aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

Vaticano:

Papa reafirma existência de Satanás, «o sedutor»

 

O Papa reafirmou a existência de Satanás, “o sedutor”, no início de um ciclo de programas sobre o Credo, na TV2000, canal da Conferência Episcopal Italiana, emitido esta segunda-feira.

“Alguns dizem: ‘Não, Satanás não existe, nós temos dentro um pouco… por causa das nossas doenças materiais, espirituais, psicológicas, temos esta tendência ao mal’. É verdade que estamos feridos, que somos pessoas feridas, mas Satanás existe, é o sedutor”, referiu Francisco.

 “Sentimos algo que nos leva a fazer o bem, a amar o próximo, a fazer uma obra de caridade, pensar numa coisa bonita”, indicou Francisco, assim como “algo que diz ‘não, esse não é o caminho, não te fará feliz”.

“Satanás aparece nas primeiras páginas da Bíblia, porque é uma realidade que todos nós temos como experiência: todos nós temos no coração a experiência da luta entre o bem e o mal. No momento de fazer uma escolha, por exemplo, temos sempre esta experiência”, precisou.

“Sei que [Satanás] existe, mas não o amo. Tenho de defender-me das suas seduções”, acrescentou o pontífice.

O Papa recordou que Jesus, na Última Ceia, reza pelos discípulos, pedindo “ao Pai a graça de salvá-los da mundanidade”. “A mundanidade é a atmosfera de Satanás, ele move-se na mundanidade. Existe o espírito do mundo, Satanás é assim”, assinalou.

 

Vaticano:

Papa Francisco estabelece um ano de missão

para novos diplomatas da Santa Sé

 

O Papa Francisco pediu para modificar a formação dos sacerdotes candidatos ao serviço diplomático da Santa Sé, ao acrescentar um ano de compromisso missionário em um local diferente da diocese de origem.

Assim indicou o Santo Padre em uma carta ao novo presidente da Pontifícia Academia Eclesiástica, Mons. Joseph Marino, assinada em 11 de fevereiro, mas publicada pela Sala de Imprensa da Santa Sé mais tarde.

Na carta, o Pontífice assinala que está convencido de que “esta experiência poderá ser útil a todos os jovens que se preparam ou iniciam o serviço sacerdotal, mas de modo especial àqueles que, no futuro, serão chamados a colaborar com os representantes pontifícios e, na sequência, poderão se tornar, por sua vez, enviados da Santa Sé junto às nações e Igrejas particulares”.

“Para enfrentar positivamente estes crescentes desafios para a Igreja e para o mundo, é preciso que os futuros diplomatas da Santa Sé adquiram também, além de uma sólida formação sacerdotal e pastoral e aquela específica oferecida por esta Academia, também uma experiência pessoal de missão fora da diocese de origem, compartilhando com as Igrejas missionárias um período de caminho junto a suas comunidades, participando de sua cotidiana atividade evangelizadora”.

 “Estou certo de que superadas as preocupações iniciais que poderiam surgir diante deste novo estilo de formação para os futuros diplomatas da Santa Sé, a experiência missionária que se quer promover se tornará útil não somente para os jovens acadêmicos, mas também para as Igrejas com as quais eles colaborarão e, faço votos, suscite em outros sacerdotes da Igreja universal o desejo de se tornarem disponíveis a transcorrer um período de serviço missionário fora da própria diocese”, expressa.

Por fim, o Pontífice confia "esta nova modalidade de formação dos futuros colaboradores do Serviço diplomático da Santa Sé" à Virgem Maria, mãe da Igreja, e envia sua bênção apostólica.

 

Vaticano:

Papa deixa mensagem de esperança,

em audiência transmitida através da internet

 

O Papa presidiu em 11 de março a uma inédita audiência geral sem público, transmitida pela internet, devido à epidemia do Covid-19, recordando os doentes e quem os assiste, neste momento.

“Gostaria de dirigir-me a todos os doentes, com o vírus, que sofrem com a doença e a tantos que sofrem com momentos de incerteza, com a própria doença. Agradeço de coração ao pessoal dos hospitais, médicos, enfermeiras, voluntários, que estão ao lado das pessoas que sofrem, neste momento tão difícil”, disse, de improviso, no final do encontro.

