dificuldades e provas. Não tenhamos medo das crises de fé e de esperança”, realça.

O bispo de Bragança-Miranda suspendeu «todas as atividades da catequese» e que se «adiem as celebrações da Penitência» e divulgou medidas para “prevenir e combater” o coronavírus covid-19 na diocese, como a suspensão de “todas as atividades da catequese”, o cancelamento de encontros quaresmais ‘Lectio Divina’ e …

Foi adiado também o encontro de todo o clero em quinta feira santa para o mês de maio.

 

Açores:

Dispensa da obrigação

do preceito da Eucaristia dominical

 

O bispo da Diocese de Angra publicou em 15 de março uma Nota Pastoral sobre a dispensa do “preceito dominical” durante o período da situação de emergência provocada pelo Covid-19.

D. João Lavrador deseja que neste tempo “de falta da Eucaristia” todos os cristãos “se consciencializem da importância da celebração dominical da Eucaristia e sintam maior desejo de nela participar ativa e frutuosamente”.

A Diocese de Angra decidiu recomendar o cancelamento de todas as atividades promovidas por movimentos e instituições ligadas à Igreja, que envolvam pessoas de fora da região, até à Páscoa, por causa da pandemia do Covid-19.

As atividades da catequese acompanham as “opções tomadas para a escola pública”, que vão ser encerradas a partir de segunda-feira.

“As entidades diocesanas e demais pessoas coletivas canónicas promotoras de eventos que envolvam participantes de fora da Região Autónoma dos Açores devem cancelar as suas atividades programadas até à Páscoa, bem como devem ser evitadas as deslocações para fora da região” refere um comunicado assinado pelo vigário-geral.

 

Coimbra:

«Viver com esperança e responsabilidade»

 

O bispo de Coimbra informou que na diocese decidiu suspender as “manifestações públicas de piedade popular”, como procissões, vias-sacras e outras, “as celebrações penitenciais comunitárias do sacramento da Reconciliação” para ajudar na contenção do coronavírus Covid-19

“O bispo de Coimbra indica também que a celebração dos sacramentos do Batismo e do Matrimónio “seja realizada essencialmente com a família”, bem como a celebração das Exéquias, incluindo o velório.

 “É tempo para concretizarmos o sentido mais profundo da Igreja doméstica, para celebramos em família a vida, para rezarmos mais profundamente a nossa condição de peregrinos do eterno”, escreve D. Virgílio Antunes, incentivando a diversos momentos de “oração e meditação”, “a leitura espiritual e a catequese na família”, propostas que “devem ser complementadas” com as ofertas celebrativas que existem na televisão, rádio e internet,

 

Aveiro:

Orientações pastorais

 

D. António Moiteiro indica que se preste “atenção às escolas locais” e só se fecharem “é que se justifica o encerramento da catequese” e sobre as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) da Igreja Católica pede que se “cumpram as normas emanadas das Delegações de Saúde”.

O bispo de Aveiro pediu aos sacerdotes e fiéis da diocese que confiem “à proteção de S. José os infetados pela Covid-19”.

“Celebramos a solenidade litúrgica de S. José, Patrono da Igreja e, perante os momentos dramáticos que estamos a viver, e sendo a confiança uma das dimensões mais profundas da fé, vamos confiar à proteção de S. José os infetados pela Covid-19 e implorar o seu patrocínio junto de Jesus e de Maria, sua esposa”, escreveu D. António Moiteiro aos “queridos sacerdotes e fiéis”.

O Seminário de Santa Joana Princesa, em Aveiro disponibilizou a ala de hospedaria, com 30 camas, para os profissionais de saúde que trabalham no Hospital de Aveiro e não conseguem regressar a casa.

 

Viseu:

Bispo suspendeu a celebração das Missas

 

O bispo de Viseu decidiu suspender a celebração de todas as Eucaristias na diocese entre os dias 16 e 31 de março e todas as atividades da catequese até à Páscoa, bem como em todas as manifestações públicas de piedade popular (procissões, vias sacras e outras)”.

D. António Luciano determinou que “a celebração dos sacramentos do Batismo e do Matrimónio seja uma celebração digna e breve, com a família” e que os funerais sejam também “uma celebração digna e breve, com a família, não havendo o rito do levantamento do féretro e, no acompanhamento ao cemitério, omita-se o cortejo fúnebre.

