aCONTECIMENTOS eclesiais

DO PAÍS

 

 

ALGARVE:

Carmelitas Descalças promovem

«Encontros no Silêncio» pelo Ano Missionário

 

As Carmelitas Descalças de Faro, na Diocese do Algarve, promoveram o primeiro ‘Encontros no Silêncio’, do novo ano pastoral 2019/2020, na capela do mosteiro de Nossa Senhora Rainha do Mundo, no Patacão, concelho de Faro.

O encontro começou pelas 21h00 e o concerto orante foi dinamizado pelo coro de câmara da Sé de Faro “Cantate Domino”.

Este ‘Encontros no Silêncio’ foi uma “vigília de ação de graças” pelo Ano Missionário especial que a Igreja Católica em Portugal viveu até ao domingo 20 de outubro, Dia Mundial das Missões.

Os ‘Encontros no Silêncio’ promovidos pelas religiosas de clausura são uma oportunidade de discernimento vocacional para jovens a partir dos 18 anos e os seguintes já estão agendados para os dias 14 de março e 4 de julho de 2020.

 

 

LISBOA:

«Ninguém é mãe de substituição» – Sandra Anastácio, diretora da Ajuda de Berço

 

“A Ajuda de Berço é o colo que segura os bebés, e são quase 400 crianças que, por algum motivo as mães não o conseguiram ser nalgum momento”, diz Sandra Anastácio

 “Uma mãe quando não consegue ser mãe tem de ter algum problema de saúde. Saúde mental, psicológica, de adições, quadro de violência doméstica, não estando disponível para se entregar a um amor incondicional”, explica.

 “O amor que ficou num cantinho e depois abrir esta casa às mães para que aprendam a dar colo, a olhar para as crianças”, refere Sandra Anastácio.

A Ajuda de Berço abriu portas há 20 anos para acolher, preferencialmente, bebés dos zero aos dois anos mas a realidade atual trouxe outras exigências e agora trouxe o desafio de acolher crianças mais velhas.

 “Uma cuidadora não é uma mãe e uma mãe pode não ser uma cuidadora”, acrescenta.

Naquela casa de Monsanto, a equipa de cuidadoras é “rigorosamente” feminina, funcionando em três turnos fixos de cinco pessoas, que as crianças “reconhecem como uma família”. A imagem da paternidade é muitas vezes assumida pelos voluntários homens, pelos motoristas e pelo capelão da casa, o Frei Filipe. 

 “Ninguém é mãe de substituição, somos cuidadoras e cuidar é uma grande responsabilidade – ter muito amor e muito afeto e isto basta-nos – damos colo enquanto aquela, a única mãe, não o pode fazer… haverá a mãe que chega para a abraçar, biológica ou adotiva”, sustenta Sandra Anastácio.

 “Comove-me quando chega aqui um bebé com poucos dias de vida, e não pode estar com o cheiro e a voz da mãe e é assaltada por um ‘batalhão de cuidadoras’… ou quando entra aqui com a polícia um miúdo de dez anos, a deixar para trás os pais, a família, porque, independentemente de todas as realidades, aquela era a família que a criança conhecia, que confiava e amava, era ali que ela queria estar, ao colo daquela mãe…”, confessa enquanto as lágrimas teimam em cair.

 

AÇORES:

Três paróquias rezam juntas a Nossa Senhora de Fátima

«há mais de 50 anos»

 

As Paróquias de Porto Martins, Cabo da Praia e Fonte Bastardo, na Diocese de Angra, rezam juntas a Nossa Senhora de Fátima, na noite de 12 de outubro, há mais de 50 anos, com procissões de velas e Eucaristia.

O padre José Júlio Rocha realça que esta iniciativa “é um momento muito evangélico”, onde sublinham “o essencial” da mensagem de Fátima, e “não é apenas uma mera devoção popular”.

Cada paróquia – Porto Martins, Cabo da Praia e Fonte Bastardo, na ouvidoria da Praia – organiza a sua procissão, que começa às 20h00, e encontram-se todos no Largo do Recanto para participarem numa missa campal, onde as três imagens são colocadas em nichos forrados a azulejos em homenagem a Nossa Senhora.

Esta celebração conjunta começou na década de 60, do século XX, por ocasião da Guerra Colonial, quando a população juntava-se para rezar pelo fim da guerra e pelo regresso a salvo dos militares terceirenses que estavam no Ultramar, na noite de 12 de outubro.

 

VIANA DO CASTELO:

Bispo destaca importância do «acolhimento»

e «significado especial» da peregrinação diocesana a Fátima

 

O bispo de Viana do Castelo presidiu à peregrinação diocesana ao Santuário de Fátima e manifestou, antes que ela fosse “uma vivência do acolhimento” que tinha um “especial significado” ao realizar-se no início da ‘Semana da Diocese’, a 27 de outubro.

“Esta peregrinação fazia parte do jubileu dos quarenta anos da criação da Diocese. Neste terceiro e último ano somos convidados ao acolhimento. Para isso recorremos à proteção de Nossa Senhora, padroeira principal da Diocese, sob o título de «Santa Maria Maior» – «Maior» no modo como nos acolhe e nos incentiva a acolher, enquanto Mãe”, escreveu D: Anacleto Oliveira, numa mensagem aos diocesanos peregrinos à Cova da Iria.

No documento, o bispo começava com a exclamação ‘temos Mãe!’, do Papa Francisco no Santuário de Fátima, pelo centenário das aparições, a 13 de maio de 2017.

“E repetiu: «Temos Mãe! Temos Mãe!». Não há dúvida: foi a maternidade de Maria que mais o atraiu a Fátima”, acrescenta o bispo de Viana de Castelo, explicando que pela “mesma razão” também peregrinam ao santuário, para se encontrarem “com a Mãe do Céu que lá acolhe”.

“Queremos saborear o seu amor, para o partilhamos uns com os outros: com os companheiros de viagem; com os restantes diocesanos que para lá se deslocam; com peregrinos de outros lugares do País e do mundo. Acolhamo-los a todos, ao deixarmo-nos acolher por Maria, nossa Mãe querida”, desenvolveu.

Na mensagem que estava destinada a ser lida, em cada autocarro, no início da peregrinação, o bispo de Viana do Castelo salientava que foi com uma mensagem que se pode resumir nas palavras “oração e conversão” que Nossa Senhora se manifestou em Fátima.

Do programa da peregrinação destacava-se a recitação do Terço, às 10h00, na Capelinha das Aparições, e passado uma hora a Eucaristia no altar do recinto de oração. Todas as celebrações foram presididas por D. Anacleto Oliveira.

