6º Domingo Comum

16 de Fevereiro de 2020

 

 

RITOS INICIAIS

 

Cântico de entrada: Em Vós Senhor, eu pus a minha esperança – M. Silva, CT

 

Antífona de entrada: Sede a rocha do meu refúgio, Senhor, e a fortaleza da minha salvação. Para glória do vosso nome, guiai-me e conduzi-me.

 

Introdução ao espírito da Celebração

 

Subimos, uma vez mais, à montanha, para escutar Jesus. Saímos de nossas casas e viemos até aqui, até ao altar de Deus, para escutar a Palavra de Seu Filho e acolher a Sua presença no nosso coração. Continuamos a escutar o longo ensinamento de Jesus aos Seus discípulos, no chamado «Sermão da Montanha». Jesus, com a autoridade que Lhe vem de ser o Filho de Deus, interpreta e atualiza todas as palavras, que foram ditas antes d’Ele e leva a Lei às últimas consequências. Vamos preparar o nosso coração, para as escutar e viver.

 

Ato Penitencial

 

Leitor - Senhor, às vezes destruímos a vida dos outros, com a nossa irritação, com as nossas palavras duras, com as nossas falsas acusações.

P. Dá-nos a felicidade de um coração manso, como o Vosso. Senhor, tende piedade de nós!

Assembleia: Senhor, tende piedade de nós!

 

Leitor – Cristo, às vezes o nosso coração deixa-se enganar por maus desejos. Às vezes o nosso olhar não está limpo. Às vezes as nossas mãos desviam-se para as más ações.

P. Dá-nos a felicidade de um coração puro. Cristo, tende piedade de nós!

Assembleia: Cristo, tende piedade de nós!

 

Leitor: Senhor, às vezes a nossa linguagem é ambígua, não é clara, não é transparente, não é sincera nem verdadeira.

P. Dá-nos a felicidade que nos vem da plena lealdade. Senhor, tende piedade de nós!

Assembleia: Senhor, tende piedade de nós!

 

Oração colecta: Senhor, que prometestes estar presente nos corações rectos e sinceros, ajudai-nos com a vossa graça a viver de tal modo que mereçamos ser vossa morada. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

 

 

Liturgia da Palavra

 

Primeira Leitura

 

Monição: A primeira leitura recorda que o homem é livre de escolher entre a proposta de Deus (que conduz à vida e à felicidade) e a auto-suficiência do próprio homem (que conduz, quase sempre, à morte e à desgraça). Para ajudar o homem que escolhe a vida, Deus propõe “mandamentos”: são os “sinais” com que Deus delimita o caminho que conduz à salvação.

 

Ben-Sirá 15, 16-21 (15-20)

16Se quiseres, guardarás os mandamentos: ser-lhe fiel depende da tua vontade. 17Deus pôs diante de ti o fogo e a água: estenderás a mão para o que desejares. 18Diante do homem estão a vida e a morte: o que ele escolher, isso lhe será dado. 19Porque é grande a sabedoria do Senhor, Ele é forte e poderoso e vê todas as coisas. 20Seus olhos estão sobre aqueles que O temem, Ele conhece todas as coisas do homem. 21Não mandou a ninguém fazer o mal, nem deu licença a ninguém de cometer o pecado.

 

A leitura é tirada da primeira parte da obra didáctica e poética de Jesus Ben Sirac, também chamado Sirácida, que veio a tomar o nome de Eclesiástico, por ter sido o livro do A. T. mais utilizado pela Igreja na instrução dos catecúmenos.

O texto da leitura enquadra-se dentro de um conjunto de ensinamentos práticos em ordem a alcançar a verdadeira sabedoria: «quem se dedica à Lei possuirá a sabedoria» (15, 1); e o final do capítulo 15 é a apologia da liberdade (vv. 11-21). Como diz o Concílio Vaticano II, «Deus quis «deixar o homem entregue à sua própria decisão» (Sir 15,14), para que busque por si mesmo o seu Criador e livremente chegue à total e feliz perfeição, aderindo a Ele» (GS 17). A lei de Deus é o norte a orientar a liberdade humana, mas não no-la tira, como tão-pouco os sinais de trânsito; o que faz é proteger a nossa liberdade.

21 «Não mandou a ninguém fazer o mal, nem deu licença a ninguém de cometer o pecado». A verdade, porém, é que há situações em que se torna difícil cumprir toda a Lei de Deus, mas não se pode dizer que seja impossível, segundo explica Santo Agostinho, «porque Deus não manda coisas impossíveis, mas ao mandar aquilo que manda, convida-te a fazer o que puderes e a pedir o que não puderes” e ajuda-te para que possas. “Os seus mandamentos não são uma carga” (1Jo 5,3), o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11,30).» (Veritatis Splendor, 102)

 

Salmo Responsorial    Sl 118 (119), 1-2.4-5.17-18.33-34 (R. 1b)

 

Monição: Felizes os que amam e seguem os caminhos do Senhor.