“Que as celebrações habituais do sacramento da Reconciliação, neste tempo da Quaresma, fiquem adiadas para tempo oportuno, salvaguardadas as devidas precauções e as situações de emergência e de pedido pessoal”, acrescenta o comunicado.

Pede ainda a “suspensão da visita aos doentes, não excluindo a prática da caridade cristã, valorizando as situações em que for solicitada a celebração do sacramento da Unção dos Doentes” e o “adiamento das iniciativas previstas no Plano Pastoral, nomeadamente as “24 horas para o Senhor”, a Recoleção Espiritual orientada pelo Bispo e a Jornada Diocesana da Juventude”.

 

Funchal:

Bispo convida à oração e recorda necessidade

de respeitar orientações da autoridade

 

Na  mensagem à diocese madeirense, D. Nuno Brás escreve:

 “Havemos de manter firme o amor que nos une e que vem de Deus. E, principalmente, havemos de ajudar os nossos vizinhos mais sós e todos aqueles que precisam de nós. Da caridade faz ainda parte o respeito pelas orientações das autoridades de saúde”.

O prelado alude aos “momentos difíceis por que o mundo inteiro está a passar”, uma verdadeira pandemia, “a que ninguém pode dizer que está imune”.

D. Nuno Brás deixa uma mensagem de esperança, desejando que desta crise resulte “um mundo melhor, mais próximo de Deus”.

“Coragem! O Senhor não nos abandona!”, conclui.

 

Algarve

Suspensão de atividades

 

A Diocese anuncia a suspensão temporária das catequeses e as atividades dos agrupamentos do Corpo Nacional de Escutas (CNE) nas paróquias da cidade de Portimão (Matriz e Amparo, Pedra Mourinha).

Os dias da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (ERMC), que estavam previstos acontecer no Parque de Marim (Olhão) nos dias 24 (1º Ciclo) e dia 25 de março (2º e 3º ciclos) também foram cancelados.

“Há outras paróquias que estão a equacionar que medidas deverão tomar”, assinala a nota de imprensa.

 

Viana do Castelo:

Diocese lança campanha para aquisição de ventiladores

 

A Diocese de Viana do Castelo lançou uma campanha para aquisição de ventiladores para o hospital da cidade e apela à “generosidade de todos os sacerdotes e comunidades”.

“Pedimos que cada sacerdote ou comunidade cristã da nossa diocese possa contribuir com um donativo tendo por finalidade a aquisição de ventiladores (suporte avançado de auxílio à respiração) que serão oferecidos à Unidade Local de Saúde do Alto Minho através da Liga dos Amigos do Hospital”, afirma o diretor do Departamento Diocesano da Pastoral da Saúde de Viana do Castelo.

De acordo com um comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a campanha foi lançada com “total aprovação” do bispo diocesano, D. Anacleto Oliveira, e os donativos devem ser enviados até ao final de abril para o IBAN – PT50 0007 0000 0009 2728 2182 3.

Os promotores da campanha pedem que seja enviada um comprovativo da transferência para pastoralsaude.vianacastelo@gmail.com e o montante recolhido até ao final de abril será enviado nessa ocasião para a Liga dos Amigos do Hospital.

É tempo de coragem, é tempo de verdadeiro martírio”, afirma o diretor do Departamento Diocesano da Pastoral da Saúde de Viana do Castelo.

D. Anacleto Oliveira enviou uma mensagem aos colaboradores em Instituições de Solidariedade Social, para anunciar que a diocese vai disponibilizar instalações para que possam pernoitar e evitar a propagação do Covid-19.

 

 

Portalegre-Castelo Branco:

«Rezamos e agimos sanitariamente»

O bispo de Portalegre-Castelo Branco lembra: “Temos o dever ético cristão de colaborar com as autoridades de saúde e as suas orientações, avisando, repetida e pedagogicamente, e sem gerar pânico, as nossas comunidades, da necessidade de algumas medidas de etiqueta respiratória e de maior higiene, que ajudam a prevenir a infeção”, escreve D. Antonino Dias.

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) determinou esta sexta-feira a suspensão da celebração comunitária das Missas, até “ser superada atual situação de emergência” e o bispo de Portalegre-Castelo Branco no seu comunicado indica que também “será bom encerrar as Igrejas às visitas turísticas”.

“Pode indicar-se aos cristãos uma forma de ‘estabelecer comunhão’, com Celebrações e momentos de oração em que se permaneça unido, mesmo à distância. Pode indicar-se a Eucaristia dominical através da TV ou, nas Paróquias e Comunidades com mais meios, através dos diretos em facebook”, desenvolve.

