7º Domingo Comum

23 de Fevereiro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Eu confio, Senhor, na vossa bondade – J. F. Silva, NRMS, 70

 

Antífona de entrada: Eu confio, Senhor, na vossa bondade. O meu coração alegra-se com a vossa salvação. Cantarei ao Senhor por tudo o que Ele fez por mim.

 

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Uma planta nasce, cresce, dá flores e frutos, vivendo assim o seu arco de vida, até que fenece e morre. Com a morte acaba-se a sua história.

Também nós fomos chamados à vida na terra para escrever uma história. As flores são os nossos sonhos e projectos; as obras são os frutos. Mas a nossa vida não acaba com a morte. Preparamos na terra, com esta caminhada, uma eternidade que será feliz ou infeliz, consoante os frutos.

 

Acto penitencial

 

Reconheçamos humildemente, na presença do Senhor, que temos passado a nossa vida na terra sem levantar a cabeça, pensando no futuro que desejamos ter na eternidade.

Imploramos do Senhor o perdão de todos os pecados cometidos e a graça de nos emendarmos, a partir de agora.

 

(Tempo de silêncio. Apresentamos, como alternativa, elementos para o esquema C)

 

•   Senhor Jesus: Temos vivido nossa vida presente sem oração, nem Sacramentos,

    como se não estivéssemos interessados em ganhar uma eternidade feliz no Céu.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

•   Cristo: Muitos vezes comportamo-nos como que está erradamente convencido

    de que vamos alcançar o Céu sem a ajuda de Deus e sem fazer esforço pessoal.

    Cristo, tende piedade de nós!

 

    Cristo, tende piedade de nós!

 

•   Senhor Jesus: Esquecemo-nos facilmente de que o nosso caminho é Jesus Cristo

    e não procuramos conhecer os Seus ensinamentos na Igreja e pedir a Sua ajuda.

    Senhor, tende piedade de nós!

 

    Senhor, tende piedade de nós!

 

Deus todo poderoso tenha compaixão de nós,

perdoe os nossos pecados e nos conduza à vida eterna.

 

Oração colecta: Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, meditando continuamente nas realidades espirituais, pratiquemos sempre, em palavras e obras, o que Vos agrada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: O Senhor, no Livro do Levítico ensina-nos que nesta vida na terra devemos fazer um esforço generoso para melhorarmos espiritualmente cada dia.

Acautelemo-nos a tentação de orgulho que nos leva a pensar que já somos bons e melhores do que os outros.

 

Levítico 19, 1-2.17-18

1O Senhor dirigiu-Se a Moisés nestes termos: 2«Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e diz-lhes: ‘Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo’. 17Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele. 18Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor».

 

O texto da leitura de hoje, tirado da quarta e última parte do Levítico, o chamado Código de Santidade (Lv 17 – 26), foi escolhido em função do Evangelho que apela à santidade de vida.

2 «Sede santos, porque Eu sou Santo». É uma ideia mestra do Levítico. Deus é a infinita grandeza e majestade, transcendente e inacessível a todos os restantes seres, criaturas suas. Ele é esse misterium fascínams et tremendum, cuja presença infunde respeito e temor (cf. Ex 33,18-23); e isto a tal ponto, que o homem sente perante Ele o abismo do seu nada e da sua indignidade, por isso crê não ser possível ver a Deus e continuar a viver. Só Deus é santo, transcendente, mas todos os seres que estão em contacto com Ele e Lhe são consagrados participam da santidade de Deus, tornam-se santos, separados do pro­fano, consagrados ao seu serviço e ao seu culto, e não apenas os lugares, tempos, objectos e pessoas, especialmente os sacerdotes, mas também todo o povo de Israel, porque foi escolhido entre os povos, para ser o povo de Deus: «vós sereis para mim um reino de sacerdotes e um povo santo» (Ex 19,6); «sede, portanto, santos para Mim, porque Eu, Yahwéh, sou Santo e separei-vos de entre os povos, a fim de serdes meus» (Lv 20,26). Porque o Povo era propriedade divina e estava todo ele dedicado ao culto, tinha de observar umas tantas normas de pureza ritual que lhe fizessem tomar consciência desta condição de pertença divina e dedicação ao culto.

Esta santidade cultual e pureza legal não terminava no puramente legal, ritual e externo, pois ela simbolizava, protegia e fomentava a santidade interior, a perfeição moral: a separação do profano conduz à fuga do pecado, a pureza ritual postula a pureza de consciência (cf. Is 6,3-7). Todo o complicado sistema religioso do Levítico destinava-se a preparar as pessoas para Cristo que nos diz: sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5,48), como se lê no Evangelho deste Domingo.