 

Refrão:      Ditoso o que anda na lei do Senhor.

 

Felizes os que seguem o caminho perfeito

e andam na lei do Senhor.

Felizes os que observam as suas ordens

e O procuram de todo o coração.

 

Promulgastes os vossos preceitos

para se cumprirem fielmente.

Oxalá meus caminhos sejam firmes

na observância dos vossos decretos.

 

Fazei bem ao vosso servo:

viverei e cumprirei a vossa palavra.

Abri, Senhor, os meus olhos

para ver as maravilhas da vossa lei.

 

Ensinai-me, Senhor, o caminho dos vossos decretos

para ser fiel até ao fim.

Dai-me entendimento para guardar a vossa lei

e para a cumprir de todo o coração.

 

 

Segunda Leitura

 

Monição: Paulo apresenta o projecto salvador de Deus preparado “para aqueles que o amam”, que esteve oculto aos olhos dos homens, mas que Jesus revelou sobretudo com a sua morte na cruz, pois aí, no dom total da vida, revelou-se aos homens a medida do amor de Deus e mostrou-se ao homem o caminho que leva à realização plena.

 

1 Coríntios 2, 6-10

6Nós falamos de sabedoria entre os perfeitos, mas de uma sabedoria que não é deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que vão ser destruídos. 7Falamos da sabedoria de Deus, misteriosa e oculta, que já antes dos séculos Deus tinha destinado para a nossa glória. 8Nenhum dos príncipes deste mundo a conheceu; porque se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória. 9Mas, como está escrito, «nem os olhos viram, nem os ouvidos escutaram, nem jamais passou pelo pensamento do homem o que Deus preparou para aqueles que O amam». 10Mas a nós Deus o revelou por meio do Espírito Santo, porque o Espírito Santo penetra todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus.

 

A leitura é tirada da 1ª parte da Carta aos Coríntios, em que S. Paulo corrige uma série de desordens que havia na comunidade; a primeira delas eram as divisões que o Apóstolo atribui à procura duma sabedoria terrena, baseada na eloquência dos pregadores, quando o que Paulo pregava era uma sabedoria divina, a do plano salvador de Deus através da morte de Cristo na Cruz, que era «uma sabedoria entre os perfeitos, mas de uma sabedoria que não é deste mundo» (v. 6). Só a podiam entender «os perfeitos», isto é, os mais adiantados na perfeição, já com maior maturidade cristã, humana e sobrenatural. O Apóstolo não quer dizer que se trata de um grupo fechado de iniciados, como havia nas religiões mistéricas pagãs da época. Esta sabedoria é «misteriosa e oculta», o que não quer dizer que seja contrária à razão humana, mas, porque sendo sobrenatural, procede da Revelação divina, não estando ao alcance dos que não têm fé, embora sejam os donos do mundo: «os príncipes deste mundo».

8 «Não teriam crucificado o Senhor da glória». Não poderia ser mais clara a alusão à divindade de Jesus; como se não bastasse chamar-lhe Senhor (Kyrios, um título divino com que os LXX traduziram o nome divino de Yahwéh e com que a Igreja primitiva honrava a Jesus: Filp 2,11), S. Paulo determina a sua qualidade de Senhor, a glória, que é um atributo divino, alusivo ao esplendor da majestade divina que refulge nas teofanias do AT (cf. Ex 40,34-38; Ez 43,2-5).

9 Temos aqui uma citação que não é literal de Isaías e Jeremias (Is 64,3; 65,17; Jer 3,16), podendo ser feita através de algum targum (tradução livre aramaica), ou de algum apócrifo perdido. De qualquer modo, visa as maravilhas da graça e da glória.

10 «O Espírito Santo penetra todas as coisas, até o que há de mais profundo em Deus». Temos aqui um dos textos bíblicos mais expressivos da divindade do Espírito Santo, como pessoa distinta do Pai, uma verdade de fé que inicialmente teve dificuldade em se exprimir. Está implícita esta comparação: assim como só o homem sabe o que se passa nas profundezas do seu íntimo, assim também só o Espírito de Deus pode conhecer directamente o que há no abismo incomensurável e impenetrável de Deus (tà báthê tou Theou).

 

 

Aclamação ao Evangelho        cf. Mt 11, 25

 

Monição: O Evangelho propondo a atitude de base com que o homem deve abordar esse caminho balizado pelos “mandamentos”: não se trata apenas de cumprir regras externas, no respeito estrito pela letra da lei; mas trata-se de assumir uma verdadeira atitude interior de adesão a Deus e às suas propostas, que tenha, depois, correspondência em todos os passos da vida.

 

Aleluia

 

Cântico: J. F. Silva, NRMS, 50-51 (I)

 

Bendito sejais, ó Pai, Senhor do céu e da terra,

porque revelastes aos pequeninos os mistérios do reino.     

