aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

VATICANO:

Papa celebra 50 anos de ordenação sacerdotal

 

O Papa Francisco celebrou em 13 de dezembro do ano findo o 50.º aniversário de ordenação sacerdotal, que aconteceu em Buenos Aires, quanto tinha 33 anos de idade.

Jorge Mario Bergoglio, religioso jesuíta, tem como lema ‘Miserando atque eligendo’, frase que evoca uma passagem do Evangelho segundo São Mateus: “Olhou-o com misericórdia e escolheu-o”.

Segundo o próprio, a sua vocação sacerdotal remonta a 21 de setembro de 1953 – dia da festa litúrgica de São Mateus- quando, durante uma confissão, teve uma profunda experiência da misericórdia de Deus.

O portal de notícias do Vaticano destaca vários ensinamentos do atual Papa sobre a vida dos sacerdotes católicos, que “se comovem diante das ovelhas, como Jesus, quando via as pessoas cansadas e exaustas como ovelhas sem pastor”.

A proximidade é uma das marcas destacadas no especial sobre o 50.º aniversário de ordenação, citando um discurso aos párocos de Roma em que o Papa Francisco pedia atenção às “pessoas feridas”, na Igreja e na sociedade.

Segundo o Papa, o padre tem de colocar Jesus no centro da sua vida, renovando diariamente as promessas da sua ordenação.

“Na celebração eucarística reencontramos todos os dias esta nossa identidade de pastores”, refere.

Outro tema da vida sacerdotal a que o Papa dá particular relevo é o sacramento da Reconciliação e a atitude no confessionário.

“É normal que haja diferenças de estilo entre os confessores, mas estas diferenças não dizem respeito à substância, isto é, à sã doutrina moral e à misericórdia. Nem o laxista nem o rigorista dão testemunho de Jesus Cristo, porque nem um nem o outro se encarregam da pessoa que encontram”, advertiu.

O ‘Vatican News’ destaca ainda as recomendações sobre a vida de oração, a devoção a Maria e a luta contra o diabo, além de realçar que a Igreja “não pode nem deve ficar à margem da luta pela justiça”.

        A 4 de agosto do ultimo ano, o Papa enviou uma carta aos padres de todo o mundo, no 160.º aniversário da morte do Santo Cura d’Ars, padroeiro dos párocos católicos, num momento de crise, provocado pelos sucessivos casos de abusos.

“Nos últimos tempos, pudemos ouvir mais claramente o clamor – muitas vezes silencioso e silenciado – de irmãos nossos, vítimas de abusos de poder, de consciência e sexuais por parte de ministros ordenados. Sem dúvida, é um período de sofrimento na vida das vítimas, que padeceram diferentes formas de abuso, e também para as suas famílias e para todo o Povo de Deus”, escreveu.

Num texto com cerca de 10 páginas, o Papa destaca a importância da vocação sacerdotal, com gratidão e respeito pelos compromissos assumidos, “com Jesus e com o povo”.

A carta repete várias vezes a palavra “obrigado” e agradece pela “dedicação e missão” dos sacerdotes católicos, nas várias dimensões do seu ministério.

No 50.º aniversário de ordenação sacerdotal de Jorge Mario Bergoglio, a revista “Civiltà Cattolica”, da Companhia de Jesus, apresenta os “Escritos” do padre Miguel Ángel Fiorito, jesuíta argentino falecido em 2005, considerado “um dos grandes mestres” do atual Papa.

Francisco assina o prefácio da obra, elogiando “um homem de diálogo e de escuta” que soube “sentir e saborear” as pegadas de Deus no seu coração e ensinar os outros, mantendo-os afastados dos enganos do “espírito do mal

O Papa esteve pessoalmente, neste dia, na Cúria Geral da Companhia de Jesus, para o lançamento dos “Escritos”, organizados em cinco volumes.

“Os seus escritos destilam a misericórdia espiritual, ensinamentos para quem não sabe, bons conselhos para quem precisa, correção para quem comete erros, consolo para os tristes e ajuda a ter paciência na desolação”, escreve Francisco.

