aCONTECIMENTOS eclesiais

 

 

 

DO PAÍS

 

 

Portugal – Igreja/Prisões:

«É importante para os presos falar-se de liberdade e de horizonte» –

 

O coordenador da Pastoral Penitenciária, da Igreja Católica em Portugal, Padre João Gonçalves, sacerdote da Diocese de Aveiro, que trabalha neste setor há mais de 40 anos, afirmou em Fátima:

“As leis têm de ser muito mais humanizantes, quando há uma lei que se faz, sobretudo para aplicar a pessoas que estão em situações difíceis como é a questão da prisão, ou que podem levar à prisão, têm que ser leis que por trás há um sentido de recuperar a pessoa”.

“A própria lei ao ser aplicada humanize a pessoa e não a desumanize, nem infantilize, nem a despersonalize que é o que acontece muitas vezes no sistema penitenciário”, observou.

 “Sobretudo, com a questão da alternativa da pena, das prisões, que há pessoas que podem transformar em multas, mas também reduzir as pessoas que estão nas cadeias por pequenas multas, e depois a vigilância eletrónica”, exemplificou.

O Padre João Gonçalves assinala que a prisão “devia servir não apenas de castigo para a pessoa que fez mal, ou como exemplo para a própria comunidade”, ou até para proteger o próprio que cometeu algum ilícito tem que ser protegido da sociedade para que não haja agressões contra ele ou façam justiça pelas próprias mãos”, acrescentado a “reconstituição como pessoa para o futuro” do recluso.

 ‘Prisões e “Janelas com Horizonte”’, na linha do pensamento do Papa Francisco, foi o tema do 15.º Encontro Nacional da Pastoral Penitenciária, realizado a 7 e 8 de fevereiro, em Fátima (Hotel Santo Amaro).

Portugal vai organizar a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), no verão de 2022 em Lisboa, e o sacerdote revela que “um gosto” era que o Papa “pudesse visitar uma cadeia”, sítios onde, “pela possibilidade”, faz “novos apelos”.

“As últimas jornadas mundiais da juventude [Panamá 2019], os confessionários de madeira nas praças foram feitos pelos presos e essa hipótese também já se pôs aqui de nos mobilizarmos através da direção geral”, adiantou o coordenador da Pastoral Penitenciária, da Igreja Católica em Portugal.

 

Porto:

24.ª Jornada de Questões Pastorais

sobre Deus Criador e Pai

 

A 24.º Jornada de Questões Pastorais sobre Deus Criador e Pai, na Casa de Convívios de Enxomil, Miramar  foi programada, como habitualmente na segunda feira depois da Pascoela,  para o dia 20 de abril.

Estavam previstos dois temas: Filhos de Deus pelo Batismo, pelo Prof Dr Miguel Sales Amaral, da Universidade Pontifícia da Santa Croce (Roma) de manhã; e Louvar o Criador, cuidar a Criação, pelo Prof. Dr. José Carlos Carvalho, da Universidade Católica Portuguesa (Porto), de tarde.

Dada porém a contingência atual, a 24.ª Jornada foi suspensa. Voltaremos, se Deus quiser, no próximo ano.

Entretanto, estuda-se o modo de disponibilizar estes trabalhos por via informática a todos os que estejam interessados em possuí-los.

 

Beja:

Diocese recorda contributo de congregações religiosas

em 250 anos de história

 

A Diocese de Beja, a celebrar 250 anos da sua restauração, assinalou o contributo que as congregações religiosas prestaram no trabalho pastoral.

“Sabemos que toda a vida cristã que ao longo dos séculos atravessou a história desta Diocese, está imbuída da presença dos Consagrados que aqui deixaram o seu coração e deram a sua vida”, apresenta um comunicado da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP).

 A CIRP quer “dar continuidade ao fecundo trabalho das Congregações que em tantos anos de história, continua vivo” porque, acredita, “a fé enraizada e pura” que se encontra no Alentejo, “se deve a tantas congregações que viveram e amaram” a região.

A Diocese de Beja iniciou a celebração da restauração dos 250 anos no passado dia 1 de dezembro.

 

Viseu:

Ano pastoral dedicado ao Batismo

tem como «prioridades» a família, os jovens e as vocações

 

O bispo de Viseu convida a Igreja diocesana a “contribuir e a empenhar-se” em ajudar cada pessoa a “conhecer melhor o que significa ser batizado, ser cristão, ser Igreja”, na carta pastoral para o atual ano 2019/2020.

“Precisamos de dar razões da nossa alegria, da nossa fé e, sem medo, afirmar que um dia, fomos batizados”, escreve D. António Luciano à diocese.

O bispo de Viseu afirma que “o futuro da Igreja nas paróquias tem de passar pelo serviço e corresponsabilidade dos leigos” que, bem preparados e conscientes da responsabilidade da sua vocação batismal, “hão de animar e manter viva a vida eclesial na maior parte das comunidades da diocese”.

Com base no programa pastoral, a Igreja diocesana de Viseu é convidada a “uma consciência mais profunda” de que o essencial do ser cristão está em “ser chamado a fazer da sua vida um caminho de santidade” e “deve ser um estímulo” para que todos os batizados “descubram a grandeza da sua vocação batismal”.

