2º Domingo da Páscoa

19 de Abril de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Exultai de alegria, cantai hinos de glória. – J. F. Silva, NRMS, 97

1 Pedro 2, 2

Antífona de entrada: Como crianças recém-nascidas, desejai o leite espiritual, que vos fará crescer e progredir no caminho da salvação. Aleluia.

 

Ou:

4 Es 2, 36-37

Exultai de alegria, cantai hinos de glória. Dai graças a Deus, que vos chamou ao reino eterno. Aleluia.

 

Diz-se o Glória.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

A Eucaristia é a Páscoa do Senhor, a viver com intensidade neste Domingo, instituído por São João Paulo II (em 30 de Abril de 2000), como domingo consagrado à Divina Misericórdia.

Desde a primeira hora, assinalada no cenáculo, que celebramos o encontro com o Senhor Ressuscitado que se aproxima de cada um de nós e da sua Igreja e lhe oferece a paz, a palavra que retira do medo, o dom do Seu Espírito, a missão, o envio. Dá-se inteiramente em oblação de misericórdia e torna-os arautos da mesma misericórdia ao enviá-los como reconciliadores.

Façamos a experiência com o Ressuscitado que nos mostra os sinais permanentes do seu amor, a experiência de ser Igreja reconciliada e reconciliadora, onde todos têm espaço e ritmo, a experiência da partilha admirável de tudo o que somos e temos, e o compromisso de O testemunharmos e anunciarmos.

 

Oração Colecta: Deus de eterna misericórdia, que reanimais a fé do vosso povo na celebração anual das festas pascais, aumentai em nós os dons da vossa graça, para compreendermos melhor as riquezas inesgotáveis do Baptismo com que fomos purificados, do Espírito em que fomos renovados e do Sangue com que fomos redimidos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: Que o Espírito nos faça construtores de comunidades à maneira descrita nesta leitura dos Atos que vamos escutar.

 

Actos 2, 42-47

42Os irmãos eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à comunhão fraterna, à fracção do pão e às orações. 43Perante os inumeráveis prodígios e milagres realizados pelos Apóstolos, toda a gente se enchia de temor. 44Todos os que haviam abraçado a fé viviam unidos e tinham tudo em comum. 45Vendiam propriedades e bens e distribuíam o dinheiro por todos, conforme as necessidades de cada um. 46Todos os dias frequentavam o templo, como se tivessem uma só alma, e partiam o pão em suas casas; tomavam o alimento com alegria e simplicidade de coração, 47louvando a Deus e gozando da simpatia de todo o povo. E o Senhor aumentava todos os dias o número dos que deviam salvar-se.

 

Esta é a primeira das três maiores «descrições sumárias» de Actos da primitiva comunidade cristã de Jerusalém. As outras duas mais desenvolvidas estão em Act 4,32-35; e 5,12-16. Nestas descrições focam-se três aspectos da vida dos primeiros cristãos de Jerusalém: a sua vida religiosa, o cuidado dos pobres e os prodígios realizados pelos Apóstolos, insistindo-se ora num, ora noutro aspecto; aqui insiste-se na vida religiosa. Os relatos sumários são breves resumos da vida da Igreja, que não se reduzem a estes três relatos maiores. Os críticos vêem nalguns deles uma descrição um tanto idealizada, pois é feito um juízo global a partir de casos concretos, como quando se diz que ninguém tinha nada seu (4,42), ou que todos eram curados (5,16), etc. A credibilidade do conteúdo destes sumários é no entanto confirmada pelo facto de que a clara visão idílica de alguns elementos não leva o autor a deformar a realidade, pois não esconde acontecimentos que podiam embaciar essa visão tão optimista (por ex., o caso de Ananias e de Safira, em Act 5,1-11).

42 «O ensino dos Apóstolos». Os Apóstolos não se limitavam a pregar o primeiro anúncio (kérigma), em ordem à conversão inicial e ao Baptismo (cf. Act 2,14-41); dedicavam-se também a uma instrução catequética dos que já tinham a fé.

«A comunhão fraterna», isto é, havia uma grande unidade de espíritos e de corações («um só coração e urna só alma» Act 4,32); a tradução latina da Vulgata interpretou a expressão no sentido da comunhão eucarística («comunhão da fracção do pão»), uma vez que, de facto, este Sacramento é o fundamento da união de todos os cristãos entre si: 1Cor 10,17.

«Fracção do pão»: partir do pão era o nome primitivo dado à celebração da Eucaristia, um nome tirado do gesto de Jesus de partir o pão na Última Ceia. Com toda a probabilidade, temos aqui uma referência à celebração eucarística, designada desta maneira em 1Cor 10,16-17 e Act 20,7.