 

 

 

Evangelho *

 

* O texto entre parêntesis pertence à forma longa e pode ser omitido.

 

Forma longa: São Mateus 5, 17-37 Forma breve: São Mateus 5, 20-22a.27-28.33-34a.37

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: [17«Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar. 18Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. 19Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus]. 20Porque Eu vos digo: Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus, não entrareis no reino dos Céus. 21Ouvistes que foi dito aos antigos: ‘Não matarás; quem matar será submetido a julgamento’. [22Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que se irar contra o seu irmão será submetido a julgamento. Quem chamar imbecil a seu irmão será submetido ao Sinédrio, e quem lhe chamar louco será submetido à Geena de fogo. 23Portanto, se fores apresentar a tua oferta sobre o altar e ali te recordares que o teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa lá a tua oferta diante do altar, vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão e vem depois apresentar a tua oferta. 25Reconcilia-te com o teu adversário, enquanto vais com ele a caminho, não seja caso que te entregue ao juiz, o juiz ao guarda, e sejas metido na prisão. 26Em verdade te digo: Não sairás de lá, enquanto não pagares o último centavo.] 27Ouvistes que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que olhar para uma mulher desejando-a, já cometeu adultério com ela no seu coração. 29[Se o teu olho é para ti ocasião de pecado, arranca-o e lança-o para longe de ti, pois é melhor perder-se um dos teus membros do que todo o corpo ser lançado na Geena. 30E se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e lança-a para longe de ti, porque é melhor que se perca um só dos teus membros, do que todo o corpo ser lançado na Geena. 31Também foi dito: ‘Quem repudiar sua mulher dê-lhe certidão de repúdio’. 32Eu, porém, digo-vos: Todo aquele que repudiar sua mulher, salvo em caso de união ilegal, fá-la cometer adultério.] 33Ouvistes ainda que foi dito aos antigos: ‘Não faltarás ao que tiveres jurado, mas cumprirás os teus juramentos para com o Senhor’. 34Eu, porém, digo-vos que não jureis em caso algum: nem pelo Céu, que é o trono de Deus; 35nem pela terra, que é o escabelo dos seus pés; nem por Jerusalém, que é a cidade do grande Rei. 36Também não jures pela tua cabeça, porque não podes fazer branco ou preto um só cabelo. 37A vossa linguagem deve ser: ‘Sim, sim; não, não’. O que passa disto vem do Maligno».

 

Este texto do Evangelho pertence ao Sermão da Montanha de Mateus (Mt 5 – 7), logo a seguir às bem-aventuranças e declaração sobre o sal da terra e a luz do mundo. O Evangelista vai ao encontro da expectativa messiânica, que esperava do Messias um intérprete definitivo da Lei de Moisés. Mas a verdade é que apresenta Jesus num plano superior a um simples intérprete autorizado da Lei, pois é apresentado ao mesmo nível de Deus. Jesus não revoga a Lei, mas apresenta-se com uma autoridade tal, que pode acrescentar ao que «foi dito» (entenda-se, por Deus), o que Ele agora determina: «Eu, porém, digo-vos» (passim).

17-18 «Não vim revogar...» Os preceitos dos livros do Antigo Testamento (Lei e Profetas), por serem divinamente inspirados, «conservam um valor perene» (Dei Verbum, 14), embora contenham coisas caducas e relativas a uma cultura e a um culto que não passava de uma preparação (uma sombra: Hebr 8,5; 10,1) para o novo culto centrado no sacrifício redentor de Cristo. Jesus não anula os preceitos morais do Decálogo, mas leva-os à sua perfeição: «vim completar». «Não passará da Lei a mais pequenina letra, o yod, a letra mais pequenina do alfabeto hebraico; naturalmente que Jesus se quer referir à lei moral, não aos aspectos rituais e jurídicos da Lei de Moisés.

20 «Se a vossa justiça não superar a dos escribas e fariseus...» Não se trata da virtude da justiça que leva a «dar a cada um aquilo que lhe pertence». Aqui podia traduzir-se por «santidade»; a dos escribas é meramente externa e ritualista. «Entre eles, o cumprimento exato, minucioso, mas externo, dos preceitos tinha-se convertido numa garantia de salvação do homem diante de Deus: «se eu cumpri isto, sou justo, sou santo e Deus tem que me salvar». Com este modo de conceber a justificação, já não é Deus fundamentalmente quem salva, mas vem a ser o homem quem se salva pelas suas obras externas. [...] A justificação ou santificação é uma graça de Deus, com a qual o homem só pode colaborar secundariamente pela sua fidelidade a essa graça» (Bíblia de Navarra). Esta doutrina é o grande cavalo de batalha de S. Paulo contra os judaizantes (cf. Gal 3; Rom 2), pois ninguém se pode salvar, caso não supere esta típica noção de justificação própria dos escribas e fariseus, baseada nas obras, como Jesus graficamente deixou demonstrado na parábola do fariseu e do publicano (Lc 18,9-14). Esta ideia judaica tinha como base a soberba humana, a autossuficiência e conduzia fatalmente à falta de sinceridade e à hipocrisia que Jesus tanto fustigou.