‘O sacramento do Batismo, caminho de santidade’ é o tema do ano 2019-2020 na Diocese de Viseu, tem a família, os jovens e as vocações como “prioridades pastorais”.

A pergunta “o que é que a Igreja de Viseu deve fazer aqui e agora”, D. António Luciano explica que “merece uma resposta renovada e uma reflexão séria” sobre os desafios que a pastoral faz hoje a cada um.

Para os próximos três anos, de 2019 a 2022, o tema da Iniciação Cristã é o eixo de uma proposta que começa na “redescoberta” dos sacramentos do Batismo, Eucaristia (2020/2021, a partir de 10 de outubro) e a Confirmação (2021/2022).

 

Braga:

D. Jorge Ortiga saúda elevação do Santuário de São Torcato a Basílica,

um «sinal para toda a arquidiocese»

 

O arcebispo de Braga presidiu em 27 de fevereiro à celebração da elevação do Santuário de São Torcato a Basílica, num “dia de festa” que representa “uma responsabilidade” para evangelização.

O Santuário de São Torcato, a 7 quilómetros de Guimarães, na Arquidiocese de Braga, foi hoje elevado a “basílica menor”, concretizando uma decisão tomada pelo Papa Francisco a 30 de setembro de 2019.

No âmbito da elevação de São Torcato a basílica, D. Jorge Ortiga publicou a nota pastoral ‘Nos passos de São Torcato’, com ‘pertinências pastorais’, para que fosse “um momento para a evangelização” e sintetizou “a vida de São Torcato em alguns aspetos”, nomeadamente a dimensão “crente, alguém que acreditou seriamente”.

“Particularmente aqui no Minho, os nossos cristãos vão ao santuário para agradecer e para pedir, um encontro com Cristo que depois justifica tudo o resto, e São Torcato dá-nos testemunho”, desenvolveu.

“A prioridade à Palavra de Deus” foi outro aspeto que D. Jorge Ortiga destacou no novo documento, um anúncio “feito na sua autenticidade e verdade” adaptando a uma linguagem da atualidade e, numa arquidiocese “marcada pela religiosidade popular”, incentivou as comissões de festas a “colocar a tónica na evangelização”.

A celebração de hoje terminou com uma “oração à natureza” e a bênção do gado.

“Nós pedimos a Deus para que seja bom conviver neste ambiente de natureza, onde há um respeito muito grande, por ventura sem tantos exageros, com os animais que são nossos colaboradores”, concluiu D. Jorge Ortiga.

As obras no santuário de São Torcato começaram em 1871, a fachada da igreja é constituída por duas torres e um corpo central, onde está o corpo do santo que se conserva incorrupto, e o edifício foi construído com granito da região.

 

Algarve:

Diocese promove formação para agentes paroquiais do turismo

 

O Sector Diocesano da Pastoral do Turismo (SDPT) do Algarve promove em 8 de fevereiro uma ação de formação para agentes paroquiais desta área, no Seminário de São José, em Faro.

“Procura-se dar algumas ferramentas no sentido de proporcionar um melhor acolhimento a todos que visitam a diocese e as suas Igrejas, estimulando aqueles que proporcionam esse acolhimento a garantir que é transmitida uma informação precisa e atualizada, uma identidade cultural e apoiando, por outro lado, todos os que solicitam esse tipo de ajuda”, explica o SDPT.

A ação de formação destina-se a todos os que, nas paróquias, “desempenhem funções de acolhimento aos visitantes” ou têm sob sua responsabilidade “a gestão de quem realiza esse acolhimento”, para a iniciativa que proporcionará “uma importante criação de competências”.

‘Encontro com Deus’ é o lema que orienta a Pastoral do Turismo e os responsáveis desta área na Diocese do Algarve consideram que “corporiza-se” nesse lema o “acolher” quem os visita, “ter espaços interpretados, informar sobre regras de circulação nos espaços religiosos” e valorizar o encontro e a partilha da Fé.

 

Bragança-Miranda:

Diocese promove formação catequética

para a Jornada Mundial da Juventude

 

A Diocese de Bragança-Miranda vai promover uma ação de formação sobre a temática ‘SAY YES/Aprender a dizer sim’, no contexto da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2022, este sábado, na Escola Secundária Emídio Garcia.

“Esta formação destina-se ao clero, aos consagrados e aos leigos, de forma especial catequistas e animadores juvenis, que queiram aprofundar o desafio missionário de ser Igreja”, explica o vigário episcopal para a ação episcopal e diaconia da caridade, o padre José Bento Soares.

O projeto de catequese ‘SAY YES/Aprender a dizer sim’ com adolescentes rumo à JMJ Lisboa 2022 foi criado pelo Setor da Catequese do Patriarcado de Lisboa e alargado a todas as dioceses de Portugal por sugestão da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.

A ação de formação assente na temática ‘SAY YES/Aprender a dizer sim’ realizou-se no dia 22 de fevereiro, no salão nobre da Escola Secundária Emídio Garcia, em Bragança; A participação é gratuita mas de inscrição é obrigatória , e pode ser realizada num formulário online ou pelo email – pastoralbm@gmail.com.

