aCONTECIMENTOS eclesiais

DA SANTA SÉ

 

 

VATICANO:

No Consistório de 2019, Francisco reforça alargamento de fronteiras do Colégio Cardinalício, que chega a 90 países

 

O Vaticano recebeu no dia 5 de outubro o sexto consistório público para a criação de cardeais no pontificado de Francisco, com um conjunto de 13 nomes, que incluiu D. José Tolentino Mendonça, arquivista e bibliotecário da Santa Sé.

Desde 2013, quando os cardeais eleitores da Europa representavam 56% do total, Francisco tem vindo a alargar as fronteiras das suas escolhas, com uma mudança mais visível no peso específico da África, Ásia e Oceânia.

Quando foi eleito, o atual Papa tinha como colaboradores apenas 22 cardeais eleitores destes três continentes; em outubro, serão 35, o mesmo número da América (35 eleitores, entre América do Norte, Central e do Sul)

A Europa passa dos referidos 56% para 43,5% dos eleitores (54 cardeais), embora se mantenha uma forte marca da tradição italiana, com 22 elementos neste grupo; apenas os Estados Unidos da América, com 9 eleitores, e a Espanha, com 7, se aproximam desta dimensão.

Um futuro conclave teria, assim, 66 eleitores criados no pontificado do Papa Francisco, 42 no de Bento XVI e 16 no de São João Paulo II.

Portugal está representado por outros quatro cardeais: D. Manuel Clemente, cardeal-patriarca de Lisboa e D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, os dois eleitores; D. Manuel Monteiro de Castro, penitenciário-mor emérito, e D. José Saraiva Martins, prefeito emérito da Congregação para as Causas dos Santos, ambos com mais de 80 anos.

 

CIDADE DO VATICANO:

Padre exorcista ensina como se defender do demónio

 

 (Quais são as melhores armas para se defender do demónio?

O presidente da Associação Internacional de Exorcistas, Padre Francesco Bamonte, responde, em entrevista para a Rádio Vaticano.

Como atuam os demónios?

De acordo com o sacerdote, não basta saber que os demónios existem, mas é necessário conhecer como atuam para não cair em suas armadilhas.

Afinal, os demónios “querem que sejamos como eles; não querem a santidade de Cristo em nós. Além disso, não querem o nosso testemunho cristão, não querem que sejamos discípulos de Jesus”, advertiu.

Importância dos padres exorcistas

Nesse sentido, explicou que a presença de sacerdotes exorcistas nas Dioceses é importantíssima. Pois do contrário o povo começa a ir atrás de magos, feiticeiros, bruxas, seitas, etc.

“O exorcista é antes de tudo um evangelizador, um sacerdote. Decerto, independente da origem do mal que padece quem acode a ele, seja ou não seja uma autêntica forma de ação extraordinária do Demónio, o sacerdote exorcista esforça-se para infundir serenidade, paz, confiança em Deus e esperança em sua graça”.

A melhores armas para se defender do demónio

Padre Bamonte apresentou quatro armas para que os fiéis lutem contra a ação demoníaca:

1ª – A Palavra de Deus. “Esta é a arma mais poderosa, como diz o Papa Francisco, que nos convida a levar sempre no bolso um Evangelho. Em nosso interior, esta Palavra, quando entra, vive, atua e enche-nos de graça do Espírito Santo”.

2ª – O Rosário. “Segue-lhe a oração do Santo Rosário, o encomendar-se a Nossa Senhora, a quem o Demónio odeia especialmente”.

3ª – A Confissão. “É importante reconhecermo-nos pecadores humildemente, confessar nossos pecados e pedir a Deus a força para não pecar mais”.

4ª – A Santa Missa. “A participação na Santa Missa nos dias festivos, e também a luta contra os nossos defeitos e pecados, contra o que o pecado original deixou em nós, para que triunfe o homem novo em Cristo”. (EPC)

 

VATICANO:

«As pessoas valem mais do que as coisas» – Papa Francisco

 

O Papa Francisco disse em 22 de setembro no Vaticano que os católicos devem “transformar bens e riquezas em relacionamentos”, seguindo os ensinamentos de Jesus Cristo, que rejeitava a idolatria do dinheiro.

“As pessoas valem mais do que as coisas e contam mais do que a riqueza que possuem”, declarou, desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação dominical da oração do ângelus.

O Papa observou que a riqueza pode levar a “erguer muros, criar divisões e discriminar”, e que Jesus, pelo contrário, convida os seus discípulos a “mudar de rumo”.