22 «Foi dito aos antigos... Eu, porém, digo-vos». A fórmula foi dito é uma típica expressão respeitosa para evitar pronunciar o nome divino (o chamado passivum divinum). É como se dissesse: «Deus disse... e Eu digo...», equiparando-Se a Deus.

A primeira palavra ofensiva, «imbecil» (em aramaico: «racá»), não tem a gravidade da segunda, «louco», que se podia traduzir por renegado, que implica uma ofensa verbal grave. A propósito desta passagem, comenta Sto. Agostinho: «devem-se notar três graus de faltas e de castigos. O primeiro: entrar em cólera por um movimento interno do coração, ao qual corresponde o castigo do juízo; o segundo: dizer alguma palavra de desprezo, que traz consigo o castigo do sinédrio; o terceiro: quando, deixando-nos levar pela ira até à obsessão, nós injuriamos desapiedadamente os nossos irmãos, o que é castigado com o fogo do Inferno» (Sermo Domini in monte, II, 9). Geena de fogo é uma forma simbólica de designar o Inferno; com efeito, a Geena ficava no vale de Hinon, a Sul de Jerusalém, e era a lixeira da cidade a que se chegava o fogo e que ardia continuamente. O que significa a condenação eterna do Inferno também se pode ver em Mt 18,8-9.

23-24 «Se fores apresentar a tua oferenda sobre o altar...» O Evangelho de S. Mateus é dirigido a cristãos vindos do judaísmo, por isso apresenta a fala de Jesus sem ter em conta o novo culto cristão, mas sim a realidade dos ouvintes imediatos de Jesus, que iam a Jerusalém levar oferendas ao templo. Esta maneira de falar é mais um sintoma do valor histórico do Evangelho que conserva a forma da pregação de Jesus e não a prática da comunidade cristã, numa altura em que o templo já estaria destruído.

27-30 «Todo aquele que olhar para uma mulher desejando-a», A Lei de Moisés proibia o desejar uma mulher casada (cf. Ex 20,17); Jesus reprova todo o olhar pecaminoso dirigido a qualquer mulher. O desejo de que aqui se fala pressupõe o consentimento com a advertência na maldade desses actos impuros. Por olho direito e mão direita entendemos tudo aquilo que nos é mais caro, a que temos de estar dispostos a renunciar, para não ofender a Deus.

31-32 «Dê-lhe certidão de repúdio». Erradamente autores antigos na linha do judaísmo disseram que Deus, no Antigo Testamento, autorizou o divórcio como um direito do marido, o que não é certo. Quando muito, Deus apenas condescendeu com um mal vigente na época. Segundo a interpretação mais habitual, a Lei de Moisés aqui aludida (Dt 24,1) limitou-se a impor algumas limitações a uns costumes abusivos; com efeito, se naquela época só o marido tinha o direito ao repúdio, a Lei exigia que fosse dada à mulher uma carta que a deixasse livre para poder contrair novas núpcias, o que já mitigava a inferioridade da mulher. Mas, segundo uma leitura mais plausível do texto de Dt 24,1-4, o que a Lei pretende não é regulamentar o divórcio, mas proibir que a mulher repudiada, depois de casar com outro marido, voltasse para o primeiro marido; os vv. 1 a 3 de Dt 21 devem ser lidos como a prótase (se..., se...) e o v. 4 como a apódose (então...): «então o primeiro marido que a despediu não a poderá tomar de novo por sua mulher depois de se ter manchado, porque isso é uma abominação aos olhos do Senhor» (v. 4); sendo assim, a Lei de Moisés não legisla sobre o divórcio, apenas o considera essa hipótese.

32 «Salvo em caso de união ilegal». De modo nenhum quer Jesus fazer uma excepção à lei natural da indissolubilidade do matrimónio. S. Jerónimo, e com ele a interpretação habitual, entendeu esta cláusula – traduzida na Vulgata como «salvo no caso de fornicação» (adultério) – como uma circunstância a ter em conta para legitimar a separação da mulher infiel, mas sem autorizar nenhum dos dois a passarem a segundas núpcias; simplesmente se quer dizer que, quando a razão da separação não tivesse a gravidade do adultério, o marido seria moralmente responsável duma posterior união adulterina da repudiada, por isso diz: «fá-la cometer adultério». A verdade é que a Igreja Católica nunca teve, desde os tempos apostólicos, qualquer dúvida sobre a indissolubilidade do matrimónio, mesmo nos casos mais graves de adultério sem possibilidades de reconciliação, ensinando mesmo esta doutrina solenemente na definição tridentina (cânon 7 do Sacramento do Matrimónio); as declarações de nulidade dos tribunais eclesiásticos não são uma dissolução de um matrimónio verdadeiro.

