N.º 2

CELEBRAÇÃO LITÚRGICA

ALGUNS DADOS PARA A SUA HISTÓRIA

(Continuação)

 

II. O desenvolvimento da CL

 

Nos primeiros tempos enviávamos uma celebração todas as semanas, em folhas de formato A4 e, mais tarde, em formato A5. Dentro seguia uma sugestão de cânticos para a celebração e uma folha com a música do salmo. O Padre Henrique Faria era incansável neste trabalho, quer adaptando melodias, quer mesmo compondo melodias originais. Também o Dr. P. José de Sousa Marques foi incansável nestes primeiros passos. Conservam-se ainda folhas com composições originais da sua autoria.  

Era, no entanto, uma canseira permanente ultimar tudo para que cada sacerdote pudesse dispor da nossa ajuda a tempo e horas. O facto de haver correio também aos domingos facilitou-nos alguma vez o trabalho. Mas a vida complicava-se quando, a meio da semana, havia uma celebração festiva, além da dominical.

Havia corridas intermináveis entre Ribeirão e Braga, até que a CL, confiada aos braços generosos e seguros dos correios, empreendia uma viagem em várias direções e nos deixava pensar noutra coisa. Nunca chegamos atrasados por nossa culpa, mas muitas vezes, nos princípios, chegamos na última hora.

Começamos, depois, a fazer pequenos cadernos em formato A5, e sempre com a impressão a policopiador. Era a opção única, se não queríamos imprimir o texto. As músicas dos salmos e outras sugestões musicais deixaram de ir em folhas avulsas e integraram-se no caderno.

Logo no 1.º Domingo da Quaresma de 1971, a CL começou a ser impressa na Tipografia Barbosa e Xavier. O Cónego Borges desenhou uma linda capa a qual ia mudando de cor de acordo com o tempo litúrgico. A primeira capa foi, como era de esperar, impressa em cor roxa.

Nos primeiros tempos, as revistas eram despachadas a partir da residência paroquial de S. Pedro de Merelim onde o Padre José Alberto Fonseca era pároco.

Mais tarde, quando ele deixou a paróquia para assumir outros encargos pastorais, a CL partia da igreja dos Congregados onde, entretanto, tínhamos encontrado um excelente colaborador na pessoa do Joaquim Gonçalves.

 

A prova das provas

 

Com a impressão em tipografia, melhorou a apresentação da revista, podendo dizer-se que, com isto, alcançou a sua maioridade.

Como, porém, não há bela sem senão, chegou com ela o problema insolúvel das gralhas. É que o texto era composto em lino-tipe. Significava isto que o tipógrafo compunha em chumbo uma linha de cada vez.

Quando havia uma errata, devidamente assinalada por sinais gráficos convencionais, a linha era fundida na totalidade e composta de novo. O resultado é que, em algumas ocasiões, em vez de uma gralha, a pesar de toda a boa vontade dos que nela trabalhavam, poderiam aparecer agora duas ou três. Não era possível controlar este trabalho, por maior diligência que houvesse.

Restava a paciência para ouvir as justas reclamações dos leitores os quais abominavam as erratas, pelo menos, tanto como nós.

O trabalho de correção das provas era feito em tempo muito limitado, para não impedir a Tipografia de trabalhar. Prolongava-se pela noite dentro, garantindo que às oito da manhã as provas, já corrigidas, estavam a ser devolvidas, na Tipografia.

 

A digitalização da revista

 

Entretanto, fez a sua aparição o computador que muito viria a facilitar os trabalhos de redação. Algum tempo depois, a aparição da internet deu mais uma preciosa ajuda para o envio dos textos.

Propusemo-nos então comprar um computador e uma impressora, para conhecer os novos caminhos da informática e assim acompanhar as exigências do progresso.

Acontecia, porém, que o preço dele – pequeno e limitadíssimo nas suas capacidades de memória –, era assustadoramente proibitivo para as nossas capacidades económicas. O primeiro computador visado por nós – um Apple Macintosh, com a impressora – , custava 2.000 contos, somando 800 contos do computador com os 1.200 da impressora.

Nestes primeiros passos da informatização foi muito importante para nós, como para muitos outros sacerdotes e leigos, a ajuda fraterna e nunca desmentida do Padre Severino Pereira Fernandes, então a paroquiar Santa Maria de Prado.

Conseguiu-se, no entanto, uma abençoada Fundação que custeou na totalidade os gastos, reduzidos a metade por uma campanha que então foi lançada pelo ministério da Educação e Cultura.

Dentro deste processo evolutivo, chegou o momento de entregar toda a composição da revista em suporte informático.

Chegou o momento de prestar homenagem aos sócios gerentes da Tipografia Barbosa e Xavier – Francisco Martins, Xavier e Barbosa, pela paciência e compreensão com que nos atendiam.

Sem darmos por isso, tornamo-nos um membro mais daquela família trabalhadora.

 

 


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