D. Antonino Dias refere também que “reduza-se ao indispensável” o atendimento nos cartórios paroquiais, “mesmo que se usem as devidas cautelas de segurança”, bem como as visitas aos idosos e doentes, nas suas casas, – por visitadores de doentes, Ministros Extraordinários da Comunhão, Conferências Vicentinas e outros.

“Temos, entretanto, o dever imperioso de fé e de vida cristã de promover a oração invocando de Deus a força para fazer face ao flagelo da pandemia Covid-19 e implorando-Lhe a vitória sobre esta batalha”, sublinha.

“Rezamos e agimos sanitariamente”, acrescenta D. Antonino Dias.

 

Setúbal:

Bispo reflete sobre a pandemia

 

“Pode daqui nascer uma consciência nova da humanidade que sabe que, para o bem e para o mal, estamos juntos, que este planeta é a nossa casa comum, que evite que o desperdício de uns seja causa e miséria dos outros”, afirmou.

“Os muros que se procuraram erguer para nos defendermos não servem e não são solução para nada! A solução está em cuidarmos uns dos outros”,

 

Leiria-Fátima:

«Como cristãos somos chamados

a comportar-nos também como cidadãos conscientes»

 

 “Os pastores e os responsáveis de comunidades, associações e movimentos eclesiais procurem sensibilizar os fiéis e usem da melhor pedagogia e insistência, para que todos as compreendam e se comportem com sentido de responsabilidade, de amor e de respeito por si próprios e pelos outros”, desenvolve D. António Marto.

“Enfrentemos esta provação com fé, confiança e fidelidade. Oremos por todos os infetados e seus familiares, pelos médicos, enfermeiros e agentes sanitários, pelos sacerdotes disponíveis a acompanhar e dar assistência espiritual ao povo de Deus e pelas autoridades que têm a responsabilidade de tomar as medidas necessárias que nem sempre agradam a todos”, conclui D. António Marto.

O bispo de Leiria-Fátima afirma que “exige mudar” os hábitos, e porventura o estilo de vida, “em virtude do apelo à responsabilidade” que está a limitar algumas das atividades quotidianas e das relações face à emergência sanitária do coronavírus Covid-19 está a “pôr à prova, duramente, numerosos países perante uma epidemia inesperada e de tão rápido contágio”, que foi declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde.

 

Porto:

Bispo recorda «dever moral» de isolamento

 

O bispo do Porto recordou hoje o “dever moral” que o isolamento por causa do novo coronavírus representa para os crentes.

“Lembro aos crentes que o isolamento por causa do coronavírus é um dever moral. Do seu rigoroso cumprimento depende, em grande parte, não só o travar o contágio como o apressar da normalidade da vida social. Por isso, cumpra-se «religiosamente»”, recomenda D. Manuel Linda, numa mensagem divulgada através da sua conta no Twitter.

O Bispo do Porto divulgou também o decreto com orientações para as celebrações de Semana Santa e Páscoa, este ano marcadas pela pandemia do Covid-19, na qual insiste no tema.

“Colaboremos com as normas das autoridades civis e aproveitemos este tempo para um especial «retiro», individual e familiar, que nos ajude a reconhecer a presença de Deus nas nossas vidas e a forma de melhorarmos a nossa relação com Ele”, apela.

 

Braga:

Dar com alegria razões da nossa esperança

 

Este ano, por razões de particular excepcionalidade, iremos celebrar as festividades pascais em nossas casas, pois será difícil prosseguir, por motivos de salvaguarda da saúde pública, com as celebrações nas igrejas, santuários e capelas.

:Orientações concretas para toda a Diocese:

A “suspensão da celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a actual situação de emergência”.

As orações comunitárias, tais como a Via Sacra, Recitação do Rosário, bênçãos e lausperene, encontram-se igualmente suspensas.

 

A Conferência Episcopal Portuguesa, auscultando todos os bispos diocesanos, determinou a “suspensão da celebração comunitária da Santa Missa até ser superada a atual situação de emergência”. Neste sentido, confirmo, para todo o território da Arquidiocese de Braga, esta determinação, com efeitos imediatos.

Os sacerdotes continuarão a celebrar diariamente a eucaristia, rezando por todo o Povo de Deus, mas sem a presença dos fiéis leigos.