Os modernos estudos dos escritos rabínicos acabaram por dar uma explicação mais simples deste texto de S. Mateus (Bonsirven, Diez Macho e outros). Aquela cláusula exclusiva de S. Mateus, que a repete em 19, 9 – excepta fornicationis causa – não se deve traduzir por: «excepto no caso de adultério», mas sim «excepto no caso de união ilegítima» (a tradução litúrgica diz ilegal; e a nova tradução da CEP que está a ser preparada tem: caso de promiscuidade), isto é, excepto no caso de um matrimónio inválido por algum impedimento «dirimente». S. Mateus põe como excepção para legitimar o divórcio a porneia; ora ele distingue porneia de adultério, que em grego se diz moikheia (Mt 15,19); por isso, se ele quisesse falar de adultério, teria usado esta segunda palavra grega. Mais ainda, se ele quisesse que entendêssemos porneia como adultério, não tinha sentido a frase, pois na época ainda estava vigente a pena de morte para a mulher adúltera (cf. Jo 8,4-5), o que tornava inútil o divórcio e até impossível, pois tudo ficava resolvido com a execução. Os judeus só depois do ano 80 d. C. é que deixaram de aplicar a pena de morte à adúltera.

Pergunta-se então em que consiste esse caso de porneia? S. Mateus tem no seu Evangelho esta cláusula, porque tinha presente a situação específica dos seus destinatários: eram cristãos vindos do judaísmo e ele quer que se reconheçam com força de impedimento dirimente do matrimónio as determinações do Levítico 18, 6-18 (consideradas como «leis noáquicas», isto é, de direito natural e portanto que obrigam até os não judeus). S. Mateus tem esta cláusula porque quer que não se considerem válidos esses matrimónios que o direito pagão considerava legítimos, apesar de certos graus de parentesco, Os rabinos também não consideravam matrimónio incestuoso (porneia) o casamento que, nesses casos de parentesco faziam os prosélitos pelo facto de os julgarem desligados da família pagã (pois com o baptismo dos prosélitos e a circuncisão tornavam-se uma nova criatura). É tendo em conta esta situação que S. Mateus declara como porneia (em hebraico, zenút; em aramaico, zenú), isto é, matrimónio inválido, união ilegítima, os casos de pagãos ou prosélitos casados com esses impedimentos de consanguinidade, que legitimavam e exigiam a separação, para evitar o que se considerava um incesto. Como se vê, esta cláusula não é supérflua, pois pretende abranger precisamente aqueles casos que a lei romana e até os rabinos consideravam matrimónios válidos, como se acabou de explicar.

33-37 Jurar é invocar a Deus como testemunha de uma coisa que se afirma ou se promete, a fim de dar garantia e valor ao que se diz, o que é, em si, uma coisa boa e com que se honra a Deus (cf. Jer 4,2). O perjúrio, ou juramento falso, é pecado grave (cf. Ex 20,7; Num 30,3; Dt 23,22). Os judeus tinham o costume de jurar por tudo e por nada, o que torna ridícula uma acção santa, revertendo em falta de respeito para com Deus, embora de sua natureza leve. Mas os judeus, por um respeito mal entendido. evitaram pronunciar o nome de Deus, invocando as criaturas mais de perto relacionadas com Ele: o céu, Jerusalém. o templo, etc. Jesus, ao dizer: não jureis de modo nenhum, não quer proibir todo o juramento, mas só quando isso não for estritamente exigido, e sobretudo quer inculcar a sinceridade sempre: «sim, sim; não, não!» Se partimos do princípio da sinceridade, há confiança mútua nas relações humanas e jurar torna-se coisa supérflua; jurar a torto e a direito é um sintoma da falta de sinceridade entre as pessoas.

 

Sugestões para a homilia

 

1. Letra e espírito

2. Radicalismo libertador.

 

1. Letra e espírito. Alguém escreveu que «a noite acaba e nasce a luz do dia, quando, no próximo, se reconhece o rosto do irmão, da irmã». No Sermão da Montanha (Mateus, capítulos 5, 6 e 7), Jesus dá-nos uma visão de um mundo fraternal, no qual é possível viver em liberdade, em harmonia, no respeito mútuo, em paz universal. Portadoras desta mensagem de transformação das inteligências e dos corações são as pessoas que vivem e agem a partir da fé na força revolucionária de Deus e da sua Palavra. O que importa e conta é o coração, a disposição interior. No cumprimento da(s) lei(s), não basta a simples execução exterior. É nesse sentido que podemos compreender e acatar as exigências, aparentemente exorbitantes, que escutámos da boca de Jesus, no Evangelho de hoje: «Eu, porém, digo-vos…».

Não basta «não matar» (quinto mandamento do Decálogo); não é suficiente «não cometer adultério» (sexto e nono mandamentos da Lei de Deus); não deve ser necessário jurar. E aí está: Jesus não veio «revogar a Lei ou os Profetas» (Antigo Testamento), veio, sim, completar, levar à perfeição, insuflar espírito na letra do que está prescrito. É que, como diz S. Paulo, «a letra mata, mas o espírito vivifica» (2 Cor 3, 6).