Numa carta aos sacerdotes de Viana do Castelo, o bispo diocesano lembrava que a peregrinação “começa já com a viagem até Fátima”, recomenda que os autocarros sejam identificados com os cartazes alusivos à peregrinação que está integrada na Semana da Diocese 2019.

 

VILA REAL:

Bispo reuniu-se com responsáveis

dos centros sociais paroquiais

 

O bispo de Vila Real afirmou que “é necessário preparar o futuro”, falando aos presidentes dos Centros Sociais Paroquiais, em 29 de outubro, numa reunião no encontro na Casa Sacerdotal, em que destacou a importância deste serviço da Igreja Católica à sociedade.

“É necessário preparar o futuro, com responsabilidade, tendo em conta a realidade diocesana, a fim de dar boas respostas sociais”

A Diocese de Vila Real informa que o seu bispo deixou algumas recomendações práticas e realçou a importância do serviço, do acompanhamento e da proximidade aos utentes e colaboradores dos centros sociais paroquiais.

No primeiro encontro entre D. António Augusto Azevedo e os responsáveis dos centros sociais paroquiais foram apresentadas as instituições, nomeadamente “realidades, dificuldades e problemas”.

A Diocese de Vila Real, que tem 4273 km2 e 264 paróquias, foi criada pelo Papa Pio XI pela Bula ‘Apostolicae Praedecessorum Nostrorum’, de 20 de abril de 1922.

 

ALGARVE:

«Pequena Fraternidade Provisória» de Taizé

dinamiza uma vigília de oração

 

A ‘Pequena Fraternidade Provisória’ da Comunidade Ecuménica de Taizé na Diocese do Algarve dinamizou uma vigília de oração, na igreja da Mexilhoeira Grande.

O dia-a-dia é ritmado por três orações comunitárias, trabalho pastoral e social com as comunidades cristãs locais, visitas a pessoas isoladas ou em situação de sofrimento, animação de orações abertas a todos e encontros com jovens.

As «Pequenas Fraternidades Provisórias» são um projeto da comunidade ecuménica francesa de Taizé que desde 2014 propõe a jovens a vida comunitária, durante algumas semanas, no coração de uma aldeia ou de um bairro urbano para que possam dar testemunho do Evangelho e partilhar as “alegrias e tristezas dos seus habitantes”

A comunidade de Taizé foi fundada em 1940, em plena Segunda Guerra Mundial, pelo falecido irmão Roger Schutz com o propósito de “reunir homens que sentissem a necessidade de juntos fazerem comunhão e viverem em paz uma vida simples, partilhando o trabalho e as reflexões das Sagradas Escrituras, caminhando em comunidade à descoberta de Deus revelado aos homens por Jesus Cristo”.

Atualmente, a comunidade monástica é constituída por mais de 100 irmãos, de várias nacionalidades, incluindo um português, e Igrejas Cristãs recebendo semanalmente a visita de milhares de jovens.

 

VISEU:

Bispo dedica ano pastoral ao tema «Batismo – Caminho de Santidade»

 

O bispo de Viseu informou que o Ano Pastoral 2019/2020, será dedicado ao Sacramento do Batismo. “[O Ano Pastoral] será dedicado a uma reflexão profunda sobre a atualidade e o valor do Sacramento do Batismo e as implicações que este traz a nível pastoral para sermos cristãos, “discípulos missionários enviados” a anunciar ao mundo a alegria do Evangelho”

Os responsáveis católicos vão procurar propor “um caminho de estudo e de reflexão a partir do sacramento pelo qual se tornaram “filhos de Deus, chamados a percorrer um caminho de santidade”.

“Apesar de tudo, o nosso caminho de fé cristã, deve ser também de esperança, de santidade de vida, de formação espiritual, que faz dos batizados cristãos alegres e felizes”, observou.

O próximo triénio na Diocese de Viseu vai ser dedicado aos sacramentos, nomeadamente, o Batismo (2019/2020), da Eucaristia e da Reconciliação (2020/2021) e no contexto da Jornada Mundial da Juventude em Portugal (Patriarcado de Lisboa) vão estudar a importância do Sacramento do Crisma (2021/2022).

“Em comunhão com os jovens; Coroamento do percurso da iniciação cristã, da identidade, do serviço que em Igreja somos chamados a viver num caminho de santidade”, explica D. António Luciano no seu artigo ‘ensinamento do bispo’ publicado no sítio online da Diocese de Viseu.

 

LISBOA:

«Um milhão de crianças rezam o Terço paz»,

numa iniciativa internacional

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) dinamizou em 18 de outubro a iniciativa internacional de oração ‘Um milhão de Crianças rezam o Terço pela paz’, e em Portugal, o Santuário de Fátima é um dos “lugares centrais”.

O secretariado português da AIS explica que são muitos os países e as regiões “martirizadas pela guerra, pela violência e pelo terrorismo”.

Esta iniciativa mundial inspira-se nas palavras do Santo italiano Padre Pio (Franciscano Capuchinho) que “o mundo mudará” quando “um milhão de crianças rezar o Rosário”, e segundo a fundação pontifícia “tem adquirido uma expressão cada vez mais significativa de ano para ano”.

‘Um milhão de Crianças rezam o Terço pela paz’ congrega os 23 secretariados internacionais da AIS e calculam que o Rosário vai ser rezado em, pelo menos, 25 idiomas, com crianças e os adultos a “unir as suas vozes apelando à paz contra a guerra e a violência”.

“Todos somos chamados a participar nesta Jornada de Oração pela Paz, que pretende também ser um desafio aos que insistem em fazer a guerra ignorando as lágrimas e o choro de tantos inocentes”, desenvolve.

Em Portugal, esta iniciativa da AIS conta com o apoio oficial do Santuário de Fátima, da Rede Mundial de Oração do Papa e do Apostolado Mundial de Fátima e vai ser transmitido em direto pela emissora católica Rádio Renascença, Rádio Sim, televisão e Rádio Canção Nova, e num sítio online para esta jornada.

Este evento mundial realiza-se sob o lema ‘Missão’, e numa carta, o presidente Internacional da fundação pontifícia, cardeal Mauro Piacenza, e o assistente espiritual, padre Martin Barta, convidam a rezar com as crianças, “em particular, pelos missionários e pelas novas vocações missionárias”.

“Convidamos-vos, professores, catequistas, educadores, pais, avós, como em anos anteriores, a participar nesta grande missão de oração infantil e a rezar o terço com as crianças unidos a milhares de grupos de crianças em todo o mundo”, desenvolvem.