44 «Tinham tudo em comum». Esta atitude extraordinariamente generosa ficou para sempre como um luminoso exemplo de como «compartilhar com os outros é uma atitude cristã fundamental… Os primeiros cristãos puseram em prática espontaneamente o princípio segundo o qual os bens deste mundo são destinados pelo Criador à satisfação das necessidades de todos sem excepção» (Paulo VI). Esta atitude cristã nada tem que ver com a colectivização de toda a propriedade privada imposta por um estado totalitário, pois aqui era respeitada a liberdade individual, podendo não se pôr tudo em comum, por isso em Actos se louva o gesto de Barnabé (Act 4,36-37) e se censura a fraude de Ananias (Act 5,4). Daqui se conclui que o «todos» do texto é uma generalização.

46 No princípio, os cristãos de Jerusalém continuavam a participar nos actos de culto judaico, acrescentando a essas práticas um novo rito que celebravam nas casas particulares: a Eucaristia, que, como é óbvio, não podiam celebrar no Templo. O original grego sugere mesmo que esta se celebrava, ora numa casa, ora noutra. Pode-se perguntar se a celebrariam diariamente. Não é certo, mas a sua celebração no «primeiro dia da semana» consta-nos de Act 20,7.11; 1 Cor 16,2; cf. Didaquê, 14,1, dia que já na época apostólica se começa a chamar «dia do Senhor», isto é, Domingo (cf. Apoc 1,10).

«Com alegria». S. Lucas sublinha frequentemente esta alegria dos primeiros cristãos: Act 5,41; 8,8.39; 13,48-52; 15,3; 16,34; bem como o tom de louvor que havia na sua vida de oração: v. 47; cf. 3,8.9; 4,21; 10,46; 11,18; 13,48; 19,17; 21,20).

 

Salmo Responsorial        Sl 117 (118), 2-4.13-15.22-24 (R. 1)

 

Monição: É eterna a misericórdia do Senhor. Dura para sempre, nunca se esgota. Traz fortaleza, glória, júbilo, salvação.

 

Refrão:     Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom,

                porque é eterna a sua misericórdia.

 

Ou:           Aclamai o Senhor, porque Ele é bom:

                o seu amor é para sempre.

 

Ou:           Aleluia.

 

Diga a casa de Israel:

é eterna a sua misericórdia.

Diga a casa de Aarão:

é eterna a sua misericórdia.

Digam os que temem o Senhor:

é eterna a sua misericórdia.

 

Empurraram-me para cair,

mas o Senhor me amparou.

O Senhor é a minha fortaleza e a minha glória,

foi Ele o meu Salvador.

Gritos de júbilo e de vitória nas tendas dos justos:

a mão do Senhor fez prodígios.

 

A pedra que os construtores rejeitaram

tornou-se pedra angular.

Tudo isto veio do Senhor:

é admirável aos nossos olhos.

Este é o dia que o Senhor fez:

exultemos e cantemos de alegria.

 

Segunda Leitura

 

Monição: Pedro lembra que a misericórdia do Senhor nos faz renascer para a mais bela das heranças.

 

1 São Pedro 1, 3-9

3Bendito seja Deus, Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, que, na sua grande misericórdia, nos fez renascer, pela ressurreição de Jesus Cristo de entre os mortos, 4para uma esperança viva, para uma herança que não se corrompe, nem se mancha, nem desaparece, reservada nos Céus para vós 5que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que se vai revelar nos últimos tempos. 6Isto vos enche de alegria, embora vos seja preciso ainda, por pouco tempo, passar por diversas provações, 7para que a prova a que é submetida a vossa fé – muito mais preciosa que o ouro perecível, que se prova pelo fogo – seja digna de louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo Se manifestar. 8Sem O terdes visto, vós O amais; sem O ver ainda, acreditais n'Ele. E isto é para vós fonte de uma alegria inefável e gloriosa, 9porque conseguis o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas.

 

Em todos os domingos pascais deste ano A vamos ter como 2ª leitura um trecho da 1ª Carta de Pedro. Estes vv. têm um certo aspecto de hino trinitário de sabor baptismal (v. 3): dão-se graças ao Pai (v. 3-5; cf. Ef 2,4; Col 1,12) pela obra salvadora do Filho (v. 6-9); a referência ao Espírito Santo é deixada fora da leitura de hoje (vv. 10-12).