 

 

Salmo Responsorial    Sl 102 (103), 1-2.3-4.8.10.12-13 (R. 8a)

 

Monição: O Espírito Santo convida-nos a cantar a misericórdia do Senhor que tem paciência para connosco, quando nos sentimos fracos e cedemos às tentações.

Nunca desanimemos de amar a Deus, por maiores que sejam os nossos pecados, e recorramos à Sua bondade.

 

Refrão:        O Senhor é clemente e cheio de compaixão.

      Ou:        Senhor, sois um Deus clemente e compassivo.

 

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e todo o meu ser bendiga o seu nome santo.

Bendiz, ó minha alma, o Senhor

e não esqueças nenhum dos seus benefícios.

 

Ele perdoa todos os teus pecados

e cura as tuas enfermidades;

salva da morte a tua vida

e coroa-te de graça e misericórdia.

 

O Senhor é clemente e compassivo,

paciente e cheio de bondade;

não nos tratou segundo os nossos pecados,

nem nos castigou segundo as nossas culpas.

 

Como o Oriente dista do Ocidente,

assim Ele afasta de nós os nossos pecados;

como um pai se compadece dos seus filhos,

assim o Senhor Se compadece dos que O temem.

 

 

Segunda Leitura

 

Monição: S. Paulo, na Primeira Carta aos fiéis da Igreja de Corinto, alerta-nos para uma realidade consoladora que deve orientar a nossa vida: somos, depois do Baptismo, Templos da Santíssima Trindade.

Evitemos profanar este Templo pelo pecado, e adoremos o Senhor presente em nosso coração.

 

1 Coríntios 3, 16-23

16Não sabeis que sois templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? 17Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é santo, e vós sois esse templo. 18Ninguém tenha ilusões. Se alguém entre vós se julga sábio aos olhos do mundo, faça-se louco, para se tornar sábio. 19Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus, como está escrito: «Apanharei os sábios na sua própria astúcia». 20E ainda: «O Senhor sabe como são vãos os pensamentos dos sábios». 21Por isso, ninguém deve gloriar-se nos homens. Tudo é vosso: 22Paulo, Apolo e Pedro, o mundo, a vida e a morte, as coisas presentes e as futuras. Tudo é vosso; 23mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.

 

Continuamos neste Domingo com a leitura da 1ª parte da Carta aos Coríntios, em que S. Paulo pretende pôr cobro às divisões em grupinhos rivais: os coríntios iam atrás de sabedoria humana e não divina, ao gloriarem-se em pregadores preferidos. No seu apelo à unidade, o Apóstolo apresenta a Igreja como um edifício sólido, em que todos têm de estar unidos, para se manter firme.

16-17 «Templo de Deus». A comunidade cristã de Corinto (e a Igreja universal) é designada desta forma, pois nela habita o Espírito Santo e nela exerce a sua acção santificadora. Em 1Cor 6,19 cada fiel em particular é também chamado templo de Deus. «Destruir o templo de Deus», a Igreja, é espalhar a má doutrina, os maus exemplos (daqui provém a expressão, conduta desedificante), mas também o atentar contra a unidade da Igreja, nem que seja só por promover grupos fechados.

21-22 «Tudo é vosso». S. Paulo quer rebater aqueles cristãos com menos formação que se queriam prender demasiado ao prestígio da pessoa dos pregadores do Evangelho – eu cá sou de Apolo», eu cá sou de Paulo, eu cá sou de Pedro (v. 4) – e que, com demasiada visão humana, se gloriavam dos homens e dos seus dotes de eloquência, mostrando assim estarem imbuídos duma sabedoria deste mundo (v. 19). Por isso exclama: tudo é vosso, incluindo os pregadores e chefes da Igreja (Apolo, Paulo, Pedro); estes não são os proprietários dos fiéis, mas eles pertencem à comunidade dos fiéis, como seus servos (cf. 2Cor 4,5), por isso não tem sentido andarem a dizer: sou de Paulo, sou de Apolo... (v. 4). «Vós sois de Cristo!»  e «Cristo é de Deus», enquanto homem; considerado como pessoa, Ele mesmo é Deus (cf. Filp 2,6-11).

 

Aclamação ao Evangelho        1 Jo 2, 5

 

Monição: O Evangelho dá-nos a conhecer a maravilhosa promessa feita por Jesus no Última Ceia: se observarmos os Mandamentos, Deus viverá em nós como num Templo.

Adoremos a Santíssima Trindade em nosso coração e aclamemos o Evangelho que nos anuncia esta maravilha.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (II)

 

Quem observa a palavra de Cristo,

nesse o amor de Deus é perfeito.