Neste contexto, sugerem que se torne uma “missão permanente”, com a formação de “grupos de terços vivos” com as crianças e, em termos concretos, que “distribuam mensalmente os vinte Mistérios do Terço entre as crianças”.

 

BRAGA:

«A morte treina-se» – Padre João Aguiar Campos

 

O padre João Aguiar Campos, cónego da diocese de Braga e antigo diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja publicou novo livro «Morri ontem» onde reflete sobre a vida, a morte e a amizade

O livro «Morri Ontem» nasceu do desejo de colocar em reflexão temas como a amizade e a morte acompanhada.

“A morte treina-se, é um culminar da vida e ela não tem poder nenhum para além do seu poder sobre o tempo. Ela fecha o capítulo visível e temporal; a vida não acaba mas transforma-se e eu quero transmitir a ideia de vida. Hoje esta ideia faz parte felizmente da pastoral da saúde.”, explica.

No centro do livro “romanceado” uma personagem, Júnior, que envia um email a alguns amigos dizendo que tem uma doença, sem a confessar, e gera preocupações e aproximações à sua volta.

“A partir daqui ele vai tomando nota das reações e conta um pouco da sua relação com cada pessoa: a dona Rita do café; o Magalhães, médico que se recusa a ser o mero prestador de cuidados; o Antunes que é em torno de quem se vai desenrolar outro episódio da doença e que o leva a encontrar-se com Deus; a Joana que é uma amiga de 40 anos, numa relação de amizade quase mística e contemplativa; o padre Ribeiro com quem o Júnior conversa sobre o nevoeiro que vai sentindo e que o leva a questionar se aproveitou bem a sua vida”, recorda o autor.

«Morri ontem» é a expressão que os seus amigos recebem num email enviado pelo amiga Joana, com indicação de partilha de notas pessoais no dia seguinte à partida do amigo Júnior.

“É uma reflexão sobre a amizade dos simples e dos que permanecem, dos que estão lado a lado sempre, mesmo depois do prestígio e poder”, sublinha o padre João Aguiar.

Refutando a ideia de se tratar de uma autobiografia, o autor quer afirmar a importância de se assumir a fragilidade.

“Queria que os que sentem a fragilidade da sua situação tivessem a coragem de precisar de confessar a sua fragilidade e de precisar de apoio sem se agarrar à dor e se tornarem masoquistas. E dizer a todos quantos estão e que acompanham, que não é gemendo que as situações se resolvem”, enfatiza.

Pelas páginas de «Morri ontem» atravessam temas como o testamento vital, “questões sobre a vida e morte”, sobre a amizade, sobre o sacerdócio e os seminários, mas também se conjugam verbos de afeto, “que são verbos como acompanhar, deixar partir”.

“Aprendemos pouco a despedir-nos de quem morre porque temos pressa de enterrar os mortos porque queremos enterrar a ideia de morte. Saber que estamos a caminho da morte não é uma opressão, mas pode ser um momento de consagração que faço da minha vida”, sugere.

 “Com a minha fragilidade, o que posso fazer com a voz rouca e passos vagarosos? Posso ver as fachadas – antes não tinha tempo para observar – e isso dá-me reflexão e oração”, conta.

Certo de que quer preencher o seu tempo com “pessoas”, o padre João investe “em cafés, convívios, conversas, despesas mais avultadas como uma viagem, mas com pessoas”.

Como próximos projetos porque, afirma, está “sempre a mexer”, prossegue a escolha dos textos do padre Dâmaso Lambers, a partir dos escritos do falecido sacerdote luso-holandês que dedicou a sua vida à pastoral nas prisões, e pretende reunir textos da sua autoria, “feito a partir de olhares e fragmentos publicados ao longo dos dias, que planeia intitular de «Fragmentos».

 

ALGARVE:

Diocese dinamiza 14 dias de oração por vocações sacerdotais e religiosos

 

A Diocese do Algarve promoveu um Lausperene Diocesano itinerante, “a adoração permanente ao Santíssimo Sacramento”, em diversas comunidades para que surjam vocações sacerdotais e religiosas, durante 14 dias, de 2 a 15 de novembro.

Esta iniciativa teve como finalidade “pedir a Deus” vocações de consagração, tanto no sacerdócio, como na vida religiosa ou nos institutos seculares.

O Lausperene Diocesano começou às pelas 21h00, de 2 de novembro, na Paróquia das Ferreiras, e depois de passar pelas várias comunidades paroquiais terminou com a celebração na Igreja matriz da Luz de Tavira, à mesma hora mas do dia 15.

A “cadeia de oração ininterrupta” ao Santíssimo Sacramento, 24 horas por dia, foi assegurada pelas paróquias das quatro vigararias – Loulé, Portimão, Faro e Tavira, pelas comunidades, congregações, grupos e movimentos católicos.

O Lausperene Diocesano, promovido pela equipa formadora do Seminário de Faro, é uma das iniciativas “mais significativas” que a Igreja Católica no Algarve realiza desde 2004.

 

LISBOA:

Fundação pontifícia AIS denuncia risco de «desaparecimento»

do Cristianismo no Médio Oriente

 

A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) divulgou em fins de outubro o seu novo relatório sobre a situação dos cristãos no mundo, ‘Perseguidos e Esquecidos?’, em que alerta para o risco de “desaparecimento” do Cristianismo no Médio Oriente.

O documento sublinha o “impacto” da perseguição contra comunidades cristãs em países como a Síria ou o Iraque no início desta década, falando mesmo em “período de genocídio”.

“O impacto deste genocídio – continuação dos fluxos migratórios, crises de segurança, pobreza extrema e recuperação lenta – significa que pode ser demasiado tarde para que algumas comunidades cristãs do Médio Oriente recuperem. Nalgumas vilas e cidades, a contagem decrescente para o desaparecimento do Cristianismo parece imparável”, pode ler-se.

A AIS assinala uma “preocupação sem precedentes” da comunidade internacional em relação a esta perseguição, mas considera que “as medidas tomadas até à data poderão não ser suficientes para garantir o futuro da presença da Igreja” nalguns países.

“Os grupos militantes tornaram-se difíceis de controlar, deixando-nos assim num estado de constante tensão, por termos sempre presente que algures, nalgum momento, vai haver outro ataque. Onde e quando, ninguém sabe”, escreve o cardeal Joseph Coutts, arcebispo de Karachi (Paquistão), na introdução do relatório.