 

VATICANO:

 “A Teologia nasce e cresce de joelhos» – Papa Francisco

 

O Papa Francisco recebeu em 29 de novembro do ano findo os membros da Comissão Teológica Internacional, que assinala 50 anos de história, e disse que a Teologia “nasce e cresce de joelhos” e os teólogos são “mediadores entre a fé e as culturas”.

Para o Papa, os investigadores em Teologia devem “trazer à luz o Evangelho” com aspetos “sempre novos do inesgotável mistério de Cristo”, traduzindo a fé para a atualidade, para que cada pessoa a sinta mais próxima.

De acordo com o portal de notícias do Vaticano, o Papa afirmou que a Teologia “não é um tratado catedrático sobre a vida, mas a encarnação da fé na vida”.

Criada pelo Papa Paulo VI há 50 anos, a Comissão Teológica Internacional tem ainda um “intenso trabalho a fazer”, afirmou Francisco, porque só uma Teologia que respire o Evangelho, sem ser funcional, pode atrair.

Para o Papa Francisco, a vida espiritual e a vida eclesial são as duas dimensões fundamentais da Teologia.

“A Teologia nasce e cresce de joelhos”, afirmou o Papa.

Para Francisco, a dimensão eclesial da Teologia faz com que esta ciência não se isole, mas atue na comunidade, ao serviço de todos, “para difundir o sabor do Evangelho aos irmãos e às irmãs do próprio tempo, sempre com doçura e respeito”.

Criada após o Concílio Vaticano II, a Comissão Teológica Internacional trabalhou e publicou 29 documentos.

O Papa Francisco valorizou os dois últimos temas tratados pela Comissão Teológica Internacional, o da sinodalidade e da liberdade religiosa, por serem temas que tem “muito a peito”.

De acordo com o VaticanNews, o Papa Emérito Bento XVI também expressou a sua gratidão pela existência deste organismo, a que esteve ligado antes de ser eleito Papa.

 

 

VATICANO:

«Não se ajuda o pobre à distância; precisamos tocar as chagas»

 

O Papa Francisco disse em finais de novembro que não se pode ajudar quem é pobre à distância e que é necessário a aproximação, “tocar as chagas”, de forma a reconhecer a vulnerabilidade também de quem ajuda.

“Quando se tocam as chagas, percebemos as nossas. É essa a graça dos pobres, a graça da vulnerabilidade. Saber que nós também somos vulneráveis”, afirmou o Papa durante uma visita à «Cidade da Caridade», por ocasião dos 40 anos da Cáritas diocesana de Roma.

Para Francisco, trabalhar na Cáritas significa reconhecer a palavra «vulnerabilidade» “na carne e no coração”.

“Ajudar bem só se faz a partir da própria vulnerabilidade, no encontro de diferentes debilidades e feridas, mas todos somos débeis”, reconheceu, indicando que “Deus se fez vulnerável” para cada pessoa.

“Temos a mesma carteira de identidade: vulneráveis, amados e salvados por Jesus”, indicou.

O Papa Francisco afirmou que a salvação “não chega por decreto”, mas acontece quando se caminha com Deus”, no que chamou de “intimidade itinerante”.

“Isso significa que nós desejamos a salvação, que precisamos de alguém que nos dê uma palavra, precisamos de uma intimidade itinerante com Jesus”, afirmou.

Questionado sobre o mais importante no trabalho da Cáritas nos próximos anos, Francisco falou na “loucura do amor”.

“Em vez de ir à missa, de estarem tranquilos, sejam loucos. Este é o programa. Sejam loucos. Loucura do amor, de ajudar, loucura de conviver na vulnerabilidade dos vulneráveis”, afirmou.

O Papa Francisco ouviu o testemunho de Alesso, um homem que afirmou que a Cáritas lhe salvou o corpo e o espirito: “Fez-me experimentar Jesus, não como um discurso teórico mas na prática”.

Também Ornella, uma voluntária da Cáritas a trabalhar com imigrantes, deu conta de uma “imigração pouco e mal contado na comunicação social” e agradeceu a possibilidade de fazer o trabalho que mudou a sua vida.