3-4 «Nos fez renascer pela Ressurreição». A Ressurreição de Jesus, facto realmente sucedido «ao terceiro dia», tem uma dimensão existencial que nos afecta «hoje, agora»: pela união a Cristo ressuscitado, também nós ressuscitamos para uma vida nova (cf. Rom 6,4-11), «renascemos para uma esperança viva» (cf. Jo 1,13; 3,5-7; Gal 6,15; Tit 3,5). É assim a esperança cristã, não é uma mera utopia: o seu objecto material é a verdadeira vida, a vida eterna: «uma herança que não se corrompe... herança reservada nos Céus para vós» (vv. 3-4).

6 «Isto vos enche de alegria». A esperança na «herança» e «salvação» eternas é fonte de alegria no meio das «diversas provações» pelas que «é preciso passar». Isto não tem nada de alienante, uma vez que o objecto da esperança, o Céu, tem existência real e está ao nosso alcance; a certeza da esperança é firmíssima e não nos deixa confundidos, uma vez que Deus é «omnipotente, infinitamente misericordioso e fidelíssimo às suas promessas», havendo apenas a recear de nós próprios, que podemos vir a ser infiéis a Deus e a seu plano salvador. Esta esperança no Céu é algo que responsabiliza os cristãos mais fortemente do que os demais cidadãos, uma vez que eles sabem que não podem chegar ao Céu se não se preocupam pelo bem dos seus semelhantes, incluindo o que respeita ao bem-estar material (cf. Mt 25,34-46).

«Sem O verdes ainda, acreditais n’Ele». É fácil descobrir nestas palavras uma alusão ao que, na Missa de hoje, Jesus diz a Tomé: «felizes os que acreditam sem terem visto».

A vida cristã, vida de ressuscitados com Cristo, é uma vida teologal, vida de fé, esperança e amor, a qual nos leva a estar «cheios de alegria inefável», já agora.

 

Aclamação ao Evangelho        Jo 20, 29

 

Monição: Fixemos o nosso olhar e coração em Jesus. Acolhamos os seus dons. Coloquemo-nos disponíveis para a missão.

 

Aleluia

 

Cântico: Aleluia – M. Faria, NRMS, 16

 

Disse o Senhor a Tomé:

«Porque Me viste, acreditaste;

felizes os que acreditam sem terem visto.

 

 

Evangelho

 

São João 20, 19-31

19Na tarde daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se encontravam, com medo dos judeus, veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco». 20Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor. 21Jesus disse-lhes de novo: «A paz esteja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós». 22Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo: 23àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; e àqueles a quem os retiverdes serão retidos». 24Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25Disseram-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor». Mas ele respondeu-lhes: «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei». 26Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez em casa e Tomé com eles. Veio Jesus, estando as portas fechadas, apresentou-Se no meio deles e disse: «A paz esteja convosco». 27Depois disse a Tomé: «Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente». 28Tomé respondeu-Lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» 29Disse-lhe Jesus: «Porque Me viste acreditaste: felizes os que acreditam sem terem visto». 30Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Estes, porém, foram escritos para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus, e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.

 

Neste breve relato pode ver-se como Jesus cumpriu a suas promessas que constam dos discursos de despedida: voltarei a vós (14,18) – pôs-se no meio deles (v. 19); um pouco mais e ver-Me-eis (16,16) – encheram-se de alegria por verem o Senhor (v. 20); Eu vos enviarei o Paráclito (16,7) – recebei o Espírito Santo (v. 22); ver também Jo 14,12 e 20,17.

19 «A paz esteja convosco!» Não se trata de uma mera saudação, a mais corrente entre os Judeus, mesmo ainda hoje. A insistência joanina nestas palavras do Senhor ressuscitado (vv. 19.21.26) – que, embora habituais, nunca são registadas nos Evangelhos! – é grandemente expressiva. De facto, com a sua Morte e Ressurreição Jesus acabava de nos garantir a paz, a paz com Deus, origem e alicerce de toda a verdadeira paz (cf. Jo 14,27; Rom 5,1; Ef 2,14; Col 1,20).

20 O mostrar das mãos e do peito acentua a continuidade entre o Jesus crucificado e o Senhor glorioso (cf. Hebr 2,18); a sua presença, que transcende a dimensão espácio-temporal (cf. vv. 19.26), é uma realidade que os enche de paz (vv. 19.21.26; cf. Jo 14,27; 16,33; Rom 5,1; Col 1,20) e de alegria (v. 20; cf. Jo 15,11; 16,20-24; 17,13). «Ficaram cheios de alegria» é uma observação que confere ao relato uma grande credibilidade; com efeito, naqueles discípulos espavoridos (v. 19), desiludidos e estonteados, surge uma vivíssima reacção de alegria, ao verem o Senhor; ao contrário do que era de esperar, não se verifica aqui o esquema habitual das visões divinas, as teofanias do A. T., em que sempre há uma reacção de temor e de perturbação. A grande alegria dos Apóstolos procede da certeza da vitória de Jesus sobre a morte e também de verem como Jesus reatava com eles a intimidade anterior, sem recriminar a fraqueza da sua fé e a vergonha da sua deslealdade.