 

 

Evangelho

 

São Mateus 5, 38-48

38«Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. 39Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda. 40Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. 41Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas. 42Dá a quem te pedir e não voltes as costas a quem te pede emprestado. 43Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’. 44Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem, 45para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. 46Se amardes aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Não fazem a mesma coisa os publicanos? 47E se saudardes apenas os vossos irmãos, que fazeis de extraordinário? Não o fazem também os pagãos? 48Portanto, sede perfeitos, como o vosso Pai celeste é perfeito».

 

Continuamos neste Domingo com o Sermão da Montanha, na primeira parte, em que se agora é abordado o tema central da Boa Nova, a caridade para com todos.

39-40 Não resistais ao homem mau». Jesus, com a lei do amor – o mandamento novo (Jo 13,34) –, revoga para sempre a lei da vingança, que, embora moderada pela lei do talião (Ex 21,23; Lev 24,19-20; Dt 19,18-21), era uma lei de desforra ditada não pelo amor, mas pelo zelo da própria honra ou da honra da família ou do clã. A lei do talião correspondia a um grande avanço moral e social para os tempos do Antigo Testamento, pois evitava uma vingança exagerada, que só provocaria novas vinganças sem fim; esta lei estabelecia o critério de que o castigo devia ser tal qual o delito, não podendo ser maior, daí o seu nome: talião. Jesus Cristo estabelece novas bases – o amor, o perdão das ofensas, a superação do orgulho – sobre as quais os homens hão-de atender a uma defesa razoável dos seus direitos. Os exemplos que Jesus dá, tão incisivos – oferecer a outra face, deixar a capa –, apontam para um novo espírito, com que têm de ser solucionados os conflitos, não são exemplos a indicar a letra da lei!

43 «Amarás o teu próximo, odiarás o teu inimigo». Só a 1ª parte estava expressa na Sagrada Escritura (cf. Lev 19,18 – 1.a leitura de hoje). Os judeus consideravam próximo apenas os parentes, amigos e correligionários, ideia que Jesus corrigiu (cf. Lc 10,25-37). A lei do ódio ao inimigo era deduzida das prescrições relativas aos gentios, para se evitar o contágio da idolatria (cf. Dt 20,13-17; 23,4-7;  25,17-19).

48 «Sede perfeitos, como o vosso Pai Celeste é perfeito». A expressão não é um paradoxo, pois rigorosamente falando, é impossível que a criatura alcance a perfeição de Deus. Mas esta é a meta para que deve tender todo o discípulo de Cristo. A santidade é a vocação de todo o baptizado. João Paulo II propôs como objectivo para o caminho da Igreja no 3º milénio a santidade de vida para todos: «Como explicou o Concílio, este ideal de perfeição não deve ser objecto de equívoco, vendo nele um caminho extraordinário, capaz de ser percorrido apenas por algum génio da santidade. Os caminhos da santidade são variados e apropriados à vocação de cada um. Agradeço ao Senhor por me ter concedido, nestes anos, beatificar e canonizar muitos cristãos, entre os quais numerosos leigos que se santificaram nas condições ordinárias da vida. É hora de propor de novo a todos, com convicção, esta medida alta da vida cristã ordinária: toda a vida da comunidade eclesial e das famílias cristãs deve apontar nesta direcção. Mas é claro também que os percursos da santidade são pessoais e exigem uma verdadeira e própria pedagogia da santidade, capaz de se adaptar ao ritmo dos indivíduos; deverá integrar as riquezas da proposta lançada a todos com as formas tradicionais de ajuda pessoal e de grupo e as formas mais recentes oferecidas pelas associações e movimentos reconhecidos pela Igreja».

 

Sugestões para a homilia

 

• Vocação à santidade

Santidade para todos

O caminho dos Mandamentos

Templos de Deus

• O caminho da santidade

Escolher o caminho

Magnanimidade

Amor aos inimigos

 

1. Vocação à santidade

 

a) Santidade para todos. «O Senhor dirigiu-Se a Moisés nestes termos: “Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel e diz-lhes: ‘Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo’.”»

A primeira coisa que precisamos saber é em que consiste a santidade de que Deus nos fala.

Santidade e perfeição. A santidade é a verdade, a beleza, a perfeição em todas as coisas sem excepção, a harmonia, a autenticidade. Uma coisa ou obra perfeita é algo completamente elaborado, feito até ao fim.

A razão da procura desta perfeição, desta beleza, não é a vaidade, a soberba ou qualquer outra finalidade que desagrade a Deus, mas o Amor. Procuramos a perfeição porque amamos a Deus e queremos que Ele fique contente connosco.

Não abarca, pois, um só aspecto da nossa vida, mas todos, não apenas uma época, mas sempre. Aliás, para ser virtude tem de ser estável, duradoira.