O documento, relativo ao período de julho de 2017 a julho de 2019, indica que “em todo o mundo, os Cristãos são o alvo preferido de extremistas militantes violentos”, apresentando a Ásia Meridional e Oriental como “a região mais crítica a nível de perseguição”, por causa de uma ameaça em três frentes: “o extremismo islâmico, o nacionalismo populista e dos regimes autoritários”.

A fundação pontifícia acrescenta que “em toda a África, a violência jihadista contra os cristãos se manteve em níveis críticos”.

Eles [Daesh] fizeram-nos coisas muito más. Bateram-nos e violaram-nos. O pior de tudo foram as violações de raparigas com nove anos” (Rita Habib, cristã da Planície de Nínive, no Iraque).

Abrangendo um período de 25 meses, o relatório baseia-se em viagens levadas a cabo por colaboradores da AIS a países “relevantes” pela perseguição contra os cristãos – Índia, Sri Lanka, Mianmar (Birmânia), Egito, Nigéria, Paquistão, República Centro-Africana, China, Filipinas, Iraque ou Síria – e outras partes do mundo que não são reveladas por “questões de segurança”.

“Este relatório mostra, uma e outra vez, no Egipto, no Paquistão e noutras partes do mundo, que as mulheres cristãs são as que mais sofrem, havendo relatos de raptos, conversões forçadas e ataques sexuais”, indica a fundação.

Em junho de 2018, o Pew Research Center afirmou que, ao longo de 2016, os cristãos foram alvo de assédio em 144 países.

O relatório da AIS considera “um dado adquirido que atualmente a religião mais perseguida no mundo é o Cristianismo, mesmo que muitas pessoas não tenham consciência disso”.

Em causa estão “ataques diretos e brutais realizados pelo Daesh (ISIS)” no Iraque e na Síria contra os cristãos e os yazidis, ou “formas mais subtis, como por exemplo discriminação, ameaças, extorsão, rapto e conversão forçada, negação de direitos ou restrições à liberdade”.

A AIS apoia mais de 5000 projetos em cerca de 140 países todos os anos, “ajudando os Cristãos a viverem a sua fé onde quer que eles sejam perseguidos, ameaçados ou onde quer que necessitem de ajuda pastoral

 

BEJA:

«Somos Igreja Celebrante» é o lema que mobiliza diocese

nos 250 anos da sua restauração

 

A Diocese de Beja vai assinalar no ano pastoral 2019/2020 o 250.º aniversário da sua restauração, com o lema ‘Somos Igreja Celebrante’, num programa apresentado oportunamente.

“É preciso ajudar as pessoas a passarem de uma vivência meramente religiosa para uma vivência centrada no Mistério Pascal do Senhor e na Liturgia da Igreja”, escreve D. João Marcos, no programa pastoral.

No documento, o bispo de Beja afirma que a “recuperação do Domingo como dia do Senhor” e a “purificação das festas religiosas”, a “implementação progressiva” da Liturgia das Horas, e a “cuidada celebração” da Eucaristia e dos outros Sacramentos vão ajudar a comunidade cristã “a viver consciente da sua identidade e da sua missão no meio do mundo”.

D. João Marcos explica que quer ajudar os cristãos “a viver intensamente o Santíssimo Sacramento da Eucaristia, ponto de chegada da Iniciação Cristã”.

Informa também que há nove objetivos gerais para o próximo ano pastoral, como promover a dimensão orante da vida cristã, “individualmente e nas famílias”, preparar e celebrar os Sacramentos, “sobretudo a Eucaristia, como assembleias celebrantes”, “implementar o Catecumenado Batismal” em todo o território.

D. João Marcos diz que “há muitos cristãos” que “rezam pouco ou nada”, porque “nunca foram iniciados na oração cristã”, por isso, as catequeses para adultos vão ser sobre a temática da Oração.

Dos objetivos destaca-se também que quer “renovar” a pastoral juvenil e universitária, tendo no horizonte a próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude, que se vai realizar em Lisboa, em 2022.

Na nota de imprensa, a Diocese de Beja destaca que os jovens vão ter um “espaço especial e próprio”, com atividades específicas, com “especial atenção” ao tema, “os jovens e a sociedade, e os efeitos do testemunho crente na transformação da sociedade envolvente e do mundo”.

 

FÁTIMA:

Bispos consagraram Igreja Católica ao Sagrado Coração de Jesus

 

 Os bispos de Portugal consagraram em 20 de outubro a Igreja Católica ao Sagrado Coração de Jesus, em Fátima.

“Coração de Jesus, Filho amado do Pai, a Igreja em Portugal Te Louva: damos-Te graças pela tua presença na história que continua a desafiar-nos ao compromisso com o Reino”, disse D. Manuel Clemente, juntamente com 37 bispos portugueses presentes e os peregrinos que participaram na Missa de domingo, em Fátima.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa presidiu à Missa de encerramento do Ano Missionário, no Santuário de Fátima, assinalando também os 175 anos de presença em Portugal do Apostolado da Oração.

“Que, pela oração e pela caridade, aprendamos de Ti a compaixão e a misericórdia e, atentos aos sinais dos tempos, encontremos hoje caminhos renovados de esperança para a nossa humanidade”, continuou o episcopado, diante do monumento ao Sagrado Coração de Jesus, no centro do recinto do Santuário de Fátima.

 

BRAGA:

Portugal vai ter nova Basílica

 

A Arquidiocese de Braga anunciou que o Santuário de São Torcato vai ser elevado a “basílica menor”, por decisão do Papa Francisco, numa cerimónia marcada para 27 de fevereiro de 2020.

Este santuário localiza-se perto de Guimarães, na vila de São Torcato. “Rico em tradições, os fiéis deste santuário prestam particular devoção a S. Torcato, cujo corpo se conserva até aos nossos dias incorrupto. Arquitetonicamente é um edifício majestoso, imponente e devidamente preparado, incluindo a nível pastoral, para receber esta dignidade. São mais de 750 mil os peregrinos e fiéis que acorrem a este centro de culto”, referiu o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, na carta que enviou ao Vaticano, solicitando esta distinção.

O arcebispo primaz afirma: “A elevação a basílica menor, mais do que uma dignidade, será um estímulo e uma responsabilização a tornar este santuário um espaço acolhedor, fraterno, um espaço de espiritualidade onde é possível um encontro com Cristo mediante a oração, a eucaristia e a reconciliação. Será, para toda a Arquidiocese, um compromisso com a nova evangelização e com o espírito inclusivo do nosso Santo Padre, o Papa Francisco”,

Na Igreja Católica há “basílicas maiores” e “basílicas menores”; a palavra basílica, com origem nos termos gregos ‘basileus’ (rei) e ‘basilikos’ (real), era utilizada na Roma antiga para designar grandes edifícios de reunião.