22 «Soprou sobre eles… Recebei o Espírito Santo». Este soprar de Jesus não é ainda «o vento impetuoso» do dia de Pentecostes; é um sinal visível do dom invisível do Espírito (em grego é a mesma palavra que também significa sopro). Esta efusão do Espírito Santo não aparece como a mesma que se dá 50 dias depois, na festa do Pentecostes. Aqui, tem por efeito conferir-lhes o poder de perdoar os pecados, poder dado só aos Apóstolos (e seus sucessores no sacerdócio da Nova Aliança), ao passo que no dia do Pentecostes é dado o Espírito Santo também a outros discípulos reunidos com Maria no Cenáculo, iluminando-os e fortalecendo-os com carismas extraordinários em ordem ao cumprimento da missão de que já estavam incumbidos.

23 «A quem perdoardes os pecados…»: não se trata de um mero preceito da pregação do perdão dos pecados que Deus concede a quem confia nesse perdão (interpretação protestante). É uma das poucas passagens da Escritura cujo sentido foi solenemente definido como verdade de fé: estas palavras «devem entender-se do poder de perdoar e reter os pecados no Sacramento da Penitência» (DzS 913); o mesmo Concílio de Trento também se baseia nestas palavras para falar da necessidade de confessar todos os pecados graves cometidos depois do Baptismo, uma doutrina que tem vindo a ser reafirmada pelo Magistério: «a doutrina do Concílio de Trento deve ser firmemente mantida e aplicada fielmente na prática»; por isso, os fiéis que, em perigo de morte ou em caso de grave necessidade, tenham recebido legitimamente a absolvição comunitária ou colectiva de pecados graves ficam com a grave obrigação de os confessar dentro de um ano (Normas Pastorais da Congregação para a Doutrina da Fé, 16-VI-1972); cf. Motu proprio de João Paulo II Misericordia Dei (7.4.2002) e Código D. C., nº 960.

«Ser-lhes-ão perdoados»: esta expressão é muito forte, pois temos aqui o chamado passivum divinum, isto é, o uso judaico da voz passiva para evitar pronunciar o nome inefável de Deus; sendo assim, a expressão corresponde a «Deus lhes perdoará», e «serão retidos» equivale a «serão retidos por Deus», isto é, Deus não perdoará.

24 «Tomé», nome aramaico Tomá significa «gémeo»; em grego, dídymos.

29 «Felizes os que acreditam sem terem visto». Para a generalidade dos fiéis, a fé (dom de Deus) não tem mais apoio humano verificável do que o testemunho grandemente crível da pregação apostólica e da Igreja através dos séculos (cf. Jo 17,20). Para crer não precisamos de milagres, basta a graça, que Deus nunca nega a quem busca a verdade com humildade e sinceridade de coração. O facto de as coisas da fé não serem evidentes, nem uma mera descoberta da razão, só confere mérito à atitude do crente, que crê porque Deus, que revela, não se engana nem pode enganar-nos. Por isso, Jesus proclama-nos «felizes», ao submetermos o nosso pensamento e a nossa vontade a Deus na entrega que o acto de fé implica. Tanto Tomé, naquela ocasião, como nós, agora, temos garantias de credibilidade suficientes para aceitar a Boa Nova de Jesus; as nossas escusas para não crer são escusas culpáveis, escusas de mau pagador. Também as estrelas não deixam de existir pelo facto de os cegos não as verem.

30-31 Temos aqui a primeira conclusão do Evangelho de S. João que nos deixa ver o objectivo que o Evangelista se propôs. Este Evangelho foi escrito para crermos que «Jesus é o Messias, o Filho de Deus». Note-se que a fé não é uma mera disposição interior de busca ou caminhada sem uma base doutrinal, um conteúdo de ensino (cf. Rom 6,17), pois exige que se aceitem «verdades» como esta, a saber, que Jesus é o Filho de Deus, e Filho, não num sentido genérico, humano ou messiânico, mas o «Filho Unigénito que está no seio do Pai» (Jo 1,18), verdadeiro Deus, segundo a confissão de S. Tomé: «Meu Senhor e meu Deus» (v. 28; cf. Jo 1,1; Rom 9,5). Há quem veja o Evangelho segundo S. João contido dentro de uma grande inclusão, que põe em evidência a divindade de Cristo: Jo 1,1 (O Verbo era Deus) e Jo 20,28 (meu Senhor e meu Deus), tendo como centro e clímax a afirmação de Jesus: Eu e o Pai somos Um (10,30).