A Diocese de Bragança-Miranda contextualiza que está a viver um ano pastoral e litúrgico “assente no dom da caridade” e “mantém a aposta” na formação dos seus agentes pastorais.

 

Coimbra:

«Ergue-te». Um projeto há 10 anos a dignificar a mulher,

que acompanhou 1700 pessoas em situação de prostituição

 

A coordenadora da Equipa de Intervenção Social ‘Ergue-te’, que acompanha pessoas em situação de prostituição, disse que o Dia Internacional da Mulher celebra uma “esperança” e comprova que “há mecanismos” que fazem das mulheres “menos pessoas”.

Para a Irmã Maria Martinha da Silva, religiosa das Irmãs Adoradoras, que vai ao encontro de mulheres em contexto de prostituição “por vocação”, o Dia Internacional da Mulher “significa muito e faz todo o sentido”, porque permanece a desigualdade e a exploração.

“Cada vez estou mais convencida que há mulheres que recorrem à prostituição porque há efetivamente desigualdade de oportunidades. Somos uma sociedade que nos desresponsabilizamos uns dos outros, que não reparamos em quem caminha ao nosso lado”, afirmou.

O projeto ‘Ergue-te” fez 10 anos em novembro de 2019 e atendeu 1700 pessoas em contexto de prostituição no distrito de Coimbra, sendo cerca de 1600 mulheres, “maioritariamente estrangeiras e em situação irregular em Portugal”.

 Em 2013 foi criada a “Estrutura de Emprego Protegido”, destinado às pessoas que estão a ser acompanhadas pelo ‘Ergue-te’, um “espaço onde podem estar um tempo para treinar hábitos e relações laborais”.

Rapidamente percebeu que a consagração nas Irmãs Adoradoras “fazia muito sentido”, tanto por “estar diante do Santíssimo a adorar”, na capela, como “nos lugares mais difíceis, nas periferias de maior exclusão”.

 “O nosso objetivo é a dignificação da mulher, criando alternativas de vida, ao ritmo da mulher, com o tempo que ela precisa”, afirmou a irmã Martinha.

 “Quando vou fazer giros, eu não me consigo habituar a ver uma mulher ali, na beira da estrada, à mercê de que apareça, um cliente e a leve”, disse a irmã Martinha.

 “Estas mulheres são filhas desta sociedade, são nossas irmãs, são mães de família e é alarmante e preocupante como isto passa de geração em geração, porque estas mulheres vivem isoladas, são postas de lado e não criam vínculos”, lembrou.

 

Porto:

Jornadas de Teologia sobre «A Iniciação Cristã

em Tempos de Secularização»

 

As Jornadas de Teologia 2020, organizadas pelo núcleo do Porto da Faculdade de Teologia, em colaboração com a Diocese do Porto e a Irmandade dos Clérigos, propuseram uma reflexão sobre «A Iniciação Cristã em Tempos de Secularização».

 “Tornar-se cristão é um dom que vem do alto (cf. Jo 3,3-8). A fé não se pode comprar, mas sim pedir e receber como dom. “Senhor, concedei-me o dom da fé!”, é uma bonita oração! “Que eu tenha fé!” é uma bonita prece. Pedi-la como dom, mas não se pode comprá-la, pede-se. Com efeito, «o Batismo é o sacramento daquela fé, com a qual os homens, iluminados pela graça do Espírito Santo, respondem ao Evangelho de Cristo» (Rito do Batismo das Crianças, Introdução geral, n. 3).

O cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Génova, foi convidado, tendo ficado a seu cargo a reflexão, nas conferências iniciais, sobre «A iniciação cristã no contexto da secularização» e «Que percursos para a fé hoje?».

Houve ainda um painel sobre «Processo de iniciação à Fé: perspetivas», com a participação de Isabel Oliveira, do Secretariado da Catequese do Porto, que falou sobre o trabalho catequético; o padre salesiano Rui Alberto Almeida, que incidiu a sua reflexão sobre os novos modelos de transmissão da fé; e o padre diocesano da cidade do Porto, José Maria Pacheco Gonçalves abordou o catecumenado.

D. Manuel Linda, bispo do Porto, encerrou os trabalhos e presidiu a uma celebração eucarística.

 

Viana do Castelo:

«Notícias de Viana» lança-se no mundo digital

 

O ‘Notícias de Viana’, semanário da diocese do Alto Minho, apresenta-se desde os primeiros dias de março no mundo digital, com a criação de um website e design de identidade, procurando “complementar o formato em papel” e chegar a novos públicos.

“O objetivo do novo website é expandir a presença deste veículo de evangelização e de comunhão, levando-o até junto de novos públicos, numa valorização de comunicação enquanto eixo central da ação da Igreja e num esforço de ir ao encontro das necessidades do tempo presente, em que a informação e também a desinformação são tão velozes”.

D. Anacleto Oliveira, bispo de Viana, recebeu este projeto com “alegria e entusiamo”. “É um sonho que tinha já há muito tempo porque interessa-nos, sobretudo, que o jornal atinja o máximo de pessoas possível”, referiu.