 

VATICANO:

Papa abre caminho à beatificação do Padre Américo, fundador da Obra da Rua

 

O Papa Francisco aprovou a publicação do decreto que reconhece as “virtudes heroicas” do Padre Américo, fundador da Obra da Rua, anunciou o Vaticano em 12 de dezembro do ano findo.

Américo Monteiro de Aguiar, conhecido como padre Américo, institui a Obra da Rua em janeiro de 1940, com a fundação da primeira Casa do Gaiato; o sacerdote nasceu em Galegos, Penafiel, a 23 de outubro de 1887, e faleceu no Hospital de Santo António, Porto, a 16 de julho de 1956, tendo sido sepultado na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Penafiel.

O reconhecimento das “virtudes heróicas” é um passo central no processo que leva à proclamação de um fiel católico como beato, penúltima etapa para a declaração da santidade; para a beatificação, exige-se o reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão do agora venerável.

O fundador da Obra da Rua, uma das figuras mais conhecidas da Igreja Católica em Portugal no século XX, dedicou a sua vida aos mais pobres, especialmente os jovens em risco, acolhidos nas Casas do Gaiato, e aos doentes incuráveis.

O processo de beatificação do Padre Américo foi introduzido em 1986.

Numa nota divulgada pelo cinquentenário da morte do sacerdote, a Conferência Episcopal Portuguesa sublinhava a “conversão radical a Deus e ao serviço dos pobres” que o levou a ordenar-se padre aos 36 anos, “entregando-se desde logo a visitar cadeias, hospitais e os tugúrios de famílias marginalizadas”.

“Para estas lança a cadeia de construção que foi o ‘Património dos Pobres’ e para o amparo de doentes incuráveis cria o recolhimento do ‘Calvário’. A sua genial iniciativa, porém, foi a ‘Obra da Rua’, destinada a acolher e promover rapazes desamparados”, refere o texto.

Na obra “O Padre Américo e a Obra da Rua” (Aletheia Editores), Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da República Portuguesa, evoca um “cidadão atento aos dramas da infância excluída ou em exclusão”, em particular as crianças.

A tramitação do processo relativo a um católico morto com fama de santidade passa por etapas bem distintas.

A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”; se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”.

Quando após a beatificação se verifica um outro milagre devidamente reconhecido, o beato é proclamado “santo”.

A canonização, ato reservado ao Papa, é a confirmação por parte da Igreja de que um fiel católico é digno de culto público universal e de ser dado aos fiéis como intercessor e modelo de santidade.

 

ROMA:

D. José Tolentino Mendonça toma posse de igreja atribuída pelo Papa, em dia de aniversário

 

O cardeal português D. José Tolentino Mendonça tomou posse, em 15 de dezembro findo, da igreja dos santos Domingo e Sisto, em Roma, diaconia que lhe foi atribuída pelo Papa no consistório de 4 de outubro do ano findo.

Este ato continua a tradição de se conceder uma igreja de Roma a todos os cardeais criados para auxiliarem o Papa no governo da Igreja.

No consistório, além do barrete e do anel cardinalícios, o Papa atribui a cada cardeal uma igreja de Roma – que simboliza a “participação na solicitude pastoral” do pontífice na cidade.

Cada cardeal é inserido na respetiva ordem (episcopal, presbiteral ou diaconal), uma tradição que remonta aos tempos das primeiras comunidades cristãs de Roma, em que os cardeais eram bispos das igrejas criadas à volta da cidade (suburbicárias) ou representavam os párocos e os diáconos das igrejas locais.

D. José Tolentino Mendonça foi criado cardeal-diácono, recebendo a igreja de São Domingos e Sisto, título cardinalício diaconal instituído pelo Papa João Paulo II em 2003.

O arquivista e bibliotecário da Santa Sé é o sexto cardeal português do século XXI e o terceiro a ser designado no atual pontificado.

D. José Tolentino Mendonça nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) em 1965, tendo sido ordenado padre em 1990 e bispo a 28 de julho de 2018; foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica em Portugal.