 

2. Radicalismo libertador. Introduzido pelas Bem-aventuranças, o «Sermão da Montanha» (Mateus 5 – 7) apresenta-nos Jesus como Mestre de um programa de vida evangélico que, na sua radicalidade, nos interpela, exorta e nos faz convite/exigências que visam a nossa liberdade interior e um mundo novo, guiado pelo espírito que, só ele, dá sentido e força interior para o cumprimento da letra das prescrições escritas.

É evidente que não se pode matar, que é errado cometer adultério, que se deve ser sincero e verdadeiro no falar. Mas, só isso, é demasiado pouco. Até porque se corre o risco de se ser correcto apenas por medo das consequências de tais delitos. É pouco, porque somos todos irmãos. E é inaceitável que irmãos se injuriem, ofendam, ataquem mutuamente. Pelo que se refere à castidade, é certo que há reacções espontâneas da natureza que não podem, de todo, ser controladas. O que é preciso é aprender a lidar com essas tendências e sensações, sabendo fugir às ocasiões de tentação, por mais que custe. Quanto a jurar, diz-nos S. Tiago: «… não jureis, nem pelo Céu, nem pela Terra, nem façais qualquer outro juramento. Que o vosso sim seja sim e que o vosso não seja não, para não incorrerdes em condenação» (Tgo 5, 12). Apesar de, na Carta aos Hebreus, nos ser dito: «os homens juram pelo que é maior do que eles e o juramento é uma garantia que põe fim às suas contendas» (Heb 6, 16).

Jesus parece ter exagerado ao pedir tanto da nossa parte. Mas não: Ele deseja apenas despertar os seus ouvintes e seguidores, e levá-los a deixarem-se abalar pelas suas Palavras «revolucionárias» que dão vida e garantem a felicidade neste mundo. Significa, da parte d’Ele, uma grandíssima confiança na nossa generosidade.

O Senhor quer que matemos, à nascença, o que pode levar à infracção ao amor que devemos uns aos outros (Rom 13, 8). O Senhor deseja que nos tornemos particularmente sensíveis ao valor, à dignidade e aos direitos dos outros. Para bem de todos.

 

Fala o Santo Padre

 

«O que foi dito na antiga aliança era verdadeiro, mas não era tudo:

Jesus veio para dar cumprimento e para promulgar de forma definitiva a lei de Deus.»

A liturgia hodierna apresenta-nos outra página do Sermão da montanha, que encontramos no Evangelho de Mateus (cf. 5, 17-37). Neste trecho, Jesus quer ajudar os seus ouvintes a fazer uma releitura da lei mosaica. O que foi dito na antiga aliança era verdadeiro, mas não era tudo: Jesus veio para dar cumprimento e para promulgar de forma definitiva a lei de Deus, até ao último jota (cf. v. 18). Ele manifesta as suas finalidades originárias e cumpre os seus aspectos autênticos, e faz tudo isto mediante a sua pregação e mais ainda com o dom de si mesmo na cruz. Assim Jesus ensina como fazer plenamente a vontade de Deus e usa esta palavra: com uma “justiça superior” em relação à dos escribas e dos fariseus (cf. v. 20). Uma justiça animada pelo amor, pela caridade, pela misericórdia, e portanto capaz de realizar a substância dos mandamentos, evitando o risco do formalismo. O formalismo: isto posso, isto não posso; até aqui posso, até aqui não posso... Não: mais, mais.

Em particular, no Evangelho de hoje Jesus examina três aspetos, três mandamentos: o homicídio, o adultério e o juramento.

Relativamente ao mandamento “não matar”, Ele afirma que foi violado não só pelo homicídio efetivo, mas também por aqueles comportamentos que ofendem a dignidade da pessoa humana, inclusive as palavras injuriosas (cf. v. 22). Certamente, estas palavras injuriosas não têm a mesma gravidade e culpabilidade do assassínio, mas estão na mesma linha, porque são premissas destes e revelam a mesma malevolência. Jesus convida-nos a não estabelecer uma classificação das ofensas, mas a considerá-las todas prejudiciais, pois são movidas pelo intento de fazer mal ao próximo. E Jesus dá o exemplo. Insultar: estamos acostumados a insultar, é como dizer “bom dia”. E isto está na mesma linha do homicídio. Quem insulta o irmão, mata no próprio coração o irmão. Por favor, não insulteis! Não ganhamos nada...