 

ÉVORA:

Arquidiocese despediu-se da Cartuxa,

homenageando «grande testemunho» dos monges

         

O arcebispo de Évora presidiu em 9 de outubro à Eucaristia de despedida dos monges cartuxos do Mosteiro ‘Scala Coeli’, na cidade alentejana, assumindo a intenção de manter a herança de “acolhimento” e “humanidade” destes religiosos de clausura.

“É uma casa de ternura, é uma casa de afeto, que nos compete levar para a frente no mesmo testemunho de humanidade, de serviço a cada pessoa, no seu concreto e no seu contexto”, disse D. Francisco Senra Coelho aos jornalistas, que acompanharam o momento em que a clausura foi aberta a toda a população.

A celebração decorreu, simbolicamente, no dia de Santo Artoldo, festa celebrada na Ordem Cartusiana. Centenas de pessoas acorreram ao convento da Cartuxa, que abriu todos os seus espaços, na despedida da comunidade que, no final deste mês, deixa Évora e parte para a vizinha Espanha.

D. Francisco Senra Coelho manifestou a sua “profunda gratidão pelo “grande testemunho” que os monges cartuxos souberam deixar no território, ao longo de séculos e, em particular, nas últimas décadas. “É um testemunho de valorização de todos os seres humanos. A esta porta bateram pessoas com todos os tipos de problemas”, relatou.

A vida eremítico-cenobítica de contemplação e trabalho na Cartuxa de Santa Maria Scala Coeli foi reiniciada em 1960, por sete religiosos, entre eles um português, após a expulsão das ordens em 1834.

O Convento da Cartuxa eborense tinha sido mandado construir em 1587, pelo então arcebispo D. Teotónio de Bragança, para acolher a comunidade religiosa de São Bruno, sendo dedicado à Virgem Maria, sob a denominação “Scala Coeli” – “Escada do Céu”.

De acordo com o superior do mosteiro, padre Antão Lopez, encerramento da Cartuxa de Évora deve-se à falta de vocações e ao envelhecimento da comunidade. “Foram anos difíceis, no sentido em que fomos sempre diminuindo e envelhecendo”, sem que por isso tenham deixado de manter a “vida cartusiana”, como em todo o mundo, relatou o religioso.

O padre Antão Lopez fala do desejo de “voltar à cela”, para retomar a vida normal, e admite que “fica uma saudade do ambiente, das pessoas”. “Essa tristeza foi compensada por esta despedida, tão inesperada”, concluiu.

Na homilia da Eucaristia, D. Francisco Senra Coelho disse. “Que a Cartuxa seja sempre uma escada para o nosso encontro com Deus, pelas mãos de Maria. Que a esperança permaneça no nosso olhar que os vê partir, mas que no compromisso guarda em nossos corações o grande testemunho de vida, a grande tradição do silêncio que os nossos queridos cartuxos nos souberam deixar”, desejou.

O mosteiro vai passar a ser habitado pelas Irmãs Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará, dando continuidade a uma “parceria” entre a Arquidiocese de Évora e a Fundação Eugénio de Almeida, proprietária do Monumento Nacional.

 

LAMEGO:

Diocese desafiada a caminho conjunto,

com a marca da sinodalidade

 

O plano pastoral da Diocese de Lamego para 2019/2020 foi apresentado no dia 28 de setembro no seminário local, apontando à importância de um percurso conjunto nas 223 paróquias do território.

“Que no decurso deste ano pastoral de 2019-2020, façamos crescer movimentos envolventes, cada vez mais amplos e envolventes, ao encontro de todos, para a todos incluirmos na nossa peregrinação fraterna, e para que sintamos a alegria de partilharmos a nossa fé de sempre, de modo novo, cada vez com mais irmãos, todos empenhados no caminho longo do diálogo, da escuta e da partilha, da oração, da compreensão, da visitação e da caridade”, escreve D. António Couto, bispo de Lamego, na carta para o novo ano.

O Bispo de Lamego sublinha também a necessidade de “viver em modo de sínodo”, deixando de forma particular, o apelo a “uma nova envolvência na experiência das avalanches da fé”. Não posso também deixar de repropor um suplemento de esforço para que os órgãos de participação (Conselhos Económicos, Conselhos Pastorais…) se tornem vivos e efetivos em todos os nossos espaços pastorais. E que cresça também em nós o carinho pela boa, bela e fecunda Criação com que Deus, nosso Pai, nos favoreceu, e nos incumbiu de amar”, acrescenta.

O plano aponta linhas fundamentais de orientação para uma Igreja sinodal, com católicos “atentos uns aos outros, atentos e dedicados, atentos, dedicados e solidários”.

As comunidades locais são convidadas a “cuidar dos doentes, dar atenção aos pobres, velar pela concórdia onde haja discórdia”.

A diocese deseja que os órgãos de participação (Conselhos Económicos, Conselhos Pastorais) se tornem “vivos e efetivos”.

 

LISBOA:

JMJ 2022. Primeiro «grande evento» de preparação da jornada em Portugal

vai ser no próximo Domingo de Ramos

 

D. Américo Aguiar disse durante a inauguração da sede do Comité Organizador Local (COL) da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2022: “O evento mediático, de arranque efetivo, do trabalho de organização das jornadas, será o Domingo de Ramos, em Roma, em que o Papa Francisco vai entregar ao Senhor D. Manuel Clemente, à Diocese de Lisboa, a Portugal e aos portugueses, a toda a comitiva portuguesa que estará em Roma, a Cruz e o Ícone Mariano da JMJ”, afirmou o coordenador-geral do COL.

O Comité Organizador Local da Jornada Mundial da Juventude 2022 é presidido pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, que nomeou como coordenadores-gerais dois bispos auxiliares: D. Joaquim Mendes para a área pastoral e D. Américo Aguiar para o setor logístico-operativo.

De acordo com o coordenador-geral da JMJ Lisboa 2022, a meados de 2021 será num “espaço mais próximo do Parque das Nações, mais próximo do espaço real onde vão acontecer as jornadas” que se concentrarão os serviços de apoio à organização da jornada.

Para D. Américo Aguiar, o hino e a imagem gráfica são “ferramentas indispensáveis quer para a pastoral quer para o trabalho de comunicação”.