Matrimónios e batizados: Não sendo possível, que sejam celebrados talvez sem a eucaristia, e que o número de presentes na celebração seja estritamente reduzido ao mínimo. 

No que diz respeito aos funerais, determina-se que o mesmo decorra segundo a modalidade “Celebração das Exéquias sem missa”, presente no Ritual das Exéquias.

Sugere, para viver bem este tempo: Acompanhamento de celebrações pelos meios digitais; Leitura da Palavra de Deus; Oração diária.

Sugere-se também o acompanhamento da recitação do Rosário, diariamente às 18h30, na Rádio Renascença.

 

Lamego:

«Fechados em casa por amor, por favor» – Bispo de Lamego

 

O bispo de Lamego publicou uma nota sobre a pandemia do Covid-19, pedindo que as pessoas acatem as recomendações de isolamento que visam evitar a propagação do vírus, algo que apresenta como gesto de “amor” ao próximo.

“O ‘isolamento social’ a que todos nos devemos votar é determinante para o bem de todos e de cada um. ‘Fechados em casa’ pode ser também um ato de amor”, escreve D. António Couto, numa mensagem.

 “Nesta hora crítica, em termos de saúde pública, em que se tornou necessário reunir todas as nossas forças, inteligência, alma e vontade, e lançar mão de medidas de exceção nunca antes vistas sobre a terra, quero expressar a todos os diocesanos de Lamego, que vivem nas suas 223 Paróquias, ou no mundo da emigração, a minha total comunhão e a garantia da minha presença e da minha oração, e o conforto da esperança, flor que Deus nunca permitirá que deixe de alumiar os meus olhos e os meus passos”, refere D. António Couto.

 “A todos peço a máxima atenção e dedicação. A todos peço responsabilidade, seriedade, serenidade e determinação para entrarmos juntos nesta ‘luta do amor’, sendo que o amor é sempre uma luta, uma guerra, que nos tem de mobilizar a todos”, acrescenta.

O bispo de Lamego dirige-se aos membros do clero diocesano, apelando para que “tomem consciência de que a principal missão que lhes é pedida, nesta hora de crise, que continua a ser também e sempre hora de graça, é a de rezar diariamente por todo o Povo Santo de Deus”.

Não se realizando celebrações comunitárias da Eucaristia, é bom que o Povo Santo de Deus saiba e sinta que os seus párocos e todos os sacerdotes e consagrados cumprem diariamente, ainda com maior amplitude, intensidade e fervor, a missão que Deus lhes confiou de rezar por todos”.

D. António Couto invoca a proteção de Nossa Senhora dos Remédios e de São Sebastião, “padroeiro e protetor em todas as circunstâncias adversas, como é hoje esta terrível doença que afeta a humanidade”.

 

 

Outras nações

 

Cabo Verde:

Dioceses de suspendem «todas as celebrações

e outras atividades religiosas»

 

Os bispos católicos de Cabo Verde determinaram “a suspensão provisória” de todas as celebrações e outras atividades religiosas com “ajuntamento significativo de pessoas”, em sintonia com as medidas restritivas do Governo por cauda do coronavírus Covid-19.

“Apelamos a todos à serenidade, à colaboração responsável e ativa com as autoridades, a bem do nosso povo”, escrevem os bispos no comunicado divulgado online onde informam que as medidas entram em vigor hoje.

Nas Dioceses cabo-verdianas foram suspensas as Missas de semana e dominicais, com “o ajuntamento de pessoas”, as atividades catequéticas, “grandes reuniões de grupos e movimentos”, conferências quaresmais, a Via-Sacra pública.

No país lusófono, os fiéis podem ouvir a Missa durante a semana, às 18h00, e ao domingo, às 10h30, na Rádio Nova; a Eucaristia dominical também é transmitida, às 12h00 locais, na TCV.

 

Guiné-Bissau:

Bispos da suspendem celebrações presenciais

e pedem respeito pelas decisões das autoridades sanitárias

 

Os bispos da Guiné-Bissau anunciaram novas decisões “para colaborar na sensibilização e prevenção” do Covid-19, no seguimento do encerramento das fronteiras e interdição à aterragem de voos, anunciadas por Umaro Sissoco Embaló, autoproclamado Presidente da Guiné-Bissau.

“Nesta hora tão dramática para o mundo inteiro, pedimos orações para que o Senhor da Vida nos preserve desta doença. Ao mesmo tempo, exortamos a todos a seguirem as decisões desta carta, das autoridades sanitárias e entidades engajadas na defesa da saúde do nosso querido povo”.