A perfeição não consiste em sentimentos, mas em obras, e não é espontânea, mas exige esforço para a alcançar

Um santo é, pois, uma pessoa perfeita em todos os aspectos da sua vida, e não apenas num ou noutro. De resto, estamos habituados a olhar assim os santos: pessoas perfeitas em todos os aspectos. Basta um aspecto descurado, para não se poder já falar de santidade.

Somos incapazes de imaginar um santo desleixado no seu trabalho profissional, ou antipático para com as outras pessoas, fechado em si e egoísta, porque tudo isto é a negação da perfeição.

Quando estuda a vida de um santo para o canonizar, a Igreja estuda todos os aspectos da sua vida e verifica se nele há heroicidade de vida e de virtudes. Não basta que seja bom!

Obra do Espírito Santo. A missão do Espírito Santo, Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, no mundo, é precisamente ajudar-nos a alcançar a santidade.

Ao falar do que o Espírito Santo fará, Jesus diz-nos que Ele nos ensinará toda a verdade – sem a conhecer não pode haver perfeição –, nos tornará fortes nas provações e perseguições, de tal modo que possamos vencer as dificuldades que encontramos e permanecer fieis ao amor de Deus; será o Consolador, ensinar-nos-á a fazer oração.

Embora a acção no mundo de cada uma das Pessoas da Santíssima Trindade seja comum às Três, a Igreja apropria ao Espírito Santo esta missão: promover a perfeição, a santidade no mundo.

Deus não nos dispensa da nossa colaboração para alcançar a santidade a que nos chama. Termos de procurar formação doutrinal, para conhecer o que Deus nos pede.

Meta dos nossos passos. Estamos neste tempo de prova na terra, para nos parecermos com Deus, vivendo uma comunhão de Amor que há-de continuar para sempre no Céu.

A nossa “espera” pelo momento de entrar na vida eterna, no Paraíso, não é uma atitude estática, como quem se encontra à espera de alguém que chega de viagem, mas Dinâmica, a trabalhar.

 

b) O caminho dos Mandamentos. «Não odiarás do íntimo do coração os teus irmãos, mas corrigirás o teu próximo, para não incorreres em falta por causa dele. Não te vingarás, nem guardarás rancor contra os filhos do teu povo. Amarás o teu próximo como a ti mesmo

Rotulam o nosso caminho da vida os Mandamentos da Lei de Deus. Gravados profundamente na nossa natureza, de tal modo que a exigência da sua observância é também uma exigência da natureza humana, eles são expressão do respeito por nós mesmos e pela vontade de Deus.

O Senhor ama-nos e chamou-nos à vida na terra com amor infinito. Dotou-nos de talentos, o primeiro dos quais é a vida presente. Sucederam-se, depois, o chamamento a fazer parte da Igreja, pelo Baptismo e muitas outras graças que vamos recebendo.

Gravados em nós. Os Mandamentos estão gravados na nossa consciência, de tal modo que sentimos constantemente o apelo para os cumprir e passamos um mau bocado quando os transgredimos, a não ser que a consciência já esteja endurecida pela frequência dos pecados. O remorso é um grito da natureza, na consciência, a avisar-nos que estamos fora do caminho.

De algum modo, também a máquina “se queixa”, se não cumprirmos as instruções que indicam como proceder para garantir o seu funcionamento.

A ignorância não nos imuniza do mal. É verdade que a ignorância pode impedir-nos de os cumprir. Nesse caso não pecamos, a não ser que propositadamente nos tenhamos refugiado na ignorância, para vivermos numa falsa liberdade.

Mas mesmo quando a pessoa deixa de os cumprir, por ignorância, nem por isso deixa de se danificar a si própria. O que ignora os efeitos do álcool, como Noé, nem por isso deixa de os sofrer.

Depois deste investimento, Deus tem direito a esperar de nós frutos abundantes. Estes frutos são, antes de mais, a observância fiel e por amor dos Mandamentos da Lei de Deus.

Todos os Mandamentos. Os dez Mandamentos são, –  perdoe-se a comparação, como um sistema de electrificação de uma casa: basta uma pequena interrupção de continuidade, para ficar toda a casa sem corrente.

Devemos cumprir fielmente todos e cada um dos Mandamentos, sem descontos nas suas exigências ou redução no seu número.

A transgressão de um só deles que obrigue sob pena de pecado grave, uma vez transgredido, rouba-nos a vida da graça.

Está muito generalizada a tendência para classificar uma pessoa de justa, boa, santa, porque observa um Mandamento ou sobressai numa virtude, enquanto despreza os mais importantes.

O mundo de hoje é fácil em “canonizar” santos cheios de pecados e defeitos, porque tem medo às exigências da santidade de Deus.