Francisco quis agradecer a todos os cristãos e a todos os homens e mulheres de boa vontade, que rezam neste momento, “todos unidos, qualquer que seja a tradição religiosa a que pertencem”.

“Obrigado de coração por este esforço”, referiu.

A intervenção deixou um alerta, no entanto, para que esta epidemia “tão forte” não faça esquecer os “pobres sírios”, na fronteira entre a Grécia e a Turquia. “É um povo que sofre, há anos: têm de fugir da guerra, da fome, da doença. Não esqueçamos estes irmãos e irmãs, tantas crianças, que ali sofrem”, apelou o pontífice.

Durante a sua reflexão, o Papa tinha deixado uma mensagem de esperança e apelado à responsabilidade, perante a crise provocada pela propagação do Covid-19.

“Encorajo-vos a enfrentar todas as situações, mesmo as mais difíceis, com coragem, responsabilidade e esperança”, pediu Francisco aos católicos da Itália, o país europeu mais afetado pela difusão do novo coronavírus.

A tradicional audiência pública semanal – que decorre na Praça de São Pedro ou no auditório Paulo VI – foi realizada esta semana na Biblioteca Apostólica do Vaticano, onde o Papa surgiu acompanhado por um grupo de colaboradores e tradutores.

 

Vaticano:

O Papa ofereceu 700 mil máscaras à China

 

O Vaticano ofereceu cerca de 700 mil máscaras à China, como gesto de solidariedade face à crise provocada pelo novo coronavírus, informou a sala de imprensa da Santa Sé.

“Centenas de milhares de máscaras foram enviadas para a China, desde o Vaticano, para ajudar a limitar a propagação da infecção por coronavírus”, refere o comunicado sobre a iniciativa conjunta da Esmolaria Apostólica e do Centro Missionário da Igreja Chinesa na Itália, com a colaboração da Farmácia do Vaticano.

As máscaras foram recolhidas pela Farmácia do Vaticano em várias localidades italianas, para agilizar o processo, e enviadas por avião para a província de Hubei, epicentro da epidemia, e bem como para as províncias de Zhejiang e Fujian, no leste da China.“Espero que cheguem onde são necessárias o mais rapidamente possível, para que as pessoas que sofrem da doença possam sentir a preocupação da Santa Sé. O mundo inteiro está unido para combater o vírus”, disse monsenhor Vincenzo Han Duo, vice-reitor do Pontifício Colégio Urbaniano, em declarações ao jorna

l chinês ‘Global Times’.

O Papa Francisco recordou no Vaticano as vítimas do novo coronavírus, detetado na China, que se espalhou por vários países.

“Desejo rezar pelas pessoas doentes por causa do vírus que se espalhou na China. Que o Senhor acolha os defuntos na sua paz, conforte as famílias e apoie o grande empenho que já foi colocado no combate à epidemia”, disse.

 

Vaticano:

Papa envia mensagem a bispos

amigos do Movimento dos Focolares

         

O Papa enviou uma mensagem aos mais de 140 bispos e cardeais amigos dos Focolares, reunidos na cidade italiana de Trento para assinalar centenário do nascimento de Chiara Lubich, fundadora do movimento.

Francisco sublinha que os carismas são “dons do Espírito” e “é bom, portanto, também para os bispos, regressar sempre à escola do Espírito Santo”.

O texto deixa um convite a ir ao encontro, “com misericórdia e ternura, daqueles que vivem e sofrem nas periferias existenciais e sociais”.

O Papa sublinha, em particular, o que chama de carisma da unidade de Chiara Lubich: “É uma dessas graças do nosso tempo, que experimenta uma mudança histórica e pede uma reforma espiritual e pastoral simples e radical, que leve a Igreja à fonte sempre nova e atual do Evangelho de Jesus”.

‘Um carisma a serviço da Igreja e da humanidade’ é o título do encontro.

Em novembro de 2019 concluiu-se a fase diocesana da causa canonização de Chiara Lubich, na Catedral de São Pedro, em Frascati, Itália.

O postulador da causa é o sacerdote português Silvestre Marques, o qual relata que esta primeira fase recolheu 75 caixas de documentação, entregues à Congregação para as Causas dos Santos, na pessoa do seu prefeito, cardeal Angelo Becciu.