O diretor do jornal, padre Renato Oliveira, salienta o “apoio total e permanente” do bispo diocesano. “Este passo é também possível graças ao trabalho abnegado daqueles que integram a equipa ou colaboram com o Notícias de Viana.

 

Lisboa:

«Presença misteriosa da Jacinta» no Hospital D. Estefânia

«tem uma lógica que se chama amor»

 

O capelão do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, padre Carlos Azevedo, onde Santa Jacinta Marto morreu há 100 anos, afirmou que existe a “consciência” de que a sua presença “se faz sentir” de uma forma que os “ultrapassa completamente”.

“Esta presença misteriosa da Jacinta, que não sabemos explicar, só tem uma lógica que se chama amor e esta lógica está ali sempre muito presente. A Estefânia, costumamos dizer, é essencialmente uma escola de amor”.

O capelão do hospital conta que no sítio “mais próximo do local onde ela parte para Deus” já está uma placa que assinala há muitos anos a passagem de Santa Jacinta por Lisboa”.

“Como é próprio na Igreja Católica, o sítio especial do culto aos santos é de onde partem para Deus. O Hospital da Estefânia é incontornável nesse aspeto e procuramos valorizá-lo”, assinala o sacerdote.

 “No interior da unidade de saúde pediátrica existe um itinerário com fotografias relacionadas com a passagem da Santa Jacinta, desde a cama até a fotografias de pessoas que a acompanharam: a diretora do hospital, enfermeiras”, conta o padre Carlos Azevedo, sobre uma exposição inaugurada em 2002 com a ajuda do padre Luís Kondor, sacerdote húngaro, vice-postulador da causa para a canonização dos pastorinhos de Fátima (22 de junho de 1928 – 28 de outubro de 2009).

O itinerário espiritual de Santa Jacinta na cidade de Lisboa, “hoje percorrido por inúmeros peregrinos”, inclui Basílica da Estrela, o convento das Irmãs Clarissas, “onde o quarto está intacto e muitos dos objetos que tocou”, e a igreja dos Anjos que “está a trabalhar de alguma forma para tornar espaço mais significativo do que foi a passagem da Santa Jacinta”.

 

Fátima:

«Vale a pena a família acreditar

na força do sacramento do matrimónio»

 

A Federação Portuguesa dos Centros de Preparação para o Matrimónio (CPM) realizou, no dia 8 de março, o 50.º encontro de peregrinação nacional, sobre ‘A Alegria do Amor no Matrimónio Cristão’, que celebrou 60 anos do movimento em Portugal, entre sábado e domingo.

“Vale a pena vincar e mostrar a alegria de viver este amor. 60 anos em matrimónio em que tivemos caminhadas diversas com objetivos claros e com dificuldades, mas nesta união, nesta entreajuda, nesta comunhão, neste sentido de ir ao encontro um dos outros conseguimos mover montanhas”, disse Joaquim Valente.

Para o responsável nacional, celebrar 60 anos do movimento “mostra quanto vale a pena a família acreditar na força do sacramento do matrimónio” e assinala que querem “ir ao encontro daqueles que desconhecem esta mensagem e desconhecem esta vivência” porque quando conhecem “alegram-se”, “valores que depois acabam por dar força para vencer muitos outros valores da sociedade hoje”.

O Padre Paulo Jorge, assistente nacional do movimento, salientou: “Não são apenas normas exteriores e regras a cumprir, mas têm a ver com a própria estrutura da pessoa, a estrutura espiritual, psicológica, afetiva da própria pessoa, porque o Evangelho encarna na realidade das pessoas e é este desafio de ajudar as pessoas a descobrirem a beleza e a grandeza do sacramento do matrimónio”, desenvolveu o padre Paulo Jorge.

 

Fátima:

Crianças convidadas a celebrar primeiros sábados

no centenário de Santa Jacinta

 

No centenário da morte de Santa Jacinta Marto, o Santuário de Fátima promove um programa dos primeiros sábados adaptado aos mais novos, que é orientado pelas Irmãs da Aliança de Santa Maria.

Esta iniciativa tem como objetivo “despertar as crianças para o afeto e o desejo de reparar e consolar o Coração Imaculado de Maria”. “É um momento de oração, que conduz a centrar o coração em Jesus através de uma preparação interior para celebrar os sacramentos da Reconciliação e Comunhão”, lê-se no comunicado.

A atividade recorre a “diversas dinâmicas” que possibilitam “o contacto com a Palavra de Deus” e conduzem “a um compromisso a concretizar no dia-a-dia das crianças sobre aquilo que conheceram acerca da vida de Jesus”.

Há ainda um lanche-convívio oferecido pelo Santuário que favorece o acolhimento e a amizade.

Este programa realiza-se sempre no primeiro sábado de cada mês, com a possibilidade de participar na celebração da Eucaristia no Santuário, ficando a decisão ao critério do grupo.

O Santuário de Fátima acolheu 6,3 milhões de peregrinos em 2019, revelou a instituição após o encontro anual com hoteleiros.

Os dados dizem respeito às pessoas que participaram nas mais de 10 mil celebrações do programa oficial ou nas de cariz particular.