 Lembrou também que o concurso para o logotipo é internacional e para o hino dirige-se a autores e compositores portugueses. “Fazer uma letra e uma música paro hino da JMJ em Portugal tem de ser alguém que sinta, que o coração ‘bata português’ para transmitir ao mundo inteiro o que é a jornada, escrita e vivida em Portugal”, afirmou.

“Será uma oferta da Igreja em Portugal ao mundo inteiro”, concluiu D. Américo Aguiar, acrescentando que até ao fim de 2019 vão estar escolhidos o hino e o logotipo para preparar depois a receção da Cruz do Ínoco Mariano, no Domingo de Ramos, no Vaticano.

 

OPUS DEI:

Prelatura lança devocionário em português

para smartphones e tablets

 

O Gabinete de Informação da prelatura do Opus Dei lançou um livro eletrónico (ebook) com uma seleção de orações, devoções cristãs e algumas fórmulas doutrinais do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica para smartphones e tablets.

Na informação, o Opus Dei realça que o devocionário móvel em português é gratuito e tem uma “navegação intuitiva”, através de um sistema de botões acede-se “às diferentes secções e pode-se regressar ao índice”.

O novo livro eletrónico para smartphones e tablets é composto por dez capítulos, com temas como: “Orações comuns”; “Santíssima Trindade”; “Santíssima Virgem Maria”; “preparação da Santa Missa” e “ação de graças” depois da Eucaristia; “oração pelos defuntos”; “algumas fórmulas de doutrina católica”.

O gabinete de imprensa do Opus Dei Portugal explica que o devocionário móvel faz parte de um conjunto de livros eletrónicos atualmente em preparação.

A Obra fundada por São Josemaria Escrivá em 1928 é uma prelatura pessoal da Igreja Católica – figura pastoral prevista no Concílio Vaticano II – que “sensibiliza” os cristãos para a importância religiosa da “vida corrente do dia-a-dia, na família e no trabalho”.

 

SANTARÉM:

Diocese dinamiza formação de catequistas da adolescência

 

O Secretariado Diocesano de Catequese da Infância e da Adolescência (SDCIA) de Santarém está a preparar “em esperança” o projeto ‘Say Yes’ e promoveu, em outubro, um dia de formação, para 200 catequistas.

A Diocese de Santarém informa, num comunicado, que com “esperança renovada e confiança na força criativa do espírito” tem vindo “a envolver, estimular e preparar” o desafio colocado à catequese, em Portugal, no âmbito do trabalho com os adolescentes.

Neste contexto, afirma que está a preparar “em esperança projeto SAYES” que procura “uma nova fisionomia para a catequese da adolescência”, no percurso até à Jornada Mundial da Juventude 2022, em Lisboa.

O comunicado realça que o novo projeto foi apresentado “detalhadamente” em três momentos diferentes, pelo diretor do secretariado que “efetuou o seu enquadramento no itinerário catequético da adolescência e sensibilizou” ao envolvimento, e, “em todos, foi visível o entusiasmo”: Atualização pastoral do clero, assembleia diocesana e no encontro de responsáveis paroquiais de catequese.

‘Say Yes – aprender a dizer sim’ é um novo projeto catequético para adolescentes, dos 12 aos 16 anos, na preparação até à próxima edição internacional da Jornada Mundial da Juventude que o Patriarcado de Lisboa vai receber, em 2022.

 

BRAGA:

Município de Terras de Bouro homenageia o cónego João Aguiar

 

O cónego João Aguiar, antigo diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja, foi homenageado, no dia 20 de outubro, , pela Município de Terras de Bouro (Arquidiocese de Braga).

Na homenagem ao antigo diretor do Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja e antigo presidente do conselho de gerência da Rádio Renascença que decorreu no Museu da Geira – Campo do Gerês foi também lançado o livro «Nomadismo da Alma» da autoria de António Cunha.

O Município de Terras de Bouro assinalou, neste dia 20, a data em que, em 1514, o rei D. Manuel I lhe atribuiu a carta de foral.

O cónego João Aguiar Campos nasceu a 23 de dezembro de 1949 e é natural de São João do Campo, Terras de Bouro.

Formou-se em Teologia nos seminários de Braga e foi ordenado sacerdote em 1973. Entre 1974 e 1976 frequentou Ciências da Informação na Universidade de Navarra, em Espanha.

Ingressou no Diário do Minho em 1976 e desempenhou as funções de diretor entre 1997 até 2005.

 

AVEIRO:

Infância Missionária diocesana peregrinou a Roma

 

A Infância Missionária da Diocese de Aveiro peregrinou a Roma e ao Vaticano “com espírito e alegria missionária”, com crianças, famílias e animadores, numa “vivência de fé, de amizade e de encontro”, durante três dias.

“São momentos que fortalecem o caminho e animam a continuar a acreditar que é possível ser discípulo missionário aqui, ali, acolá… e até do outro lado do mundo! Com o Papa Francisco queremos assumir o compromisso de ser mais e melhor missão nesta terra dando a conhecer Jesus pela Palavra e pelo nosso testemunho”, informa o Secretariado Diocesano de Ação Missionária de Aveiro (SDAM).

A Diocese de Aveiro mobilizou crianças, famílias e animadores da Infância Missionária, 68 peregrinos, das paróquias de Nossa Senhora de Fátima, de Soza, de Ílhavo, da Gafanha da Encarnação, de Santa Joana, da Mamarrosa e de Cacia.

Do programa da peregrinação diocesana da Infância Missionária de Aveiro destaca-se também a Missa na igreja de Santo António dos Portugueses, presidida pelo assistente espiritual do SDAM, o padre Pedro Barros, a visita à sede geral das Obras Missionária Pontifícias e uma visita guiada que passou pelas Basílicas de Santa Maria Maior e S. João de Latrão, o Coliseu e Castelo de Sant´Ângelo.

Já em Roma, as famílias associaram-se à iniciativa anual ‘1 milhão de crianças rezam o Terço pela paz no mundo’, da Fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre – AIS.

 

PORTUGAL:

Igreja Católica quer «serviço estruturado» para acompanhar os casais jovens

 

O Departamento Nacional da Pastoral Familiar, da Igreja Católica em Portugal, refletiu sobre o ‘acompanhamento dos casais novos’, um “mundo novo” que esteve no centro da jornada anual do organismo, em Fátima.