Chiara Lubich, nascida Silvia Lubich (Trento, 22 de janeiro de 1920 — Rocca di Papa, 14 de março de 2008) foi a fundadora do Movimento dos Focolares.

 

Vaticano:

Comissão Teológica Internacional

questiona validade de matrimónios de «batizados não-crentes»

 

O novo documento da Comissão Teológica Internacional, organismo ligado à Congregação para a Doutrina da Fé (Santa Sé), coloca em causa a validade do matrimónio de “batizados não-crentes”.

O texto resulta de um trabalho de cinco anos, envolvendo especialistas em Teologia de vários países, e coloca “sérias objeções sobre a existência de um casamento sacramental” quando os noivos foram batizados na infância, mas não têm uma vida de fé ou a negam conscientemente.

O documento sobre ‘Reciprocidade entre fé e Sacramentos na economia sacramental’ alude ainda a “sérias dúvidas sobre uma intenção que inclua os bens do casamento natural, como entendido pela Igreja”.

“É consistente com a práxis sacramental da Igreja negar o sacramento do casamento àqueles que o solicitam nessas condições, como João Paulo II já argumentou”, pode ler-se.

O novo trabalho diz rejeitar “dois extremos”, o “automatismo sacramental absoluto” – qualquer casamento entre batizados seria um sacramento – e o “ceticismo sacramental elitista” – qualquer grau de ausência de fé viciaria a intenção e, portanto, invalidaria o sacramento.

Em relação ao Batismo, Eucaristia e Confirmação, os sacramentos da iniciação cristã, o documento sublinha estes que envolvem sempre “um caráter missionário”.

“Levar a sério a sacramentalidade da história da salvação requer um mínimo de fé, para evitar que a celebração dos sacramentos caia no ritualismo vazio, na magia ou numa privatização da fé que já não corresponde à fé eclesial”, conclui Gabino Uríbarri Bilbao.

Ao receber a Comissão Teológica Internacional, a 29 de novembro de 2019, o Papa sublinhou a necessidade de “superar as várias formas de dissociação entre fé e vida sacramental”.

 

Vaticano:

Papa apela à valorização dos idosos

         

O Papa apelou à valorização dos mais velhos, numa intervenção que encerrou o I Congresso Internacional da Pastoral dos Idosos, no Vaticano, que contou com a presença de uma delegação portuguesa.

“A desorientação social e, em muitos aspetos, a indiferença e a rejeição que as nossas sociedades manifestam em relação aos idosos chamam não apenas a Igreja, mas todos, a uma reflexão séria para aprender a compreender e apreciar o valor da velhice”, sustentou.

Francisco sublinhou que, no século XXI, a velhice se tornou “uma das marcas da humanidade”, com uma inversão da pirâmide demográfica.

“A enorme presença de idosos constitui uma novidade para todos os ambientes sociais e geográficos do mundo”, observou, numa intervenção divulgada pela Santa Sé.

O discurso convidou a superar uma visão economicista, assumindo o património de “valores e significados” da “terceira e quarta idade”.

Em relação às comunidades católicos, o Papa defendeu a alteração de “hábitos pastorais”, para poder responder à presença de muitos idosos nas famílias e comunidades.

“Não existe apenas o passado, como se, para os idosos, houvesse apenas uma vida por trás deles e um arquivo bolorento. Não. O Senhor pode e quer escrever com eles também novas páginas, páginas de santidade, de serviço, de oração”, apontou.

Consciente do papel insubstituível do idoso, a Igreja torna-se um lugar onde gerações são chamadas a partilhar o plano de amor de Deus, num relacionamento de troca mútua dos dons do Espírito Santo. Essa partilha intergeracional obriga-nos a mudar o olhar sobre os idosos, a aprender a olhar para o futuro juntamente com eles”.

Como fez várias vezes com os jovens, Francisco disse que “os idosos também são o presente e o futuro da Igreja”.

“A velhice não é uma doença, é um privilégio! A solidão pode ser uma doença, mas com caridade, proximidade e conforto espiritual, podemos curá-la”, indicou.

O Papa valorizou o papel dos avós em todo o mundo, em particular na transmissão da fé aos seus netos.