 

Viseu:

Faleceu D. Ilídio Leandro, bispo emérito de Viseu

 

D. Ilídio Pinto Leandro, bispo emérito de Viseu, faleceu em 21 de fevereiro, aos 69 anos de idade, no Hospital de São Teotónio, onde estava internado após agravamento da sua saúde, anunciou a diocese local.

O seu sucessor, D. António Luciano, manifestou “profundo pesar”, informando que o falecimento aconteceu às 11h30 desse dia.

“Demos graças a Deus pelo dom da sua vida e ministério. Que o Senhor Ressuscitado, aquele que venceu a morte, o receba no seu Reino glorioso”, escreveu.

Foi trasladado em cortejo fúnebre para a Catedral de Viseu, onde o corpo permaneceu até à celebração da Missa Exequial, pelas 15h00.

As cerimónias prosseguiram na terra natal do falecido bispo, Rio de Mel (Pincelo dos Milagres, São Pedro do Sul), onde foi celebrada a Eucaristia, pelas 17h00, seguindo-se o sepultamento no cemitério local.

D. Ilídio Leandro foi bispo de Viseu de 2006 a 2018, quando o Papa aceitou a sua renúncia ao cargo, por motivos de saúde.

O Papa Francisco aceitou a renúncia a 3 de maio de 2018, sucedendo-lhe D. António Luciano.

Ilídio Pinto Leandro nasceu a 4 de dezembro de 1950, em Rio de Mel, Distrito e Diocese de Viseu; terminados os estudos em Filosofia e Teologia, no Seminário Maior de Viseu, recebeu a ordenação sacerdotal a 25 de dezembro de 1973, na Catedral de Viseu.

O Papa Bento XVI nomeou-o bispo de Viseu a 10 de junho de 2006 e a ordenação episcopal decorreu a 23 de julho do mesmo ano.

A 21 de setembro de 2017, a Diocese de Viseu emitiu um comunicado a detalhar os motivos que levaram o bispo local a pedir ao Papa a sua renúncia ao cargo, por motivos de saúde.

“Há sete anos, D. Ilídio sofreu um AVC que, não deixando sequelas físicas, deixou debilidades na sua capacidade de trabalho, que sentia especialmente na condução de reuniões com agenda mais pesada”, referia a nota.

O falecido bispo promoveu a partir de 2010 um Sínodo Diocesano, cujas conclusões foram apresentadas em 2016 como “a base para os planos pastorais dos próximos 10 anos”.

 

Lisboa:

Médicos Católicos alertam que os «cuidados paliativos

não podem ter listas de espera»

 

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, a AMCP afirma que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) apresenta “enormes deficiências” e uma “parte significativa da população” está em listas de espera a aguardar consultas e cirurgias.

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses assinala que os cuidados paliativos “não podem ter listas de espera” e refere que “todos” querem ter a “oportunidade de ter uma morte assistida”.

“Atualmente, não existe no SNS uma resposta adequada neste tipo de assistência à população. Devemos defender uma morte assistida em vez de se cair no facilitismo de se promover uma vida abreviada”, acrescenta.

Para a AMCP, “é urgente humanizar o fim de vida” e todos devem “exigir” que o Estado não se demita de oferecer aos doentes com doenças ameaçadoras para a vida e às suas famílias “os cuidados paliativos de que necessitam”.

Esta Associação “reitera” a sua oposição à legalização da eutanásia em Portugal, no contexto do debate e votação de quatro projetos de lei – apresentados pelo PS, Bloco de Esquerda (BE), PAN e Os Verdes (PEV) – agendado para o dia 20 de fevereiro na Assembleia da República (AR).

“Esta lei coloca os doentes com doenças graves e incuráveis numa situação de enorme pressão para pedirem a eutanásia, já que a maioria da população não tem acesso aos cuidados paliativos. A legalização da eutanásia não poder servir de pretexto para atenuar a consciência social da importância e urgência de alterar esta situação”, desenvolve.

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses lembra que a eutanásia e o suicídio assistido “não são tratamentos médicos” e que “não compete” à medicina dar respostas sobre o sentido da vida, mas “tratar as doenças, cuidar e aliviar o sofrimento humano”.

Neste contexto, a organização acredita que não cabe aos médicos assumirem o papel de “autênticos carrascos, executando um homicídio”, mesmo que a “pedido do doente e tenha cobertura legal”.

 

Vila Real:

Conselho Presbiteral refletiu sobre o diaconado permanente

 

O bispo de Vila Real, D. António Augusto Azevedo, presidiu à reunião do Conselho de Presbíteros que teve o “Diaconado Permanente” como “único tema de reflexão e partilha” pela sua “importância e relevância” no futuro pastoral da vida diocesana.

A Diocese de Vila Real informa que a “opinião generalizada” dos conselheiros é que o diaconado permanente “é um ministério que carece de ser impulsionado” nesta Igreja Local.

Segundo as conclusões do último conselho presbiteral, os seus membros destacaram a “necessidade de criar uma estrutura diocesana” que vai ser responsável pelo acolhimento e discernimento dos candidatos propostos pelos párocos e comunidades, “bem como do seu processo formativo”.