Outro cumprimento é relativo à lei matrimonial. O adultério era considerado uma violação do direito de propriedade do homem sobre a mulher. Ao contrário, Jesus vai à raiz do mal. Assim como se chega ao homicídio por meio de injúrias, ofensas e insultos, também se chega ao adultério mediante as intenções de posse em relação a uma mulher que não é a própria esposa. O adultério, como o furto, a corrupção e todos os outros pecados, são concebidos primeiro no nosso íntimo e, depois de o coração ter feito a escolha errada, ganham forma no comportamento concreto. E Jesus diz: quem olha para uma mulher que não é a própria com sentimentos de posse é um adúltero no seu coração, começou o caminho rumo ao adultério. Pensemos um pouco sobre isto: sobre os maus pensamentos que vêm nesta linha.

Depois, Jesus diz aos seus discípulos para não jurar, pois o juramento é sinal da insegurança e da duplicidade mediante a qual se desenrolam as relações humanas. Instrumentaliza-se a autoridade de Deus para dar garantia às nossas vicissitudes humanas. Pelo contrário, fomos chamados para instaurar entre nós, nas nossas famílias e nas nossas comunidades um clima de clareza e de confiança recíproca, para que possamos ser considerados sinceros sem recorrer a intervenções superiores a fim de sermos credíveis. A desconfiança e a suspeita recíproca sempre ameaçam a serenidade!

Que a Virgem Maria, mulher da dócil escuta e da obediência jubilosa, nos ajude a aproximar-nos cada vez mais do Evangelho, para sermos cristãos não “de fachada”, mas de substância! E isto é possível com a graça do Espírito Santo, que nos permite fazer tudo com amor, e assim realizar plenamente a vontade de Deus.

  Papa Francisco, Angelus, Praça São Pedro, 12 de fevereiro de 2017

 

Oração Universal

 

P- Senhor, nosso Deus,

que conheceis o que há de mais profundo em nós,

abri os nossos olhos às necessidades e sofrimentos dos irmãos:

 

1.     Pela Igreja, nossa mãe:

para que, à imagem de Maria, não se canse de guardar,

cuidar, velar e defender a dignidade da vida humana,

desde a sua conceção inicial ao seu ocaso natural.

Oremos, irmãos.

 

2.     Pelos que governam o nosso mundo:

para que promovam uma cultura da vida,

como resposta à lógica do descartável e à redução demográfica.

Oremos, irmãos.

 

3.     Pelas vítimas da violência e da maledicência,

da infidelidade e da dureza do coração, da mentira e da deslealdade:

para que sejam respeitados na sua dignidade humana inviolável.

Oremos, irmãos.

 

4.     Por todos nós:

para que saibamos propor, com beleza e alegria, às novas gerações,

a pessoa de Jesus Cristo e a Boa Nova do Seu Reino,

como caminho de felicidade, para uma vida cheia de sentido.

Oremos, irmãos.

 

P. Senhor, que revelastes aos pequeninos os mistérios do Reino,

atendei as nossas súplicas e concedei-nos sempre o auxílio da Vossa graça,

para que as nossas vontades e ações Vos sejam agradáveis

no cumprimento fiel dos Vossos mandamentos.

Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Liturgia Eucarística

 

Cântico do ofertório: Subam até Vós ó Senhor – M. Luís, CNPL, (pg 942)

 

Oração sobre as oblatas: Concedei, Senhor, que estes dons sagrados nos purifiquem e renovem, para que, obedecendo sempre à vossa vontade, alcancemos a recompensa eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo: J. F. Silva – NRMS, 38

 

Monição da Comunhão

 

Os discípulos de Jesus são convidados a viver na dinâmica do “Reino”, isto é, a acolher com alegria e entusiasmo o projecto de salvação que Deus quis oferecer aos homens e a percorrer, sem desfalecer, num espírito de total adesão, o caminho que conduz à vida plena. Essa força e entusiasmo brotam sempre da nossa união com Cristo.

 

Cântico da Comunhão: Deus amou de tal modo o mundo – M. Luís, CEC II, (pg 34)

 

Salmo 77(78),29-30

Antífona da comunhão: O Senhor deu-lhes o pão do Céu: comeram e ficaram saciados.

 

ou

Jo 3,16

Deus amou tanto o mundo que lhe deu o seu Filho Unigénito. Quem acredita n'Ele tem a vida eterna.

 

 

Cântico de acção de graças: O Senhor deu-lhes o pão do Céu – Az. Oliveira, CEC II, (pg 36)

 

Oração depois da comunhão: Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, concedei-nos a graça de buscarmos sempre aquelas realidades que nos dão a verdadeira vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

 

 

Ritos Finais

 

Monição final

 

Pela vida até à morte, pela verdade do amor e pelo amor da verdade! Ide em paz e que o Senhor vos acompanhe!

 

Cântico final: Deus amou de tal modo o mundo – J. P. Martins, CT

 

 

Homilias Feriais

 

6ª SEMANA

 

2ª Feira, 17-II: A fé, a constância e a sabedoria.

Tg 1, 1-11 / Mc 8, 11-13

Jesus suspirou no fundo da alma e respondeu-lhes: Por que pede esta geração um sinal?

Hoje podíamos aproveitar este desabafo do Senhor (EV) para falar de um grande sinal: a necessidade da fé.