 

Sugestões para a homilia

 

Cristo Ressuscitado vem ao encontro dos Seus.

Cristo Ressuscitado interpela cada um e a comunidade.

Cristo ressuscitado une-nos à Sua missão.

 

Cristo Ressuscitado vem ao encontro dos Seus.

 

Uma comunidade assustada, tímida, temerosa e escondida é surpreendida pela presença jubilosa e alegre de Jesus que se lhe apresenta, no meio deles, presidindo ao encontro. Coloca-se no centro, no meio, naquela presidência que nunca deve ser descurada, derrubada ou substituída. E será para sempre o centro da sua igreja, por entre tardes de sol ou nuvens densas, mar calmo ou mar agitado, serenidade ou agitação, acolhimento ou rejeição. E n’Ele a igreja e cada um fixa o olhar, os ouvidos, o coração, as mãos e os pés.

Depois de tantas infidelidades e fugas não há lugar para acusações, para críticas, mas sim lugar para a exuberância de um amor sem medida, uma misericórdia incalculável que enche e preenche toda a sala e todos os corações, e se derrama sobre toda a humanidade.

A presença de Cristo Ressuscitado comunica a alegria sem fronteiras e uma paz sem fim. Todos se sentiram tão profundamente marcados que logo comunicaram ao ausente Tomé a alegria de ver Jesus: “vimos o Senhor”. Este entusiasmo é também apelo que nos leva a ir ao encontro de todos os ausentes.

 

Cristo Ressuscitado interpela cada um e a comunidade.

O Encontro com Cristo Ressuscitado é um encontro pessoal com cada um e um encontro com todos, com a comunidade, a Igreja. Com cada um na visibilidade do encontro com Tomé, gémeo. Talvez gémeo e parecido connosco. Queremos ver, tocar. Não damos muita importância aos outros que testemunham a fé em Jesus Cristo. Somos nós a medida de tudo e nos centramos só em nós. Mas também, na experiência de Tomé, gémeo, sentindo-nos precedidos por um amor enorme que nos descobre, que acolhe a nossa fragilidade, nos torna dóceis quando tocamos a sua vida entregue por nós, nos torna testemunhas e enviados, nos torna comprometidos com a vida e com todas as pessoas.

Mas também a experiência da comunidade, de todos, que na fidelidade da fé se unem para a oração comum, a comum decisão dos gestos que lhe dão razão de ser, a escuta da palavra, a memória viva dos dons de Deus, a decisão dos gestos que a tornem sempre viva, dinâmica e atual, capaz de sair e realizar gestos de amor para com todos.

Os Atos dos Apóstolos apresenta-nos essa comunidade cheia de vida e dinamismo pela experiência que faz de Cristo Ressuscitado. Uma comunidade bela que revela a união, a fraternidade, a fração do pão, as orações, a caridade e a partilha.

 

Cristo ressuscitado une-nos à Sua missão.

Cristo une-nos à Sua missão. Sopra sobre nós em sinal de vitalidade, expiração de amor total fazendo de nós seus discípulos, testemunhas do amor e misericórdia de Deus sobre toda a humanidade, sem fronteiras e sem acomodações.

Maravilha sabermos que Ele está connosco sempre! De Cristo parte a vitalidade que oferece “para que todos tenham vida e a tenham em abundância”. Por isso nos envia como testemunhas de misericórdia oferendo gratuitamente o perdão dos pecados, a reconciliação.

A sua presença entre nós liberta-nos do medo que paralisa, que fecha, que não deixa ver, nem partilhar. Com Ele o medo dá lugar à alegria. Tudo se transforma em primavera de vida, de amor, de misericórdia, de partilha.

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus Ressuscitado transmitiu à sua Igreja, como primeira tarefa,

a sua missão de levar a todos o anúncio do perdão.

Este sinal visível da sua misericórdia traz consigo a paz do coração

e a alegria do encontro renovado com o Senhor.»