Dos vários contributos destacou-se a referência à necessidade de valorizar e potenciar também os ministérios laicais.

O ministério do diácono permanente, na Igreja Católica, está particularmente destinado às atividades caritativas, a anunciar a Palavra de Deus e a exercer funções litúrgicas, bem como assistir o bispo e o padre nas missas, administrar o Batismo, presidir a casamentos e exéquias, entre outras funções.

No caso dos candidatos ao diaconado permanente, esta é uma missão para toda a vida, a que podem aceder homens, incluindo os casados, com mais de 35 anos.

 

Guarda:

Diocese vai apoiar seminaristas com a renúncia quaresmal

 

O bispo da Guarda, D. Manuel Felício, anunciou que a diocese vai apoiar seminaristas com os donativos recolhidos com a chamada “renúncia quaresmal”.

A decisão, explica o responsável na mensagem para a Quaresma 2020, responde a pedidos de algumas dioceses africanas, “que têm muitos seminaristas maiores e dificuldade em os sustentar”, nomeadamente a de Sumbe, em Moçambique, onde a Liga dos Servos de Jesus tem a Missão D. João de Oliveira Matos.

O montante recolhido vai ainda ajudar na requalificação do Seminário da Guarda, para que possa cumprir os serviços de acolhimento dos seminaristas e pré-seminaristas, casa sacerdotal, logística dos movimentos serviços e obras de apostolado diocesanos, casa de retiros e casa sacerdotal.

A Quaresma é percurso de cada um de nós, com ajuda da comunidade, rumo à tomada de consciência de que Deus nos habita no mais fundo de nós mesmos e o que precisamos é de avivar essa consciência e fazer dela a grande força que transforma a nossa vida e a vida da própria sociedade”.

 

Porto:

24.ª Jornada de Questões Pastorais

sobre Deus Criador e Pai

 

A 24.º Jornada de Questões Pastorais sobre Deus Criador e Pai, na Casa de Convívios de Enxomil, Miramar foi programada, como habitualmente na segunda feira depois da Pascoela,  para o dia 20 de abril.

Estavam previstos dois temas: Filhos de Deus pelo Batismo, pelo Prof Dr Miguel Sales Amaral, da Universidade Pontifícia da Santa Croce (Roma) de manhã; e Louvar o Criador, cuidar a Criação, pelo Prof. Dr. José Carlos Carvalho, da Universidade Católica Portuguesa (Porto), de tarde.

Dada porém a contingência atual, a 24.ª Jornada foi suspensa. Voltaremos, se Deus quiser, no próximo ano.

Entretanto, estuda-se o modo de disponibilizar estes trabalhos por via informática a todos os que estejam interessados em possuí-los.

 

Fátima:

Irmã Lúcia morreu há 15 anos e caminha para a beatificação

 

A irmã Lúcia, vidente de Fátima, faleceu há 15 anos, e caminha agora para a beatificação, num processo “longo” que exige “paciência” e rigor, como explica a vice-postuladora da causa de canonização.

“Eu estou muito tranquila, porque a fama de santidade é tão forte, tão intensa, que eu sei que isto é expressão do desejo de Deus de que esta mulher seja reconhecida, pela Igreja, pela fidelidade da sua vida. Mas com isto não me estou a antecipar ao juízo da própria Igreja”, disse à Agência Ecclesia a irmã Ângela Coelho.

A religiosa disse que o trabalho se encontra numa fase “morosa e muito importante”, relativa à redação da ‘positio’, o relatório sobre a vivência heroica das virtudes da fé.

“Avança sempre mais devagar do que aquilo que nós gostaríamos e do que os devotos da Irmã Lúcia querem, mas é uma fase que precisa de ser pensada, rezada, amadurecida”, confessa.

A vice-postuladora fala da vidente de Fátima como “uma mulher incrível, com múltiplas facetas, com uma enorme profundidade de vida”.

“É uma senhora a quem o mundo entra”, apesar da clausura do Carmelo de Coimbra poder indiciar o contrário, tanto pela correspondência, com dezenas de milhares de cartas, como pelas várias visitas, incluindo a de 48 cardeais.

Em fevereiro de 2017, a igreja do Carmelo de Coimbra acolheu a sessão solene de clausura do inquérito diocesano para a canonização da Irmã Lúcia (1907-2005).

O processo implicou a análise de milhares de cartas e textos, além da auscultação de 61 testemunhas, resultando em mais de 15 páginas de documentação que seguiram para a Congregação das Causas dos Santos (Santa Sé).

“A equipa está muito entusiasmada, estamos apaixonados pela Lúcia”, indica a irmã Ângela Coelho.

A responsável mostra-se surpreendida com o “humor” da religiosa, a capacidade de “se rir de si mesmo”, que a irmã Lúcia usou “até para resolver conflitos”. “Fiquei fascinada pela sua inteligência, tem uma capacidade de escrita extraordinária, tendo estudado tão pouco”, acrescenta.

“A Igreja não imagina o quanto somos devedores à fidelidade desta mulher” à missão que lhe confiada em 1917, ano das aparições na Cova da Iria.