A 26 de junho de 2018, o Papa nomeou D. José Tolentino Mendonça como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de arcebispo; o até então vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa orientou nesse ano o retiro de Quaresma do Papa Francisco e seus mais diretos colaboradores.

Portugal teve até hoje 46 cardeais, a começar pelo chamado Mestre Gil, escolhido pelo Papa Urbano IV (1195- 1264).

 

VATICANO:

Papa convida a resgatar símbolos cristãos para celebrar o Natal

         

        O Papa Francisco disse que é necessário resgatar os símbolos cristãos para celebrar o Natal, superando a dimensão comercial.

“(O presépio) é uma maneira genuína de comunicar o Evangelho, num mundo que às vezes parece ter medo de lembrar o que realmente é o Natal e elimina os sinais cristãos para manter apenas os de um imaginário comercial e banal”, declarou, numa audiência às delegações das regiões que este ano oferecem o presépio e a árvore de Natal da Praça São Pedro.

As ofertas chegaram províncias italianas de Trento, Vicenza e de Treviso, no norte do país, atingidas por calamidades naturais no outono de 2018, que deixaram um rasto de destruição.

Francisco manifestou o seu agradecimento e apreço pela decisão de replantar 40 abetos para substituir as plantas destinadas ao Vaticano – além da árvore principal, com mais de 25 metros, colocada na Praça, chegam outras árvores que enfeitam várias salas dos espaços da Cúria Romana e outros organismos da Santa Sé.

“O abeto vermelho doado representa um sinal de esperança especialmente para as vossas florestas, de modo que possam ser depuradas e dar início, assim, à obra de reflorestamento”, indicou o Papa.

A audiência aconteceu no dia da inauguração do presépio e da árvore de Natal na Praça São Pedro, admirados por milhares de visitantes e peregrinos ao longo de várias semanas, numa tradição iniciada em 1982, por São João Paulo II.

Em 2019, o presépio – com 23 personagens em tamanho real –  foi executado quase na sua totalidade em madeira, proveniente das regiões atingidas por enchentes.

Segundo o Papa, esta escolha sublinha a “precariedade” que a Sagrada Família viveu em Belém, aquando do nascimento de Jesus.

 

VATICANO:

Francisco pede para «preservar a presença dos cristãos» no Iraque

 

Francisco recebeu a 25 de janeiro em audiência o presidente do Iraque, Barham Salih, e pede para “preservar a presença dos cristãos” no Iraque, como informou a Santa Sé.

“Foi destacada a importância de preservar a presença histórica dos cristãos no país, do qual são parte integrante, e a significativa contribuição que dão à reconstrução do tecido social, destacando a necessidade de lhes garantir segurança e um lugar no futuro do Iraque”, divulgado pela sala de imprensa da Santa Sé.

Em nota comunicada, o Papa e Barham Salih falaram sobre “desafios atuais do país” e a importância de percorrer “o caminho do diálogo”.

“A importância de promover a estabilidade e o processo de reconstrução, incentivando o caminho do diálogo e a busca de soluções adequadas em favor dos cidadãos e no respeito pela soberania nacional”, pode ler-se.

Depois a conversa ainda teve um “olhar sobre os vários conflitos e as graves crises humanitárias que afligem a região, sublinhando a importância dos esforços feitos com o apoio da comunidade internacional para restabelecer a confiança e a convivência pacífica”.

Barham Salih, presidente da República do Iraque, encontrou-se depois com o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, acompanhado por D. Paul Richard Gallagher, secretário para as Relações com os Estados.

Foi no passado dia 10 de junho de 2019 que Papa anunciou no Vaticano a intenção de visitar o Iraque em 2020, falando perante representantes das comunidades católicas orientais.

 

VATICANO:

«O Matrimónio não se improvisa»

 

Francisco recebeu em 30 de novembro do ultimo ano 400 participantes de um curso de formação para a tutela do matrimónio e cuidado pastoral dos casais feridos e disse que a Igreja é “comunidade de famílias” e que o “matrimónio não se improvisa”.

“Esse Sacramento não se improvisa, é necessário preparar-se já como noivos. Não é suficiente que os noivos cristãos se preparem para serem marido e mulher com uma boa integração psicológica, afetiva, de relacionamento e projetos, que também é necessária para a estabilidade da sua futura união”, referiu o Papa.