O I Congresso da Pastoral dos Idosos contou com a participação de 550 pessoas em representação de Conferências Episcopais, congregações religiosas, associações e movimentos laicais provenientes de 60 países.

 

Vaticano:

Papa ensina como fazer uma confissão espiritual

quando não há padre

 

O Papa Francisco explicou em uma das suas homilias na missa em Santa Marta como é possível fazer uma confissão espiritual, quando a situação não permite encontrar um sacerdote.

O Papa afirmou: “sei que muitos de vós, na Páscoa, se vão confessar para se encontrarem com Deus. Mas muitos me diriam hoje: ‘Mas padre, onde posso encontrar um sacerdote, um confessor, por que não podemos sair de casa? E eu quero fazer as pazes com o Senhor, eu quero que ele me abrace, que meu Pai me abrace… Como posso fazer se não encontro sacerdotes?'”

Francisco pediu que cada um faça em casa aquilo que diz o Catecismo, que é muito claro nesse ponto: “se não encontras um sacerdote para te confessares, fale com Deus, Ele é teu Pai, e diz-Lhe a verdade: ‘Senhor, fiz isto, isto, isto … Perdoa-me’, e pede-Lhe perdão de todo coração, com o Ato de Contrição'”.

Em seguida, deves prometer a Deus: “‘Depois vou confessar-me, mas me perdoai-me agora’. E imediatamente voltarás à graça de Deus. Tu mesmo podes aproximar-te – como nos ensina o Catecismo – ao perdão de Deus, se não tens à mão um sacerdote. Mas pensem: é o momento! E este é o momento correto, o momento oportuno. Um Ato de Contrição bem feito, e assim nossa alma se tornará branca como a neve.”

 

Vaticano:

Papa convida jovens de todo o mundo para encontro em Lisboa,

nas JMJ 2022, evocando história missionária de Portugal

 

O Papa convidou os jovens católicos para a Jornada Mundial que vai ter lugar em Lisboa, no verão de 2022, evocando a história missionária de Portugal.

“Como destino da vossa próxima peregrinação intercontinental, em 2022, escolhi a cidade de Lisboa, capital de Portugal. De lá, nos séculos XV e XVI, inúmeros jovens, incluindo muitos missionários, partiram para terras desconhecidas a fim de partilhar a sua experiência de Jesus com outros povos e nações”, refere Francisco, numa mensagem divulgada pelo Vaticano.

O texto recorda o tema escolhido para Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2020, que este ano é celebrado a nível diocesano, maioritariamente no Domingo de Ramos: ‘Jovem, Eu te digo, levanta-te!’.

Em 2021, o tema será ‘Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste!’; já o tema da JMJ de Lisboa, em Lisboa, será ‘Maria levantou-Se e partiu apressadamente’ (Lc 1, 39).

 

Vaticano:

Número de católicos aumentou 6% entre 2013 e 2018

 

O Vaticano divulgou em 25 de março os dados relativos à atividade da Igreja Católica em todo o mundo, entre 2013 e 2018, registando um aumento de 6% no número de batizados nos primeiros anos do pontificado de Francisco.

Os católicos chegam, neste momento, aos 1330 milhões de pessoas, cerca de 18% da população mundial, segundo os dados do Departamento Central de Estatística da Igreja.

Em termos de distribuição por continente, 48% dos católicos vivem na América; 21,5% na Europa.

O Anuário Pontifício 2020 e o Anuário Estatístico da Igreja 2018 destacam um aumento “na incidência da ação pastoral na África e na Ásia”, indica o comunicado divulgado pela Santa Sé.

Em relação ao número de sacerdotes, regista-se uma quebra de 0,3% entre 2013 e 2018, com uma diminuição de 7% na Europa e um aumento de 14,3% no continente africano.

Já o número de diáconos permanentes aumentou, a nível global, em 10%, chegando ao 47 mil.

Os candidatos mundiais ao sacerdócio passaram de 118 251 em 2013 para 115 880 em 2018, com uma variação negativa de 2%; a quebra afeta particularmente a Europa (-15,6%) e a América (-9,4%).

Outra quebra significativa apontada pela Santa Sé é relativa às religiosas professas, com uma diminuição de 7,5%, novamente entre 2013 e 2018; também o número de religiosos que não são padres desceu (-8%).

 


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