 

Lisboa:

Famílias convidadas a rezar juntas o terço,

no dia de São José

 

As famílias católicas de todo o mundo foram convidadas a rezar juntas o terço no dia de São José, pelas 21h00, numa iniciativa de oração pelo Papa e as pessoas afetadas pela pandemia do Covid-19.

“No dia de São José, pelas nove da noite, onde estivermos, rezemos o terço. Será muita gente. Serão muitos milhares, milhões a rezarem pelo Santo Padre a São José, que é também o protetor da Santa Igreja”, disse hoje D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa, na Missa a que presidiu na sede da Rádio Renascença, com transmissão nacional.

“São José proteger-nos-á também”, assinalou o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa. “Nós não deixamos de confiar no Senhor, porque sabemos que com Deus há sempre futuro”, declarou.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa deixou um elogio às pessoas que estão na linha da frente do combate ao covid-19. “Não estamos sós, Deus está connosco”, acrescentou.

 

Porto:

74 acólitos formadores

refletiram sobre «juventude, testemunho» e «serviço»

 

O Serviço Nacional de Acólitos (SNA) realizou o seu Encontro de Formação de Formadores, que reuniu 74 formadores, no tema ‘Jovem, Eu te digo: levanta-te! (Lc 7,14): Juventude – Testemunho – Serviço’, no Seminário do Bom Pastor da Diocese do Porto.

O Encontro de Formação de Formadores 2020 reuniu 74 acólitos formadores Estes procediam de diversas dioceses portuguesas, do continente e ilhas: Aveiro, Bragança-Miranda, Coimbra, Évora, Funchal, Guarda, Lamego, Lisboa, Porto, Viana do Castelo e Viseu.

 ‘Jovem, Eu te digo: levanta-te! (Lc 7,14): Juventude – Testemunho – Serviço’ foi o tema do encontro realizado nos dias 7 e 9 de fevereiro no Seminário do Bom Pastor – Casa da Juventude, em Ermesinde, da Diocese do Porto.

Do programa constou uma visita ao Paço Episcopal e ao Cabido da Diocese do Porto seguindo da Eucaristia, presidida pelo bispo diocesano, na Sé.

“74 Acólitos formadores dos outros Acólitos, de grande parte das Dioceses de Portugal, estão reunidos no Porto para uma ação de formação. Celebrei para eles na Sé. Sem eles, a nossa liturgia não teria a mesma beleza, elevação, louvor. Obrigado!”, escreveu D. Manuel Linda na sua conta na rede social Twitter, destaca o SNA no seu comunicado.

O Serviço Nacional de Acólitos é um departamento do Secretariado Nacional de Liturgia, destinado a promover e apoiar o exercício do ministério dos Acólitos nas Dioceses Portuguesas.

 

Açores:

Bispo de Angra desafia católicos

a verdadeira «mudança de vida» na Quaresma

 

O bispo de Angra presidiu na Sé diocesana à Missa de Quarta-feira de Cinzas, desafiando os católicos dos Açores a uma verdadeira “mudança de vida” na Quaresma, os 40 dias de preparação para a Páscoa.

 “Temos necessidade de rasgar o nosso coração para fazer sair dele tudo o que é azedume, inveja, injustiça, maledicência, guerra, egoísmo, autossuficiência, numa palavra, tudo o que é mal e pecado, para deixar que Jesus Cristo o encha de amor, misericórdia, ternura, paz, caridade e compaixão”, apontou.

 “A caminhada quaresmal reveste-se de sentido quando cada batizado aceita a interpelação à mudança de vida, à conversão e à escuta do chamamento divino em ordem à vivência da Páscoa de Jesus de Nazaré”, declarou o bispo de Angra, propondo um itinerário “exigente” de escuta da palavra de Deus “com redobrado interesse”, informa o portal diocesano ‘Igreja Açores’.

A renuncia quaresmal deste ano, a nível diocesano, reverte para a paróquia do Capelo (Faial), visando a recuperação da sua igreja, danifica por um incêndio, nos primeiros dias do ano.

 

Açores:

Diocese prepara assembleia diocesana rumo ao Sínodo local

 

A Igreja Católica nos Açores dedica este ano pastoral à preparação do Sínodo diocesano, com o lançamento do trabalho e dos documentos da caminhada sinodal em setembro de 2019.

Numa segunda fase, o Conselho Pastoral Paroquial dinamizou, com os textos disponíveis, a consulta dos grupos e movimentos paroquiais e de outras instâncias locais com participação na comunidade civil, bem como os religiosos, os serviços diocesanos, instituições de formação e outros organismos.

“No passado dia 9 de março, a CCCS reuniu-se em plenário para estudar a recolha de todo o material e proceder à síntese global/final, focando-se nas constatações mais marcantes e nas proposições e sugestões de ação, em cada uma das áreas em análise”, indica o padre Hélder Fonseca Mendes, vigário-geral da Diocese.

 

Coimbra:

Carmelo de Santa Teresa

recorda aniversário da morte da Irmã Lúcia

 

O bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, presidiu em 13 de fevereiro à Eucaristia no 15º aniversário da morte da Irmã Lúcia, vidente de Fátima, no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra.