“É um mundo novo porque não é com uma pastoral tradicional e com estruturas de sempre que lá chegamos; Não é mudar a Igreja, a Igreja continua sempre a mesma, não é desconfiar da capacidade das estruturas que temos, desde que as deixemos renovar, que nos convertamos a este ir ao encontro, a este acolhimento com amor, a este caminho sinodal que o Papa nos pede que nos insiramos”, afirmou D. Armando Domingues, vogal da Comissão Episcopal Laicado e Família (CELF).

D. Armando apresentou como exemplo um casal novo que pede “o sacramento do matrimónio”, ou “quer educar cristãmente os filhos”, a Igreja Católica tem de “encontrar formas de continuar a acolher e também a acompanhar”.

“As paróquias deveriam constituir-se não tanto como estruturas, mas como alma, serem próximos aos adolescentes, aos jovens, aos que enveredam pela família. Serem capazes de com eles descobrir percursos também de formação, procurar dizer, perguntar e ouvir deles o que acham que Deus espera deles, isto é fazer percursos sinodais”, desenvolveu.

Segundo o vogal da CELF, “ninguém como a família está preparada para dar à Igreja esta característica unitiva, esta Igreja mãe, a dimensão generativa”.

As jornadas de 2019 procuraram despertar nos participantes “a necessidade, a urgência e a importância de implementar” nas suas próprias comunidades “um serviço estruturado para acompanhar os casais jovens, ajudar a singrar na vida”.

 

LISBOA:

Dedicação da nova igreja da Comunidade de São Brás, na Amadora

 

A comunidade paroquial de São Brás, na Amadora, (Patriarcado de Lisboa) celebrou 13 de outubro a festa da dedicação da sua nova igreja paroquial, presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, às 16h00.

Este é um sonho que tem 35 anos, altura em que uma pequena comunidade começou a reunir-se, e após a celebração da dedicação seguiu-se um lanche convívio, no Salão da Nova Igreja Paroquial, para continuar a festa-

Tendo a 06 de maio de 1984 sido inaugurado e benzido o Centro Católico do Casal de São Brás, pelo então bispo auxiliar D. José Policarpo, a Paróquia de São Brás foi criada a 03 de fevereiro de 1998, tomando posse como seu primeiro pároco António Pedro de Oliveira.

A primeira pedra da igreja de São Brás foi benzida a 3 de fevereiro de 2005 e a construção da atual Igreja começou em 2016.

 

AÇORES:

Ambiente digital é instrumento de «promoção humana»

e combate à «marginalização»

 

O bispo de Angra, D. João Lavrador, afirmou: “As redes sociais hoje são decisivas e temos de fazer este debate que é um desafio permanente e exigente”, afirmou o presidente da Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, convidando a participar na V Jornada Diocesana de Comunicação, nos Açores, dedicada ao tema «Redes Sociais: itinerários para o encontro».

 “As redes sociais têm esse risco e tornam-no muito presente”, afirmou em declarações ao portal Igreja Açores, sublinhando, por isso, a missão dos cristãos, em particular dos mais jovens, para tornar o digital um ambiente “de comunhão e de fraternidade, promotor de uma humanidade onde não haja lugar à exclusão e à marginalização”.

D. João Lavrador quer imprimir no ambiente digital uma “cultura” marcada pelo “Evangelho”.

“A comunicação é uma realidade de primeira linha na defesa de valores humanos, sociais e culturais, como sejam a democracia, a liberdade e o bem comum, valores que defendemos e que a comunicação social também defende”, sublinhou.

O responsável diocesano convoca para este trabalho a pastoral juvenil e a pastoral das comunicações sociais, já presentes neste ambiente digital, mas convidadas a reforçar o seu trabalho pois, indica, “o caminho é exigente e sempre em permanente atualização”.

 

FÁTIMA:

Catequese com novo modelo ao encontro dos adolescentes

 

O modelo proposto pela Igreja Católica em Portugal para a catequese com adolescentes esteve em destaque nas Jornadas Nacionais de Catequistas que decorreram nos últimos dias de outubro, em Fátima.

“A questão fundamental é ser com os adolescentes. Não é uma nova catequese, é um novo catequista: é um catequista acompanhante, companheiro, que faz discipulado em missão, em conjunto com os adolescentes, o papel que eles têm de missão, uns com os outros, nas suas famílias, nas suas comunidades de fé e na sociedade”, disse Cristina Sá Carvalho, diretora do Departamento de Catequese do Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC.

O tema foi abordado numa conferência do bispo de Viana, D. Anacleto Oliveira, a partir da carta pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, ‘Catequese: A Alegria do Encontro com Jesus Cristo’.

“Quisemos tornar claro, no documento, que o modelo escolar, com um catequista e um grupo de catequizandos, uma hora por semana com um conjunto de aprendizagens intelectuais subjacentes, é obsoleto e deve ser abandonado para dar lugar a um caminho conjunto entre o catequista e os catequizandos num modelo mais catecumenal, mais projetual, que implique o coração, as mãos e os pés”, explicitou, numa intervenção divulgada pelo portal Educris, do SNEC.

Para D. Anacleto Oliveira, é fundamental que os “catequistas não tenham medo de tentar, de experimentar e de arriscar novos caminhos e abordagens na catequese com os adolescentes”.

Na preparação da edição portuguesa das Jornadas Mundiais da Juventude, que Lisboa acolhe em 2022, há espaço para debater a relação dos mais novos com a fé católica, como explica o padre Tiago Neto, diretor do Setor da Catequese do Patriarcado.

“Aparentemente, nós estamos naquilo que alguns autores chamam uma geração incrédula”, indica o especialista, sublinhando “uma quebra da fé como possibilidade de orientar a existência”.

As Jornadas Nacionais de Catequistas 2019 decorreram em Fátima, com o tema ‘Uma Catequese Inovadora’, reunindo mais de sete centenas de participantes de todo o país.

 

BRAGANÇA:

Jornadas culturais «O Património literário transmontano-duriense»

em Balsamão

 

As jornadas culturais de Balsamão 2019 tiveram como tema «O Património Literário Transmontano-Duriense», nos primeiros dias de outubro, no convento dos Marianos da Imaculada Conceição (MIC), em Chacim (Macedo de Cavaleiros – Bragança)

Esta iniciativa estudou alguns autores transmontanos e durienses que viveram a inquietação e a busca de Deus na literatura.

«A procura de Deus nos escritores transmontanos-durienses»; «Um outro olhar sobre Guerra Junqueiro»; «Quem é Miguel Torga?»; «Trás-os-Montes: O reino que mora na obra de A. M. Pires Cabral» e «Balsamão na Literatura» são alguns dos temas refletidos nestas jornadas.