 

c) Templos de Deus. «Irmãos: Não sabeis que sois templo de Deuse que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destrói o templo de Deus, Deus o destruirá. Porque o templo de Deus é santo, e vós sois esse templo

Ao cumprir cada um dos Mandamentos estamos a venerar o Templo da Santíssima Trindade que somos, desde o Baptismo.

Consagrados a Deus. No momento do nosso Baptismo tornamo-nos templos do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Jesus fez-nos esta promessa na Última Ceia. «Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra; Meu Pai amá-lo-á e nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada

Deus faz uma Aliança de Amor connosco, assumindo-nos como filhos Seus e herdeiros do Paraíso. Trata-nos como verdadeiro pai e espera de nós que nos comportemos como bons filhos, observando os Mandamentos e aceitando a Sua ajuda.

Todas as consagrações que se possam fazer na vida, alicerçam-se nesta fundamental consagração.

Qualquer pecado, qualquer transgressão dos Mandamentos é uma profanação deste Templo de Deus. A advertência de S. Paulo (I Cor 3, 16-23) proclama esta verdade de fé, tão esquecida, por vezes, pelos cristãos.

O pecado, uma profanação. A doutrina da Igreja ensina-nos que qualquer pecado é uma profanação deste tempo que somos.

A confissão sacramental recebida com as necessárias disposições restaura este templo, restituindo-lhe e até aumentando-lhe a beleza de antes.

Viver como consagrado. A Igreja ensinou sempre a ter um profundo respeito pelo corpo humano, inspirada nesta verdade. Incensa e asperge com água benta os corpos inanimados dos que vão a sepultar.

Vários Mandamentos referem-se de modo directo ao respeito devido ao corpo, desde o 6.º e 9.º Mandamentos, referentes à colaboração com Deus na transmissão da vida humana ao quinto, que nos manda respeitá-la e promovê-la.

Exprimimos ainda o respeito pela dignidade do templo do nosso corpo no modo de nos apresentarmos. A roupa deve ajudar a manifestar a dignidade do nosso corpo; do mesmo modo, a moderação racional na comida e na bebida têm a mesma inspiração.

A consciência de que somos templos da Santíssima Trindade há-de levar-nos muitas vezes a um recolhimento profundo, para adorarmos Deus presente em nós.

 

2. O caminho da santidade

 

a) Escolher o caminho. «Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Olho por olho e dente por dente’. Eu, porém, digo-vos: Não resistais ao homem mau. Mas se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda”.»

Jesus quer ajudar os Seus ouvintes a corrigir desvios que se tinham introduzido na Lei, fazendo descontos nas exigências do Senhor.

O caminho certo. Todas as vidas cristãs têm dois pontos comuns: o de partida – na fonte Baptismal – e o de chegada, no Paraíso. Encontrar o caminho do Céu é uma escolha fundamental para chegarmos a bom porto.

Se nos enganarmos no caminho e sairmos dele, podemos corrigir o desvio e recomeçar generosamente a caminhar.

Na nossa vida temos de recomeçar muitas vezes. Todas as noites, quando fazemos o exame de consciência, estamos a pedir ajuda ao Senhor para recomeçar o caminho.

O importante é que a vinda de Cristo, pela morte, nos encontre no caminho do Céu, pela graça santificante. E como não sabemos quando Ele vem ao nosso encontro, devemos estar sempre preparados.

Mas precisamos também de prevenir o futuro, crescendo na amizade do Senhor, e não nos contentando com uma vida medíocre, sem amor e tíbia.

Com as lâmpadas acesas. Na Parábola das dez virgens – cinco das quais eram prudentes e cinco imprudentes –, cinco destas ficaram para sempre excluídas do banquete nupcial – figura da felicidade do Céu – porque foram imprevidentes, não preparando o futuro.

Além do cuidado em não sair do caminho, é preciso ter azeite de reserva, isto é sacramentos e oração, de outro modo, a lâmpada da nossa vida em graça apaga-se.

Todo o amor humano tem vocação para crescer, e quando não cresce, entra em crise e apaga-se. Acontece assim no matrimónio.

O amor a Deus deve ser iluminado pela Palavra de Deus – recebida nos meios de formação – pela oração confiante – que desempenha o papel de respiração – e pelos sacramentos, que alimentam em nós a vida de Deus.

Fugir dos “descontos”. É a grande tentação de muitos. Tentam fazer descontos às exigências de Deus. Começam por transigir e transgredir em matéria que não obriga sob pena de pecado grave. Entra a tibieza na alma e em breve a alma, uma vez insensibilizada, não se defende das tentações mais graves.

Jesus, no Evangelho, ensina-nos e ajuda-nos a vencer esta tentação dos descontos nas exigências de Deus.