A intervenção partiu da passagem do Evangelho de São Lucas lida nas igrejas católicas de todo o mundo, nesse domingo, a chamada parábola do “administrador desonesto”, que antes de ser demitido, chama os devedores do seu patrão para lhes reduzir as dívidas e ganhar a sua amizade.

“Isto é fazer-se amigo da corrupção, como infelizmente acontece ainda hoje”, apontou o Papa.

 “Na vida, frutificam não aqueles que têm muitas riquezas, mas aqueles que criam e mantêm muitos vínculos, muitos relacionamentos, tantas amizades através das diferentes riquezas, isto é, os diferentes dons com os quais Deus nos dotou”, destacou o pontífice.

Acrescentou inda que é necessário “transformar riquezas em instrumentos de fraternidade e solidariedade”, com a sabedoria de “quem se reconhece como filho de Deus e se põe em jogo pelo Reino dos Céus”.

“Que a Santíssima Virgem nos ajude a ser astutos, garantindo-nos não o sucesso mundano, mas a vida eterna, para que, no momento do julgamento final, as pessoas necessitadas que ajudamos possam testemunhar que nelas vimos e servimos ao Senhor”,

 

VATICANO:

«Compaixão é a linguagem de Deus» – Papa Francisco

 

O Papa Francisco defendeu no Vaticano que os católicos devem “abrir o coração à compaixão” e rejeitar qualquer atitude de “indiferença” perante o outro.

“Se a compaixão é a linguagem de Deus, muitas vezes a indiferença é a linguagem humana. Cuidar até certo ponto e não pensar além: a indiferença”, advertiu, na homilia da Missa a que presidiu na Capela da Casa de Santa Marta.

Francisco precisou que a compaixão “não é um sentimento de pena”, mas significa “envolver-se no problema dos outros, arriscar a vida ali”.

Quantas vezes olhamos para o outro lado… E assim fechamos a porta à compaixão. Podemos fazer um exame de consciência: eu, habitualmente, olho para o outro lado? Ou deixo que o Espírito Santo me leve para o caminho da compaixão, que é uma virtude de Deus?”.

O Papa observou que, segundo os relatos dos Evangelhos, a prioridade de Jesus era sempre “cuidar das pessoas”, com uma preocupação de justiça

“Continuemos a Eucaristia de hoje com esta palavra: ‘O Senhor sentiu compaixão’. Que Ele tenha também compaixão de cada um de nós: nós precisamos disso”, concluiu.

 

VATICANO:

As Prisões, «Se a esperança é fechada numa cela, não há futuro para a sociedade» – Papa

 

O Papa Francisco afirmou que a prisão perpétua “não é a solução para os problemas, mas um problema a ser resolvido” numa audiência a membros da Polícia prisional, pessoal da administração Penitenciária e da Justiça Juvenil e Comunitária.

“Se a esperança é fechada numa cela, não há futuro para a sociedade, nunca privar do direito de recomeçar”, explicou na Praça São Pedro.

Para o Santo Padre, toda a sociedade deve alimentar e fazer com que “a penalidade não comprometa o direito à esperança”, que sejam garantidas perspetivas de “reconciliação e de reintegração” porque enquanto os erros do passado “são remediados, não se pode cancelar a esperança no futuro”. “Reavivar esta pequena chama é dever de todos”, realçou.

O Papa destacou um “trabalho escondido, muitas vezes difícil e mal pago, mas essencial” da Polícia Prisional e do pessoal administrativo e disse “obrigado” por todas as vezes que vivem o seu serviço, “não apenas como uma vigilância necessária, mas como um apoio àqueles que são fracos”.

“Quando para além de serem guardiões da segurança vocês são uma presença próxima daqueles que caíram nas redes do mal tornam-se construtores do futuro, lançam as bases para uma convivência mais respeitosa e, portanto, para uma sociedade mais segura. Obrigado porque vocês se tornam, dia após dia, artesões de justiça e esperança”, desenvolveu.

O Papa observou que “quando as forças diminuem, a desconfiança aumenta” e alertou que “é essencial garantir condições de vida decentes, caso contrário, as prisões tornam-se depósitos de raiva em vez de locais de recuperação”.

“Em frente” foi a palavra do Papa Francisco para os capelães, religiosas e religiosos e voluntários que trabalham nas prisões porque nessa missão “oferecem consolo” e é “tão importante não deixar sós os que se sentem sozinhos”.

“Em frente, quando entram nas situações mais difíceis com a única força de um sorriso e de um coração que escuta, quando carregam os fardos dos outros e os levam na oração. Quando, em contacto com a pobreza que encontram, veem sua própria pobreza. É um bem, porque é essencial antes de tudo reconhecer-se necessitados de perdão”, explicou.