As jornadas culturais são organizadas pelo Centro Cultural de Balsamão dos MIC, e as Municípios de Macedo de Cavaleiros e de Mogadouro.

 

LISBOA:

Causa de canonização do Padre Cruz conhece avanços

 

A Comissão Histórica do processo de canonização do Padre Cruz (1859-1948) encerrou o seu trabalho e apresentou as suas conclusões, deixando assim a causa mais próxima da segunda fase, no Vaticano.

 “Com a conclusão desta etapa da missão desta comissão de peritos – que traçou o contexto histórico da vida do Padre Cruz, fez um juízo sobre a sua personalidade e espiritualidade e atestou da autenticidade dos documentos encontrados – o processo de canonização do Servo de Deus P. Francisco Rodrigues da Cruz, iniciado em 1950, entra agora numa nova fase, estando mais perto de ser enviado para o Vaticano”, pode ler-se na nota de imprensa.

A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”; se um destes milagres é considerado autêntico, o “venerável” é considerado “beato”.

Francisco Rodrigues da Cruz, popularmente conhecido como ‘Santo Padre Cruz’, nasceu a 29 de julho de 1859 e faleceu a 1 de outubro de 1948, oito anos depois de se ter tornado jesuíta, aos 80 anos de idade, “numa altura em que já tinha uma vida de santidade e um apostolado intenso”, como sublinha o padre António Júlio Trigueiros, presidente da Comissão Histórica.

O Padre Cruz estudou Teologia em Coimbra e foi ordenando sacerdote em 1882; está sepultado num jazigo da Companhia de Jesus, no Cemitério de Benfica, respeitando assim um desejo do próprio.

 

 

COIMBRA:

Secretariado da Pastoral Vocacional

propõe «Caminho de Emaús»

 

O Secretariado da Pastoral Vocacional da Diocese de Coimbra propõe o «Caminho de Emaús», um itinerário de descoberta vocacional (dos 18 anos 35 anos).

Trata-se de um caminho de “aprofundamento do sentido da vida e da descoberta serena e feliz da vocação de cada um (pode ser vocação familiar, padre, consagrado ou consagrada e laical) e um caminho que tem por base o acompanhamento pessoal e a partilha em grupo.

Esta iniciativa começou em outubro, no Seminário Maior de Coimbra, com uma parte de trabalho pessoal ajudados por um guião e outra parte concretizada num encontro mensal de três horas cada ao domingo à tarde.

Ao todo são sete encontros mensais e termina com um retiro num fim-de-semana.

 

PORTUGAL:

Associação dos Médicos Católicos promove formação

em «Ética Médica»

 

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) promoveu em meados de outubro uma formação sobre ‘Ética Médica’, pedindo a estes profissionais de saúde que aprofundem o tema “na sua prática clínica diária” e valorizem a pessoa humana.

“Hoje há muitas interferências legislativas, essencialmente, nesta relação quotidiana dos médicos, algumas delas contra o próprio Código Deontológico, muitas contra os consensos das sociedades, a eutanásia, por exemplo, o aborto também, e, portanto, isto não pode estar alheio às considerações que nos são propostas legislativamente e mesmo algumas coisas contra a própria constituição, violando o direito inalienável à vida e à integridade física”, disse a médica Maria João Lage.

A pediatra afirma que, “muitas vezes”, as propostas legislativas têm uma “falsa neutralidade”, nomeadamente “em relação à Igreja”, e refere por trás destas propostas que parecem neutras “há também uma valorização completamente diferente do que é pessoa”.

“As pessoas pensam: ‘Se não penso como a Igreja, penso de uma maneira neutra, imparcial’. Isso não é verdade, por trás destas propostas que são feitas atualmente que vão contra muitas delas à Igreja está sempre também uma perspetiva sobre a pessoa só que não é manifesta abertamente”, explica.

E acrescentou: “não há maneiras imparciais de praticar a medicina” e explica que é preciso saber quais é que são os valores pelos quais se regem, por isso, a AMCP propõe “o aprofundamento daqueles que gosta e acredita que são os valores que a Igreja propõe para a pessoa humana”.

 “A nossa proposta é pedir aos médicos que aprofundem na sua prática clínica diária, e não só em decisões que acham extremas, aquilo que está por trás de qualquer ética, como é que valorizamos a pessoa humana”, desenvolve a entrevistada.

Do programa da formação constam especialistas e investigadores portugueses e espanhóis que vão apresentar temas como a relação médico-doente; a objeção da consciência na medicina; as decisões éticas centradas nas famílias; o impacto das notícias falsas (fake news) na saúde; a relação entre a ética médica e a doutrina da Igreja; e a ideologia de género.

A primeira edição da formação da AMCP sobre este tema foi em maio quando apresentou o livro ‘Reflexões sobre ética médica’.

A Associação dos Médicos Católicos Portugueses informou que a sua página oficial na internet – www.medicoscatolicos.pt – tem um “novo layout”, é “mais atual” e “mais acessível ao internauta”, com um “design capacitivo”, que se adapta aos dispositivos, como tablets e smartphones, uma “reformulação” que evidencia a história, os serviços e as suas iniciativas.

 

AVEIRO:

«Catecumenado Matrimonial» é o novo livro do padre Manuel Rocha

 

«Catecumenado Matrimonial» é o título da obra do padre Manuel Rocha, vigário-geral da Diocese de Aveiro, lançada recentemente e editada pelo «Tempo Novo Multimédia».

A obra está em plena consonância com o programa pastoral da diocese para o ano pastoral 2019/2020: «Família, vocação de amor e caminho de santidade».

Na apresentação à obra, o bispo de Aveiro, D. António Moiteiro afirma que «O documento que agora se publica, «Catecumenado Matrimonial», na linha do Plano de Pastoral da diocese de Aveiro, para o triénio 2018-2021, é um caminho de preparação para o Matrimónio, sem esquecer aqueles que, “marcados pelo amor ferido e extraviado”, enfrentaram a separação e o divórcio e hoje vivem novas experiências matrimoniais», acrescenta o comunicado.

O autor pretende com esta obra apresentar “um caminho de preparação para o Matrimónio, visitando os vários momentos em que decorre este projeto de vida que vai de uma preparação remota e próxima do sacramento até ao acompanhamento dos casais novos nas suas distintas formas de união”.

O padre Manuel J. Rocha foi pároco, em algumas paróquias da Diocese de Aveiro, e antes de assumir a função de vigário-geral, esteve na paróquia da Vera Cruz e é também o Vigário Judicial da Diocese.

 


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