Na audiência com 400 participantes de um curso de formação para a tutela do matrimónio e o cuidado pastoral dos casais feridos, organizado pelo Tribunal Apostólico da Rota Romana, Francisco disse que a Igreja é uma “comunidade de famílias” e que tem de estar atenta às feridas neste sacramento, muitas provocadas “pelo fechar do coração humano ao amor”. 

“É por isso que a Igreja, quando encontra essas realidades de casais feridos, antes de tudo chora e sofre com eles; aproxima-se com o óleo da consolação para aliviar e curar; ela quer carregar para si a dor que encontra. E se, então, se esforça para ser imparcial e se propõe em buscar a verdade de um matrimónio destruído, a Igreja não é jamais estranha, nem humanamente, nem espiritualmente àqueles que sofrem. Não consegue nunca ser impessoal ou fria diante dessas tristes e atribuladas histórias de vida”, acrescentou.

Os participantes do curso, que durou cinco dias, em Roma e reuniu párocos, diáconos permanentes, casais e agentes da Pastoral da Família, ouviram ainda que o matrimónio deve ser vivido num caminho de fé.

“Mesmo que o matrimónio possa encher os cônjuges cristãos de alegria e de plenitude humana e espiritual, eles não devem jamais esquecer que são chamados, como pessoas e como casais, a caminhar sempre na fé, a caminhar na Igreja e com a Igreja, a caminhar na vida da santidade”, apontou.

Desta forma encorajou os “pastores, bispos e sacerdotes a promover, sustentar e acompanhar esse processo” para que a Igreja se transforme numa rede de “comunidades de famílias, testemunhas e missionárias do Evangelho”.

 

VATICANO:

Dia do pai: 5 conselhos do Papa Francisco

 

No dia de S. José e do pai, recordamos alguns conselhos do Papa Francisco extraídos das suas catequeses sobre a família.

O Santo Padre pediu recentemente aos pais que imitassem a família de Nazaré, que "sejam para os seus filhos como São José: guardiães do seu crescimento em idade, em sabedoria e em graça". Guardiães do seu caminho, educadores. Caminhem com eles, e com esta proximidade serão verdadeiros educadores"

Como o Papa, também S. Josemaria repetiu diversas vezes que a missão educativa dos pais "exige deles compreensão, prudência, saber ensinar e, sobretudo, saber amar". Insistiu, com grande realismo, na importância de passar tempo com as crianças e falar com elas: "As crianças são mais importantes do que os negócios, do que o trabalho, do que o descanso. Nessas conversas é bom ouvi-los atentamente, fazer um esforço para compreendê-los, saber reconhecer a parte de verdade - ou toda a verdade - que pode estar em algumas de suas rebeldias.

Enumeramos de seguida 5 conselhos do Papa Francisco extraídos das suas catequeses sobre a família.

       Um pai deve querer os filhos sábios e inteligentes

       Pai presente sempre, próximo à esposa e aos seus filhos

       Um pai presente não é o mesmo que um pai controlador

       Um bom pai sabe esperar e sabe perdoar do fundo do coração e sabe corrigir com firmeza

       Um pai bom é um pai paciente

“Não se poderia expressar melhor o orgulho e a emoção de um pai que reconhece que transmitiu ao seu filho aquilo que realmente conta na vida, ou seja, um coração sábio”.

“Diz-lhe uma coisa muito, que poderíamos interpretar assim: «Serei feliz cada vez que te vir agir com sabedoria e comover-me-ei todas as vezes que te ouvir falar com rectidão. Foi isto que desejei deixar-te, para que se tornasse algo teu: a atitude de ouvir e agir, de falar e julgar com sabedoria e rectidão. E para que pudesses ser assim, ensinei-te coisas que não sabias, corrigi erros que não vias. Fiz-te sentir um afago profundo e ao mesmo tempo discreto, que talvez não tenhas reconhecido plenamente quando eras jovem e incerto”.