Nós sabemos que todos os domingos recordamos a ressurreição do Senhor Jesus, mas neste período depois da Páscoa o domingo reveste-se de um significado ainda mais iluminador. Na tradição da Igreja, este domingo, o primeiro depois da Páscoa, era chamado «in albis». Que significa isto? A expressão pretendia recordar o rito que cumpriam quantos tinham recebido o batismo na Vigília de Páscoa. A cada um deles era entregue uma veste branca — «alba», branca» — para indicar a nova dignidade dos filhos de Deus. Ainda hoje se faz isto: aos recém-nascidos oferece-se uma pequena veste simbólica, enquanto os adultos vestem uma verdadeira, como vimos na Vigília pascal. E aquela veste branca, no passado, era usada durante uma semana, até este domingo, e disto deriva o nome in albis deponendis, que significa o domingo no qual se tira a veste branca. E assim, tirando a veste branca, os neófitos começavam a sua nova vida em Cristo e na Igreja.

Há outro aspeto. No Jubileu do Ano 2000, São João Paulo II estabeleceu que este domingo seja dedicado à Divina Misericórdia. É verdade, foi uma boa intuição: quem inspirou isto foi o Espírito Santo. […] Este domingo convida-nos a retomar com vigor a graça que provém da misericórdia de Deus. O Evangelho de hoje é a narração da aparição de Cristo ressuscitado aos discípulos reunidos no cenáculo (cf. Jo 20, 19-31). São João escreve que Jesus, depois de se ter despedido dos seus discípulos, lhes disse: «Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e acrescentou: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados» (vv. 21-23). Eis o sentido da misericórdia que se apresenta precisamente no dia da ressurreição de Jesus como perdão dos pecados. Jesus Ressuscitado transmitiu à sua Igreja, como primeira tarefa, a sua missão de levar a todos o anúncio do perdão. Esta é a primeira tarefa: anunciar o perdão. Este sinal visível da sua misericórdia traz consigo a paz do coração e a alegria do encontro renovado com o Senhor.

A misericórdia à luz da Páscoa deixa-se perceber como uma verdadeira forma de conhecimento. E isto é importante: a misericórdia é uma verdadeira forma de conhecimento. Sabemos que se conhece através de muitas formas. Conhece-se através dos sentidos, da intuição, da razão e ainda de muitas outras formas. Pois bem, pode-se conhecer também através da experiência da misericórdia, porque a misericórdia abre a porta da mente para compreender melhor o mistério de Deus e da nossa existência pessoal. A misericórdia faz-nos compreender que a violência, o rancor, a vingança não têm sentido algum, e a primeira vítima é quem vive estes sentimentos, porque se priva da própria dignidade. A misericórdia abre também a porta do coração e permite expressar a proximidade sobretudo a quantos estão sozinhos e marginalizados, porque os faz sentir irmãos e filhos de um só Pai. Ela favorece o reconhecimento de quantos têm necessidade de consolação e faz encontrar palavras adequadas para dar conforto.

Irmãos e irmãs, a misericórdia aquece o coração e torna-o sensível às necessidades dos irmãos com a partilha e a participação. Em síntese, a misericórdia compromete todos a serem instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz. Nunca esqueçamos que a misericórdia é o remate na vida de fé e a forma concreta com a qual damos visibilidade à ressurreição de Jesus.

Maria, Mãe da Misericórdia, nos ajude a crer e a viver tudo isto com alegria.

Papa Francisco, Regina Coeli, Praça São Pedro, 23 de abril de 2017

 

Oração Universal

 

Irmãs e irmãos:

À semelhança da primeira comunidade cristã,

que orava num só coração e numa só alma,

oremos nós também pela Igreja e pelo mundo inteiro,

dizendo (ou: cantando), numa só voz:

R. Pela ressurreição do vosso Filho, ouvi-nos, Senhor.

Ou: Deus de misericórdia, salvai-nos.

Ou: Ouvi-nos, Senhor.

 

1. Para que os fiéis da santa Igreja

se reúnam em cada Páscoa semanal,

para escutar a Palavra, partir o pão e orar juntos,

oremos.

 

2. Para que todos os novos baptizados

vençam a prova a que é submetida a sua fé,

mais preciosa do que o ouro perecível,

oremos.

 

3. Para que todos os cristãos

alcancem a graça de acreditar sem terem visto

e se encontrem no seu íntimo com Jesus,

oremos.

 

4. Para que o Senhor Jesus ressuscitado

dê a paz e a alegria aos que andam tristes,

aos pobres, aos infelizes e aos doentes,

oremos.