Os bispos decidiram a suspensão das aulas nas escolas que estão sob responsabilidade da Igreja católica, assim como a suspensão de “celebrações de missas, inclusive as de corpo presente, vias-sacras, catequeses, retiros, encontros de grupos e movimentos, ensaios de cantigas”.

“As celebrações dos sacramentos previstas para a Festa de Páscoa serão adiadas”, indica a missiva assinadas pelos bispos de Bissau e Bafatá, D. José Câmnate na Bissign e D. Pedro Carlos Zilli.

As celebrações dominicais são ser “transmitidas pela Radio Sol Mansi”, às 10h00 e as “sextas-feiras da Quaresma, às 17h30, a Via Sacra será emitida via rádio”, assim como “durante a semana programas de catequese e formação religiosa”.

As igrejas vão “permanecerão abertas” com a “possibilidade do sacramento da Confissão”, mas em cada uma haverá “baldes com água e lixívia à entrada”.

Os bispos pedem que as famílias se reúnam para “orações diárias”.

Apesar das limitações que o doloroso momento nos impõe, não percamos a esperança que se fundamenta na nossa fé em Cristo e no testemunho de muitos irmãos e irmãs que, pelo mundo, estão a enfrentar todos riscos para salvar vidas”.

Com vista à sensibilização da população os bispos pedem que se utilizem os rádios e as redes sociais para informar “sobre a gravidade da situação e os comportamentos a serem mudados para evitar a difusão do vírus”.

 

Angola:

Conferência Episcopal suspendeu

celebrações comunitárias e atividades da Igreja

 

Os bispos católicos de Angola decidiram decretar a suspensão das celebrações comunitárias da Missa e outras atividades da Igreja, nos próximos 15 dias, “diante da grave evolução” da pandemia.

Foram suspensas, igualmente, as celebrações de funerais “com ajuntamento de fieis”, bem como as aulas nas escolas católicas, creches e jardins de infância, além da Universidade Católica de Angola e nos Institutos Superiores Católicos.

 

Brasil:

Dioceses publicam orientações perante avanço do coronavírus

 

Um conjunto de dioceses católicas do Brasil divulgou orientações para as celebrações litúrgicas, visando “para combater a disseminação e a contaminação do coronavírus” (COVID-19).

Entre as indicações divulgadas, está a de pedir aos fiéis que recebam a Eucaristia nas mãos e não diretamente na boca; o abraço da paz é outro dos momentos referidos.

A recomendação do bispo de Campos (RJ) e referente da Pastoral da Saúde da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), D. Roberto Ferreria Paz, é “trabalhar a prevenção e divulgar, o máximo possível, informações importantes” sobre este vírus e as formas de contágio.

 

Ásia:

Bispos asiáticos confiam doentes do coronavírus

a Nossa Senhora de Lourdes

 

A Federação das Conferências Episcopais da Ásia (FCEA) apelou à oração por todos os afetados pelo novo coronavírus, na festa litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, Dia Mundial do Doente na Igreja Católica.

“Neste momento crítico, queremos estar próximos e rezar pelos mortos e pelos irmãos e irmãs que estão doentes por causa deste vírus, que se espalhou pela China e pelo mundo. Que o Senhor acolha os mortos na sua paz, conforte as famílias e sustente o grande esforço da comunidade chinesa que já se mobilizou para combater a epidemia”, refere o texto, divulgado pela agência Fides, do Vaticano.

O cardeal Charles Maung Bo, arcebispo de Rangum (Myanmar) e presidente da FCEA, pede “orações e bênçãos especiais pelas vítimas do letal coronavírus que aflige o mundo”, em particular o continente asiático”.

Rezemos para que nossa Mãe Santíssima intervenha e ajude a prevenir uma epidemia global. Peçamos com fervor sua proteção materna para deter a rápida disseminação desse vírus mortal, para dar esperança e coragem, impondo suas mãos milagrosas para a cura dos doentes”.

 

Macau:

Diocese suspende «Missas para o público»

durante 14 dias

 

O bispo de Macau promulgou diversas diretivas face ao novo coronavírus, incluindo a suspensão de “todas as Missas para o público e as igrejas permanecerão fechadas” na diocese.