S. Tiago, fala às 12 tribos na dispersão, alegra-se por elas se terem mantido na fé, apesar das tribulações. Os resultados foram: primeiro, a constância, indispensável para podermos perseverar nas contendas; segundo, a sabedoria, para dar a importância à palavra de Deus. Para mim vale mais a lei da vossa boca (SR). E lembra que a falta de fé é como um barco agitado pelas ondas do mar, que anda à deriva. Deus não quer espíritos indecisos, inconstantes (LT).

 

3ª Feira, 18-II: A tentação e a provação.

Tg 1, 12-18 / Mc 8, 14-21

Cada qual é tentado pelos seus desejos maus, que o arrastam e procuram atrair.

Deus não pode ser tentado pelo mal, nem tenta ninguém (LT). Pelo contrário, Ele quer que todo o que sofre provações, caso vença, receberá a coroa da vida. Os discípulos não conseguem ver para além do pão. Não entendeis nem compreendeis? (EV). Feliz o homem a quem instruís na vossa lei (SR).

É importante distinguir entre provação e tentação, que conduz ao pecado. A provação é indispensável para o crescimento das virtudes, A tentação, os maus desejos, arrastam e seduzem, geram o pecado e este gera a morte, uma vez consumado (LT).

 

4ª Feira, 19-II: O valor dos sinais sacramentais.

Tg 1, 19-27 / Mc 8, 22-26

Depois deitou-lhe saliva nos olhos, impôs-lhe as mãos e perguntou-lhe: Vês alguma coisa?

Nesta passagem encontramos dois sinais utilizados por Cristo; a saliva e a imposição das mãos (EV).

Jesus cura um cego através da saliva, sinal sensível. Pode ajudar-nos a dar mais valor aos sinais sacramentais, pois é através desses sinais sacramentais da Igreja que o Espírito Santo, depois do Pentecostes, nos santifica (CIC, 1152). Jesus cura os doentes e abençoa as crianças pela imposição das mãos. Este sinal é também usado pela Igreja nas epicleses sacramentais (CIC, 699). Procuremos dar-lhes muito importância

 

5ª Feira, 20-II: A revelação do Messias.

Tg 2, 1-9 / Mc 8, 27-33

Jesus então perguntou-lhes: E quem dizeis vós que eu sou? Pedro tomou a palavra: Tu és o Messias.

Jesus aproveitou esta afirmação de S. Pedro para anunciar a sua paixão e, deste modo, revelou o conteúdo autêntico da sua realeza messiânica (EV). A sua realeza só se manifestou no momento da Cruz. E S. Pedro não aceitou e Jesus repreendeu-o: Vai-te da minha frente. Tu não tens em vista os interesses de Deus (EV).

Outra das consequências é cumprir o que vem nas Escrituras: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Mas, se olhardes à condição das pessoas, cometeis pecado (LT). De facto, o Senhor ouve o clamor dos pobres. Um pobre gritou e foi atendido (SR).

 

6ª Feira, 21-II: A fé e a Cruz.

Tg 2, 14-24. 26  / Mc 8, 34-9, 1

Pois se alguém se envergonhar das minhas palavras, também o Filho do Homem se há-de envergonhar dele.

A virtude da fé permanece naquele que não pecar contra ela. Mas, no entanto, a fé sem obras está morta (LT). Se estivermos privados da esperança e do amor, a fé nãos nos une plenamente ao Senhor.

Mas não somente devemos guardar a fé e viver dela, mas também temos que professá-la, dar testemunho dela e propagá-la. Todos devemos estar dispostos a confessar a nossa fé em Cristo, diante dos homens, no meio das atribulações que nunca faltam no dia a dia. O justo não vacilará e será recordado para sempre (SR), e será reconhecido pelo Senhor diante do Pai.

 

Sábado, 22-II: Cadeira de S. Pedro: O apoio a dar ao Papa.

1 Ped 5, 1-4 / Mt 16, 13-19

 Eu também te digo a ti:Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.

Esta festa da cadeira de S. Pedro é uma boa oportunidade para vivermos melhor a unidade à volta do Papa. É uma vontade expressa do Senhor (EV).

Cristo, que é a pedra angular, garante à Igreja, edificada sobre Pedro, o triunfo sobre o demónio (EV). Procuremos apoiar o Papa com as nossas orações e sacrifícios, sigamos fielmente os seus ensinamentos e ajudemos todos a viver a unidade na doutrina da fé. O vosso cajado e o vosso báculo enchem-me de confiança (SR). Peçamos para todos os pastores: Apascentai o rebanho de Deus, que está no meio de vós: velai por ele, como Deus quer (LT).

 

 

 

 

 

 

Celebração e Homilia:        Nuno Westwood

Nota Exegética:                    Geraldo Morujão

Homilias Feriais:                  Nuno Romão

Sugestão Musical:               José Carlos Azevedo

 


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