 

5. Para que a nossa comunidade aqui presente,

que recebeu o perdão dos seus pecados,

adore o Pai, se entregue a Cristo e viva do Espírito,

oremos.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai,

abri o coração dos vossos filhos

ao grande dom de Jesus ressuscitado

e dai-nos a graça de O encontrar, cada domingo,

na Palavra proclamada e na fracção do Pão.

Ele que vive e reina por todos os séculos dos séculos.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Foi removida a pedra – A. Cartageno, NRMS, 121

 

Oração sobre as oblatas: Aceitai benignamente, Senhor, as ofertas do vosso povo [e dos vossos novos filhos], de modo que, renovados pela profissão da fé e pelo Baptismo, mereçamos alcançar a bem-aventurança eterna. Por Nosso Senhor.

 

Prefácio pascal I [mas com maior solenidade neste dia]: p. 469 [602-714]

 

V. O Senhor esteja convosco.

R. Ele está no meio de nós.

V. Corações ao alto.

R. O nosso coração está em Deus.

V. Dêmos graças ao Senhor nosso Deus.

R. É nosso dever, é nossa salvação.

 

Senhor, Pai santo, Deus eterno e omnipotente,

é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação

que sempre Vos louvemos,

mas com maior solenidade neste dia,

em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado.

Ele é o Cordeiro de Deus que tirou o pecado do mundo:

morrendo destruiu a morte

e ressuscitando restaurou a vida.

Por isso, na plenitude da alegria pascal,

exultam os homens por toda a terra

e com os Anjos e os Santos proclamam a vossa glória,

cantando numa só voz:

 

Santo, Santo, Santo,

Senhor Deus do universo.

O céu e a terra proclamam a vossa glória.

Hossana nas alturas.

Bendito O que vem em nome do Senhor.

Hossana nas alturas.

 

No Cânone Romano dizem-se o Communicantes (Em comunhão com toda a Igreja) e o Hanc igitur (Aceitai benignamente, Senhor) próprios. Nas Orações Eucarísticas II e III fazem-se também as comemorações próprias.

 

Santo: F. da Silva, NRMS 14

 

Monição da Comunhão

 

Senhor que eu creia como Tomé e como a primeira comunidade dos teus discípulos. Que a tua presença me encha de alegria e me retire todo o medo e fechamento. Que eu viva em comunhão com todos os teus, que te anuncie com as minhas palavras e sobretudo com a minha vida. Que eu saiba descobrir-te e servir-te em cada pessoa.

 

Cântico da Comunhão: Aproxima a tua mão – F. Santos, BML, 66

cf. Jo 20, 27

Antífona da comunhão: Disse Jesus a Tomé: Com a tua mão reconhece o lugar dos cravos. Não sejas incrédulo, mas fiel. Aleluia.

 

Cântico de acção de graças: Cantarei eternamente – M. Luís, NRMS, 6 (I)

 

Oração depois da comunhão: Concedei, Deus todo-poderoso, que a força do sacramento pascal que recebemos permaneça sempre em nossas almas. Por Nosso Senhor.

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Celebrar a Eucaristia, encontrar-se com Cristo e com a sua Igreja, devem levar-me a sentir a necessidade e a urgência do envio. A missão que Cristo me propõe, no sentido da fidelidade mas também da novidade, é missão que está sempre no começo com novo entusiasmo, novos métodos, com olhar penetrante vendo para além das aparências, dos preconceitos e das barreiras. Que leve com ousadia e alegria, a reconciliação e a partilha da vida e dos meus bens.

Maria, Mãe da Igreja de Seu Filho, nos ajude a partilhar a esperança, a vida, as riquezas, os dons, a misericórdia.

 

Cântico final: Ressuscitou, ressuscitou, – A. Cartageno, CNPL, pg 843

 

 

Homilias Feriais

 

TEMPO PASCAL

 

2ª SEMANA

 

2ª Feira, 20-IV: A Palavra de Deus: Uma nova vida.

Act 4, 23-31 / Jo 3, 1-8

Disse Jesus a Nicodemos: Não te admires de Eu te ter dito: Vós tendes de nascer de novo.

Jesus fala de um novo nascimento: pela água e pelo Espírito Santo (EV). O baptizado recebe uma nova vida, a vida sobrenatural, é filho adoptivo de Deus. Tu és meu filho (SR). Participa da sua natureza divina pela graça, passa a ser templo do Espírito Santo.

Esta vida nova, com o decorrer do tempo, vai exigir pequenas conversões, que se podem levar a cabo com a oração. Depois de eles terem rezado, todos ficaram cheios do Espírito Santo (LT). A oração ajuda a ver os acontecimentos e as pessoas como Deus as vê.  E depois começaram a pregar com desassombro a palavra de Deus (LT).