 

b) Magnanimidade. «Se alguém quiser levar-te ao tribunal, para ficar com a tua túnica, deixa-lhe também o manto. Se alguém te obrigar a acompanhá-lo durante uma milha, acompanha-o durante duas

A magnanimidade – ter um ânimo grande – opõe-se à intolerância, mesquinhez, cupidez e inflexibilidade.

A nossa inclinação natural é muitas vezes, para a mesquinhez, para nos agarrarmos a pequenas coisas ou motivos, para fazer deles problemas. E assim, por causa de coisas que nada valem, nascem zangas, incompatibilidades e pequenas guerras. Nascem de uma valorização negativamente exagerada de uma palavra ou de uma atitude.

Trata-se de ver as coisas e os acontecimentos na sua verdadeira perspectiva, sem admitir exageros no seu julgamento.

Neste conselho que nos dá, Jesus retrata-Se a Si mesmo, principalmente no proceder durante a Paixão. Não oferece resistência aos que O martirizam.

A não violência. Somos tentados a levantar a voz acima dos que nos falam com certa violência, a responder no mesmo tom agressivo ou superior. Queremos ter sempre razão, dizer a última palavra, vencer.

O Senhor ensina-nos que este caminho é errado. A espiral de violência vai crescendo cada vez mais e a reconciliação está cada vez mais distante, quando, o que nos interessa verdadeiramente é a comunhão. Temos de aprender a perder, a aceitar sermos derrotados.

O perdão das ofensas. O retirar às palavras ou acontecimentos uma parte da importância negativa que lhes damos ajuda-nos a um aspecto importante da magnanimidade: o perdão generoso.

A magnanimidade divina de Jesus leva-O, na Paixão, a desculpar diante do Pai os que O martirizam: «Pai, perdoai-lhes, porque não sabem o que fazem

Esta virtude ajuda à reconciliação e evita muitas perdas de alegria, de tempo e de pecados.

 

c) Amor aos inimigos. «Ouvistes que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo’ Eu, porém, digo-vos: Amai os vossos inimigose orai por aqueles que vos perseguem, para serdes filhos do vosso Pai que está nos Céus; pois Ele faz nascer o sol sobre bons e mause chover sobre justos e injustos

O ódio e detestação, o guardar no coração recordações de coisas que nos feriram é fazer dele um infeliz armazém de coisas inúteis e nocivas. Por vezes encontramos pessoas infelizes, com o coração cheio de amargas recordações de ofensas e agravos recebidos. Sofrem e fazem sofrer.

Quanto mais agradável é fazer do coração um santuário cheio de lembranças de gestos de amor que recebemos dos outros!

Deus perdoa a quem não recusa o perdão. O amor aos inimigos é um gesto heróico que a nossa condição de filhos de Deus nos propõe. Não é possível viver confortavelmente numa família se os seus membros se odeiam e não se perdoam.

Mas há outra razão forte: a nossa vida na terra é um tempo de crescimento no amor, na comunhão em que viveremos eternamente no Paraíso. Se recusamos esta mesma comunhão aqui na terra, como queremos tê-la no Céu?

Orar pelos que nos ofendem. Quando tomamos conhecimento de uma ofensa que nos foi dirigida, o primeiro gesto deve ser desagravar o Senhor, pela ofensa que recebeu com isto. Ele é verdadeiramente o ofendido.

Depois disso, oremos por aqueles que se incompatibilizaram connosco e, possivelmente, nos odeiam e causam dano. Com a nossa oração humilde e generosa conseguimos que deixem de ofender a Deus e, no caso de conversão, cessem de nos fazer mal.

A oração pelos inimigos, imitando o Divino Mestre na Sua Paixão, aparece com muita frequência na vida dos mártires, a começar por Santo Estêvão, primeiro a cingir a coroa do martírio, na história da Igreja.

Não é em vão que a Igreja nos convida a rezar o Pai nosso – chamado oração dominical – antes de nos aproximarmos da Sagrada Comunhão. Nele pedimos, entre outras graças: «Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendidos

Maria, no Calvário, é uma Mãe com dois filhos: Jesus Cristo, martirizado, e os seus algozes. No seu Coração Imaculado, implora o perdão para aqueles que também a Ela fazem sofrer. Que Ela nos alcance a graça de viver esta caridade heróica.

 

Fala o Santo Padre

 

«Jesus não pede aos seus discípulos que suportem o mal, aliás, pede que reajam,

e não com outro mal, mas com o bem. Só assim se interrompe a corrente do mal.»