Aos reclusos, o Papa pediu “coragem”, que “vem de coração”, e é o “Jesus que diz” porque “estão no coração de Deus, são preciosos aos seus olhos”.

“Mesmo que se sintam perdidos e indignos, não desanimem. Vocês são importantes para Deus que quer realizar maravilhas em vocês. Nunca se deixem aprisionar na cela escura de um coração sem esperança, não cedam à resignação. Deus é maior do que qualquer problema e espera por vocês para amá-los”, acrescentou Francisco que tem dedicado uma particular atenção às pessoas reclusas durante o seu pontificado.

 

VATICANO:

Rede Mundial de Oração lança «terço digital»

 

A Rede Mundial de Oração do Papa (RMOP), ligada aos Jesuítas, lançou em 15 de outubro no Vaticano a aplicação ‘Click To Pray eRosary’, um terço digital que visa promover a oração pela “paz no mundo”.

A sincronização entre o dispositivo com dez contas (a tradicional dezena) e a aplicação ‘eRosary’ permite aceder a guias, imagens e conteúdo personalizado sobre a oração do Rosário.

“Pensado para chegar às fronteiras periféricas do mundo digital, onde se encontram os jovens, o Click To Pray eRosary funciona como uma pedagogia tecnológica para ensinar os jovens a rezar o rosário, a rezar pela paz e a contemplar o Evangelho”, explica a RMOP.

A iniciativa foi divulgada na sala de imprensa da Santa Sé, assinalando o “mês missionário extraordinário”, que decorreu até final de outubro, por iniciativa do Papa Francisco.

“O Rosário é uma bela tradição espiritual para contemplar o Evangelho com Maria, é uma oração simples e humilde. Num mundo de indiferença e perante tantas injustiças, pobreza e direitos elementares negados, rezar pela paz no mundo significa reconciliação com os nossos relacionamentos diários, com os mais pobres, com o estranho, com diferentes culturas e tradições espirituais e religiosas, mas também com a nossa terra, as nossas florestas, os nossos rios e oceanos”, declarou o padre jesuíta Frédéric Fornos, diretor internacional da RMOP.

A rede mundial indica que o ‘eRosary’ é um “dispositivo interativo, inteligente, que funciona através duma aplicação” e ensina a rezar o terço; pode ser usado como pulseira e é ativado fazendo o sinal da cruz.

 

VATICANO:

Papa associa-se ao Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer

 

O Papa associou-se no Vaticano ao Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer, que se assinala anualmente a 21 de setembro, denunciando maus-tratos a doentes.

“No próximo dia 21 de setembro é o Dia Mundial das pessoas com Alzheimer, uma doença que afeta muitos homens e mulheres que, por causa dessa doença, são frequentemente vítimas de violência, maus-tratos e abusos que atropelam a sua dignidade”, declarou, no final da audiência pública semanal, na Praça de São Pedro.

O Santo Padre convidou os presentes a rezar “pela conversão dos corações e pelas pessoas afetadas pela doença de Alzheimer, pelas suas famílias e por aqueles que cuidam delas com amor”.

A intervenção evocou ainda os que sofrem de patologias tumorais, “para que também sejam cada vez mais apoiados, tanto na prevenção quanto no tratamento dessa doença”.

No Dia Mundial da Doença de Alzheimer, a ‘Alzheimer’s Disease International’ (ADI) foi lançado um relatório mundial que aborda as atitudes globais em relação à demência, com base numa pesquisa com quase 70 mil pessoas em 155 países.

O estudo mostra que 95% dos entrevistados acreditam que desenvolverão demência durante a vida; a síndrome afeta a memória, outras capacidades cognitivas e comportamentos que interferem significativamente na capacidade de uma pessoa em manter as suas atividades diárias.

Segundo a ADI, as mortes devido à demência mais do que duplicaram entre os anos 2000 e 2016, tornando-a a quinta principal causa de morte global em 2016; estima-se que o número de pessoas que vivem com demência passará dos 50 milhões atuais para 152 milhões em 2050.

Em Portugal, foi lançada a campanha “Amigos na Demência”, que visa mudar a forma como o país “pensa, age e fala sobre a demência”.

A iniciativa da Alzheimer Portugal quer convidar os cidadãos (incluindo as entidades públicas, as empresas e as organizações do terceiro setor) a um compromisso ativo “na melhoria do dia a dia das pessoas com demência”.

 


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