 

3ª Feira, 21-IV: A Palavra de Deus e o tempo de renovação.

Act 4, 32-37 / Jo 3, 7-15

A multidão dos que haviam abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma.

Aproveitemos as palavras de Jesus a Nicodemos. Vós tendes que nascer de novo (EV). Um dos aspectos de renovação pode ser o modo de vida dos primeiros cristãos. A multidão dos que tinham abraçado a fé tinha um só coração e uma só alma (LT). Os seus testemunhos são dignos de toda a fé (SR).

Além disso, eram um bom exemplo do ideal de comunhão que se vivia na Igreja naqueles tempos. Faziam uma partilha, que incluía não só os bens espirituais, mas também os materiais. Vendiam as suas terras e traziam o produto das vendas aos Apóstolos (LT).

 

4ª Feira, 22-IV: A Palavra da vida.

Act 5, 17-26 / Jo 3, 16-21

Deus amou de tal modo o mundo que entregou o seu Filho único para que todo o homem que acredita nEle não se perca.

Deus não enviou o Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que seja salvo por Ele (EV). E assim nos devemos lembrar do amor de Deus por cada um de nós.

Deus não quer que se perca um só dos seus ensinamentos. Para isso é preciso anunciar a todos as palavras de vida, ensinadas por Cristo, como disse o Anjo aos Apóstolos, que estavam na prisão. Ide apresentar-vos no templo, a anunciar ao povo todas estas palavras de vida (LT) Os últimos papas têm recordado que a Bíblia é um tesouro para a Igreja e para todo o cristão. Procurei o Senhor e Ele atendeu-me (SR).

 

5ª Feira, 23-IV: A Palavra de Deus e a cultura actual secularizada.

Act 5, 27-33 / Jo 3, 31-36

O sumo sacerdote: já vos demos a ordem de não ensinar em nome de Jesus. E vós enchestes Jerusalém da nova doutrina.

Nos nossos tempos, a cultura secularizada pretende impor-nos o mesmo silêncio (LT). Quer implantar uma ordem temporal sem Deus. E, assim, cai nos maiores ataques à dignidade humana: o aborto, a eutanásia, o acasalamento de pessoas do mesmo sexo, etc..

A nossa reacção há-de ser como a dos Apóstolos. Deve obedecer-se antes a Deus do que aos homens (LT). E pedir ajuda a Deus. A face do Senhor volta-se contra os que fazem o mal, para apagar da terra a sua memória (SR). E não prescindamos da nossa fé em todas as circunstâncias: no mundo do trabalho, da família, da educação, etc.

 

6ª Feira, 24-IV: A palavra de Deus e os alimentos da alma.

Act 5, 34-42 / Jo 6, 1-15

Então Jesus tomou o pão e distribui-os aos convivas E fez o mesmo com os peixes.

Jesus ajuda a multidão a matar a fome (EV), mas a sua missão fundamental é a libertação do pecado e o fornecimento dos alimentos adequados para a alma. Quando rezamos o Pai-nosso pedimos o 'o pão nosso de cada dia nos dai hoje'. Referimo-nos às necessidades materiais e também ao Pão eucarístico.

É bom que o nosso corpo esteja saudável, mas o melhor é que a alma esteja de boa saúde espiritual. Os Apóstolos alegram-se por terem sido açoitados, por causa do nome de Jesus (LT). Contamos com a ajuda do Senhor. O Senhor é a ajuda da minha vida (SR).

 

Sábado, 25-IV: S. Marcos. Escutar e pôr em prática a palavra de Deus.

1 Ped 5, 5-14 / Mc 16, 15-20

Jesus apareceu aos Onze Apóstolos e disse-lhes: Ide por todo o mundo e proclamai a Boa Nova.

S. Marcos acompanhou S. Paulo na sua 1ª viagem apostólica e esteve junto dele em Roma. Foi igualmente discípulo de S. Pedro. Saúda-vos Marcos, meu filho (LT). O seu Evangelho foi escrito com base nos ensinamentos deste Apóstolo.

A ele, e aos outros Apóstolos, confiou o Senhor a proclamação da Boa-Nova (EV). Cantarei eternamente as misericórdias do Senhor (SR). Escutemos pois a palavra de Deus e procuremos levá-la à pratica, com a ajuda do Espírito Santo. Finalmente, comuniquemo-la aos outros com toda a fidelidade. Para sempre proclamarei a sua fidelidade (SR).

 

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Armando R. Dias

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               Duarte Nuno Rocha

 


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