“Que Deus nos abençoe e nos mantenha seguros no corpo, na mente e no espírito. Que sejamos inspirados pelo amor de Deus pela humanidade. Vamos trabalhar juntos para superar esta epidemia, fazendo-o com paz e alegria cristãs, pois, cheios de amor, procuramos construir o nosso lar comum durante este período difícil de tempo”, escreveu D. Stephen Lee Bun-sang, na Carta Pastoral ‘Em tempos de adversidade, maior amor é mostrado’.

O aviso informa que as diretivas são “resposta à mais recente situação relativa à epidemia do novo coronavírus” e para “colaborar com as medidas públicas de proteção e prevenção de doenças”.

A Igreja Católica, nesta região autónoma da China, vai disponibilizar um link/hiperligação no sítio online da diocese para transmitir a Eucaristia dominical e semana, a partir desta quinta-feira: Domingo (9 e 16 de fevereiro): 09h15 (Cantonês) / 11h00 (Português) / 17h00 (inglês); dias da semana: 07h45 (cantonês) / 18h00 (português).

A Diocese de Macau pede que os fiéis sejam “incentivados” a assistir à transmissão da Missa em direto pela internet e em “comunhão espiritual” sugerem uma oração.

“Os fiéis são aconselhados a não sair de casa, a não ser em caso de necessidade”, a partir desta quinta-feira, e o aviso sugere que façam “outros atos de piedade”, como a ‘lectio divina’, a comunhão espiritual e o rosário em casa.

A Diocese de Macau para aqueles que “precisam de recorrer” ao Sacramento da Reconciliação pede que façam “marcação individual” com os sacerdotes das paróquias, ou com outros padres disponíveis, e sugere que Confissões “devem ser atendidas em lugares bem ventilados”, caso seja possível.

Quanto ao serviço matrimonial e funerário, acrescenta, que “podem ser celebrados” com um “acordo especial” entre o pároco, as partes envolvidas e suas famílias.

Segundo o aviso, publicado esta terça-feira, “todas as reuniões e conferências” da diocese, incluindo a escola dominical e a catequese, também de adultos, devem ser adiadas até 19 de fevereiro.

 

Consagração em Fátima

aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria:

Mais de 20 aderiram a cerimónia de consagração em Fátima

 

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) anunciou que os episcopados católicos de 20 países se associaram à oração de consagração de Portugal e Espanha ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria.

A cerimónia decorreu na Basílica de Nossa Senhora de Fátima, a partir das 18h30 do dia 25 de março, solenidade a Anunciação do Senhor, sob a presidência do cardeal António Marto, bispo diocesano e vice-presidente da CEP.

“Mais 20 conferências episcopais de todos os continentes aderiram, assim como numerosos fiéis de todo o mundo, a esta oração a partir de Fátima. Essas conferências foram referidas na introdução à oração de consagração e, de forma genérica, na própria oração”, anunciou uma nota informativa da CEP.

A Oração do Rosário e Consagração de Portugal foi anunciada na última sexta-feira pelos bispos católicos, tendo-se seguido a adesão de Espanha e vários outros países; a cerimónia foi ser transmitida pela televisão, rádio e plataformas digitais.

“Nesta situação dramática que estamos a passar devido ao Covid-19, procuremos estar em comunhão espiritual, rezando o Rosário segundo os mistérios gozosos e a consagração aos Corações de Jesus e de Maria, em sintonia com as intenções de todo o mundo e em particular do nosso país”, indica a nota da CEP.

A iniciativa surge em resposta ao pedido de um conjunto de leigos que reuniu milhares de assinaturas.

A 20 de outubro de 2019, os bispos católicos de Portugal consagraram a Igreja Católica ao Sagrado Coração de Jesus, em Fátima, durante a Missa de encerramento do Ano Missionário, assinalando também os 175 anos de presença nacional do Apostolado da Oração.

A primeira consagração de Portugal ao Imaculado Coração de Maria aconteceu no dia 13 de maio de 1931, oito meses depois do reconhecimento oficial das aparições pelo bispo de Leira, no final da primeira peregrinação nacional do Episcopado português a Fátima.

Comunicaram oficialmente à Conferência Episcopal Portuguesa a sua comunhão connosco nesta Consagração várias Conferências Episcopais: Albânia, Alemanha, Bolívia, Brasil, Colômbia, Cuba, Eslováquia, Guatemala, Hungria, Índia, México, Moldávia, Nicarágua, Paraguai, Peru, Polónia, Quénia, Roménia, República Dominicana, Tanzânia, Zimbabué.

Muitas outras dioceses e grupos de fiéis também quiseram unir-se a esta Consagração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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