Para além do bispo de Coimbra, estiveram presentes na celebração o postulador da causa de beatificação e canonização da Irmã Lúcia de Jesus, o padre Romano Gambalunga, e a vice-postuladora, a irmã Ângela Coelho.

A irmã Lúcia de Jesus nasceu a 28 de março de 1907, em Aljustrel, e faleceu a 13 de fevereiro de 2005 em Coimbra.

 

Leiria-Fátima:

Médicos e polícias pedem orações a religiosas

que vivem em permanente «estado de emergência»

e indicam como é «fácil passar 24 horas em casa»

 

As Irmãs Clarissas do Mosteiro de Monte Real afirmam que é “fácil viver 24 horas em casa”, sentem-se em permanente “estado de emergência e na “linha da frente” do combate à pandemia covid-19 através da oração por médicos e polícias e “junto” à cama dos doentes.

As religiosas de vida contemplativa afirmam que recebem “muitos os pedidos de oração” através das redes sociais de profissionais de saúde e agentes da PSP e GNR” e sentem que espiritualmente se deslocam “até aos hospitais”, visitam os infetados e permanecem “junto da cama dos doentes”.

“Lutamos sem cessar ao lado dos Profissionais de saúde, avançamos para as estradas e ruas de aldeias e cidades na companhia de Agentes de Segurança, acompanhamos até aos postos de trabalho tantos Irmãos que com risco de vida asseguram os serviços mínimos, vamos até aos laboratórios de análises e pesquisas cientificas”, escrevem.

As Irmãs da Clarissas de Monte Real partilharam com a Agência Ecclesia as preocupações geradas pela expansão do novo coronavírus em Portugal, desde que se conheceram os primeiros casos, e indicam sugestões para viver dias de isolamento social, agora propostas num artigo de opinião que hoje é publicado.

“Choramos com os que choram e lutamos com os que lutam. Na clausura o nosso amor e a nossa oração não têm fronteiras, abraçamos o mundo inteiro, tocamos todos os corações, penetramos todas as vidas”, afirmam.

No Mosteiro das Irmãs Clarissas de Monte Real estão 33 religiosas que vivem em silêncio, em vida contemplativa.

Ouvimos os passos de Deus. De repente tudo se transforma. Acreditamos que a vida da Humanidade após a passagem desta tempestade epidémica nunca mais será igual. Como é possível que um ser invisível esmague e deixe numa total impotência o “super-Homem”, o Homem da ciência, da técnica, da era digital, do: Eu sei, eu quero, eu posso, eu faço…?  E, agora totalmente indefeso, impotente para debelar com rapidez e eficácia este vírus, que vai ceifando sem dó nem piedade milhares de vida humanas…

A nível mundial declarou-se guerra aberta ao covid-19, de geração espontânea ou de laboratório (nada sabemos, o tempo o dirá). Enquanto isto lamentamos que, tantos Senhores e Senhoras deputados e deputadas, em diversos países da Europa e não só, estivessem tão preocupados em legislar leis contra a vida humana: aborto, eutanásia… Aí está. Têm a resposta… Quem se sente amado, jamais pede para morrer.

Um simples ser microscópico faz parar o mundo, tremer o planeta terra. Tanta preocupação para proporcionar uma morte supostamente “digna” aos nossos idosos e agora vive-se numa luta titânica pela sua sobrevivência. É grande, muito grande o pecado, um pecado colectivo, um pecado da nação. E, ainda grave é que a factura é paga também pelo inocente. Diz o velho ditado: Deus perdoa sempre, o homem às vezes, a natureza nunca. Não será este o grito de uma natureza em agonia, triste e revoltada contra o ser humano, a exigir respeito?!

 

Ordinariato Castrense:

No Dia Mundial do Doente,

Bispo  pede «Salvaguarda da vida e da dignidade da vida humana,

sempre em primeiro lugar»

 

O bispo das Forças Armadas e de Segurança de Portugal afirmou que “a salvaguarda da vida e da dignidade da vida humana” está sempre em primeiro lugar, “do ponto de vista cristão”, no contexto do debate da eutanásia.

“Esta ânsia de aprovar e aviar a eutanásia é a prova da derrota da sociedade verdadeiramente humana e humanista”, disse D. Rui Valério, na Missa que presidiu no Hospital das Forças Armadas, no Lumiar (Lisboa), pelo Dia Mundial do Doente.

Afirmou ainda que com esta eventual lei estaria a “admitir-se que se perdeu a fé na solidariedade e na fraternidade”, como alicerces da sociedade onde “cada vida e todas as vidas são respeitadas e reconhecidas como valor inviolável”.

Para o bispo do Ordinariato Castrense “transformar o rosto desumano” da sociedade, marcado pela “procura incessante do prazer pelo prazer”, numa sociedade fraterna em que “cada ser humano tem o seu lugar e nenhum é esquecido” continua a ser a “grande tarefa da vida” dos “verdadeiros” crentes e dos “autênticos” humanistas que “nunca se hão de dar por vencidos” e requer o contributo de todos, “incluindo políticos, economistas e homens de negócios”.

 

 

 

 


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