No evangelho deste domingo (Mt 5, 38-48) — uma daquelas páginas que melhor exprimem a «revolução cristã» — Jesus mostra o caminho da verdadeira justiça mediante a lei do amor que supera a do talião, ou seja, «olho por olho, dente por dente». Esta antiga regra impunha que se infligisse aos transgressores penas equivalentes aos danos causados: a morte a quem tinha matado, a amputação a quem tinha ferido alguém, e assim por diante. Jesus não pede aos seus discípulos que suportem o mal, aliás, pede que reajam, e não com outro mal, mas com o bem. Só assim se interrompe a corrente do mal: um mal leva a outro mal, outro mal leva a mais outro... Interrompe-se esta corrente de mal, e as coisas mudam deveras. Com efeito o mal é um “vazio”, um vazio de bem, e um vazio não se pode encher com outro vazio, mas só com um “cheio”, ou seja, com o bem. A represália nunca leva à resolução dos conflitos. “Tu tramaste contra mim, vais pagar”: isto nunca resolve um conflito, nem sequer é cristão.

Para Jesus, a rejeição da violência pode exigir também a renúncia a um direito legítimo; e dá alguns exemplos: apresentar a outra face, ceder a própria veste ou o próprio dinheiro, aceitar outros sacrifícios (cf. vv. 39-42). Mas esta renúncia não significa dizer que as exigências da justiça são ignoradas ou contraditas; não, ao contrário, o amor cristão, que se manifesta de modo especial na misericórdia, representa uma realização superior da justiça. Aquilo que Jesus nos quer ensinar é a clara distinção que devemos fazer entre a justiça e a vingança. Distinguir entre justiça e vingança. A vingança nunca é justa. É-nos consentido pedir justiça; é nosso dever praticar a justiça. Ao contrário, é-nos proibido vingar-nos ou fomentar de qualquer forma a vingança, enquanto expressão do ódio e da violência.

Jesus não pretende propor um novo ordenamento civil, mas antes o mandamento do amor ao próximo, que inclui também o amor aos inimigos: «Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem» (v. 44). E isto não é fácil. Esta palavra não deve ser interpretada como aprovação do mal praticado pelo inimigo, mas como convite a uma perspetiva superior, a uma perspetiva magnânima, semelhante à do Pai celeste, o qual — diz Jesus — «faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos» (v. 45). Com efeito, também o inimigo é uma pessoa humana, criada como tal à imagem de Deus, mesmo se atualmente esta imagem é ofuscada por uma conduta indigna.

Quando falamos de “inimigos” não devemos pensar em sabe-se lá quais pessoas diversas e distantes de nós; falamos também de nós mesmos, que podemos entrar em conflito com o nosso próximo, por vezes com os nossos familiares. Quantas inimizades nas famílias, quantas! Pensemos nisto. Inimigos são também aqueles que falam mal de nós, que nos caluniam e são injustos connosco. E não é fácil digerir isto. A todas estas pessoas estamos chamados a responder com o bem, que também ele tem as suas estratégias, inspiradas pelo amor.

A Virgem Maria nos ajude a seguir Jesus por este caminho exigente, que exalta deveras a dignidade humana e nos faz viver como filhos do nosso Pai que está nos céus. Nos ajude a praticar a paciência, o diálogo, o perdão, e a sermos artífices de comunhão e artífices de fraternidade na nossa vida diária, sobretudo na nossa família.

   Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 19 de fevereiro de 2017

 

Oração Universal

 

Irmãos e irmãs:

Nós, que somos templos vivos do Senhor

e morada onde habita o Espírito Santo,

peçamos a Deus Pai por todas as pessoas,

dizendo (cantando), com humildade:

 

    Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

1. Pela nossa Diocese e pelas paróquias que a constituem,

    para que vivam a santidade de Deus no amor e o perdão,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

2. Pelos sacerdotes que anunciam o Evangelho de Jesus,

    para que o façam com palavras simples e oportunas,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

3. Pelas pessoas que exercem a autoridade na nossa Pátria,

    para que sejam honestas e tratem por igual os cidadãos,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

4. Por todos aqueles que acompanham aqueles que sofrem,

    para que reconheçam Jesus Cristo nos pobres e humildes,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

5. Por nós mesmos aqui presentes a celebrar a Eucaristia,

    para que olhemos todas as pessoas como amigas e irmãs,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

6. Pelos que terminam a vida na terra, chamados por Deus,

    para que o Senhor os purifique e acolha na Sua Morada,

    e saibamos perdoar a quem nos ofende,

    oremos, irmãos.

 

    Abençoai, Senhor, o vosso povo.

 

Senhor, nosso Deus e nosso Pai do Céu,

que nos concedeis sempre muito mais

do que nós ousamos pedir e esperar,

dai-nos sempre um coração confiante

e atento às surpresas do vosso amor.

Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Introdução

 

Deus, nosso PAI do Céu, não Se limita a recomendar-nos que sejamos santos, mas oferece-nos os meios para o conseguirmos. Recebemos a luz da Sua Palavra, na primeira parte da Missa.