“Que se encontre próximo da esposa, para compartilhar tudo, alegrias e dores, dificuldades e esperanças. E que esteja perto dos filhos no seu crescimento: quando brincam e quando se aplicam, quando estão descontraídos e quando se sentem angustiados, quando se exprimem e quando permanecem calados, quando ousam e quando têm medo, quando dão um passo errado e quando voltam a encontrar o caminho; pai presente, sempre”

 “Estar presente não significa ser controlador, porque os pais demasiado controladores anulam os filhos e não os deixam crescer”.

 “O pai que sabe corrigir sem humilhar é o mesmo que sabe proteger sem se poupar”.

“Os filhos têm necessidade de encontrar um pai que os espera quando voltam dos seus fracassos. Farão de tudo para não o admitir, para não o revelar, mas precisam dele; quando não o encontram, abrem-se-lhes feridas difíceis de cicatrizar”.

“Quanta dignidade e quanta ternura na expectativa daquele pai que está à porta de casa, à espera do regresso do filho! Os pais devem ser pacientes. Muitas vezes nada se pode fazer, a não ser esperar; rezar e esperar com paciência, doçura, generosidade e misericórdia”

 

VATICANO:

Conselho de Cardeais debateu presença de leigos em lugares de decisão na Cúria Romana

 

O conselho consultivo de cardeais, que apoia o Papa no trabalho de renovação da Cúria Romana, debateu na sua última reunião, nos primeiros dias de dezembro ultimo, a presença de leigos em cargos de decisão, nos órgãos centrais de governo da Santa Sé.

Os responsáveis estiveram reunidos para debateram o projeto de uma nova Constituição Apostólica para a organização da Cúria, pedido pelo Santo. Padre.

O Vaticano informa, em comunicado, que os trabalhos abordaram as relações entre a Cúria Romana e as Conferências Episcopais e as bases “teológico-pastorais” da presença dos leigos, homens e mulheres, em papéis de decisão na Santa Sé.

 

VATICANO:

Na mensagem para o Dia Mundial da Paz, o Papa apelou a «conversão ecológica» para garantir futuro da humanidade

 

Como vem acontecendo de há anos para cá, o Santo Padre publicou uma mensagem para o Dia Mundial da Paz.

Na mensagem para o 53.º Dia Mundial da Paz, o Papa Francisco apela a uma “conversão ecológica” que garanta o futuro da humanidade.

“Vendo as consequências da nossa hostilidade contra os outros, da falta de respeito pela casa comum e da exploração abusiva dos recursos naturais – considerados como instrumentos úteis apenas para o lucro de hoje, sem respeito pelas comunidades locais, pelo bem comum e pela natureza –, precisamos duma conversão ecológica”, refere o texto, intitulado ‘A paz como caminho de esperança: diálogo, reconciliação e conversão ecológica’.

Francisco denuncia a “exploração abusiva dos recursos naturais”, defendendo uma nova perspetiva sobre a vida, que promova a “sobriedade da partilha”.

Em causa, assinala o texto, estão as gerações futuras, que exigem “a participação responsável e diligente de cada um” na gestão dos recursos naturais.

De modo particular brotam daqui motivações profundas e um novo modo de habitar na casa comum, de convivermos uns e outros com as próprias diversidades, de celebrar e respeitar a vida recebida e partilhada, de nos preocuparmos com condições e modelos de sociedade que favoreçam o desabrochar e a permanência da vida no futuro, de desenvolver o bem comum de toda a família humana”.

A mensagem papal sustenta que esta conversão deve ser entendida de “maneira integral”, como uma transformação das relações entre pessoas, com os outros seres vivos, com a natureza e com Deus, “origem de toda a vida”, valorizando “o encontro com o outro e a receção do dom da criação, que reflete a beleza e a sabedoria do seu Artífice”.

 “Este caminho de reconciliação inclui também escuta e contemplação do mundo que nos foi dado por Deus, para fazermos dele a nossa casa comum”, acrescenta.

O Dia Mundial da Paz foi instituído em 1968 pelo Papa Paulo VI (1897-1978) e é celebrado no primeiro dia do novo ano.

 

 


Imprimir | Voltar atrás | Página Inicial