Agora, pelo ministério do sacerdote, vai transubstanciar o pão e o vinho das nossas oferendas no Seu Corpo e Sangue, para nos alimentar.

 

Cântico do ofertório: Recebemos do Senhor um mandamento novo – M. Luís, CNPL (pg 854)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que celebremos dignamente estes divinos mistérios, de modo que os dons oferecidos para vossa glória sejam para nós fonte de eterna salvação. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Santo: A. Cartageno – COM, (pg 189)

 

Saudação da Paz

 

O Senhor oferece-nos a Sua paz, mas há nela uma parte que tem de ser fruto do nosso esforço: perdoarmos de todo o coração e vivermos reconciliados com todas as pessoas, sem excepção.

Manifestemos, pelo gesto litúrgico de reconciliação, o nosso desejo de sermos construtores da paz.

 

Saudai-vos na paz de Cristo!

 

Monição da Comunhão

 

Como poderíamos cumprir com fidelidade o heroísmo que o Senhor nos pede, sem a Sua ajuda omnipotente?

Ele oferece-nos a Sua ajuda, dando-Se a cada um de nós na Sagrada Comunhão, se comungarmos como Ele deseja.

Quem não está em condições de comungar deste modo, faça, ao menos, uma comunhão espiritual.

 

Cântico da Comunhão: Senhor, eu creio que sois Cristo – J. F. Silva, NRMS, 67

 

Salmo 9,2-3

Antífona da comunhão: Cantarei todas as vossas maravilhas. Quero alegrar-me e exultar em Vós. Cantarei ao vosso nome, ó Altíssimo.

 

Ou

Jo 11,27

Senhor, eu creio que sois Cristo, Filho de Deus vivo, o Salvador do mundo.

 

 

Cântico de acção de graças: A toda a hora bendirei o Senhor – M. Valença, NRMS, 60 .

 

Oração depois da comunhão: Nós Vos pedimos, Deus omnipotente, que este sacramento de salvação seja para nós penhor seguro de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Que nunca se apague da nossa mente a recordação de que estamos nesta vida para caminharmos para o Céu, numa vida que agrade a Deus.

Ajudemos os que vivem ao nosso lado, com uma amizade sincera, a viverem como quem deseja alcançar a salvação eterna.

 

Cântico final: Bendiz minha alma o Senhor, M. Carneiro, NRMS 105

 

 

Homilias Feriais

 

7ª SEMANA

 

2ª Feira, 24-II: A fé e a oração.

Tg 3, 13-18 / Mc 9, 14-29

Jesus replicou-lhe: Se podes?! Tudo é possível a quem acredita.

Noutra ocasião, Jesus disse: Tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o alcançastes. Assim animava a que fossemos audazes na petição. Agora refere-se à força da oração. Tudo é possível a quem crê (EV). São duas qualidades da oração: a audácia e a fé.

Além disso, a oração é também importante para alcançarmos a sabedoria de Deus, que nos ensina a sermos rectos nas nossas intenções; é portadora da paz, compreensiva, condescendente, cheia de compaixão e de benefícios, imparcial e sem hipocrisia (LT). O testemunho do Senhor é fiel, é a sabedoria dos simples (SR).

 

3ª Feira, 25-II: Humildade na oração e na caridade.

 Tg 4, 1-10 / Mc 9, 30-37

A Escritura diz também: Deus resiste aos soberbos e dá a graça aos humildes. Humilhai-vos diante do Senhor, que Ele há-de exaltar-vos.

O Senhor pede-nos que sejamos humildes, para encontrarmos graça diante de Deus. Os discípulos discutem no caminho quem seria o maior, e Jesus pede que o imitemos. Quem quiser ser o primeiro há de ser o último de todos e o servo de todos (EV).

A humildade é também necessária para a oração de petição. Não tendes nada, porque não pedis. Pedis e não recebeis, porque pedis mal, pois o que pedis é para satisfazer as vossas paixões (LT). Põe nas mãos do Senhor os teus cuidados. Ele te sustentará (SR).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Fernando Silva

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 

 

 

 

Siglas nas sugestões musicais:

NRMS – Nova Revista de Música Sacra

OC – Orar Cantando

CMJ – Cânticos ao Menino Jesus

ENPL – Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica

CEC – Cânticos de Entrada e Comunhão

BML – Boletim de Música Litúrgica

CT – Cantemos Todos

GAP – Glória ao Presépio

NCN – Novos Cânticos do Natal. M. Faria

PN – Presépio Novo. M. Faria

COM – Cânticos do Ordinário da Missa. (Secretariado Nacional de Liturgia)

SP – Senhora da Primavera. M. Faria

CNPL – Cantoral Nacional Para a Liturgia. (Secretariado Nacional de Liturgia)

 

 

 

 

 

 

 


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